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Temos várias matrizes aqui - a matriz A,
que é uma matriz M por N.
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Note que ela tem N colunas
e M linhas.
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Na verdade vou adicionar uma entrada,
pode vir a ser útil.
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É a...
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é a J-ésima coluna, então a
M-ésima linha vai ser
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A m j. É a entrada ali.
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E então eu tenho a matriz B
definida de modo similar
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mas ao invés de ser
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M por N, B é uma matriz
N por M.
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Então essa entrada aqui --
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-- só vou, eu acabei
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de ver que pode ser útil --
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isso vai ser minha
N-ésima linha,
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isso vai ser minha
J-ésima coluna.
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E então quando eu escrever
as transpostas,
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se você ver, a transposta de B
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era uma matriz N por M.
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Agora a transposta é uma matriz
M por N.
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E cada linha vira coluna
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igual ao que fiz para A,
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a transposta ali,
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A era M por N,
a transposta N por M,
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e cada linha vira coluna.
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Justamente.
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Vamos definir duas matrizes novas agora.
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Vamos definir a matriz C.
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A matriz C.
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Vou fazê-la aqui onde --
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vou fazê-la aqui --
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Eu acho...
que deve ficar bem visível
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neste vídeo.
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Vamos definir a matriz C como
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sendo igual ao produto de A e B.
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Então... quais serão
as dimensões de C?
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Bom, uma matriz M por N
vezes uma matriz N por M,
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as duas tem que ser iguais
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até mesmo para o produto
poder ser definido.
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Teremos uma matriz M por N.
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Então uma matriz M por M.
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Agora vamos definir outra matriz,
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vamos chamá-la de D.
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E é igual a transposta de B,
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a transposta de B vezes a transposta de A.
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E as dimensões vão ser iguais
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porque essa é uma matriz M por N
vezes uma matriz N por M.
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Então são iguais.
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Que é um requisito para
o produto ser definido
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e então as dimensões de B
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vão ser M por M.
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Vamos explorar mais
sobre como as entradas
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de C vão se parecer.
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Então vou escrever
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a matriz C aqui.
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Ela vai ter um monte de entradas.
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C um um, C dois dois, C um dois...
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tudo até o C um M.
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Dado que é uma matriz
M por N,
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você imagina que vai ter
um C M M aqui,
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você sabe como isso continua.
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Mas o que eu estou curioso
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é como descobrimos o C geral,
o C I J.
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Como descobrimos uma entrada
em particular?
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Sabemos que C
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é o produto de A e B.
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Então para uma entrada
em particular de C...
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e já vimos isso antes,
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então vamos...
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uma entrada em particular de C,
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C I J
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vai ser,
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você pode vê-la como
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o produto escalar da I-ésima linha em A
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a I-ésima linha em A
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com a J-ésima coluna em B
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a J-ésima coluna em B.
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Simples assim.
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E vai ser igual a que?
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Vai ser igual a
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A I 1,
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A I 1 vezes B 1 J,
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B 1 J
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mais A I 2
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A I 2
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vezes B 2 J...
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e você continua
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até obter o último termo,
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A I N.
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A I N
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vezes o último termo aqui, B N J.
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B N J.
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Justamente.
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Agora, a nossa matriz D...
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Como vão ser as entradas dela?
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D, similarmente, vai se parecer
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sabe, vamos ter
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D 1 1, D 1 2,
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perdão... D 1 2, tudo até
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D 1 M, vamos ter D M N...
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eu poderia continuar pondo entradas,
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mas estou curioso sobre
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o termo geral.
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Digamos que quero achar
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D sub J I
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D sub J I
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É isso que quero achar.
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Então quero achar um jeito geral
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para qualquer entrada em particular
de D.
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A J-ésima linha e a I-ésima coluna,
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que é um pouco diferente
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da convenção que normalmente
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usamos para essas
letras... mas tudo bem.
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A primeira é a linha de D
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a segunda é a...
coluna da entrada de D.
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Então como descobrimos?
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Então D sub J I
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vai ser igual a...
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D é o produto desses dois.
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Então para obter a J-ésima linha
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e a I-ésima coluna da entrada
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nós tomamos o
produto escalar
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da J-ésima linha.
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Vamos tomar o produto escalar
da J-ésima linha.
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Que é esse aqui.
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Com a I-ésima coluna de A,
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a I-ésima coluna de A
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que é essa aqui.
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Então tomamos
o produto escalar disso.
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E você talvez note
algo interessante aqui.
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Isso é equivalente a
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isso aqui.
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E isso aqui
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é equivalente a isso,
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porque usamos a transposta.
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Mas vamos de fato
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escrever.
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Então quanto que vai valer
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o produto escalar?
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Vai ser igual a
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B I J,
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vou escrever desse jeito,
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vai ser B I J vezes
-
A
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I
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um.
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Ou poderíamos escrever como
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A I um vezes B um J.
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E vai ser mais B dois J vezes
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A I dois, que é
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a mesma coisa que A I dois vezes B dois J.
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A I dois vezes B dois J.
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E você continua
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até obter B N J vezes A I N.
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Ou poderíamos escrever como
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A I N vezes B N J.
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B N J.
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Agora, veja isso.
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Esses dois são equivalentes.
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Eles são completamente
equivalentes.
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O D sub J I é equivalente a C sub I J.
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Vou escrever isso.
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Então D... ou eu poderia
escrever C sub I J
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é equivalente a
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D sub J I.
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Ou outro jeito de falar isso é
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qualquer coisa numa linha...
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todas as entradas
de uma linha I
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coluna J
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em C, são linhas J e colunas I
em D.
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E isso é válido para
todas as entradas.
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Todas as entradas.
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Foi o mais geral possível.
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O que significa?
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Essa é a definição de uma transposta.
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Agora vamos pra C.
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C transposta é igual a D.
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Ou você poderia dizer que
C é igual a
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D transposta.
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Isso é bem interessante,
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porque como definimos essas duas?
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Dissemos que a nossa matriz C
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é igual a nossa matriz...
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nossa matriz... produto de A e B.
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E dissemos que D
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é igual a nossa matriz produto
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B transposta vezes A transposta.
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Eu escrevi... aqueles definições.
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Aqui estão as definições.
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Agora que descobrimos que
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D é igual à transposta de C.
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Poderíamos escrever que C transposta
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que é a mesma coisa que A vezes B
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transposta, é igual a D.
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Então é igual a D, que é
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B transposta, A transposta.
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E é uma resposta bem clara.
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Uma resposta bem clara.
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Se eu tomar o produto de duas matrizes,
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e então fazer a transposta,
é equivalente a
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mudar a ordem, ou fazer a transposta delas
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e então fazer o produto
da ordem invertida.
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B transposta, A transposta.
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Que é uma resposta bem clara.
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E você pode até expandir
a um número
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arbitrário de matrizes
em questão do
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produto. Se você tomar...
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não vou provar isso, mas de fato
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é uma extensão bem simples.
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Se você tomar as matrizes,
digamos.
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A... vou usar... letras diferentes.
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X Y Z. Se você tomar o produto delas,
e fazer a transposta,
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é igual a Z transposta, Y transposta,
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X transposta.
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Eu não provei para um caso geral,
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e você pode continuar para
quatro ou cinco
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ou N matrizes multiplicadas entre si.
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Geralmente funciona.
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E você poderia... provar isso
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usando o que provamos nesse vídeo.
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Se você pegar o produto
de duas matrizes,
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pegue as transpostas iguais ao
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produto em ordem invertida.
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[Legendado por: Luís Eduardo]
[Revisado por Raiza de Souza]