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Janine Antoni in "Loss & Desire" - Season 2 - "Art in the Twenty-First Century" | Art21

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    Uma corda
    é como um cordão umbilical, sabe?
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    É algo que conecta duas coisas.
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    É sobre isso que Moor se trata.
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    É sobre todas essas pessoas sendo.
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    Sabe, minha vida meio que
    conecta todas essas pessoas
  • 1:02 - 1:05
    A ideia era usar todos
    esses diferentes materiais,
  • 1:06 - 1:07
    mas também vidas,
  • 1:08 - 1:13
    E unilas através do
    processo de fabricação da corda.
  • 1:15 - 1:17
    Minha mãe caiu, eu coloquei lá.
  • 1:18 - 1:22
    E depois meu amigo fez
    esse pedaço com redes,
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    E então ficou assim.
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    Outro pedaço do meu amigo, Doug,
  • 1:27 - 1:30
    Isso é fita Hi8 que nós pegamos à parte.
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    E essa é uma parte
    da minha seção favorita;
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    Essa é a parte das minhas avós.
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    Esse vestido vermelho é o vestido
    de natal da minha mãe e do meu pai.
  • 1:46 - 1:52
    Eu me pergunto se o
    espectador pode de alguma forma
  • 1:52 - 1:56
    descobrir essas histórias através
    de sua experiência com o objeto,
  • 1:57 - 2:01
    Se essas histórias estão de
    alguma forma contidas no material.
  • 2:05 - 2:09
    Com boa parte do material,
    o que foi feito foi corta-los em tiras.
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    Ou digamos que se fosse um cabo elétrico,
    ele foi desmontado,
  • 2:13 - 2:15
    e todos os fios internos desmontados,
  • 2:15 - 2:21
    e então entrelaçado com
    outros materiais pra fazer a corda.
  • 2:25 - 2:26
    Desde de quando eu era uma garota,
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    minha mãe e eu faziamos coisas juntas,
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    na verdade toda
    família fazia coisas juntas,
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    e eu adoro o manual
    nas suas diversas formas.
  • 2:41 - 2:44
    Existem tantos objetos
    que entramos em contato
  • 2:44 - 2:47
    que perdemos a conexão
    do porque eles foram feitos,
  • 2:47 - 2:48
    quem fez eles.
  • 2:48 - 2:51
    Então, isso é realmente
    importante pra mim,
  • 2:52 - 2:53
    no objeto,
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    na superficie do objeto,
  • 2:55 - 3:00
    de alguma forma te dá uma história de
    como esses objetos chegaram no mundo.
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    Pra fazer essa peça, o que eu fiz foi
    mergulhar em uma banheira de banha.
  • 3:19 - 3:25
    Essa peça se chama Eureka e foi
    inspirada na história de Arquimedes.
  • 3:25 - 3:29
    E Arquimedes foi questionado pelo rei
    sobre quanto ouro havia em sua coroa,
  • 3:30 - 3:33
    e ele estava se matando,
    como ele poderia medir a quantidade?
  • 3:34 - 3:36
    Certa noite ele estava na banheira,
  • 3:36 - 3:40
    e ele percebeu que seu corpo
    estava deslocando a água da banheira.
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    Ele ficou muito empolgado,
    pulou pra fora e gritou "Eureka".
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    Me parece que o corpo do Arquimedes
    foi a ferramenta pro experimento,
  • 3:53 - 3:55
    assim como meu corpo também foi.
  • 3:55 - 4:00
    Mas mais importante foi essa ideia
    que o fez obter esse conhecimento,
  • 4:00 - 4:02
    através da experiência do seu corpo.
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    E é por isso que eu faço esses tipos de
    atos extremos com meu corpo,
  • 4:11 - 4:12
    eu sinto que...
  • 4:12 - 4:15
    ...o espectador tem um corpo também,
  • 4:15 - 4:20
    e possa empatizar com o que
    eu passei pra fazer essa arte.
  • 4:22 - 4:27
    Pra mim é muito significante
    em como escolhemos fazer algo,
  • 4:27 - 4:31
    tanto na arte quanto em todos
    os objetos que lidamos na vida.
