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Orgulho em Acolher | Episódio 01: Casa Aurora

  • 0:01 - 0:04
    Eu lembro que foi quando
    eu vim pra Salvador
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    eu vim sem ninguém aqui, né?
  • 0:09 - 0:13
    eu vim com o sonho de estudar, né?
    De fazer minha graduação.
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    Só que quando eu cheguei aqui, 
    eu consegui entrar mas não consegui permanecer.
  • 0:18 - 0:24
    Mas como existia a vontade e o desejo
    de estar em Salvador, sendo preta, né?
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    Me descobrindo travesti, no início de uma transição,
  • 0:27 - 0:30
    querendo estudar e a única coisa que me impedia
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    era um lugar seguro pra se estar,
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    foi me cedido o acolhimento
    da Casa Aurora.
  • 0:46 - 0:51
    Eu acho que existe uma ignorância
    social, existe um...
  • 0:52 - 0:55
    enfim, uma injustiça para com
    nossa população.
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    E quando surge um espaço que entende,
    que tem propriedades
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    pra acolher e abraçar a nossa comunidade, sabe?
  • 1:06 - 1:10
    que é uma comunidade sensível,
    uma comunidade frágil
  • 1:10 - 1:12
    é... e tem esse espaço
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    ele é, assim, de uma importância
  • 1:16 - 1:17
    não sei nem dizer
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    Mas, tipo, sei lá, talvez monumental, sabe?
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    A Aurora nasce de um sonho, né?
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    Eu e minha ex-companheira a gente 
    acolhia pessoas no nosso apartamento,
  • 1:26 - 1:30
    a gente tinha alguns amigos que vinham de fora
    e precisam de algum tipo de assistência,
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    então eles vinham e ficavam na nossa casa
  • 1:33 - 1:36
    E aí a gente foi percebendo que
    isso virou uma crescente.
  • 1:36 - 1:38
    Então isso foi surgindo dessa necessidade.
  • 1:38 - 1:43
    E aí quando a gente foi perceber, isso era um fluxo
    muito intenso dentro da nossa casa.
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    Aí a gente começou
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    a pensar e desenhar um projeto que a 
    gente pudesse acolher as pessoas.
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    Primeiro a Casa Aurora me ajuda a me descobrir
    enquanto pessoa, enquanto identidade.
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    Me ajuda a fundar a minha identidade
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    determinar e estabelecer os fundamentos
    de quem eu sou hoje.
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    Acho que a Aurora me fundou enquanto pessoa.
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    Me fez forte, me fez sonhar,
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    me fez acreditar em outras possibilidades para além do que 
    a sociedade preparou para nossos corpos, né?
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    Tipo, eu me sinto uma pessoa muito melhor assim
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    e eu não sei o que seria de mim se eu não
    tivesse passado pela Aurora, sabe?
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    Foi uma experiência 
    assim muito importante na minha vida.
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    A Casa Aurora, não só a Casa Aurora,
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    mas acredito que outras casas de
    acolhimento são importantes
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    por justamente acolherem pessoas 
    que são expulsas de casa por serem quem são.
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    E a gente entedia que isso era uma questão
    mesmo de educação familiar, né?
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    A gente sabe que as instituições que
    mais violentam as pessoas LGBT+
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    são suas casas e a escola.
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    Esses são os dois ambientes que são mais
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    complexos do ponto de vista do abrigamento.
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    E a Casa Aurora ela tinha sua importância 
    justamente porque, além do acolhimento,
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    a gente tinha um legado que é
    de aquilombamento mesmo, né?
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    a gente fortalecia essas pessoas
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    pra que elas se sentissem em casa,
    se sentissem integradas,
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    pra que ela voltasse a respirar.
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    Eu acho que eu não teria vindo pra Salvador,
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    eu não teria me descoberto enquanto travesti, assim...
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    Eu saí de um lugar onde tipo eu não
    conseguia nem saber quem eu era.
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    Era praticamente impossível eu...
  • 4:09 - 4:14
    conseguir me olhar e me abraçar da
    forma como eu realmente era.
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    E vir pra Salvador com a busca de estudar
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    e também tinha, ali,
    por debaixo do pano,
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    a chance de me descobrir também, né?
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    Eu sentia que tinha algo ali que ainda
    precisava vir, ainda precisava chegar...
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    E aí eu venho pra Salvador e eu não
    tenho onde ficar, assim...
  • 4:36 - 4:40
    E surge o lugar pra ficar e é
    aí que eu me descubro,
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    é aí que eu floresço, é aí que eu... né?
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    Tudo acontece e se eu não tivesse
    passado pela Casa Aurora,
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    se eu...
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    se ela não existisse na minha vida, eu teria voltado,
  • 4:54 - 4:58
    eu não teria me descoberto, estaria vivendo infeliz,
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    ou poderia ter acontecido "n" outras coisas,
  • 5:01 - 5:03
    poderia estar depressiva
  • 5:04 - 5:05
    e...
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    enfim, assim... eu não poderia nem ter corrido
    atrás dos meus sonhos, assim, né?
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    Que é ser cantora, que foi também 
