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Omer Fast in "Fiction" - Season 7 - "Art in the Twenty-First Century" | Art21

  • 0:08 - 0:11
    Pensando se a gente poderia, tipo-
    Você quer botar isso na parede?
  • 0:11 - 0:13
    Sim, só algumas listras na parede.
  • 0:13 - 0:19
    Crescer entre duas culturas e línguas me
    permitiu ter uma distância delas.
  • 0:21 - 0:24
    Eu me sinto autêntico em um ambiente,
  • 0:24 - 0:28
    mas troco de ambiente e me sinto tão
    autêntico quanto no outro lugar.
  • 0:28 - 0:32
    E o que é essa identidade da qual falamos?
  • 0:32 - 0:33
    Ação.
  • 0:33 - 0:35
    Em um idade bem nova, havia uma
    consciência
  • 0:35 - 0:39
    do quanto identidade é de fato uma
    performance, um tipo de construção
  • 0:39 - 0:45
    e o quanto narrativas sustentam nossas
    sociedades e culturas
  • 0:45 - 0:46
    Ser capaz de mover de um local a
    outro
  • 0:46 - 0:52
    também coloca um tipo de foco no "eu" e
    essa performance de autenticidade.
  • 0:54 - 0:57
    Existem coisas que flutuam nas
    margens do meu trabalho.
  • 0:58 - 1:01
    Isso fica interessante em como se explora
    essa dimensão
  • 1:01 - 1:05
    sem escrever um tratado político,
    ou um pedaço de jornalismo,
  • 1:05 - 1:08
    mas sim através de um entendimento
    de que isso está envolvido
  • 1:08 - 1:10
    em relações pessoais.
  • 1:11 - 1:13
    Eu sempre volto para esse tema.
  • 1:14 - 1:15
    (batida na porta)
  • 1:27 - 1:27
    (porta bate)
  • 1:31 - 1:32
    Tudo bem?
  • 1:32 - 1:33
    Sim.
  • 1:35 - 1:35
    Sim.
  • 1:38 - 1:39
    Eu estou bem.
  • 1:39 - 1:43
    Quando eu encontro os meus participantes,
    o processo envolve muitas dúvidas
  • 1:43 - 1:44
    sobre dimensão ética,
  • 1:44 - 1:48
    sobre o que eu estou fazendo, cara a cara
    com a história de alguém, a vida de alguém
  • 1:48 - 1:49
    Esses caras precisam estar aqui?
  • 1:49 - 1:50
    Eu não percebi que você estaria
    filmando
  • 1:53 - 1:56
    Podemos parar se você está
    desconfortável.
  • 1:57 - 2:00
    O tipo de espaço que eu crio para
    jogar essas dúvidas
  • 2:00 - 2:04
    e trancar elas é criando esse tipo de
    arte doppelganger
  • 2:04 - 2:10
    esse tipo de duplo, que se torna
    o alvo para aqueles problemas.
  • 2:11 - 2:14
    Qual é a diferença de você e alguém que
    se senta em um avião?
  • 2:15 - 2:18
    Não há diferença entre nós;
  • 2:18 - 2:19
    Nós fazemos o mesmo trabalho.
  • 2:19 - 2:20
    Mas você não é um piloto
    de verdade
  • 2:21 - 2:22
    E daí?
  • 2:22 - 2:23
    Você não é um jornalista de verdade.
  • 2:23 - 2:25
    Todos os tipos de papéis de alguém
  • 2:25 - 2:30
    que ouve enquanto forma julgamentos
    de forma aparente
  • 2:30 - 2:31
    Você tem certeza de que está bem?
  • 2:32 - 2:35
    Me permitem externalizar dúvidas,
  • 2:35 - 2:42
    e ganhar um pouco de distância de um tema
    que pode ser muito seco ou muito pessoal
  • 2:42 - 2:49
    Isso cria uma conversa sobre o direito de
    pegar a história de alguém de mudar ela.
