A minha obsessão por objetos e pelas histórias que eles contam
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0:01 - 0:04Há uns quatro anos,
a revista New Yorker publicou um artigo -
0:04 - 0:05sobre um conjunto de ossos de dodó
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0:05 - 0:08encontrado num poço na ilha Maurícia.
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0:09 - 0:11A ilha Maurícia é uma pequena ilha
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0:11 - 0:13ao largo da costa oriental de Madagáscar,
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0:13 - 0:18no Oceano Índico, e é o lugar
onde foi descoberto a ave dodó -
0:19 - 0:22e onde se extinguiu, num período
de cerca de 150 anos. -
0:22 - 0:25Toda a gente ficou excitada
com esta descoberta arqueológica, -
0:25 - 0:27porque significava
que talvez pudessem montar -
0:27 - 0:29um esqueleto de dodó completo.
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0:29 - 0:30Embora museus em todo o mundo
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0:30 - 0:33tenham esqueletos de dodó
nas suas coleções, -
0:33 - 0:37ninguém, nem sequer o Museu
de História Natural da ilha Maurícia -
0:37 - 0:40tem um esqueleto composto
por ossos de um único dodó. -
0:40 - 0:42Bem, isto não é inteiramente verdade.
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0:42 - 0:44Na realidade, o Museu Britânico
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0:44 - 0:47teve um espécime completo
de dodó na sua coleção -
0:47 - 0:49até ao século XVIII.
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0:49 - 0:51Totalmente mumificado, com pele e tudo,
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0:51 - 0:53mas, durante um ataque
de poupança de espaço, -
0:53 - 0:55cortaram-lhe a cabeça e as patas,
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0:55 - 0:57e queimaram o resto numa fogueira.
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0:57 - 0:59Se consultarem o site deles, hoje em dia,
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0:59 - 1:01eles referem esses espécimes, e dizem:
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1:01 - 1:04"o resto perdeu-se num incêndio".
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1:04 - 1:07Não é bem toda a verdade. Mas enfim...
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1:07 - 1:10A primeira página do artigo
era esta fotografia. -
1:10 - 1:11Eu acho que a Tina Brown
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1:11 - 1:13fez fotografias fantásticas
para o The New Yorker, -
1:13 - 1:15porque esta fotografia
fez tremer o meu mundo. -
1:15 - 1:18Fiquei obcecado com o objeto,
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1:18 - 1:20e não apenas com a fotografia lindíssima,
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1:20 - 1:23com a cor, a profundidade de campo,
os detalhes que se veem, -
1:23 - 1:25o arame que se vê aqui no bico,
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1:25 - 1:27que o conservador usou
para montar o esqueleto. -
1:27 - 1:29Há aqui toda uma história.
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1:29 - 1:31E pensei para mim mesmo:
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1:31 - 1:33Não seria o máximo
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1:33 - 1:37se eu tivesse o meu próprio
esqueleto de dodó? -
1:37 - 1:39(Risos)
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1:39 - 1:42Tenho de confessar, neste momento,
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1:42 - 1:44que passei a minha vida obcecado
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1:44 - 1:47por objetos e pelas histórias
que eles contam, -
1:47 - 1:50e este era o mais recente dessa lista.
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1:50 - 1:53Portanto, comecei à procura,
a ver se alguém vendia algum kit, -
1:53 - 1:55algum modelo que eu pudesse comprar.
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1:55 - 1:58Descobri imenso material
de referência, imensas fotografias, -
1:58 - 2:02mas só isso; continuava sem um esqueleto,
mas o mal já estava feito. -
2:02 - 2:04Tinha umas centenas
de fotos de esqueletos de dodó -
2:04 - 2:06na minha pasta de "Projetos Criativos",
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2:06 - 2:10um armazém para o meu cérebro,
com tudo o que me possa vir a interessar. -
2:10 - 2:12Sempre que tenho ligação à Internet
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2:12 - 2:14guardo lá coisas que nunca mais acabam,
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2:14 - 2:18desde anéis lindíssimos
a fotografias de cockpits. -
2:18 - 2:21A chave que o Marquês de Lafayette
enviou a George Washington -
2:21 - 2:23para celebrar a tomada da Bastilha.
