Vamos ficar nus | Sheila Kelley | TEDxAmericanRiviera
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0:10 - 0:13(Música)
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1:50 - 1:51(Fim da música)
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1:51 - 1:54(Aplausos)
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1:55 - 1:56Obrigada.
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1:56 - 1:59(Aplausos)
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2:01 - 2:05Uau, isso foi divertido.
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2:05 - 2:06Certo, vamos ficar nus!
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2:06 - 2:08(Risos)
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2:08 - 2:09Preparar, aprontar, despir!
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2:09 - 2:11Não, é provocação, estou brincando.
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2:11 - 2:14O tipo de "nu" a que estou me referindo
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2:14 - 2:18é o nu que faz você
se contorcer por dentro. -
2:18 - 2:21É o nu de coração.
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2:21 - 2:25Nu de alma, nu para a verdade
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2:25 - 2:27que é o que quero
compartilhar com vocês hoje, -
2:27 - 2:31a verdade sobre homens,
mulheres e a criatura erótica. -
2:31 - 2:35Mas isso requer o "despir-se"
de ambos os lados. -
2:35 - 2:38Eu preciso despir vocês
de todas as falsas pretensões, -
2:38 - 2:40as ideias que vocês têm
sobre o corpo feminino, -
2:40 - 2:43e vocês precisam despir sua mente,
deixá-la bem aberta. -
2:43 - 2:47Então, esse é o meu laboratório,
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2:47 - 2:49onde passei os últimos
12 anos guiando mulheres -
2:49 - 2:54em direção à consciência
do movimento de seus corpos femininos -
2:54 - 2:56o que traz a consciência
da natureza feminina, -
2:56 - 3:00o que traz a consciência do que eu chamo
de suas "criaturas eróticas". -
3:00 - 3:02Toda mulher no planeta
tem uma criatura erótica. -
3:02 - 3:06Ela é o primórdio do corpo feminino.
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3:06 - 3:10Ela é selvagem, indomada,
é o alter ego sexual -
3:10 - 3:13que mora no profundo do nosso ser.
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3:13 - 3:17Muito frequentemente, ela é enterrada
debaixo de sobrancelhas franzidas, -
3:17 - 3:20corpos congelados, tensos,
pensamentos julgadores e medo, -
3:20 - 3:22mas ela está lá.
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3:22 - 3:24E quando você a acorda
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3:24 - 3:27e a integra com o seu ser,
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3:27 - 3:29isso leva você a um lugar de completude,
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3:29 - 3:33e essa completude do feminino é capaz
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3:33 - 3:36de elevar cada criatura
viva ao seu alcance. -
3:36 - 3:40Vamos falar por um segundo
sobre - aí está a criatura erótica - -
3:40 - 3:42o impensável.
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3:42 - 3:46E se eu disser que o mastro
no qual eu estava dançando agorinha -
3:46 - 3:48é um símbolo para a próxima e quarta onda
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3:48 - 3:51do movimento feminista?
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3:51 - 3:52Eu sei, certo?
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3:52 - 3:55(Aplausos)
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3:55 - 4:00Uma reclamação pessoal
do corpo feminino e de sua sexualidade. -
4:00 - 4:01É bem louco, né?
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4:01 - 4:05Uma stripper dançarina de pole dance
representar o movimento feminista, -
4:05 - 4:07tem gente se revirando
no caixão, meus heróis! -
4:07 - 4:11Mas vou contar sobre minha louca jornada
ao longos dos últimos 23 anos, -
4:11 - 4:14que me trouxe a esse lugar
de clareza e convicção. -
4:14 - 4:16Vou montar a cena pra vocês.
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4:16 - 4:21Era 1989, La Cienega Boulevard,
Star Strip Gentlemen's Club. -
4:21 - 4:23A primeira vez que fui
a um clube de striptease. -
4:23 - 4:26Eu era uma jovem atriz, estava
ajudando um amigo com um projeto -
4:26 - 4:29e eu estava bem infeliz
por ter que ir a esse lugar, -
4:29 - 4:33que eu sentia que subjugava
e objetificava as mulheres. -
4:33 - 4:36Mas, uma vez que entrei, eu me apaixonei
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4:36 - 4:38pelo movimento de algumas dançarinas,
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4:38 - 4:41seus corpos ondulavam e provocavam,
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4:41 - 4:45eram provocantes, sexy e tão femininos!
