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Taking Care of Anger | Thich Nhat Hanh (short teaching video)

  • 0:08 - 0:11
    E, se fores um bom praticante,
  • 0:12 - 0:16
    tens atenção plena suficiente
  • 0:21 - 0:23
    para lidar
  • 0:25 - 0:27
    com o que
  • 0:27 - 0:29
    precisa ser tratado.
  • 0:30 - 0:34
    Suponhamos que a raiva
  • 0:34 - 0:36
    surge em ti, como uma energia.
  • 0:40 - 0:44
    Como praticante, não deixas a raiva sozinha
  • 0:45 - 0:47
    em ti,
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    porque, se deixares,
  • 0:50 - 0:53
    a raiva pode causar muitos danos
  • 0:53 - 0:57
    no teu corpo, na tua mente
  • 0:57 - 0:58
    e talvez ao teu redor.
  • 0:59 - 1:03
    É por isso que praticas a atenção plena da raiva.
  • 1:04 - 1:07
    Inspirando, sei que a raiva está em mim.
  • 1:08 - 1:09
    Expirando,
  • 1:09 - 1:12
    sorrio para a minha raiva.
  • 1:12 - 1:14
    Abraço a minha raiva.
  • 1:22 - 1:24
    Tens uma semente de raiva
  • 1:25 - 1:27
    profunda dentro de ti,
  • 1:30 - 1:35
    mas também tens uma semente
    de atenção plena dentro de ti.
  • 1:35 - 1:38
    Tu tens uma semente de
    compaixão dentro de ti.
  • 1:40 - 1:42
    Quando a raiva é tocada,
  • 1:43 - 1:45
    quando a semente de raiva é tocada,
  • 1:45 - 1:47
    manifesta-se
  • 1:47 - 1:49
    como
  • 1:49 - 1:52
    uma energia chamada "raiva".
  • 2:00 - 2:04
    Suponhamos que esta é a tua consciência,
  • 2:04 - 2:06
    que tem duas camadas.
  • 2:06 - 2:09
    A camada inferior é chamada
  • 2:09 - 2:13
    Consciência de Armazenamento,
  • 2:15 - 2:17
    e a camada superior é chamada
  • 2:17 - 2:20
    Consciência da Mente.
  • 2:22 - 2:25
    Tens uma semente de raiva aqui.
  • 2:25 - 2:28
    Também tens uma semente de alegria,
  • 2:28 - 2:31
    de atenção plena, de compaixão
  • 2:31 - 2:33
    e de não discriminação.
  • 2:33 - 2:36
    Tens uma semente de raiva, de desespero,
  • 2:36 - 2:39
    de ciúme, de discriminação
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    nas profundezas da tua consciência.
  • 2:43 - 2:45
    Mas, enquanto a semente de raiva
  • 2:45 - 2:48
    fica sozinha lá,
  • 2:48 - 2:51
    na Consciência de Armazenamento,
  • 2:51 - 2:56
    sem ser regada ou tocada, estás bem.
  • 2:56 - 2:59
    Podes rir e ter um bom momento.
  • 3:00 - 3:05
    Mas isso não significa que não tens
    a semente da raiva em ti.
  • 3:06 - 3:09
    Assim que ouves alguém dizer ou fazer algo,
  • 3:09 - 3:13
    a semente da raiva é tocada
  • 3:14 - 3:17
    e transforma-se numa energia
  • 3:18 - 3:21
    na Consciência da Mente.
  • 3:26 - 3:27
    No Budismo,
  • 3:27 - 3:31
    chamamos-lhe Formação Mental.
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    A raiva é uma Formação Mental.
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    Na minha tradição, falamos de
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    51 categorias de Formações Mentais.
  • 3:55 - 3:58
    Temos a semente da discriminação em nós.
  • 3:58 - 4:01
    Temos também a semente da
  • 4:01 - 4:04
    não discriminação em nós.
  • 4:08 - 4:09
    Isso é verdade.
  • 4:11 - 4:15
    Se a semente da discriminação
    é regada todos os dias,
  • 4:15 - 4:17
    torna-se muito importante
  • 4:19 - 4:20
    e
  • 4:20 - 4:24
    não permite que a semente da
    não discriminação se manifeste.
