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Tangerine Meditation with Sister Hien Nghiem and Brother Phap Huu | iPause 3 21 Awareness

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    Universidade de Stanford
    Olá a todos.
    .
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    Bom dia.
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    Muito obrigada por se juntarem a nós.
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    Estamos muito entusiasmados por poder vê-los a todos na tela.
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    Temos uma tela maravilhosa à nossa frente.
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    O meu nome é Irmã True Dedication, e estou aqui com o Irmão Phap Huu,
    o abade da nossa comunidade de monges aqui em Plum Village, França
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    Por isso, estamos na nossa tarde.
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    Imagino que a maioria de vocês esteja na parte da manhã.
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    E é realmente maravilhoso, maravilhoso ver todos os vossos rostos.
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    Esta manhã, começaremos com uma maravilhosa meditação
    de enraizamento, conduzida pelo Irmão Phap Luu.
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    Depois, entraremos na nossa meditação com tangerina.
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    Espero que estejam todos bem preparados com os objetos necessários,
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    idealmente uma tangerina ou uma laranja. Caso não tenham,
    talvez outro pedaço de fruta, como uma banana ou uma maçã.
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    Se isso também não for possível, qualquer outro tipo
    de snack, talvez frutos secos ou uma barra.
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    Algo que possam realmente saborear na boca.
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    Então, sem mais demoras, começaremos a nossa maravilhosa prática desta manhã.
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    Obrigada por se juntarem a nós.
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    Obrigado, amigos, por estarem connosco.
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    Vamos permitir-nos sentar confortavelmente,
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    e eu irei guiá-los numa meditação que nos conectará com a nossa respiração.
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    Primeiramente, tomemos consciência da nossa postura ao sentarmos.
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    Se estivermos numa cadeira, podemos sentar-nos com as costas direitas e os dois pés bem apoiados no chão.
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    E se estivermos no chão, sobre uma almofada ou um banco,
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    também devemos adotar uma postura confortável que nos permita estar direitos, mas relaxados.
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    Na nossa tradição, a meditação sentada não é para chegar a algum lugar ou a um destino, como a iluminação,
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    mas sim para sentir-se vivo, para ser.
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    Também podemos colocar os braços, as duas mãos apoiadas uma na outra, deixando os dedos relaxados, os ombros descontraídos.
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    Podemos fechar os olhos, se isso ajudar na concentração,
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    e focarmo-nos nas minhas palavras enquanto vos guio nesta meditação.
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    Neste momento, tomemos consciência das sensações do corpo,
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    sentindo os ombros, a cabeça, a parte superior e inferior do corpo, e os dois pés.
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    Se precisarmos de nos mover um pouco para encontrar o centro, isso também pode ser útil.
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    E, quando estivermos estáveis, permitamo-nos simplesmente estar quietos.
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    Agora, concentremo-nos na nossa respiração.
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    Inspirando, reconheço que esta é a minha inspiração.
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    Expirando, reconheço que esta é a minha expiração.
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    Muito simples, identificando inspiração e expiração.
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    Inspirando, estou em contacto com a minha inspiração.
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    Expirando, estou em contacto com a minha expiração.
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    Sinto a inspiração entrar no meu corpo e sinto a expiração sair.
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    Inspiro e expiro.
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    Inspirando, sinto o meu abdómen, a minha barriga subir.
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    Expirando, sinto o meu abdómen descer.
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    Estou unido à inspiração, enquanto inspiro, subindo.
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    Unido à expiração, enquanto expiro,
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    a minha barriga desce suavemente.
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    Inspiração, subindo.
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    Expiração, descendo.
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    Inspirando, tomo consciência de todo o meu corpo.
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    Expirando, relaxo o meu corpo,
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    consciente do meu rosto, do meu pescoço, dos ombros, dos dois braços, das mãos, dos dedos.
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    Consciente das costas, do peito, do estômago.
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    Consciente das ancas, das pernas, dos pés.
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    E permito que o meu corpo descanse neste momento com cada inspiração e expiração.
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    Inspirando, acalmo o meu corpo.
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    Expirando, cuido do meu corpo neste exato momento.
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    Hoje, tenho 24 horas completamente novas à minha frente.
