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DON'T PANIC — Hans Rosling showing the facts about population

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    Vivemos num mundo em constante mudança
  • 0:11 - 0:15
    Migrações enormes de pessoas
    para novas mega cidades
  • 0:15 - 0:18
    enchendo os arranhacéus
  • 0:18 - 0:21
    e vastos guetos.
  • 0:21 - 0:26
    Apetites vorazes por combustível e comida,
  • 0:26 - 0:28
    mudanças climáticas imprevisíveis
  • 0:29 - 0:35
    e tudo isto num mundo onde a população
    ainda está a crescer.
  • 0:36 - 0:38
    Deveremos estar preocupados?
  • 0:38 - 0:42
    Deveremos ter medo?
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    Como dar sentido a tudo isto?
  • 0:53 - 0:59
    7 mil milhões de pessoas vivem
    neste nosso planeta... não é maravilhoso?
  • 0:59 - 1:04
    Mas quando algumas pessoas pensam sobre
    o mundo e o futuro, entram em pânico.
  • 1:04 - 1:06
    Outros preferem nem sequer pensar nisso.
  • 1:06 - 1:10
    Mas hoje vou mostrar-lhe como
    as coisas são verdadeiramente.
  • 1:10 - 1:13
    O meu nome é Hans Rosling,
    sou um estatístico que...
  • 1:13 - 1:15
    Não, não, não, não... não desliguem!
  • 1:15 - 1:20
    Porque com os dados mais atuais de todos os países
    vou mostrar-lhe o mundo de um novo ponto de vista.
  • 1:20 - 1:23
    Vou mostrar-vos como a população mundial
    está a mudr
  • 1:23 - 1:28
    e o que os dados atuais nos dizem sobre
    o futuro do mundo
  • 1:28 - 1:32
    Sem dúvida, temos grandes desafios pela frente
  • 1:33 - 1:37
    Mas a boa notícia é que o futuro talvez não
    seja tão sombrio
  • 1:37 - 1:42
    e que a humanidade está evoluindo melhor
    do que muitos de vocês imaginam
  • 1:44 - 1:45
    Não entrem em pânico!
  • 1:46 - 1:47
    A verdade acerca da população
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    com o professor Hans Rosling.
  • 1:51 - 1:53
    Bebés...
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    cada um é uma bênção.
  • 1:55 - 1:59
    Mas muitos pensam que o crescimento
    populacional está fora de controlo.
  • 2:00 - 2:02
    Alguns falam até de uma
    bomba populacional!
  • 2:03 - 2:06
    Estarão certos?
  • 2:08 - 2:12
    Então como estamos em termos populacionais
    hoje em dia? Como chegamos aqui?
  • 2:12 - 2:16
    Vou contar-vos uma história sobre todos
    os que viveram até hoje...
  • 2:16 - 2:20
    Bem, pelo menos nos últimos 1000 anos.
  • 2:20 - 2:22
    Aqui vamos nós.
  • 2:22 - 2:25
    Temos dois eixos.
  • 2:25 - 2:33
    Aqui está o tempo em anos e este é a
    população mundial em mil milhões.
  • 2:33 - 2:41
    No ano 10.000 AD, quando as primeiras pessoas
    se tornaram agricultores, os arqueólogos estimam
  • 2:41 - 2:45
    que a população mundial seria apenas de 10 milhões.
  • 2:45 - 2:49
    Imagine: 10 milhões! É como a Suécia de hoje!
  • 2:49 - 2:53
    Um mundo inteiramente sueco!
  • 2:53 - 3:01
    Mas então, à medida que os milénios passaram, mais agricultores,
    comida e pessoas... e os grandes impérios puderam emergir.
  • 3:01 - 3:06
    Egito, China, Índia... e finalmente Europa!
  • 3:06 - 3:10
    E a população continuou a aumentar,
    mas muito lentamente.
  • 3:10 - 3:14
    E eu paro aqui, no ano 1800.
  • 3:14 - 3:20
    Porque foi em 1800 que a população mundial
    chegou a mil milhões
  • 3:20 - 3:29
    Imaginem...todo este tempo o crescimento
    populacional foi pequeno, durante milhares de anos
  • 3:29 - 3:35
    Mas em 1800, com a revolução industrial, tudo
    mudou e a população começou a crescer rapidamente.
  • 3:36 - 3:39
    Em um pouco mais que 100 anos, ela alcançou 2 mil milhões.
  • 3:39 - 3:43
    E depois, quando eu estava na escola, eram 3 mil milhões.
  • 3:43 - 3:50
    E muitos disseram : "O planeta não aguenta tantas pessoas".
  • 3:50 - 3:52
    Mas o que se passou foi isto...
  • 3:52 - 3:59
    Tornámo-nos 4... 5... 6... 7 mil milhões!
  • 3:59 - 4:05
    Imaginem... mais de metade da população mundial
    foi adicionada durante o meu tempo de vida.
  • 4:05 - 4:09
    E o número continua a aumentar.
  • 4:10 - 4:16
    A maior parte do crescimento populacional,
    nos tempos recentes, dá-se nos países asiáticos.
  • 4:16 - 4:21
    Como aqui, no Bangladesh... onde a população
    triplicou durante o meu tempo de vida.
  • 4:21 - 4:28
    De 50 milhões para mais de 150 milhões.
  • 4:28 - 4:33
    É agora um dos países mais densamente
    povoados do mundo.
  • 4:33 - 4:40
    Cerca de 15 milhões vivem na já bastante
    preenchida capital, Dhaka.
  • 4:40 - 4:48
    Aqui, as pessoas do campo e da cidade
    estão preocupadas com o tamanho das famílias.
  • 4:49 - 4:52
    Mas um novo Bangladesh está a emergir...
  • 4:52 - 4:59
    Como a família Khan. A mãe Taslima, as filhas
    Tanjina e a pequena Sadia
  • 4:59 - 5:04
    e o pai Hannan.
  • 5:04 - 5:07
    As mulheres demoram muito pra se arrumar,
    os homens são rápidos.
  • 5:08 - 5:13
    Se você vai limpar isso com as mãos,
    porque vestir?
  • 5:14 - 5:18
    Taslima e Hannan
    descendem de famílias numerosas
  • 5:18 - 5:22
    Mas decidiram ter apenas duas crianças.
  • 5:22 - 5:25
    No Bangladesh, há um lema que se escuta
    em todo o lado
  • 5:26 - 5:29
    "Não mais que dois filhos - um
    é ainda melhor!"
  • 5:34 - 5:37
    É muita sorte eu só ter duas filhas
  • 5:37 - 5:40
    Se eu tivesse mais, não as poderia sustentar
  • 5:40 - 5:42
    Com duas, posso comprar
    o que elas querem
  • 5:47 - 5:50
    Agora o meu bolso está vazio!
  • 5:51 - 5:56
    Taslima e Hannan são parte de uma mudança
    cultural para famílias menores.
  • 5:56 - 6:00
    E para Taslima, isso virou um emprego.
  • 6:00 - 6:04
    Ela trabalha para o governo no
    Serviço de Planeamento Familiar
  • 6:04 - 6:07
    que emprega outras mulheres como ela em
    todos os lugares.
  • 6:07 - 6:14
    Ela vai porta-a-porta para tentar ajudar
    os outros a também terem famílias menores
  • 6:15 - 6:17
    Quando foi a sua última menstruação?
  • 6:17 - 6:19
    Foi no dia 22
  • 6:19 - 6:21
    Você não está usando
    nenhum contraceptivo?
  • 6:22 - 6:23
    Não será problema
    se você engravidar?
  • 6:24 - 6:26
    Eu não engravido facilmente
  • 6:26 - 6:28
    Mas você já tem dois filhos
  • 6:29 - 6:31
    Eu não tenho tempo para ir à clínica
  • 6:32 - 6:36
    Taslima oferece conselho, apoio moral,
    e mais importante
  • 6:36 - 6:38
    um leque variado de contracetivos.
  • 6:40 - 6:43
    Você tem três filhas - você
    quer ter mais filhos?
  • 6:45 - 6:46
    A decisão é do meu marido.
  • 6:46 - 6:50
    É você que dá a luz,
    porque é a decisão dele?
  • 6:51 - 6:53
    Você é quem sofre a dor, não ele
  • 6:54 - 6:55
    Quem sente dor?
  • 6:56 - 7:00
    A dor é minha, mas ele quer
    um menino. O que eu posso fazer?
  • 7:00 - 7:05
    Aqui está a pílula, tome quando
    a sua menstruação começar.
  • 7:10 - 7:13
    É mais difícil convencer as pessoas
    com menos educação
  • 7:14 - 7:16
    Mas pouco a pouco, eles entendem
    a nossa mensagem
  • 7:17 - 7:23
    Qual o sucesso que Taslima e o Bangladesh
    têm na redução da fertilidade?