  • 4:24 - 4:26
    Se a semente da raiva
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    se fortalece dia após dia,
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    a semente de compaixão
  • 4:31 - 4:33
    tem menos chance...
  • 4:34 - 4:37
    E é por isso que,
  • 4:38 - 4:41
    cada vez que uma semente negativa é tocada
  • 4:41 - 4:43
    e se manifesta,
  • 4:44 - 4:47
    temos de cuidar dela.
  • 4:48 - 4:50
    É por isso que
  • 4:50 - 4:54
    falei sobre a atenção plena da raiva.
  • 4:55 - 4:56
    Quando...
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    a atenção plena é a capacidade
  • 4:58 - 5:01
    de saber o que está a acontecer. O que está a acontecer é
  • 5:01 - 5:03
    que a raiva se manifestou.
  • 5:04 - 5:07
    Assim, como praticante, pedes
  • 5:07 - 5:12
    que a semente da atenção plena se
    manifeste ao mesmo tempo.
  • 5:12 - 5:13
    E, se és
  • 5:14 - 5:16
    um praticante diligente,
  • 5:17 - 5:21
    a semente da atenção plena em ti é suficientemente forte
  • 5:23 - 5:24
    e é fácil para ti
  • 5:24 - 5:25
    tocá-la
  • 5:25 - 5:26
    e convidá-la
  • 5:26 - 5:27
    a emergir,
  • 5:28 - 5:31
    e ela surgirá e transformar-se-á numa zona de energia.
  • 5:36 - 5:39
    Suponhamos que a raiva
  • 5:39 - 5:41
    é energia 1,
  • 5:41 - 5:44
    e a atenção plena é energia 2.
  • 5:47 - 5:51
    A atenção plena é a atenção plena de algo,
  • 5:52 - 5:53
    e aqui
  • 5:53 - 5:56
    é a atenção plena da raiva.
  • 5:56 - 5:59
    A atenção plena aqui tem
  • 6:00 - 6:04
    a seguinte função: reconhecer.
  • 6:04 - 6:06
    Reconhecer
  • 6:12 - 6:14
    a raiva como raiva.
  • 6:16 - 6:18
    A atenção plena da respiração...
  • 6:18 - 6:21
    Inspirando, sei que esta é a minha inspiração.
  • 6:21 - 6:24
    Expirando, sei que esta é a minha expiração.
  • 6:24 - 6:27
    Reconhecendo a inspiração como inspiração.
  • 6:27 - 6:30
    Reconhecendo a expiração como expiração.
  • 6:30 - 6:33
    Reconhecendo beber como beber,
  • 6:33 - 6:37
    reconhecendo andar como andar. Essa é a natureza,
  • 6:37 - 6:40
    a função da atenção plena.
  • 6:40 - 6:43
    Assim, a energia da atenção plena, gerada pela tua respiração
  • 6:43 - 6:44
    e pelo teu caminhar,
  • 6:44 - 6:46
    tem a capacidade de reconhecer
  • 6:46 - 6:48
    a raiva como raiva.
  • 6:48 - 6:49
    Inspirando,
  • 6:49 - 6:52
    sei que a raiva está em mim.
  • 6:52 - 6:54
    Expirando,
  • 6:54 - 6:58
    cuido bem da minha raiva.
  • 6:59 - 7:04
    Reconhecendo a raiva e abraçando a raiva,
  • 7:10 - 7:12
    isto é uma arte,
  • 7:12 - 7:16
    é uma prática. Isto não é uma luta.
  • 7:16 - 7:19
    A atenção plena é gerada
  • 7:19 - 7:21
    não para lutar contra a raiva,
  • 7:21 - 7:24
    mas para reconhecer a raiva e segurá-la
  • 7:24 - 7:26
    com muita ternura.
  • 7:27 - 7:29
    Esta é a prática budista.
  • 7:29 - 7:37
    Não te transformas num campo de batalha...
