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Equilíbrio entre trabalho (estudo) e vida pessoal | Bráulio Salumão | TEDxUFSCar

  • 0:23 - 0:25
    Obrigado, boa tarde.
  • 0:25 - 0:27
    Plateia: Boa tarde.
  • 0:27 - 0:30
    Depois de ter assistido
    várias horas de "TED talks",
  • 0:30 - 0:32
    ter 12 anos aqui nesta universidade,
  • 0:32 - 0:37
    ver este teatro ser construído,
    estar entrando pela segunda vez aqui,
  • 0:37 - 0:40
    eu diria que é um pouquinho assustador
    estar aqui neste palco,
  • 0:40 - 0:43
    mas também é um sentimento
    muito bom de gratidão
  • 0:43 - 0:48
    de poder compartilhar com vocês uma coisa
    que eu tenho aprendido ao longo da vida.
  • 0:48 - 0:51
    Pois bem, eu vou falar
    um pouquinho sobre equilíbrio.
  • 0:51 - 0:54
    E quando eu estava falando
    que ia falar sobre equilíbrio
  • 0:54 - 0:57
    pros outros palestrantes,
    pro pessoal que eu conheço,
  • 0:57 - 1:00
    todo mundo: "Pô, cara, legal
    que você vai falar sobre equilíbrio.
  • 1:00 - 1:03
    Estou precisando entender
    um pouquinho mais isso aí,
  • 1:03 - 1:06
    porque eu estou trabalhando
    pra caramba, sabe?"
  • 1:06 - 1:09
    Infelizmente, não é muito isso
    sobre o que eu vim falar,
  • 1:09 - 1:10
    Certo?
  • 1:10 - 1:13
    Eu vim falar sobre
    uma nova visão do equilíbrio.
  • 1:13 - 1:16
    É um tema que está
    muito em pauta nas empresas,
  • 1:16 - 1:19
    pelo estresse que o trabalho
    vem tomando das pessoas;
  • 1:19 - 1:21
    está em pauta também na universidade,
  • 1:21 - 1:23
    porque os alunos também têm muitas dúvidas
  • 1:23 - 1:28
    sobre o momento de se dedicar aos estudos
    e o momento de se dedicar ao lazer.
  • 1:28 - 1:29
    E infelizmente,
  • 1:29 - 1:32
    nenhum gênio da face da Terra
    ainda resolveu esse problema.
  • 1:33 - 1:34
    Nem eu. Certo?
  • 1:34 - 1:36
    (Risos)
  • 1:37 - 1:40
    Mas a proposta que eu queria
    trazer pra vocês aqui
  • 1:40 - 1:43
    é que a gente pudesse observar
    um pouco desse tema do equilíbrio
  • 1:43 - 1:45
    através de uma nova visão.
  • 1:45 - 1:48
    E pra que a gente caminhe
    de forma equilibrada nesse tema,
  • 1:48 - 1:52
    eu dividi essa apresentação
    em três partes:
  • 1:52 - 1:55
    a primeira, eu vou falar um pouco
    da minha história em relação a esse tema;
  • 1:55 - 1:59
    a segunda parte falando um pouco
    do aprendizado em relação à história;
  • 1:59 - 2:01
    e no final, falar sobre o presente.
  • 2:01 - 2:03
    E esse presente vocês podem entender
  • 2:03 - 2:07
    como um presente de como eu encaro
    esse tema nos dias atuais,
  • 2:07 - 2:11
    mas eu gostaria muito que isso realmente
    fosse um presente pra vocês,
  • 2:11 - 2:12
    que vocês pudessem levar para casa
  • 2:12 - 2:15
    no final desses minutos
    que a gente vai passar juntos.
  • 2:15 - 2:16
    Certo? Pois bem.
  • 2:16 - 2:18
    Vamos começar com uma história, então.
  • 2:18 - 2:21
    Mas antes eu queria fazer uma pergunta.
  • 2:21 - 2:23
    Vocês já se depararam com uma situação
  • 2:23 - 2:26
    em que você queria muito
    comprar uma coisa,
  • 2:26 - 2:28
    mas se você gastasse
    um dinheiro com aquilo,
  • 2:28 - 2:30
    ia te faltar dinheiro no final do mês?
