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Tenho 17 anos | Kate Simonds | TEDxBoise

  • 0:15 - 0:16
    Olá.
  • 0:17 - 0:20
    Chamo-me Kate Simonds
    e tenho 17 anos.
  • 0:21 - 0:25
    Ao ouvirem-me dizer isto ou verem
    o título da conferência, "Tenho 17 anos",
  • 0:25 - 0:28
    estou certa de que pensaram:
    "Para estar naquele palco,
  • 0:28 - 0:31
    "deve ter feito algo incrível
    que me vai ensinar.
  • 0:31 - 0:35
    "Talvez... não sei, o que fez ela
    para ser oradora na TED?
  • 0:35 - 0:41
    "Fez uns milhões ao investir
    numa "startup" de sucesso aos 15 anos?
  • 0:41 - 0:45
    "Talvez tenha encontrado a cura para uma
    doença enquanto estagiava num laboratório?
  • 0:45 - 0:49
    "Ou talvez tenha tido excelentes notas
    nos exames nacionais aos 7 anos."
  • 0:49 - 0:51
    Será que fiz alguma destas coisas?
  • 0:51 - 0:52
    Não.
  • 0:52 - 0:55
    Infelizmente, não fiz nada disto.
  • 0:55 - 0:58
    Eis a razão para estar aqui hoje:
  • 0:58 - 1:03
    Quando subi ao palco,
    assumiram que eu era uma criança prodígio
  • 1:03 - 1:06
    ou uma artista reconhecida,
    porque tenho 17 anos.
  • 1:06 - 1:09
    Devo ter feito alguma coisa
    que mereça a vossa atenção.
  • 1:09 - 1:13
    Contudo, a única habilitação requerida
    para ser orador na TED
  • 1:13 - 1:16
    é ter uma ideia em que acreditamos,
    que vale a pena divulgar.
  • 1:16 - 1:18
    E o problema é esse.
  • 1:18 - 1:20
    Como só tenho 17 anos
    e estou neste palco,
  • 1:20 - 1:22
    só me respeitam
    porque estou no palco.
  • 1:22 - 1:26
    Ou talvez porque gostam
    dos meus saltos altos,
  • 1:26 - 1:29
    mas não creio que deva merecer
    o vosso respeito por isso.
  • 1:29 - 1:32
    Acho que não preciso de ser
    uma estudante milionária
  • 1:32 - 1:35
    ou de ter curado uma epidemia
    para que me deem ouvidos.
  • 1:35 - 1:40
    Creio que todas as ideias devem ser
    respeitadas, venham de quem vierem.
  • 1:42 - 1:45
    A minha opinião já foi desrespeitada
    uma centena de vezes.
  • 1:45 - 1:48
    Os adultos dizem-me
    que não estou preparada para votar,
  • 1:48 - 1:51
    embora esteja a par da política
    e esteja certa das minhas crenças.
  • 1:51 - 1:54
    Disseram-me que parasse
    de lutar pela igualdade,
  • 1:54 - 1:57
    porque a minha voz é pequena
    e não vai resolver nada.
  • 1:57 - 2:01
    A diferença é que ninguém
    diria essas coisas a um adulto.
  • 2:01 - 2:03
    Um adulto que lute
    por uma causa como esta
  • 2:03 - 2:06
    é considerado
    um herói corajoso e dedicado,
  • 2:06 - 2:11
    mas, como tenho 17 anos,
    sou ingénua e ignorante.
  • 2:11 - 2:17
    Há anos que a minha opinião
    não é importante nem é respeitada.
  • 2:17 - 2:21
    Disseram-me, inclusive, de acordo
    com um artigo de 2008 da Life Sciene,
  • 2:21 - 2:26
    que, como sou uma adolescente,
    não sinto empatia,
  • 2:26 - 2:30
    que é a capacidade de compreender
    e partilhar os sentimentos do outrem.
  • 2:30 - 2:34
    Sem quaisquer dados quantificáveis
    ou provas científicas,
  • 2:34 - 2:36
    posso provar
    que aquele artigo está errado.
  • 2:36 - 2:38
    Vou mostrar-vos como.
  • 2:38 - 2:39
    Fi-lo há um minuto,
  • 2:39 - 2:43
    quando compreendi as suposições
    que fizeram quando subi ao palco.
  • 2:43 - 2:45
    Com empatia,
    porque me identifico convosco,
  • 2:45 - 2:48
    compreendo as vossas hesitações,
  • 2:48 - 2:51
    porque, quando fui escolhida
    para esta conferência, pensei o mesmo.
