-
Universidade de Stanford
Olá a todos.
.
-
Bom dia.
-
Muito obrigada por se juntarem a nós.
-
Estamos muito entusiasmados por poder vê-los a todos na tela.
-
Temos uma tela maravilhosa à nossa frente.
-
O meu nome é Irmã True Dedication, e estou aqui com o Irmão Phap Huu,
o abade da nossa comunidade de monges aqui em Plum Village, França
-
Por isso, estamos na nossa tarde.
-
Imagino que a maioria de vocês esteja na parte da manhã.
-
E é realmente maravilhoso, maravilhoso ver todos os vossos rostos.
-
Esta manhã, começaremos com uma maravilhosa meditação
de enraizamento, conduzida pelo Irmão Phap Luu.
-
Depois, entraremos na nossa meditação com tangerina.
-
Espero que estejam todos bem preparados com os objetos necessários,
-
idealmente uma tangerina ou uma laranja. Caso não tenham,
talvez outro pedaço de fruta, como uma banana ou uma maçã.
-
Se isso também não for possível, qualquer outro tipo
de snack, talvez frutos secos ou uma barra.
-
Algo que possam realmente saborear na boca.
-
Então, sem mais demoras, começaremos a nossa maravilhosa prática desta manhã.
-
Obrigada por se juntarem a nós.
-
Obrigado, amigos, por estarem connosco.
-
Vamos permitir-nos sentar confortavelmente,
-
e eu irei guiá-los numa meditação que nos conectará com a nossa respiração.
-
Primeiramente, tomemos consciência da nossa postura ao sentarmos.
-
Se estivermos numa cadeira, podemos sentar-nos com as costas direitas e os dois pés bem apoiados no chão.
-
E se estivermos no chão, sobre uma almofada ou um banco,
-
também devemos adotar uma postura confortável que nos permita estar direitos, mas relaxados.
-
Na nossa tradição, a meditação sentada não é para chegar a algum lugar ou a um destino, como a iluminação,
-
mas sim para sentir-se vivo, para ser.
-
Também podemos colocar os braços, as duas mãos apoiadas uma na outra, deixando os dedos relaxados, os ombros descontraídos.
-
Podemos fechar os olhos, se isso ajudar na concentração,
-
e focarmo-nos nas minhas palavras enquanto vos guio nesta meditação.
-
Neste momento, tomemos consciência das sensações do corpo,
-
sentindo os ombros, a cabeça, a parte superior e inferior do corpo, e os dois pés.
-
Se precisarmos de nos mover um pouco para encontrar o centro, isso também pode ser útil.
-
E, quando estivermos estáveis, permitamo-nos simplesmente estar quietos.
-
Agora, concentremo-nos na nossa respiração.
-
Inspirando, reconheço que esta é a minha inspiração.
-
Expirando, reconheço que esta é a minha expiração.
-
Muito simples, identificando inspiração e expiração.
-
Inspirando, estou em contacto com a minha inspiração.
-
Expirando, estou em contacto com a minha expiração.
-
Sinto a inspiração entrar no meu corpo e sinto a expiração sair.
-
Inspiro e expiro.
-
Inspirando, sinto o meu abdómen, a minha barriga subir.
-
Expirando, sinto o meu abdómen descer.
-
Estou unido à inspiração, enquanto inspiro, subindo.
-
Unido à expiração, enquanto expiro,
-
a minha barriga desce suavemente.
-
Inspiração, subindo.
-
Expiração, descendo.
-
Inspirando, tomo consciência de todo o meu corpo.
-
Expirando, relaxo o meu corpo,
-
consciente do meu rosto, do meu pescoço, dos ombros, dos dois braços, das mãos, dos dedos.
-
Consciente das costas, do peito, do estômago.
-
Consciente das ancas, das pernas, dos pés.
-
E permito que o meu corpo descanse neste momento com cada inspiração e expiração.
-
Inspirando, acalmo o meu corpo.
-
Expirando, cuido do meu corpo neste exato momento.
-
Hoje, tenho 24 horas completamente novas à minha frente.
-
Que presente maravilhoso.
-
Que eu possa desfrutar de cada momento destas 24 horas como um tesouro.
-
Não tomo este momento como garantido.
-
Inspirando, estou consciente da minha postura estável.
-
Expirando, desfruto da postura estável.
-
Desfrutando de estar sentado, sem fazer nada.
-
Um com a respiração, um com o corpo.
