A profunda viagem de compaixão
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0:02 - 0:08Uma criança humana nasce
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0:11 - 0:15e durante um longo período de tempo,
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0:17 - 0:19é uma consumidora.
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0:21 - 0:26Não pode ser, conscientemente,
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0:27 - 0:29um contribuinte.
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0:33 - 0:35Está desamparada.
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0:35 - 0:38Nem sabe como sobreviver,
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0:40 - 0:42apesar
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0:44 - 0:48de ter sido dotada
de um instinto para sobreviver. -
0:54 - 1:01Precisa da ajuda da mãe,
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1:03 - 1:07ou de uma mãe adotiva, para sobreviver.
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1:09 - 1:14Não se pode dar ao luxo de duvidar
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1:16 - 1:20da pessoa que cuida dela.
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1:23 - 1:25Tem que se render completamente,
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1:28 - 1:31tal como qualquer pessoa
se rende a um anestesista. -
1:32 - 1:35Tem que se entregar completamente.
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1:39 - 1:44Isso implica uma grande confiança.
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1:48 - 1:54Implica que a pessoa em quem se confia
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1:55 - 1:58não viole essa confiança.
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1:59 - 2:01À medida que a criança cresce,
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2:03 - 2:05começa a descobrir
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2:07 - 2:13que a pessoa em quem confiou
está a violar essa confiança. -
2:13 - 2:16Nem conhece a palavra violação.
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2:18 - 2:22Então, tem que se culpar a si mesma.
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2:24 - 2:27Uma culpa sem palavras,
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2:28 - 2:33que é muito mais
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2:35 - 2:38difícil de sarar,
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2:39 - 2:42a autorrecriminação silenciosa.
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2:45 - 2:49Quando a criança cresce e se torna adulta,
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2:50 - 2:55e por enquanto, tem sido consumidora,
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2:55 - 2:57mas o crescimento de um ser humano,
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2:59 - 3:06depende da sua capacidade de contribuir,
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3:07 - 3:09de ser um contribuinte.
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3:11 - 3:16Ninguém consegue contribuir
a não ser que se sinta seguro, -
3:18 - 3:20que se sinta grande,
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3:21 - 3:24que sinta ter o suficiente.
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3:26 - 3:30Ser compassivo não é uma piada.
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3:31 - 3:33Não é assim tão simples.
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3:34 - 3:39Temos que descobrir
uma certa grandeza em nós. -
3:40 - 3:44E essa grandeza deve estar
centrada em si próprio, -
3:44 - 3:47não em termos de dinheiro,
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3:47 - 3:51nem em termos do poder que se adquire,
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3:51 - 3:57nem em termos de qualquer estatuto
que se possa usar na sociedade, -
3:59 - 4:02mas deve estar centrada em si próprio.
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4:03 - 4:06O eu, de que se é autoconsciente.
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4:07 - 4:13Nesse eu, deve estar centrada
uma grandeza, uma totalidade, -
4:14 - 4:21senão, a compaixão é apenas
uma palavra e um sonho. -
4:24 - 4:28Podemos ser compassivos ocasionalmente,
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4:29 - 4:32mais movidos pela empatia
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4:34 - 4:38que pela compaixão.
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4:41 - 4:44Graças a Deus sentimos empatia.
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4:45 - 4:48Quando alguém sofre, sentimos essa dor.
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4:49 - 4:54Num jogo em Wimbledon, jogo final,
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4:56 - 4:59estão dois tipos a disputá-lo.
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4:59 - 5:02Cada um já ganhou duas partidas.
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5:05 - 5:07Qualquer um pode ganhar.
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5:09 - 5:13O que já suaram até ao momento
não interessa. -
5:15 - 5:18Só um é que ganha.
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5:21 - 5:24Diz a etiqueta do ténis
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5:25 - 5:28que os dois jogadores
devem aproximar-se da rede -
5:31 - 5:32e apertar as mãos.
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5:35 - 5:38O vencedor dá socos no ar
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5:40 - 5:42e beija o chão,
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5:44 - 5:47atira a camisola como
se alguém a fosse apanhar. -
5:47 - 5:50(Risos)
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5:51 - 5:54E este tipo tem que se aproximar da rede.
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5:54 - 5:57Quando chega à rede,
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5:58 - 6:01dá para ver, toda a sua expressão muda.
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6:03 - 6:06Parece que deseja não ter ganho.
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6:08 - 6:11Porquê? Empatia.
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6:12 - 6:14É este o coração humano.
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6:15 - 6:19A nenhum coração humano
é negada essa empatia. -
6:20 - 6:25Nenhuma religião
pode abalar isso pela doutrina. -
6:26 - 6:31Nenhuma cultura, nenhuma nação
nem nacionalismo, -
6:33 - 6:35nada pode tocar-lhe
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6:35 - 6:38porque é a empatia.
