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O que você pensa quando olha para mim?

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    O que você pensa quando olha para mim?
  • 0:04 - 0:05
    Uma mulher de fé?
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    Uma especialista?
  • 0:07 - 0:09
    Talvez até uma freira.
  • 0:09 - 0:12
    Ou é oprimida,
  • 0:12 - 0:13
    sofreu lavagem cerebral,
  • 0:13 - 0:15
    uma terrorista.
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    Ou apenas um atraso
    na fila de segurança do aeroporto.
  • 0:21 - 0:22
    Isso até é verdade.
  • 0:22 - 0:24
    (Risos)
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    Se algumas percepções forem negativas,
    eu realmente não culpo vocês.
  • 0:27 - 0:30
    Isso é apenas como a mídia tem retratado
    pessoas que se parecem comigo.
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    Um estudo identificou que 80% das notícias
    sobre o islã e muçulmanos são negativas.
  • 0:37 - 0:41
    Estudos mostram que os americanos
    dizem não conhecer um muçulmano.
  • 0:41 - 0:44
    Acho que as pessoas não conversam
    com seus motoristas do Uber.
  • 0:44 - 0:46
    (Risos)
  • 0:47 - 0:51
    Bem, para aqueles de vocês
    que nunca conheceram um muçulmano,
  • 0:51 - 0:53
    é um prazer conhecê-los.
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    Deixem que eu diga quem sou.
  • 0:57 - 1:00
    Sou mãe, amante de café,
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    expresso duplo, creme separado.
  • 1:02 - 1:03
    Sou introvertida.
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    Sou fanática por querer entrar em forma.
  • 1:06 - 1:10
    E sou muçulmana espiritual praticante.
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    Mas não como diz a Lady Gaga,
    porque, amor, eu não nasci assim.
  • 1:17 - 1:18
    Foi uma escolha.
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    Quando eu tinha 17 anos,
    decidi me assumir.
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    Não, não como homossexual,
    como alguns amigos,
  • 1:27 - 1:28
    mas como muçulmana,
  • 1:28 - 1:32
    e decidi começar a usar o "hijab",
    o lenço que cobre minha cabeça.
  • 1:32 - 1:35
    Minhas amigas feministas
    ficaram horrorizadas:
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    "Por que você está se oprimindo?"
  • 1:39 - 1:43
    O engraçado é que, na verdade,
    aquilo era, naquele momento,
  • 1:43 - 1:46
    uma declaração feminista de independência,
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    da pressão que eu sentia,
    como uma jovem de 17 anos,
  • 1:51 - 1:55
    de me ajustar a um perfeito
    e impossível padrão de beleza.
  • 1:55 - 2:00
    Eu não aceitei passivamente
    a fé de meus pais.
  • 2:01 - 2:03
    Eu me debati com o Alcorão.
  • 2:03 - 2:08
    Eu li, refleti, questionei, duvidei,
  • 2:08 - 2:10
    e, por fim, acreditei.
  • 2:12 - 2:16
    Minha relação com Deus,
    não foi amor à primeira vista.
  • 2:17 - 2:20
    Foi confiança e uma lenta rendição
  • 2:20 - 2:24
    que aumentava a cada vez
    que eu lia o Alcorão.
  • 2:24 - 2:28
    Sua beleza rítmica às vezes
    me traz lágrimas aos olhos.
  • 2:29 - 2:32
    Eu me vejo nele.
    Sinto que Deus me conhece.
  • 2:33 - 2:36
    Já sentiram como se alguém
    enxergasse vocês,
  • 2:36 - 2:39
    entendesse vocês completamente,
  • 2:39 - 2:41
    e ainda assim amasse vocês?
  • 2:41 - 2:43
    É assim que eu me sinto.
  • 2:44 - 2:46
    Mais tarde eu me casei,
  • 2:46 - 2:48
    e como toda boa egípcia,
  • 2:48 - 2:51
    comecei minha carreira como engenheira.
  • 2:51 - 2:53
    (Risos)
  • 2:54 - 2:58
    Mais tarde tive um filho, depois de casar,
  • 2:59 - 3:03
    e basicamente estava vivendo
    o sonho egípcio-americano.