  • 2:30 - 2:32
    (Risos)
  • 2:32 - 2:35
    Trazendo um pouco mais
    para o ambiente universitário:
  • 2:35 - 2:38
    você já quis muito ir naquela festa,
  • 2:38 - 2:41
    mas se você gastasse dinheiro
    naquela festa,
  • 2:41 - 2:43
    você teria que comer macarrão
    instantâneo o resto do mês?
  • 2:43 - 2:44
    (Risos)
  • 2:44 - 2:48
    Mas se você não fosse,
    dava pra comprar uma salsicha,
  • 2:48 - 2:50
    um tomate, dar uma calibrada?
  • 2:50 - 2:51
    (Risos)
  • 2:51 - 2:54
    Deu pra entender? Certo?
  • 2:54 - 2:57
    A minha irmã, que está aí,
    gostava sempre das festas,
  • 2:57 - 2:58
    ela optava sempre pelas festas,
  • 2:58 - 3:00
    e ela não trocava
    pelo macarrão instantâneo,
  • 3:00 - 3:02
    ela trocava por arroz com beterraba.
  • 3:02 - 3:04
    (Risos)
  • 3:04 - 3:05
    Depois vocês perguntem a ela o motivo.
  • 3:05 - 3:07
    (Risos)
  • 3:07 - 3:08
    Não é de família isso.
  • 3:08 - 3:10
    Eu sempre pautei
    por uma alimentação mais saudável,
  • 3:10 - 3:12
    Não sei se é tão notável assim.
  • 3:12 - 3:13
    (Risos)
  • 3:13 - 3:14
    Mas vamos lá.
  • 3:14 - 3:17
    O que isso tem a ver com equilíbrio?
  • 3:17 - 3:20
    Pois bem, quando eu estava
    na graduação aqui,
  • 3:20 - 3:22
    o que eu mais queria fazer
    depois que eu formasse,
  • 3:22 - 3:25
    era ter aquela sensação
    de você poder ir no supermercado
  • 3:25 - 3:27
    pegar na prateleira
    aquele iogurte mais caro,
  • 3:27 - 3:28
    (Risos)
  • 3:28 - 3:29
    passar pelo caixa
  • 3:29 - 3:32
    e não ter que me preocupar
    com o dinheiro no final do mês.
  • 3:33 - 3:36
    Hoje como doutorando,
    eu voltei a ter esse desejo.
  • 3:36 - 3:37
    (Risos)
  • 3:37 - 3:39
    Mas...
  • 3:40 - 3:42
    quando eu terminei a graduação aqui,
  • 3:42 - 3:44
    eu consegui realizar
    o desejo de vários jovens
  • 3:44 - 3:47
    que estão aí talvez no final da graduação,
  • 3:47 - 3:49
    que era conseguir um bom emprego
    logo após a colação de grau.
  • 3:49 - 3:51
    Então, esse emprego
  • 3:51 - 3:56
    e toda essa sensação
    de independência financeira dos meus pais
  • 3:56 - 3:58
    me fizeram colocar bastante
    empenho nesse trabalho.
  • 3:59 - 4:02
    Então, dinheiro já não era
    mais um problema.
  • 4:02 - 4:04
    Eu podia ir lá, pegar o iogurte mais caro,
  • 4:04 - 4:07
    pegar o leite fermentado,
    o biscoito recheado,
  • 4:07 - 4:11
    e passar os três juntos e não me preocupar
    com o dinheiro no final do mês.
  • 4:11 - 4:14
    Pra vocês que não se formaram ainda,
    essa é a melhor sensação da formatura.
  • 4:14 - 4:16
    (Risos)
  • 4:16 - 4:18
    E nisso, me dava a impressão
  • 4:18 - 4:21
    que a vida estava
    perfeitamente equilibrada.
  • 4:21 - 4:25
    Eu tinha um trabalho, eu tinha um dinheiro
    pra poder comprar o iogurte.
