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Rashid Johnson Mantém A Calma | Art21 "New York Close Up"

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    (música de jazz)
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    Certo, beleza.
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    (música continua)
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    Como estudante de fotografia
    com interesse em cinema,
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    eu ouvi por acaso uma conversa entre
    alguns dos meus professores
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    sobre uma exibição que iria abrir
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    em uma galeria chamada
    Martha Schneider.
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    E o título era
    "Novos Artistas, Velhos Processos"
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    e eu senti que eu
    me encaixava bem.
  • 0:32 - 0:35
    Então eu decidi levar
    um portfólio para a galeria.
  • 0:35 - 0:38
    E eu acho que nessa época, eu tinha,
    talvez, 19 anos.
  • 0:38 - 0:40
    Talvez estava no segundo ano.
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    Eles não estavam interessados
    em olhar para o trabalho
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    de um artista que veio da rua.
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    Mas depois de implorar um pouco,
    ela deu uma olhada no meu portfólio,
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    e na semana seguinte,
    ela me deu um show solo. (risos)
  • 0:54 - 0:56
    naquele espaço.
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    Do show solo,
    algumas obras foram compradas
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    pelo Instituto de Arte de Chicago
    e pelo Whitney Museum.
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    (entrevistador) Então,
    você é bem ousado?
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    Bom, eu acho que é mais
    ingenuidade do que culhões.
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    Eu acho que eu
    era só um idiota.
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    Assim, se eu tivesse...
    Eu não faria essa escolha hoje.
  • 1:14 - 1:16
    Eu não vou entrar
    em uma galeria... (risos)
  • 1:16 - 1:18
    Eu não vou entrar no MoMA
    com um portfólio e dizer:
  • 1:18 - 1:22
    "Ei, aqui as minhas coisas.
    Você devia dar uma olhada nelas."
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    (música continua)
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    ("Rashid Johnson
    Mantém A Calma")
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    (música continua)
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    (Johnson) Ele entra.
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    (Hauser & Wirth, Upper East Side)
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    (furadeira zumbindo)
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    (Marc Payot, Galerista)
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    (Payot) Especialmente no seu caso,
    os trabalhos negros,
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    É impossível de enxergar.
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    Fica sem vida na fotografia.
  • 1:56 - 1:58
    (Johnson) É legal quando
    as pessoas veem as fotos
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    e então veem as obras de verdade
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    o quanto as texturas reais são viscerais
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    Mas as pessoas gostam das fotos.
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    (todos riem)
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    Eu estava trabalhando
    com vários, digamos,
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    materiais do processo fotográfico
    do século dezenove.
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    E, quando se trabalha
    com esses materiais,
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    muito do que você faz é, na verdade,
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    aplicar fisicamente a química
    fotossensível ao papel.
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    E isso me deixou
    muito interessado no papel.
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    Me deixou muito interessado
    em materiais,
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    e em como o material
    estava sendo aplicado,
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    e como, fisicamente,
    eu participava disso;
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    o que, eu acho, que mais tarde, me levou
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    a derreter sabão preto
    e cera e a despejar.
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    Então eu acho que foi uma progressão
    muito natural pra mim.
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    (música ambiente)
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    Eu estava muito interessado
    em tomar posse
  • 2:54 - 2:56
    de alguns materiais diferentes.
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    Coisas que não tinha visto serem
    realmente usadas como objetos de arte
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    que eu poderia, de certa forma,
    essencialmente, tornar minhas.
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    Quando eu tinha uns 22 anos, comecei a ir
    sempre para a casa de banho turca russa,
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    e eu estava só, sabe,
    sentado lá e suando,
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    e encontrando uma forma de relaxar,
    porque eu sou meio nervoso e...
  • 3:20 - 3:21
    (risos)
