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← O passado, o presente e o futuro do vício da nicotina.

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Showing Revision 86 created 02/02/2020 by Margarida Ferreira.

  1. Vou contar-vos uma história.
  2. Vou contar-vos uma história
  3. sobre como surgiu
    o bem de consumo mais mortal
  4. que possam imaginar.
  5. É o cigarro.
  6. O cigarro é o único bem de consumo
  7. que, quando usado como previsto,
  8. matará, prematuramente, metade
    dos utilizadores, a longo prazo.
  9. Mas também é uma história
  10. sobre o que fazemos na Administração
    de Alimentos e Drogas (FDA),
  11. e, especificamente,
    o trabalho que estamos a fazer
  12. para criar o cigarro do futuro,
  13. que não conseguirá
    criar ou alimentar o vício.
  14. Muitas pessoas pensam que o problema
    do tabaco ou do cigarro

  15. já está resolvido nos EUA
  16. por causa do ótimo progresso
  17. feito nos últimos 40, 50 anos
  18. em relação ao seu consumo
    e predomínio.
  19. E é verdade;
  20. as taxas de tabagismo
    estão historicamente baixas.
  21. É verdade tanto para os adultos
    como para os miúdos.
  22. É verdade que aqueles
    que continuam a fumar
  23. estão a fumar menos cigarros por dia
  24. do que em qualquer época na história.
  25. Mas, e se eu vos dissesse
    que o uso do tabaco,

  26. sobretudo pela exposição direta
  27. e, depois, pela exposição
    ao fumo dos cigarros,
  28. continua a ser a principal causa
    de doenças e mortes
  29. que podiam ser evitadas neste país?
  30. Bem, isso é verdade.
  31. E se eu vos dissesse que isso está
    atualmente a matar mais pessoas
  32. do que pensávamos?
  33. Isso também é verdade.
  34. Fumar mata mais pessoas por ano
  35. do que o álcool, a SIDA,
    os acidentes de viação,
  36. do que as drogas ilegais, os assassínios
    e os suicídios, tudo junto,
  37. a cada ano que passa.
  38. Em 2014,

  39. o antecessor do Dr. Adams
  40. publicou o 50.º relatório
    do diretor da Saúde Pública
  41. sobre o tabaco e a saúde.
  42. Esse relatório mostrou o aumento
    do número total anual de vítimas do tabaco
  43. porque a lista de doenças
    relacionadas com o tabaco
  44. aumentou.
  45. Atualmente, a estimativa conservadora
  46. é que fumar mata
    480 mil americanos por ano.
  47. São mortes completamente evitáveis.
  48. Como lidamos com uma estatística destas?

  49. Ouvimos falar muito nesta conferência
  50. de experiências pessoais e individuais.
  51. Como lidamos com isso
    a nível da população,
  52. quando há 480 mil mães,
  53. pais, irmãs, irmãos, tias e tios
  54. que morrem desnecessariamente
    todos os anos por causa do tabaco?
  55. O que acontece quando pensamos
    nesta trajetória para o futuro?

  56. Basta fazermos umas contas:
  57. desde o 50.º aniversário do relatório
    de Saúde Pública, há cinco anos,
  58. quando foi divulgada
    esta estatística terrível,
  59. relativa apenas a meio século,
  60. já são mais de 17 milhões de mortes
    que podiam ter sido evitadas, nos EUA
  61. por causa do tabaco,
  62. sobretudo por causa dos cigarros.
  63. O diretor da Saúde Pública
    chegou à conclusão
  64. de que 5,6 milhões de crianças
    existentes nos EUA, em 2014,
  65. vão morrer prematuramente
    por causa do cigarro.
  66. São 5,6 milhões de crianças.
  67. Então este é um enorme problema
    de saúde pública para todos nós

  68. especialmente para nós,
    entidades reguladoras,
  69. na Administração de Alimentos e Drogas
    e no Centro para Produtos do Tabaco
  70. O que podemos fazer quanto a isto?
  71. O que podemos fazer para inverter
    essa trajetória de doenças e mortes?
  72. Nós temos um guia interessante
    para clarificar problemas, por exemplo:

  73. Como é que o cigarro se tornou
    naquilo que conhecemos?
  74. Qual a verdadeira natureza
    da indústria do tabaco e dos cigarros?
  75. Como se comporta a indústria
  76. num mercado historicamente
    não regulamentado?
  77. Este nosso guia
  78. são documentos internos anteriormente
    secretos da indústria do tabaco.
  79. Venham comigo
  80. numa máquina do tempo
    dos documentos da indústria do tabaco.
  81. Em 1963, faltavam 25 anos,

  82. para o diretor da Saúde Pública
    conseguir chegar à conclusão
  83. de que a nicotina e o cigarro
    eram viciantes.
  84. Isso só aconteceu, em 1998, no relatório
    do diretor da Saúde Pública.
  85. Em 1963, faltava um ano
  86. para o primeiro relatório, de 1964,
    do administrador da Saúde Pública.
  87. Lembro-me de 1964.

  88. Não me lembro desse relatório
  89. mas lembro-me de 1964.
  90. Eu era um miúdo a crescer
    em Brooklyn, Nova Iorque.
  91. Era uma época
  92. em que quase um em cada
    dois adultos fumava, nos EUA.
  93. Os meus pais eram grandes fumadores
    nessa época.
  94. O uso do tabaco estava normalizado
    de forma tão incrível
  95. — e isso não era na Carolina do Norte,
    na Virgínia ou no Kentucky,
  96. era em Brooklyn —
  97. que nós fazíamos cinzeiros
    para os pais na aula de artes e ofícios.
  98. (Risos)

  99. Os cinzeiros que eu fiz eram horríveis,
    mas eram cinzeiros.

  100. (Risos).

  101. Tão normalizado que me lembro de ver
    um recipiente para cigarros

  102. à entrada da nossa casa e noutras casas
  103. como um gesto de boas-vindas
    para os amigos que nos iam visitar.
  104. Ok, voltamos a 1963.

  105. O principal advogado
    da Brown & Williamson,
  106. que era então a terceira maior
    companhia de cigarros nos EUA,
  107. escreveu o seguinte:
  108. "A nicotina é viciante.
  109. "Portanto, estamos no negócio
    de vender nicotina — uma droga viciante."
  110. É uma declaração espantosa,
  111. tanto pelo que não diz
    como pelo que diz.
  112. Ele não diz que o negócio deles
    é o cigarro.
  113. Não diz que o negócio deles é o tabaco.
  114. Diz que o negócio deles é vender nicotina.
  115. Philip Morris, em 1972:

  116. "O cigarro não é um produto,
  117. "é uma embalagem.
  118. "O produto é a nicotina...
  119. "A embalagem é um recipiente que armazena
    o fornecimento diário de nicotina...
  120. "O cigarro é um distribuidor
    de uma dose de nicotina".
  121. Voltaremos mais adiante
    a esta noção de dose.
  122. E R.J Reynolds, em 1972:

  123. "De certo modo, a indústria do tabaco
    pode ser encarada
  124. "como um segmento especializado,
    muito ritualizado e estilizado
  125. "da indústria farmacêutica.
  126. "Os produtos do tabaco só servem
    para administrar a nicotina,
  127. "uma potente droga, com uma série
    de efeitos fisiológicos".
  128. Nessa época, e durante muitas décadas,

  129. a indústria negou totalmente
    o poder viciante, em público,
  130. e negou totalmente
    a relação de causalidade.
  131. Mas conheciam a verdadeira natureza
    de seu negócio.
  132. E de tempos em tempos,
  133. foram-se tornando públicos
    problemas de saúde quanto aos cigarros,
  134. conhecidos muitas décadas antes.
  135. Como é que a indústria reagiu?
  136. Como é que reagiram
  137. nesse mercado historicamente
    não regulamentado?
  138. Recuando até aos anos 30,

  139. reagiu com uma publicidade
    que exibia imagens de médicos
  140. e de outros profissionais da saúde
  141. a enviar mensagens de tranquilidade.
  142. Este é um anúncio da Lucky Strikes,
  143. o cigarro popular nos anos 30:
  144. "20 679 médicos dizem que
    os Luckies são menos irritantes".