  • 7:23 - 7:26
    Este é o numero de bebés por mulher.
  • 7:26 - 7:29
    Na Suécia, criámos a Fundação Gapminder
  • 7:29 - 7:34
    para tornar os dados mundiais disponíveis
    numa forma que todos possam entender.
  • 7:34 - 7:38
    Assim, posso mostrar a situação no
    Bangladesh e o que aconteceu.
  • 7:38 - 7:41
    Aqui, no eixo horizontal, bebés por mulher.
  • 7:41 - 7:45
    Desde 1 a 2... 7 a 8.
  • 7:45 - 7:49
    e aqui o eixo vertical, que é o tempo de vida,
  • 7:49 - 7:54
    a esperança média de vida, quantos anos um
    recém nascido pode esperar viver.
  • 7:54 - 7:56
    Dos 30 subindo até aos 90.
  • 7:56 - 8:00
    Agora... começamos em 1972
  • 8:00 - 8:05
    Um ano muito importante par o Bangladesh,
    o primeiro ano de independência.
  • 8:05 - 8:08
    Nesse ano, o Bangladesh estava lá
  • 8:08 - 8:11
    E tiveram, em média, 7 bebés por mulher
  • 8:12 - 8:15
    e a esperança média de vida
    era menos de 50 anos.
  • 8:15 - 8:17
    Então, o que aconteceu depois
    da independência?
  • 8:17 - 8:22
    A expectativa de vida cresceu no
    Bangladesh? Eles têm menos filhos?
  • 8:22 - 8:25
    Aqui estão os dados.
  • 8:25 - 8:29
    Realmente, a vida está ficando mais
    longa e há cada vez menos filhos... 6... 5...
  • 8:29 - 8:31
    e a vida mais comprida... 4... 3...
  • 8:31 - 8:37
    E agora estao quase em 2. 2,2.
    A expectativa é de 70.
  • 8:37 - 8:43
    Isto é absolutamente incrivel! Em 40
    anos, o Bangladesh foi
  • 8:43 - 8:48
    de 7... 6... 5... 4... 3... 2...
  • 8:48 - 8:52
    O que aconteceu no Bangladesh
    é um milagre!
  • 8:52 - 8:57
    Mas será só no Bangladesh?
    Bem, vou mostrar-vos todo o mundo.
  • 8:57 - 9:02
    Voltarei 50 anos atrás no tempo, para 1963.
  • 9:02 - 9:05
    Aqui estão todos os países.
  • 9:05 - 9:13
    Esses verdes são a América, norte e sul.
    Amarelo é Europa, oeste e leste.
  • 9:13 - 9:21
    Azul é a África. Vermelho é Ásia,
    incluindo Austrália e Nova Zelândia.
  • 9:21 - 9:25
    O tamanho do circulo mostra
    o tamanho da população. Vejam:
  • 9:25 - 9:32
    Os grandes são a China e a Índia.
    O Bangladesh esta logo atrás.
  • 9:32 - 9:38
    Em 1963 a média de bebés por
    mulher no mundo era 5.
  • 9:38 - 9:42
    Mas o mundo estava dividido. Estão a ver?
  • 9:42 - 9:49
    Estes países aqui, desenvolvidos,
    tinham famílias pequenas e vidas longas.
  • 9:49 - 9:55
    E os países em desenvolvimento tinham
    famílias grandes e vidas curtas.
  • 9:55 - 9:58
    Poucos países estavam no meio.
  • 9:58 - 10:00
    Mas agora, vejam o que aconteceu.
  • 10:00 - 10:02
    Começo o mundo!
  • 10:02 - 10:04
    Aqui vamos nós...
  • 10:04 - 10:08
    Vemos a China, o circulo grande,
    está a ficar mais saudável
  • 10:08 - 10:11
    E como começam a planear
    a família, e têm famílias menores
  • 10:11 - 10:14
    O grande, verde , o México, está a chegar lá!
  • 10:14 - 10:17
    Este é o Brasil, também
    verde, na America Latina
  • 10:17 - 10:22
    E a Índia segue. Os círculos vermelhos
    são países Asiáticos seguindo nesta direção.
  • 10:22 - 10:25
    Muitos africanos ainda têm 'muitos
    filhos para cada mulher'.
  • 10:25 - 10:30
    E o Bangladesh ultrapassa a Índia a
    caminho de famílias menores.
  • 10:30 - 10:33
    Agora a maioria dos países estão nesta
    parte de cima, atá a África esta a subir
  • 10:33 - 10:37
    Oh! Aquilo foi o terramoto no Haiti!
  • 10:37 - 10:42
    E agora todos acabam ali. Quanta evolução!
  • 10:42 - 10:48
    Hoje, a média mundial é 2,5.
  • 10:48 - 10:52
    Há 50 anos atrás costumavam ser cinco,
  • 10:52 - 10:59
    O mundo mudou: o número médio de bebés
    nascidos por mulher passou de 5 para 2,5.
  • 10:59 - 11:04
    E ainda está a diminuir...
    Que mudança enorme!
  • 11:04 - 11:11
    As pessoas acham que o Bangladesh e outros países
    sao uma espécie de uma bomba populacional
  • 11:11 - 11:13
    Não podem estar mais errados!
  • 11:14 - 11:17
    Para mim, trabalhadores como
    a Sra Taslima e colegas,
  • 11:17 - 11:24
    que levaram os seus países deste lado...
    para este outro sentido... em poucas décadas
  • 11:24 - 11:29
    para uma saúde melhor e famílias menores,
    eles são os heróis do nosso tempo!
  • 11:29 - 11:32
    O que aconteceu
    foi uma mudança fantástica!
  • 11:32 - 11:36
    Já não vivemos num mundo dividido.
  • 11:37 - 11:42
    Mas, quanto as pessoas sabem sobre
    estas mudanças incríveis?
  • 11:42 - 11:50
    Em Gapminder, nós mostramos os dados, e também
    medimos o que as pessoas sabem ou não sobre o mundo
  • 11:51 - 11:57
    Então fizemos uma pesquisa na Suécia.
    Os resultados foram deprimentes!
  • 11:57 - 12:04
    Fizémos a 2ª pesquisa na Inglaterra. Tínhamos muita
    esperança porque os britânicos estiveram em todo mundo.
  • 12:05 - 12:07
    Achámos que teríamos bons resultados aqui.
  • 12:07 - 12:13
    A 1ª pergunta foi: em média, quantos bebés
    tem uma mulher no Bangladesh?
  • 12:13 - 12:19
    E demos 4 hipóteses: 2.5, 3.5, 4.5, ou 5.5
  • 12:20 - 12:22
    Este é o resultado de um inquérito britânico.
  • 12:28 - 12:33
    Mas já sabem a resposta certa: é 2,5
  • 12:33 - 12:38
    Apenas 12% dos britânicos acertaram.
  • 12:38 - 12:43
    Então pensámos que talvez as pessoas sem muita
    educação deturpassem os resultados.
  • 12:44 - 12:50
    Então desagregámos com os diplomados das
    excelentes universidades britânicas
  • 12:50 - 12:56
    E aqui estão. Este é o resultado.
  • 12:58 - 13:01
    Parece que foi pior!
  • 13:01 - 13:05
    Agora vocês podem concluir que os britânicos
    não sabem muito sobre o mundo.
  • 13:05 - 13:07
    Não, não!
  • 13:07 - 13:12
    E se eu perguntasse aos
    chimpanzés e aos seus amigos?
  • 13:12 - 13:18
    Eu teria escrito diferentes respostas em
    bananas, e deixado-os escolherem uma cada.
  • 13:18 - 13:21
    Aqui está o resultado que obteria.
  • 13:21 - 13:24
    Claro que os chimpanzés não sabem nada
    sobre o Bangladesh.
  • 13:29 - 13:34
    Por puro acaso, eles escolheram 2 vezes
    mais corretamente que os britânicos.
  • 13:36 - 13:42
    Mais que metade dos britânicos
    acham que é 4,5 ou mais
  • 13:43 - 13:49
    O problema não é falta de conhecimento,
    são ideias pré-concebidas.
  • 13:49 - 13:52
    Os britânicos não conseguem imaginar,
    nem adivinhar
  • 13:52 - 13:58
    que as mulheres no Bangladesh têm em média
    2,5 filhos. E já são 2,2, na verdade.
  • 13:58 - 14:05
    Isto é o que os britânicos não sabem: que
    Taslima e a sua família são a norma, o tamanho mais comum
  • 14:05 - 14:12
    E não são só eles, no mundo todo.
    No Brasil, são famílias com 2 crianças.
  • 14:12 - 14:16
    Vietname, famílias com dois filhos.
  • 14:16 - 14:22
    E hoje em dia, mesmo na Índia,
    a família mais comum tem 2 crianças.