  • 4:31 - 4:37
    Eu penso no trabalho como se o espectador
    estivesse entrando na cena de um crime.
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    E eu deixo todas essas
    pistas pra eles descobrirem.
  • 4:55 - 4:59
    Fiz esse show e o espaço expositivo
    estava ligado a uma fazenda de laticínios.
  • 5:00 - 5:03
    Então eu disse,
    você poderia me dar um tour pelo celeiro,
  • 5:03 - 5:07
    e eu percebi que os
    cochos eram feitos de banheira.
  • 5:08 - 5:12
    Eu pensei, e se eu tomasse um banho,
    enquanto a vaca continuava bebendo,
  • 5:12 - 5:14
    pensando que eu bebi
    da vaca minha vida toda
  • 5:14 - 5:17
    e eu pude de certa
    forma criar essa relação.
  • 5:17 - 5:19
    Vacas são bem curiosas,
  • 5:19 - 5:20
    todas ela vieram,
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    começaram a beber,
    e quase reverteu toda a relação.
  • 5:25 - 5:27
    Parece que ela está amamentando em mim.
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    O nome dessa peça é 2038,
  • 5:30 - 5:32
    que é a etiqueta na orelha,
  • 5:32 - 5:37
    e o motivo dessa escolha, é porque
    personificava nossa relação com a vaca
  • 5:37 - 5:40
    que quase não era mais um animal,
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    mas uma máquina biológica, e eu queria
    criar esse contraste de ternura da imagem.
  • 5:47 - 5:50
    Eu estava pensando na Virgem Maria,
  • 5:50 - 5:52
    e essas imagens que conhecemos dela.
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    A Virgem Maria não tinha
    permissão pra fazer nada físico.
  • 5:55 - 5:57
    Sem sexo, ela não podia morrer.
  • 5:57 - 5:59
    Ela só podia amamentar.
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    E eu estava refletindo sobre como essa
    imagem afeta minha...
  • 6:04 - 6:06
    ...percepção sobre maternidade,
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    e aquele momento idílico que
    conhecessemos daquelas pinturas
  • 6:10 - 6:13
    mas também dos anúncios
    da Pampers de mãe e filho.
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    O que você está vendo é uma
    caçamba de um trator de construção.
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    Ficou com o dobro do
    tamanho e eu cortei a caçamba no meio.
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    Então eu derreti,
  • 6:41 - 6:44
    e criei todas essas formas dentro.
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    Berço é uma peça principalmente sobre
    essas coisas embalando umas as outras,
  • 6:51 - 6:54
    que termina com uma colher enrolada,
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    que é quando a criança
    começa a se tornar independente,
  • 6:58 - 7:00
    pode se alimentar sozinha,
  • 7:00 - 7:02
    e também,
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    é sobre aquela necessidade que
    nunca perdemos de ser abraçados.
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    Todas as peças da vaca foram
    um esforço pra se relacionar com ela,
  • 7:30 - 7:34
    pra entende-la e
    entender minha relação com ela.
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    Então pra mim ficar
    de joelhos é realmente...
  • 7:41 - 7:43
    ...imitar o animal de alguma forma.
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    Mas também,
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    é uma pose claramente submissa.
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    Essa obra é feita de couro cru.
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    Eu fiz um molde de mim mesma de joelhos.
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    E depois eu peguei o couro
    cru quando estava bem maleável,
  • 8:04 - 8:06
    e coloquei sobre o molde.
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    Eu trabalhei com todas as dobras,
    esculpindo elas,
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    pra representar o corpo sobre o véu.
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    Então quando o couro
    estava completamente duro,
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    eu removi o molde de dentro.
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    Então na verdade ela esta
    totalmente vazia por dentro,
  • 8:30 - 8:33
    E isso é muito importante, porque,
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    eu realmente quero que o
    espectador sinta tanto a ausência de mim,
  • 8:40 - 8:42
    quanto a ausência da vaca.
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    Achei muito interessante que
    o sabão fosse feito de banha,
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    que estamos limpando o corpo com o corpo.
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    Me pareceu bastante curioso.
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    Então eu tive a ideia de fazer um réplica
    de mim mesma no chocolate e no sabão,
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    e eu me alimentaria comigo mesma lambendo
    o chocolate e me lavaria comigo mesma.