  • 4:25 - 4:26
    Mas vamos lá.
  • 4:26 - 4:28
    E com essa sensação de independência,
  • 4:28 - 4:31
    eu fui colocando
    cada vez mais força no trabalho
  • 4:31 - 4:33
    Mais força... o que é que isso quer dizer?
  • 4:33 - 4:35
    Trabalhar mais e mais horas.
  • 4:35 - 4:38
    E quando você passa
    mais tempo no trabalho,
  • 4:38 - 4:40
    coisas costumam dar mais errado.
  • 4:40 - 4:43
    E como você está lá,
    você costuma se culpar e falar:
  • 4:43 - 4:47
    "Pô, está dando errado porque
    eu estou aqui, eu sou o problema".
  • 4:47 - 4:51
    E isso alimentava um ciclo
    de cada vez mais horas de trabalho.
  • 4:51 - 4:52
    Até que em um momento,
  • 4:52 - 4:55
    e eu não sei precisar exatamente quando,
  • 4:55 - 4:57
    o estresse e a ansiedade
    tomaram conta de mim.
  • 4:58 - 5:01
    E isso, parecia que aquele equilíbrio
    que era tão perfeito
  • 5:01 - 5:03
    já não estava mais tão perfeito assim.
  • 5:03 - 5:07
    Por mais força que eu colocava,
    parece que pior ficava aquela situação.
  • 5:08 - 5:10
    E chegou um momento em que parecia
  • 5:10 - 5:13
    que já não existia mais força
    em lugar nenhum.
  • 5:14 - 5:19
    E aí eu comecei a fazer algumas coisas
    muito chatas de se fazer:
  • 5:19 - 5:20
    discutir com colegas na empresa,
  • 5:20 - 5:24
    me afastar de pessoas queridas
    fora da empresa.
  • 5:25 - 5:28
    Mas embora eu tenha desistido
    de várias coisas e várias pessoas,
  • 5:28 - 5:31
    felizmente algumas dessas pessoas
    não desistiram de mim.
  • 5:31 - 5:34
    E naqueles momentos de mais desequilíbrio,
  • 5:34 - 5:38
    elas me mostraram que o problema
    não era exatamente a falta de força,
  • 5:38 - 5:40
    era saber onde colocá-la em cada momento.
  • 5:41 - 5:44
    Essas pessoas basicamente me ensinaram
  • 5:44 - 5:47
    que o "quem" é mais
    importante que o "quê".
  • 5:48 - 5:50
    Vocês já passaram por alguma
    situação dessa de desequilíbrio?
  • 5:50 - 5:55
    Pode ser uma situação mais agravante
    ou uma situação bem mais simples.
  • 5:57 - 6:00
    Alguma situação de desequilíbrio
    que vocês passaram.
  • 6:00 - 6:01
    Plateia: Várias.
  • 6:01 - 6:02
    Pois bem.
  • 6:03 - 6:05
    Lembrem-se dessa situação
  • 6:05 - 6:08
    e tentem trazer na mente de vocês
    desse dia até hoje.
  • 6:09 - 6:13
    Até esse presente momento
    em que a gente está aqui, neste teatro.
  • 6:14 - 6:15
    Com certeza a gente está aqui
  • 6:15 - 6:19
    porque nós conseguimos
    suportar e superar esses desafios.
  • 6:19 - 6:20
    Certo?
  • 6:21 - 6:24
    Vocês conseguem imaginar e lembrar
  • 6:24 - 6:26
    alguma pessoa que ajudou
    vocês nesse processo?
  • 6:28 - 6:29
    Lembrem dessa pessoa.
  • 6:31 - 6:36
    Será que essa pessoa te ensinou
    e te ajudou a suportar todo o peso?
  • 6:37 - 6:41
    Ou no olhar dela, ela te mostrou
    que você tinha força pra isso,
  • 6:41 - 6:44
    era uma questão de saber
    dosar em cada momento?
  • 6:45 - 6:48
    Isso é um grande aprendizado já, não é?
  • 6:49 - 6:50
    Que bom.