  • 14:22 - 14:26
    E se voce for ao continente africano,
    cidades grandes como Adis Ababa.
  • 14:27 - 14:30
    Existem menos de duas crianças por mulher
    em Addis Abeba.
  • 14:30 - 14:34
    Podem ser Muçulmanos, Budistas,
    Hinduístas, Cristãos...
  • 14:34 - 14:39
    Não existe uma religião, uma cultura
    ou um continente
  • 14:39 - 14:41
    onde famílias com 2 crianças
    não possam acontecer.
  • 14:42 - 14:46
    Esta mudança de famílias numerosas
    para famílias com duas crianças
  • 14:46 - 14:51
    é uma das coisas mais importantes que
    aconteceram no mundo durante a minha vida,
  • 14:51 - 14:54
    É um facto sem precedentes
    na história da humanidade!
  • 15:00 - 15:03
    Aqui estamos nós,
    de volta ao Bangladesh.
  • 15:03 - 15:10
    Vamos achar as razoes por tras dessa mudanca
    historica de familias grandes para pequenas.
  • 15:10 - 15:18
    Quase todas as meninas no Bangladesh Muculmano,
    como Tanjina de 15 anos, vao a escola hoje.
  • 15:18 - 15:25
    O governo ate paga familias para manter
    as filhas nas escolas ate o ensino medio.
  • 15:25 - 15:31
    Na escola de Tanjina ha mais meninas do que meninos.
  • 15:34 - 15:36
    Que tipo de familia e essa?
  • 15:36 - 15:38
    Uma familia grande!
  • 15:38 - 15:40
    Eles terao falta de comida?
  • 15:40 - 15:44
    Seria dificil nao entender essa licao.
  • 15:45 - 15:48
    Que tipo de familia e essa?
  • 15:48 - 15:49
    Eles terao dificuldades?
  • 15:50 - 15:50
    Nao!
  • 15:51 - 15:58
    Educacao e efetiva e tambem ha novas
    oportunidades para mulheres no Bangladesh.
  • 15:58 - 16:05
    A pesar de outras desigualdades, existem
    mais trabalhos e Tanjina pode sonhar alto.
  • 16:05 - 16:08
    Eu amo ir a escola
  • 16:09 - 16:12
    Na epoca da minha mae, eles se
    casavam cedo
  • 16:12 - 16:14
    eles nao tinham chance de estudar
  • 16:15 - 16:20
    Mas agora podemos ter sonhos de
    virarmos medicos our engenheiros
  • 16:20 - 16:25
    Mais e mais jovens mulheres estao vendo
    quao diferente as coisas podem ser pra elas.
  • 16:26 - 16:31
    Eu nao posso imaginar como voce se
    casou com 17
  • 16:31 - 16:34
    Eu nao conseguiria sonhar em casar
    em dois anos
  • 16:34 - 16:36
    E impossivel
  • 16:37 - 16:39
    Nos nao entendiamos naquela epoca
  • 16:39 - 16:41
    Mas as pessoas sao mais espertas agora
  • 16:43 - 16:47
    Entao, com qual idade voce pensa
    em se casar?
  • 16:48 - 16:49
    25
  • 16:50 - 16:53
    Eu terminarei minha educacao e
    terei um emprego
  • 16:54 - 16:56
    Eu serei doutora e depois me casarei
  • 16:57 - 16:59
    Voce e muito inteligente!
  • 17:03 - 17:09
    E maravilhoso ver Taslima com tanta esperanca
    para um futuro otimo para as filhas.
  • 17:09 - 17:15
    Mas uma transformacao esencial sustenta
    a mudanca em Bangladesh.
  • 17:15 - 17:20
    E uma melhora dramatica
    na mortalidade infantil.
  • 17:24 - 17:30
    E o Ramadan, o mes Muculmano de
    jejum e reflexao.
  • 17:30 - 17:37
    Nesse tempo auspicio, Hanan esta ajudando
    os pais a manter as covas da familia.
  • 17:38 - 17:40
    Aperte firme a terra com as maos.
  • 17:40 - 17:48
    Tres dos irmaos de Hanan morreram quando
    eram bem jovens. Estao interrados aqui.
  • 17:48 - 17:50
    Eles morreram de sarampo.
  • 17:51 - 17:54
    Nos choramos tanto, foi tao triste
  • 17:55 - 17:58
    Se os medicos estivessem aqui,
    poderiam ser tratados
  • 17:58 - 17:59
    Um poderia ter sobrevevido
  • 18:00 - 18:03
    Como posso esquecer? Eu vou lembrar disso
    enquanto estiver vivo
  • 18:03 - 18:06
    Quando os pais de Hanan eram
    um casal jovem,
  • 18:06 - 18:12
    1 em 5 criancas em Bangladesh
    morriam antes dos 5 anos de idade.
  • 18:12 - 18:17
    Todas as familias viviam em constante medo
    de perder um ou mais filhos.
  • 18:18 - 18:22
    Voce tinha um filhos apos o outro
  • 18:22 - 18:24
    Se um morrese, voce ainda tinha outro
  • 18:25 - 18:27
    Era assim
  • 18:28 - 18:33
    Nos nao pensavamos que tinhamos muitos
    filhos, ou como serio o futuro deles
  • 18:36 - 18:44
    Nas ultimas decadas, Bangladesh tem feito
    otimo progresso em saneamento basico,
  • 18:45 - 18:48
    especialmente na mortalidade infantil.
    Vacinas, tratamentos para infeccoes
  • 18:48 - 18:51
    melhor nutricao e higiene salvaram
    milhoes de vidas infantis
  • 18:52 - 18:57
    E os pais chegaram a ver que todos
    seus filhos agora sobreviverao,
  • 18:57 - 19:02
    o maior obstaculo para o planejamento
    de familia ja se foi.
  • 19:02 - 19:08
    Ate nas favelas de Dhaka, mulheres
    hoje em dia tem em media 2 filhos.
  • 19:14 - 19:17
    Sobrevivencia infantil muda tudo.
  • 19:17 - 19:19
    Voltemos atrás na história.
  • 19:19 - 19:25
    Porque a populacao mundial cresceu
    tao devagar antes de 1800?
  • 19:25 - 19:30
    Atraves da historia, todos os registros
    mostram que, na media
  • 19:30 - 19:34
    2 pais tinham mais ou menos 6 crianças.
  • 19:34 - 19:39
    Mas isso parece um crescimento rapido
    na populacao. Porque ela nao cresceu?
  • 19:39 - 19:47
    Porque 1... 2... 3... 4 destas crianças morreram
    antes de crescerem e se tornarem pais.
  • 19:47 - 19:52
    No passado as pessoas nunca viveram
    num balanço ecológico com a natureza,
  • 19:52 - 19:55
    elas morreram num balanço
    ecológico com a natureza.
  • 19:56 - 19:59
    Era eminentemente trágico!
  • 19:59 - 20:03
    Mas com a revolução industrial,
    isto mudou.
  • 20:03 - 20:11
    Melhor salário, mais comida, encanamento d'agua,
    melhor saneamento, sabão, avanços médicos...
  • 20:11 - 20:17
    De todos esses avancos, a populacao
    cresceu? Tiveram mais filhos?
  • 20:17 - 20:27
    Nao! Em 1963, quando eu estava na escola, o
    numero de criancas por mulher tinha caido um pouco para 5.
  • 20:27 - 20:32
    E a razao pelo crescimento populacional
    foi a diminuicao na mortalidade infantil.
  • 20:32 - 20:35
    4 sobreviviam.
  • 20:35 - 20:40
    Mas ainda assim, 1 em 5
    morriam, e isso era terrivel.
  • 20:40 - 20:49
    E so nas ultimas decadas que a maioria dos
    paises tem dado grandes passos para diminuir
  • 20:50 - 20:53
    a mortalidade infantil e planejamento familiar.
    Entao estamos chegando a um novo equilibrio.
  • 20:53 - 20:59
    E e um bom equilibrio: 2 pais
    em media, tem 2 filhos que sobrevivem.
  • 20:59 - 21:02
    Nos temos familias em um bom equilibrio.
  • 21:02 - 21:06
    Essa e a situacao mais normal
    entre familias no mundo hoje.
  • 21:06 - 21:09
    E o que isso significa para o futuro?
  • 21:10 - 21:13
    Irei mostrar-vos a melhor projeção
    no futuro,
  • 21:13 - 21:19
    dos melhores demógrafos que temos,
    na Divisão Populacional das Nações Unidas.
  • 21:19 - 21:21
    E parece-se com isto.
  • 21:21 - 21:28
    Vai continuar primeiro, ate 8... depois
    ira para 9... e depois para ca.
  • 21:28 - 21:30
    Mas voce ve: esta desacelerando!
  • 21:30 - 21:34
    Ate o final do seculo,
    ficara mais plano.
