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Direitos de Pessoas com Deficiência são Direitos Humanos

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    Você verá o botão das gravações, no canto,
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    e então, perceberá que já está gravando,
  • 0:06 - 0:07
    colocarei minha voz no mudo
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    e você segue com sua introdução.
  • 0:09 - 0:10
    Obrigada Marcie.
  • 0:14 - 0:16
    Olá! Me chamo Marcie Roth,
  • 0:16 - 0:20
    e venho trabalhando com
    os Direitos dos Deficientes
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    ao longo de toda minha vida,
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    efetivamente, desde quando era caloura
    na Universidade.
  • 0:33 - 0:37
    Atualmente, sou a diretora executiva e
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    CEO do Instituto Mundial de Deficiência, e
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    trabalhei, ao longo destes anos,
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    em serviços para usuários
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    dos programas assistencialistas,
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    no início da minha carreira,
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    com crianças nos ambientes escolares,
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    com pessoas na reabilitação vocacional,
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    e com pessoas que vivem em
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    espaços de convivência comunitária,
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    e desde então,
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    me envolvi com
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    os direitos dos deficientes,
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    e com mais afinco
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    na época da advocacia.
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    antes do ADA ter sido estabelecido.
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    E desde então trabalhei para organizações
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    de advocacia para deficientes até agora.
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    Além da minha deficiência,
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    sou mãe de dois adultos com deficiência.
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    Meu marido também tem uma deficiência,
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    e grande parte da minha família também.
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    Então, os direitos dos deficientes
  • 2:22 - 2:25
    acabam fazendo parte de tudo que sou
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    e de praticamente tudo que faço.
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    De 2001 em diante, eu passei
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    focando mais no que acontece
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    com pessoas que possuem deficiência
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    antes, durante e após os acidentes.
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    E este tem sido o meu
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    foco de trabalho exclusivo desde então.
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    Inclusive, tive a oportunidade de ser
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    indicada para Gestão Obama,
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    onde passei cerca de 8 anos no FEMA,
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    trabalhando na Coordenação
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    de Integração à Deficiência,
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    formando um quadro de profissionais
    especializados,
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    auxiliando governantes e gestores
    de emergências,
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    e mais particularmente,
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    engajando pessoas com deficiência
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    e organizações especializadas
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    na preparação para situações de
    emergência,
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    evitando ao máximo acidentes
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    e reduzindo danos.
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    E então,
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    esta foi minha última contribuição
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    até o Instituto Mundial de Deficiência
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    desde o último Setembro.
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    Meu estudo, em andamento, sobre
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    os Direitos Globais da Deficiência
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    tem sido algo que eu pude participar,
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    ativamente do processo.
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    E tenho investido esse tempo,
  • 4:24 - 4:26
    desde que assumi o posto no WID,
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    na criação de um plano estratégico,
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    auxiliando a organização na
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    criação de novas prioridades,
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    assumindo a missão da instituição,
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    e, recentemente, estabelecendo
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    quatro áreas de foco específico
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    para que a instituição avance junto à nós.
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    Obrigada, Marcie. Excelente.
  • 5:02 - 5:05
    Peço desculpas, meu vizinho
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    está cortando muitos galhos hoje
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    e faz um pouco mais de barulho quando
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    não estou no mudo.
  • 5:10 - 5:13
    Não se preocupe, não atrapalhará
    a gravação.
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    Certo, a primeira pergunta é sobre
    o passado.
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    Conte-nos a sua primeira experiência
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    percebendo que há problemas
    de acessibilidade,
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    de discriminação ou de falta de inclusão.
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    Qual é sua experiência pessoal ou ligação
    com o Decreto Americano das Deficiências?
  • 5:28 - 5:32
    Se possível, o que lembra do dia
    em que foi assinado?
  • 5:32 - 5:35
    E qual foi o impacto em você e nos outros?
  • 5:35 - 5:39
    Lembre-se de apertar algum botão
    para que a câmera foque em você
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    antes de começar a falar.
  • 5:45 - 5:55
    Me tornei ciente do assunto "deficiência"
    bem cedo.
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    Tive um melhor amigo na primeira série,
    o nome dele era Gregory, e
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    ele e eu tínhamos uma amizade maravilhosa.
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    Passávamos muito tempo juntos.
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    Mas de repente, um dia,
    Gregory sumiu
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    e eu não soube o que tinha acontecido
    ou para onde ele tinha ido;
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    não até descobrir, muitos anos depois,
    que ele tinha Síndrome de Down
  • 6:33 - 6:37
    e foi expulso da minha sala
    do jardim de infância, e
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    acho que, naquele momento,
    eu já estava no primeiro ano,
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    e, pelo visto, ele tinha sido transferido
    para alguma outra escola, em algum lugar.
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    E a perda da nossa amizade
    foi uma surpresa.
