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Rotacional 1

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    Antes de mostrar a mecânica do que um rotacional de
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    campo vetorial é, vamos tentar obter um
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    pouco de intuição.
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    Aqui eu desenhei, eu vou desenhar um
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    campo vetorial bi-dimensional.
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    Você pode extrapolar para 3, mas como estamos
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    na intuição, é melhor fazer com 2.
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    Então, vejamos.
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    Eu nem identifiquei os eixos x e y.
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    Este é o x, este é o y.
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    Então quando o y é relativamente baixo, a magnitude do vetor vai
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    na direção x, quando y aumenta um pouco,
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    o vetor fica um pouco maior.
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    podemos notar que, conforme incrementos na direção y,
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    a componente x do vetor
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    fica cada vez maior.
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    E talvez, na direção x a magnitude é constante
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    independente do x, a magnitude se mantém.
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    Então, para um dado y, a magnitude da componente x do vetor
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    se mantém a mesma.
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    Isso significa que, este campo vetorial deve se parecer com algo assim.
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    Eu vou fazer com alguns números.
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    Talvez seja só, sei lá, y ao quadrado î.
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    Então a magnitude na direção x é apenas uma
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    função dos valores de y.
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    Conforme os valores em y aumentam, a magnitude na
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    direção x também aumenta, na proporção
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    do quadrado da magnitude da direção y.
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    Mas para um dado x, a magnitude será sempre a mesma.
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    é dependente apenas de y.
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    Aqui, mesmo que façamos x maior, continuamos com
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    a mesma magnitude.
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    Lembre-se, estas são apenas algumas amostras de pontos
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    em nosso campo vetorial.
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    De qualquer forma.
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    É o suficiente para dar uma intuição sobre
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    esse campo vetorial.
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    Deixe-me fazer uma pergunta.
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    Se eu fosse, digamos que este vetor representa a
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    velocidade de um fluido em diversos pontos.
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    Então você pode ver isso, estamos observando um rio, talvez.
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    Se eu pegasse um graveto ou algo assim, e o colocasse
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    nesse fluido, deixe-me colocar um graveto bem aqui.
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    vou desenhar um graveto aqui.
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    Digamos que eu tenha um graveto, esse é bem esquisito,
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    mas serve.
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    Digamos que eu colloque o graveto aqui.
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    O que acontecerá com o graveto?
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    Bem, nesse ponto, a água move-se para a
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    direita, então vai empurrar essa parte para a direita.
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    Na ponta do graveto, a água também move-se para a
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    direita, talvez com uma velocidade maior, mas também vai
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    empurrar a ponta do graveto para a direita.
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    Mas a ponta do graveto será empurrada para
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    a direita mais rápido do que na base do graveto, certo?
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    Então, o que vai acontecer?
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    O graveto vai rotacionar, certo?
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    Depois, sei lá, um tempo depois, o
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    graveto se parecerá com algo assim.
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    a base se moverá um pouco para a direita, mas a
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    ponta se deslocará muito mais para a direita.
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    Certo?
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    E ele todo será deslocado para a direita.
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    Mas rotacionando um pouco.
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    Talvez lá na frente, talvez se pareça
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    com algo assim.
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    Então você pode perceber que por conta do incremento do vetor
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    na direção que é perpendicular à direção
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    do movimento, certo?
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    Neste simples exemplo, todos os vetores apontam
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    na direção de x.
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    Mas a magnitude dos vetores aumenta, eles aumentam
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    perpendicularmente, eles aumentam na dimensão y, certo
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    quando isso acontece, quando o fluxo segue a mesma
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    direção, mas está seguindo em uma magnitude diferente, você percebe
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    que qualquer objeto nele irá rotacionar, certo?
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    Vamos pensar um pouco.
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    Se a derivada, a derivada parcial, deste
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    campo vetorial em relação a y é crescente ou decrescente, se
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    está apenas variando, isso significa que ao incrementarmos y, ou
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    decrementarmos y, a magnitude da componente x de nossos vetores,
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    certo, na direção x de nossos vetores varia.
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    Então se temos velocidades diferentes para diferentes y,
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    conforme algo se move na direção x, ele será
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    rotacionado, certo?
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    Você poderia ver isso como se houvesse um torque no
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    objeto que está aqui na água.
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    Exemplificando melhor, deixe-me desenhar outro campo vetorial,
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    melhor seria se eu tivesse a seguinte situação.
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    Deixe-me desenhar outro campo vetorial.
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    Se eu tivesse essa situação, onde talvez aqui seja assim,
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    aqui seja assim, e então pode ficar bem pequeno aqui
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    e então muda de direção, por aqui e então
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    o campo vetorial fica assim.
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    Você poderia pensar, aqui está indo para a esquerda com
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    uma magnitude consideravelmente grande.
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    Se colocarmos um graveto aqui, definitivamente veríamos
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    que o graveto, não só não será deslocado para a direita,
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    este lado se moverá para a esquerda, este lado vai
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    se mover para a direita, ele está sendo rotacionado.
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    E você perceberá que há um torque no graveto.