  • 2:49 - 2:50
    Você não gosta disso?
  • 2:51 - 2:53
    Por que você não me faz uma
    pergunta melhor?
  • 2:54 - 2:56
    Esse projeto é provocado por
  • 2:56 - 3:00
    uma conversa com alguém que trabalha
    no programa de drones
  • 3:03 - 3:06
    Drones são aeronaves não tripuladas
    controladas remotamente
  • 3:07 - 3:11
    Tem um piloto que controla os movimentos
    da aeronave.
  • 3:12 - 3:15
    Outra pessoa é responsável por
    tudo óptico.
  • 3:19 - 3:20
    5000 pés é o melhor.
  • 3:21 - 3:23
    A posição é melhor
    a 5000 pés.
  • 3:24 - 3:28
    Dá pra dizer que tipo de sapatos você usa
    de um milha de distância
  • 3:29 - 3:31
    Nós temos o infravermelho,
  • 3:31 - 3:36
    que podemos ligar automaticamente,
    e que capta quaisquer assinaturas de calor
  • 3:36 - 3:37
    ou assinaturas de frio.
  • 3:38 - 3:40
    Quero dizer, se alguém sentar,
  • 3:40 - 3:43
    por exemplo, em um superfície fria por
    um tempo e depois levantar
  • 3:43 - 3:45
    você ainda consegue ver
    o calor da pessoa.
  • 3:46 - 3:50
    Meio que parece uma flor branca,
    só brilhando pro céu.
  • 3:51 - 3:52
    É bem bonita.
  • 3:54 - 3:56
    Quero dizer, cara, se você ver alguém
  • 3:56 - 3:58
    acendendo um cigarro naquilo,
    é um grande farol
  • 4:00 - 4:02
    Você está em um caminho predefinido,
    voando uma órbita ciruclar
  • 4:03 - 4:07
    vendo eles fumar de 2 a 3 milhas
    de distância
  • 4:09 - 4:14
    E o computador descobre a trajetória,
    a distância e a velocidade,
  • 4:14 - 4:18
    e acha um tempo estimado que levaria
    para um míssil atingir.
  • 4:20 - 4:24
    O piloto vai ter todas as liberações
    necessárias para atirar.
  • 4:25 - 4:29
    Ele vai soltar o míssil,
    e eu vou guiar ele para o alvo.
  • 4:32 - 4:33
    (batida na porta)
  • 4:34 - 4:36
    Ei, o que você está fazendo?
  • 4:36 - 4:37
    Estamos aqui.
  • 4:41 - 4:42
    Tudo certo?
  • 4:43 - 4:44
    Sim.
  • 4:45 - 4:46
    Sim.
  • 4:47 - 4:48
    Tudo certo.
  • 4:48 - 4:49
    Sobre o que você quer conversar?
  • 4:50 - 4:52
    Era isso que eu ia te perguntar
  • 4:52 - 4:54
    Cara, eu não quero conversar sobre nada.
  • 4:57 - 4:58
    É você que está pagando, lembra?
  • 4:59 - 5:00
    Não pagando tanto.
  • 5:00 - 5:01
    Quer pagar mais?
  • 5:01 - 5:02
    (censura)
  • 5:04 - 5:05
    Tá bem?
  • 5:05 - 5:07
    Ah, sim, só comi porcaria.
  • 5:28 - 5:34
    O trabalho oferece uma reencenação
    da conversa e vários flashbacks.
