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Como ter uma conversa racional sobre a mudança climática no jantar do Dia de Ação de Graças | Juan Enriquez | TEDxMIT

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    Mudança climática tem a ver com ciência,
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    e temos falado muito de ciência
    pois este é o TEDxMIT,
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    e todos sabemos que as leis
    da termodinâmica se aplicam a todos
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    e que, se pegarmos o calor e realizarmos
    trabalho, obtêm-se emissões e tal,
  • 0:23 - 0:25
    e isso não é opcional.
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    O que mais sabemos?
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    Que não há quase nenhuma
    ambiguidade científica sobre o assunto.
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    Então, a conclusão
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    é que 97% dos cientistas
    dizem que a mudança climática é real
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    e está levando a efeitos
    abruptos, imprevisíveis
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    e potencialmente irreversíveis.
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    Diante desse cenário,
  • 0:45 - 0:50
    a cada dia que não agimos,
    aumentam-se os custos e os riscos.
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    Isso todos sabemos, certo?
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    Assim, enquanto assistimos
    geleiras derretendo...
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    estas são fotos
    que tirei na Groenlândia...
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    a questão é: se a ciência é tão clara,
    por que não estamos agindo?
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    Se as consequências são tão graves,
  • 1:06 - 1:08
    por que não estamos fazendo
    nada a respeito?
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    E estou aqui pra dizer que é tudo
    culpa do Dia de Ação de Graças.
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    (Risos)
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    Quando pensamos nessa celebração,
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    vêm à cabeça aquelas conversas
    complicadas à mesa...
  • 1:19 - 1:23
    e sempre tem alguém que é democrata,
    um outro que é republicano,
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    alguém que é do Norte, outro do Sul,
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    alguém que acredita
    em mudança climática, outro que não;
  • 1:28 - 1:30
    e a gente não quer briga.
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    Então, como ter uma conversa racional,
  • 1:33 - 1:35
    à mesa do Dia de Ação de Graças,
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    sobre um assunto científico
    técnico complicado
  • 1:38 - 1:40
    sobre o qual as pessoas discordam?
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    Bem, eu queria dar uns conselhos.
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    Do ponto de vista da utilidade pública,
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    gostaria de dar sete maneiras
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    de começar a abordar
    o tema da mudança climática,
  • 1:51 - 1:55
    seja no Dia de Ação de Graças,
    Hanukkah, Kwanzaa ou Natal,
  • 1:55 - 1:57
    ou sempre que a família estiver reunida,
  • 1:57 - 1:59
    ou criaturas semelhantes.
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    Então, em vez de perguntar:
    "O que você acha da mudança climática?",
  • 2:06 - 2:10
    comece com uma frase assim:
    "Puxa, o tempo nunca esteve tão estranho".
  • 2:10 - 2:13
    E isso vai fazer todo mundo
    à mesa conversar.
  • 2:13 - 2:17
    Certo? E isso vai abrir a conversa
    de uma maneira não confrontativa.
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    Depois de atrair a atenção
    das pessoas, pode-se dizer:
  • 2:20 - 2:24
    "Verdade; aliás, um monte
    de gente está morrendo devido a isso,
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    pois essas ondas de calor
    estão matando pessoas".
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    E, se estiver no Centro-Oeste dos EUA,
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    pode dizer: "Sabe, o que vimos ano passado
  • 2:32 - 2:35
    é um pouco diferente
    do que estamos vendo este ano.
  • 2:35 - 2:38
    Parece haver apenas um tiquinho
    de inundação aqui".
  • 2:39 - 2:42
    E não é preciso equações complicadas
    sobre o fluxo da água,
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    se está vindo daqui, dali ou dacolá.
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    Basta começar com uma frase simples
    com a qual todos concordem.
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    Proposição número dois:
  • 2:49 - 2:53
    o assunto que sempre dá "ibope"
    no Dia de Ação de Graças
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    sobre o uso do troninho.
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    Ensinamos nossos filhos a usar o vaso
  • 2:57 - 2:59
    e a se limparem sozinhos.
  • 2:59 - 3:02
    E finalmente chega um momento
    em que dizemos:
  • 3:02 - 3:03
    "Sujou, limpou.