  • 3:06 - 3:11
    Até aquela terrível manhã
    de setembro de 2001.
  • 3:12 - 3:14
    Acho que provavelmente
    muitos de vocês se lembram,
  • 3:14 - 3:18
    exatamente onde estavam naquela manhã.
  • 3:19 - 3:23
    Eu estava sentada na minha cozinha,
    terminando o café da manhã,
  • 3:23 - 3:27
    olhei para o vídeo
    e vi as palavras "Notícia Urgente".
  • 3:27 - 3:30
    Tinha fumaça, aviões voando
    em direção aos prédios,
  • 3:30 - 3:33
    pessoas pulando dos prédios.
  • 3:33 - 3:35
    O que era aquilo?
  • 3:35 - 3:37
    Um acidente?
  • 3:38 - 3:40
    Uma pane?
  • 3:41 - 3:44
    Meu choque logo virou indignação.
  • 3:45 - 3:47
    Quem faria isso?
  • 3:47 - 3:50
    Trocava de canal e ouvia:
  • 3:50 - 3:52
    "... terroristas muçulmanos...",
  • 3:52 - 3:54
    "... em nome do islã...",
  • 3:54 - 3:56
    "... descendentes do oriente-médio...",
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    "...'jihad'...",
  • 3:58 - 4:00
    "...devíamos bombardear Meca...".
  • 4:00 - 4:01
    Meu Deus!
  • 4:03 - 4:07
    Não só meu país tinha sido atacado,
  • 4:07 - 4:08
    mas, em um instante,
  • 4:08 - 4:12
    as ações de outra pessoa
    me transformaram de cidadã
  • 4:12 - 4:14
    em suspeita.
  • 4:15 - 4:20
    No mesmo dia, tivemos que dirigir
    de um lado ao outro do país
  • 4:20 - 4:23
    para mudar de cidade
    e começar uma pós-graduação.
  • 4:25 - 4:27
    Lembro-me de estar sentada
    no assento do passageiro
  • 4:27 - 4:29
    enquanto dirigíamos em silêncio,
  • 4:30 - 4:32
    agachada ao máximo no meu assento,
  • 4:32 - 4:34
    pela primeira vez na minha vida,
  • 4:34 - 4:39
    com medo que alguém soubesse
    que eu era muçulmana.
  • 4:39 - 4:42
    Naquela noite nos mudamos
    para nosso apartamento na cidade nova,
  • 4:42 - 4:45
    na qual me sentia em um mundo
    completamente diferente.
  • 4:46 - 4:50
    E então eu ouvia, via e lia
  • 4:50 - 4:53
    alertas de organizações
    muçulmanas nacionais
  • 4:53 - 4:56
    dizendo coisas como "fiquem alertas",
    "fiquem informados",
  • 4:56 - 4:59
    "fiquem em locais iluminados",
    "não se agrupem".
  • 5:00 - 5:02
    Fiquei dentro de casa toda a semana.
  • 5:03 - 5:06
    Então chegou a sexta-feira,
    daquela mesma semana,
  • 5:06 - 5:09
    o dia em que os muçulmanos
    se reúnem para orar.
  • 5:10 - 5:12
    E de novo os alertas eram:
  • 5:12 - 5:16
    "Não vão nesta primeira sexta-feira,
    pode ser um alvo".
  • 5:17 - 5:20
    Eu via as notícias, coberturas completas.
  • 5:20 - 5:23
    As emoções eram muito recentes,
    compreensivelmente,
  • 5:23 - 5:26
    e eu também ouvia
    sobre ataques a muçulmanos,
  • 5:27 - 5:29
    ou pessoas reconhecidas como muçulmanas
  • 5:29 - 5:31
    sendo empurradas e apanhando na rua.
  • 5:31 - 5:33
    Mesquitas foram, de fato,
    atacadas com bombas.
  • 5:33 - 5:35
    E eu pensei que devíamos ficar em casa.
  • 5:36 - 5:39
    Mas algo não parecia bem.