    O bem contra o mal, isso não é Budismo
  • 7:38 - 7:42
    porque tens atenção plena,
    mas também tens raiva.
  • 7:42 - 7:46
    E a atenção plena desempenha o papel de uma irmã mais velha,
  • 7:46 - 7:48
    segurando
  • 7:48 - 7:50
    a irmã mais nova e zangada, que está a sofrer,
  • 7:51 - 7:53
    e ajuda-a a transformar-se.
  • 8:02 - 8:04
    Uma mãe
  • 8:04 - 8:06
    está a trabalhar na cozinha
  • 8:07 - 8:09
    e ouve o seu bebé a chorar.
  • 8:10 - 8:13
    Ela está muito preocupada com o bebé
  • 8:13 - 8:15
    então pára
  • 8:15 - 8:17
    o que está a fazer na cozinha,
  • 8:18 - 8:20
    coloca o que está a segurar e vai
  • 8:20 - 8:23
    ao quarto do bebé, e a primeira
    coisa que faz
  • 8:23 - 8:28
    é pegar nele e segurá-lo ternamente
    nos seus braços.
  • 8:28 - 8:34
    Essa é a mãe. Ela ainda não sabe o que se passa com o bebé,
  • 8:35 - 8:36
    mas
  • 8:36 - 8:39
    a primeira coisa que faz é
  • 8:39 - 8:41
    segurá-lo com atenção plena.
  • 8:41 - 8:44
    Nós fazemos o mesmo, como praticantes.
  • 8:44 - 8:48
    Sempre que a raiva ou o desespero surgem,
  • 8:49 - 8:51
    geramos
  • 8:51 - 8:54
    a energia da atenção plena
  • 8:54 - 8:58
    para reconhecer e abraçar ternamente,
  • 8:59 - 9:00
    ternamente.
  • 9:05 - 9:07
    E, se sabemos praticar
  • 9:07 - 9:10
    a caminhada ou respiração consciente,
  • 9:10 - 9:13
    continuamos a gerar atenção plena
  • 9:13 - 9:17
    e temos essa energia para
    reconhecer e abraçar,
  • 9:17 - 9:20
    e podemos trazer alívio;
  • 9:21 - 9:24
    porque a atenção plena como energia
  • 9:24 - 9:27
    abraça a raiva, como outra
    fonte de energia,
  • 9:27 - 9:31
    ternamente. Irmão mais velho,
    irmão mais novo.
  • 9:32 - 9:36
    Mesmo que a mãe ainda não
  • 9:36 - 9:38
    saiba o que se passa com o bebé,
  • 9:38 - 9:41
    o simples facto de o segurar ternamente
  • 9:41 - 9:44
    já pode trazer alívio ao bebé,
  • 9:44 - 9:46
    que pode parar de chorar;
  • 9:46 - 9:48
    e, se a mãe continuar
  • 9:48 - 9:50
    a segurar o bebé ternamente e com atenção plena,
  • 9:50 - 9:53
    ela descobrirá o que está errado.
  • 9:53 - 9:56
    O bebé pode estar com fome,
  • 9:56 - 9:59
    pode ter febre
  • 9:59 - 10:02
    ou a fralda pode estar muito apertada.
  • 10:02 - 10:04
    Como mãe,
  • 10:04 - 10:07
    ela consegue perceber rapidamente.
  • 10:07 - 10:09
    Como praticante,
  • 10:09 - 10:10
    consegues
  • 10:10 - 10:12
    perceber rapidamente
  • 10:13 - 10:16
    por que essa raiva [está lá];
  • 10:17 - 10:20
    e consegues ver as raízes dessa raiva.
  • 10:20 - 10:23
    Vais descobrir a natureza dessa raiva,
  • 10:23 - 10:25
    a raiz da raiva.
  • 10:29 - 10:32
    Se a mãe descobre o que se passa
  • 10:32 - 10:35
    com o bebé, ela pode resolver a situação
  • 10:35 - 10:38
    rapidamente. Se o bebé está com fome,
  • 10:38 - 10:40
    pode dar-lhe leite.