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    Que presente maravilhoso.
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    Que eu possa desfrutar de cada momento destas 24 horas como um tesouro.
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    Não tomo este momento como garantido.
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    Inspirando, estou consciente da minha postura estável.
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    Expirando, desfruto da postura estável.
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    Desfrutando de estar sentado, sem fazer nada.
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    Um com a respiração, um com o corpo.
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    Inspirando, desfruto da postura.
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    Expirando, desfruto de estar sentado.
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    Inspirando, chego a este momento.
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    O momento do aqui e agora, sólido e firme.
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    Expirando, sinto-me em casa neste momento.
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    Em casa, nesta presença de estabilidade, frescura, calma e espaço.
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    Inspirando, estou em contacto com a quietude dentro de mim, ao meu redor.
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    Expirando, desfruto da quietude presente,
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    através da minha atenção plena à respiração, atenção plena à presença.
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    Eu escuto.
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    Eu escuto.
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    Este maravilhoso som do sino guia-me de volta ao momento presente.
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    Eu escuto.
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    Eu escuto.
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    Este maravilhoso som do sino traz-me de volta ao aqui e agora.
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    [Meio Sino]
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    [SINO]
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    Queridos amigos, muito obrigado por praticarem a respiração consciente connosco.
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    Espero que se tenham sentido conectados apenas por estarem nesta dimensão de quietude
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    que gerámos juntos através do Zoom.
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    Que maravilha pode ser a tecnologia.
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    Hoje temos a oportunidade, esta manhã, de praticar meditação juntos.
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    Na meditação, temos sempre duas "asas" que nos guiam.
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    A primeira asa é aprender a parar, aprender a fazer uma pausa.
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    A segunda asa é olhar profundamente, ter tempo para refletir.
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    Costumamos dizer que queremos estar atentos, mas precisamos estar atentos a algo.
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    Precisamos de um objeto para sermos conscientes.
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    Na nossa prática, em Plum Village,
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    que herdámos dos ensinamentos do nosso mestre zen, Thich Nhat Hanh,
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    ele ensinou-nos que o budismo deve ser aplicado à vida quotidiana e que o budismo deve ser uma prática viva.
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    E isso é o que herdámos dele.
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    Assim, todos os dias, ao praticar, queremos sempre trazer os ensinamentos que aprendemos nas palestras,
    nos livros,
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    e ter momentos na nossa vida diária onde possamos aplicá-los à nossa própria experiência.
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    Costumamos dizer que o Dharma, que é o ensinamento, é para virmos, vermos e experimentarmos cada um por si.
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    Então, esta manhã, convido-nos a experimentar juntos, a refletir sobre uma tangerina.
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    Esta meditação é usada como uma porta de entrada do Dharma, e começamos a ensiná-la às crianças.
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    Uma vez por ano, temos um retiro familiar onde damos as boas-vindas a muitas famílias,
    permitindo-lhes trazer as suas crianças.
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    Preparamos programas para as crianças estarem com os monges e monjas.
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    Ensinamos-lhes como aplicar a atenção plena na sua própria vida.
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    Acreditem ou não, as crianças são muito hábeis em estar no momento presente.
  • 12:37 - 12:44
    São bastante boas em estar atentas, desde que sejam guiadas
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    de forma alegre, divertida e envolvente.
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    Falar demasiado não ajuda quando estamos com crianças.
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    Mas também percebemos que todos nós temos uma criança interior que queremos nutrir.
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    E reconhecemos que, como adultos, também precisamos de momentos para nos conectar com a vida.
  • 13:09 - 13:12
    Quando nos sentamos e estamos com a respiração,
  • 13:12 - 13:20
    temos a oportunidade de estar em contacto com o que está a acontecer na nossa mente.
  • 13:20 - 13:26
    Podemos perceber a mente a correr para o passado, para o futuro, para os projetos,
  • 13:26 - 13:32
    e a respiração torna-se esta ponte que a traz de volta ao corpo.
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    Na nossa vida diária, comemos, caminhamos, falamos, partilhamos, trabalhamos.
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    E para nós, todas essas atividades são oportunidades de meditação.