  • 5:39 - 5:42
    Porque aquelas pessoas
    que atacaram nosso país,
  • 5:42 - 5:44
    atacaram nosso país.
  • 5:46 - 5:49
    Eu entendo que as pessoas
    estivessem com raiva dos terroristas.
  • 5:49 - 5:52
    Adivinhem? Eu também tinha.
  • 5:53 - 5:56
    E ter que explicar-se
    o tempo todo não é fácil.
  • 5:58 - 6:01
    Não me importo com perguntas.
    Eu amo perguntas.
  • 6:01 - 6:04
    As acusações é que são difíceis.
  • 6:04 - 6:07
    Hoje realmente ouvimos pessoas
    dizendo coisas como:
  • 6:08 - 6:11
    "Existe um problema nesse país,
    e se chama muçulmanos.
  • 6:11 - 6:13
    Quando vamos nos livrar deles?"
  • 6:14 - 6:17
    Então algumas pessoas querem
    banir os muçulmanos e fechar as mesquitas.
  • 6:17 - 6:20
    Elas falam sobre minha comunidade
    como se fôssemos um tumor
  • 6:20 - 6:22
    no corpo dos Estados Unidos.
  • 6:22 - 6:25
    E a única pergunta é:
    nós somos malignos ou benignos?
  • 6:26 - 6:29
    Vocês sabem, um tumor maligno é extraído,
  • 6:29 - 6:34
    e um tumor benigno só precisa
    ser mantido sob vigilância.
  • 6:35 - 6:40
    As opções não fazem sentido,
    porque essa é a pergunta errada.
  • 6:40 - 6:44
    Muçulmanos, como outros americanos,
    não são um tumor no corpo dos EUA,
  • 6:44 - 6:45
    nós somos um órgão vital.
  • 6:46 - 6:47
    (Aplausos)
  • 6:47 - 6:48
    Obrigada.
  • 6:48 - 6:50
    (Aplausos)
  • 6:54 - 6:56
    Muçulmanos são inventores e professores,
  • 6:56 - 7:00
    são socorristas e atletas olímpicos.
  • 7:00 - 7:04
    Agora, fechar mesquitas vai deixar
    os Estados Unidos mais seguros?
  • 7:04 - 7:07
    Isso pode liberar vagas de estacionamento,
  • 7:07 - 7:10
    mas não vai acabar com o terrorismo.
  • 7:10 - 7:13
    Ir regularmente à mesquita,
    na verdade, está associado
  • 7:13 - 7:16
    a ter uma visão mais tolerante
    sobre pessoas de outras crenças
  • 7:16 - 7:19
    e mais engajamento civil.
  • 7:20 - 7:24
    E como me disse, recentemente, um chefe
    de polícia da região de Washington, DC,
  • 7:24 - 7:27
    na verdade as pessoas não se tornam
    radicais nas mesquitas.
  • 7:27 - 7:29
    Elas se tornam radicais
    no seu porão, ou no seu quarto,
  • 7:29 - 7:32
    em frente a um computador.
  • 7:32 - 7:35
    E o que se descobre
    sobre o processo de radicalização
  • 7:35 - 7:37
    é que ele começa on-line,
  • 7:37 - 7:41
    mas a primeira coisa que acontece
    é a pessoa ser isolada de sua comunidade,
  • 7:41 - 7:43
    até da sua família,
  • 7:43 - 7:46
    para que o grupo extremista
    possa fazer lavagem cerebral
  • 7:46 - 7:49
    fazendo a pessoa acreditar
    que eles, os terroristas,
  • 7:49 - 7:50
    são os verdadeiros muçulmanos,
  • 7:50 - 7:54
    e todos os outros, que abominam
    seu comportamento e ideologia,
  • 7:54 - 7:57
    são vendidos ou infiéis.
  • 7:57 - 8:00
    Então se queremos
    prevenir a radicalização,
  • 8:00 - 8:03
    devemos manter as pessoas
    indo às mesquitas.
  • 8:05 - 8:08
    Alguns ainda vão argumentar
    que o islã é uma religião violenta.