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4:45 - 4:49Eu estava desesperada
para aprender a fazer aquilo. -
4:49 - 4:52Mas eu não queria ser
uma stripper profissional. -
4:52 - 4:55Não que tenha algo errado com isso.
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4:55 - 4:58O que eu fiz:
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4:58 - 5:00eu escrevi e produzi um filme
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5:00 - 5:03onde eu, na verdade,
iria interpretar uma stripper. -
5:03 - 5:05E no filme eu precisava
criar uma personagem -
5:05 - 5:08que vivesse e se movesse
através de sua sexualidade. -
5:08 - 5:10E eu achei que isso seria divertido.
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5:10 - 5:13Então, no primeiro dia de ensaio,
coloquei este figurino, -
5:13 - 5:15que achei que iria comunicar
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5:15 - 5:18meu eu stripper e sexy para o mundo,
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5:18 - 5:20por favor não riam, tudo bem, podem rir!
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5:20 - 5:22(Risos)
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5:22 - 5:24Então, fui ao palco com esse figurino,
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5:24 - 5:27a música começou e meu corpo apenas...
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5:27 - 5:31Oh-oh. Não se moveu! E ela congelou!
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5:31 - 5:34Eu fazia bacharelado em dança
na Universidade de Nova York. -
5:34 - 5:37Sou bailarina profissional treinada,
eu deveria saber fazer isso. -
5:37 - 5:40Mas meu corpo ficou:
"Eu não vou fazer nada disso". -
5:40 - 5:42E comecei a forçá-lo a mais ou menos
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5:42 - 5:46mexer de um lado pro outro,
tentando ser bem sexy. -
5:46 - 5:47Foi tão patético.
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5:47 - 5:50Não foi nada sexy!
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5:50 - 5:52E eu estava me dando conta
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5:52 - 5:54de que em nenhum lugar em meu ser
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5:54 - 5:57eu sabia como incorporar
minha sexualidade no meu dia a dia. -
5:57 - 6:00Não que eu não tivesse
sexualidade, isso estava bem. -
6:00 - 6:04A questão era trazer minha sexualidade
para o meu dia a dia. -
6:04 - 6:08Eu estava hesitante em ser
abertamente feminina, tipo... uau! -
6:08 - 6:12O corpo, que é uma criatura
brilhantemente intuitiva, fala! -
6:12 - 6:13E meu corpo estava dizendo:
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6:13 - 6:18"Você pode ver claramente
que não faz ideia de quem eu sou". -
6:18 - 6:20E ele estava completamente certo.
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6:20 - 6:22Eu sabia que algo estava
faltando dentro de mim. -
6:22 - 6:26Passei os quatro anos seguintes,
enquanto produzíamos o filme, -
6:26 - 6:29caçando quem eu era enquanto
criatura sexualmente incorporada. -
6:29 - 6:32Fui a clubes de striptease,
conheci dançarinas, -
6:32 - 6:34dissequei o movimento e o aprendi,
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6:34 - 6:38e o que encontrei dentro de mim mesma,
eu não estava esperando. -
6:38 - 6:41Eu encontrei essa sexualidade obscura,
cheia de alma, emocional, -
6:41 - 6:45que me deu uma confiança
em meu corpo e em minha feminilidade, -
6:45 - 6:46que eu nunca tinha tido antes.
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6:46 - 6:49O que acordou dentro de mim
foi minha criatura erótica. -
6:49 - 6:52Tudo isso é incrível,
mas fica ainda muito melhor -
6:52 - 6:56porque não apenas acordou esse lado meu,
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6:56 - 6:59mas esse lado meu começou a mudar tudo
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6:59 - 7:01na porta de casa.
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7:01 - 7:05Meu casamento foi de "é"
para "Oh, meu Deus!" -
7:05 - 7:07E tem estado assim há 23 anos.