  • 2:51 - 2:54
    Só tenho 17 anos,
    o que sei eu?
  • 2:54 - 2:57
    O que posso ensinar-vos?
  • 2:57 - 3:00
    Mas, por esta altura, espero
    já ter merecido o vosso respeito.
  • 3:00 - 3:03
    Digo "merecido",
    porque ao contrário de outros oradores,
  • 3:03 - 3:05
    inicialmente, não o tinha.
  • 3:05 - 3:07
    Havia um paradigma de dúvida inerente.
  • 3:07 - 3:10
    Isto afeta todos os estudantes.
  • 3:11 - 3:15
    Estou muito empolgada com isto
    por causa do meu trabalho
  • 3:15 - 3:18
    numa organização sem fins lucrativos
    chamada One Stone.
  • 3:18 - 3:22
    A One Stone é uma organização oficial
    gerida por alunos
  • 3:22 - 3:25
    e, depois de me juntar a ela,
    no 10.º ano,
  • 3:25 - 3:28
    aprendi a fazer orçamentos,
    a conduzir uma entrevista,
  • 3:28 - 3:30
    a falar em frente
    a públicos como este,
  • 3:30 - 3:33
    e, sobretudo, a resolver problemas.
  • 3:33 - 3:35
    Rodeada de alunos do secundário,
  • 3:35 - 3:38
    nunca ninguém pôs em causa
    os meus pensamentos.
  • 3:38 - 3:41
    E deixem que vos diga,
    fazíamos muita coisa.
  • 3:41 - 3:44
    Mas as coisas mudavam,
    assim que eu saía do edifício.
  • 3:44 - 3:48
    Tentava falar com um adulto
    sobre algo em que estava a trabalhar,
  • 3:48 - 3:52
    a minha pesquisa ou um projeto,
    e perguntavam-me: "O que sabes tu?"
  • 3:53 - 3:58
    Perguntam o mesmo a todos os adolescentes,
    "O que sabes tu? Ainda és muito novo."
  • 3:58 - 4:03
    Perguntam-nos isto
    quando falamos sobre política, ensino,
  • 4:03 - 4:06
    até em relação ao que queremos da vida,
    porque somos "muito novos para perceber".
  • 4:06 - 4:09
    Como nós só temos
    carta de condução de motociclos
  • 4:09 - 4:13
    e vocês têm carta de condução de carro,
  • 4:13 - 4:16
    aparentemente,
    nós não sabemos o que é o amor.
  • 4:16 - 4:18
    É impossível sabermos em que acreditar,
  • 4:18 - 4:23
    não podemos falar
    de ensino ou política,
  • 4:23 - 4:25
    porque não vivemos no "mundo real".
  • 4:25 - 4:28
    Não temos direito
    a falar por nós mesmos.
  • 4:29 - 4:33
    Já devem ter reparado
    que não recorri a diapositivos.
  • 4:33 - 4:36
    Uma das razões para tal
    é que não preciso deles.
  • 4:36 - 4:40
    Mas, para ser sincera, o verdeiro motivo
    é que esta é uma oportunidade única
  • 4:40 - 4:43
    para alguém como eu
    ter a vossa atenção,
  • 4:43 - 4:46
    por isso, vou dirigi-la
    estrategicamente para mim.
  • 4:47 - 4:48
    (Risos)
  • 4:49 - 4:52
    Este problema é maior do que parece.
  • 4:52 - 4:56
    Com a minha experiência na One Stone
    e a ajuda de professores fantásticos,
  • 4:56 - 5:01
    apercebi-me da desvalorização constante
    das vozes dos estudantes.
  • 5:01 - 5:03
    Este problema é grave.
  • 5:04 - 5:07
    Vejam o nosso sistema de ensino;
    como estudantes, não temos voto
  • 5:07 - 5:12
    no que aprendemos ou como o aprendemos,
    mas é-nos exigido que o assimilemos,
  • 5:12 - 5:15
    decoremos e que, um dia,
    consigamos dominar o mundo.
  • 5:15 - 5:18
    É-nos exigido que levantemos o braço
    para ir à casa de banho
  • 5:18 - 5:21
    e que, três meses depois,
    consigamos ir para a faculdade
  • 5:21 - 5:25
    ou arranjar um emprego,
    sustentar-nos e vivermos sozinhos.
  • 5:25 - 5:27
    Não faz sentido.
  • 5:27 - 5:29
    A minha mãe
    é professora do ensino básico.