  • 3:03 - 3:05
    Não vou mais trocar sua fralda".
  • 3:06 - 3:07
    Certo? Mais do que justo.
  • 3:07 - 3:10
    Mas como isso se aplica
    à mudança climática?
  • 3:11 - 3:12
    É que ninguém vai gostar
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    se alguém jogar essa sujeira
    na porta de sua casa,
  • 3:14 - 3:17
    que foi o que aconteceu
    com esse fotógrafo.
  • 3:17 - 3:20
    E ficaríamos menos felizes ainda
    se limpássemos nosso bairro
  • 3:20 - 3:22
    e alguém o sujasse novamente.
  • 3:23 - 3:26
    Se você não vai gostar se alguém
    vier e despejar isso na sua porta,
  • 3:27 - 3:30
    por que ficaria feliz com as pessoas
    colocando 37 bilhões de toneladas de CO2
  • 3:30 - 3:32
    na atmosfera?
  • 3:32 - 3:34
    Afinal, estão despejando isso
    no seu quintal,
  • 3:34 - 3:36
    no quintal dos seus pais,
  • 3:36 - 3:39
    e nos pulmões dos seus filhos.
  • 3:39 - 3:41
    Como tolerar isso,
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    já que ficaríamos danados
  • 3:43 - 3:48
    se alguém viesse e despejasse
    a lata de lixo em nosso jardim?
  • 3:50 - 3:53
    Enquanto não houver preço para o carbono,
  • 3:53 - 3:56
    não houver custo para sua emissão,
  • 3:56 - 3:58
    essas coisas só vão aumentar.
  • 3:58 - 4:02
    Então, faz sentido não precificar
    a emissão de carbono?
  • 4:04 - 4:06
    Tópico número três:
  • 4:06 - 4:08
    os mais velhos adoram dizer aos jovens
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    que estes precisam controlar
    os gastos, certo?
  • 4:11 - 4:14
    "Se você não controlar
    suas contas, é muito fácil gastar muito
  • 4:14 - 4:16
    e perder o controle,
  • 4:16 - 4:18
    e você vai acabar endividado,
    e tudo o mais."
  • 4:18 - 4:22
    conversa muito popular no Dia
    de Ação de Graças e outros feriados.
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    O que acontece se não precificarmos
    e controlarmos a emissão de carbono?
  • 4:29 - 4:32
    Assim como com o cartão de crédito,
    você acaba gastando demais,
  • 4:33 - 4:36
    e é exatamente isso que está acontecendo.
  • 4:36 - 4:40
    Então, quando temos algo
    sem orçamento, sem preço,
  • 4:40 - 4:43
    acaba-se obeso;
  • 4:43 - 4:45
    só que no caso é com carbono.
  • 4:45 - 4:47
    Ponto número quatro: justiça.
  • 4:48 - 4:49
    Tá,
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    eu adoraria ter uma casa na praia.
  • 4:53 - 4:57
    Mas e se eu tivesse de pagar
    pela casa de praia de outra pessoa
  • 4:57 - 4:59
    e nunca pudesse usá-la?
  • 4:59 - 5:01
    Vejam só, todos nós estamos
    fazendo exatamente isso.
  • 5:03 - 5:08
    Como tais casas estão expostas
    a problemas com a mudança climática,
  • 5:09 - 5:11
    e mais delas estão sendo varridas
  • 5:11 - 5:17
    por incêndios, ventanias,
    inundações, ondas ou furacões,
  • 5:17 - 5:20
    o setor de seguros privados
    basicamente disse:
  • 5:20 - 5:22
    "Lavo minhas mãos. Estou fora desse jogo.
  • 5:22 - 5:27
    Não faz sentido eu correr o risco
    na reconstrução daquela casa".
  • 5:28 - 5:30
    E adivinhem o que aconteceu?
    O governo entrou no jogo.
  • 5:31 - 5:32
    E falou o seguinte:
  • 5:32 - 5:35
    "Como você não tem como ter um seguro
    privado, pois o risco é muito alto,
  • 5:35 - 5:38
    vou te segurar através do departamento
    de emergência - FEMA".