  • 13:46 - 13:53
    A meditação no nosso caminho não pertence a uma almofada, a um tapete, ou a um mosteiro.
  • 13:53 - 14:00
    Ela pode ser aplicada em qualquer momento, em todas as direções da vida.
  • 14:00 - 14:03
    Podemos estar em contacto com a prática.
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    Então, convido-nos a pegar na nossa fruta, na nossa tangerina, banana, maçã,
    e simplesmente senti-la nas nossas mãos.
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    Estar presente com ela, olhar para ela de verdade.
  • 14:26 - 14:35
    E aqui, estabelecemo-nos neste momento e reconhecemos que a tangerina está nas nossas mãos.
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    Quando olhamos profundamente para a tangerina,
  • 14:40 - 14:44
    podemos perguntar-lhe:
    “De onde vieste?
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    Vieste do espaço sideral e manifestaste-te aqui?”
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    Mas, se escutarmos e olharmos profundamente,
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    a tangerina dir-nos-á
    que veio de todo o cosmos para estar presente para nós.
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    Como meditadores, temos este olhar profundo.
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    Quando estamos em contacto com a tangerina,
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    podemos começar a ver não apenas a tangerina,
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    mas também a árvore que a produziu,
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    as folhas, a flor,
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    todas as partes da manifestação para a tangerina existir.
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    Olhando mais profundamente, podemos ver as nuvens na tangerina, a chuva.
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    Podemos até tocar e estar em contacto com o sol,
  • 16:00 - 16:07
    os raios de sol que alimentaram a árvore durante todo o ano,
  • 16:07 - 16:14
    para que o fruto nutrisse
  • 16:14 - 16:25
    para a tangerina lentamente amadurecer todos os dias e meses, momentos contínuos.
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    E a tangerina pode perguntar-nos: “Estou aqui para ti, mas estás aqui para mim?”
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    Neste momento, façamos uma inspiração e expiração conscientes,
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    e permitamo-nos ver a tangerina como ela é.
  • 16:51 - 17:01
    Não estamos presos aos nossos projetos, às nossas ideias, mas vemos a tangerina como ela é.
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    Posso dizer que isto é um milagre da vida.
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    Todas as condições que se juntaram para que a tangerina estivesse presente.
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    Não é isso um milagre?
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    Podemos até sentir e cheirar a fragrância ao beliscar ligeiramente a casca,
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    perceber o quão perfumada ela é.
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    E, ao sentir o cheiro, sentimo-nos mais vivos.
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    Podemos estar em contacto com as maravilhas da vida.
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    E a tangerina diz-nos agora: “Eu estou aqui.
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    Tu estás aqui.
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    Quero oferecer-te a minha presença completa.
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    Permito-te ver o meu interior.”
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    Vamos, com atenção plena, começar a descascar a tangerina.
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    E façamo-lo com cuidado e amor.
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    Cada pedaço que descascamos, podemos ser gratos pela presença da Mãe Terra, que está na tangerina.
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    Podemos imaginar que esta é a primeira vez que vemos uma tangerina.
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    E o Irmão Phapoo está a explicar-nos o que ela é.
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    A nossa equipa técnica está a sorrir e a rir,
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    mas vamos imaginar que temos um novo olhar.
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    Não vemos a tangerina apenas como um fruto para comer e saborear a sua doçura.
  • 19:00 - 19:02
    Vemo-la como algo mais, como uma manifestação maravilhosa da vida.
  • 19:19 - 19:30
    Como é bela, como é extraordinária, com as suas diversas...
    Como se diz?
  • 19:30 - 19:30
    Segmentos.
  • 19:30 - 19:31
    Sim, segmentos!
  • 19:32 - 19:37
    Tão fácil de separar gentilmente,
  • 19:37 - 19:41
    permitindo-nos ver a beleza da tangerina na sua verdadeira forma,
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    desde a casca até ao fruto interior.
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    Gostaria de vos convidar a pegar num segmento antes de comer,
    segurá-lo nas mãos e senti-lo.
  • 20:02 - 20:13
    Podemos agora perceber a humidade, a textura da tangerina.
  • 20:14 - 20:18
    E, neste momento, estamos conectados com ela.