  • 5:29 - 5:34
    E sempre a ouvi comentar
    como os alunos da pré-primária,
  • 5:34 - 5:38
    quando questionados sobre alguma coisa,
    adoram levantar o braço. Todos eles.
  • 5:38 - 5:40
    Contudo, nos níveis mais elevados,
  • 5:40 - 5:43
    cada vez menos braços se levantam
    todos os anos.
  • 5:43 - 5:48
    Na minha turma do secundário,
    o mais comum é que, perante uma pergunta,
  • 5:48 - 5:52
    ninguém levante o braço e a professora
    tenha de chamar alguém da lista.
  • 5:52 - 5:57
    Creio que é porque: "A: os alunos
    não estão certos das próprias respostas,
  • 5:57 - 6:01
    "B: os alunos foram gozados
    por responder bem a muitas perguntas,
  • 6:01 - 6:04
    "C: os alunos não estão atentos."
  • 6:04 - 6:06
    Talvez estejam a enviar SMS
  • 6:06 - 6:10
    ou, muito provavelmente,
    extremamente desinteressados.
  • 6:10 - 6:12
    E isto constitui um grave problema!
  • 6:12 - 6:16
    Os alunos esqueceram-se
    da importância do ensino
  • 6:16 - 6:19
    e, consequentemente,
    deixaram de aprender,
  • 6:19 - 6:22
    porque nos dizem:
    "Não percebes, tens 17 anos."
  • 6:22 - 6:25
    "Não mereces controlar
    aquilo que aprendes."
  • 6:25 - 6:28
    Esta frase e esta mentalidade são tóxicas.
  • 6:28 - 6:33
    Chegou ao ponto de deixarmos
    de nos ouvir a nós próprios.
  • 6:33 - 6:39
    Por vezes, dou por mim
    a pensar muito e interrompo-me:
  • 6:39 - 6:41
    "Para de pensar nisto."
  • 6:41 - 6:45
    "Só tens 17 anos,
    não percebes nada de psicologia.
  • 6:45 - 6:47
    "O que estás a fazer? Para."
  • 6:47 - 6:51
    E esta sou eu, alguém que acredita
    na legitimidade das ideias de todos
  • 6:51 - 6:55
    e está a fazer uma conferência na TED
    sobre o facto de as ideias dos outros
  • 6:55 - 7:00
    estarem a desvalorizar as minhas,
    porque não tenho o cérebro de um adulto.
  • 7:00 - 7:03
    Na primavera passada,
    eu e uma amiga fundámos um clube.
  • 7:03 - 7:08
    Somos ambas muito expansivas
    e vimos isto como uma oportunidade
  • 7:08 - 7:10
    para fazer a diferença na nossa escola.
  • 7:10 - 7:15
    Já sabíamos que iria dar trabalho
    convencer os adultos da nossa missão,
  • 7:15 - 7:18
    mas não sabíamos
    que o verdadeiro desafio
  • 7:18 - 7:22
    seria convencer os nossos colegas
    de que podemos fazer a diferença.
  • 7:22 - 7:24
    Quando tentávamos manifestar-nos,
  • 7:24 - 7:27
    eles criticavam-nos, gozavam-nos
    por defendermos as nossas crenças.
  • 7:28 - 7:30
    E isso é péssimo.
  • 7:30 - 7:34
    Os alunos questionam a legitimidade
    dos seus próprios pensamentos,
  • 7:34 - 7:36
    porque não vêm de mentes adultas,
  • 7:36 - 7:40
    mas o que separa os alunos
    e os adolescentes intelectualmente?
  • 7:40 - 7:42
    Será a idade?
  • 7:42 - 7:47
    Acordamos aos 21 anos
    com conhecimento eterno?
  • 7:47 - 7:52
    Aos 18, começamos a ter ideias
    que valem a pena ser ouvidas?
  • 7:52 - 7:56
    Além disso, esta idade mágica
    é diferente em muitos países.
  • 7:56 - 8:00
    E, até agora, não pareceu resultar.
    Quem tem razão?
  • 8:00 - 8:03
    Ou talvez seja
    por atingir um nível de maturidade,
  • 8:03 - 8:05
    que pode chegar a qualquer idade,
  • 8:05 - 8:08
    mas conheço muitos alunos
    do secundário e da faculdade
  • 8:08 - 8:11
    que são mais maduros
    do que alguns adultos,
  • 8:11 - 8:14
    o que também não faz sentido.
  • 8:14 - 8:17
    Eu creio que não se trata
    da idade ou da maturidade.
  • 8:17 - 8:20
    Há uma diferença biológica
    entre os dois,
  • 8:20 - 8:24
    mas trata-se
    de uma conformidade cerebral.