  • 6:50 - 6:53
    Então, a segunda parte da palestra
    já está tranquila.
  • 6:53 - 6:55
    Mentira. Vamos lá.
  • 6:55 - 6:58
    Mesmo que isso já seja
    um grande aprendizado,
  • 6:58 - 7:01
    vamos tentar entender esse aprendizado
    de uma outra forma.
  • 7:01 - 7:03
    Vocês já se pegaram pensando,
  • 7:03 - 7:05
    mas assim, viajando mesmo,
  • 7:05 - 7:07
    por que vocês fazem uma série de coisas
  • 7:07 - 7:11
    que consume o seu recurso mais precioso,
  • 7:11 - 7:12
    que é o tempo?
  • 7:12 - 7:15
    Por que é que eu estou fazendo isso?
  • 7:15 - 7:17
    Por que eu estou deixando
    de fazer alguma coisa?
  • 7:17 - 7:19
    Já se pegaram?
  • 7:19 - 7:20
    É comum, né?
  • 7:20 - 7:24
    Esses são os famosos "porquês"
    das nossas vidas.
  • 7:26 - 7:30
    Nós vivemos perguntando
    o porquê das coisas.
  • 7:30 - 7:34
    O equilíbrio não é uma coisa física
    representada numa balança,
  • 7:34 - 7:37
    porque se ele fosse,
    a gente conseguiria visualizar
  • 7:38 - 7:41
    e colocar ou tirar mais força
    de algum dos lados.
  • 7:41 - 7:43
    De um lado está tudo aquilo
    que a gente gosta de fazer:
  • 7:43 - 7:46
    estar com a família, com os amigos,
    praticar nossos hobbies;
  • 7:46 - 7:47
    e do outro lado,
  • 7:47 - 7:51
    está tudo aquilo que a gente
    tem meio que a obrigação de fazer,
  • 7:51 - 7:53
    de fazer uma dedicação involuntária.
  • 7:53 - 7:56
    E a gente não consegue
    separar a vida de uma pessoa
  • 7:56 - 7:59
    das 8h às 18h do resto do dia,
  • 7:59 - 8:01
    da portaria de dentro pra fora,
  • 8:01 - 8:04
    ou dos momentos de lazer
    e de dedicação involuntária.
  • 8:04 - 8:06
    Nós somos apenas um ser.
  • 8:06 - 8:10
    Nós somos essa balança
    e responsáveis por todo esse equilíbrio.
  • 8:10 - 8:13
    E como esse equilíbrio
    está na nossa mente, não é físico,
  • 8:13 - 8:16
    ele é representado por esses porquês.
  • 8:16 - 8:17
    Mas da mesma forma que esses porquês
  • 8:17 - 8:21
    ficam colocando pesos
    que são difíceis da gente equilibrar,
  • 8:21 - 8:24
    a gente também pode usar
    alguns contrapesos.
  • 8:24 - 8:27
    Contrapeso não necessariamente
    requer fazer mais força
  • 8:27 - 8:29
    para exigir um equilíbrio.
  • 8:29 - 8:32
    Mas requer muitas vezes
    uma mudança de visão.
  • 8:32 - 8:33
    E o contrapeso que eu gostaria
  • 8:33 - 8:37
    que vocês pudessem começar
    a utilizar a partir de hoje
  • 8:37 - 8:38
    é uma coisa muito parecida:
  • 8:38 - 8:42
    substituir o "por que" por "por quem".
  • 8:44 - 8:46
    Por quem é que eu estou fazendo isso?
  • 8:47 - 8:49
    Por quem é que eu estou
    deixando de fazer alguma coisa?
  • 8:51 - 8:54
    Por quem eu estou dedicando
    tantas horas do meu estudo,
  • 8:54 - 8:55
    no meu trabalho?
  • 8:56 - 8:59
    Por quem eu estou deixando
    algumas atividades do estudo
  • 8:59 - 9:02
    para me dedicar
    a atividades extracurriculares?
  • 9:03 - 9:06
    E é engraçado que é uma letra,
  • 9:06 - 9:08
    é uma coisa tão sutil numa pergunta,
  • 9:08 - 9:11
    e a gente tende a fazer
    bem menos essa pergunta.