  • 5:38 - 5:40
    Sabe como acontece
    o seguro através do FEMA?
  • 5:40 - 5:42
    Usam-se os dólares do seu imposto
  • 5:42 - 5:45
    para pagar por aquela casa de praia
    que você nunca vai usar.
  • 5:47 - 5:50
    Como é que isso é justo?
  • 5:50 - 5:54
    Há situações em que não se trata
    da casa de praia chique de alguém,
  • 5:54 - 5:57
    mas bairros inteiros de uma cidade.
  • 5:57 - 5:59
    E aí precisamos ter cuidado, né?
  • 5:59 - 6:02
    Porque há pessoas que precisam
    de ajuda e merecem ajuda.
  • 6:03 - 6:06
    Há uma outra pergunta
    realmente importante:
  • 6:06 - 6:08
    "Por quantas vezes?"
  • 6:09 - 6:10
    Porque, no Canadá,
  • 6:10 - 6:13
    quando algo assim acontece,
    eles te dão o valor da casa
  • 6:13 - 6:18
    e falam: "Vá reconstruir
    sua casa onde quiser,
  • 6:18 - 6:20
    mas, se você construir no mesmo lugar
  • 6:20 - 6:24
    e houver uma inundação
    enorme em cinco anos,
  • 6:24 - 6:26
    não vamos pagar novamente.
  • 6:28 - 6:30
    Então avalie o risco com muito cuidado
  • 6:30 - 6:32
    e veja onde você pretende
    reconstruir sua casa.
  • 6:32 - 6:34
    A escolha é sua,
  • 6:35 - 6:37
    mas, se você construir
    no mesmo lugar e inundar,
  • 6:37 - 6:40
    não estamos disponíveis
    mais como contribuintes".
  • 6:42 - 6:45
    Isso é importante para estados
    pequenos, como a Flórida,
  • 6:46 - 6:48
    porque, quando se olha pra Flórida,
  • 6:48 - 6:50
    tem um bocado de água lá,
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    e o aumento do nível médio
    na Flórida é de 1,8m,
  • 6:54 - 6:58
    então, se olharmos a infraestrutura,
    como a da região das Florida Keys,
  • 6:58 - 7:01
    é uma infraestrutura
    muito cara de se manter
  • 7:01 - 7:06
    em termos de esgoto, energia, estradas,
  • 7:07 - 7:09
    numa área cada vez mais subaquática
  • 7:09 - 7:11
    que tem de ser
    constantemente reconstruída.
  • 7:12 - 7:16
    Há cidades na Flórida que, agora em 2019,
    já inundaram por 82 dias,
  • 7:17 - 7:19
    não por causa dos furacões,
    mas devido às marés.
  • 7:20 - 7:22
    Está começando a se parecer com Veneza.
  • 7:22 - 7:25
    Não tem solução,
    pois se trata de um solo poroso,
  • 7:25 - 7:28
    então, mesmo que se construa
    um muro, surge por baixo.
  • 7:29 - 7:32
    Será que vamos pagar US$ 400 bilhões
  • 7:33 - 7:35
    para reconstruir essa região
    inúmeras vezes
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    para que alguém possa ter
    uma casa à beira-mar?
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    Porque é o dinheiro dos seus impostos
    que vai ser usado ali.
  • 7:41 - 7:42
    Ponto número cinco:
  • 7:42 - 7:45
    as famosas regras da loja Pottery Barn.
  • 7:45 - 7:46
    A enorme Pottery Barn
  • 7:46 - 7:49
    costumava colocar avisos por toda a loja:
  • 7:49 - 7:52
    "Se você quebrar, você compra",
    ou "Se você quebrar, você é o dono".
  • 7:52 - 7:56
    Bem, acontece que muito desses emissores
    de que estamos falando
  • 7:56 - 7:59
    não apenas têm consequências
    para o clima e o CO2,
  • 7:59 - 8:02
    mas trazem enormes
    consequências para a saúde.
  • 8:03 - 8:05
    Vamos cobrar os custos médicos
  • 8:05 - 8:09
    do mesmo modo que começamos
    a cobrá-los das empresas de tabaco,
  • 8:10 - 8:14
    ou como as empresas de cigarro eletrônico
    foram responsabilizadas?
