Este é Saturno
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0:01 - 0:03Nos próximos 18 minutos,
vou levá-los numa viagem. -
0:03 - 0:08É uma viagem que vocês e eu temos
estado a fazer já há uns anos, -
0:08 - 0:10que começou há cerca de 50 anos,
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0:10 - 0:14quando os seres humanos saíram
pela primeira vez do nosso planeta. -
0:14 - 0:21Nesses 50 anos, não só pusemos o pé
fisicamente na lua, -
0:21 - 0:28como enviámos navesespaciais robóticas
para todos os planetas — todos os oito — -
0:28 - 0:32e aterrámos em asteróides,
encontrámo-nos com cometas -
0:32 - 0:37e nesta altura, temos uma nave espacial
a caminho de Plutão, -
0:37 - 0:40o corpo que outrora era conhecido
como um planeta. -
0:40 - 0:46Todas estas missões robóticas fazem parte
duma viagem humana muito maior: -
0:46 - 0:53a viagem para compreender um pouco,
para ter uma noção do nosso sítio cósmico, -
0:53 - 0:58para perceber um pouco as nossas origens,
e como a Terra, o nosso planeta, -
0:58 - 1:00e nós, que vivemos nela, aparecemos.
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1:00 - 1:03Entre todos os lugares no sistema solar
onde possamos ir -
1:03 - 1:08e procurar respostas para perguntas
como estas, existe Saturno. -
1:08 - 1:11E nós já fomos a Saturno
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1:11 - 1:13— visitámos Saturno
no início dos anos 80 — -
1:13 - 1:15mas as nossas investigações de Saturno
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1:15 - 1:18tornaram-se muito mais
profundas e detalhadas -
1:18 - 1:22desde que a nave Cassini, a viajar
através do espaço interplanetário -
1:22 - 1:24durante sete anos,
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1:24 - 1:28entrou na órbita de Saturno
no verão de 2004, -
1:28 - 1:31e tornou-se nessa altura
no posto robótico mais afastado -
1:31 - 1:34que a humanidade alguma vez
estabeleceu à volta do Sol. -
1:35 - 1:40O sistema de Saturno
é um sistema planetário muito rico. -
1:40 - 1:46Oferece mistério, compreensão científica
e obviamente um esplendor sem comparação, -
1:46 - 1:50e a investigação deste sistema
tem um alcance cósmico enorme. -
1:50 - 1:54De facto, só o estudo dos anéis
coloca-nos numa posição para aprender muito -
1:54 - 1:59sobre os discos das estrelas e gás
que nós chamamos de galáxias espirais. -
1:59 - 2:01E aqui está uma bela fotografia
da nebulosa de Andrómeda -
2:01 - 2:05que é a maior galáxia espiral
e a mais próxima da Via Láctea. -
2:05 - 2:08E aqui está uma bela composição
da Galáxia do Redemoinho, -
2:08 - 2:11tirada pelo telescópio espacial Hubble.
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2:11 - 2:16Portanto a viagem de regresso a Saturno
faz parte duma viagem humana muito maior -
2:16 - 2:19— e é também uma metáfora —
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2:19 - 2:22para perceber a inter-conectividade
de tudo à nossa volta, -
2:22 - 2:25e também como os seres humanos
se encaixam nessa imagem. -
2:25 - 2:32E dói-me não poder mostrar-vos
tudo o que aprendemos com a Cassini. -
2:32 - 2:35todas as belas fotografias que tirámos
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2:35 - 2:38nos últimos dois anos e meio,
porque não tenho tempo. -
2:38 - 2:42Portanto vou concentrar-me
nas duas histórias mais excitantes -
2:42 - 2:46que emergiram desta importante
expedição exploratória -
2:46 - 2:48que estamos a fazer à volta de Saturno,
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2:48 - 2:51e que temos vindo a fazer
nos últimos dois anos e meio. -
2:51 - 2:55Saturno é acompanhado por uma grande
e diversa colecção de luas -
2:55 - 2:57de diferentes tamanhos,
desde uns quilómetros de diâmetro -
2:57 - 3:00até um diâmetro tão grandes como os EUA.
