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← Como o vídeo volumétrico traz uma nova dimensão à produção cinematográfica

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Showing Revision 45 created 04/13/2020 by Ruy Lopes Pereira.

  1. Adoro fazer filmes.
  2. Os filmes cinematográficos
    existem há mais de um século.
  3. A produção cinematográfica
    não mudou a mentalidade bidimensional.
  4. O modo de posicionar a câmera em uma cena
    e pressionar "gravar" não mudou.
  5. A produção cinematográfica
    continua sendo uma experiência direta,
  6. e a criação de filmes tem a possibilidade
  7. de seguir o mesmo rumo
    da criação de conteúdo.
  8. Continuamos diante de uma imagem plana,
  9. assistindo à ficção.
  10. Não há nada errado com isto.

  11. Adoro ver filmes e ir ao cinema.
  12. As experiências podem ser
    muito emocionantes.
  13. A arte de criar experiências emocionantes
    por meio de um fotograma
  14. pode ser muito intensa
    e gerar uma emoção mais forte.
  15. A pergunta que fazemos é:
  16. "Como a experiência dos filmes
    pode transcender a tela plana?"
  17. "Como podemos começar a criar conteúdo
  18. para a próxima geração
    de experiências de conteúdo?"
  19. Geralmente, ao imaginar uma cena,

  20. observamos o quadro e a composição.
  21. Temos que pensar em um modo
    de criar profundidade e paralaxe,
  22. usando elementos de primeiro plano
    e de fundo, à medida que a câmera se move.
  23. Com a tecnologia atual
    e os dispositivos inteligentes,
  24. com óculos de realidade virtual
    e de realidade aumentada,
  25. que permitem uma navegação
    tridimensional e completa no espaço,
  26. temos a possibilidade de permitir
    que o espectador experimente o conteúdo
  27. por várias perspectivas.
  28. Temos que pensar no modo de pegar
    essa tecnologia e todos os recursos
  29. e permitir que a experiência
    avance ainda mais dentro da cena.
  30. Não se trata de videogames
    ou de atores gerados por computador,
  31. que parecem muito realistas.
  32. Trata-se de atores reais
    e de atuação real no palco.
  33. Temos que começar a pensar no modo
    de captura dos atores e da cena real
  34. para fazer uma imersão.
  35. Estamos familiarizados
    com o vídeo de 360 graus,

  36. no qual se coloca
    uma câmera dentro da cena
  37. e se cria esta bela
    imagem panorâmica ao redor.
  38. Mas, pelo mesmo aspecto,
  39. a produção cinematográfica
    continua sendo direta.
  40. Para emergir totalmente dentro da cena,
  41. precisaremos capturar a luz
    de todos os ângulos possíveis.
  42. Teremos que rodear a cena
    com uma quantidade enorme de sensores
  43. e todos os recursos possíveis
    para capturar a luz
  44. e nos permitir depois
    mergulhar novamente na cena.
  45. Nessa configuração,

  46. não há mais primeiro plano,
    plano de fundo,
  47. nem câmeras posicionadas no espaço,
  48. mas centenas de sensores
  49. que capturam a luz e o movimento
    de todos os ângulos possíveis.
  50. Com os novos avanços tecnológicos,
  51. podemos começar a analisar
    a fotografia tridimensional,
  52. capturar a luz de várias perspectivas,
  53. o que nos permite reconstruir o objeto.
  54. É como a fotografia
    no espaço tridimensional.
  55. Com esses avanços tecnológicos,
  56. podemos gravar vídeo
    não apenas como uma imagem plana,
  57. mas como um volume.
  58. É o que chamamos de "vídeo volumétrico",
  59. capaz de gravar todas as ações da cena
  60. como um volume tridimensional completo.
  61. Agora, o que é um "voxel"?

  62. Um voxel é como um pixel tridimensional,
  63. mas, em vez de ser um quadrado
    de imagem plana, leve e colorido,
  64. é como um cubo tridimensional no espaço,
  65. com posições nos eixos x, y e z,
  66. que nos permite criar
    uma captura completa da cena
  67. de qualquer perspectiva
  68. e reproduz uma cena
    totalmente imersiva em luz
  69. de várias perspectivas.
  70. Esse recurso requer o processamento
    de uma quantidade imensa de dados.
  71. Teremos que capturar a luz
    de uma quantidade enorme de câmeras
  72. para criar esses dados.
  73. Para isso, precisaríamos
    de uma configuração

  74. que abrigasse uma grande
    quantidade de câmeras
  75. instaladas em um palco grande o suficiente
  76. para prover uma experiência
    cinematográfica completa.
  77. Parece uma ideia maluca,
    mas foi exatamente o que fizemos.

  78. Nos últimos três anos,
  79. construímos um enorme espaço
    para abrigar câmeras volumétricas.
  80. Os cerca de 930 m² de palco
  81. permitem capturar a ação
    de qualquer local.
  82. Implantamos centenas de câmeras,
  83. que enviam uma quantidade imensa de dados
  84. a um enorme centro
    de processamento de dados
  85. movido por supercomputadores Intel.
  86. São cerca de 930 m² de palco
  87. que nos permitem preparar
    qualquer tipo de ação e atuação.
  88. É do tamanho de um palco
    médio da Broadway.
  89. Nós o chamamos de Intel Studios,
  90. o maior palco volumétrico do mundo,
  91. com o objetivo de possibilitar e explorar
  92. a próxima geração da produção
    de mídia cinematográfica imersiva.
  93. Para testar estas ideias,