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2:23 - 2:25Uma chave de lançamentos
nucleares da Rússia. -
2:25 - 2:27A de cima é uma foto
de uma que achei no eBay, -
2:27 - 2:29a de baixo foi feita por mim,
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2:29 - 2:32porque não tinha dinheiro
para comprar a do eBay. -
2:32 - 2:34Fatos de Stormtroopers.
Mapas da Terra Média. -
2:34 - 2:37Este desenhei-o eu.
E ali está a pasta do esqueleto de dodó. -
2:37 - 2:39Esta pasta tem mais de 17 mil fotografias,
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2:39 - 2:40uns 20 gigabytes de informação,
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2:40 - 2:42e está constantemente a crescer.
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2:42 - 2:45Um dia, umas semanas depois
ou talvez um ano depois, -
2:45 - 2:48fui a uma papelaria com os meus filhos,
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2:48 - 2:50comprar ferramentas para modelar,
para trabalhos manuais. -
2:50 - 2:53Comprei pasta Super Sculpey,
uns arames, vários materiais. -
2:53 - 2:56Olhei para a pasta de modelar e pensei:
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2:56 - 2:57Talvez...
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2:57 - 3:00Sim, talvez possa fazer um crânio de dodó.
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3:01 - 3:04Convém esclarecer, desde já,
que não sou escultor. -
3:04 - 3:06Sou construtor de modelos rígidos.
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3:06 - 3:08Deem-me um desenho,
um adereço para copiar, -
3:08 - 3:11deem-me uma grua, um andaime,
peças da "Guerra das Estrelas"... -
3:11 - 3:13— sobretudo peças
da "Guerra das Estrelas". -
3:13 - 3:15Sou capaz de passar o dia inteiro naquilo.
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3:15 - 3:18Foi assim que ganhei a vida
durante 15 anos. -
3:18 - 3:20Mas se me derem algo assim,
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3:20 - 3:22— isto foi esculpido
pelo meu amigo Mike Murnane, -
3:22 - 3:25é uma maqueta do Episódio II,
da Guerra das Estrelas — -
3:25 - 3:26não é o meu género de coisa,
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3:26 - 3:29é trabalho para outras pessoas,
que fazem dragões, coisas moles. -
3:29 - 3:33Mesmo assim, achei que tinha visto
fotos suficientes de crânios de dodó -
3:33 - 3:38para ser capaz de compreender
a topologia e talvez reproduzi-la. -
3:38 - 3:40Afinal, não podia ser assim tão difícil.
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3:40 - 3:43Vai daí, estudei as melhores fotografias
que consegui encontrar. -
3:43 - 3:45Procurei todas as referências,
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3:45 - 3:47e descobri esta referência fantástica.
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3:47 - 3:49Estava alguém a vender isto no eBay.
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3:49 - 3:52Era uma mulher, uma mão feminina,
espero que fosse uma mulher. -
3:52 - 3:54Devia ser do tamanho
da mão da minha mulher. -
3:54 - 3:57Tirei as medidas do polegar
e calculei o tamanho do crânio. -
3:57 - 4:00Ampliei-o até ao tamanho real
e comecei a usar isso, -
4:00 - 4:03juntamente com as outras referência,
comparando-o com isto, -
4:03 - 4:06como referência do tamanho,
para decidir o tamanho do bico, -
4:06 - 4:08que comprimento devia ter, etc., etc..