  • 8:08 - 8:13
    Afinal, um grupo como o ISIS
    baseia sua brutalidade no Alcorão.
  • 8:14 - 8:18
    Agora, como muçulmana,
    como mãe, como ser humano,
  • 8:18 - 8:22
    acho que temos que fazer tudo que pudermos
    para parar um grupo como o ISIS.
  • 8:24 - 8:28
    Mas, estaríamos nos rendendo
    ao discurso desse grupo
  • 8:28 - 8:34
    se o escolhêssemos como representantes
    da crença de 1,6 bilhão de pessoas.
  • 8:34 - 8:36
    (Aplausos)
  • 8:38 - 8:39
    Obrigada.
  • 8:42 - 8:45
    O ISIS tem tanto a ver com o islã,
  • 8:45 - 8:48
    quanto a Klu Klux Klan
    tem a ver com o cristianismo.
  • 8:48 - 8:50
    (Aplausos)
  • 8:55 - 9:00
    Os dois grupos alegam basear
    suas ideologias em seu livro sagrado.
  • 9:00 - 9:03
    Mas se olharmos para eles,
    eles não são motivados
  • 9:03 - 9:05
    pelo que leem em seu livro sagrado.
  • 9:05 - 9:11
    É a brutalidade deles que faz
    com que leiam essas coisas na escritura.
  • 9:12 - 9:16
    Recentemente, um eminente imã me contou
    uma história que me deixou surpresa.
  • 9:16 - 9:17
    Ele disse que uma jovem veio até ele
  • 9:17 - 9:20
    porque estava pensando
    em se juntar ao ISIS.
  • 9:20 - 9:23
    Fiquei realmente surpresa,
    e perguntei a ele
  • 9:23 - 9:26
    se ela tinha tido contato
    com um líder religioso radical.
  • 9:26 - 9:28
    Ele disse que o problema
    era exatamente o oposto,
  • 9:28 - 9:31
    todos os clérigos
    com quem ela tinha falado
  • 9:31 - 9:35
    a rejeitaram e disseram que a raiva dela,
    a sensação de injustiça no mundo,
  • 9:35 - 9:38
    só iriam colocá-la em apuros.
  • 9:38 - 9:41
    Então sem um espaço para canalizar
    e dar sentido a sua raiva,
  • 9:41 - 9:44
    ela era um alvo fácil
    de ser explorado por extremistas
  • 9:44 - 9:46
    que prometiam uma solução para ela.
  • 9:46 - 9:51
    O que esse imã fez foi reconectá-la
    a Deus e a sua comunidade.
  • 9:51 - 9:54
    Ele não culpou-a por sua raiva,
  • 9:54 - 9:59
    em vez disso, deu formas construtivas
    para ela fazer mudanças reais no mundo.
  • 9:59 - 10:04
    O que ela aprendeu naquela mesquita
    evitou que ela se juntasse ao ISIS.
  • 10:05 - 10:09
    Já falei um pouco sobre como a islamofobia
    afeta a mim e a minha familia.
  • 10:09 - 10:12
    Mas como ela impacta os americanos comuns?
  • 10:12 - 10:14
    Como ela impacta todos os outros?
  • 10:14 - 10:19
    Como sentir medo 24 horas por dia
    afeta a saúde da nossa democracia,
  • 10:19 - 10:22
    a saúde do nosso pensamento livre?
  • 10:22 - 10:25
    Bem, um estudo, na verdade
    vários estudos na neurociência
  • 10:25 - 10:29
    mostram que, quando estamos com medo,
    pelo menos três coisas acontecem.
  • 10:30 - 10:32
    Passamos a aceitar mais
  • 10:32 - 10:36
    o autoritarismo, o conformismo,
    e o preconceito.
  • 10:37 - 10:40
    Um estudo mostrou que quando pessoas
  • 10:40 - 10:46
    eram expostas a reportagens negativas
    sobre os muçulmanos,
  • 10:46 - 10:50
    passavam a aceitar melhor
    os ataques militares a países muçulmanos
  • 10:50 - 10:54
    e políticas de restrição de direitos
    a muçulmanos americanos.