  145. "A proteção da garganta
    contra a irritação, contra a tosse".
  146. (Risos)

  147. Nós rimo-nos,

  148. mas este era o tipo de publicidade
  149. que havia para enviar uma mensagem
    de tranquilidade, quanto à saúde.
  150. Avancemos rapidamente
    para os anos 50, 60 e 70.

  151. E aqui, novamente,
    na ausência de regulamentação,
  152. vamos assistir a modificações do produto
  153. e da conceção do produto
  154. para responder às preocupações
    da época sobre a saúde.
  155. Este é o filtro Kent Micronite.

  156. Aqui, a "inovação"
    foi o cigarro com filtro.
  157. "O total prazer de fumar...

  158. "e a prova da melhor proteção
    de saúde já feita."
  159. O que o fumador deste produto não sabia,

  160. o que os médicos não sabiam,
  161. o que o governo não sabia,
  162. é que aquele filtro era forrado
    com amianto...
  163. Assim, quando os fumadores
    usavam o cigarro com filtro,

  164. e continuavam a inalar
    os químicos e o fumo
  165. que sabemos estarem associados
    ao cancro, às doenças de pulmões
  166. e do coração,
  167. estavam também a inspirar
    fibras de amianto.
  168. Nos anos 60 e 70,

  169. a alegada invenção foi o cigarro "light".
  170. Esta é uma marca típica
    da época, chamada True.
  171. Isto foi depois de começarem a aparecer
    os relatórios de Saúde Pública.
  172. Vemos os sinais de preocupação
    na cara dela.
  173. "Considerando tudo o que oiço dizer,

  174. "decidi que, ou parava de fumar
    ou passava a fumar True.
  175. "Eu fumo True."
  176. (Risos)

  177. "O cigarro com baixo alcatrão,
    com baixa nicotina."

  178. E então diz: "Pensem nisso."
  179. E logo abaixo, em letras pequeninas,
  180. estão os números
    do alcatrão e da nicotina.
  181. O que era um cigarro "light"?
  182. Como é que funcionava?
  183. Isto é uma ilustração
    da modificação do produto

  184. conhecido por "ventilação do filtro".
  185. Este não é um filtro real,
    é somente uma imagem,
  186. para podermos ver as filas
    dos buracos de ventilação
  187. perfurados a laser no filtro.
  188. Quando olhamos para um cigarro real,
    são mais difíceis de ver.
  189. Todas as patentes deste produto
  190. mostram que os buracos de ventilação
    deviam estar a 12 milímetros
  191. a partir da ponta do filtro
    do lado dos lábios.
  192. Como é que funcionava?
  193. O cigarro era colocado numa máquina.

  194. A máquina começava a fumar o cigarro
  195. e ia gravando os níveis
    de alcatrão e nicotina
  196. À medida que a máquina ia fumando,
  197. o ar exterior passava
    pelos buracos de ventilação
  198. e diluía a quantidade de fumo
    que passava pelo cigarro.
  199. Assim, à medida que a máquina fumava,
  200. passava menos alcatrão e nicotina
  201. em comparação com um cigarro normal.
  202. Mas a indústria do tabaco sabia
  203. que as pessoas não fumam como máquinas.
  204. Como é que as pessoas fumam?
  205. Onde colocam os dedos?
  206. Onde é que ficam os lábios?