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3:00 - 3:03A maior parte das belas fotografias
que tirámos a Saturno, -
3:03 - 3:07mostram Saturno acompanhado
por algumas das suas luas. -
3:07 - 3:09Aqui está Saturno com Dione,
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3:09 - 3:12e aqui está Saturno a mostrar os anéis de perfil,
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3:12 - 3:16mostrando como estes são
verticalmente finos, com a lua Encélado. -
3:16 - 3:20Duas das 47 luas que Saturno tem
são proeminentes. -
3:20 - 3:23São a Titã e a Encélado.
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3:23 - 3:27Titã é a maior lua de Saturno,
e até a nave Cassini ter láchegado, -
3:27 - 3:31era o maior pedaço de terra inexplorado
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3:31 - 3:34que ainda nos faltava no nosso sistema solar.
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3:35 - 3:39É um corpo que há muito tem intrigado
as pessoas que observam os planetas. -
3:39 - 3:43Tem uma atmosfera muito larga e espessa,
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3:43 - 3:47e julgava-se que o ambiente da superfície
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3:47 - 3:51seria mais como o ambiente
que temos aqui na Terra, -
3:51 - 3:53ou, pelo menos, teria sido no passado,
-
3:53 - 3:55do que qualquer outro corpo do sistema solar.
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3:55 - 3:58A sua atmosfera é sobretudo de moléculas de nitrogénio,
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3:58 - 4:00como o que se respira nesta sala,
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4:00 - 4:02excepto de que na sua atmosfera
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4:02 - 4:06alastram matérias orgânicas simples
como o metano, o propano e o etano. -
4:06 - 4:09Estas moléculas, presentes nas altas camadas
da atmosfera de Titã, -
4:09 - 4:14partem-se, e os seus produtos juntam-se
para criar partículas de névoa. -
4:14 - 4:19Essa névoa é omnipresente,
é completamente global e envolve Titã. -
4:19 - 4:23É por causa disso que não conseguimos
ver a superficie com os nossos olhos -
4:23 - 4:25na região visível do espectro.
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4:25 - 4:28Mas deduzia-se que
estas particulas de névoa, -
4:28 - 4:32antes de lá chegarmos com a Cassini,
durante milhões e milhões de anos, -
4:32 - 4:35gentilmente amontoaram-se
na superficie e revestiram-na -
4:35 - 4:37num lodo orgânico e espesso.
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4:37 - 4:41Portanto, como um equivalente a alcatrão ou óleo
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4:41 - 4:43— ainda não sabemos bem o que é.
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4:43 - 4:45Mas isto era o que suspeitávamos.
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4:45 - 4:48Estas moléculas, especialmente
as de metano e etano, -
4:48 - 4:53podem ser líquidos nas temperaturas
da superficie de Titã. -
4:54 - 4:59Portanto, ao que parece, o metano está
para Titã como a água está para a Terra. -
4:59 - 5:01É condensável na atmosfera.
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5:01 - 5:06O reconhecimento desta circunstância
trouxe à ribalta -
5:06 - 5:08todo um mundo de possibilidade bizarras.
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5:08 - 5:11Pode haver nuvens de metano.
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5:11 - 5:14Acima dessas nuvens tem-se
estas centenas de quilómetros de névoa -
5:14 - 5:17que impedem que a luz do Sol
chegue à superficie. -
5:17 - 5:22A temperatura à superficie
é de cerca 210º C abaixo de zero. -
5:22 - 5:28Apesar desse frio, pode haver chuva
a cair sobre a superfície de Titã -
5:28 - 5:33que faz em Titã o que a chuva faz na Terra,
escava sulcos, forma rios e cataratas. -
5:33 - 5:38Pode criar desfiladeiros, pode criar lagos
em grandes bacias e crateras. -
5:38 - 5:41Pode lavar o lodo dos picos
das altas montanhas e montes -
5:41 - 5:43levando-o para as terras baixas.
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5:43 - 5:45Portanto pensem um pouco.
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5:45 - 5:48Tentem imaginar o aspecto
da superfície de Titã. -
5:48 - 5:53É escuro — o meio-dia em Titã é tão escuro
como o mais profundo crepúsculo na Terra. -
5:53 - 5:56É frio, é horripilante, é enevoado,
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5:56 - 6:00pode estar a chover, e podemos estar
nas margens do lago Michigan -
6:00 - 6:02repleto de diluente para tintas.