-
Inspirando, desfruto da postura.
-
Expirando, desfruto de estar sentado.
-
Inspirando, chego a este momento.
-
O momento do aqui e agora, sólido e firme.
-
Expirando, sinto-me em casa neste momento.
-
Em casa, nesta presença de estabilidade, frescura, calma e espaço.
-
Inspirando, estou em contacto com a quietude dentro de mim, ao meu redor.
-
Expirando, desfruto da quietude presente,
-
através da minha atenção plena à respiração, atenção plena à presença.
-
Eu escuto.
-
Eu escuto.
-
Este maravilhoso som do sino guia-me de volta ao momento presente.
-
Eu escuto.
-
Eu escuto.
-
Este maravilhoso som do sino traz-me de volta ao aqui e agora.
-
[Meio Sino]
-
[SINO]
-
Queridos amigos, muito obrigado por praticarem a respiração consciente connosco.
-
Espero que se tenham sentido conectados apenas por estarem nesta dimensão de quietude
-
que gerámos juntos através do Zoom.
-
Que maravilha pode ser a tecnologia.
-
Hoje temos a oportunidade, esta manhã, de praticar meditação juntos.
-
Na meditação, temos sempre duas "asas" que nos guiam.
-
A primeira asa é aprender a parar, aprender a fazer uma pausa.
-
A segunda asa é olhar profundamente, ter tempo para refletir.
-
Costumamos dizer que queremos estar atentos, mas precisamos estar atentos a algo.
-
Precisamos de um objeto para sermos conscientes.
-
Na nossa prática, em Plum Village,
-
que herdámos dos ensinamentos do nosso mestre zen, Thich Nhat Hanh,
-
ele ensinou-nos que o budismo deve ser aplicado à vida quotidiana e que o budismo deve ser uma prática viva.
-
E isso é o que herdámos dele.
-
Assim, todos os dias, ao praticar, queremos sempre trazer os ensinamentos que aprendemos nas palestras,
nos livros,
-
e ter momentos na nossa vida diária onde possamos aplicá-los à nossa própria experiência.
-
Costumamos dizer que o Dharma, que é o ensinamento, é para virmos, vermos e experimentarmos cada um por si.
-
Então, esta manhã, convido-nos a experimentar juntos, a refletir sobre uma tangerina.
-
Esta meditação é usada como uma porta de entrada do Dharma, e começamos a ensiná-la às crianças.
-
Uma vez por ano, temos um retiro familiar onde damos as boas-vindas a muitas famílias,
permitindo-lhes trazer as suas crianças.
-
Preparamos programas para as crianças estarem com os monges e monjas.
-
Ensinamos-lhes como aplicar a atenção plena na sua própria vida.
-
Acreditem ou não, as crianças são muito hábeis em estar no momento presente.
-
São bastante boas em estar atentas, desde que sejam guiadas
-
de forma alegre, divertida e envolvente.
-
Falar demasiado não ajuda quando estamos com crianças.
-
Mas também percebemos que todos nós temos uma criança interior que queremos nutrir.
-
E reconhecemos que, como adultos, também precisamos de momentos para nos conectar com a vida.
-
Quando nos sentamos e estamos com a respiração,
-
temos a oportunidade de estar em contacto com o que está a acontecer na nossa mente.
-
Podemos perceber a mente a correr para o passado, para o futuro, para os projetos,
-
e a respiração torna-se esta ponte que a traz de volta ao corpo.
-
Na nossa vida diária, comemos, caminhamos, falamos, partilhamos, trabalhamos.
-
E para nós, todas essas atividades são oportunidades de meditação.
-
A meditação no nosso caminho não pertence a uma almofada, a um tapete, ou a um mosteiro.
-
Ela pode ser aplicada em qualquer momento, em todas as direções da vida.
-
Podemos estar em contacto com a prática.
-
Então, convido-nos a pegar na nossa fruta, na nossa tangerina, banana, maçã,
e simplesmente senti-la nas nossas mãos.
-
Estar presente com ela, olhar para ela de verdade.
-
E aqui, estabelecemo-nos neste momento e reconhecemos que a tangerina está nas nossas mãos.
-
Quando olhamos profundamente para a tangerina,
-
podemos perguntar-lhe:
“De onde vieste?
-
Vieste do espaço sideral e manifestaste-te aqui?”
-
Mas, se escutarmos e olharmos profundamente,
-
a tangerina dir-nos-á
que veio de todo o cosmos para estar presente para nós.
