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Ara Pacis Augustae (Altar of Augustan Peace), 13-9 B.C.E. (Rome)

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    - Nós estamos em um
    novo museu admirável
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    que foi projetado
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    por Richard Meier para abrigar
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    o Ara Pacis.
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    Um dos mais importantes
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    monumentos da Roma de Augusto.
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    - Ara Pacis significa Altar da Paz.
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    Augusto foi o primeiro imperador de Roma.
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    - E aquele que consagrou a Pax Romana,
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    isto é, a Paz Romana.
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    O evento que impeliu
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    a construção deste altar para a paz,
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    no reinado de Augusto,
    foi o triunfal
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    retorno de Augusto das campanhas militares
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    onde hoje fica a Espanha e a França.
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    - Quando ele retornou, o Senado
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    jurou criar um altar comemorando
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    a paz que ele consagrou no Império.
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    Aparentemente,
    no dia 4 de julho do ano 13
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    o precinto sagrado no qual
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    o altar seria construído
    foi demarcado.
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    Isso é realmente maravilhoso,
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    porque hoje é dia 4 de julho de 2012
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    - Agora estamos falando sobre o Ara Pacis,
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    mas este, é claro, foi reconstruído
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    a partir de muitos fragmentos,
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    alguns descobertos no século XVII,
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    a maioria no século XX.
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    - De fato, é um pequeno milagre
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    termos sido capazes
    de reconstruir isto.
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    Ele havia se perdido para sempre.
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    - Os destroços dele estavam sob um palácio.
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    Quando se reconheceu
    o que eram tais fragmentos,
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    tornou-se muito importante escavá-los
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    para reconstruir o altar.
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    - Isso foi feito por fim no governo de
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    Mussolini,
    o líder fascista nos anos
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    que levaram à Segunda Guerra Mundial
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    e durante o conflito.
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    E isso foi importante para Mussolini,
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    porque Mussolini identificava-se a Augusto,
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    o primeiro imperador de Roma.
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    Mussolini tentava reestabelecer
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    algo como um império italiano.
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    Devemos falar um pouco
    sobre o que é um altar.
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    - Claro, quando falamos sobre o altar,
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    estamos de fato vendo as paredes
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    do precinto ao redor do que está no meio
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    do altar onde sacrifícios ocorreriam.
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    - O Altar, em si, é importante quando
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    pensamos sobre Augusto.
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    Augusto está criando
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    um poder centralizado.
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    Roma, desde sua fundação,
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    quando estava sob poder dos reis,
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    era controlada pelo Senado.
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    Ela era uma República.
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    E o Senado era, basicamente, um grupo dos
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    cidadãos mais velhos que lideravam Roma.
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    Roma era então um república,
    e ela foi uma república
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    até Júlio César,
    que foi um ditador
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    e tio de Augusto.
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    Então César é assassinado,
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    há uma guerra civil
    e por fim a paz
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    é alcançada por Augusto.
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    Ao imperador, cujo nome verdadeiro era Octávio,
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    foi dado o título de Augusto
    como uma honra,
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    uma maneira de representar seu poder.
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    É interessante também
    o tipo de política
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    com a qual Augusto envolveu-se.
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    Ele devolveu muito poder ao Senado, mas,
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    ao fazer isso,
    também criou uma autoridade
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    real e central para si mesmo.
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    Ele fez de si príncipe,
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    ou
    o primeiro entre iguais.
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    Mas é claro que ele controlava tudo.
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    Ele também possuía o título de
    Pontificus Maximus,
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    isto é,
    o sacerdote chefe da religião do Estado
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    e assim carregava um imenso poder.
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    - Não esqueça que o tio dele,
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    Júlio César, fora feito um deus,
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    e também
    representava a si mesmo
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    como o filho de um deus.
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    - Portanto, a ideia de criar este altar
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    tem um significado
    político e espiritual.
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    Ele está voltando o olhar para
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    a era de ouro da Grécia,
    no século V a.C.,
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    mas também para a República Romana.
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    Ele está recriando
    alguns dos rituais antigos
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    da religião romana tradicional.
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    Ele está abraçando
    valores romanos tradicionais.
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    - Mas mesmo ao fazer isso,
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    ele está recriando Roma de forma radical.
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    Ele está mudando uma Roma de tijolos
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    para uma cidade de mármore,
    e a Ara Pacis
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    é um exemplo espetacular dessa reforma.