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6:02 - 6:06Esta era a visão que nós tínhamos
da superficie de Titã -
6:06 - 6:08antes de lá chegarmos com a Cassini.
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6:08 - 6:14E digo-vos que o que encontrámos em Titã,
apesar de não ser o mesmo em pormenor, -
6:14 - 6:17é em tudo tão fascinante
como esta história o é. -
6:17 - 6:20Para as pessoas da Cassini
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6:20 - 6:23tem sido como uma aventura
de Júlio Verne tornada realidade. -
6:23 - 6:25Como já disse, tem uma atmosfera
extensa e espessa. -
6:25 - 6:28Esta é uma foto de Titã
com a luz do Sol por detrás,, -
6:28 - 6:30com os anéis num bonito pano de fundo.
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6:30 - 6:33E ainda outra lua aqui.
Eu nem sequer sei qual é. -
6:33 - 6:35É uma atmosfera muito extensa.
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6:35 - 6:38Temos instrumentos na Cassini
que podem ver a superficie -
6:38 - 6:42através desta atmosfera
e o meu sistema óptico é um deles. -
6:42 - 6:44Tirámos fotos como esta.
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6:44 - 6:49Vemos regiões claras e escuras,
e foi o mais longe que obtivemos. -
6:49 - 6:53Era tão mistificante — não conseguíamos
definir o que estávamos a ver em Titã. -
6:53 - 6:58Se olharmos de perto para esta região,
começamos a ver coisas -
6:58 - 7:00como canais sinuosos, não sabíamos.
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7:00 - 7:02Vemos umas coisas redondas.
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7:02 - 7:04Isto, descobrimos mais tarde,
é uma cratera, -
7:04 - 7:07mas há muito poucas crateras
na superfície de Titã, -
7:07 - 7:09o que significa que é
uma superfície muito jovem. -
7:09 - 7:12Há pormenores que parecem tectónicos.
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7:12 - 7:14Parece que foram afastados.
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7:14 - 7:16Sempre que virem algo linear num planeta,
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7:16 - 7:19significa que existiu uma fractura, como uma falha.
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7:19 - 7:21Portanto foi tectonicamente alterado.
-
7:21 - 7:23Mas não conseguíamos
perceber as nossas imagens, -
7:23 - 7:27até que, seis meses depois
de termos entrado em órbita, -
7:27 - 7:29ocorreu uma coisa que muitos consideram
-
7:29 - 7:32como o ponto alto da investigação Cassini a Titã.
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7:32 - 7:35Foi a implementação da sonda Huygens,
-
7:35 - 7:38a sonda Huygens de fabrico europeu
que a Cassini tinha transportado -
7:38 - 7:41durante sete anos através do sistema solar.
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7:41 - 7:43Nós lançámo-la na atmosfera de Titã,
-
7:43 - 7:46levou duas horas e meia a descer,
e aterrou na superficie. -
7:46 - 7:51E eu só quero salientar quão significativo
é este acontecimento. -
7:51 - 7:53Este é um dispositivo de fabrico humano,
-
7:53 - 7:56e aterrou na parte exterior
do sistema solar -
7:56 - 7:58pela primeira vez
na história da humanidade. -
7:58 - 8:01É tão significativo que, na minha opinião,
-
8:01 - 8:03foi um acontecimento
que devia ter sido celebrado -
8:03 - 8:08com paradas em todas as cidades
dos EUA e da Europa, -
8:08 - 8:10e lamentavelmente não foi .
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8:10 - 8:12(Risos)
-
8:12 - 8:16Foi significativo por outra razão.