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7:07 - 7:09Eu me tornei uma mãe muito mais feliz,
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7:09 - 7:13me tornei uma mulher
completa por mim mesma. -
7:13 - 7:15Precisava dividir com outras mulheres.
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7:15 - 7:18Eu estava tipo: "Você pode, isso é
o Santo Graal do empoderamento!" -
7:18 - 7:20E elas tipo: "Certo".
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7:20 - 7:23Desenvolvi um movimento chamado
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7:23 - 7:25"S Factor" e comecei a ensiná-lo
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7:25 - 7:28para mães do jardim da infância
e mulheres da vizinhança. -
7:28 - 7:32E elas também começaram
a soltar sua sexualidade -
7:32 - 7:35em suas rotinas diárias, em seus corpos,
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7:35 - 7:40e a mesma mudança que eu tive
na minha vida, elas tiveram na delas. -
7:40 - 7:42Relacionamentos mais felizes,
filhos mais felizes, -
7:42 - 7:45mulheres mais felizes, isso as acendeu
como fogo selvagem. -
7:45 - 7:48A próxima coisa que sei é
que estou no programa da Oprah. -
7:48 - 7:51Nós nos tornamos... nosso esforço
se tornou notícia internacional. -
7:51 - 7:55Eu fui inundada com emails do mundo todo.
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7:55 - 8:00Aparentemente, o desejo de ser completa
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8:00 - 8:02atravessou não só barreiras geográficas,
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8:02 - 8:05mas barreiras políticas
e culturais também. -
8:05 - 8:07Eu tinha tocado uma artéria mundial
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8:07 - 8:10de mulheres, todas com falta
da mesma coisa que tinha me faltado. -
8:10 - 8:14A criatura erótica estava adormecida
no mundo todo, como isso era possível? -
8:14 - 8:17Eu não conseguia entender
como as mulheres da Arábia Saudita, -
8:17 - 8:21as mulheres de Pequim, as mulheres
de Buenos Aires, e eu, em Los Angeles, -
8:21 - 8:23como a mesma coisa
podia faltar para todas nós? -
8:23 - 8:24Eu precisava entender isso.
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8:24 - 8:27Eu chamei isso de "efeito Yin".
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8:27 - 8:31Pensem em cada pessoa, homem ou mulher,
tendo consigo o potencial -
8:31 - 8:34da energia do feminino Yin
e do masculino Yang. -
8:34 - 8:39Nós vivemos em um mundo que corta fora
uma parte do Yin de todos nós. -
8:39 - 8:41E se você mergulhar nesse Yin, vai ver
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8:41 - 8:44que é a fisicalidade e a sexualidade
do corpo feminino que é desligada. -
8:44 - 8:47E com quanto mais mulheres
eu conversava, mais eu aprendia. -
8:47 - 8:49E aprendi que o desligar do Yin
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8:49 - 8:52começa com a primeira ofensa.
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8:52 - 8:54A primeira ofensa é a primeira vez
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8:54 - 9:00que alguém ou algo traz atenção negativa,
julgamentos ou vergonha para seu corpo. -
9:00 - 9:03Minha primeira ofensa aconteceu
quando eu tinha sete anos. -
9:03 - 9:07Esta é a imagem de como é, mais ou menos,
o corpo de uma garotinha de sete anos, -
9:07 - 9:10apenas para terem referência
durante a história; esta é minha filha. -
9:10 - 9:13Eu estava com meus melhores
amigos, Brian e Donald Doyle, -
9:13 - 9:16eles tinham sete e oito anos,
respectivamente, -
9:16 - 9:18estávamos no quintal,
era verão, estava superquente, -
9:18 - 9:20estávamos brincando,
decidimos fazer uma pausa, -
9:20 - 9:23e fomos nos refrescar,
então nós três tiramos nossas blusas -
9:23 - 9:28e deitamos de costas na grama, braços
por cima da cabeça, era um dia ótimo. -
9:28 - 9:30O ar refrescava meu peito,
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9:30 - 9:32era um dia lindo e inocente.
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9:32 - 9:34De repente, a janela do andar
de cima da casa deles foi aberta -
9:34 - 9:37e a mãe deles colocou a cabeça para fora
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9:37 - 9:39e ela gritava na voz mais estridente:
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9:39 - 9:43"Sheila Kelley! Sua garotinha danada!