  • 10:42 - 10:45
    Se a fralda está apertada demais, pode
  • 10:46 - 10:48
    simplesmente ajustá-la.
  • 10:49 - 10:52
    Assim, depois de teres abraçado
  • 10:52 - 10:54
    ternamente
  • 10:54 - 10:56
    a tua raiva,
  • 10:59 - 11:02
    podes querer continuar
  • 11:02 - 11:04
    a prática da respiração consciente,
  • 11:04 - 11:06
    da caminhada consciente,
  • 11:06 - 11:09
    e olhar profundamente para a natureza
  • 11:09 - 11:12
    da tua raiva, e descobrir
  • 11:12 - 11:14
    qual é a raiz dela.
  • 11:15 - 11:20
    Reconhecendo, abraçando e
    olhando profundamente.
  • 11:23 - 11:26
    Porque a atenção plena
  • 11:26 - 11:29
    é o tipo de energia
  • 11:30 - 11:32
    que carrega em si
  • 11:32 - 11:36
    a energia da concentração.
  • 11:38 - 11:40
    Onde quer que a atenção plena esteja,
  • 11:40 - 11:42
    a concentração também está.
  • 11:42 - 11:45
    Quando estás atento à tua inspiração,
  • 11:45 - 11:48
    estás concentrado nela.
  • 11:49 - 11:51
    Quando estás atento ao teu chá,
  • 11:51 - 11:53
    estás concentrado no chá.
  • 11:55 - 11:57
    E é por isso que,
  • 11:57 - 12:00
    quanto mais poderosa é a atenção plena,
  • 12:00 - 12:03
    mais concentração obténs;
  • 12:03 - 12:06
    e, com essa atenção plena e concentração,
  • 12:06 - 12:09
    praticas o olhar profundo e obterás uma visão.
  • 12:21 - 12:24
    E essa visão vai libertar-te e
  • 12:25 - 12:27
    transformar a tua raiva.
  • 12:31 - 12:34
    Há uma história
  • 12:34 - 12:36
    de um rapaz
  • 12:37 - 12:40
    que costumava vir a Plum Village todos os verões
  • 12:40 - 12:43
    com a sua irmã mais nova,
  • 12:45 - 12:48
    e praticavam atenção plena
  • 12:48 - 12:50
    como crianças.
  • 12:51 - 12:55
    O rapaz tinha dificuldades com o seu pai,
  • 12:58 - 13:01
    e culpava o seu pai.
  • 13:02 - 13:04
    Cada vez que ele caía e se magoava
  • 13:04 - 13:07
    o seu pai gritava sempre com ele
  • 13:07 - 13:10
    em vez de o ajudar.
  • 13:10 - 13:13
    Então a relação com o seu pai
  • 13:13 - 13:15
    era difícil,
  • 13:15 - 13:18
    e ele jurou quando crescesse ele não seria
  • 13:18 - 13:19
    como o seu pai;
  • 13:19 - 13:21
    se ele tivesse crianças e se
  • 13:21 - 13:24
    a sua criança caísse e se magoasse
  • 13:24 - 13:28
    ele não gritaria; em vez disso, iria ajudá-lo.
  • 13:28 - 13:29
    Isso era
  • 13:29 - 13:31
    a sua determinação.
  • 13:31 - 13:34
    Uma vez ele estava a brincar
  • 13:34 - 13:37
    no hamlet inferior, em Plum Village,
  • 13:37 - 13:39
    a sua irmã
  • 13:39 - 13:42
    enquanto brincava com outra rapariga na rede
  • 13:42 - 13:45
    caiu e magoou-se,
  • 13:45 - 13:47
    e sangue
  • 13:47 - 13:50
    começou a sair. De repente
  • 13:50 - 13:53
    ele sentiu-se muito zangado;
  • 13:55 - 13:57
    ele queria gritar "Estúpida!
  • 13:57 - 13:59
    Como é que fizeste
  • 13:59 - 14:01
    algo assim?"
  • 14:06 - 14:09
    E porque ele tem vindo a praticar
  • 14:09 - 14:11
    atenção plena, ele foi capaz
  • 14:12 - 14:14
    de se abster de gritar
  • 14:15 - 14:17
    e reconheceu
  • 14:17 - 14:20
    que ele era exatamente como o seu pai.
