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Embracing Pain | Brother Phap Linh (Mindfulness & Science)

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    A Terra,
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    o céu,
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    o espaço,
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    as estrelas...
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    Será que sou apenas esta narrativa que construí,
    com um nome e uma identidade...
  • 0:15 - 0:22
    e, sabes, um certificado de nascimento,
    qualificações e uma história de vida pessoal?
  • 0:23 - 0:25
    Ou sou mais do que isso?
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    Como é essa capacidade de abraçar?
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    Por vezes, temos essa capacidade naturalmente.
  • 0:40 - 0:42
    E isso é maravilhoso.
  • 0:42 - 0:47
    Mas o que fazemos quando não a temos?
    Quando, naquele dia e naquele momento, sentimos que
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    "Isto é demasiado. Não consigo lidar com isto.
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    "Este sofrimento é demasiado para mim.
  • 0:53 - 0:59
    "Dói demasiado. Não consigo suportá-lo.
    Só quero escondê-lo."
  • 1:08 - 1:11
    Então precisamos de ajuda.
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    Precisamos de saber como...
  • 1:15 - 1:16
    encontrar...
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    essa... capacidade...
  • 1:22 - 1:26
    essa capacidade de abraçar a dificuldade.
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    E...
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    uma forma que te convido realmente a experimentar
    é expandir o teu enquadramento.
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    Porque é verdade que, quando surge um sentimento desconfortável,
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    se for apenas eu a ter de segurá-lo,
    a ter de lidar com ele,
  • 1:50 - 1:52
    pode mesmo ser demasiado.
  • 1:52 - 1:55
    Posso, de facto, não ser capaz de lidar com ele.
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    Mas e se eu não for apenas isto?
  • 1:59 - 2:05
    E se, em vez disso, eu for... isto:
  • 2:06 - 2:07
    A Terra,
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    o céu,
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    o espaço,
  • 2:11 - 2:12
    as estrelas.
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    Então, tenho alguma capacidade.
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    E isto não é apenas um...
    um ato de pensamento ilusório ou imaginação.
  • 2:27 - 2:30
    É a verdade.
    É o que somos.
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    Mas precisamos de treinar-nos
    para que isso se torne um reflexo,
  • 2:38 - 2:42
    da mesma forma que temos o reflexo
    de nos contrairmos quando sofremos.
  • 2:44 - 2:49
    É muito, muito normal.
    Quando sentimos dificuldades e dor, contraímo-nos.
  • 2:49 - 2:57
    Fazemos-nos mais pequenos à volta da dor
    e sentimos que a dor é tudo o que somos.
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    Ela ocupa todo o nosso ser.
    E é, claro, avassalador.
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    Por isso, precisamos de estabelecer algum espaço à sua volta.
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    A primeira coisa que podemos fazer é, na verdade,
    estabelecer esse espaço dentro do nosso próprio corpo.
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    Descobrir que, talvez, esta dor e este desconforto
    que sentimos
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    não ocupam todo o nosso ser.
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    Um pouco do espírito de investigação, de curiosidade,
    para começar a notar:
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    "Ah, ok, e as pontas dos meus dedos?
    E as minhas mãos?
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    "Sentem esta sensação esmagadora,
    este desespero ruidoso?
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    "Na verdade, não. Até se sentem bem."
  • 3:54 - 3:56
    Isto é real.
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    Há uma diferença entre
    o que sentimos aqui
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    e o que sentimos nas mãos,
    nos pés, no rosto.
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    Então, expandimos esta esfera de consciência,
    de atenção plena.
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    Para começarmos a incluir mais no campo
    da nossa percepção. E podemos ir mais além.
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    Sabemos, intelectualmente sabemos, não é?
    Que somos vastos no tempo e no espaço.
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    Certo? Intelectualmente sabes que és
    a continuação dos teus antepassados.
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    Todos os teus antepassados, de certa forma,
    estão presentes em ti, agora, em cada célula do teu corpo.
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    Mas há uma grande diferença entre
    essa compreensão intelectual
  • 4:52 - 4:59
    e a experiência vivida disso
    como um refúgio, como uma fonte de força.
  • 5:01 - 5:05
    Por isso, é algo que precisamos de cultivar.