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    Então virou mesmo quase
    que um templo para mim,
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    quase como um local religioso.
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    E eu sempre quis achar
    algum material que eu pudesse usar
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    para ter uma discussão
    sobre, tipo, purificação,
  • 3:33 - 3:37
    sabe, tanto uma purificação psicológica
    quanto uma purificação física.
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    [David Kordansky Gallery, Los Angeles]
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    Shea butter, pra mim...
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    Quando eu era jovem, a minha mãe
    trazia ao voltar da África Ocidental,
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    e a gente tinha em casa.
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    E com o passar do tempo,
    comecei a pensar:
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    "Nós estamos colocando
    a África na gente, né?"
  • 3:54 - 3:58
    Tipo, estamos essencialmente
    nos cobrindo com esse produto africano.
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    Eu sempre tive interesse no domestico,
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    e sobre, meio que, sequestrar, sabe,
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    coisas que nos são familiar,
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    e, sabe, meio que,
    essencialmente, ocupá-las
  • 4:10 - 4:13
    ou traduzi-las por filtros diferentes.
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    [Venice Biennale, Italy]
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    Um professor meu
    costumava dizer:
  • 4:24 - 4:27
    "De manhã, você ia se levantar,
    e antes de sair de casa,
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    você ia olhar no espelho e iria mudar
    alguma coisa pequena sobre si mesmo,
  • 4:31 - 4:33
    e isso é quem você
    pensou que era.
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    Isso é quem o seu personagem
    "de agora" era.
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    Sabe, e então, dois minutos depois
    que você sai do espelho, essa coisa mudou.
  • 4:39 - 4:40
    [Risos] Tá entendendo?
  • 4:40 - 4:42
    Por isso, com as obras do espelhos,
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    que meio que viraram esse veículo
    para desconstruir o que reflete neles...
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    Pra mim, foi interessante
    fazer um objeto de arte
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    em que você pode encontrar
    o seu espaço de agora de novo, sabe,
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    enquanto está
    participando com o objeto.
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    Você pode ser
    esse personagem "de agora".
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    Minha negritude,
    ou os problemas ligados a isso,
  • 5:06 - 5:08
    tem um efeito forte no como
    o meu trabalho nasce
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    e sobre a conversa que
    inevitavelmente vai acontecer,
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    mas eu não acho que isso é a soma
    do que todo o meu trabalho é.
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    Acho, formalmente, que eu estou
    tentando abordar o fazer artístico
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    de uma forma que é parte
    de uma história maior da arte.
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    (música animada)
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    Nova Iorque é uma fera, sabia?
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    É um lugar difícil de
    se realizar como um artista.
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    Não tem muita gente ajuda
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    Sabe, eu tive vários estúdios
    que eram uma porcaria e... (risos)
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    Sabe, mas eu acho que
    uma coisa foi consistente--
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    que eu sabia que eu
    queria continuar a trabalhar,
  • 5:56 - 5:59
    e ver o quão longe eu posso
    levar o meu trabalho.
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    É um lugar que eu acho que se chega
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    quando se decide que você
    quer mesmo ser um artista,
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    e que você vai fazer
    o que for necessário
  • 6:08 - 6:14
    para permitir que o trabalho receba
    a atenção que você acha que ele merece.
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    (Johnson) Alguém tem
    um cigarro que me empreste?
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    (Homem) Parabéns, cara.
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    (Johnson) Obrigado.
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    Eles dizem, acho,
    que Nova Iorque treme
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    e se você não tiver com os pés
    fincados no chão nela (risos)
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    você sabe que pode cair de cima
    dessa filha da puta. (risos)
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    (Entrevistador)
    Você chegou perto? De cair?
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    Estou bem.
  • 6:33 - 6:35
    Estou ok, sabe.
  • 6:36 - 6:38
    (música continua)
Title:
Rashid Johnson Mantém A Calma | Art21 "New York Close Up"
Description:

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Video Language:
English
Team:
Art21
Project:
"New York Close Up" series
Duration:
06:53

Portuguese, Brazilian subtitles

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