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6:39 - 6:43E essa capacidade da empatia
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6:44 - 6:47é a janela através da qual
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6:48 - 6:51alcançamos os outros,
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6:52 - 6:56através da qual fazemos algo
que faz a diferença na vida de alguém. -
6:57 - 7:01Até as palavras, até o tempo.
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7:03 - 7:06A compaixão não se define
de uma só maneira. -
7:07 - 7:09Não há uma compaixão indiana.
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7:10 - 7:12Não há uma compaixão americana.
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7:15 - 7:20Transcende a nacionalidade,
o sexo, a idade. -
7:23 - 7:25Porquê?
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7:27 - 7:30Porque existe em todos nós.
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7:31 - 7:36As pessoas sentem-na ocasionalmente.
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7:39 - 7:42Então, esta compaixão ocasional,
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7:44 - 7:46da qual não falamos,
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7:48 - 7:50nunca se vai manter ocasional.
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7:51 - 7:55Não se pode obrigar uma pessoa
a ser compassiva por decreto. -
7:59 - 8:02Não se pode dizer:
"Por favor gosta de mim." -
8:02 - 8:05O amor é uma coisa que se descobre.
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8:05 - 8:07Não é uma ação,
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8:10 - 8:13mas, na língua inglesa,
também é uma ação. -
8:15 - 8:18Já voltamos a isto.
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8:19 - 8:24Então, a pessoa tem que descobrir
uma certa totalidade. -
8:27 - 8:31Vou mencionar a possibilidade
de ser inteiro, -
8:33 - 8:37que está na nossa experiência,
na experiência de todos. -
8:41 - 8:46Apesar de uma vida muito trágica,
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8:49 - 8:55consegue-se ser feliz em alguns momentos,
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8:55 - 8:58demasiado poucos e demasiado espaçados.
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8:59 - 9:01E alguém que é feliz,
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9:03 - 9:06mesmo que seja por uma palhaçada,
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9:10 - 9:13aceita-se a si próprio,
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9:13 - 9:17e também ao esquema das coisas
em que se encontra inserido. -
9:20 - 9:23Isso significa todo o universo,
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9:24 - 9:27aquilo que se sabe,
como o que não se sabe. -
9:28 - 9:31Todas são totalmente aceites
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9:33 - 9:38porque se descobre
a totalidade em si próprio. -
9:40 - 9:42O sujeito, eu,
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9:43 - 9:46e o objeto, o esquema das coisas,
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9:47 - 9:50fundem-se numa só,
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9:51 - 9:56uma experiência da qual
ninguém pode dizer, "Foi-me negada", -
9:57 - 10:01uma experiência comum a todos e vários.
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10:03 - 10:07A experiência que confirma
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10:08 - 10:11que, apesar de todas as nossas limitações,
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10:12 - 10:17todas as nossas ambições,
desejos por realizar, e cartões de crédito, -
10:18 - 10:20e despedimentos,
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10:22 - 10:25e, finalmente, a calvície,
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10:26 - 10:29podemos ser felizes.
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10:31 - 10:34Mas a extensão da lógica
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10:35 - 10:39é que não é preciso satisfazer
os nossos desejos para sermos felizes. -
10:41 - 10:46Nós somos a verdadeira felicidade,
a totalidade, que queremos ser. -
10:47 - 10:49E não temos escolha.
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10:49 - 10:52Isso apenas confirma a realidade:
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10:55 - 11:02que a totalidade não pode ser
diferente de nós, -
11:03 - 11:05não pode ser sem nós.
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11:07 - 11:09Tem que ser a própria pessoa.
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11:09 - 11:12Não se pode ser parte de uma totalidade
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11:12 - 11:15e continuar a ser inteiro.
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11:16 - 11:19O momento de felicidade
revela essa realidade, -
11:20 - 11:23essa realização, esse reconhecimento.
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11:24 - 11:27Se calhar, eu sou o todo.
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11:27 - 11:30Se calhar o swami está certo.
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11:32 - 11:34Se calhar o swami está certo.
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11:34 - 11:37E começamos uma nova vida.
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11:42 - 11:45E assim tudo se torna significativo.
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11:47 - 11:51Já não tenho mais razões
para me culpar a mim próprio. -
11:52 - 11:57Se alguém tem que se culpar a si próprio,
então tem milhões de razões, mais uma, -
11:58 - 12:03mas se digo, apesar de
o meu corpo estar limitado, -
12:04 - 12:06se é preto, não é branco,
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12:07 - 12:10se é branco, não é preto,
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12:12 - 12:16o corpo é limitado qualquer que seja
a forma que se olhe para ele. -
12:16 - 12:18Limitado.
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12:19 - 12:22O nosso conhecimento é limitado,
a saúde é limitada, -
12:23 - 12:25e então, o poder é limitado,
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12:25 - 12:29e a alegria será também limitada.
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12:30 - 12:33A compaixão vai ser limitada.