  • 5:34 - 5:39
    Então em cada flashback,
    logo vemos uma cena de cima
  • 5:39 - 5:39
    de uma paisagem
  • 5:40 - 5:42
    A voz que acompanha a cena
  • 5:42 - 5:48
    é a voz de operador do sensor de verdade,
    descrevendo sua vida e trabalho de verdade
  • 5:50 - 5:55
    O trabalho tenta entrelaçar as memórias
    dessa pessoa e suas conversas,
  • 5:55 - 6:01
    reimaginando o encontro várias vezes, como
    uma obra não resolvida e que se repete
  • 6:03 - 6:06
    Normalmente, eu não volto para casa até
    as 10 da manhã
  • 6:06 - 6:08
    Você pula no banho, pega seu
    café da manhã
  • 6:08 - 6:12
    Joga videogames por, sabe, 4 horas e então
    tenta dormir.
  • 6:14 - 6:17
    Acho que Predador é parecido com jogar
    videogame,
  • 6:17 - 6:19
    mas jogar o mesmo videogame por
    4 anos seguidos
  • 6:19 - 6:20
    todo santo dia no mesmo nível.
  • 6:20 - 6:22
    Mas aí você tem os
    seus momentos
  • 6:22 - 6:25
    quando há emergências reais,
    e aí que estresse vem em cena.
  • 6:25 - 6:26
    Como eu bato aquele caminhão
  • 6:26 - 6:28
    e quão longe deveria colocar o míssil
    para acertar caminhão
  • 6:29 - 6:30
    de forma que eu não cause danos
  • 6:30 - 6:35
    aos prédios em volta ou às pessoas ou
    machuque mais alguém que esteja por lá?
  • 6:35 - 6:38
    E às vezes eu cometo erros.
  • 6:39 - 6:41
    Quero dizer, há lados horríveis
    em trabalhar com Predador
  • 6:41 - 6:42
    Você vê muita morte.
  • 6:44 - 6:46
    Quero dizer, veio um ponto depois, sabe
  • 6:46 - 6:51
    5 anos fazendo isso que,
    é só que eu tive que pensar,
  • 6:51 - 6:54
    "uau, há tantas perdas de vida que resultam
    diretamente de mim."
  • 6:56 - 6:58
    Quero dizer, teve muita coisa pessoal
    que eu tive que passar,
  • 6:58 - 7:02
    muitos chapelães com quem tive que
    conversar, e muitas pessoas que ficam tipo
  • 7:02 - 7:05
    "Como você pode ter TEPT se
    não estava ativo em uma zona de guerra?"
  • 7:05 - 7:09
    Bem, tecnicamente, eu estava todo dia
    ativo em uma zona de guerra
  • 7:09 - 7:11
    Quero dizer, eu podia não estar
    pessoalmente em risco
  • 7:11 - 7:13
    mas eu estava diretamente afetando a
    vida de pessoas lá
  • 7:13 - 7:14
    todo dia
  • 7:15 - 7:18
    Sabe, não é como um videogame
  • 7:19 - 7:21
    Não posso desligar isso.
  • 7:21 - 7:22
    Está sempre lá.
  • 7:24 - 7:28
    Eu prefiro pensar no trabalho como
    um retrato
  • 7:28 - 7:30
    Sabemos que alguém que está pintando
    um retrato
  • 7:30 - 7:36
    vai inevitavelmente usar um estilo
    particular para representar o tema.
  • 7:36 - 7:40
    O que eu faço, de uma forma, muitas vezes
    retratos são retratos, nesse caso,
  • 7:40 - 7:45
    o operador de sensor de drone ou
    trabalhadores da indústria de sexo.
  • 7:45 - 7:47
    mas por serem retratos,
  • 7:47 - 7:52
    há alguém que está contando a história
    deles e contar as histórias deles
  • 7:52 - 7:53
    cada vez mais interfere
  • 7:53 - 7:58
    com uma recepção mais passiva e fluída
    de quem são essas pessoas e o que elas fazem.
  • 7:59 - 8:03
    Então Julia, o que vem depois de cuidar
    dos cães?
  • 8:03 - 8:04
    O que você faz?