Isto é uma missão internacional. -
8:16 - 8:18Este acontecimento foi celebrado
na Europa, na Alemanha, -
8:18 - 8:23e as apresentações celebratórias
foram dadas com sotaque inglês, -
8:23 - 8:28sotaque americano, sotaque alemão
e francês, italiano e holandês. -
8:28 - 8:31Foi uma demonstração comovente
-
8:31 - 8:34do que devem significar
as palavras "Nações Unidas", -
8:34 - 8:40uma verdadeira união de nações juntas
num esforço colossal para o bem. -
8:40 - 8:44Neste caso, foi um empreendimento massivo
para explorar um planeta -
8:44 - 8:47e para vir a perceber
um sistema planetário -
8:47 - 8:51que durante toda a história da Humanidade
havia sido inalcançável, -
8:51 - 8:53e agora os seres humanos tinham lá chegado.
-
8:53 - 8:57Portanto — estou arrepiada
só de falar nisso — -
8:57 - 8:59foi um acontecimento tremendamente emotivo.
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8:59 - 9:02É uma coisa que, pessoalmente,
nunca esquecerei, -
9:02 - 9:04e vocês também não deviam esquecer.
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9:05 - 9:08(Aplausos)
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9:10 - 9:13A sonda tirou medidas da atmosfera na descida,
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9:13 - 9:15e também tirou fotos panorâmicas.
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9:15 - 9:19Eu não vos consigo dizer como foi
ter visto as primeiras fotos -
9:19 - 9:21da superficie de Titã desde a sonda.
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9:21 - 9:24E isto foi o que nós vimos.
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9:24 - 9:26Foi um choque, porque era tudo o que nós queríamos
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9:26 - 9:28que as outras fotos tiradas de órbita fossem.
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9:28 - 9:32Era um padrão ambíguo, um padrão geológico.
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9:32 - 9:37É um padrão de drenagem que só pode ser formado pelo fluxo de líquidos.
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9:37 - 9:39E podem seguir esses canais
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9:39 - 9:40e ver como eles convergem todos.
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9:40 - 9:44E eles convergem neste canal aqui, que drena para esta região.
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9:44 - 9:46Estão a olhar para uma linha costeira.
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9:46 - 9:49Era uma linha costeira de fluidos? Nós não sabíamos.
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9:49 - 9:51Mas isto é mais ou menos uma linha costeira.
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9:51 - 9:53Esta foto é tirada a 16 quilómetros.
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9:53 - 9:57Esta é a foto tirada a oito quilómetros, Ok? Mais uma vez, a linha costeira.
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9:57 - 10:02Ok, 16 quilómetros, oito quilómetros - isto é aproximadamente uma altitude de linha aérea.
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10:02 - 10:05Se vocês fossem fazer uma viagem de avião pelos Estados Unidos,
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10:05 - 10:07iriam voar a estas altitudes.
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10:07 - 10:11Portanto esta é a foto que veriam da janela da Titania Airlines
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10:11 - 10:14ao voarem sobre a superficie de Titã. (Risos)
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10:14 - 10:18E depois finalmente, a sonda acabou por pousar na superficie,
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10:18 - 10:20e eu vou mostrar-vos, senhoras e senhoras,
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10:20 - 10:24a primeira foto alguma vez tirada da superficie de uma lua no sistema solar exterior.
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10:24 - 10:28E aqui é o horizonte, Ok?
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10:28 - 10:32Estas são provavelmente pedras de gelo, sim?
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10:32 - 10:37(Aplauso)
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10:37 - 10:41E obviamente aterrou numa destas regiões escuras e planas,
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10:41 - 10:46e não se afundou fora de vista. Portanto não era fluido aquilo em que pousámos.
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10:46 - 10:49Aquilo onde a sonda desceu era basicamente
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10:49 - 10:52o equivalente de Titã de uma planície lamacenta.
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10:52 - 10:57Isto é um terreno não consolidado que está impregnado com metano líquido.
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10:57 - 11:00E é provalmente o caso de que este material
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11:00 - 11:04tenha lavado as partes altas de Titã
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11:04 - 11:05através destes canais que vimos,
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11:05 - 11:09e drenou ao longo de milhares de milhões de anos para encher as bacias mais abaixo.
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11:09 - 11:12E isso é o que a sonda Huygens aterrou em cima.
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11:12 - 11:16Mas mesmo assim, não havia sinal nas nossas imagens,
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11:16 - 11:21ou até nas imagens da Huygens, de algumas massas de fluidos largas e abertas.