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    Vemo-la por fora, mas em alguns instantes,
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    ela irá tornar-se parte de nós.
  • 20:28 - 20:31
    Tu irás tornar-te parte de mim.
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    E a tangerina não tem medo.
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    Não tem medo de deixar de existir, porque a tangerina continuará em nós.
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    E quando comermos a tangerina, convidamo-vos a mastigá-la pelo menos 20 vezes,
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    para realmente sentir a textura, o sabor da tangerina, a sensação,
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    se é doce, se é ácida, e permitir que se manifeste totalmente na nossa boca.
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    Irmãos, irmãs, amigos, por favor, desfrutem da vossa tangerina.
  • 22:09 - 22:13
    Com esta consciência, esta atenção plena, a nossa presença com a tangerina,
  • 22:14 - 22:18
    podemos realmente desfrutar da tangerina.
  • 22:18 - 22:22
    Não estamos a comer os nossos projetos, não estamos a comer as nossas preocupações,
  • 22:23 - 22:26
    mas estamos verdadeiramente presentes com a tangerina.
  • 22:27 - 22:30
    E com esta consciência, sentimo-nos gratos pela tangerina.
  • 22:31 - 22:35
    E com gratidão, a comida sabe sempre um pouco melhor.
  • 22:37 - 22:41
    Então, desfrutem da próxima fatia todos juntos.
  • 23:16 - 23:20
    Por favor, continuem a desfrutar da vossa tangerina ou do vosso fruto.
  • 23:20 - 23:25
    Gostaria de partilhar um pouco mais enquanto continuamos a comer.
  • 23:30 - 23:33
    Na nossa prática no mosteiro, quando comemos,
  • 23:33 - 23:37
    não vemos o ato de comer como apenas um meio de sobrevivência,
  • 23:37 - 23:48
    mas como uma verdadeira oportunidade para estar em contacto com a vida,
    porque cada pedaço de pão, cada tigela de arroz,
  • 23:48 - 23:56
    brócolos, cenoura... quando estamos presentes para isso, podemos ver o cosmos inteiro que está presente.
  • 23:57 - 24:00
    E então, comer torna-se um momento muito sagrado,
  • 24:00 - 24:03
    que pode fazer parte da nossa vida diária.
  • 24:05 - 24:07
    A meditação ao comer é muito alegre,
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    se soubermos como desfrutar do ato de comer.
  • 24:12 - 24:17
    E quando praticamos comer em comunidade ou individualmente,
  • 24:18 - 24:23
    permitimos verdadeiramente que o nosso corpo seja nutrido com consciência,
  • 24:23 - 24:27
    com o reconhecimento do cosmos inteiro que está presente,
  • 24:27 - 24:31
    nutrindo o nosso corpo, nutrindo o nosso bem-estar.
  • 24:33 - 24:39
    E com esta consciência, podemos cultivar gratidão na nossa vida diária.
  • 24:40 - 24:44
    Esta prática nutre a nossa gratidão, o nosso sentimento de reconhecimento.
  • 24:44 - 24:50
    E o que escolhemos comer também pode nutrir a nossa compaixão.
  • 24:51 - 24:56
    Por isso, nós somos vegetarianos,
  • 24:56 - 25:04
    o que nos permite nutrir esta conexão com a vida
    e apoiar a ideia de que queremos proteger a vida.
  • 25:04 - 25:11
    Como o tema desta semana é cuidar da Mãe Terra e cuidar de nós mesmos,
  • 25:11 - 25:14
    como vemos isso? Estando presentes, estando vivos,
  • 25:15 - 25:19
    qual é a nossa interconexão com a natureza,
  • 25:19 - 25:23
    com o clima, com a vida ao nosso redor?
  • 25:23 - 25:25
    Chamamos a isso interser.
  • 25:26 - 25:33
    Vemos que estamos aqui, mas tudo o que nos rodeia também é nossa responsabilidade.
  • 25:34 - 25:36
    O que comemos, o que bebemos,
  • 25:36 - 25:43
    se estivermos conscientes disso, podemos fazer escolhas mais conscientes
    para que possamos nutrir a nossa compaixão,
  • 25:43 - 25:47
    nutrir a nossa gratidão e a nossa conexão com a vida.