  • 14:23 - 14:26
    Em vez de tentar
  • 14:27 - 14:29
    ir e ajudar
  • 14:29 - 14:31
    a sua irmã,
  • 14:31 - 14:34
    ele tinha a tendência de gritar com ela.
  • 14:35 - 14:37
    Ele odiava
  • 14:37 - 14:40
    o que ele tinha dentro de si.
  • 14:41 - 14:44
    Então ele praticou
  • 14:45 - 14:47
    respiração consciente
  • 14:47 - 14:50
    Ele sabia que isto era a continuação
  • 14:50 - 14:53
    do seu pai dentro dele;
  • 14:53 - 14:56
    ele não era diferente do seu pai
  • 14:56 - 14:58
    e com aquela visão
  • 14:59 - 15:03
    ele deu a volta e praticou
    caminhada lenta,
  • 15:03 - 15:06
    quando ele viu alguém ajudar a sua irmã;
  • 15:06 - 15:09
    e durante a caminhada lenta
  • 15:09 - 15:11
    ele reconheceu que
  • 15:11 - 15:15
    ele é a continuação do seu pai.
    A energia de raiva
  • 15:15 - 15:18
    foi transmitida pelo seu pai
  • 15:18 - 15:20
    e se ele não praticar
  • 15:20 - 15:23
    ele vai-se tornar exatamente
    como o seu pai
  • 15:23 - 15:25
    e ele irá tratar
  • 15:25 - 15:29
    as duas crianças, no futuro,
    da mesma forma.
  • 15:29 - 15:31
    Isso chama-se Samsara,
  • 15:31 - 15:34
    continuação.
  • 15:34 - 15:37
    E de repente, ele tinha um desejo,
  • 15:37 - 15:40
    que tinha que voltar para casa
    e dizer ao seu pai que
  • 15:40 - 15:42
    ele tem exatamente o mesmo tipo de energia
  • 15:42 - 15:46
    e iria convidar o seu pai
    a praticar com ele.
  • 15:46 - 15:49
    E quando essa intenção nasce com ele
  • 15:49 - 15:52
    a raiva e ressentimento para seu pai
  • 15:52 - 15:55
    começou a dissipar.
  • 15:58 - 16:00
    Que tipo de visão
  • 16:00 - 16:02
    é que ele teve?
  • 16:02 - 16:04
    Ele teve uma visão que
  • 16:04 - 16:07
    ele é exatamente como o seu pai,
  • 16:07 - 16:10
    ele tem a mesmo tipo de energia de hábito.
  • 16:11 - 16:14
    E é por isso que ele queria praticar.
  • 16:14 - 16:17
    Ele viu-se vítima dessa energia,
  • 16:17 - 16:19
    vítima da transmissão
  • 16:19 - 16:21
    dessa energia de hábito;
  • 16:21 - 16:25
    e ele viu que o seu pai era
    também uma vítima
  • 16:25 - 16:27
    de transmissão. O seu pai
  • 16:27 - 16:29
    pode ter recebido do
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    seu próprio pai.
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    E quando ele tem essa visão, essa raiva
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    para com o seu pai simplesmente
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    parou.
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    Ele teve uma transformação. Eu penso
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    que para um rapaz de 12 anos
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    é uma conquista
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    notável.
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    É a visão que transforma as
    nossas aflições;
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    e a atenção plena tem o poder
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    de reconhecer, abraçar,
    olhar profundamente,
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    receber a visão que te transforma,
  • 17:12 - 17:16
    torna-te livre.
  • 17:20 - 17:25
    Transformação, cura, liberdade.
  • 17:36 - 17:45
    E quando o rapaz se libertou, o sei pai foi libertado;
    e os ancestores dentro dele foram libertados
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    e também o círculo, o reino do samsara.
Title:
Taking Care of Anger | Thich Nhat Hanh (short teaching video)
Description:

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Video Language:
English
Duration:
17:51

Portuguese subtitles

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