  • 8:15 - 8:18
    Quando é que nós, contribuintes,
    vamos parar de pagar pelas coisas
  • 8:18 - 8:21
    e colocar o custo onde deve?
  • 8:22 - 8:25
    Ponto número seis:
  • 8:25 - 8:28
    o famoso e animado "Todos vamos morrer",
  • 8:28 - 8:29
    (Risos)
  • 8:29 - 8:32
    que, a propósito,
    é um grande festival na Austrália
  • 8:32 - 8:34
    onde se discute a morte na praia...
  • 8:34 - 8:35
    eu recomendo.
  • 8:35 - 8:36
    (Risos)
  • 8:36 - 8:38
    Já que você está pensando na morte...
  • 8:39 - 8:42
    "Sim, todos vamos morrer,
    mas quão cedo e como?"
  • 8:43 - 8:44
    Considerando esse cenário,
  • 8:44 - 8:47
    significa que você potencialmente
    pode morrer num incêndio
  • 8:47 - 8:51
    que se alastra pelas colinas da Califórnia
    e te arrasta até o mar,
  • 8:52 - 8:55
    ou acontecer na Grécia
    e matar muita gente,
  • 8:55 - 8:59
    ou num deslizamento de terra,
    ou num tornado,
  • 8:59 - 9:01
    ou num furacão.
  • 9:01 - 9:05
    Estamos mudando, com nossas ações,
    a equação de como vamos morrer,
  • 9:05 - 9:07
    e não é uma mudança trivial
  • 9:07 - 9:11
    em termos do número de pessoas
    que estão sendo afetadas por isso.
  • 9:11 - 9:13
    Esta não é uma questão democrata apenas.
  • 9:13 - 9:16
    Não tem a ver só com o cara
    que criou o Serviço Nacional de Parques,
  • 9:16 - 9:20
    Roosevelt, para os netos dele.
  • 9:20 - 9:22
    Acho que a maioria das pessoas decentes
  • 9:22 - 9:25
    querem deixar este lugar
    melhor do que o encontraram.
  • 9:25 - 9:29
    E há gente em todo o espectro político,
  • 9:29 - 9:31
    incluindo esse cara
  • 9:31 - 9:34
    que, no meio da Guerra Civil,
  • 9:34 - 9:39
    se deu ao trabalho de proteger
    Yosemite, os bosques de sequoias
  • 9:39 - 9:40
    e uma série de outras coisas,
  • 9:40 - 9:43
    porque eram coisas
    importantes demais pra ele.
  • 9:43 - 9:48
    E temos de apoiar líderes políticos
    de todos as posições do espectro
  • 9:48 - 9:52
    que estejam dispostos a fazer
    algo sério sobre a mudança climática.
  • 9:53 - 9:54
    Número sete:
  • 9:54 - 9:59
    os ambientalistas é que têm as respostas.
  • 10:00 - 10:03
    Bem, alguns deles são muito sensatos,
  • 10:03 - 10:04
    mas outros já pensam:
  • 10:05 - 10:10
    "Vamos nos mudar para uma cabana
    na floresta, sem aquecimento,
  • 10:10 - 10:13
    e usar meias e cuecas furadas".
  • 10:14 - 10:18
    Essa não é uma boa proposição
    para uma mesa de Ação de Graças,
  • 10:18 - 10:20
    porque a maioria ali
    vai dizer: "Nem pensar!
  • 10:20 - 10:25
    Quero continuar a ver futebol ou Netflix
    depois do jantar de Ação de Graças".
  • 10:25 - 10:28
    Então, sim, há um elemento de conservação,
  • 10:28 - 10:30
    nós temos de conservar,
  • 10:31 - 10:32
    mas
  • 10:32 - 10:33
    o ponto número sete
  • 10:34 - 10:36
    é que Matt Damon estava certo:
  • 10:37 - 10:39
    vamos realmente ter de usar
    muita ciência para isso.
  • 10:39 - 10:42
    [Vamos ter usar
    uma puta ciência para isso.]