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12:36 - 12:38Tudo vai ser limitado.
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12:38 - 12:41Não se pode comandar a compaixão
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12:45 - 12:49a não ser que nos tornemos ilimitados,
e ninguém se pode tornar ilimitado, -
12:49 - 12:51ou se é, ou não se é.
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12:52 - 12:54Ponto final.
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12:54 - 13:00E não há forma de o nosso ser
não ser também ilimitado. -
13:03 - 13:07A própria experiência revela,
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13:08 - 13:11apesar de todas as limitações,
que se é o todo. -
13:13 - 13:16O todo é a realidade de uma pessoa
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13:17 - 13:19quando ela se relaciona com o mundo,
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13:19 - 13:21primeiro é amor.
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13:22 - 13:24Quando alguém se relaciona com o mundo,
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13:24 - 13:29a manifestação dinâmica do todo
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13:29 - 13:33é, aquilo que dizemos ser, amor.
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13:34 - 13:37E isso também se transforma em compaixão
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13:39 - 13:42se o objeto com quem nos relacionamos
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13:44 - 13:48evoca essa emoção.
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13:51 - 13:53Então, mais uma vez, isso transforma-se
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13:54 - 13:57em dar, em partilhar.
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13:59 - 14:04Exprimimo-nos porque temos compaixão.
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14:05 - 14:10Para descobrir a compaixão,
precisamos de ser compassivos. -
14:12 - 14:16Para descobrir a capacidade
de dar e partilhar, -
14:16 - 14:18precisamos ser pessoas
que dão e que partilham. -
14:18 - 14:23Não há atalhos. É como nadar por nadar.
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14:24 - 14:26Aprende-se a nadar, nadando.
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14:28 - 14:31Não se pode aprender a nadar
num colchão de espuma e entrar na água. -
14:31 - 14:33(Risos)
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14:33 - 14:35Aprende-se a nadar, nadando.
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14:35 - 14:38Aprende-se a andar de bicicleta
andando de bicicleta. -
14:38 - 14:40Aprende-se a cozinhar, cozinhando,
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14:40 - 14:43tendo algumas pessoas
complacentes à nossa volta -
14:43 - 14:45que comam aquilo que cozinhamos.
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14:45 - 14:47(Risos)
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14:52 - 14:55E então, o que digo,
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14:56 - 14:58é que temos que fingir e conseguir.
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14:59 - 15:01(Risos)
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15:05 - 15:07Tem que ser.
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15:08 - 15:12O meu predecessor queria dizer isso.
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15:14 - 15:16Temos que representar.
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15:20 - 15:24Temos que agir compassivamente.
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15:26 - 15:29Não há nenhum verbo para a compaixão,
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15:31 - 15:34Mas há um advérbio para compaixão.
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15:36 - 15:38E isso, para mim, é interessante.
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15:39 - 15:42Agimos compassivamente.
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15:45 - 15:49Mas como agir compassivamente
se não temos compaixão? -
15:49 - 15:52E aí é que se finge.
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15:52 - 15:54Finjam e consigam.
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15:54 - 15:57Este é o mantra
dos Estados Unidos da América. -
15:57 - 16:00(Risos)
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16:01 - 16:04Finjam e consigam.
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16:05 - 16:09Ajam compassivamente
como se tivessem compaixão, -
16:09 - 16:11cerrem os dentes,
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16:11 - 16:13usem todo o sistema de apoio,
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16:13 - 16:16se souberem rezar, rezem.
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16:18 - 16:20Peçam a compaixão.
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16:20 - 16:22Deixem-me agir compassivamente.
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16:23 - 16:25Façam-no.
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16:25 - 16:27Descobrirão a compaixão
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16:27 - 16:32e também, lentamente,
uma compaixão relativa, -
16:32 - 16:36e lentamente, talvez,
se tiverem o ensinamento correto, -
16:36 - 16:41irão descobrir que a compaixão
é uma manifestação dinâmica -
16:41 - 16:47da vossa própria realidade,
que é a unidade, a totalidade, -
16:47 - 16:50e é isso que são.
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16:50 - 16:52Com estas palavras, muito obrigado.
-
16:52 - 16:54(Aplausos)
- Title:
- A profunda viagem de compaixão
- Speaker:
- Dayananda Saraswati
- Description:
-
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Swami Dayananda Saraswati desmistifica os caminhos paralelos do desenvolvimento pessoal e a obtenção da verdadeira compaixão. Leva-nos por todos os passos da autorrealização, desde a infância desamparada até ao ato destemido de cuidar dos outros.
- Video Language:
- English
- Team:
closed TED
- Project:
- TEDTalks
- Duration:
- 16:54
|
Margarida Ferreira edited Portuguese subtitles for The profound journey of compassion | |
|
Margarida Ferreira edited Portuguese subtitles for The profound journey of compassion | |
| Ana Brochado added a translation |