  94. pensamos no que fazer
    para a primeira cena.
  95. Escolhemos a cena do faroeste.
  96. Levamos cavalos, cenógrafos, terra,
  97. tudo o que era necessário para criar
    a cena completa de um faroeste.
  98. Mas, desta vez,
    não havia câmeras no interior.
  99. Não havia nada realmente em movimento
  100. além de todas as câmeras
    instaladas na parte externa.
  101. O desafio dos atores era enorme.
  102. Eles precisavam fazer uma atuação
    sem falhas, visível de todos os ângulos.
  103. Não havia possibilidade de ocultar
    um soco ou de não mostrar a ação.
  104. Tudo era capturado e visto.
  105. O resultado de nossa primeira captura

  106. abriu nossos olhos
    para as imensas capacidades.
  107. Era como uma visão tridimensional
    da cena inteira.
  108. Conseguíamos nos movimentar
    e viajar no espaço.
  109. A questão é que não se trata mais
    da percepção da luz emitida por uma tela,
  110. mas da viagem dentro da luz e da cena.
  111. É claro que isso abre possibilidades
  112. para uma quantidade enorme
    de narrativas e metodologias de criação.
  113. É a possibilidade
    de nossa narrativa pessoal.
  114. É a possibilidade de criar
    nossa própria história lá dentro
  115. ou de talvez seguir outras histórias.
  116. Vamos analisar uma
    das últimas renderizações.
  117. (Música)

  118. Eis um vídeo totalmente volumétrico,

  119. sem câmeras físicas na cena.
  120. (Música)

  121. Temos o controle total

  122. (Música, sons de combate)

  123. do espaço e do tempo.

  124. (Música, sons de combate)

  125. Novamente, não havia câmeras físicas.

  126. Tudo foi capturado ao redor.
  127. Isto é ótimo,

  128. mas, e se quiséssemos ver a cena
    talvez pelos olhos do cavalo?
  129. Também podemos fazer isto.
  130. (Cavalo galopando)

  131. Vemos agora a mesma ação,

  132. mas, desta vez, vemos exatamente
    pelos olhos do cavalo.
  133. As possibilidades são, assim, ilimitadas.
  134. (Aplausos)

  135. Obrigado.

  136. (Aplausos)

  137. Tudo isso é ótimo para criadores
    e contadores de histórias.

  138. Abre uma tela imensa
  139. para um tipo diferente de narrativa
    e produção cinematográfica.
  140. Mas e quanto ao espectador?
  141. Como o espectador pode sentir isso
    de maneira diferente?
  142. Com esse objetivo, fizemos
    uma parceria com a Paramount Pictures
  143. para explorar mídias imersivas
  144. em uma produção
    cinematográfica de Hollywood.
  145. Junto com o diretor Randal Kleiser,
  146. regravamos o famoso filme de 1978,
    "Grease - Nos Tempos da Brilhantina".
  147. Alguns de vocês o conhecem; outros, não.
  148. Um filme de 40 anos,
    uma experiência incrível.
  149. Nosso objetivo era analisar como pegar
    uma ação e uma dança famosas,
  150. aprofundar a experiência
  151. e trazê-la para mais perto do espectador.
  152. Imaginem que vocês possam
    não apenas assistir ao filme,
  153. mas entrar nele, dançar com os atores
  154. atuando junto com eles.
  155. Rompendo a mentalidade tradicional
    de pensamento bidimensional,
  156. trouxemos uma possibilidade
    muito mais rica
  157. de produção cinematográfica
    e criação de conteúdo.
  158. Mas por que assistir na tela?

  159. Vamos tentar trazer os atores
    aqui para o palco.
  160. Eles não virão realmente aqui.
  161. Vou usar um iPad.
  162. (Risos)

  163. Desculpem.

  164. Vou usar um iPad para apresentar
    a realidade aumentada.

  165. É claro que esses dispositivos
    têm suas limitações
  166. em termos de processamento de dados.
  167. Portanto, precisamos reduzir a resolução.
  168. Estou colocando aqui um sinal
  169. para poder posicionar exatamente
    onde quero que todos apareçam.
  170. Tudo bem.
  171. Acho que estão aqui.
  172. (Aplausos)

  173. John Travolta, ou...

  174. (Risos)

  175. uma versão dele.

  176. Vamos ver.
  177. (Vídeo) Mulher: Oi.

  178. Homem: É assim que se faz.

  179. Mulher: Sua vez.

  180. Homem: Pessoal, vejam isto.

  181. (Música - "You're the one that I want")

  182. Danny: Sandy!

  183. Sandy: E aí, gostosão?

  184. ♪ Estou com calafrios ♪

  185. ♪ Eles estão aumentando ♪

  186. ♪ E estou perdendo o controle ♪

  187. ♪ Porque a energia que você libera ♪

  188. ♪ É eletrizante! ♪

  189. (Fim do vídeo)

  190. (Aplausos) (Vivas)

  191. Diego Prilusky: Obrigado.

  192. (Aplausos) (Vivas)

  193. Como podem ver,

  194. é possível ver e experimentar conteúdo
    da maneira tradicional
  195. ou da maneira imersiva.
  196. As possibilidades estão abertas.
  197. Não estamos tentando mudar
    nem substituir os filmes.
  198. Queremos aprimorá-los.
  199. As tecnologias permitem
    novas possibilidades
  200. para começar a pensar além da tela plana.
  201. Estamos num momento imersivo e emocionante
    da produção cinematográfica,
  202. no limiar de uma nova era,
  203. abrindo as portas
    para novas possibilidades
  204. da narrativa imersiva
  205. e da exploração e definição
  206. do significado da produção
    de mídia cinematográfica imersiva.
  207. Só estamos começando
  208. e convidamos todos vocês
    a se juntarem a nós.
  209. Obrigado.

  210. (Aplausos)