  • 25:49 - 25:53
    E, portanto, comer desta forma, saboreando,
  • 25:53 - 25:56
    sentindo e degustando conscientemente cada gota de sumo,
  • 25:56 - 26:04
    faz com que o ato de comer se torne espiritual.
  • 26:05 - 26:11
    E naquele momento, em que estamos a comer com atenção plena,
    isso torna-se um momento sagrado.
  • 26:11 - 26:14
    Esse momento torna-se uma prática.
  • 26:15 - 26:22
    E mesmo que não estejamos no mosteiro, podemos estar no escritório, em casa, na escola,
  • 26:22 - 26:25
    e estamos a praticar, e ninguém precisa de saber.
  • 26:25 - 26:28
    Chamamos a isso ser um praticante ninja.
  • 26:28 - 26:35
    Estamos disfarçados, mas estamos completamente presentes, estamos completamente vivos.
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    Tive a oportunidade de seguir o Mestre Zen Thich Nhat Hanh, o meu professor,
  • 26:43 - 26:47
    como seu assistente pessoal durante mais de 15 anos.
  • 26:47 - 26:55
    E como seu assistente, tive a oportunidade de comer com ele quase todos os dias.
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    E foi assim que percebi como ele alimentava o seu equilíbrio.
  • 27:01 - 27:03
    Quando ele come, ele simplesmente come.
  • 27:03 - 27:09
    Não permite que se distraia,
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    que seja levado por tantos projetos.
  • 27:12 - 27:16
    Ele não deixa que o ato de comer se transforme numa reunião.
  • 27:16 - 27:20
    Ele realmente nos diz que, quando comemos juntos, desfrutamos do ato de comer.
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    E, depois disso, podemos conversar.
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    O nome dele, Nhất Hạnh, significa "uma ação".
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    E Thay ensina-nos que, se soubermos como fazer cada ação com plena presença,
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    oferecemos o nosso melhor em cada momento.
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    É assim que aprendemos a abordar a vida.
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    E é assim que aprendemos a desfrutar de cada pedaço de fruta,
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    de cada colherada de comida, quando temos essa oportunidade.
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    Hoje, esta é apenas a sessão inicial de mindfulness.
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    Espero que, ao almoçar ou jantar hoje,
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    se permita alguns minutos de plena presença.
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    Sei que às vezes é difícil ter 30 minutos totalmente presentes.
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    Quero ser muito realista.
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    Sei que muitos de nós estamos muito ocupados e temos de continuar.
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    Mas não tomem estes momentos como garantidos,
    porque as 24 horas novas do dia
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    são uma oportunidade para cuidarmos delas também.
  • 28:31 - 28:35
    Portanto, por favor, não desperdicem essas oportunidades.
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    O nosso professor sempre nos diz que temos sempre um compromisso com a vida.
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    Esse compromisso está em cada momento, e cabe a nós cumprir ou não.
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    Mas esse momento estará sempre lá,
    enquanto conseguirmos recentrar-nos
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    e trazer-nos de volta para estarmos presentes nesse momento,
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    seja para desfrutar da tangerina, uma chávena de chá, uma chávena de café,
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    o que quer que seja, pode ser um momento, um momento de presença.
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    Maravilhoso.
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    Muito obrigado, querido irmão Pháp Hữu.
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    Espero que todos estejam a sentir que acabaram de comer sol, cosmos, chuva e tempo.
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    É maravilhoso desfrutar profundamente de um pedaço de alimento.
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    E é um grande remédio para os momentos em que nos sentimos sozinhos,
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    porque percebemos que a solidão pode, por vezes, ser apenas uma ideia,
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    porque toda a Mãe Terra está lá para nos nutrir, para nos dar o combustível de que precisamos.
  • 29:50 - 29:55
    Ela reuniu-se de uma forma milagrosa em cada momento em que comemos.
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    E isso pode ser muito poderoso, mesmo quando estamos no meio de uma cidade e nos sentimos muito sozinhos.
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    Podemos sentir a presença da Mãe Terra a dar-nos o seu amor, o seu cuidado, o seu sustento,
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    através de um prato de comida, através de um pedaço de fruta.