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4:08 - 4:10Ao fim de umas horas, acabei por fazer
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4:10 - 4:13um crânio de dodó bastante razoável,
e ia ficar por aí. -
4:13 - 4:16Mas sabem, é como limpar
um quarto super-desarrumado, -
4:16 - 4:19arrumamos uma coisa de cada vez,
não pensamos na totalidade. -
4:19 - 4:21Eu não estava a pensar
no esqueleto do dodó, -
4:21 - 4:23mas reparei, quando acabei o crânio,
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4:23 - 4:25que o arame que estava a usar
para o segurar -
4:25 - 4:28saía da parte de trás,
como uma coluna vertebral. -
4:28 - 4:32Uma coisa que sempre me fascinou
são colunas e esqueletos. -
4:32 - 4:33Colecionei cerca de 200,
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4:33 - 4:37e conheço a forma
como funcionam as vértebras -
4:37 - 4:39ao ponto de ser capaz de as imitar.
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4:39 - 4:40Assim, botão por botão,
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4:40 - 4:43vértebra por vértebra, fui por ali abaixo.
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4:43 - 4:47No fim do dia, tinha um crânio razoável,
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4:47 - 4:50umas vértebras bastantes boas
e metade do pélvis. -
4:50 - 4:53De novo, continuei à procura
de mais referências -
4:53 - 4:56de referências que conseguisse
encontrar: desenhos, fotografias... -
4:56 - 4:59Adoro este tipo!
Pôs ossos da perna de um dodó -
4:59 - 5:01num scanner, com uma régua.
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5:01 - 5:05Era o nível de precisão que eu procurava,
e fi-los todos, -
5:05 - 5:07reproduzi todos os ossos e juntei-os.
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5:07 - 5:10Passadas aí umas seis semanas,
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5:10 - 5:13completei, pintei, montei
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5:14 - 5:16o meu esqueleto de dodó.
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5:16 - 5:18(Aplausos)
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5:18 - 5:20Podem ver que até lhe fiz
uma placa de museu, -
5:20 - 5:22que inclui um resumo da história do dodó.
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5:22 - 5:25A TAP Plastics fez-me,
embora não esteja na foto, -
5:25 - 5:26uma vitrina de museu.
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5:26 - 5:28Não tenho espaço para isto em casa,
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5:28 - 5:31mas tinha de acabar o que tinha começado.
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5:31 - 5:34Isto, para mim, representou
uma grande mudança. -
5:34 - 5:36Como disse, ao longo da minha vida
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5:36 - 5:39sempre fui fascinado por objetos
e histórias que eles contam, -
5:39 - 5:42e também por fazê-los, por obtê-los,
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5:42 - 5:44por apreciá-los e por mergulhar neles.
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5:44 - 5:47Nesta pasta, nos "Projetos Criativos",
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5:47 - 5:49há montanhas de projetos
em que estou a trabalhar, -
5:49 - 5:52projetos em que já trabalhei,
coisas em que queira trabalhar, um dia, -
5:52 - 5:57e coisas que talvez só queira achar,
comprar, ter, ver, e tocar. -
5:57 - 6:00Mas agora havia uma nova
categoria potencial de coisas -
6:00 - 6:02que eu podia esculpir,
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6:02 - 6:04e isso era diferente.
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6:04 - 6:06Bem, eu tenho um R2D2, mas isso...
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6:07 - 6:09Comparado com esculpir,
para mim, isso é fácil. -
6:09 - 6:13Portanto dei uma vista de olhos
à minha pasta dos "Projetos Criativos" -
6:13 - 6:15e reparei no Falcão Maltês.
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6:17 - 6:19Acho isto engraçado:
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6:19 - 6:22Apaixonar-me por um objeto
de um livro do Hammett, -
6:22 - 6:24porque, se no mundo
há dois tipos de pessoas, -
6:24 - 6:28os fãs de Chandler e os fãs de Hammett,
eu sou um fã de Chandler. -
6:28 - 6:30Mas, neste caso, o que é importante
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6:30 - 6:33não é o autor, nem o livro,
nem o filme, nem a história. -
6:33 - 6:35O que é importante é o objeto em si.