  • 21:34 - 21:38
    E se voce focar aqui, pode ver
  • 21:38 - 21:44
    que estamos esperando uma 'desaceleracao'
    e o final do crescimento populacional acelerado.
  • 21:45 - 21:50
    Mas e claro que isso e uma projecao
    com um um pouco de incerteza.
  • 21:50 - 21:55
    Mas temos certeza que estamos no final do
    crescimento populacional acelerado desse seculo.
  • 21:56 - 22:00
    Isso por causa do notavel efeito
    da queda na taxa de fertilidade.
  • 22:00 - 22:02
    Olhem aqui. Se voltarmos a isso
  • 22:03 - 22:06
    eu demostrarei pelo numero
    de criancas no mundo.
  • 22:06 - 22:10
    O número de crianças
    desde os 0 aos 15 anos de idade.
  • 22:10 - 22:12
    Aqui vêm eles. Vejam:
  • 22:13 - 22:17
    O número de crianças aumentou devagar...
    e depois começou a aumentar rapidamente...
  • 22:17 - 22:20
    Assim, no virar do século
  • 22:20 - 22:23
    existiam 2 mil milhões de crianças no mundo.
  • 22:23 - 22:30
    Para mim foi um ano importante, porque foi
    o ano que minha 1a neta, Doris, nasceu.
  • 22:30 - 22:35
    Ela nasceu num momento especial
    para criancas no mundo.
  • 22:35 - 22:41
    Porque os demographos estimam
    que a partir desse ano
  • 22:41 - 22:45
    O numero de criancas no mundo
    vai continuar assim.
  • 22:45 - 22:47
    Ele nao vai mais crescer.
  • 22:47 - 22:52
    Ate o final do seculo, continuaremos
    a ter 2 bilhoes de criancas no mundo.
  • 22:52 - 23:00
    Quando Doris nasceu foi quando
    o mundo entrou na era de pico de criancas.
  • 23:00 - 23:03
    O número de crianças não está a aumentar.
  • 23:03 - 23:06
    Agora, isto vai confundi-lo.
  • 23:06 - 23:13
    Porque... como pode uma população crescer
    assim, se as crianças não aumentam?
  • 23:13 - 23:16
    De onde virão todos os adultos?
  • 23:16 - 23:20
    E para explicar isto terem de
    abandonar esta coisa digital
  • 23:20 - 23:26
    e mostrar-vos o material educacional
    poderoso que desenvolvemos.
  • 23:26 - 23:30
    Irem mostrar-vos a população mundial,
    mulheres e homens...
  • 23:30 - 23:34
    na forma de blocos de espuma.
  • 23:35 - 23:40
    Um bloco corresponde a mil milhões.
  • 23:40 - 23:44
    E isso significa que temos 2 mil milhões
    de crianças no mundo.
  • 23:44 - 23:50
    E então temos dois mil milhões
    entre os 15 e os 30 anos de idade.
  • 23:50 - 23:52
    Estes são números redondos.
  • 23:52 - 23:54
    Temos mil milhões entre os
    30 e os 45 anos de idade,
  • 23:54 - 23:58
    temos mil milhões entre os
    45 e os 60 anos de idade
  • 23:58 - 24:03
    e depois temos o meu bloco: 60 anos e mais.
    Estamos no topo.
  • 24:03 - 24:06
    Esta é a população mundial
    nos dias de hoje.
  • 24:06 - 24:10
    Voces podem ver que ha 3 bilhoes
    de pessoas faltando aqui.
  • 24:10 - 24:13
    So algumas estao faltando
    porque morreram
  • 24:13 - 24:16
    A maioria esta faltando
    porque nunca nasceram.
  • 24:16 - 24:22
    Porque antes de 1980 existiam muito
    menos criancas nasciam no mundo
  • 24:22 - 24:25
    porque haviam menos
    mulheres dando a luz.
  • 24:25 - 24:27
    E e isso que temos hoje.
  • 24:27 - 24:29
    Agora, o que ira acontecer no futuro?
  • 24:29 - 24:32
    Voce sabe o que acontece com
    pessoas velhas como eu?
  • 24:33 - 24:34
    Eles morrem!
  • 24:34 - 24:38
    Sim! Ha alguem aqui que
    trabalha em um hospital.
  • 24:39 - 24:41
    Entao... eles morrem!
  • 24:41 - 24:46
    E o resto cresce 15 anos, e tem
    outros 2 bilhoes de criancas.
  • 24:47 - 24:50
    Agora estes estao velhos,
    hora de morrer.
  • 24:50 - 24:54
    E eses crescem 15 anos, e tem
    2 bilhoes de criancas.
  • 24:54 - 24:59
    Esse morre, e o resto cresce 15
    anos e tem 2 bilhoes de criancas.
  • 24:59 - 25:00
    Ah!
  • 25:00 - 25:03
    Sem aumentar o número de crianças,
  • 25:03 - 25:06
    sem aumentar o tempo de vida,
  • 25:06 - 25:11
    temos mais 3 mil milhões de pessoas nesta
    grande e inevitável enchente de adultos
  • 25:11 - 25:15
    que acontece precisamente quando as
    grandes gerações de jovens envelhecem.
  • 25:15 - 25:21
    Existe mais um detalhe, que é uma boa
    notícia para os mais velhos, como eu.
  • 25:22 - 25:25
    Estima-se que os mais velhos
    vivam um pouco mais.
  • 25:25 - 25:29
    Então teremos de adicionar mais mil
    milhões para os mais velhos aqui no topo.
  • 25:29 - 25:33
    E espero desesperadamente
    fazer parte desse grupo.
  • 25:33 - 25:39
    Porque assim poderei viver mais tempo e ler
    as estatísticas anuais, reportando-as a cada ano.
  • 25:39 - 25:46
    Mas quando eu falo com os melhores ativistas
    ambientais, com preocupações reais com o ambiente
  • 25:46 - 25:51
    eles dizem-me que temos de parar o
    crescimento populacional nos 8 mil milhões.
  • 25:51 - 25:56
    Quando eu falo com eles... primeiro eles não
    sabem que atingimos o pico de crianças.
  • 25:56 - 26:04
    E não se apercebem que a maior parte do crescimento populacional
    restante está inevitavelmente preenchido com adultos.
  • 26:04 - 26:10
    Então acabaremos com mais ou menos
    esta quantidade de pessoas.
  • 26:11 - 26:16
    Sabemos então quantos mil milhões haverão.
    Mas onde é que eles vivem?
  • 26:16 - 26:19
    Agora e no futuro.
  • 26:21 - 26:26
    Aqui têm o mundo
    e aqui estão 7 mil milhões.
  • 26:26 - 26:33
    Desses 7 mil milhões, 1 vive nas Américas
    do norte e do sul.
  • 26:33 - 26:38
    1 na Europa, 1 na África,
  • 26:38 - 26:42
    e 4 na Ásia.
  • 26:42 - 26:44
    Este é o dia de hoje.
    Mas como nos lembramos disto?
  • 26:44 - 26:48
    Tenho uma forma simples de me lembrar:
    eu coloco os números assim
  • 26:48 - 26:51
    e digo que isto é o código PIN do mundo:
    1114.
  • 26:52 - 26:55
    Agora, o que acontecera
    ate meados do seculo?
  • 26:55 - 26:57
    Isso nos sabemos com
    certa precisao.
  • 26:57 - 27:02
    Europa... nenhum crescemento. Na verdade,
    a populacao europeia esta diminuindo.
  • 27:02 - 27:06
    Na America, um pouco mas de pessoas.
    Na maioria aposentados na America Latina,
  • 27:06 - 27:10
    entao nao faz diferenca,
    e quase o mesmo.
  • 27:10 - 27:13
    Na Asia teremos mais
    1 bilhao.
  • 27:13 - 27:16
    E ai o crescimento populacional
    na Asia acabara.
  • 27:16 - 27:21
    Na Africa, nos proximas 40 anos, a
    populacao vai dobrar para 2 bilhoes.
  • 27:21 - 27:25
    Agora... para o final do seculo
  • 27:25 - 27:30
    Bom... sabemos bem que nenhum
    crescimento na Europa, America, Asia...
  • 27:30 - 27:35
    Mas a Africa esta pronta, de acordo
    com os dados de hoje, para dobrar.
  • 27:35 - 27:40
    Entao haverao 4 bilhoes na Africa.
  • 27:40 - 27:45
    Ate 2100, o provavel PIN final
    sera 1145.
  • 27:46 - 27:50
    Entao em 2100 havera um mundo
    bem diferente.
  • 27:50 - 27:54
    As pessoas que vivem no que
    eu chamo de velho oeste,
  • 27:54 - 27:59
    No oeste europeu e na America do norte,
    serao ate la menos de 10% da populacao mundial.
  • 27:59 - 28:03
    80% da populacao mundial vivera
    na Asia e na Africa.