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9:43 - 9:49Coloque sua blusa imediatamente, tenha
vergonha de você mesma e vá para casa!" -
9:51 - 9:54Meus ombros encolheram
em direção às minhas orelhas, -
9:54 - 9:57meu peito afundou com essa emoção
recém-descoberta, a vergonha, -
9:57 - 9:59eu não conseguia respirar,
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9:59 - 10:04e esse foi o momento em que comecei
a ser separada do meu corpo feminino. -
10:04 - 10:07Ela não gritou com seus filhos,
mas gritou comigo, -
10:07 - 10:09mas nós fizemos a mesma coisa.
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10:09 - 10:11O que eu aprendi aquele dia
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10:11 - 10:14é que é seguro e bom
estar em um corpo masculino, -
10:14 - 10:18e que não é seguro, é perigoso,
estar em um corpo feminino. -
10:18 - 10:19Ela não me odiava,
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10:19 - 10:22ela estava tentando inibir
a sexualidade que a assustava, -
10:22 - 10:24que nem sequer existia ainda.
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10:24 - 10:26Ela achou que tinha o direito de me dizer
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10:26 - 10:28o que eu podia ou não fazer com meu corpo.
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10:28 - 10:31Esse tipo de história acontece o tempo
todo, todos os dias, no mundo todo. -
10:31 - 10:37Nós estamos roubando
a vida e a luz dessas criaturas, -
10:37 - 10:39dessas lindas criaturas femininas.
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10:39 - 10:42Cada uma das mulheres que vocês conhecem
-
10:42 - 10:45teve sua primeira ofensa,
quer ela estivesse ciente ou não. -
10:45 - 10:47E ela teve ofensas subsequentes
todos os dias de sua vida. -
10:47 - 10:51Ofensas como: "Feche as pernas",
"Não se mexa assim", -
10:51 - 10:53"Ela é uma piranha",
"Você parece uma prostituta". -
10:54 - 10:57Essas ofensas corroem a barreira emocional
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10:57 - 10:59e o ego do corpo até você não saber
-
10:59 - 11:01onde seu corpo começa e onde termina.
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11:01 - 11:05Você pensa que qualquer um,
a qualquer hora e em qualquer lugar, -
11:05 - 11:08pode lhe dizer o que você pode
ou não fazer com seu corpo -
11:08 - 11:10e a única escolha
que você tem é desligá-lo. -
11:10 - 11:13Então vamos entender
essas ofensas um pouco mais -
11:13 - 11:16porque elas são complicadas e nem sempre
podemos dizer que são ofensas. -
11:16 - 11:21Aqui está um espectro delas. Elas são
globais e variam em nível de visibilidade. -
11:21 - 11:24Se algumas dessas imagens forem difíceis,
por favor desviem os olhos. -
11:24 - 11:26Elas vão de selvagens,
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11:26 - 11:29como apedrejar até a morte uma mulher
que expresse sua sexualidade; -
11:29 - 11:36ou brutais, como um cinto
de castidade feito de carne; -
11:36 - 11:41ou evidentes, como o uso mandatório
de véu sobre o corpo feminino; -
11:41 - 11:44até controles sutis, coisas
como advertências ofensivas -
11:44 - 11:46que corroem a integridade do seu corpo,;
-
11:46 - 11:48e controles subliminares,
-
11:48 - 11:54o infantil tumulto global
sobre um par de mamilos reais. -
11:54 - 11:59Agora, sério, honestamente, eu não sei
que par de mamilos foi tão ofensivo! -
11:59 - 12:01Mas esse é outro assunto!
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12:01 - 12:03Então, quero virar a mesa
com vocês por um segundo. -
12:03 - 12:06Sabem quem eu acho incrivelmente atraente
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12:06 - 12:08e acho que, se eu visse seus mamilos nus,
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12:08 - 12:12eu ficaria tão excitada que não poderia
controlar a mim mesma? -
12:12 - 12:13Daniel Craig.
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12:14 - 12:16Eu nem olho para lá, porque...