  • 8:24 - 8:26
    Investigadores de Stanford fizeram testes.
  • 8:26 - 8:31
    Observaram as diferenças
    dos neurotransmissores nas duas idades,
  • 8:31 - 8:33
    para ver como funcionavam os cérebros.
  • 8:33 - 8:37
    Acabaram por descobrir que as ligações
    dos adultos eram muito mais constantes,
  • 8:37 - 8:40
    como se tivessem sido mapeadas,
    do que as dos adolescentes,
  • 8:40 - 8:46
    cujas ligações eram mais dispersas,
    espontâneas ou, digamos, criativas.
  • 8:47 - 8:50
    Não é segredo nenhum
    que a sociedade tem muitos problemas
  • 8:50 - 8:52
    que não conseguimos resolver.
  • 8:52 - 8:56
    Os adultos por detrás deles
    condicionaram as tentativas de os solucionar,
  • 8:56 - 8:58
    e é por isso que não fazemos progressos.
  • 8:58 - 9:02
    Na minha sala, a minha professora
    tem um póster muito sarcástico, que diz,
  • 9:02 - 9:07
    "Se acham que os nossos problemas são maus,
    esperem só até ver as nossas soluções."
  • 9:07 - 9:09
    (Risos)
  • 9:09 - 9:13
    Talvez o problema seja não pensarmos
    nestas soluções com criatividade.
  • 9:13 - 9:19
    Os adolescentes são criticados
    pelas suas ideias mirabolantes,
  • 9:19 - 9:22
    mas, em vez de os gozarmos,
  • 9:22 - 9:26
    talvez devêssemos
    aproveitar as suas ideias,
  • 9:26 - 9:30
    explorar estas
    ligações cerebrais espontâneas
  • 9:30 - 9:32
    e usá-las para resolver estes problemas.
  • 9:33 - 9:36
    Esta é a minha ideia
    que vale a pena espalhar:
  • 9:37 - 9:40
    um mundo de colaboração criativa
    entre adultos e alunos.
  • 9:41 - 9:44
    É um mundo onde os adultos
    ouvem e respeitam as ideias dos alunos
  • 9:44 - 9:48
    e onde os alunos respeitam
    e ouvem as suas próprias ideias.
  • 9:50 - 9:53
    O sistema de ensino
    seria muito melhor.
  • 9:53 - 9:57
    Os alunos gostariam de aprender,
    porque saberiam que o ensino é importante.
  • 9:57 - 9:59
    No "status quo" atual,
  • 9:59 - 10:03
    assim que chegamos a um certo
    nível de ensino, aprendemos a falhar.
  • 10:03 - 10:07
    Estamos a ensinar os nossos alunos
    a desistirem da mudança e da perfeição.
  • 10:07 - 10:10
    Por outras palavras,
    estamos a ensiná-los
  • 10:10 - 10:14
    a pararem de pensar mais além
    e a contentarem-se com pouco.
  • 10:14 - 10:18
    Estamos a ensiná-los a aceitar as normas
    e a perder a criatividade.
  • 10:18 - 10:22
    Mas, antes de isto acontecer, os alunos
    não pensam na logística ou nas limitações,
  • 10:22 - 10:24
    são destemidos.
  • 10:24 - 10:28
    Pensem nos alunos da pré-escola;
    se pudéssemos aproveitar esta energia
  • 10:28 - 10:32
    antes de eles a perderem
    e promovê-la durante toda a sua formação,
  • 10:32 - 10:35
    imaginem as ideias criativas
    que daí surgiriam.
  • 10:35 - 10:38
    Além disso,
    talvez o governo melhorasse.
  • 10:38 - 10:40
    Assim que os alunos
    se sentirem valorizados,
  • 10:40 - 10:42
    sentir-se-ão obrigados a participar.
  • 10:42 - 10:45
    Sentir-se-ão responsáveis
    pelo futuro da política.
  • 10:45 - 10:49
    E com o reforço da eficácia
    vem o progresso.
  • 10:50 - 10:56
    Não estou a sugerir que concedam
    o direito de voto a crianças de 5 anos,
  • 10:56 - 11:00
    mas creio que devíamos incentivar
    os jovens maiores de idade a votar,
  • 11:00 - 11:03
    não desincentivá-los,
    como acontece frequentemente.
  • 11:03 - 11:07
    Questionem-nos sobre a segurança social,
    sobre a destruição do meio ambiente.
  • 11:07 - 11:10
    Questionem-nos em relação a tudo.
