Grafitando um Pátio de Trens com Barry McGee & Margaret Kilgallen | Art21
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0:27 - 0:29KILGALLEN: Eu gosto de coisas artesanais
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0:29 - 0:31e gosto de ver a "mão" das pessoas
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0:31 - 0:32no mundo.
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0:33 - 0:36A qualquer dia na missão de São Francisco,
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0:36 - 0:38você pode ver uma placa pintada à mão
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0:38 - 0:40com um estilo meio descolado.
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0:40 - 0:42E talvez essa pessoa, se tivesse dinheiro,
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0:42 - 0:46preferisse ter um letreiro de neon.
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0:47 - 0:48Mas eu não prefiro.
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0:48 - 0:51Acho lindo o que eles fizeram,
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0:51 - 0:53por terem feito com as próprias mãos.
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0:53 - 0:54É isso que acho bonito.
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0:56 - 0:58–Bem, eu sou artista e
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0:58 - 1:00eu gostei muito dessas figuras.
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1:00 - 1:01–Você sabe quem as pintou?
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1:01 - 1:04–Não, não.
–Elas são muito legais. -
1:06 - 1:08Frequentemente, na cidade, quando há tanto
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1:08 - 1:09para olhar,
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1:09 - 1:11e tantas coisas acontecendo, você não vê
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1:11 - 1:13essas coisas, mas eu vejo essas coisas.
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1:39 - 1:41MCGEE: Muito se fala sobre como o grafite
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1:41 - 1:43é prejudicial, e essa destruição
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1:43 - 1:45que acontece com o grafite, mas
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1:45 - 1:47na verdade, não há dano nenhum,
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1:47 - 1:48que não possa ser simplesmente coberto
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1:48 - 1:50com um rolo de tinta.
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1:52 - 1:54São como essas vinhetas comerciais, tipo,
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1:54 - 1:57que ficam na minha cabeça, e para mim,
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1:57 - 1:59isso é, tipo, isso é danoso para mim.
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2:00 - 2:02KILGALLEN: O público olha para o grafite e
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2:02 - 2:04vê lixo, vê feiura.
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2:05 - 2:07E eu sempre me pergunto por que eles não
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2:07 - 2:09olham para os outdoors, especialmente em
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2:09 - 2:12São Francisco, há milhões, em toda parte,
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2:12 - 2:13Isso não é lixo?
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2:13 - 2:15Isso é como lixo mental.
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2:17 - 2:19MCGEE: Os outdoors são muito subversivos
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2:19 - 2:20a publicidade é muito subversiva,
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2:20 - 2:22enquanto, a maioria das coisas feitas nas
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2:22 - 2:24ruas está muito próxima da verdade.
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2:25 - 2:27É como a arte mais elevada que existe.
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2:29 - 2:32Fiz grafite por muito tempo.
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2:32 - 2:35Nunca houve um momento em que eu pensei:
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2:35 - 2:37"Oh, tenho 25 agora, vou parar de fazer
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2:37 - 2:39grafiti". Sabe, não foi uma coisa
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2:39 - 2:41planejada, tipo: "Oh, eu faço arte, agora
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2:41 - 2:44vou surfar e agora vou fazer grafite".
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2:45 - 2:48É simplesmente tudo, eu sempre fiz isso.
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3:07 - 3:08KILGALLEN: E a maioria das coisas
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3:08 - 3:10que inspiram minha arte são
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3:10 - 3:12a arte popular de algum tipo,
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3:13 - 3:15arte folclórica americana.
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3:15 - 3:16Também tenho muito interesse
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3:16 - 3:18na arte "folk" indígena.
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3:21 - 3:26Quando comecei a pintar seriamente,
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3:26 - 3:28costumava olhar muito para tipografia
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3:28 - 3:30de, por exemplo, do século 16,
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3:31 - 3:35e a cor das tintas que eles usavam,
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3:35 - 3:37que geralmente eram preta e vermelha
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3:37 - 3:38e às vezes azul.
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3:45 - 3:49Tendo uma formação em gravura e em
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3:49 - 3:51tipografia, me tornei grande interessada
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3:51 - 3:53em imagens que eram planas e gráficas.
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3:53 - 3:57E minha pintura até hoje é muito plana.
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4:14 - 4:16No meu próprio trabalho, faço tudo à mão,
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4:16 - 4:17não projeto.