-
Como meditadores, temos este olhar profundo.
-
Quando estamos em contacto com a tangerina,
-
podemos começar a ver não apenas a tangerina,
-
mas também a árvore que a produziu,
-
as folhas, a flor,
-
todas as partes da manifestação para a tangerina existir.
-
Olhando mais profundamente, podemos ver as nuvens na tangerina, a chuva.
-
Podemos até tocar e estar em contacto com o sol,
-
os raios de sol que alimentaram a árvore durante todo o ano,
-
para que o fruto nutrisse
-
para a tangerina lentamente amadurecer todos os dias e meses, momentos contínuos.
-
E a tangerina pode perguntar-nos: “Estou aqui para ti, mas estás aqui para mim?”
-
Neste momento, façamos uma inspiração e expiração conscientes,
-
e permitamo-nos ver a tangerina como ela é.
-
Não estamos presos aos nossos projetos, às nossas ideias, mas vemos a tangerina como ela é.
-
Posso dizer que isto é um milagre da vida.
-
Todas as condições que se juntaram para que a tangerina estivesse presente.
-
Não é isso um milagre?
-
Podemos até sentir e cheirar a fragrância ao beliscar ligeiramente a casca,
-
perceber o quão perfumada ela é.
-
E, ao sentir o cheiro, sentimo-nos mais vivos.
-
Podemos estar em contacto com as maravilhas da vida.
-
E a tangerina diz-nos agora: “Eu estou aqui.
-
Tu estás aqui.
-
Quero oferecer-te a minha presença completa.
-
Permito-te ver o meu interior.”
-
Vamos, com atenção plena, começar a descascar a tangerina.
-
E façamo-lo com cuidado e amor.
-
Cada pedaço que descascamos, podemos ser gratos pela presença da Mãe Terra, que está na tangerina.
-
Podemos imaginar que esta é a primeira vez que vemos uma tangerina.
-
E o Irmão Phapoo está a explicar-nos o que ela é.
-
A nossa equipa técnica está a sorrir e a rir,
-
mas vamos imaginar que temos um novo olhar.
-
Não vemos a tangerina apenas como um fruto para comer e saborear a sua doçura.
-
Vemo-la como algo mais, como uma manifestação maravilhosa da vida.
-
Como é bela, como é extraordinária, com as suas diversas...
Como se diz?
-
Segmentos.
-
Sim, segmentos!
-
Tão fácil de separar gentilmente,
-
permitindo-nos ver a beleza da tangerina na sua verdadeira forma,
-
desde a casca até ao fruto interior.
-
Gostaria de vos convidar a pegar num segmento antes de comer,
segurá-lo nas mãos e senti-lo.
-
Podemos agora perceber a humidade, a textura da tangerina.
-
E, neste momento, estamos conectados com ela.
-
Vemo-la por fora, mas em alguns instantes,
-
ela irá tornar-se parte de nós.
-
Tu irás tornar-te parte de mim.
-
E a tangerina não tem medo.
-
Não tem medo de deixar de existir, porque a tangerina continuará em nós.
-
E quando comermos a tangerina, convidamo-vos a mastigá-la pelo menos 20 vezes,
-
para realmente sentir a textura, o sabor da tangerina, a sensação,
-
se é doce, se é ácida, e permitir que se manifeste totalmente na nossa boca.
-
Irmãos, irmãs, amigos, por favor, desfrutem da vossa tangerina.
-
Com esta consciência, esta atenção plena, a nossa presença com a tangerina,
-
podemos realmente desfrutar da tangerina.
-
Não estamos a comer os nossos projetos, não estamos a comer as nossas preocupações,
-
mas estamos verdadeiramente presentes com a tangerina.
-
E com esta consciência, sentimo-nos gratos pela tangerina.
-
E com gratidão, a comida sabe sempre um pouco melhor.
-
Então, desfrutem da próxima fatia todos juntos.
-
Por favor, continuem a desfrutar da vossa tangerina ou do vosso fruto.
-
Gostaria de partilhar um pouco mais enquanto continuamos a comer.
-
Na nossa prática no mosteiro, quando comemos,
-
não vemos o ato de comer como apenas um meio de sobrevivência,
-
mas como uma verdadeira oportunidade para estar em contacto com a vida,
porque cada pedaço de pão, cada tigela de arroz,
-
brócolos, cenoura... quando estamos presentes para isso, podemos ver o cosmos inteiro que está presente.