  207. Eu disse que a patente dizia
  208. que os buracos estão a 12 milímetros
    a partir dos lábios.
  209. O fumador nem sabia
    que havia ali buracos,
  210. mas entre os dedos e os lábios
    os buracos ficam tapados.
  211. E quando os buracos ficam bloqueados,
    o cigarro deixa de ser "light".
  212. Acontece que, na verdade,
    dentro de um cigarro "light"
  213. há tanta nicotina
    como num cigarro normal.
  214. A diferença estava
    no que existia por fora.
  215. Mas, se bloquearmos
    o que está por fora,
  216. é um cigarro normal.
  217. O Congresso encarregou a FDA
    de regulamentar os produtos de tabaco,

  218. faz 10 anos em junho
  219. Já ouviram, no início, as estatísticas,
  220. sobre a contribuição extraordinária
    dos cigarros para as doenças e mortes.
  221. Também temos prestado muita atenção
  222. à forma como o cigarro serve
    de dispositivo de administração da droga
  223. e a eficácia espantosa
    com que administra a nicotina.
  224. Vamos dar uma olhadela.
  225. Quando um fumador dá uma fumaça,
  226. a nicotina dessa fumaça
    chega ao cérebro
  227. em menos de 10 segundos.
  228. Em menos de 10 segundos.
  229. No cérebro,
  230. há umas coisas chamadas
    "recetores de nicotina".
  231. Eles estão lá...
  232. ... à espera.
  233. Estão à espera, nas palavras
    do documento da Philip Morris,
  234. da próxima "dose de nicotina".
  235. O fumador que vemos lá fora,

  236. num grupo com outros fumadores,
  237. ao frio,
  238. ao vento,
  239. à chuva,
  240. está a sentir ansiedade
  241. e pode estar a sofrer
    sintomas de abstinência.
  242. Esses sintomas de abstinência
    são uma mensagem química
  243. que aqueles recetores
    enviam ao corpo, dizendo:
  244. "Alimentem-me!"
  245. Um produto que consegue administrar droga
    em menos de 10 segundos
  246. torna-se extremamente eficaz,
    é um produto incrivelmente viciante.
  247. Falámos com muitos especialistas
    em tratamentos de vícios
  248. ao longo dos anos.
  249. A história que eu ouço é sempre a mesma:
  250. "Durante muito tempo,
    conseguia tirar alguém da heroína
  251. "do 'crack' ou da cocaína.
  252. "Mas não consigo levar ninguém
    a abandonar os cigarros".
  253. Uma grande parte da explicação
    é essa coisa dos 10 segundos.
  254. A FDA, no âmbito do seu alcance regulador

  255. usa os instrumentos
    de regulamentação de produtos
  256. para tornar os cigarros atuais
    minimamente ou nada viciantes.
  257. Estamos a trabalhar nisso.
  258. Pode haver um impacto profundo
    a nível populacional
  259. graças a esta política.
  260. Fizemos um modelo dinâmico
    a nível populacional, há um ano,
  261. e publicámos os resultados
    no The New England Journal.
  262. Dados os efeitos geracionais
    desta política,
  263. vou explicá-la rapidamente.
  264. Isto é o que prevemos
    até ao fim deste século:
  265. mais de 33 milhões de pessoas
  266. que, de outro modo, se teriam tornado
    em fumadores regulares, não se tornarão,
  267. porque o cigarro que estarão a fumar
  268. não cria nem alimenta o vício.
  269. Isso baixará a taxa de fumadores adultos
    para menos de 1,5%.
  270. E essas duas coisas combinadas
  271. resultariam em evitar mais de oito milhões
    de mortes relacionadas com o cigarro
  272. que, caso contrário, teriam ocorrido
  273. a partir do impacto geracional.
  274. Agora, porque é que estou
    a dizer "geracional"?