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12:16 - 12:18(Risos)
-
12:19 - 12:22Eu acho que Daniel Craig
deveria cobrir seus mamilos também. -
12:22 - 12:25(Risos)
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12:28 - 12:30Eu sei, eu sei. É um absurdo, mas é mesmo?
-
12:30 - 12:35Nós estamos rindo disso, mas estamos
fazendo isso com o corpo feminino. -
12:36 - 12:38No mundo todo.
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12:39 - 12:42O que cada uma e todas
essas ofensas têm em comum -
12:42 - 12:46é o desejo sem fim de controlar
-
12:46 - 12:48e limitar o corpo feminino
e sua sexualidade, -
12:48 - 12:51controlar o clitóris, controlar a vagina,
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12:51 - 12:54controlar o útero, controlar tudo.
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12:54 - 12:57Não queremos pensar que atrocidades,
-
12:57 - 13:00como ser queimada por ácido apenas
por dizer não a um pedido de casamento, -
13:00 - 13:02estão relacionadas a atrocidades
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13:02 - 13:06como violência doméstica por dizer não
a um pedido de casamento. -
13:06 - 13:09Mas, como podem ver,
são exatamente a mesma coisa, -
13:09 - 13:11só usam diferentes táticas de controle
-
13:11 - 13:13em diferentes níveis.
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13:14 - 13:17E quando você ouve repetidamente
-
13:17 - 13:19que seu corpo é obsceno ou indecente,
-
13:19 - 13:23você começa a internalizar isso
e começa a se autocontrolar -
13:23 - 13:25e começa a tentar esconder seu corpo,
-
13:25 - 13:31você tenta e esconde sua sexualidade
em hábitos alimentares não saudáveis, -
13:31 - 13:34ou em pele e ossos.
-
13:34 - 13:38Você vai fazer qualquer coisa
que possa para escondê-lo. -
13:38 - 13:41Ou você começa a se cortar.
-
13:41 - 13:45Ou você tenta se tornar
o ideal de perfeição de alguém. -
13:45 - 13:49Ou vai se masculinizar para conseguir
ser levada mais a sério -
13:49 - 13:52em um mundo em que os valores
são todos masculinos. -
13:52 - 13:55Ou você vive da forma
como 80% das mulheres vivem nos EUA, -
13:55 - 13:57em que algo está faltando
-
13:57 - 13:59e você não tem ideia do que é.
-
13:59 - 14:06O que nós temos feito
para o ego do corpo feminino é... -
14:06 - 14:08é horrível.
-
14:08 - 14:11Nós temos desperdiçado e abusado
-
14:11 - 14:13uma das mais doces, mais vulneráveis,
-
14:13 - 14:15mais adoráveis criaturas do planeta,
-
14:15 - 14:19e nós, todos nós,
estamos pagando o preço, -
14:19 - 14:22porque se vocês acham que as mulheres
são as únicas assustadas -
14:22 - 14:24no relacionamento delas com seu corpo,
-
14:24 - 14:25pensem sobre isto:
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14:25 - 14:28o que os irmãos Doyle aprenderam
no dia da minha primeira ofensa -
14:28 - 14:30foi exatamente o que aprendi.
-
14:30 - 14:33Eles aprenderam que o corpo deles
era mais valioso que o meu. -
14:33 - 14:35Aprenderam que, se a mãe deles
-
14:35 - 14:39podia me dizer o que eu podia
ou não fazer com o meu corpo, -
14:39 - 14:41então talvez um dia eles também pudessem.
-
14:41 - 14:45Os homens também são intimidados
no relacionamento com o corpo feminino -
14:45 - 14:46através dessas ofensas.
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14:47 - 14:50Em um estudo da UCLA com universitários,
-
14:50 - 14:53mais de 50% dos jovens homens disseram
que eles estuprariam uma mulher -
14:53 - 14:55se soubessem que não haveria
nenhuma punição. -
14:57 - 15:00Para a maioria dos homens,
a fantasia mais excitante -
15:00 - 15:01era estuprar uma mulher jovem
-
15:01 - 15:04onde ela experimentasse dor e orgasmo.
-
15:06 - 15:09Certo? Meio soberbo né?