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4:17 - 4:19Passo muito tempo tentando aperfeiçoar
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4:19 - 4:22o meu traçado e minha mão,
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4:23 - 4:24mas minha mão sempre será
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4:24 - 4:26imperfeita porque é humana.
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4:32 - 4:33Se estou fazendo letras muito grandes
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4:33 - 4:35e passo muito tempo
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4:35 - 4:37refazendo a linha várias e várias vezes
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4:37 - 4:39tentando deixá-la reta, eu nunca
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4:39 - 4:40conseguirei deixá-la reta.
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4:44 - 4:46De longe, pode parecer reta,
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4:46 - 4:47mas quando você chega perto,
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4:47 - 4:49sempre pode ver a linha tremular.
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4:50 - 4:53E acho que é aí que está a beleza.
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5:06 - 5:08Eu recolho cada pequena coisa da rua.
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5:14 - 5:16Algumas coisas servem, outras não.
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5:16 - 5:19Algumas coisas ficam jogadas por anos,
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5:19 - 5:20e depois, magicamente, funcionam
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5:20 - 5:21em uma moldura.
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5:22 - 5:25Gosto desse processo de algo descartado,
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5:25 - 5:28depois recolhido, depois interceptado,
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5:28 - 5:29e então faço algo com isso, e
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5:29 - 5:31de repente vai parar na casa de
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5:31 - 5:33um colecionador refinado e,
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5:33 - 5:35mais uma vez, passa a ser valorizado.
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5:37 - 5:39Os agrupamentos de desenhos em molduras
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5:39 - 5:43geralmente são pequenos cenários
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5:43 - 5:44que se desenvolveram
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5:44 - 5:46que vi na rua, depois fui para casa e
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5:46 - 5:48desenhei, ou algo assim, e depois
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5:48 - 5:50coloquei em uma moldura.
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5:50 - 5:52Sempre os vi como algo similar
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5:52 - 5:55ao funcionamento de uma certa comunidade.
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5:57 - 5:59Em algumas áreas, as pessoas se dão bem
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5:59 - 6:00e se divertem. Em outras, há tensão
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6:00 - 6:03então é quase como uma comunidade.
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6:22 - 6:23Mas quando entrei na escola de arte,
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6:23 - 6:25eu queria saber tudo.
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6:25 - 6:27Fiz aulas de instalação, de performance,
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6:27 - 6:29Queria entender essa tal de “arte” tão
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6:29 - 6:30desesperadamente.
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6:30 - 6:32Queria saber o que diabos era isso.
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6:33 - 6:35Nunca poderia falar mal da escola de arte.
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6:35 - 6:37Aprendi muito sobre o processo de criação
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6:37 - 6:40e documentação, e pronto, temos arte!
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6:40 - 6:43Viva! Todos aplaudem, temos arte.
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6:46 - 6:48Eu me sentia meio que um atleta da
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6:48 - 6:51escola de arte. Se era arte que
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6:51 - 6:52eu ia fazer, eu ia ser bom nisso.
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6:52 - 6:54Não havia a menor chance de que eu
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6:54 - 6:55fosse ruim nisso.
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7:11 - 7:12[apito de trem]
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7:14 - 7:15Psiu!
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7:16 - 7:18— Meu Deus, temos que ir, porque
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7:18 - 7:21tem um cara lá atrás e eu não o conheço.
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7:22 - 7:24Certo, é melhor irmos.
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7:24 - 7:26O que realmente me fascinava nos trens
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7:26 - 7:29é que é muito sobre folclore.
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7:30 - 7:32Você vê uma enorme variedade de marcas.
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7:32 - 7:34Algumas bem antigas,
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7:34 - 7:36e há tanta história ali.
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7:36 - 7:39Isso é algo que tem acontecido
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7:39 - 7:40desde que os trens existem.
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7:40 - 7:43E ainda acontece hoje, no presente.
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7:43 - 7:46mas, ao olhar para isso, parece folclore.
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7:47 - 7:50Ele escreveu originalmente em 1585, e
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7:50 - 7:52depois passou por lá novamente em "91",
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7:52 - 7:54e depois em "92".
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7:55 - 7:56Então, cada vez que ele passa por lá,
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7:57 - 7:59atualiza sua assinatura.
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8:01 - 8:02Você aprende sobre alguém sem nunca
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8:02 - 8:04ter conhecido a pessoa.
