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Nós já sabemos que atenção é
um recurso limitado,
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e não podemos focar em tudo
em nosso ambiente de uma vez.
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Mas como filtramos as
informações não importantes,
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e como decidimos quando por
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nossa atenção em algo novo?
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Você provavelmente experienciou
isso até quando
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você está em uma sala
cheia e barulhenta, você
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consegue prestar atenção
naquela pessoa que está
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falando com você.
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Mas você ainda ouve
pedaços de conversas
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que você não está tentando
participar.
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O que estes pedaços são e
não são é
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o que interessa para psicologos
que estudam atenção seletiva,
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ou nossa habilidade de focar
em algo que é
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relevante para a tarefa
enquanto ignoramos
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outras informações.
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Uma maneira de estudar
atenção seletiva
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é observar pessoas enquanto estão
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fazendo algo chamado de
tarefa de sombreamento.
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Nesta tarefa você usa fones de ouvido,
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mas informações diferentes são
reproduzidas
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em cada orelha.
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Na orelha esquerda,
você ouve uma coisa,
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e na orelha direita, você
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ouve outra
completamente diferente,
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Talvez uma voz diferente,
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talvez uma língua diferente.
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E você deve repetir tudo que
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é dito em uma orelha,
sua orelha direita,
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então você tem que prestar atenção
nela e ignorar a outra.
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Baseado no que aprendemos sobre
o tipo de informação não atendida
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que nós na verdade ouvimos e
acabamos não compreendendo,
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podemos aprender mais sobre
como atenção seletiva funciona.
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E há três teorias principais
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que tentam explicar este processo.
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Vou falar sobre essas
teorias em termos
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de atenção auditiva,
mas a mesma ideia
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serve para os outros sentidos.
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A primeira é a
teoria seletiva de Broadbent.
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A ideia dele era que toda informação
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no seu ambiente vai para
seu registro sensório, que
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rapidamente registra ou armazena
todas as entradas sensoriais recebidas.
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Isso inclui palavras, cliques,
sirenes, qualquer entrada.
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Aí essa entrada é transferida
para o filtro seletivo
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diretamente, que identifica o que
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deve ser atendido via
características físicas básicas.
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Então se falamos sobre idiomas,
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o filtro seletivo indentifica
a voz, tom, velocidade,
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sotaque, coisas básicas como isso,
que você não
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precisa entender para identificar.
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Tudo mais é filtrado para fora,
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e a informação selecionada segue
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para que o processo de percepção ocorra.
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Esses processos dão
significado à informação.
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Então enquanto o filtro
seletivo identifica
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o tom daquele em quem você
quer prestar atenção,
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o processo perceptual
identifica isso
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como a voz do seu amigo e
dá significado para as palavras.
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Aí você pode engajar em
outros processos cognitivos,
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como decidir como responder.
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A teoria de Broadbent
foi um bom começo,
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mas há alguns problemas.
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Se você filtrar completamente
a informação não atendida
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antes de dar significado, aí você
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não conseguiria identificar seu
nome quando
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é falado em uma orelha não atendida.
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Mas como você provavelmente
experienciou,
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você imediatamente nota
quando ouve seu nome,
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até do outro lado da
sala e não estava prestando
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atenção naquela
conversa antes.
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Isso é a o efeito
festa do coquetel,
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e isso, entre outras coisas,
levou pesquisadores
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a virem com uma teoria nova.
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Dois caras chamados
Deutsch & Deutsch propuseram
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uma teoria da seleção tardia,
que moveu o filtro seletivo
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de Broadbent para depois do
processo perceptivo.
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Significa que você registra
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o significado de tudo, mas
seu filtro seletivo
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decide o que passa para sua
atenção consciente.
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Isso soa bem,
mas lembre
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que tudo isso tem que ser muito rápido.
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Dados os recursos limitados da atenção,
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e o fato de que sabemos que nosso
cérebro é super eficiente
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parece inútil gastar tanto
para dar significado
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para coisas que você
nem vai precisar.
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Então a resposta pode estar
em algum lugar entre a seleção antes
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e a seleção depois.
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Então chegamos na teoria
de atenuação de Treisman
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sobre a atenção seletiva.
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Treisman disse que em vez de
um filtro completo,
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nós temos algo chamado atenuador.
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Atenuar significa enfraquecer.
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O atenuador enfraquece mas não
elimina a entrada
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da orelha não atendida.
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Então algo disso chega ao
processo perceptual.
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Então ainda damos significado
para as coisas da orelha não atendida.
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Apenas não damos
prioridade à ela.
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Neste ponto, se você perceber
que as coisas não atendidas são,
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na verdade importantes, aí você
troca sua atenção
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e enfraquece o que você estava
anteriormente ouvindo.
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Experimentos sugeriram que
a dificuldade
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da tarefa atendida pode
afetar quando a filtragem
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ocorre e quanto ela dura.
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A linha final é que ainda há
algum debate sobre qual teoria
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é a melhor.
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Mas essas três teorias
são pivôs
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no nosso entendimento de
atenção seletiva.
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É importante considerar
porque a atenção
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é crucial para qualquer outra
função cognitiva que fazemos.
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Se crianças não conseguissem
atender vozes humanas
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e filtrar pássaros piando
ou cachorros latindo,
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seria quase impossível
aprender a falar.
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E se não tivessemos uma
maneira de focar de novo
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em informações não atendidas,
nós nunca
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notaríamos se um carro
viesse em nossa direção
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ou se alguém gritasse fogo.
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Agora, vocês tem um
entendimento melhor
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das teorias que tentam
explicar esse processo.
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[Legendado por Jessica Falkenstein
Revisado por Laís Yamada]