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11:21 - 11:26Onde estariam? Ficou ainda mais confuso quando encontrámos dunas.
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11:26 - 11:29Este é o nosso filme da região equatorial de Titã,
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11:29 - 11:32a mostrar estas dunas. Estas são dunas que têm 100 metros de altura,
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11:32 - 11:35separadas por alguns quilómetros,
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11:35 - 11:38e elas continuam por milhas e milhas e milhas.
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11:38 - 11:41Existem centenas, até 1000 ou 1200 milhas de dunas.
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11:41 - 11:44Este é o deserto do Sahara de Titã.
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11:44 - 11:49É obviamente um sítio que é muito seco, caso contrário não teríamos dunas.
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11:49 - 11:54Portanto mais uma vez, tornou-se confuso não existirem massas de fluidos,
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11:54 - 11:58até que finalmente vimos lagos nas regiões polares.
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11:58 - 12:02E existe uma cena de um lago na região sul polar de Titã.
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12:02 - 12:04É mais ou menos do tamanho do lago Ontario.
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12:04 - 12:05E então, apenas há uma semana e meia atrás,
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12:05 - 12:09nós voámos sobre o pólo norte de Titã e encontrámos, mais uma vez,
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12:09 - 12:14encontrámos uma característica aqui do tamanho do mar Cáspio.
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12:14 - 12:18Então parece que os líquidos, por alguma razão que não compreendemos,
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12:18 - 12:23ou pelo menos durante esta estação, estão aparentemente nos pólos de Titã.
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12:23 - 12:26E eu acho que vocês concordam que nós achamos que Titã
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12:26 - 12:33é um lugar extraordinário, mistico. É exótico, é alienígena, mas no entanto extremamemente parecido com a Terra,
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12:33 - 12:36e possuindo formações geológicas do género da Terra
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12:36 - 12:40e uma tremenda diversidade geográfica,
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12:40 - 12:44e é um mundo fascinante cujo único rival no sistema solar
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12:44 - 12:47para complexidade e riqueza é a própria Terra.
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12:47 - 12:52Agora iremos para Enceladus. Enceladus é uma pequena lua,
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12:52 - 12:56tem cerca de um décimo do tamanho de Titã, e podem vê-la aqui junto da Inglaterra.
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12:56 - 12:59Só para mostrar o tamanho; isto não é suposto ser uma ameaça.
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12:59 - 13:01(Risos)
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13:01 - 13:05E Enceladus é muito branca, é muito clara,
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13:05 - 13:09e a sua superficie está obviamente destruída com fracturas,
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13:09 - 13:11é um corpo geologicamente muito activo.
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13:11 - 13:13Mas a descoberta-mãe em Enceladus,
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13:13 - 13:16foi encontrada no pólo Sul - e nós estamos aqui a olhar para o pólo Sul -
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13:16 - 13:19onde nós encontrámos este sistema de fracturas.
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13:19 - 13:21E elas são de uma cor diferente porque são uma composição diferente.
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13:21 - 13:26Estão revestidas. Estas fracturas estão revestidas com materiais orgânicos.
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13:26 - 13:30Mais ainda, esta região inteira, a região polar sul,
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13:30 - 13:34tem temperaturas elevadas. É o lugar mais quente no planeta, no corpo.
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13:34 - 13:39Isso é tão bizarro como descobrir que a Antártida na Terra é mais quente que os trópicos.
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13:39 - 13:42E depois, quando vimos fotografias adicionais, nós descobrimos
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13:42 - 13:48que destas fracturas estão a sair jactos de finas partículas de gelo
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13:48 - 13:50que se estendem centenas de milhas no espaço.
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13:50 - 13:53E quando nós definimos as cores desta imagem para salientar as luzes de nível ténue
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13:53 - 13:57nós vemos que estes jactos alimentam uma pluma
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13:57 - 14:01que na verdade nós vemos, noutras imagens, vai milhares de milhas
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14:01 - 14:03ao espaço acima de Enceladus.
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14:03 - 14:06A minha equipa e eu examinámos imagens como esta,
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14:06 - 14:10e como esta, e pensámos sobre os outros resultados da Cassini.