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    - Quando olhamos atentamente
    para a Ara Pacis,
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    veremos que ela fala sobre o sentido
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    de uma "Idade de Ouro"
    que Augusto
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    fez surgir no Império Romano.
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    Um dos elementos mais notáveis
    da Ara Pacis
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    são as muitas decorações em relevo
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    talhadas no friso inferior.
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    - E elas estão ao redor de toda a obra.
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    Elas parecem mostrar mais de 50 espécies
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    diferentes de plantas
    e elas são muito naturais
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    naquilo que podemos identificar,
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    mas também são muito abstratizadas
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    e formam estes belos padrões,
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    lineares e simétricos.
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    - Aqui há uma ordem real que é dada
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    à complexidade da natureza.
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    Deixe-me descrever rapidamente
    o que vejo:
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    esta enorme e elegante folha de acanto,
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    que é uma planta nativa
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    que se tornou famosa nos capitólios coríntios.
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    Quase como um candelabro,
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    crescendo a partir dela,
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    vemos estes ramos
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    de todos os tipos de plantas
    que se enrolam.
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    - Há também formas animais.
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    Dentro destas folhas e plantas,
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    encontramos sapos, lagartos e aves.
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    - O entalhe é bastante profundo,
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    então há este forte contraste entre
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    o brilho do mármore exterior e
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    as sombras que se projetam
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    na medida em que parecem
    emergir da superfície.
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    - Os historiadores da arte
    interpretam tudo isto
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    como um símbolo da fertilidade,
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    da abundância da Idade de Ouro
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    trazida por Augusto.
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    - Vemos também o mesmo padrão
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    repetido no gesso
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    que molda estes painéis.
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    Há também um meandro,
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    que se estende
    horizontalmente
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    por todo o exterior.
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    Acima deste meandro,
    nós vemos
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    os frisos narrativos.
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    Esses painéis se relacionam,
    novamente,
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    com a Idade de Ouro criada por Augusto.
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    Estes remetem a Enéas,
    fundador de Roma,
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    e ancestral de Augusto.
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    Vemos outras imagens alegóricas
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    que representam Roma e a paz.
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    - Temos de ser um pouco cautelosos
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    quando tentamos caracterizar precisamente
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    o que está sendo representado.
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    Há muitas interpretações conflitantes.
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    - Essas cenas alegóricas ou mitológicas
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    aparecem na frente e atrás do altar,
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    e, aqui, nos lados do altar
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    nós vemos um cortejo.
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    - Andamos ao redor do muro exterior
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    e agora estamos vendo
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    um painel que está
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    em condições muito boas.
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    Mas isso não quer dizer
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    que realmente
    sabemos o que está ocorrendo.
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    - Não, há muita discussão
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    sobre o que a imagem no centro
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    representa.
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    Alguns historiadores da arte
    pensam
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    que a imagem representa Vênus.
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    Alguns pensam que ela representa a paz,
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    e alguns,
    que representa a Mãe Terra.
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    De qualquer maneira,
    ela claramente
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    sugere fertilidade
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    e abundância.
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    - Ela está
    belamente representada.
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    Veja como a roupa
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    agarra-se bem ao torso dela,
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    como se realmente
    revelasse a carne por debaixo
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    como as deusas no Partenon,
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    na Acrópole de Atenas.
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    - E no seu colo estão sentadas
    duas crianças,
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    uma das quais oferece a ela
    uma fruta.
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    Há frutas no colo dela.
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    Em cada lado dela,
    estão sentadas
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    figuras mitológicas
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    que os historiadores da arte
    pensam representar
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    os ventos da terra e do mar.
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    - Bem, repare no modo como
    os panos
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    que elas estão segurando
    se levantam,
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    criando esses belos halos
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    ao redor de seus corpos.
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    - E nos pés dela,
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    nós vemos um boi e uma ovelha,
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    então há uma sensação de
    harmonia,
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    de paz e de fertilidade.
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    - E isso deve ter sido
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    uma coisa tão rara no mundo antigo.
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    - Bem, Augusto reina
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    depois de décadas de guerra civil,
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    depois do assassinato de Júlio César.
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    Então eu acho que há uma
    sensação poderosa
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    de que esta foi a Idade de Ouro.
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    - Então vamos caminhar
    para as laterais agora
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    e dar uma olhada no cortejo.
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    O friso vem
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    da parede de trás do precinto
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    até a parte da frente por ambos os lados.
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    As imagens também estão olhando
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    em direção à escadaria principal.