  • 10:42 - 10:43
    (Risos)
  • 10:43 - 10:47
    E é por isso que é tão importante apoiar
    não só quem estuda o problema
  • 10:47 - 10:50
    mas quem está realmente tentando
    fazer algo sobre o assunto,
  • 10:50 - 10:55
    quem está tentando baixar rapidamente
    o preço das alternativas
  • 10:55 - 10:59
    até o ponto em que elas atinjam
    o preço do carvão, do óleo, da gasolina,
  • 10:59 - 11:01
    e se tornem economicamente viáveis
  • 11:01 - 11:04
    para substituir, em larga escala,
    esse tipo de coisa,
  • 11:04 - 11:08
    através de uma rede de distribuição
    e de uma série de outras coisas.
  • 11:08 - 11:11
    É nisso que temos de nos concentrar.
  • 11:11 - 11:12
    E, enquanto pensamos nisso,
  • 11:12 - 11:15
    é realmente importante
    que toda uma gama de pessoas,
  • 11:15 - 11:17
    incluindo as pessoas do Congresso,
  • 11:17 - 11:21
    entendam que as leis que eles
    aprovam são leis humanas.
  • 11:22 - 11:24
    E as leis humanas mudam
    segundo as sociedades,
  • 11:24 - 11:28
    os partidos políticos,
    a época, o Congresso.
  • 11:28 - 11:31
    As pessoas podem escolher
    obedecer ou desobedecer a essas leis.
  • 11:31 - 11:33
    Essas leis podem mudar.
  • 11:33 - 11:36
    Mas as leis de que estamos
    falando são leis físicas:
  • 11:36 - 11:39
    obedecidas por tudo e em toda parte;
  • 11:39 - 11:42
    e crença não tem absolutamente
    nada a ver com isso,
  • 11:42 - 11:43
    e essas leis são imutáveis.
  • 11:44 - 11:47
    Trata-se de um sistema jurídico
    completamente diferente.
  • 11:48 - 11:54
    Bem, o nível do mar já subiu 16cm
    desde o Dia de Ação de Graças de 1940.
  • 11:54 - 11:56
    Isso é só o aperitivo.
  • 11:56 - 12:01
    À medida que o nível do mar sobe,
    isso é o que 5m e 10m de elevação
  • 12:01 - 12:04
    fazem com a Flórida...
  • 12:04 - 12:06
    normal.
  • 12:06 - 12:10
    Mas não dá pra brincar
    com a segunda lei da termodinâmica.
  • 12:11 - 12:15
    Depois de quebrar o equilíbrio
    e começar a causar entropia,
  • 12:16 - 12:18
    é irreversível.
  • 12:18 - 12:20
    Essa não é uma lei que podemos revogar.
  • 12:20 - 12:24
    Não faz parte da estrutura legal.
  • 12:25 - 12:28
    A entropia acaba sendo algo muito ruim.
  • 12:28 - 12:31
    Então, se pensarmos em induzir a entropia,
  • 12:32 - 12:35
    citamos, novamente, o professor Broecker,
  • 12:35 - 12:37
    que foi citado no começo:
  • 12:37 - 12:41
    [Não cutuque a besta climática.]
  • 12:41 - 12:43
    (Risos)
  • 12:43 - 12:47
    É uma ideia realmente muito ruim
    cutucar a besta climática.
  • 12:49 - 12:51
    Desequilibra-se o sistema,
  • 12:51 - 12:55
    e ele vai demorar pra voltar.
  • 12:56 - 12:57
    O que sabemos?
  • 12:58 - 13:01
    Sabemos que o clima muda,
  • 13:03 - 13:05
    e que muda frequentemente.
  • 13:06 - 13:07
    Ele mudou:
  • 13:07 - 13:10
    todas as evidência geológicas estão aí.
  • 13:10 - 13:11
    Está mudando:
  • 13:11 - 13:13
    toda a evidência científica está aí.