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14:10 - 14:14E chegámos à conclusão
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14:14 - 14:17que estes jactos podem estar a entrar em erupção de bolsas
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14:17 - 14:21de água líquida por baixo da superfície de Enceladus.
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14:21 - 14:26Portanto nós temos, possivelmente, água líquida, materiais orgânicos e calor excessivo.
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14:26 - 14:29Por outras palavras, nós provavelmente tropeçámos
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14:29 - 14:33no Santo Graal da exploração planetária dos dias modernos.
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14:33 - 14:37Ou noutras palavras, num ambiente que é potencialmente adequado para organismos vivos.
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14:37 - 14:40E eu não penso que precise de vos dizer que a descoberta de vida
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14:40 - 14:42seja onde fôr no nosso sistema solar,
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14:42 - 14:44seja em Enceladus ou noutro lado qualquer,
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14:44 - 14:47teria enormes implicações culturais e científicas.
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14:47 - 14:51Porque se nós pudéssemos demonstrar que o Genesis ocorreu
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14:51 - 14:55não uma, mas duas vezes, independentemente no nosso sistema solar,
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14:55 - 14:59então isso significa, por inferência, que ocorreu um assombroso número de vezes
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14:59 - 15:04ao longo do universo e da sua história de 13,7 mil milhões de anos.
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15:04 - 15:08Neste momento, a Terra é o único planeta que nós sabemos que abunda de vida.
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15:08 - 15:11É preciosa, é única,
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15:11 - 15:14é, até agora, a única casa que nós alguma vez conhecemos.
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15:14 - 15:21E se algum de vocês estava alerta e coerente durante os anos 60 -
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15:21 - 15:23e nós perdoamo-vos se vocês não estavam, Ok -
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15:23 - 15:25vocês lembrar-se-ão desta foto famosa
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15:25 - 15:29tirada pelos astronautas da Apollo VIII em 1968.
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15:29 - 15:32Foi a primeira vez que a terra foi fotografada do espaço,
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15:32 - 15:35e teve um enorme impacto no nosso sentido de lugar no universo,
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15:35 - 15:40e no nosso sentido de responsabilidade para a protecção do nosso próprio planeta.
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15:40 - 15:44Bem, nós na Cassini tivemos uma primeira vez equivalente,
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15:44 - 15:48uma imagem que nenhum olho humano alguma vez viu antes.
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15:48 - 15:52É um eclipse total do Sol, visto pelo outro lado de Saturno.
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15:52 - 15:56E nesta fotografia impossivelmente bela
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15:56 - 15:58vocês vêem os anéis principais iluminados atrás pelo Sol,
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15:58 - 16:01vêem a imagem refractada do Sol
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16:01 - 16:03e vocês vêem este anel criado, de facto,
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16:03 - 16:06pelas exalações de Enceladus.
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16:06 - 16:12Mas como se isso não fosse brilhante o suficiente, nós podemos observar nesta bela imagem,
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16:12 - 16:14uma vista do nosso próprio planeta,
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16:14 - 16:18nos braços dos anéis e Saturno.
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16:18 - 16:20Existe algo profundamente comovente
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16:20 - 16:22ao ver-nos a nós próprio de longe,
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16:22 - 16:25e capturar uma vista do nosso pequeno planeta de oceano azul
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16:25 - 16:27nos céus de outros mundos.
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16:27 - 16:31E isso, e a perspectiva de nós próprios que nós ganhamos disso,
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16:31 - 16:35pode muito bem ser, no fim, a melhor recompensa que recebemos
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16:35 - 16:38desta viagem de descobrimento que começou há meio século atrás.
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16:38 - 16:40E muito obrigado.
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16:40 - 16:52(Aplauso)
- Title:
- Este é Saturno
- Speaker:
- Carolyn Porco
- Description:
-
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A cientista planetária Carolyn Porco mostra imagens da expedição Cassini a Saturno, focando-se na sua maior lua, Titã, e na congelada Encélado, que parece expelir jactos de gelo.
- Video Language:
- English
- Team:
closed TED
- Project:
- TEDTalks
- Duration:
- 16:52
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Margarida Ferreira edited Portuguese subtitles for This is Saturn | |
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| Alexandre Loureiro added a translation |