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    Tanto a lambida quanto o
    banho são atos gentis e amorosos,
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    mas estou lentamente apagando a mim mesma.
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    Pra mim é sobre esse conflito,
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    essa relação de amor/ódio
    com a nossa aparência fisica.
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    E realmente...
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    o problema que tenho
    quando me olho no espelho e penso,
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    essa é quem eu sou?
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    Emquanto eu fazia a corda,
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    Eu pensei...
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    ...que seria muito
    legal andar nessa corda.
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    Então eu pensei na corda
    como uma linha da vida,
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    sobre a história da minha vida.
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    Então eu pensei "Uau, se eu
    pudesse andar sobre isso, seria lindo".
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    Foi então que eu tive a ideia de
    aprender a andar na corda bamba.
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    Eu praticava corda bamba
    por cerca de uma hora por dia,
  • 11:11 - 11:14
    e depois de uma semana,
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    eu estava começando
    a entender meu próprio equilibrio.
  • 11:22 - 11:26
    Comocei a perceber que eu não
    estava ficando mais equilibrada,
  • 11:26 - 11:30
    mas que eu estava ficando
    mais confortável com o desequilíbrio.
  • 11:32 - 11:35
    Ao invés de ficar
    nervosa e autocompensada,
  • 11:35 - 11:38
    eu poderia compensar o suficiente,
    e eu pensei,
  • 11:38 - 11:40
    "Eu queria poder
    fazer isso na minha vida."
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    Depois de percorrer diferentes caminhos,
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    eu decidi fazer esse trabalho "Tocar".
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    E o que eu fiz foi voltar...
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    ...pra casa em Bahamas, na praia que
    ficava bem em frente a casa onde cresci.
  • 11:59 - 12:01
    Fazia sentido pra mim
    voltar a esse horizonte
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    que eu havia visto
    durante toda a minha vida.
  • 12:17 - 12:22
    Achei que teria muito mais
    tensão se eu pudesse andar na corda
  • 12:22 - 12:26
    e enquanto mergulhava,
    por um momento eu tocaria o horizonte.
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    E então, em certo ponto,
    depois de fazer o vídeo "Tocar",
  • 12:51 - 12:57
    e vivendo minha fantasia de andar no ar,
    caminhar no horizonte,
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    eu pensei,
    "Preciso fazer uma obra sobre queda".
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    Então eu voltei a essa ideia de
    que eu queria fazer a corda pra andar.
  • 13:18 - 13:22
    Nós encontramos um cara
    no Museu Marítmo em Mystic,
  • 13:22 - 13:25
    e ele nos deu um tour personalizado.
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    E nos mostrou essa
    belíssima máquina de fazer cordas.
  • 13:33 - 13:36
    E quando vimos aquela
    máquina nós tivemos uma ideia, sabe?
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    De fazer a nossa própria versão dele.
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    Fazer a corda me levou a aprender a girar.
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    Com o "Amarrar" estamos
    usando materiais do dia a dia,
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    Agora estamos usando o material
    mais tradicional que é o cânhamo.
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    A nível de material,
    estou voltando à origem,
  • 14:03 - 14:08
    mas também esses artesanatos
    são apenas o começo.
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    Eu acho que assumindo
    essa tradição feminina,
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    não é uma coisa pequena.
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    Você tem que colocar
    a energia certa na torção.
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    Muita energia deixa a corda fraca,
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    e pouca energia deixa a corda fraca.
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    Então, a correlação que eu vejo
    com aprender a andar na corda bamba,
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    quanto mais solta eu estava,
    mais fácil era me equilibrar.
  • 14:45 - 14:50
    Não tenho certeza do que essa escultura
    que eu estou fazendo com cânhamo,
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    e a corda bamba será exatamente,
  • 14:54 - 14:56
    mas será sobre a queda.
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    Será sobre a impossibilidade dessa ilusão.
Title:
Janine Antoni in "Loss & Desire" - Season 2 - "Art in the Twenty-First Century" | Art21
Description:

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Video Language:
English
Team:
Art21
Project:
"Art in the Twenty-First Century" broadcast series
Duration:
16:33

Portuguese, Brazilian subtitles

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