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6:36 - 6:38E, neste caso, o objeto...
-
6:38 - 6:41...existe numa série de níveis.
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6:41 - 6:43Primeiro, há o objeto no mundo.
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6:43 - 6:45Isto é o "Falcão Kniphausen".
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6:45 - 6:47É um jarro cerimonial
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6:47 - 6:51feito por volta do ano 1700
para um conde sueco, -
6:51 - 6:54e é provavelmente o objeto
a partir do qual -
6:54 - 6:56Hammett foi buscar a inspiração
para o Falcão Maltês. -
6:56 - 6:59Depois há o pássaro fictício,
que Hammett criou para o livro. -
6:59 - 7:01Feito de palavras, é o motor
-
7:01 - 7:04que faz avançar o enredo do livro,
e também do filme, -
7:04 - 7:06no qual é criado outro objeto:
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7:06 - 7:09Um adereço que tem de representar
a coisa que Hammett criou com palavras, -
7:09 - 7:13inspirado pelo Falcão Kniphausen ,
e este representa o falcão no filme. -
7:13 - 7:15E depois há um quarto nível,
-
7:15 - 7:17um novo objeto no mundo:
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7:17 - 7:20O adereço feito para o filme,
o representante da coisa, -
7:20 - 7:24transforma-se, por direito próprio,
numa coisa diferente, -
7:24 - 7:27num novo objeto de desejo.
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7:27 - 7:29Estava na hora de fazer mais pesquisa.
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7:29 - 7:31Já tinha feito alguma pesquisa
alguns anos antes, -
7:31 - 7:33por isso é que tinha aquela pasta.
-
7:33 - 7:35Tinha comprado uma réplica muito rasca,
-
7:35 - 7:36do Falcão Maltês no eBay,
-
7:36 - 7:38e tinha gravado imagens suficientes
-
7:38 - 7:40para ter uma referência razoável.
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7:40 - 7:44Mas descobri,
à medida que pesquisava, -
7:44 - 7:47à procura de referências mais exatas,
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7:47 - 7:49que um dos pássaros originais, de chumbo,
-
7:49 - 7:52tinha sido vendido
pela Christie's em 1994. -
7:52 - 7:54Contactei um vendedor
de livros sobre antiguidades -
7:54 - 7:56que tinha o catálogo original
da Christie's, -
7:56 - 7:59e foi aí que encontrei
esta imagem magnífica, -
7:59 - 8:01que incluía as medidas.
-
8:01 - 8:04Digitalizei a imagem e ampliei-a
até ao tamanho real. -
8:04 - 8:06Descobri outra referência.
-
8:06 - 8:10Avi Chekmayan, um editor de New Jersey,
achou este Falcão Maltês em resina -
8:10 - 8:13numa feira de rua em 1991,
-
8:13 - 8:15embora tenha demorado cinco anos
-
8:15 - 8:17até conseguir autenticá-lo
-
8:17 - 8:19a ponto de ser aceite em leilões,
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8:19 - 8:21porque havia muita controvérsia sobre ele.
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8:21 - 8:24Era de resina, um material
invulgar em adereços de cinema -
8:24 - 8:26na época em que o filme foi feito.
-
8:26 - 8:27Demoraram muito a autenticá-lo
-
8:27 - 8:29embora, em comparação com isto,
eu digo logo: -
8:29 - 8:32É o modelo verdadeiro.
-
8:32 - 8:35É feito exatamente
do mesmo molde que este. -
8:35 - 8:37No caso deste, como o leilão
foi tão controverso, -
8:37 - 8:39a leiloeira Profiles in History,
que o vendeu -
8:39 - 8:42— julgo que em 1995,
por cerca de cem mil dólares — -
8:42 - 8:44decidiu incluir
— como se vê aqui em baixo — -
8:44 - 8:47não só uma vista frontal,
mas também de lado, -
8:47 - 8:50de trás, e ainda do outro lado.