-
E então, comer torna-se um momento muito sagrado,
-
que pode fazer parte da nossa vida diária.
-
A meditação ao comer é muito alegre,
-
se soubermos como desfrutar do ato de comer.
-
E quando praticamos comer em comunidade ou individualmente,
-
permitimos verdadeiramente que o nosso corpo seja nutrido com consciência,
-
com o reconhecimento do cosmos inteiro que está presente,
-
nutrindo o nosso corpo, nutrindo o nosso bem-estar.
-
E com esta consciência, podemos cultivar gratidão na nossa vida diária.
-
Esta prática nutre a nossa gratidão, o nosso sentimento de reconhecimento.
-
E o que escolhemos comer também pode nutrir a nossa compaixão.
-
Por isso, nós somos vegetarianos,
-
o que nos permite nutrir esta conexão com a vida
e apoiar a ideia de que queremos proteger a vida.
-
Como o tema desta semana é cuidar da Mãe Terra e cuidar de nós mesmos,
-
como vemos isso? Estando presentes, estando vivos,
-
qual é a nossa interconexão com a natureza,
-
com o clima, com a vida ao nosso redor?
-
Chamamos a isso interser.
-
Vemos que estamos aqui, mas tudo o que nos rodeia também é nossa responsabilidade.
-
O que comemos, o que bebemos,
-
se estivermos conscientes disso, podemos fazer escolhas mais conscientes
para que possamos nutrir a nossa compaixão,
-
nutrir a nossa gratidão e a nossa conexão com a vida.
-
E, portanto, comer desta forma, saboreando,
-
sentindo e degustando conscientemente cada gota de sumo,
-
faz com que o ato de comer se torne espiritual.
-
E naquele momento, em que estamos a comer com atenção plena,
isso torna-se um momento sagrado.
-
Esse momento torna-se uma prática.
-
E mesmo que não estejamos no mosteiro, podemos estar no escritório, em casa, na escola,
-
e estamos a praticar, e ninguém precisa de saber.
-
Chamamos a isso ser um praticante ninja.
-
Estamos disfarçados, mas estamos completamente presentes, estamos completamente vivos.
-
Tive a oportunidade de seguir o Mestre Zen Thich Nhat Hanh, o meu professor,
-
como seu assistente pessoal durante mais de 15 anos.
-
E como seu assistente, tive a oportunidade de comer com ele quase todos os dias.
-
E foi assim que percebi como ele alimentava o seu equilíbrio.
-
Quando ele come, ele simplesmente come.
-
Não permite que se distraia,
-
que seja levado por tantos projetos.
-
Ele não deixa que o ato de comer se transforme numa reunião.
-
Ele realmente nos diz que, quando comemos juntos, desfrutamos do ato de comer.
-
E, depois disso, podemos conversar.
-
O nome dele, Nhất Hạnh, significa "uma ação".
-
E Thay ensina-nos que, se soubermos como fazer cada ação com plena presença,
-
oferecemos o nosso melhor em cada momento.
-
É assim que aprendemos a abordar a vida.
-
E é assim que aprendemos a desfrutar de cada pedaço de fruta,
-
de cada colherada de comida, quando temos essa oportunidade.
-
Hoje, esta é apenas a sessão inicial de mindfulness.
-
Espero que, ao almoçar ou jantar hoje,
-
se permita alguns minutos de plena presença.
-
Sei que às vezes é difícil ter 30 minutos totalmente presentes.
-
Quero ser muito realista.
-
Sei que muitos de nós estamos muito ocupados e temos de continuar.
-
Mas não tomem estes momentos como garantidos,
porque as 24 horas novas do dia
-
são uma oportunidade para cuidarmos delas também.
-
Portanto, por favor, não desperdicem essas oportunidades.
-
O nosso professor sempre nos diz que temos sempre um compromisso com a vida.
-
Esse compromisso está em cada momento, e cabe a nós cumprir ou não.
-
Mas esse momento estará sempre lá,
enquanto conseguirmos recentrar-nos
-
e trazer-nos de volta para estarmos presentes nesse momento,
-
seja para desfrutar da tangerina, uma chávena de chá, uma chávena de café,
-
o que quer que seja, pode ser um momento, um momento de presença.
-
Maravilhoso.
-
Muito obrigado, querido irmão Pháp Hữu.
-
Espero que todos estejam a sentir que acabaram de comer sol, cosmos, chuva e tempo.