  • 6:58 - 7:04
    E eu não entendi, sabe?
    Para onde ele tinha ido.
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    Olhando para trás, é estranho pensar
    que não conseguimos manter a amizade,
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    já que ele não se mudou, só parou
    de ir para minha escola.
  • 7:16 - 7:20
    Mas eu...
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    Lembro do quão confusa fiquei e,
    ao longo dos próximos anos,
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    vivi numa cidade que
    era o berço do Save the Children.
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    Sempre tive muito interesse no trabalho
    que a organização fazia.
  • 7:51 - 7:55
    Tenho até vergonha de admitir
    que minhas primeiras experiências
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    com trabalho voluntário foram assim, sabe?
    Essa abordagem envolvendo caridade..
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    E assim passei parte da minha juventude,
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    juntando dinheiro para a organização.
  • 8:17 - 8:21
    Me envolvendo com outras atividades
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    com a mesma abordagem envolvendo caridade,
  • 8:33 - 8:37
    mas longe de ser um modelo de apoio para
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    ajudar aquelas pessoas com deficiência.
  • 8:52 - 8:59
    Minha experiência com a minha deficiência
    só veio acontecer muitos anos depois,
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    mas quando estava no ensino médio
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    precisei fazer...
  • 9:14 - 9:16
    Não consigo me lembrar como se chama!
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    Trabalho voluntário! Perdão.
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    Tive a oportunidade de fazer,
    na verdade, a obrigação de fazê-lo.
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    Comecei lá, naquele ano que comemoramos
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    o primeiro Dia da Terra,
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    e eu já comecei transformando vidro
    no Centro de Reciclagem,
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    e acabou que não foi tão divertido assim,
    na verdade bem chato.
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    Mas muitos dos meus colegas de classe
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    estavam fazendo trabalho voluntário
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    em uma instituição estatal para
    pessoas com deficiência.
  • 9:54 - 10:00
    Participei com eles, uma vez por semana,
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    Olhando para trás, foi muito chocante que,
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    aos 13 anos de idade, eu fui designada
    como professora
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    de uma sala com 30 adultos,
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    que nunca tiveram a oportunidade
    de estudar,
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    e agora eles tinham uma
    professora de 13 anos,
  • 10:26 - 10:27
    uma vez por semana.
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    Nem preciso dizer que aprendi
    mais com eles do que eles com eu.
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    Foi uma experiência divertida, e
    muitos viraram amigos
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    pelo resto da minha vida.
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    Infelizmente, alguns deles
    já não estão mais vivos.
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    Mas ainda existem alguns
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    que fazem parte da minha vida,
  • 11:01 - 11:05
    e felizmente, tiveram êxito
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    em se libertarem daquela instituição.
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    Então, eles e muitos outros
    me ensinaram muito.
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    Mas a experiência primordial para mim,
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    aconteceu enquanto trabalhava
    nesta mesma instituição,
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    no meu primeiro trabalho remunerado na
    na área dos serviços para deficientes.
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    Eu fui contratada para o que
    chamaram de "Chalé"
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    para 40 mulheres com deficiências mentais.
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    Esse "chalé" tinha uma ótima localização,
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    mas elas moravam em partes do Chalé,
    20 de um lado e 20 do outro, e
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    minhas responsabilidades incluíam
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    ajudá-las no banho, a se vestir e a comer.
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    A maioria delas não conseguia
    se alimentar sozinhas.
  • 12:20 - 12:23
    Algumas por nunca terem tal oportunidade,
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    outras por alguma deficiência física,
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    e pela falta de equipamentos ou utensílios
    apropriados para aquela situação.
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    Então, eu as alimentava e a rotina
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    acabava sendo a mesma, todos os dias.
  • 12:50 - 12:52
    O prato ficava pronto,
    e teriam
  • 12:52 - 12:56
    3 porções de comida no prato.
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    Uma sempre marrom,
    uma sempre verde,
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    e uma sempre branca.
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    A carne, os vegetais e as fibras.
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    Eu sei que as pessoas têm
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    as suas preferências na hora
    de comer.
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    Também tinha uma sobremesa todos os dias.
  • 13:27 - 13:31
    Gelatina, sorvete
    ou algo em porções, como sempre.
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    Assim, eu passava o tempo com cada uma
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    daquelas que estavam fazendo
    suas refeições
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    e de certa forma trabalhando juntas
  • 13:48 - 13:50
    para tentando entender de
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    elas preferiram comer a
    sobremesa primeiro ou não.
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    Algumas pessoas gostam de fazer isso.
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    Um pouco da porção de carne
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    com um pouco da porção de fibras
    na mesma garfada?
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    Não querer ter suas comidas encostando?
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    Eu trabalhando com elas,
    nesses processos,
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    para entender as preferências pessoais
    de cada uma.