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8:50 - 8:54Portanto, agora, tinha
toda a topologia necessária -
8:54 - 8:56para reproduzir o Falcão Maltês.
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8:56 - 8:58Mas eu não sabia como fazer,
como começar algo assim? -
8:58 - 9:01Portanto, voltei a fazer
como com o crânio de dodó, -
9:01 - 9:03ampliei todas as referências
até ao tamanho real, -
9:03 - 9:08e comecei a cortar os negativos
e usei essas formas como referência -
9:08 - 9:09Com a pasta Sculpey fiz um grande bloco,
-
9:09 - 9:13e fui-a passando até ter os perfis certos.
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9:13 - 9:16Depois, lentamente, pena por pena,
detalhe por detalhe, -
9:16 - 9:18fui trabalhando até conseguir...
-
9:18 - 9:20Trabalhava em frente à televisão.
-
9:20 - 9:21Este sou eu ao lado da minha mulher.
-
9:21 - 9:24Foi a única fotografia que tirei
durante toda esta fase. -
9:24 - 9:28À medida que avançava, consegui
uma cópia muito razoável do Falcão Maltês. -
9:28 - 9:30Mas, mais uma vez, eu não sou escultor,
-
9:30 - 9:33e portanto não sei
a maior parte dos truques. -
9:33 - 9:36Não sei como o meu amigo Mike
consegue superfícies brilhantes. -
9:36 - 9:39eu não as consegui criar.
-
9:39 - 9:40Fui até à minha oficina,
-
9:40 - 9:43fiz um molde e moldei-o com resina,
-
9:43 - 9:46porque sabia que, com a resina,
conseguia um acabamento vidrado. -
9:46 - 9:49Há várias formas de conseguir
um acabamento brilhante. -
9:49 - 9:52A minha preferida é usar umas 70 camadas
-
9:52 - 9:54deste primário preto para automóvel.
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9:54 - 9:57Aplico-o ao longo de três ou quatro dias,
pinga imenso, -
9:57 - 10:00mas cria uma superfície muito boa,
que pode ser levemente lixada -
10:00 - 10:03e consigo deixá-la lisa como vidro.
-
10:03 - 10:05O acabamento é com lã de aço número 000.
-
10:05 - 10:07A parte melhor de ter chegado a este ponto
-
10:07 - 10:10foi que, no filme, quando finalmente
mostram o pássaro, -
10:10 - 10:13e o põem na mesa,
dão-lhe uma volta completa. -
10:13 - 10:14Portanto eu tive a possibilidade
-
10:14 - 10:17de fazer pausas nessa cena para comparar.
-
10:17 - 10:20Segui os brilhos todos da superfície,
com a luz na mesma posição, -
10:20 - 10:23para garantir que os reflexos eram iguais.
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10:23 - 10:26Para verem o nível de detalhe
a que eu cheguei. -
10:26 - 10:29O resultado foi este: o meu Falcão Maltês.
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10:29 - 10:31E é lindo. Posso dizer, com autoridade,
-
10:31 - 10:33que nesse momento, quando o acabei,
-
10:33 - 10:36de todas as réplicas que por aí há
— e há várias — -
10:36 - 10:40esta é de longe a representação
mais exata do Falcão Maltês original -
10:40 - 10:42que alguém já esculpiu.
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10:42 - 10:45O original foi esculpido
por um tipo chamado Fred Sexton. -
10:45 - 10:48E é aqui que as coisas
se tornam estranhas. -
10:48 - 10:51O Fred Sexton era amigo
deste tipo, George Hodel. -
10:51 - 10:55Um tipo assustador, suspeito
de ser o assassino da "Dália Negra". -
10:55 - 11:00James Ellroy julga que Fred Sexton,
o escultor do Falcão Maltês, -
11:00 - 11:02matou a mãe de James Ellroy.
-
11:02 - 11:04Mas ainda é mais estranho.