  • 13:14 - 13:18
    Está realmente na hora de aprendermos
    a conversar uns com os outros,
  • 13:19 - 13:22
    pararmos de polarizar
    e politizar essa questão,
  • 13:22 - 13:26
    começarmos a levá-la a sério
    em todo o espectro político,
  • 13:27 - 13:30
    e encontrar um denominador comum à mesa,
  • 13:30 - 13:33
    independentemente do lado
    do circo político em que você esteja,
  • 13:33 - 13:36
    ou do circo ideológico ou da idade.
  • 13:37 - 13:39
    Então, para concluir,
  • 13:40 - 13:44
    me ajude a encontrar e espalhar pontos
    em comum para discutir... dei sete aqui.
  • 13:44 - 13:45
    Vamos criar mais.
  • 13:45 - 13:48
    Vamos inventar formas de discutir
    a mudança climática
  • 13:48 - 13:51
    de maneiras que não polarizem
    imediatamente a conversa
  • 13:51 - 13:54
    quando abrirmos a boca.
  • 13:54 - 13:58
    E vamos começar a construir
    um enorme consenso de como temos de agir.
  • 13:59 - 14:02
    Bem, Daniella Rus e eu
    temos conversado sobre isso,
  • 14:02 - 14:05
    e adoraríamos lançar um pequeno desafio.
  • 14:06 - 14:08
    Que tal oferecermos
    um prêmio de US$ 1 bilhão
  • 14:09 - 14:12
    para baixar a temperatura
    do planeta um grau centígrado?
  • 14:13 - 14:17
    Se alguém vier e disser: "Tornei
    os painéis solares mais eficientes"
  • 14:17 - 14:19
    ou "Fiz isso e aquilo",
  • 14:19 - 14:21
    não está achatando a curva.
  • 14:21 - 14:24
    E o final da história é:
    ou baixamos essa temperatura,
  • 14:24 - 14:26
    ou estamos fritos.
  • 14:27 - 14:30
    E é hora de começar a trabalhar
    em alguns resultados reais
  • 14:30 - 14:32
    e a construir um consenso
    em torno desses resultados.
  • 14:33 - 14:34
    Muito obrigado.
  • 14:34 - 14:36
    (Aplausos)
Title:
Como ter uma conversa racional sobre a mudança climática no jantar do Dia de Ação de Graças | Juan Enriquez | TEDxMIT
Description:

Juan Enriquez recomenda sete pontos sobre como ter uma conversa racional sobre a mudança climática durante o jantar de Ação de Graças. Juan quer que as pessoas evitem polarizar a conversa sobre a mudança climática, para que haja progresso no combate a esse problema antes que danos irreversíveis sejam causados. Seus sete pontos descrevem os aspectos mais ameaçadores da mudança climática para o nosso futuro imediato e se concentram na construção de um consenso geral sobre um plano de ação.

Diretor-fundador do Life Sciences Project da Harvard Business School, Juan Enriquez também é membro do Center for International Affairs de Harvard. Seu trabalho tem sido publicado na "Harvard Business Review", "Foreign Policy", "Science" e no "The New York Times". Ele é autor de muitos livros, incluindo "Evolving Ourselves: How Unnatural Selection and Nonrandom Mutation are Changing Life on Earth" (em tradução livre: Evoluindo nós mesmos: como a seleção não natural e a mutação não aleatória estão mudando a vida na Terra"), "Homo Evolutis: Please Meet the Next Human Species" (em tradução livre: Homo Evolutis: conheça a próxima espécie humana), "As the Future Catches You: How Genomics & Other Forces are Changing Your Life, Work, Health & Wealth" (em tradução livre: Enquanto o futuro te acompanha: como a genômica & outras forças estão mudando sua vida, seu trabalho, sua saúde & sua riqueza), e "The United States of America: Polarization, Fracturing, and Our Future" (em tradução livre: Os Estados Unidos da América: polarização, fratura e nosso futuro"). Ele trabalha com negócios, ciência e política doméstica e internacional.

Esta palestra foi dada em um evento TEDx, que usa o formato de conferência TED, mas é organizado de forma independente por uma comunidade local. Para saber mais acesse http://ted.com/tedx

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Video Language:
English
Team:
closed TED
Project:
TEDxTalks
Duration:
14:37

Portuguese, Brazilian subtitles

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