  • 28:04 - 28:07
    Mas haverao recursos o suficiente
    para sustenta-los?
  • 28:08 - 28:14
    Bom, isso sera um desafio e
    nada acontecera automaticamente.
  • 28:14 - 28:22
    Mas eu acho que sera possivel todos
    esses bilhoes viverem bem e juntos.
  • 28:29 - 28:37
    Certamente e facil ver o potencial para uma
    Asia prospera e pacifica, com 5 bilhoes.
  • 28:37 - 28:40
    O Japão, a Coreia do Sul e outros
    já são ricos.
  • 28:40 - 28:49
    Seguindo eles sao partes cada vez maior da
    China, India, Indonesia, e outros paises Asiaticos.
  • 28:49 - 28:55
    Ate nos paises mais pobres da Asia,
    mais e mais tem uma vida decente.
  • 28:57 - 29:02
    Mas e o futuro da Africa,
    de ate 4 bilhoes de pessoas?
  • 29:03 - 29:08
    A maioria nao vivera em pobreza?
  • 29:08 - 29:12
    I ja vi pobreza extrema na Africa.
  • 29:12 - 29:19
    30 anos atras, eu passei os 2 anos mais
    intensos da minha vida sendo um medico
  • 29:19 - 29:25
    em um dos paises mais pobres, Mocambique,
    na costa leste africana.
  • 29:25 - 29:33
    Mozambique ja era independente depois
    de um longo conflito contra Portugal.
  • 29:33 - 29:41
    Meu trabalho era ser 1 dos 2 medicos
    estrangeiros, para 300 mil pessoas.
  • 29:41 - 29:47
    E esse era o hospital. Minha mulher tambem
    trabalhava la como parteira.
  • 29:47 - 29:50
    Esse era todo o pessoal
    do hospital.
  • 29:50 - 29:58
    Os de jaleco branco tiveram a chance durante
    a era colonial de ter pelo menos 1 ano de treinamento
  • 29:58 - 30:01
    Os outros... muitos nao conseguim
    ler ou escrever.
  • 30:01 - 30:06
    Mas todos trabalhavam com tanta
    dedicacao e motivacao.
  • 30:06 - 30:12
    Mas os pacientes vinham com as piores
    enfermagens do pobreza extrema
  • 30:12 - 30:15
    e muitas vezes, nossos recursos nao
    eram o suficiente,
  • 30:15 - 30:22
    e especialmente minhas habilidades como jovem
    medico, nao cumpriram as necessidades dos pacientes.
  • 30:22 - 30:26
    Mocambique ainda e um pais muito pobre.
  • 30:26 - 30:31
    Mas as coisas melhoraram bastante desde
    que eu lá estive há 30 anos.
  • 30:36 - 30:43
    Para comecar, agora ha um hospital novo
    na cidadezinha onde trabalhei ha 30 anos.
  • 30:44 - 30:50
    O novo, e muito maior hospital tem
    15 medicos e 11 deles sao Mozambicanos.
  • 30:50 - 30:54
    Todo o pessoal agora recebem
    bom treinamento.
  • 30:55 - 31:01
    O diretor do hospital e Dr.
    Cashimo, obstetra.
  • 31:02 - 31:04
    Tudo indica que...
  • 31:04 - 31:06
    sera...
  • 31:06 - 31:08
    gemeos!
  • 31:09 - 31:13
    A transformacao la e surpreendente!
  • 31:14 - 31:16
    Temos acidente e emergencia...
  • 31:16 - 31:20
    e pediatria e operacao orthopedica
  • 31:21 - 31:25
    Temos um grando laboratorio e a
    farmacia funciona 24 horas
  • 31:25 - 31:32
    Eles rotineiramente salvam mulheres em parto
    como cesareanas, algo impossivel quando trabalhava la.
  • 31:34 - 31:38
    Agora podemos faze-lo aqui,
    como uma equipe de profissionais...
  • 31:38 - 31:45
    numa sala de operacao equipado
    como outras em qualquer lugar no mundo
  • 31:48 - 31:52
    Tudo melhorou muito.
  • 31:52 - 31:57
    Os que nascem em Mocambique hoje
    deverao ter um futuro resplandescente!
  • 32:00 - 32:05
    Nao so por causa de uma saude melhor,
    mas tambem uma economia crescente
  • 32:05 - 32:08
    com portos e mercados cheios
  • 32:08 - 32:12
    e novas industrias como
    muitos trabalhos novos.
  • 32:16 - 32:20
    Eu sei que voces acham que a boa
    noticia e so sobre cidades.
  • 32:20 - 32:22
    E e verdade!
  • 32:22 - 32:27
    O pior desafio vai ser nas partes rurais,
    onde a maioria das pessoas vivem.
  • 32:27 - 32:30
    Mas as coisas tambem estao
    mudando aqui.
  • 32:33 - 32:39
    Na parte rural no norte de Mocambique
    ha o destrito de Mogovolas.
  • 32:40 - 32:45
    Essa e a casa de Olivia, Andre, e sua
    jovem familia.
  • 32:47 - 32:51
    Como tantos outros pobres no mundo,
    Olivia e Andre sao fazendeiros
  • 32:52 - 32:56
    e dependem no que cultivam para
    comer.
  • 33:00 - 33:04
    São 4 da manhã e as tarefas do dia acenam.
  • 33:07 - 33:09
    Andre vai para o campo.
  • 33:10 - 33:13
    Olivia vai primeiro buscar água
  • 33:13 - 33:16
    Ambos têm de andar quilómetros
    para irem ter a algum sítio.
  • 33:18 - 33:20
    Me leva 2 horas para chegar la
  • 33:22 - 33:26
    Quando esta cheio pode levar 2 horas
  • 33:28 - 33:32
    Quando volto, estou com fome e cansado
  • 33:34 - 33:40
    Sem outro meio de transporte,
    tudo tem de ser levado em mãos.
  • 33:43 - 33:47
    Olivia e Andre têm 8 crianças.
  • 33:47 - 33:50
    Os índices de fertilidade ainda são altos
    na maior parte da África rural.
  • 33:50 - 33:55
    E são as famílias mais pobrem que têm
    mais bocas para alimentar.
  • 33:55 - 33:59
    Qualquer coisa que tem de sobra,
    eles venderao
  • 34:00 - 34:02
    Estou lutando
  • 34:03 - 34:10
    planto todo tipo de planta, mas ate
    com todas as plantas que crescem...
  • 34:10 - 34:18
    ainda nao ganho o suficiente para
    sustentar minha mulher e filhos
  • 34:18 - 34:23
    Mas o crescimento economica esta
    entrando na zona rural.
  • 34:24 - 34:30
    Eu economizei por 3 anos para
    conseguir esse teto para minha casa
  • 34:30 - 34:35
    Agora Andre tem outro objetivo que
    acha que mudara tudo.
  • 34:36 - 34:40
    Eu preciso desesperadamente de uma
    bicicleta. Nao posso ir a lugar algum sem.
  • 34:42 - 34:47
    Bicicletas fazem uma grande diferenca na
    vida dos pobres rurais.
  • 34:47 - 34:52
    Eles economizam horas todos os dias
    e conseguem fazer muito mais.
  • 34:52 - 34:56
    Com uma bicicleta, eles podem
    levar mais peso ao mercado.
  • 34:56 - 34:58
    E ganhar mais dinheiro.
  • 34:58 - 35:00
    Eles podem viajar para achar trabalho
  • 35:00 - 35:04
    e se ficam doentes, podem chegar
    a uma clinica a tempo.
  • 35:06 - 35:13
    Se eu ganhar uma bicicleta,
    vou ficar tao feliz
  • 35:13 - 35:17
    Porque uma casa sem bicicleta
    nao e um lar.
  • 35:18 - 35:24
    Andre e Olivia estao guardando dinheiro
    ha 2 anos. Eles ainda nao tem o suficiente.
  • 35:24 - 35:29
    Tudo agora depende das sementes de
    gergelim, que estao colhendo.
  • 35:29 - 35:34
    Se conseguirem um bom preco,
    talvez consigam.
  • 35:36 - 35:40
    Andre e Olivia moram em um dos
    paises mais pobres
  • 35:40 - 35:44
    E vivem na area rural, a area mais
    pobre em seu pais.
  • 35:44 - 35:51
    Quantas pessoas no mundo vivem como eles?
    E quantos são os pobres?
  • 35:51 - 35:53
    Vou te mostrar essa bitola.
  • 35:53 - 35:56
    Muito simples. Pobres... e... ricos.
  • 35:56 - 35:59
    Aqui tenho os 7 bilhoes novamente.
  • 36:00 - 36:05
    Estao divididos de forma simplificada, dos
    mais pobres aos mais ricos.
  • 36:05 - 36:11
    Agora, quanto recebe por dia,
    em dolar o bilhao mais rico?