  275. Trata-se dos miúdos.
  276. 90% dos fumadores adultos
    começaram a fumar quando eram miúdos.
  277. Metade deles tornaram-se
    fumadores regulares
  278. antes de terem idade legal
    para comprar um maço de cigarros.
  279. Metade deles tornou-se fumador
    antes dos 18 anos de idade.
  280. Experimentação.
  281. Fumar regularmente.
  282. Vício.
  283. Décadas de fumo.
  284. E depois a doença.
  285. É por isso que estamos a falar
    de um produto
  286. que matará prematuramente metade
    dos seus utilizadores, a longo prazo.
  287. O impacto geracional
    desta política de redução de nicotina
  288. é profundo.
  289. Aqueles velhos documentos
    da indústria referem os jovens.
  290. Estes são descritos como
    "os fumadores substitutos"
  291. — os fumadores que substituem
    os adultos fumadores viciados
  292. que morrem ou que desistem.
  293. A futura geração de miúdos,
    especialmente os adolescentes,

  294. vão envolver-se em comportamentos de risco
  295. Não podemos impedir isso.
  296. Mas, e se o único cigarro
    a que puderem deitar as mãos
  297. não puder criar nem sustentar o vício?
  298. Este é o retorno no investimento
    em saúde pública
  299. a nível populacional ao longo do tempo.
  300. Eu ainda não disse nada
    sobre os cigarros eletrónicos,

  301. mas tenho uma coisa a dizer sobre eles.
  302. (Risos)

  303. Lidamos com uma epidemia do uso
    destes cigarros, pelos miúdos.

  304. O que mais nos preocupa,
  305. para além dos números crescentes,
    no que se refere à taxa de prevalência
  306. é a frequência.
  307. Não só há mais miúdos
    a usar esses cigarros,
  308. como há mais miúdos a utilizá-los
    durante 20 dias ou mais, no mês passado,
  309. do que em qualquer época
    desde que eles foram lançados.
  310. Na FDA, estamos a fazer
    tudo o que podemos,
  311. usando um programa e uma política,
  312. para os miúdos saberem
    que esse produto não é inofensivo
  313. e garantir que os miúdos
    não iniciem nem experimentem
  314. qualquer produto de tabaco,
  315. quer haja combustão ou não.
  316. Mas pensem nos cigarros eletrónicos
    num mercado bem regulamentado
  317. como uma coisa que poderá ser útil
  318. para fumadores adultos viciados
  319. que tentam abandonar os cigarros.
  320. Vou deixar-vos com esta visão:

  321. imaginem um mundo
  322. em que o único cigarro
    que as futuras gerações de miúdos
  323. possam experimentar
  324. não cause nem sustente o vício
  325. devido a uma única política.
  326. Imaginem um mundo
  327. em que os fumadores de cigarros,
    preocupados com a saúde,
  328. sobretudo se aparecer uma política eficaz
  329. que baixe os níveis de nicotina
    a níveis mínimos ou não viciantes,
  330. possam mudar para meios alternativos
    menos ofensivos
  331. de administração de nicotina,
  332. a partir de medicamentos com nicotina,
    aprovados pela FDA
  333. — a pastilha elástica,
    o adesivo ou uma pastilha.
  334. E finalmente, imaginem um mundo
    e um mercado devidamente regulamentado

  335. — de cigarros eletrónicos ou
    de qualquer tecnologia do momento —
  336. em que não sejam os desenvolvedores
    ou os comerciantes
  337. a decidir os produtos comercializados
  338. e quais os critérios para eles,
  339. mas sejam os cientistas da FDA,
  340. a analisarem os pedidos
  341. e a decidirem, segundo o padrão
    que o Congresso nos confiou,
  342. para implementação e aplicação,
  343. se um determinado produto
    deve ser comercializado,
  344. porque a comercialização desse produto
    e as palavras da nossa lei
  345. serão apropriadas
    para a proteção da saúde pública.
  346. São estes tipos de poderosos
    meios reguladores
  347. que estão ao nosso alcance
  348. para lidar com os resquícios
  349. da maior causa de doenças e mortes
    passíveis de evitar
  350. no país.
  351. Se fizermos isso bem feito,
  352. essa trajetória dos
    5,6 milhões de miúdos,
  353. pode ser interrompida.
  354. Obrigado.

  355. (Aplausos)