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    Ela está a dizer: "Meu filho, estou aqui para ti.
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    Não estás sozinho.
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    Esta é a minha oferta para ti."
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    Temos alguns minutos.
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    E, se tiverem perguntas, gostaríamos muito de responder.
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    Acho que talvez a forma mais fácil seja fazê-lo no chat,
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    ou levantar a mão, caso essa funcionalidade esteja ativada no Zoom.
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    Oh là là.
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    Ela está a oferecer-me isto porque acha que estou mais ocupado do que ela no dia a dia.
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    Então, esta é a minha experiência pessoal.
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    Eu também pensava que conseguia fazer várias coisas ao mesmo tempo e que o multitasking me ofereceria...
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    mais formas de completar as tarefas do meu dia a dia.
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    Mas percebi que o multitasking me faz preocupar mais.
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    E, na verdade, também me distrai mais, porque tento
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    estar em todo o lado ao mesmo tempo.
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    Quando me apercebo disso e lembro-me do nome do meu professor, que significa "uma ação",
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    ele ensina-nos que, se fizermos a única coisa que devemos fazer com a nossa total atenção,
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    fazemo-la com total dedicação e concluímos mais rapidamente do que ao tentar fazer duas coisas ao mesmo tempo.
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    E é ver que esta ideia de tentar fazer tudo ao mesmo tempo é, na verdade, uma ilusão.
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    Acho que este é um dia de meditação em que podem refletir sobre isso.
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    E, pela minha própria experiência, isso ajuda-me a não me perder na minha energia de "empurrar".
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    É por isso que a meditação é sempre importante para sabermos quando pausar também,
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    porque quanto mais me esforço e quanto mais tento alcançar tanto,
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    às vezes descubro que não alcanço muito, porque começo a procrastinar,
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    a estar mais na mente do que na ação propriamente dita.
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    Lembro-me de uma vez em que uma criança perguntou a Thay numa sessão de perguntas e respostas.
    As crianças fazem as melhores perguntas a um mestre Zen.
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    Ela disse: "Thay, eu gosto de mindfulness, mas é tão lento.
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    Não acho que consiga realizar muito na minha vida."
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    E toda a audiência riu, e até Thay riu.
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    Thay significa professor, e é assim que chamávamos ao nosso professor.
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    Thay olhou para a criança e disse: "Acham que Thay não realizou nada na vida?"
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    E toda a audiência voltou a rir.
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    E foi um momento real de perceber que não, Thay realizou muito.
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    E o que Thay disse foi que conseguiu porque fez cada coisa com plena atenção e uma de cada vez.
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    Cada coisa que Thay fez foi com a sua total presença, a sua total aspiração, e isso é o seu legado.
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    Então, uma forma diferente de ver isso é que cada projeto, cada coisa que gostaríamos de realizar,
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    se lhe pudermos dar a nossa plena presença,
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    essa tarefa carregará a nossa assinatura e será mais satisfatória,
    estando também verdadeiramente conectada à nossa aspiração.
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    E não será algo superficial.
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    Por isso, reflitam sobre isso.
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    E espero que possam ver a alegria de fazer uma coisa de cada vez.
  • 34:09 - 34:09
    Maravilhoso.
  • 34:09 - 34:11
    Vamos terminar.
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    Sim, vamos encerrar.
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    Tia, há algo que gostarias de partilhar antes de encerrarmos aqui?
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    Obrigada, Irmão Pháp Hữu e Irmã True Dedications.
  • 34:24 - 34:25
    Muito obrigado pela vossa sabedoria.
  • 34:27 - 34:28
    Obrigada, Tia.
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    Obrigada por nos receberem.
  • 34:29 - 34:30
    Obrigada por estarem connosco.
  • 34:31 - 34:33
    É maravilhoso conectar-nos desta forma.
  • 34:34 - 34:35
    Muito obrigado a todos.
Title:
Tangerine Meditation with Sister Hien Nghiem and Brother Phap Huu | iPause 3 21 Awareness
Description:

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Video Language:
English
Duration:
35:08

Portuguese subtitles

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