  • 9:13 - 9:15
    Já pararam pra pensar nisso?
  • 9:15 - 9:18
    Por que a gente pergunta
    muito menos por quem,
  • 9:18 - 9:22
    se essa deveria ser a primeira pergunta
    antes de tomar qualquer tipo de ação?
  • 9:23 - 9:24
    E falando em ação,
  • 9:24 - 9:28
    desde o momento em que a gente acorda,
    até o momento em que gente vai dormir,
  • 9:28 - 9:32
    nós estamos sempre tomando ações
    que impactam a vida de outras pessoas.
  • 9:32 - 9:35
    Se a gente começa a olhar
    no olho dessas pessoas
  • 9:35 - 9:39
    e visualiza o resultado
    que elas sentem das nossas ações,
  • 9:39 - 9:42
    isso com certeza nos traz
    um equilíbrio melhor
  • 9:42 - 9:44
    pra ela e pra gente.
  • 9:45 - 9:48
    Ficou um pouquinho mais claro
    esse aprendizado, gente?
  • 9:48 - 9:51
    Então a gente passa pro presente,
  • 9:51 - 9:54
    que de certa forma também
    está relacionado ao aprendizado.
  • 9:55 - 9:57
    Dentro dessa área de aprendizagem
  • 9:57 - 10:01
    tem uma frase que é muito clichê
    e provavelmente vocês já ouviram:
  • 10:02 - 10:05
    "Na vida, a verdade é que nós
    estamos sempre aprendendo".
  • 10:05 - 10:07
    Já ouviram essa frase?
  • 10:07 - 10:09
    A gente está sempre aprendendo na vida.
  • 10:09 - 10:11
    É legal isso.
  • 10:12 - 10:15
    Mas se é verdade que na vida
    a gente está sempre aprendendo,
  • 10:15 - 10:19
    será que também não é verdade
    que a gente está sempre ensinando?
  • 10:19 - 10:22
    Pra ter alguém aprendendo,
    tem que ter alguém ensinando.
  • 10:26 - 10:28
    Faz sentido?
  • 10:28 - 10:30
    Vamos lá.
  • 10:32 - 10:34
    Tomar consciência de que a gente
    pode olhar no próximo
  • 10:34 - 10:38
    o resultado das nossas ações
    traz uma sensação de responsabilidade.
  • 10:39 - 10:43
    Em qualquer lugar que a gente for,
    não interessa o assunto,
  • 10:43 - 10:46
    nós sempre vamos encontrar
    dois tipos de pessoas:
  • 10:46 - 10:48
    as pessoas que sabem mais que a gente
  • 10:48 - 10:50
    e as pessoas que sabem
    menos do que a gente.
  • 10:50 - 10:53
    E muitas vezes, essas pessoas
    que sabem menos do que a gente,
  • 10:53 - 10:57
    elas não estão ali colocadas
    porque elas quiseram.
  • 10:57 - 11:01
    Provavelmente é porque elas não tiveram
    as mesmas oportunidades que nós tivemos,
  • 11:01 - 11:03
    as mesmas histórias,
    as mesmas experiências
  • 11:03 - 11:06
    para poder compartilhar.
  • 11:06 - 11:09
    Poder ensinar essas pessoas
    e compartilhar com elas
  • 11:09 - 11:12
    um pouco da nossa inspiração
    e visão de vida
  • 11:12 - 11:15
    é aumentar o poder delas olharem
    para suas próprias vidas
  • 11:15 - 11:17
    e olhar para o mundo.
  • 11:17 - 11:22
    E nos seus olhos, vocês podem ter certeza
    que quem vai sair com a maior recompensa
  • 11:22 - 11:25
    somos nós, com esse reflexo
    da outra pessoa.
  • 11:29 - 11:31
    De certa forma isso nos traz
    uma responsabilidade.
  • 11:31 - 11:35
    Se nós usamos o olhar do próximo
    para o nosso próprio equilíbrio,
  • 11:35 - 11:37
    provavelmente também
    tem alguém olhando pra nós
  • 11:37 - 11:39
    e buscando o seu próprio equilíbrio.