  • 8:04 - 8:06
    Vou fazer meu shake de café da manhã,
    tomar banho
  • 8:06 - 8:07
    A estrutura deste projeto
  • 8:07 - 8:10
    é literalmente mostrar o
    cotidiano de trabalhadores
  • 8:10 - 8:13
    da indústria de filmes adultos.
  • 8:15 - 8:20
    Eu queria achar uma forma contatar uma
    companhia e filmar eles filmando seus vídeos.
  • 8:22 - 8:26
    Nesse ponto, eu comecei a escrever
    vinhetas que eu ia juntar com isso,
  • 8:26 - 8:30
    de modo que tem componente
    documental e um ficcional para o curso.
  • 8:33 - 8:36
    Eu queria mostrar ele simultaneamente
  • 8:36 - 8:38
    porque eu queria mostrar como
    suas vidas separadas
  • 8:38 - 8:41
    em um ponto convergem por causa de
    seus trabalhos.
  • 8:41 - 8:45
    As 4 telas representam uma tentativa
    de articular isso espacialmente
  • 8:49 - 8:51
    O trabalho entrança continuamente
  • 8:51 - 8:54
    histórias e indivíduos, e os afasta,
  • 8:54 - 8:57
    e tem um tipo de dinâmica estrutural lá
  • 8:57 - 8:59
    que é sobre movimento e repetição
  • 8:59 - 9:01
    e o potencial em ver beleza em algo
  • 9:01 - 9:04
    que é tão comum quanto 4 pessoas
    dirigindo pro trabalho em LA.
  • 9:04 - 9:06
    Quero dizer, o quão entediante
    é isso?
  • 9:07 - 9:15
    (música do rádio tocando)
  • 9:17 - 9:20
    Eu dependo bastante da ficção para
    o meu trabalho
  • 9:20 - 9:25
    "Tudo Que Ascende Deve Convergir" é o
    título da história de Flannery O'Connor,
  • 9:25 - 9:28
    que serviu de inspiração para o que
    eu estava pensando na época
  • 9:28 - 9:31
    e como eu iria abordar um tema
    em particular
  • 9:33 - 9:35
    Por que eu entrei nos negócios?
  • 9:36 - 9:37
    Foram os meus pais.
  • 9:38 - 9:39
    Seus pais?
  • 9:39 - 9:40
    Sim.
  • 9:40 - 9:42
    Eles também eram diretores de
    filmes adultos?
  • 9:43 - 9:43
    Não.
  • 9:44 - 9:46
    Meus pais eram hippies.
  • 9:46 - 9:48
    Oh, os meus também.
  • 9:48 - 9:49
    Não
  • 9:49 - 9:50
    Não, não, não, não.
  • 9:51 - 9:52
    Meus pais eram de verdade.
  • 9:53 - 9:54
    Os meus também.
  • 9:54 - 9:57
    Não, cara, está escrito na sua cara.
  • 9:58 - 10:02
    Seus pais eram a típica família bom tempo,
    feliz,
  • 10:02 - 10:04
    hippies não ameaçadores.
  • 10:04 - 10:08
    Há um personagem cujas políticas estão
    corretas por um lado,
  • 10:08 - 10:10
    mas que ele é completamente rancoroso
    com mãe dele,
  • 10:10 - 10:12
    que representa esse outro lado da história.
  • 10:15 - 10:18
    Democratas Reagan, estou certo?
  • 10:18 - 10:19
    Mais ou menos
  • 10:19 - 10:22
    Eles eram hippies,
    e viviam em uma comuna,
  • 10:22 - 10:25
    e nessa comuna eles se ocupavam bastante
    indo contra
  • 10:25 - 10:30
    as hierarquias e o tipo de poder que
    sustenta a sociedade da época
  • 10:30 - 10:32
    Parte disso é sexo.
  • 10:32 - 10:36
    Parte disso é família e sua relação com sexo,
  • 10:36 - 10:40
    então ele descreve um passado onde 38
    pessoas dormiam e trabalhavam juntas.