-
É maravilhoso desfrutar profundamente de um pedaço de alimento.
-
E é um grande remédio para os momentos em que nos sentimos sozinhos,
-
porque percebemos que a solidão pode, por vezes, ser apenas uma ideia,
-
porque toda a Mãe Terra está lá para nos nutrir, para nos dar o combustível de que precisamos.
-
Ela reuniu-se de uma forma milagrosa em cada momento em que comemos.
-
E isso pode ser muito poderoso, mesmo quando estamos no meio de uma cidade e nos sentimos muito sozinhos.
-
Podemos sentir a presença da Mãe Terra a dar-nos o seu amor, o seu cuidado, o seu sustento,
-
através de um prato de comida, através de um pedaço de fruta.
-
Ela está a dizer: "Meu filho, estou aqui para ti.
-
Não estás sozinho.
-
Esta é a minha oferta para ti."
-
Temos alguns minutos.
-
E, se tiverem perguntas, gostaríamos muito de responder.
-
Acho que talvez a forma mais fácil seja fazê-lo no chat,
-
ou levantar a mão, caso essa funcionalidade esteja ativada no Zoom.
-
Oh là là.
-
Ela está a oferecer-me isto porque acha que estou mais ocupado do que ela no dia a dia.
-
Então, esta é a minha experiência pessoal.
-
Eu também pensava que conseguia fazer várias coisas ao mesmo tempo e que o multitasking me ofereceria...
-
mais formas de completar as tarefas do meu dia a dia.
-
Mas percebi que o multitasking me faz preocupar mais.
-
E, na verdade, também me distrai mais, porque tento
-
estar em todo o lado ao mesmo tempo.
-
Quando me apercebo disso e lembro-me do nome do meu professor, que significa "uma ação",
-
ele ensina-nos que, se fizermos a única coisa que devemos fazer com a nossa total atenção,
-
fazemo-la com total dedicação e concluímos mais rapidamente do que ao tentar fazer duas coisas ao mesmo tempo.
-
E é ver que esta ideia de tentar fazer tudo ao mesmo tempo é, na verdade, uma ilusão.
-
Acho que este é um dia de meditação em que podem refletir sobre isso.
-
E, pela minha própria experiência, isso ajuda-me a não me perder na minha energia de "empurrar".
-
É por isso que a meditação é sempre importante para sabermos quando pausar também,
-
porque quanto mais me esforço e quanto mais tento alcançar tanto,
-
às vezes descubro que não alcanço muito, porque começo a procrastinar,
-
a estar mais na mente do que na ação propriamente dita.
-
Lembro-me de uma vez em que uma criança perguntou a Thay numa sessão de perguntas e respostas.
As crianças fazem as melhores perguntas a um mestre Zen.
-
Ela disse: "Thay, eu gosto de mindfulness, mas é tão lento.
-
Não acho que consiga realizar muito na minha vida."
-
E toda a audiência riu, e até Thay riu.
-
Thay significa professor, e é assim que chamávamos ao nosso professor.
-
Thay olhou para a criança e disse: "Acham que Thay não realizou nada na vida?"
-
E toda a audiência voltou a rir.
-
E foi um momento real de perceber que não, Thay realizou muito.
-
E o que Thay disse foi que conseguiu porque fez cada coisa com plena atenção e uma de cada vez.
-
Cada coisa que Thay fez foi com a sua total presença, a sua total aspiração, e isso é o seu legado.
-
Então, uma forma diferente de ver isso é que cada projeto, cada coisa que gostaríamos de realizar,
-
se lhe pudermos dar a nossa plena presença,
-
essa tarefa carregará a nossa assinatura e será mais satisfatória,
estando também verdadeiramente conectada à nossa aspiração.
-
E não será algo superficial.
-
Por isso, reflitam sobre isso.
-
E espero que possam ver a alegria de fazer uma coisa de cada vez.
-
Maravilhoso.
-
Vamos terminar.
-
Sim, vamos encerrar.
-
Tia, há algo que gostarias de partilhar antes de encerrarmos aqui?
-
Obrigada, Irmão Pháp Hữu e Irmã True Dedications.
-
Muito obrigado pela vossa sabedoria.
-
Obrigada, Tia.
-
Obrigada por nos receberem.
-
Obrigada por estarem connosco.
-
É maravilhoso conectar-nos desta forma.
-
Muito obrigado a todos.