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    Então o que é intuição aqui?
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    De repente, queremos saber qual é a magnitude
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    de um vetor variando, não em sua direção de movimento, como no
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    exemplo de divergente, mas desejamos saber qual é a magnitude
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    do vetor variando conforme seguimos na perpendicular à
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    sua direção de movimento.
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    Então, como vimos nos produtos escalares e vetoriais,
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    o que aprendemos?
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    Nós vimos que o produto escalar de 2 vetores nos diz o quanto
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    os 2 vetores se movem juntos, enquanto o produto vetorial nos diz o quanto
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    está na perpendicular, é um tipo de multiplicação
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    das componentes perpendiculares de um vetor.
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    Isso deve dar uma pequena ideia do que seja um rotacional.
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    O rotacional essencialmente mede o efeito rotacional,
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    você também pode perguntar, qual é o rotacional de um
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    vetor em um dado ponto?
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    E você pode visualizar isso.
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    Basta colocar um graveto aqui, o que acontecerá com o graveto?
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    Se o graveto rotacionar e há um rotacional, quanto maior
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    a magnitude da rotação, maior será o rotacional.
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    Se rotacionar na direção oposta, você terá
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    a direção negativa do rotacional.
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    E assim como fizemos com o torque, agora fazemos
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    com a direção.
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    Porque queremos saber se está no sentido anti-horário ou
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    horário, então acabamos com uma
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    quantificação do vetor, certo?
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    Então, a essa altura as peças devem
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    estar se encaixando.
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    Estivemos usando esse Nabla,
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    esse vetor, tipo, poderíamos abusar da notação,
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    mas é meio intuitivo, na verdade
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    não tem um sentido quando descrevo assim.
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    Você pode escrevê-lo como um operador vetorial, então
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    assim passa a fazer mais sentido.
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    Mas esse operador
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    Nabla, usamos algumas vezes.
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    Tipo, se a derivada parcial de alguma coisa
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    na direção i, mais a derivada parcial, algo com
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    relação a y na direção j, mais a derivada
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    parcial, bem, isto se fizermos nas 3 dimensões
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    com relação a z na direção k.
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    Quando aplicamos isso a um escalar ou um campo vetorial,
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    como uma função tridimensional, nós apenas multiplicamos
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    isso por uma função escalar, nós obtemos o gradiente.
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    Quando pegamos o produto vetorial disso com um campo vetorial,
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    nós obtemos o divergente do campo vetorial.
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    e isso deveria ser um pouco intuitivo
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    par você a essa altura.
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    Porque quando nós, você deve rever nossos vídeos originais
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    onde comparamos o produto escalar com o produto vetorial.
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    Porque o produto escalar representa o quanto
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    2 vetores se movem juntos.
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    Então quando você está usando este operador Nabla e multiplicando
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    por um campo vetorial, você está obtendo o quanto o
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    campo vetorial está variando, certo?
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    Uma derivada é, uma derivada parcial ou
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    derivada normal, é apenas uma taxa de variação.
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    Derivada parcial com relação a x é a taxa de variação
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    na direção x.
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    Resumindo, quando você faz um produto escalar, você está perguntando,
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    quanto a minha taxa de variação está incrementando
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    em minha direção de movimento?
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    Quanto minha taxa de variação na direção y está incrementando
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    na direção y?
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    E faz sentido que isso nos ajude com o divergente.
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    Porque lembre-se, se isso é um vetor, e conforme incrementamos
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    isso na direção x, o vetor aumenta, pegamos um
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    pequeno ponto, e dizemos, olha, nesse ponto, nós vamos
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    ter mais saindo do que entrando, assim nós temos
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    um divergente positivo.
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    Mas isso faz sentido também, porque se você seguir na
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    direção x, a magnitude do vetor aumenta.
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    De qualquer forma, não quero complicar muito.
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    Agora por intuição, porque nós não nos importamos com
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    a taxa de variação na direção do vetor.
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    Estamos interessados na taxa de variação da magnitude
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    do vetor perpendicular à direção do vetor.
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    Então o rotacional, você deve supor, é igual ao produto vetorial
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    de nosso operador Nabla com o campo vetorial.
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    E se isso foi onde sua intuição o levou,
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    e se esse é seu palpite, você está correto.
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    Esse é o rotacional de um campo vetorial.
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    E isso é a medida de quanto o campo está rotacionando
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    ou talvez, se imaginar um objeto nesse campo, quanto de
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    rotação o campo está causando nesse objeto
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    com imposição de torque?
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    Porque em diferentes pontos do objeto, você tem
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    diferentes magnitudes de campo na mesma direção.
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    OK, não quero complicar demais.
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    Espero que esse exemplo que mostrei a você,
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    faça um pouco de sentido.
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    De qualquer forma, percebi que levei 9 minutos.
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    No próximo vídeo, vou na verdade calcular o rotacional
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    e talvez tentar desenhar um pouco mais para
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    fixar mais o conceito.
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    Até o próximo vídeo.
Title:
Rotacional 1
Description:

Introdução ao rotacional de um campo vetorial

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Video Language:
English
Duration:
09:32
flaviodelrei added a translation

Portuguese subtitles

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