  • 36:11 - 36:13
    Vamos ver aqui.
  • 36:13 - 36:15
    Ah...ooohhh..
  • 36:15 - 36:16
    Esta subindo, esta subindo...
  • 36:16 - 36:18
    Ooh... yoi-yoi, yoi-yoi...
  • 36:18 - 36:20
    Eu nao posso nem alcancar.
    100 dolares por dia.
  • 36:21 - 36:26
    Vamos ver o bilhao no meio.
    Quanto eles recebem?
  • 36:26 - 36:31
    Chegara so ate... ate 10 dolares.
  • 36:31 - 36:36
    E depois vou ate o bilhao mais pobre.
    Quanto eles recebem?
  • 36:36 - 36:38
    Bom...
  • 36:38 - 36:40
    So 1 dolar.
  • 36:41 - 36:43
    Essa e a diferenca no mundo de hoje.
  • 36:43 - 36:48
    Os economistas riscam uma linha que
    chamam de pobreza extrema.
  • 36:48 - 36:50
    Um pouco a mais que 1 dolar.
  • 36:50 - 36:56
    E quando voce nao tem o suficiente pra alimentar
    a familia...
  • 36:57 - 36:59
    voce nao tem certeza que vai comer todos os dias
    1 bilhao esta claramente abaixo desse nivel
  • 36:59 - 37:03
    e o segundo bilhao esta dividido
    por essa linha.
  • 37:03 - 37:05
    E outros acima dela.
  • 37:06 - 37:10
    Os mais pobres quase nao tem
    o suficiente para comprar calcado.
  • 37:10 - 37:15
    E quando eles conseguem calcados,
    vao economizar para uma bicicleta
  • 37:15 - 37:17
    Esses sao Andre e Olivia.
  • 37:17 - 37:21
    Depois da bicicleta, vao atras
    da moto.
  • 37:21 - 37:24
    E depois da moto vem o carro.
  • 37:25 - 37:29
    Lembro de quando minha famiila comprou
    o primeiro carro, um pequeno Volkswagen cinza.
  • 37:30 - 37:35
    A primeira coisa que fizemos foi tirar ferias
    na Noroega, porque e muito mais bonito que a Suecia.
  • 37:35 - 37:39
    Foi uma viagem fantastica!
  • 37:39 - 37:45
    E agora estou nesse grupo. Como o bilhao
    mais rico, posso ir as ferias de aviao.
  • 37:45 - 37:48
    Claro que ha pessoas mais ricas que
    as que viagam de aviao.
  • 37:49 - 37:55
    Alguns sao tao ricos que eles ate
    pensam em visitar o espaco.
  • 37:55 - 38:00
    E a diferenca de salario entre as pessaos
    de aviao e os muito ricos la
  • 38:00 - 38:05
    e quase tao grande quanto a diferenca entre
    o pessoal do aviao e essas pessoas aqui
  • 38:05 - 38:08
    ate as pessoas mais pobres, naquele lado.
  • 38:08 - 38:14
    Agora, a coisa mais importante para se
    lembrar sobre essa bitola
  • 38:14 - 38:18
    Para te mostrar, vou precisar
    da minha escadinha
  • 38:18 - 38:23
    As vezes voce precisa de uma
    technologia antiga que funciona.
  • 38:23 - 38:26
    Aqui.
  • 38:29 - 38:33
    Eu so posso chegar ate aqui.
    Agora estou no topo.
  • 38:33 - 38:40
    O problema dos que vivem com mais de
    100 dolares por dia e que quando olhamos
  • 38:40 - 38:45
    os que recebem 10 ou 1 dolar, eles
    a pobreza nao se distingue.
  • 38:45 - 38:47
    Nao podemos ver a diferenca entre
    10 ou 1 dolar por dia.
  • 38:47 - 38:51
    Parece que todos vivem com a
    mesma quantidade de dinheiro.
  • 38:51 - 38:53
    E dizem, "sao todos pobres".
  • 38:53 - 39:00
    Nao sao, posso confirmar, porque
    conheci e conversei com pessoas aqui
  • 39:00 - 39:05
    E posso confirmar que pessoas aqui
  • 39:05 - 39:11
    sabem muito bem quao melhor seria
    a vida se fossem de 1 a 10 dolares
  • 39:11 - 39:13
    E 10 vezes mais do que recebem atualmente!
  • 39:13 - 39:17
    A diference e muito grande.
  • 39:17 - 39:23
    Para entender isso, e isso que
    Olivia e Andre estao tentando fazer agora.
  • 39:23 - 39:27
    Todo passo que nao nessa linha
  • 39:27 - 39:30
    sao para ir de calcados a uma bicicleta
  • 39:30 - 39:36
    Mesmo que a diferenca pareca pequena,
    na vida deles a diferenca e enorme.
  • 39:37 - 39:46
    Se Andre e Olivia conseguissem a bicicleta, mais
    rapidamente chegarao a uma vida melhor por aqui.
  • 39:47 - 39:54
    Hoje, Andre e Olivia se preparam para vender
    a colheita de gergelim que cultivaram por meses.
  • 39:54 - 39:58
    O preco era 25 Meticais
  • 39:59 - 40:02
    Esse ano o preco e melhor
  • 40:02 - 40:05
    Esperam vender entre 40-45 Meticais
  • 40:06 - 40:12
    Mas Andre e Olivia tem que ter cuidado
    para receberem o valor correto
  • 40:12 - 40:20
    Descobrimos que alguns compradores
    estao mexendo nas balancas
  • 40:20 - 40:26
    Entao se nos pesamos e sao 10 kilos...
  • 40:26 - 40:36
    o comprador pode dizer que sao no 7 ou 8
  • 40:36 - 40:39
    Andre e quem vai vender.
  • 40:39 - 40:45
    E espera que seja a ultima vez que tenha que
    pedir ajuda pra levar a colheita ao mercado.
  • 40:48 - 40:52
    Andre agora tem que ficar alerta.
  • 40:53 - 40:57
    Ei, amigo, calcule direito!
  • 40:58 - 41:03
    O negocio fechou. Andre esta feliz
    com o valor que recebeu.
  • 41:06 - 41:09
    Agora vou gastar meu dinheiro!
  • 41:10 - 41:15
    E o momento que a familia
    trabalhou duro para conseguir.
  • 41:33 - 41:38
    A sua jornada ate o mercado
    tomou a manha toda andando.
  • 41:38 - 41:43
    Agora, em menos de uma hora
    ele pode ir pra casa.
  • 41:50 - 41:52
    Voce comprou uma bicicleta!
  • 41:52 - 41:54
    Sim querida, comprei uma bicicleta!
  • 42:02 - 42:05
    E comecam a usar a bicicleta imediatamente.
  • 42:06 - 42:08
    As criancas usam para buscar agua.
  • 42:08 - 42:12
    Andre carrega a colheita ate o mercado
  • 42:12 - 42:18
    E tao importante quanto, Olivia e Andre
    agora podem chegar as aulas para adultos
  • 42:18 - 42:23
    para poderem aprender melhor matematica
    e a ler e escrever.
  • 42:25 - 42:31
    Agora eu quero economizar para comprar
    uma moto para carregar minha esposa e filhos
  • 42:32 - 42:34
    E isso que quero agora.
  • 42:39 - 42:46
    E otimo ver Olivia e Andre pedalando,
    saind da pobreza extrema.
  • 42:46 - 42:49
    E que usam a bicicleta para se
    alfabetizar.
  • 42:50 - 42:55
    Educacao e muito importante para
    o progresso das pessoas e para nacoes.
  • 42:55 - 43:01
    Mas quantos sabem o que realmente
    aconteceu com a educacao mundial?
  • 43:01 - 43:05
    E hora da pesquisa sobre ignorancia
    britanica.
  • 43:05 - 43:06
    Aqui vamos nos
  • 43:06 - 43:11
    Perguntamos qual porcentagem de adultos
    no mundo hoje sao alfabetizados?
  • 43:12 - 43:18
    Posso perguntar a audiencia? Quantos
    adivinham 20%? Levantem as maos.
  • 43:18 - 43:20
    40?
  • 43:22 - 43:24
    60?
  • 43:24 - 43:27
    E 80? Ha, ha, ha.
  • 43:27 - 43:31
    Esse e o resultado da pesquisa
    Britanica.
  • 43:36 - 43:43
    Com os resultados que vemos,
    ja podem ver a resposta correcta, ne?
  • 43:43 - 43:47
    E claro que 80% e a resposta correta.
  • 43:47 - 43:51
    Pelo menos voces foram melhores
    que a media Britanica.
  • 43:51 - 43:55
    Sim, 80% da populacao mundial hoje
    consegue ler e escrever.
  • 43:55 - 44:00
    Alfabetizacao esta a 80%... na verdade,
    os ultimos numeros um pouco acima.