  • 10:41 - 10:43
    Sexo é algo que você faz com todo mundo.
  • 10:43 - 10:45
    É sua obrigação fazer isso.
  • 10:45 - 10:47
    Se torna, de uma forma, trabalho,
  • 10:47 - 10:52
    algo que define aquela sociedade em particular
    e as crianças também estão envolvidas
  • 10:52 - 10:55
    Isso é algo pelo qual esse personagem
    passou.
  • 10:55 - 11:00
    Isso é o enigma particular no qual essa
    pessoa está presa e que ele representa
  • 11:00 - 11:01
    Okay, momento sexy, pronta?
  • 11:01 - 11:03
    Esse vai ser um pra ficar na história
  • 11:03 - 11:04
    Sinto isso no meu íntimo
  • 11:04 - 11:05
    Aqui vamos nós.
  • 11:05 - 11:06
    Espera, por favor.
  • 11:06 - 11:08
    E momento sexy,
    e espera, por favor
  • 11:08 - 11:10
    Quando eles estão atuando na frente
    das câmeras
  • 11:10 - 11:13
    para o filme deles,
    eles estão em um gênero.
  • 11:13 - 11:14
    Eles tem hábitos.
  • 11:14 - 11:15
    Aqui vamos nós
  • 11:15 - 11:16
    Ação.
  • 11:16 - 11:18
    Na verdade ele tem 70 anos.
  • 11:18 - 11:19
    O que?
  • 11:19 - 11:22
    É, a foto dele era de 1986.
  • 11:23 - 11:24
    Essa mulher é uma deusa.
  • 11:24 - 11:30
    Ela precisa ser apreciada, como vinho fino,
    envelhecido até a perfeição
  • 11:30 - 11:31
    Só, só.
  • 11:31 - 11:36
    É um tipo bem estilizado de performance,
    que usa um tipo específico de linguagem
  • 11:36 - 11:37
    para um tipo específico de audiência.
  • 11:38 - 11:41
    De um modo eles eram o tipo mais banal
    e era isso que eu queria
  • 11:41 - 11:44
    É, mas você é só um-
  • 11:44 - 11:47
    É bem, bem pós-moderno em certo sentido
  • 11:47 - 11:49
    Eles não são atores ruins.
  • 11:49 - 11:51
    Eles só estão atuando de uma
    maneira particular
  • 11:51 - 11:54
    É um gênero, e eu gosto de usar
    esses gêneros diferentes
  • 11:54 - 11:58
    e meio que desdobrar suas linguagens
    e brincar com isso
  • 11:58 - 11:59
    Logo que ela começar a falar,
    vai mover
  • 11:59 - 12:00
    Okay.
  • 12:01 - 12:01
    Tom, você se importa se-
  • 12:01 - 12:02
    A primeira página?
  • 12:02 - 12:04
    "Bueno todo estas"?
  • 12:04 - 12:05
    Sim, por favor.
  • 12:05 - 12:06
    Okay.
  • 12:07 - 12:11
    (atriz falando espanhol)
  • 12:14 - 12:18
    Essa personagem te puxa para outro
    lugar, que é um estúdio.
  • 12:18 - 12:21
    Ela é sua guia nesse mundo.
  • 12:21 - 12:24
    Ela reaparece quando você está perdido
    ou entediado.
  • 12:24 - 12:28
    A leitura dela do roteiro e sua interação
    com o diretor
  • 12:28 - 12:31
    constitui um elemento distante
    e crítico
  • 12:31 - 12:34
    essa outra narrativa sobre cruzar
    a fronteira
  • 12:34 - 12:35
    e migração.
  • 12:35 - 12:37
    (atriz falando espanhol)
  • 12:38 - 12:40
    Mas ela realmente disse tudo isso.
  • 12:40 - 12:41
    Tudo depende de outra coisa.
  • 12:41 - 12:43
    Tudo é para outra coisa.