  • 10:54 - 10:56
    Mas isso não é só acadêmico.
  • 10:56 - 11:01
    Se observarmos quando o sentimento
    antimuçulmano disparou,
  • 11:01 - 11:05
    entre 2001 e 2013,
  • 11:05 - 11:07
    isso aconteceu três vezes,
  • 11:07 - 11:09
    mas não foi por causa
    de ataques terroristas.
  • 11:09 - 11:14
    Foi às vésperas da Guerra do Iraque
    e durante dois períodos de eleição.
  • 11:14 - 11:19
    Então a islamofobia não é só
    a resposta natural ao terrorismo muçulmano
  • 11:19 - 11:21
    como eu teria esperado.
  • 11:21 - 11:26
    Na verdade pode ser
    uma ferramenta de manipulação pública,
  • 11:26 - 11:30
    corroendo a base de uma sociedade livre,
  • 11:30 - 11:34
    formada por cidadãos
    racionais e bem-informados.
  • 11:35 - 11:37
    Muçulmanos são como canários
    em uma mina de carvão.
  • 11:38 - 11:39
    Podemos ser os primeiros a sentir,
  • 11:39 - 11:43
    mas o ar intoxicado de medo
    faz mal a todos nós.
  • 11:44 - 11:46
    (Aplausos)
  • 11:52 - 11:54
    E atribuir culpa coletiva
  • 11:54 - 11:57
    não é só ter que se explicar o tempo todo.
  • 11:58 - 12:02
    Deah e sua esposa Yusor
    eram um jovem casal que vivia
  • 12:02 - 12:05
    em Chapel Hill, na Carolina do Norte,
    onde os dois estudavam.
  • 12:06 - 12:08
    Deah era um atleta,
  • 12:08 - 12:12
    cursava odontologia,
    era talentoso, promissor...
  • 12:12 - 12:18
    E sua irmã me contava que ele era a pessoa
    mais doce e generosa que ela já conheceu.
  • 12:18 - 12:22
    Durante uma visita,
    ele mostrou a ela seu currículo
  • 12:22 - 12:24
    e ela ficou impressionada.
  • 12:24 - 12:28
    Ela disse: "Quando meu irmãozinho
    se tornou esse homem realizado?"
  • 12:29 - 12:34
    Poucas semanas depois da visita
    de Suzanne a seu irmão e esposa,
  • 12:34 - 12:36
    o vizinho deles,
  • 12:37 - 12:39
    Craig Stephen Hicks,
  • 12:39 - 12:41
    assassinou os dois,
  • 12:41 - 12:45
    e também a irmã de Yusor, Razan,
    que estava passando a tarde com eles,
  • 12:45 - 12:47
    dentro do apartamento deles,
  • 12:47 - 12:49
    estilo de execução,
  • 12:49 - 12:54
    depois de fazer declarações
    anti-muçulmanas na sua página do Facebook.
  • 12:54 - 12:56
    Ele atirou em Deah oito vezes.
  • 12:57 - 12:59
    Então a intolerância não é só imoral,
  • 12:59 - 13:01
    ela pode ser até letal.
  • 13:02 - 13:05
    De volta a minha história,
    o que aconteceu depois de 11/09?
  • 13:05 - 13:09
    Nós fomos à mesquita,
    ou não nos arriscamos e ficamos em casa?
  • 13:09 - 13:11
    Bom, nós conversamos sobre isso,
  • 13:11 - 13:13
    e pode parecer uma decisão pequena,
  • 13:13 - 13:18
    mas para nós era sobre o tipo de país
    que queremos deixar para nossos filhos:
  • 13:18 - 13:21
    um que vai nos controlar pelo medo
  • 13:21 - 13:25
    ou um no qual poderemos
    praticar nossa religião livremente.
  • 13:25 - 13:27
    Então decidimos ir à mesquita.
  • 13:28 - 13:30
    Colocamos meu filho no carro,
    colocamos o cinto nele,
  • 13:30 - 13:33
    e dirigimos silenciosamente,
    intensamente, até a mesquita.