  • 11:40 - 11:41
    Então,
  • 11:42 - 11:45
    isso nos traz a responsabilidade
    de também nos dedicar
  • 11:45 - 11:49
    e manter o nosso olhar atento,
    feliz, com as pupilas dilatadas
  • 11:49 - 11:52
    e orgulhosos daquilo
    que a gente faz no dia a dia,
  • 11:52 - 11:54
    seja prazeroso ou não.
  • 11:55 - 11:57
    E é difícil começar esse desafio?
  • 11:59 - 12:01
    Parece difícil começar?
  • 12:02 - 12:05
    Tem alguém do Sul aqui? Gaúcho?
  • 12:06 - 12:07
    Sul, Brasil?
  • 12:07 - 12:09
    (Risos)
  • 12:09 - 12:11
    Brasileiros? Ótimo.
  • 12:11 - 12:14
    O Sul do Brasil nos trouxe um poeta gaúcho
  • 12:14 - 12:17
    que nos ajuda muito
    nessa questão de desafios
  • 12:17 - 12:20
    quando a gente compreende
    a visão dele sobre o tema.
  • 12:20 - 12:22
    Esse poeta se chama Mário Quintana.
  • 12:22 - 12:24
    Em outras palavras, o poeta nos ensina
  • 12:24 - 12:27
    que bendito é o cara
    que inventou o calendário.
  • 12:28 - 12:30
    Porque o calendário
    sempre nos dá um novo dia,
  • 12:30 - 12:34
    nos dá uma nova semana,
    um novo mês e um ano novo.
  • 12:34 - 12:38
    E isso nos dá o presente
    de que o tempo não é uma variável
  • 12:38 - 12:40
    que segue sempre em frente,
  • 12:40 - 12:44
    mas ele sempre nos dá
    a oportunidade de recomeçar.
  • 12:44 - 12:46
    Que a gente possa então
    recomeçar a cada dia
  • 12:46 - 12:50
    e compartilhar com as pessoas
    as nossas inspirações e experiências
  • 12:50 - 12:55
    que a vida nos ensinou,
    que ela está nos presenteando hoje
  • 12:55 - 12:57
    e que ela vai nos proporcionar amanhã.
  • 12:57 - 13:01
    Porque assim, se é verdade que na vida
    a gente está sempre aprendendo,
  • 13:01 - 13:04
    também é verdade
    que a gente está sempre ensinando.
  • 13:04 - 13:06
    Muito obrigado.
  • 13:06 - 13:09
    (Aplausos)
Title:
Equilíbrio entre trabalho (estudo) e vida pessoal | Bráulio Salumão | TEDxUFSCar
Description:

Bráulio Salumão apresentando “Equilíbrio entre trabalho (estudo) e vida pessoal: uma visão pelo próximo”, palestra apresentada no TEDxUFSCar 2016, em 29/09/2016.

No TEDxUFSCar 2016 Braulio apresentou sua visão sobre “Equilíbrio entre trabalho (estudo) e vida pessoal: uma visão pelo próximo”. Dosar a dedicação entre obrigações e lazer é desafiador. Forças dos dois lados se desequilibram por falhas em nossa visão de onde e quando aplicá-las. Contrapesos tornam o esforço mais suave ao encontramos no olhar do próximo nosso melhor espelho.

Bráulio tem 30 anos e se diz mineiro de alma e são-carlense de coração. Engenheiro de Materiais, mestre e, atualmente, doutorando pela UFSCar. Pós-júnior e entusiasta de atividades extracurriculares, ensino em engenharia e inovação no ambiente acadêmico.

Esta palestra foi dada em um evento TEDx, que usa o formato de conferência TED, mas é organizado de forma independente por uma comunidade local. Para saber mais visite http://ted.com/tedx

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Video Language:
Portuguese, Brazilian
Team:
closed TED
Project:
TEDxTalks
Duration:
13:17

Portuguese, Brazilian subtitles

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