    ser modelo, né?
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    que aconteceu
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    e...
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    Enfim, é isso. Se eu não tivesse...
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    tipo...
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    eu não seria
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    eu não seria
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    é isso.
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    O que mais me orgulha é ver as pessoas
    que passaram pela casa,
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    por exemplo, Oda.
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    Oda é uma pessoa que passou pela casa,
    é modelo, viajou pra São Paulo,
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    retomou essa relação familiar
    após a Casa Aurora,
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    se fortaleceu enquanto identidade
    de uma pessoa trans.
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    A gente tem Duda, que foi uma
    das nossas primeiras acolhidas,
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    ela saiu de casa por ser
    uma mulher bissexual, né?
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    Hoje ela tem um filho,
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    a gente tem uma relação, inclusive, que
    ela diz que o filho dela é meu neto,
  • 5:56 - 5:57
    olha eu novo desse jeito
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    Mas foi nossa primeira acolhida.
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    Todos os dias dos pais, natal, ano novo,
    qualquer data comemorativa,
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    ela sempre me manda mensagem.
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    Essa relação se fortalece, sabe?
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    Isso pra mim não tem dinheiro que
    pague, assim, sabe?
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    Eu adoro datas comemorativas, né?
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    Natal
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    Sexta-feira Santa
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    então esse lugar que as pessoas não
    tinham nas suas casas
  • 6:19 - 6:21
    por serem LGBT+, né?
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    quando elas passavam pela Aurora
    isso era retomado.
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    A ceia da Sexta-feira Santa, a ceia de Natal,
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    tudo isso pra mim são coisas que
    marcaram positivamente na Aurora.
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    Hoje, não funciona mais como um
    espaço físico, por conta do custo,
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    é muito caro manter uma casa de
    acolhimento no Brasil,
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    sobretudo sem ajuda do governo.
  • 6:48 - 6:53
    Porque quanto mais pessoas tinha dentro
    do espaço, mais isso gerava custos, né?
  • 6:53 - 6:57
    Porque você tem água, tem luz,
    tem alimentação, tem o pão
  • 6:57 - 7:00
    enfim tem inúmeras coisas que
    você precisa dar conta.
  • 7:00 - 7:03
    Aí uma pessoa que demanda transporte,
    uma pessoa que demanda medicamento...
  • 7:03 - 7:04
    tudo isso,
  • 7:05 - 7:06
    isso é um custo, né?
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    Nosso maior desafio era manter
    esse espaço funcionando, né?
  • 7:11 - 7:14
    Porque a sociedade civil sempre
    ajudou o espaço físico,
  • 7:14 - 7:17
    mas a sociedade civil nem sempre
    tem como arcar.
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    Que é um sonho que a gente volte com o espaço
    físico e com um espaço físico estruturado.
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    Acho que se fosse, é...
  • 7:23 - 7:26
    se a gente se beneficiasse
    de leis de incentivos fiscais,
  • 7:26 - 7:29
    de leis para abrigamento da
    população LGBT+,
  • 7:29 - 7:32
    de um governo que funcionasse
    pra essa população,
  • 7:32 - 7:36
    com certeza a gente não passaria por tanto
    perrengue pra manter esse espaço funcionando.
  • 7:42 - 7:47
    O meu sonho de fato era que não existissem
    casas de acolhimento LGBT+, né?
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    Que as pessoas não fossem expulsas
    de casa por serem quem são.
  • 7:50 - 7:52
    Mas se são...
  • 7:52 - 7:56
    que esse espaço seja um espaço que
    acolha e que tenha longevidade.
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    Esse é meu sonho, assim...
  • 7:58 - 8:02
    que ela volte mais potente,
    mais forte, sabe?
  • 8:02 - 8:04
    Meu maior sonho é que a gente volte.
  • 8:05 - 8:06
    mas meu maior sonho é que
    a gente volte
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    e não voltar "ah, abriu a casa e tá lá",
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    mas que a gente volte com garantias,
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    com garantias, inclusive, que são
    constitucionais, né?
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    que a gente volte com recurso, que
    a gente volte com acessibilidade,
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    que a gente tenha um espaço onde tenham pessoas
    que trabalham nesse espaço
  • 8:22 - 8:26
    e que acolham as pessoas da forma
    que elas precisam ser acolhidas,
  • 8:26 - 8:29
    que a gente tenha uma catapulta,
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    pra que essas pessoas estejam
    no abrigamento,
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    mas que a gente tenha parcerias que
    possam empregar essas pessoas,
  • 8:34 - 8:36
    porque não adianta elas passarem
    pelo abrigamento
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    e não conseguirem trabalhar,
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    porque senão elas vão voltar pra
    esse espaço, como já aconteceu.
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    Então isso é um sonho,
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    que é um sonho coletivo, assim...
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    de todas as pessoas que construíram
    juntos a ideia da Aurora.
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    Ah, que ela cresça, que ela volte e que...
  • 8:52 - 8:55
    ela tipo se ramifique,
  • 8:55 - 8:58
    que existam outras Casas Aurora.
Title:
Orgulho em Acolher | Episódio 01: Casa Aurora
Description:

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Video Language:
Portuguese, Brazilian
Team:
Amplifying Voices
Project:
All Out
Duration:
09:11

Portuguese, Brazilian subtitles

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