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8:04 - 8:06Há questões legais sobre escrever
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8:06 - 8:08sobre a propriedade alheia, também,
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8:08 - 8:09e eu sempre gostei disso.
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8:09 - 8:11Mas há muitas pessoas comuns, da classe
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8:11 - 8:14trabalhadora que escrevem nos trens e…
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8:15 - 8:16KILGALLEN: E elas nem sabem por que
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8:16 - 8:17fazem isso.
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8:18 - 8:20Eu não sei por que fazemos isso, a gente
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8:20 - 8:21simplesmente faz.
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8:23 - 8:24[apito de trem]
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8:25 - 8:26- Não fomos expulsos nem nada.
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8:26 - 8:27Achei que iríamos ser.
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8:27 - 8:29- Pois é. Este é bom.
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8:32 - 8:33— Barry...
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8:33 - 8:35— O quê? Eu quase acertei.
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8:35 - 8:36— Barry, não…
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8:36 - 8:38Olha, eu tenho uma ali.
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8:56 - 8:58Sempre que faço algo em espaços fechados,
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8:58 - 9:00sempre sinto que preciso fazer
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9:00 - 9:02110% mais coisas na rua para, tipo,
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9:02 - 9:04manter a minha credibilidade nas ruas.
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9:06 - 9:08Provavelmente é o público o que mais me
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9:08 - 9:10preocupa. As crianças do graffiti
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9:10 - 9:12que realmente fazem coisas...
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9:12 - 9:14e sempre me preocupo com o modo
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9:14 - 9:15como sou visto pelos olhos
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9:15 - 9:18de um garoto de 12 ou 13 anos, tipo,
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9:18 - 9:19O que ele pensa do que fiz
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9:19 - 9:21Como me encaixo no esquema deles ou:
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9:21 - 9:23"Ah, aquele cara se vendeu".
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9:26 - 9:32[barulho de lixa]
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9:35 - 9:38KILGALLEN:
Quanto mais trabalho faço em galerias, -
9:38 - 9:41mais fácil é se afastar das pessoas.
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9:43 - 9:45Você quer vender seu trabalho, e
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9:45 - 9:47e você quer viver do seu trabalho.
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9:48 - 9:51E esse mundo que envolve a compra e
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9:51 - 9:54venda de arte é um mundo muito fechado
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9:54 - 9:55e, às vezes, você se esquece
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9:55 - 9:57do outro mundo ao seu redor.
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10:01 - 10:03Tem a ver com dinheiro, sabe?
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10:03 - 10:06Quem tem acesso ao espaço.
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10:06 - 10:07E quando sinto que o acesso ao espaço
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10:07 - 10:09está, de certa forma, limitado para
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10:09 - 10:11o publico em geral, isso me dá
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10:11 - 10:13vontade de fazer coisas na rua ainda mais.
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10:18 - 10:19[apito de trem]
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10:59 - 11:02O que está nas galerias já é o público da arte que são sempre as mesmas pessoas.
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11:02 - 11:03Às vezes sinto que, se faço algo em um espaço fechado,
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11:03 - 11:06o círculo de pessoas que vê as coisas fica cada vez menor.
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11:06 - 11:14enquanto, se estou ao ar livre, está aberto para qualquer um ver.
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11:14 - 11:18Mas, fazer coisas em um espaço fechado definitivamente é divertido de fazer.
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11:23 - 11:25Gosto de visitar sites
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11:25 - 11:27eles basicamente me deixam correr solta e livre
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11:28 - 11:32por um mês, e então paro e é isso.
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11:32 - 11:33Sabe, sem supervisão, então..
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11:33 - 11:36também há um senso de liberdade envolvido.
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11:53 - 11:57Até mais o ano de 98, eu sempre pintava diretamente nas paredes,
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Not Synceddaí as pessoas vinham ver a obra,
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Not Syncede a única coisa que ficava era...
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Not Synceda ideia da obra, mas fiz algo no Walker, eles arrancaram a parede.
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Not SyncedE em parte foi minha ideia, minha decisão, para que eu pudesse ter algo para guardar.
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Not SyncedTambém é uma contradição para mim.
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Not SyncedEu definitivamente vendo coisas para ganhar a vida.
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Not SyncedSou um artista profissional agora, quer dizer, sempre gosto de pensar que estou tentando manter isso.
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Not Syncedo mais puro possível,
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Not SyncedMas o que faço está definitivamente
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Not Syncedmanchado também.
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