  • 44:00 - 44:05
    Entao se eu comparasse a chimpanzes,
    voces sabem....
  • 44:05 - 44:08
    mais uma vez só obtem resultados
    aleatórios dos chimpanzés.
  • 44:08 - 44:13
    Mas voce consegue 3 vezes mais respostas
    corretas do que dos Britanicos.
  • 44:13 - 44:17
    E agora os alunos universitarios
  • 44:17 - 44:20
    Talvez saibam disso... oh, pior.
  • 44:20 - 44:24
    O que estao ensinando nas
    universidades Britanicas?
  • 44:24 - 44:31
    O ponto de vista comum do mundo esta ultrapassada
    por decadas. A media nao ando comunicando.
  • 44:31 - 44:35
    Mas talvez seja porque o mundo muda
    rapido demais.
  • 44:35 - 44:37
    Senhoras e senhores,
  • 44:37 - 44:41
    Vou mostrar-lhes meu
    grafico favorito,
  • 44:41 - 44:49
    vou mostrar a historia de 200
    paises em menos de 1 minuto
  • 44:49 - 44:55
    Tenho um eixo para rendimento.
    Tenho um eixo para expectativa de vida.
  • 44:55 - 45:00
    Comeco em 1800, e aqui estao
    todos os paises.
  • 45:00 - 45:04
    La em 1800 todos eram
    pobres e doentes, podem ver?
  • 45:04 - 45:07
    Pouca esperança de vida, pouco dinheiro.
  • 45:07 - 45:09
    E agora vem os efeitos da
    Revolucao Industrial.
  • 45:09 - 45:15
    E claro, poises no Oeste Europeu estao
    ficando mais ricos, mas nao muito mas saudavieis
  • 45:15 - 45:19
    E as colonias nao recebem
    nenhum beneficio,
  • 45:19 - 45:21
    esses paises permanecem no canto pobre
  • 45:21 - 45:27
    E agora a saude esta melhorando,
    chegando la em cima no novo seculo.
  • 45:27 - 45:32
    E a terrivel 1a Guerra, e a
    recessao depois dela
  • 45:32 - 45:34
    E depois a segunda guerra mundial.
  • 45:34 - 45:37
    Oh. E agora a independência.
  • 45:37 - 45:41
    Com independencia, a saude esta melhorando
    muito mais do que antes nesses paises.
  • 45:42 - 45:47
    A agora a China e America Latina
    comecam a se desenvolver economicamente.
  • 45:48 - 45:49
    Eles chegam aqui.
  • 45:49 - 45:53
    E India segue, e paises Africanos tambem.
  • 45:53 - 45:56
    E uma mudanca incrivel que aconteceu no mundo
  • 45:57 - 46:03
    Sabe, na frente aqui temos EUA e Reino
    Unido, mas eles nao andam mais tao rapido.
  • 46:03 - 46:05
    Os rapidos estao aqui no meio.
  • 46:05 - 46:09
    China se move depressa para alcancar
    os outros. E Bangladesh...
  • 46:09 - 46:15
    Olha, Bangladesh ja esta la, saudavel
    e comecando a crescer economicamente.
  • 46:15 - 46:20
    E Mocambique. Sim, Mocambique esta la
    atras, e indo na direcao certa.
  • 46:21 - 46:25
    Mas esses numeros sao medias
    dos paises.
  • 46:25 - 46:30
    E as pessoas? Elas tem uma
    vida melhor?
  • 46:30 - 46:34
    Agora vou mostrar algo super
    legal para estatisticos.
  • 46:34 - 46:39
    Vou mostrar a distribuicao de
    renda. A diferenca entre pessoas.
  • 46:39 - 46:42
    E para faze-lo, levarei essas
    bolas para 50 anos atras.
  • 46:42 - 46:45
    E vamos dar uma olhada so
    na renda.
  • 46:45 - 46:52
    E para fazer isso, temos que expandir e
    ajustar o eixo, porque os ricos sao tao ricos
  • 46:52 - 46:55
    e os pobres tao pobres, entao a
    diferenca sera maior entre paises.
  • 46:55 - 47:00
    O agora vamos deixar os paises
    cairem. Esse sao os EUA,
  • 47:00 - 47:03
    E para espalhar o intervalo
    dentro de cada pais.
  • 47:03 - 47:06
    Deixe todos as paises nas Americas cairem.
  • 47:06 - 47:10
    E agora voce pode ver dos mais
    ricos aos mais pobres.
  • 47:10 - 47:15
    E a altura voi mostrar quantos
    existem em cada nivel de rendimento.
  • 47:15 - 47:19
    Agora vamos deixar cair a Europa.
  • 47:19 - 47:23
    E em cima deles, cai a Africa.
  • 47:23 - 47:30
    Por ultimo, a regiao com mais pessoas,
    em cima de tudo, a Asia.
  • 47:30 - 47:36
    Em 1963, o mundo tinha 2 corcovas:
  • 47:36 - 47:40
    a primeira mais rica, parece um camelo, nao?
  • 47:40 - 47:44
    A 1a aqui com os mais ricos, na maioria
    na Europa e Americas.
  • 47:44 - 47:49
    E depois a corcova mais pobre la,
    na maioria Asia e Africa.
  • 47:49 - 47:52
    E a linha de pobreza estava ali.
  • 47:52 - 47:58
    Podem ver quantas pessoas na
    pobreza extrema 50 anos atras?
  • 47:58 - 48:00
    E a maioria esta na Asia.
  • 48:00 - 48:06
    Pessoas diziam que a Asia nunca sairia da pobreza,
    exatamente o que dizem hoje sobre a Africa.
  • 48:06 - 48:08
    E agora, o que aconteceu?
  • 48:08 - 48:09
    Vou iniciar o mundo.
  • 48:10 - 48:15
    E voces podem ver que muitas pessoas nascem
    na pobreza aqui, mas a Asia comeca a receber mais
  • 48:15 - 48:19
    E 1 bilhao sai da pobreza extrema assim
  • 48:19 - 48:24
    e o mundo todo comeca a mudar, e
    nosso camelo esta morto.
  • 48:24 - 48:27
    Renasceu como um dromedário.
  • 48:28 - 48:31
    E o que voce pode ver aqui, voce sabe,
  • 48:31 - 48:36
    E a variacao dos mais ricos, que sao
    a maioria no meio,
  • 48:36 - 48:41
    e tem uma porcao menor do mundo
    dentro a pobreza extrema hoje
  • 48:41 - 48:46
    mas cuidado, ainda sao muitos: mais
    de 1 bilhao de pessoas na pobreza extrema.
  • 48:47 - 48:53
    Agora a questao e: esse cresimento para
    fora da pobreza extrema pode continuar
  • 48:53 - 48:57
    para aqueles na Africa e para os
    novos bilhoes na Africa?
  • 48:59 - 49:07
    Eu acho que e possivel, ate provavel, que a
    maioria dos paises Africanos sairao da pobreza.
  • 49:07 - 49:12
    Sera necessario muita sabedoria e
    investimento, mas pode acontecer.
  • 49:14 - 49:20
    Os muitos paises da Africa nao estao
    avancando ao mesmo tempo.
  • 49:20 - 49:24
    Alguns estao indo rapido, outros
    estao presos em um conflito.
  • 49:24 - 49:29
    Mas a maioria, como Mocamibque, agora
    estao progredindo regularmente.
  • 49:31 - 49:35
    E para alimentar todos os novos
    Africanos no futuro?
  • 49:35 - 49:42
    Sim, hoje ainda temos falta, mas
    tambem ha muito potencial aqui.
  • 49:42 - 49:49
    Rendimento agricola na Africa sao so uma
    fracao do que poderiam ser com tecnologia.
  • 49:53 - 49:57
    E os rios quase nao sao usados para
    irrigacao.
  • 49:57 - 50:05
    Um dia a Africa poderia estar bem com
    equipamentos e cultivar comida para muitos bilhoes.
  • 50:06 - 50:11
    E por favor, nao imagine que sou so eu
    que acha que a Africa pode ser tudo isso.
  • 50:11 - 50:20
    As Nacoes Unidas esta prestes a ter uma
    nova meta oficial: eliminar a pobreza
  • 50:21 - 50:27
    extrema em 20 anos. Todos entendem
    que sera dificil, mas sinceramente acho possivel.
  • 50:28 - 50:30
    Imagine se isso acontecesse.
  • 50:30 - 50:35
    Agora, o que vemos e que a parte
    rica se mexe...
  • 50:35 - 50:41
    e o meio se mexe... mas
    os mais pobres estao presos.
  • 50:42 - 50:47
    Aqui na pobreza extrema achamos
    a maioria dos analfabetos.
  • 50:47 - 50:51
    Aqui achamos um indice alto de mortalidade
    infantil, e muitos filhos para cada mulher.