-
15:09 - 15:15Houve um tempo em que o corpo
feminino era adorado, -
15:15 - 15:16não só por sua habilidade de dar vida,
-
15:16 - 15:21mas pelos seus altos sentidos,
pela sua habilidade emocional, -
15:21 - 15:24sua intuição brilhante
e sua dança da fertilidade. -
15:24 - 15:28E essa dança acontecia à noite,
-
15:28 - 15:31quando as mulheres, e apenas as mulheres,
se encontravam nos campos -
15:31 - 15:34e ondulavam suas pelves
-
15:34 - 15:40sobre a plantação para fertilizar
o solo, para alimentar a aldeia. -
15:40 - 15:42Essa é a verdadeira origem
do que conhecemos -
15:42 - 15:45como "dança da fertilidade",
que se tornou "dança erótica", -
15:45 - 15:48que se tornou o que hoje conhecemos
como "striptease" e "pole dance". -
15:48 - 15:52Era uma celebração do corpo feminino.
-
15:52 - 15:55Isso começou como a dança da vida.
-
15:56 - 16:01O grande mitologista e filósofo
Joseph Campbell escreveu: -
16:01 - 16:05"Mulheres são vida
e homens são protetores da vida. -
16:05 - 16:08O papel do homem é proteger a mulher".
-
16:08 - 16:10De alguma forma,
-
16:10 - 16:14o jeito que temos aprendido
a proteger tem se tornado perverso. -
16:14 - 16:17Nosso jeito de proteger
é apagando a chama do feminino. -
16:17 - 16:21Nosso jeito de servir é
controlando o corpo feminino -
16:21 - 16:24em vez de fazermos o que temos que fazer,
-
16:24 - 16:27que é trazer pra fora
nossa energia masculina -
16:27 - 16:29e encarar qualquer ameaça que venha,
-
16:29 - 16:36para que então o feminino possa
desabrochar, crescer, irradiar e ser vida. -
16:37 - 16:40A próxima onda do movimento
feminista é, na verdade, -
16:40 - 16:42um movimento humano, e inclui todos nós,
-
16:42 - 16:45e é a recuperação da beleza e genialidade
-
16:45 - 16:48tanto do masculino quanto do feminino.
-
16:48 - 16:52E isso tudo começa com o despertar
da criatura erótica em cada mulher, -
16:52 - 16:56porque quando uma mulher descobre
o seu poder em seu corpo, -
16:56 - 17:01ela evoca cada ser masculino
para seu mais grandioso poder. -
17:02 - 17:04Quando ela se fortalece, ele se fortalece.
-
17:04 - 17:06Quando nós, enquanto
cultura, a diminuímos, -
17:06 - 17:08estamos diminuindo nossa cultura.
-
17:11 - 17:13O complemento
feminino-masculino pode existir, -
17:13 - 17:15e só quando nós o cultivarmos
-
17:15 - 17:17é que vamos mesmo viver
de acordo com o potencial, -
17:17 - 17:21o verdadeiro potencial de nós mesmos,
individualmente e coletivamente. -
17:21 - 17:24Este é o meu rapaz.
Nós cultivamos todos os dias. -
17:24 - 17:26Não é perfeito, temos altos e baixos,
-
17:26 - 17:30mas dançamos a dança
de empoderar um ao outro. -
17:32 - 17:35Agora aqui estou eu totalmente nua.
-
17:36 - 17:41Se todos nós nos despirmos todos os dias
-
17:41 - 17:45e expusermos nossas
verdades mais profundas, -
17:45 - 17:48nós poderemos viver nus em nossas paixões,
-
17:48 - 17:51nus em nossos poderes, nus em nós mesmos,
-
17:51 - 17:53nus no momento.
-
17:53 - 17:55Eu recuperei meu corpo
-
17:55 - 17:59depois de uma vida de autocrítica
trazida por uma sociedade -
17:59 - 18:03que refreava seu próprio
entusiasmo pela vida, -
18:03 - 18:08e ao fazer isso me tornei,
como Charles Dickens lindamente escreveu: -
18:08 - 18:10"a heroína da minha própria vida".
-
18:10 - 18:12Então a escolha é sua.