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11:04 - 11:07Em 1974, durante a produção
de uma sequela cómica -
11:07 - 11:10do filme "Relíquia Macabra",
chamada "Black Bird", com o George Segal, -
11:10 - 11:12o Museu de Arte de Los Angeles County
-
11:12 - 11:15tinha um dos originais
do Falcão Maltês, em gesso, -
11:15 - 11:17um dos seis modelos de gesso
feitos para o filme, -
11:17 - 11:19que foi roubado do museu.
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11:19 - 11:21Muita gente julgou que era
publicidade para o filme. -
11:21 - 11:23O restaurante John's Grill,
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11:23 - 11:25— que aparece no filme "Relíquia Macabra"
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11:25 - 11:27e ainda existe, em São Francisco —
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11:27 - 11:30contava Elisha Cook
entre os seus clientes habituais , -
11:30 - 11:31que fez o papel de Wilmer Cook no filme,
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11:31 - 11:36e ele deu-lhes um dos seus modelos
de gesso originais do Falcão Maltês. -
11:36 - 11:39Eles guardaram-no num armário
durante uns 15 anos, -
11:39 - 11:43até ser roubado em janeiro de 2007.
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11:44 - 11:47Parece que o objeto do desejo
-
11:47 - 11:49só se revela ao desaparecer repetidamente.
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11:49 - 11:52Portanto ali estava eu,
com o Falcão, e era lindo. -
11:52 - 11:55Tinha mesmo bom aspeto,
reagia mesmo bem à luz, -
11:55 - 11:57era melhor que qualquer coisa
que eu pudesse fazer -
11:57 - 11:59ou obter de qualquer fonte.
-
11:59 - 12:02Mas havia um problema.
E o problema era este: -
12:03 - 12:05Eu queria a totalidade do objeto,
-
12:05 - 12:07queria o peso do objeto.
-
12:08 - 12:10Este era feito de resina
e era leve demais. -
12:10 - 12:13Há um grupo na Internet
que eu costumo frequentar. -
12:13 - 12:15É um grupo de aderecistas malucos como eu,
-
12:15 - 12:18o Fórum das Réplicas de Adereços,
para pessoas que compram, -
12:18 - 12:20fazem e trocam informações
sobre adereços de cinema. -
12:21 - 12:22Um dos tipos desse fórum,
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12:22 - 12:26com quem nunca me encontrei,
mas de quem me tornei amigo no fórum, -
12:26 - 12:28era diretor de uma fundição.
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12:28 - 12:30Ele pegou no meu Falcão original,
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12:30 - 12:32fez um molde de cera perdida
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12:32 - 12:34e encheu-o de bronze fundido.
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12:34 - 12:36Este é o modelo em bronze
que ele me entregou. -
12:36 - 12:39Depois de um banho ácido,
foi este que considerei acabado. -
12:39 - 12:41Este objeto deixa-me
profundamente satisfeito. -
12:41 - 12:44Vou pô-lo ali fora,
-
12:44 - 12:46logo à noite, e vocês podem...
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12:47 - 12:50Quero que lhe peguem e que lhe mexam.
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12:50 - 12:52(Aplausos)
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12:52 - 12:55Querem ver onde chega
a minha obsessão? -
12:55 - 12:57Este projeto é só para mim
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12:57 - 12:59mas, mesmo assim,
fui ao ponto de comprar no eBay -
12:59 - 13:03um jornal chinês
de São Francisco, de 1941, -
13:03 - 13:07para o pássaro poder ser
devidamente embrulhado -
13:07 - 13:08como no filme.
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13:08 - 13:11(Risos)
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13:12 - 13:14Pois, eu sei...!
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13:14 - 13:16(Risos)
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13:17 - 13:19(Aplausos)
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13:19 - 13:22Aqui, como podem ver, pesa 12,5 kg.
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13:23 - 13:25É metade do peso do meu cão, o Huxley.