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    - Os historiadores da arte não tem clareza
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    sobre qual evento
    é retratado aqui...
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    - Os historiadores da arte
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    não tem clareza sobre nada disso, temos?
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    - Não [risadas]
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    - Bem, há algumas possibilidades
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    que foram aventadas.
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    Uma é que estamos vendo um cortejo
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    que teria ocorrido
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    quando o altar foi inaugurado.
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    As imagens que vemos aqui
    são sacerdotes
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    e podemos identificá-las
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    graças aos véus em suas cabeças.
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    Também parece haver membros
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    da família de Augusto,
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    apesar de suas identidades
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    não estarem estabelecidas com certeza.
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    - Nós pensamos saber qual imagem
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    é Augusto,
    apesar de o mármore
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    não estar especialmente em boa condição,
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    e nós termos perdido
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    a frente do seu corpo.
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    Achamos também que podemos identificar
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    um de seus mais importantes ministros.
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    - Seria Agrippa.
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    Se pensarmos nisso olhando
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    para o friso no Partenon
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    da Idade de Ouro da Grécia,
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    essas figuras são todas
    idealmente belas,
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    elas não representam ninguém
    especificamente,
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    mas o povo ateniense em geral.
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    - Mas estes são retratos.
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    - Sim, e não podemos
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    identificá-los sempre com certeza,
  • 8:56 - 8:58
    mas eles são realmente
    indivíduos específicos,
  • 8:58 - 9:01
    em uma data específica,
  • 9:01 - 9:03
    participando de um evento específico.
  • 9:03 - 9:05
    - É interessante pensar sobre isso,
  • 9:05 - 9:06
    porque,
    ao longo da República,
  • 9:06 - 9:08
    a retratística em pedra
  • 9:08 - 9:09
    era algo em que
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    os romanos eram muito bons.
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    Então não me surpreende
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    que eles não olhassem
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    para o idealizado,
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    mas para o específico.
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    - Nós também notamos essas diferenças
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    na profundida do entalhamento.
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    Algumas imagens são representadas
  • 9:21 - 9:23
    em alto relevo,
    outras imagens
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    que supostamente
    estão em segundo plano
  • 9:25 - 9:27
    são representadas em baixo relevo.
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    Então há uma ilusão real
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    de espaço e de uma multidão
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    aqui no cortejo.
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    - Outro modo pelo qual a especificidade
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    dos romanos é expressada
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    é por meio da inclusão de crianças.
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    Este é um evento sagrado,
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    e um evento formal,
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    e, ainda assim, há crianças
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    fazendo o que as crianças fazem.
  • 9:42 - 9:43
    Quer dizer,
  • 9:43 - 9:45
    elas nem sempre
    estão prestando atenção.
  • 9:45 - 9:46
    - Há algumas interpretações
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    que foram propostas acerca da
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    presença de crianças aqui.
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    Augusto estava realmente
    preocupado com
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    a taxa de natalidade
    e aprovou leis
  • 9:52 - 9:54
    que encorajavam o matrimônio
  • 9:54 - 9:56
    e o nascimento de crianças.
  • 9:56 - 9:58
    Originalmente, ela era pintada -
  • 9:58 - 9:59
    nós veríamos rosa,
  • 9:59 - 10:01
    azul e verde -
    e é muito difícil
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    imaginar isso quando
  • 10:02 - 10:04
    olhamos hoje para o mármore.
  • 10:04 - 10:05
    - Bem, é verdade.
    Especialmente
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    nesse prédio do Meier,
  • 10:06 - 10:08
    que é tão forte e moderno.
  • 10:08 - 10:09
    É quase extravagante
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    imaginar quão
    vivamente pintada
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    ela seria -
  • 10:13 - 10:14
    - eles eram bastante brilhantes!
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    - Eles eram.
    Bem, uma das coisas
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    que Augusto dissse
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    sobre si mesmo
    foi que ele encontrou
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    Roma como uma cidade de tijolos,
    e a deixou
  • 10:21 - 10:22
    uma cidade de mármore.
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    Augusto criou uma cidade imperial,
  • 10:25 - 10:28
    e aqui estamos,
    dois mil anos depois,
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    na Roma que Augusto criou.
  • Not Synced
    Legenda: Renan Barbosa Fernandes
  • Not Synced
Title:
Ara Pacis Augustae (Altar of Augustan Peace), 13-9 B.C.E. (Rome)
Description:

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Video Language:
English
Duration:
10:41

Portuguese, Brazilian subtitles

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