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    Não podes simplesmente ativar isso de repente
    e pronto, está feito.
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    Sabes, claro, podes ter uma espécie de
    experiência transformadora ao tocar a terra,
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    e, de repente, vês.
    Sentes no teu corpo inteiro, e é incrível.
  • 5:17 - 5:21
    Mas depois precisas de cultivar isso.
    Precisas de fazer disso um hábito,
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    invocar a força, a estabilidade,
    a segurança de toda a nossa linhagem.
  • 5:32 - 5:36
    E não apenas a linhagem de sangue,
    mas a nossa linhagem espiritual.
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    Os nossos amigos.
  • 5:47 - 5:50
    E toda a história da evolução.
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    A verdade é que somos sobreviventes.
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    Não somos fracos. Somos fortes.
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    Cada um de nós é o produto
    de uma cadeia ininterrupta de sobreviventes.
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    Cada um dos nossos antepassados viveu
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    até ao momento da reprodução, pelo menos.
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    Caso contrário, não estaríamos aqui.
    Portanto, sobreviveram a tudo o que a história lhes atirou.
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    E isso é incrível. Porque tantos não sobreviveram.
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    Toda essa força está dentro de nós.
    E não apenas os nossos antepassados humanos, mas indo ainda mais atrás.
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    Desde o princípio.
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    Isso na dimensão do tempo,
    mas também na dimensão do espaço, agora, neste momento.
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    Sabemos, intelectualmente,
    que não podemos viver sozinhos...
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    Parte da nossa vida é a floresta,
    são os nossos pulmões.
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    Parte da nossa vida é o sol.
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    Se o sol desaparecesse num instante,
    quanto tempo sobreviveria a vida neste planeta?
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    Ficarias com muito frio, muito rapidamente.
    E na escuridão total.
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    Bem, poderíamos queimar todas as reservas de petróleo
    e talvez sobreviver um pouco mais,
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    amontoando-nos à volta do que pudéssemos queimar,
    mas não duraria muito.
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    O sol faz parte do nosso corpo.
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    Os oceanos, as florestas, o ar, os insetos,
    os fungos, todas as bactérias.
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    Nós intersomos, estamos numa
    relação constante de troca.
  • 7:58 - 8:03
    E se conseguirmos passar isso
    de algo que apenas compreendemos intelectualmente
  • 8:03 - 8:07
    para uma consciência vivida, algo que
    realmente sentimos e experimentamos,
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    então a nossa capacidade de segurar e
    abraçar a dor muda.
  • 8:14 - 8:19
    Faz uma verdadeira diferença.
    E convido-te a experimentar isso,
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    a tentar realmente da próxima vez
    que tiveres de enfrentar uma emoção difícil.
  • 8:23 - 8:26
    E espero que não seja tão cedo, mas nunca se sabe.
  • 8:26 - 8:27
    Na próxima vez que acontecer,
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    tenta lembrar-te:
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    "Quem é que está a segurar este sentimento?
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    "Sou apenas eu?
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    "Sou apenas esta narrativa que construí
    com um nome, uma identidade, um certificado de nascimento,
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    qualificações e uma história de vida pessoal?
    Ou sou mais do que isso?"
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    Sente a Terra debaixo dos teus pés.
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    A Terra é pequena?
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    Não.
  • 9:09 - 9:12
    É vasta. E faz parte de ti.
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    Tu és a Terra. A Terra é tu.
    Não está fora de ti.
  • 9:21 - 9:30
    E isso muda drasticamente
    a tua capacidade de segurar o desconforto, a dor.
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    É algo para experimentar.
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    Senta-te ali. Parece insuportável.
    Mas depois lembras-te:
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    "Ah, não sou apenas isto.
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    "E se eu permitir que as árvores, o céu, a luz do sol,
    a relva, a terra debaixo de mim, o ar...
  • 9:53 - 9:56
    façam parte deste abraço?"
  • 10:01 - 10:06
    E, na verdade, fazem. Não é imaginação.
    Isto é realmente o que está a acontecer.
  • 10:08 - 10:11
    Mas precisamos de deixar que isso entre.
Title:
Embracing Pain | Brother Phap Linh (Mindfulness & Science)
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Video Language:
English
Duration:
10:31

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