  • 12:43 - 12:44
    Sim, ela disse.
  • 12:44 - 12:46
    Claro, há um pouco de edição.
  • 12:47 - 12:51
    E tudo aquilo sobre lamber, você sabe,
    o cão molhado no começo,
  • 12:51 - 12:55
    e então o lamber o vento e
    explosões frias e amargas.
  • 12:56 - 12:58
    Espera, onde fala isso?
  • 12:58 - 13:00
    Quando eles estão no caminhão a caminho
    da fronteira
  • 13:00 - 13:02
    Mas é morder, não lamber.
  • 13:03 - 13:04
    Certo.
  • 13:05 - 13:07
    É só uma forma de parar o fluxo.
  • 13:07 - 13:09
    Você sabe, faz você pensar duas vezes
    sobre o que está ouvindo.
  • 13:10 - 13:15
    Então vai ter um homem e sua esposa,
    que estão no meio de uma crise particular,
  • 13:15 - 13:18
    e talvez um momento de transformação,
    ou talvez não.
  • 13:18 - 13:19
    Okay, ação.
  • 13:21 - 13:23
    Esses dois irmãos sobre quem eu te contei,
    os que eu fico vendo.
  • 13:24 - 13:26
    Você quer dizer irmãos, como dois caras
    negros, ou tipo?
  • 13:27 - 13:28
    Eles eram brancos, Josh.
  • 13:29 - 13:30
    Irmãos biológicos.
  • 13:31 - 13:32
    Talvez gêmeos.
  • 13:32 - 13:35
    Eles se pareciam bastante.
  • 13:35 - 13:36
    O que eles encontram?
  • 13:36 - 13:38
    Um ovo.
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    Que tipo de ovo?
  • 13:41 - 13:43
    Tipo, tipo, como um ovo de galinha?
  • 13:43 - 13:45
    Para resolver a crise
  • 13:45 - 13:48
    eles precisam criar algo,
    e assim eles não criam uma criança.
  • 13:48 - 13:52
    Eles criam uma história,
    e essa história produz um ovo.
  • 13:52 - 13:54
    Isso foi, tipo, perfeitamente oval.
  • 13:54 - 13:56
    E parecia velho.
  • 13:56 - 13:57
    Confia em mim, Josh.
  • 13:57 - 13:58
    Era um ovo.
  • 13:58 - 14:00
    Além disso, eles tomaram cuidado.
  • 14:01 - 14:05
    As pessoas sempre falam do meu trabalho
    em termos de real e ficcional,
  • 14:05 - 14:11
    e isso não é interessante pra mim,
    essas noções de verdade e de real
  • 14:11 - 14:16
    são muito importantes para nós quando
    estamos falando de um processo de justiça.
  • 14:17 - 14:18
    Eu não sou um jornalista.
  • 14:18 - 14:21
    Meu trabalho não existe no tribunal
    de justiça.
  • 14:21 - 14:23
    Ele existe no espaço de arte
  • 14:23 - 14:28
    e o espaço de arte permite
    ambiguidades e contradições
  • 14:31 - 14:34
    Esse fetiche todo de verdade e ideal,
  • 14:34 - 14:40
    que é uma coisa adorável para se aspirar,
    é de um forma o brinquedo no trabalho
  • 14:44 - 14:48
    Pensar no trabalho em termos de verdade
    e mentiras
  • 14:48 - 14:49
    ou verdade e ficção, é matar o trabalho
  • 14:49 - 14:51
    (batida na porta)
  • 14:58 - 14:59
    O que, o que você está fazendo?
Title:
Omer Fast in "Fiction" - Season 7 - "Art in the Twenty-First Century" | Art21
Description:

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Video Language:
English
Team:
Art21
Project:
"Art in the Twenty-First Century" broadcast series
Duration:
15:41

Portuguese, Brazilian subtitles

Incomplete

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