-
18:12 - 18:16Vocês ousam se tornar
o herói de sua própria vida -
18:16 - 18:19e recuperar sua essência?
-
18:19 - 18:22Vocês ousam viver nu?
-
18:22 - 18:24Então, quando saírem daqui,
-
18:24 - 18:26quando vocês, mulheres, saírem daqui,
-
18:26 - 18:29entrem na grandeza,
na beleza, na graciosidade, -
18:29 - 18:33no gingado, na curva, no poder,
no fogo do seu corpo, -
18:33 - 18:36do seu espírito e das suas emoções.
-
18:36 - 18:38Quero que vocês ondulem sua coluna,
-
18:38 - 18:42balancem seu corpo, movam-se,
alonguem-se, estiquem os braços para cima, -
18:42 - 18:44Podem fazer isso agora mesmo se quiserem.
-
18:44 - 18:48Quero que vocês saiam e façam
uma estrelinha no meio do supermercado! -
18:48 - 18:49(Risos)
-
18:49 - 18:51Apenas pela diversão de fazer isso.
-
18:51 - 18:54Quero que vocês espalhem
seu esplendor com um sorriso -
18:54 - 18:56bem nos olhos de um estranho.
-
18:56 - 18:59E eu vou suprir vocês
e vocês vão me suprir. -
18:59 - 19:05E, homens, entrem na grandeza
da criatura masculina que vocês são. -
19:05 - 19:09Criem um espaço de segurança
para o feminino prosperar. -
19:09 - 19:11Cuidem dela, protejam, encarem,
-
19:11 - 19:14sustentem seu olhar e elevem-na.
-
19:14 - 19:18Porque quando vocês a elevarem,
-
19:18 - 19:21estarão contemplando à sua frente,
-
19:21 - 19:25o eterno e sagrado feminino.
-
19:25 - 19:28Ele está aqui neste minuto,
ele está aqui na sua frente, do seu lado, -
19:28 - 19:31ele está atrás de você,
está em cada mulher, -
19:31 - 19:32está na curva do pescoço,
-
19:32 - 19:36na mexida de um tornozelo,
e na curva do final das costas, -
19:36 - 19:38ele é o profundo coração emotivo,
-
19:38 - 19:42a sábia e intuitiva alma,
-
19:42 - 19:45e quando você o vê,
quando você o reconhece, -
19:45 - 19:47quando você o contempla, oh, Deus!
-
19:47 - 19:50Seja você homem, mulher ou criança,
-
19:50 - 19:55você vai ser preenchido,
vai se abrir em felicidade, -
19:55 - 19:59porque esse é o poder do feminino.
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20:00 - 20:01E mais uma coisa.
-
20:02 - 20:03Mulheres,
-
20:03 - 20:06quando vocês entrarem em um local,
-
20:06 - 20:09lembrem-se que seus peitos entram
cinco minutos antes de vocês -
20:09 - 20:13e seu glorioso bumbum deve sair
cinco minutos depois que vocês saírem! -
20:14 - 20:15Muito obrigada!
-
20:15 - 20:18(Aplausos)
-
20:23 - 20:24Obrigada.
- Title:
- Vamos ficar nus | Sheila Kelley | TEDxAmericanRiviera
- Description:
-
Em cada mulher existe uma criatura erótica. Quando Sheila Kelley descobriu essa gigante adormecida, sua vida mudou inquestionavelmente. Ela tropeçou no que as mulheres tinham em falta e lançou mundialmente um movimento, inaugurando a quarta onda do feminismo, ensinando mulheres a serem donas de sua sexualidade. "Vamos ficar nus" é sobre expor a verdade e a criatura erótica, ambas as quais descansam debaixo da aparência externa.
Esta palestra foi dada em um evento TEDx, que usa o formato de conferência TED, mas é organizado de forma independente por uma comunidade local. Para saber mais, visite http://ted.com/tedx
- Video Language:
- English
- Team:
closed TED
- Project:
- TEDxTalks
- Duration:
- 21:07
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Claudia Sander accepted Portuguese, Brazilian subtitles for Let's Get Naked: Sheila Kelley at TEDxAmericanRiviera | |
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