  • 11:10 - 11:13
    Mostrem-nos que somos importantes,
    porque somos.
  • 11:13 - 11:16
    É verdade que nem todos compreenderemos
    estas medidas imediatamente.
  • 11:16 - 11:21
    O facto de sermos adolescentes
    não implica que não saibamos de política.
  • 11:21 - 11:24
    Da mesma forma, o facto de serem
    adultos não implica que saibam.
  • 11:25 - 11:29
    Quando nos dizem que os nossos votos
    não importam, que não estamos preparados,
  • 11:29 - 11:31
    também saem a perder.
  • 11:31 - 11:34
    Cada vez menos pessoas
    votam todos os anos, é um facto.
  • 11:34 - 11:38
    E a perda de votos
    é a perda da democracia.
  • 11:38 - 11:41
    Se não têm idade suficiente,
    se têm 17 anos, como eu,
  • 11:41 - 11:44
    16, 15, 13, também são importantes.
  • 11:44 - 11:48
    Mesmo que não possam votar legalmente
    e ainda não estejam na faculdade,
  • 11:48 - 11:52
    continuam a ser
    uma mais-valia para a sociedade.
  • 11:53 - 11:56
    Se alguém tiver adormecido ou assim
  • 11:56 - 12:00
    ou se acharam que isto
    não teve interesse nenhum, acordem,
  • 12:00 - 12:01
    e ouçam-me agora.
  • 12:02 - 12:04
    Estudantes,
  • 12:04 - 12:08
    há anos que pedimos a opinião
    dos alunos respeitosamente.
  • 12:08 - 12:11
    Reunimo-nos com diretores
  • 12:11 - 12:15
    e protestámos contra os testes
    padronizados, mas não foi o suficiente.
  • 12:15 - 12:17
    Vejam onde estamos.
  • 12:17 - 12:21
    Temos de parar de pedir
    e começar a exigir.
  • 12:21 - 12:26
    Mais do que associações de alunos,
    reuniões com a direção, clubes e tudo isso
  • 12:26 - 12:31
    merecemos que nos confiem mais do que
    a configuração dos iPads dos nossos pais.
  • 12:31 - 12:34
    (Risos)
  • 12:35 - 12:38
    As nossas ideias têm valor.
  • 12:37 - 12:41
    Mas, infelizmente,
    isto só funcionará se colaborarmos.
  • 12:41 - 12:44
    Adultos, estou a pedir-vos
    que colaborem connosco.
  • 12:44 - 12:47
    Respeitem-nos,
    deem-nos responsabilidades.
  • 12:47 - 12:51
    Não vos peço confiança cega,
    peço-vos que nos deixem prová-lo.
  • 12:52 - 12:55
    Se me responsabilizam
    pela minha educação,
  • 12:55 - 12:57
    eu também posso responsabilizar-vos.
  • 12:57 - 13:03
    A destruição ambiental, a dívida nacional,
    medidas injustas, desigualdades sociais.
  • 13:03 - 13:04
    A lista é interminável.
  • 13:04 - 13:07
    Temos de nos responsabilizar
    uns aos outros se queremos avançar
  • 13:07 - 13:10
    e prometo-vos que iremos avançar.
  • 13:10 - 13:11
    Tenho 17 anos.
  • 13:11 - 13:16
    Não ganhei o Prémio Nobel da Paz,
    não resolvi o problema da desigualdade,
  • 13:16 - 13:19
    não combati a pobreza,
    não fiz nenhuma dessas coisas fixes
  • 13:19 - 13:21
    de que falei anteriormente.
  • 13:21 - 13:23
    Mas a diferença
    é que eu sei que consigo.
  • 13:24 - 13:27
    Adolescentes,
    têm de acreditar nas vossas vozes
  • 13:27 - 13:29
    e, adultos, têm de ouvir.
  • 13:29 - 13:31
    Obrigada.
  • 13:31 - 13:33
    (Aplausos)
Title:
Tenho 17 anos | Kate Simonds | TEDxBoise
Description:

Esta palestra foi feita num evento local TEDx, produzido independentemente das Conferências TED.

Kate Simonds, aluna do 12.º ano da Escola Secundária de Timberline, tem 17 anos. Respirem fundo e façam um balanço rápido dos sentimentos que vos vêm à cabeça quando pensam numa adolescente de 17 anos. Agora, vejam esta conferência e preparem-se para mudar totalmente de ideias.

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Video Language:
English
Team:
closed TED
Project:
TEDxTalks
Duration:
13:39

Portuguese subtitles

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