  • 13:33 - 13:37
    Tirei ele do carro, tirei meus sapatos,
    entrei na sala de oração
  • 13:39 - 13:40
    e o que eu vi me fez parar.
  • 13:41 - 13:43
    O local estava completamente cheio.
  • 13:43 - 13:46
    E o imã fez uma declaração,
  • 13:46 - 13:50
    agradecendo e dando boas-vindas
    aos nossos convidados,
  • 13:50 - 13:53
    porque metade da congregação
  • 13:54 - 13:56
    era de cristãos, judeus,
    budistas, ateístas,
  • 13:56 - 13:59
    crentes e descrentes,
  • 13:59 - 14:04
    que tinham vindo, não para nos atacar,
    mas para serem solidários a nós.
  • 14:04 - 14:06
    (Aplausos)
  • 14:13 - 14:16
    Nessa hora, eu chorei.
  • 14:17 - 14:18
    Essas pessoas estavam lá
  • 14:18 - 14:23
    porque escolheram coragem e compaixão
    em vez de pânico e preconceito.
  • 14:25 - 14:26
    O que vocês escolheriam?
  • 14:27 - 14:32
    O que escolheriam nessa hora
    de medo e intolerância?
  • 14:33 - 14:35
    Vocês escolheriam a segurança?
  • 14:36 - 14:40
    Ou se juntariam aos que dizem
    "nós somos melhores que isso"?
  • 14:40 - 14:41
    Obrigada.
  • 14:41 - 14:43
    (Aplausos)
  • 14:56 - 14:57
    Muito obrigada.
  • 15:00 - 15:05
    Helen Walters: Então, Dalia,
    parece que você acertou o tom.
  • 15:05 - 15:06
    Mas eu me pergunto
  • 15:06 - 15:09
    o que você diria àqueles
    que podem argumentar
  • 15:09 - 15:11
    que você está dando uma palesta TED,
  • 15:11 - 15:14
    você é claramente uma pensadora,
    trabalha em uma "think tank" sofisticada,
  • 15:14 - 15:16
    você é uma exceção, e não a regra.
  • 15:16 - 15:19
    O que você diria para essas pessoas?
  • 15:19 - 15:23
    Dalia Mogahed: Diria: não deixem o palco
    enganar vocês, sou completamente comum.
  • 15:24 - 15:25
    Eu não sou uma exceção.
  • 15:25 - 15:27
    Minha história não é incomum.
  • 15:27 - 15:31
    Eu sou muito comum.
  • 15:31 - 15:35
    Quando você pensa sobre os muçulmanos
    ao redor do mundo,
  • 15:35 - 15:39
    e eu fiz isso, fiz o maior estudo já feito
    sobre muçulmanos ao redor do mundo,
  • 15:39 - 15:41
    as pessoas querem coisas comuns.
  • 15:41 - 15:45
    Querem prosperidade para suas famílias,
    querem empregos, e viver em paz.
  • 15:45 - 15:48
    Então de forma alguma eu sou uma exceção.
  • 15:48 - 15:51
    Quando você encontra pessoas
    que parecem ser uma exceção à regra,
  • 15:51 - 15:54
    em geral é porque a regra está quebrada,
  • 15:54 - 15:56
    e não porque elas sejam uma exceção.
  • 15:56 - 15:59
    HW: Muito obrigada. Dalia Mogahed.
  • 15:59 - 16:02
    (Aplausos)
Title:
O que você pensa quando olha para mim?
Speaker:
Dalia Mogahed
Description:

Quando você olha para a estudiosa muçulmana Dalia Mogahed, o que você vê? Uma mulher de fé? Uma estudiosa, uma mãe, uma irmã? Ou uma pessoa oprimida, que sofreu lavagem cerebral, uma terrorista em potencial? Nesta palestra pessoal e vigorosa, Mogahed nos pede para, nesta época polarizada, lutarmos contra as percepções negativas da mídia sobre sua fé, e escolhermos a empatia em vez do preconceito.

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Video Language:
English
Team:
closed TED
Project:
TEDTalks
Duration:
16:16

Portuguese, Brazilian subtitles

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