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13:26 - 13:29Mas há um problema.
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13:29 - 13:32Esta é a evolução recente dos Falcões.
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13:32 - 13:35O da esquerda é uma porcaria,
a réplica comprada no eBay. -
13:35 - 13:39Temos o meu Falcão feito de Sculpey,
meio estragado — tive de o tirar do molde. -
13:39 - 13:40Aqui o primeiro modelo líquido,
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13:40 - 13:42depois a cópia-mestra
e o modelo em bronze. -
13:42 - 13:45Mas, quando as coisas
são moldadas e derretidas, -
13:45 - 13:48cada vez que o modelo é mergulhado
em silicone ou cheio de resina -
13:48 - 13:51perdemos um bocadinho de volume,
um bocadinho do tamanho. -
13:51 - 13:53E quando pus o bronze ao lado
do modelo feito de Sculpey, -
13:53 - 13:56era 19 mm mais baixo.
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13:57 - 13:59Pois, não, a sério, foi tipo... oooh!
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14:00 - 14:01(Risos)
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14:01 - 14:03Porque é que eu não me lembrei disto?
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14:03 - 14:05Porque é que não comecei com ele maior?
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14:05 - 14:08Portanto, o que fazer?
Acho que tenho duas opções. -
14:08 - 14:12Primeiro, posso apontar-lhe um laser,
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14:12 - 14:13o que, aliás, já fiz,
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14:13 - 14:16para o digitalizar em 3D;
já existe um modelo 3D deste Falcão. -
14:16 - 14:18Calculei a redução exata que ocorreu
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14:18 - 14:20quando passámos do modelo
em cera para o de bronze, -
14:20 - 14:22e ampliei isto o suficiente para fazer
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14:22 - 14:24um modelo litográfico em 3D
-
14:24 - 14:27que eu irei polir
antes de enviar para a fundição, -
14:27 - 14:30onde irá ser feito em bronze. Ou então...
-
14:30 - 14:32Há várias pessoas que têm originais,
-
14:32 - 14:35e tenho andado a tentar contactá-las,
encontrar-me com elas, -
14:35 - 14:37na esperança de poder
passar alguns minutos -
14:37 - 14:41na presença de um dos pássaros originais,
talvez tirar um fotografia, -
14:41 - 14:43ou até usar um digitalizador laser portátil
-
14:43 - 14:46que eu comprei,
que cabe numa caixa de cereais, -
14:46 - 14:49e talvez pudesse, sem tocar sequer
no pássaro deles, juro, -
14:49 - 14:51criar um modelo 3D perfeito.
-
14:51 - 14:54E até assino um documento a dizer
que jamais o darei a outra pessoa, -
14:54 - 14:56só eu, no meu escritório, juro.
-
14:56 - 14:57Dou uma cópia ao dono, se ele quiser.
-
14:57 - 15:00Talvez aí eu possa dar
por concluído este exercício. -
15:00 - 15:02Mas, no fundo, para sermos todos honestos,
-
15:02 - 15:05tenho de admitir que
chegar ao fim deste exercício -
15:05 - 15:08nunca foi o verdadeiro objetivo
do exercício, pois não? -
15:08 - 15:10Obrigado
-
15:10 - 15:13(Aplausos)
- Title:
- A minha obsessão por objetos e pelas histórias que eles contam
- Speaker:
- Adam Savage
- Description:
-
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Na conferência EG'08, Adam Savage fala do seu fascínio com o dodó, e como isso o lançou numa estranha e surpreendente busca dupla. Uma emocionante aventura pelo interior da mente de um criativo obsessivo.
- Video Language:
- English
- Team:
closed TED
- Project:
- TEDTalks
- Duration:
- 15:13
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Margarida Ferreira edited Portuguese subtitles for My obsession with objects and the stories they tell | |
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Margarida Ferreira edited Portuguese subtitles for My obsession with objects and the stories they tell | |
| Rui del-Negro added a translation |
