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Como funcionam realmente os testes virais? — Cella Wright

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    Surge um novo vírus
    que se espalha como fogo.
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    Para contê-lo,
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    os investigadores devem primeiro
    recolher dados sobre quem foi infetado.
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    São fundamentais duas técnicas
    principais de testes virais:
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    um diz-nos se temos o vírus
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    e o outro mostra se já o tivemos.
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    Então, como funcionam
    exatamente esses testes?
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    A PCR, ou teste de reação em cadeia
    da polimerase,
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    tem como alvo o material genético
    do vírus no corpo
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    e é usado para diagnosticar
    alguém que está infetado nesse momento.
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    No entanto, esse material genético pode
    estar em quantidades tão impercetíveis
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    que é muito difícil detetá-lo.
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    É aqui que entra a PCR.
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    que amplia as informações genéticas
    para quantidades tão grandes
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    que possam ser facilmente observadas.
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    Para desenvolver um teste de PCR
    para um vírus nunca antes visto,
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    os investigadores sequenciam primeiro
    o material genético, ou genoma,
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    e identificam regiões que são únicas
    para esse vírus específico.
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    A PCR tem como alvo
    esses segmentos específicos.
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    Um teste de PCR
    começa pela recolha de uma amostra:
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    pode ser sangue para o vírus da hepatite,
    ou fezes para o poliovírus,
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    ou amostras do nariz ou da garganta
    para o coronavírus.
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    A amostra é levada
    para um laboratório central
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    onde se realiza a PCR para testar
    a presença do genoma do vírus.
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    A informação genética
    pode ser codificada via ADN ou ARN.
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    O VPH, por exemplo, usa o ADN,
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    enquanto o SARS-CoV-2,
    a causa da COVID-19, usa o ARN.
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    Antes de executar a PCR,
    o ARN viral — se presente —
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    deve ser transcrito reversamente para
    formar uma cadeia de ADN complementar.
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    Os investigadores então executam a PCR.
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    Se o vírus estiver presente na amostra,
    as regiões únicas do código genético
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    serão identificadas por "primers"
    complementares e copiadas por enzimas.
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    Uma cadeia de ADN torna-se
    em centenas de milhões,
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    que são detetadas utilizando sondas
    marcadas com um corante fluorescente.
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    Se a máquina de PCR
    detetar fluorescência,
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    a amostra dá positivo para o vírus,
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    significando que o indivíduo
    está infetado.
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    Os imunoensaios, por outro lado,
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    exploram a memória
    do sistema imunológico do vírus,
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    mostrando se alguém já foi
    previamente infetado.
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    Visam anticorpos específicos dos vírus
    gerados pelo sistema imunológico
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    durante a infeção.
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    Estas são classes especializadas
    de proteínas
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    que identificam e combatem
    substâncias estranhas, como os vírus.
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    Os imunoensaios podem detetar
    anticorpos IgG, a classe mais abundante,
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    e anticorpos IgM,
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    o primeiro tipo produzido
    em resposta a uma nova infeção.
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    A presença de anticorpos IgM
    sugere uma infeção recente,
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    mas, como o corpo pode levar
    mais de uma semana
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    até ter uma quantidade detetável,
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    não são fiáveis para o diagnóstico
    de infeções recentes.
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    Por outro lado, os anticorpos IgG circulam
    por um longo período após a infeção;
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    a sua presença geralmente indica
    que alguém esteve exposto e recuperou.
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    Antes do imunoensaio,
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    os profissionais de saúde
    colhem sangue de um indivíduo.
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    Essa amostra entra em contacto
    com uma parte do vírus de interesse.
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    Se o corpo já foi, de facto,
    exposto ao vírus no passado,
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    os anticorpos específicos do vírus
    ligam-se a ele durante o teste.
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    Essa reação produz uma mudança de cor,
    indicando que a amostra testou positivo
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    e que o indivíduo já foi exposto ao vírus.
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    Os imunoensaios são
    especialmente importantes
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    quando se trata de diagnosticar
    retroativamente pessoas
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    que foram infetadas,
    mas não foram testadas
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    há um potencial interessante para aqueles
    que desenvolveram imunidade a um vírus:
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    em certos casos, o seu plasma sanguíneo
    pode ser usado como tratamento
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    em pessoas que estão a combatê-lo.
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    A PCR e os imunoensaios
    estão sempre no processo
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    de se tornarem mais precisos e eficientes.
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    Por exemplo,
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    as inovações em PCR levaram ao uso
    de dispositivos de teste autónomos
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    que mostram os resultados numa hora.
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    A PCR digital, que quantifica
    partes individuais do ADN alvo,
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    mostra-se promissora em
    aumentar ainda mais a precisão.
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    E embora os imunoensaios dificilmente
    se desenvolvam rapidamente,
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    os investigadores em Singapura conseguiram
    criar um imunoensaio para o SARS-CoV-2
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    mesmo antes de a COVID-19
    ser declarada uma pandemia.
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    Esses testes — juntamente
    com os cientistas que os desenvolvem
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    e com os profissionais de saúde
    que os administram —
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    são absolutamente essenciais.
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    Quando implementados cedo,
    podem salvar milhões de vidas.
Title:
Como funcionam realmente os testes virais? — Cella Wright
Speaker:
Cella Wright
Description:

Vejam a lição completa: https://ed.ted.com/lessons/how-do-virus-tests-actually-work-cella-wright

Surge um novo vírus que se espalha como fogo. Para contê-lo, os investigadores devem primeiro recolher dados sobre quem foi infetado. São fundamentais duas técnicas principais de testes virais: um diz-nos se temos o vírus e o outro mostra se já o tivemos. Então, como é que funcionam exatamente esses testes? Cella Wright explora a ciência dos testes de PCR e dos imunoensaios.

Lição de Cella Wright, realização de Hype CG.

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Video Language:
English
Team:
closed TED
Project:
TED-Ed
Duration:
04:44

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