  • 50:52 - 50:59
    E como se a pobreza extrema se reproduz
    se voce nao acabar com ela rapidamente.
  • 50:59 - 51:05
    Mas Andre e Olivia, pessoas como essas,
    trabalham muito para sair dela,
  • 51:05 - 51:11
    E se conseguem uma ajudinha do governo,
    ou ate do mundo afora
  • 51:11 - 51:19
    com coisas como escola, saude, vacinas,
    estradas, eletricidade, contraceptivos,
  • 51:19 - 51:25
    entao conseguirao. Com o suor e trabalho,
    vao se dar bem.
  • 51:25 - 51:32
    Agora vamos seguir Andre e Olivia quando
    eles cruzam a linha, sabe?
  • 51:32 - 51:37
    É possível dentro de algumas décadas...
    SIM!
  • 51:37 - 51:41
    Mas sair da pobreza e so o comeco.
  • 51:41 - 51:46
    Pessoas querem continuar subindo essa
    linha para uma vida melhor.
  • 51:46 - 51:49
    Mas o que significa ter uma boa vida?
  • 51:51 - 51:58
    Para a maior parte do mundo, a boa vida está
    relacionada com mais máquinas e mais energia.
  • 51:58 - 52:07
    So que ha um problema. Isso adiciona
    mais a ameaca do futuro: mudanca climatica severa.
  • 52:07 - 52:12
    80% da energia que o mundo usa
    e derivado de combustiveis fosseis
  • 52:12 - 52:17
    e a ciência mostra que o clima pode mudar
    dramaticamente no futuro
  • 52:17 - 52:25
    por causa das emissões de dióxido de carbono
    da queima contínua de combustíveis fósseis.
  • 52:26 - 52:31
    Não sou a melhor pessoa para vos dizer
    quão má a mudança climática será
  • 52:31 - 52:34
    nem sou especialista em como preveni-la.
  • 52:35 - 52:42
    O que posso fazer é mostrar dados que vos levem a
    perceber quem emite mais dióxido de carbono.
  • 52:42 - 52:45
    Vou mostrar isto.
  • 52:45 - 52:49
    Lembra da minha bitola do bilhao
    mais pobre ao bilhao mais rico
  • 52:49 - 52:54
    dos que quase nao tem dinheiro para
    calcados aos que podem viajar de aviao
  • 52:54 - 53:03
    agora isso mostra a quantidade total de
    combustiveis fosseis que o mundo usa um um ano
  • 53:03 - 53:05
    carvão, petróleo e gás natural.
  • 53:05 - 53:09
    E representa mais ou menos a emissão
    total de dióxido de carbono.
  • 53:09 - 53:13
    Qual parte é usada pelo
    mil milhão mais rico?
  • 53:14 - 53:16
    Metade.
  • 53:16 - 53:19
    Agora o segundo mil milhão mais rico.
  • 53:19 - 53:21
    Metade do que resta.
  • 53:21 - 53:24
    E já percebeu quanto o terceiro usa:
  • 53:24 - 53:28
    metade do que resta. E os outros
    quase não usam nada.
  • 53:28 - 53:38
    Estes são números redondos, mas demonstram claramente que os
    combustíveis fósseis são usados pelos 1, 2, 3 mil milhões mais ricos,
  • 53:38 - 53:40
    mais de 85% do total.
  • 53:40 - 53:48
    Agora o bilhao mais rico pelo menos nao
    cresce mais, mas veremos se reduzira.
  • 53:48 - 53:53
    E nessas proximas decadas, o avanco
    economico desses 2
  • 53:53 - 53:57
    que ira aumentar a utilizacao de combustiveis
    fosseis e a emissão de dióxido de carbono.
  • 53:58 - 54:03
    Mesmo se esses aqui saissem da pobreza
    extrema e chegarem ate a moto
  • 54:03 - 54:08
    isso nao contribue muito a emissão
    total de dióxido de carbono.
  • 54:08 - 54:15
    E os novos bilhoes de pessoas dentro dos
    proximos 40 anos vao ser parte desse grupo.
  • 54:15 - 54:20
    Mesmo assim, se voce perguntar aos
    mais ricos, eles nao sabem.
  • 54:20 - 54:25
    Eles veem o mundo da altura das emissoes
    deles e dizem:
  • 54:25 - 54:30
    "Oh, eles la nao podem viver como
    nos. Voces querem destruir o planeta?"
  • 54:31 - 54:38
    Voce ve, eu acho o raciocinio dos que estao
    tentando subir muito mais coreto e logico.
  • 54:38 - 54:43
    Eles dizem: "Quem sao voces pra dizer
    que nao podemos viver como voces?
  • 54:43 - 54:48
    Voces tem que mudar primeiro, se
    voces querem que facamos algo diferente."
  • 54:50 - 54:56
    Muito e necessario para ter uma vida
    boa, que bilhoes no mundo ainda nao tem.
  • 54:56 - 55:03
    O vilarejo e a casa de Andre, como
    muitos outros, nao tem eletricidade.
  • 55:04 - 55:07
    Moçambique tem reservas imensas de carvão.
  • 55:07 - 55:14
    e se ela e outros paises pobres construissem
    estacoes de energia baratos que usam
  • 55:14 - 55:20
    carvao para eletricidade e industria, nao
    acho que quem emite mais carbono deveria interferir.
  • 55:20 - 55:26
    Agora vou perguntar 2 coisas que pergunto
    a meus alunos Suecos.
  • 55:26 - 55:31
    A primeira e: quantos de voces nao
    viajaram de aviao esse ano?
  • 55:34 - 55:35
    U-hum.
  • 55:35 - 55:40
    Bastante nao precisa voar. Entao a
    proxima questao e:
  • 55:40 - 55:46
    Quem de vós se manteve afastado
    das máquinas de lavar
  • 55:46 - 55:49
    e lavou à mão todos os lençóis e
    roupas durante o ano passado?
  • 55:50 - 55:53
    Já sabia, ninguém.
  • 55:53 - 55:59
    Todos que podem comprar uma maquia de
    lavar, ate os ecologistas mais dedicados.
  • 56:00 - 56:03
    E ainda me lembro do dia em que minha
    familia conseguiu uma maquia de lavar.
  • 56:04 - 56:07
    Era o dia 1 de novembro de 1952.
  • 56:07 - 56:11
    A vovó foi convidada a estreiar
    a maquina.
  • 56:11 - 56:15
    Ela havia lavado coisas a mao para
    sua familia de 9 a vida toda.
  • 56:15 - 56:24
    E quando ela colocou as roupas na maquina, ela
    se sentou e assistiu o ciclo todo durante uma hora.
  • 56:24 - 56:26
    Ela ficou absolutamente surpreendida.
  • 56:26 - 56:32
    Para minha mae, isso tambem quis dizer
    muito mais tempo para fazer outras coisas.
  • 56:32 - 56:37
    Ela podia me ler historias, e
    acho que isso que me fez profesor.
  • 56:37 - 56:41
    E claro que dissemos "obrigada, siderurgia,
  • 56:41 - 56:46
    obrigada fabrica de sabao em po,
    obrigada estacao de luz."
  • 56:48 - 56:50
    Agora...
  • 56:50 - 56:57
    Quando penso onde estamos, so tenho
    um humilde conselho para voce,
  • 56:57 - 57:01
    fora o resto: observe os dados.
  • 57:01 - 57:03
    Vejam os factos acerca do mundo.
  • 57:03 - 57:11
    E verão onde estamos hoje e como podemos seguir em frente
    com todos estes mim milhões no nosso planeta maravilhoso.
  • 57:12 - 57:16
    Os desafios da pobreza extrema foram
    grandemente reduzidos
  • 57:16 - 57:21
    e, pela primeira vez na história, temos o poder
    de acabar com ela de uma vez por todas.
  • 57:23 - 57:27
    O desafio do crescimento populacional
    já está, de facto, a ser resolvido,
  • 57:28 - 57:31
    o número de crianças já parou de crescer.
  • 57:31 - 57:37
    E para o desafio das mudanças climáticas,
    ainda podemos evitar o pior.
  • 57:37 - 57:44
    Mas isso requer que os mais ricos,
    o mais depressa possível,
  • 57:44 - 57:52
    encontrem uma forma de usar os recursos
    e energia num nível que, passo a passo,
  • 57:52 - 57:58
    possa ser partilhado por 10 mil milhões ou
    11 mil milhões no final deste século.
  • 57:58 - 58:01
    Nunca me chamei otimista,
  • 58:01 - 58:04
    mas digo que sou um "possibilista".
  • 58:04 - 58:08
    E também digo que o mundo é muito melhor do que a maioria pensa.
  • 58:08 - 58:11
    Muito obrigado!
Title:
DON'T PANIC — Hans Rosling showing the facts about population
Description:

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Video Language:
English
Duration:
58:51

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