  • 14:15 - 14:17
    Inclusive, acabou sendo um problema,
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    pois eu gastava muito tempo nisso, e
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    no final das contas,
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    acabei mudando de função.
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    Eu gastava muito tempo dando a elas
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    a opção de escolha e de preferência.
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    Então aquilo acabou sendo fundamental,
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    de muitas maneiras.
  • 14:48 - 14:55
    E essas primeiras experiências realmente
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    moldaram quem eu sou e no que eu acredito.
  • 15:03 - 15:07
    Falando do
    Decreto dos Americanos com Deficiência,
  • 15:07 - 15:12
    Tive uma experiência muito pessoal
  • 15:13 - 15:15
    com o que eles chamaram de
  • 15:16 - 15:19
    "Lei Pública 94142" o decreto
  • 15:19 - 15:26
    Educação para Crianças com Deficiência,
    nomeado logo após como
  • 15:27 - 15:30
    Decreto para Indivíduos com Deficiência,
    IDEA.
  • 15:31 - 15:35
    Tive uma experiência familiar
  • 15:35 - 15:43
    com o IDEA e conheci as iniciativas
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    legislativas as quais ele foi aprovado.
  • 15:50 - 15:56
    Desde então, tenho me informado
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    do trabalho feito por eles.
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    Isso aconteceu na década de 70,
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    junto de outras iniciativas do legislativo
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    Como a aprovação do
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    Decreto 504 de Reabilitação,
  • 16:15 - 16:20
    seguido do protesto 504 "Sit-in",
  • 16:21 - 16:23
    que aconteceu em São Francisco
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    para efetivar as leis.
  • 16:31 - 16:33
    Aquilo chamou minha atenção para
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    os detalhes das informações que recebia,
  • 16:42 - 16:46
    e para o trabalho que fazia.
  • 16:48 - 16:52
    Após isso, me efetivei enquanto Advogada,
  • 16:52 - 16:53
    trabalhando para um
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    reabilitação independente em 1982.
  • 16:58 - 17:05
    Logo, me envolvi com mudanças no sistema,
  • 17:05 - 17:11
    com o desenvolvimento de políticas,
  • 17:11 - 17:15
    em como organizar, em como ajudar
  • 17:15 - 17:21
    os direitos, vozes e preferências
    das outras pessoas.
  • 17:24 - 17:31
    Já que morei em Connecticut, como o autor
  • 17:31 - 17:35
    do Decreto dos Americanos com Deficiência,
  • 17:35 - 17:36
    a primeira vez que
  • 17:36 - 17:37
    o projeto de lei foi pautado
  • 17:37 - 17:41
    foi pelo Senador Weicker, de Connecticut.
  • 17:42 - 17:45
    O Senador Weicker, era pai
  • 17:45 - 17:51
    de um jovem que tinha Síndrome de Down.
  • 17:53 - 17:58
    O senador Weicker se envolveu muito
  • 17:58 - 18:02
    com as questões de advocacia para
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    comunidade dos deficientes em Connecticut.
  • 18:05 - 18:10
    E então, tive a incrível oportunidade
  • 18:10 - 18:14
    de ir até Boston testemunhar
  • 18:15 - 18:23
    uma das oitivas no Congresso, na audiência
  • 18:23 - 18:26
    do Decreto para Americanos com Deficiência
  • 18:26 - 18:31
    Como já sabem,
    o decreto não passou de primeira.
  • 18:33 - 18:37
    Mas estávamos tão entusiasmadas
  • 18:37 - 18:43
    e a aprovação do ADA,
  • 18:45 - 18:49
    no período em que o projeto tinha sido
  • 18:49 - 18:52
    votado novamente, com os votos recontados.
  • 18:53 - 18:57
    Lembro que tínhamos pilhas e pilhas de
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    abaixo-assinados rosas brilhantes,
  • 19:05 - 19:09
    e de organizarmos grupos pelo estado
  • 19:09 - 19:11
    para intensificar o apoio,
  • 19:11 - 19:15
    através de assinaturas,
  • 19:15 - 19:19
    ao Decreto ADA.
  • 19:24 - 19:28
    Você pode até pensar
    que essa foi uma experiência maravilhosa
  • 19:28 - 19:37
    e um tanto desorganizada, mas conseguimos.
  • 19:37 - 19:39
    O projeto de lei foi aprovado!
  • 19:39 - 19:44
    Me lembro de ter pensado
    "Até que isso não foi lá tão difícil.
  • 19:44 - 19:47
    Sabe? Tivemos que votar duas vezes,
  • 19:47 - 19:49
    mas não foi muito difícil.
  • 19:49 - 19:51
    Vamos aprovar mais leis!"
  • 19:52 - 19:58
    Acabei percebendo que não era tão fácil
    quanto pensei.
  • 19:58 - 20:03
    Não eram só abaixo-assinados, reuniões
  • 20:03 - 20:05
    e atos.
  • 20:05 - 20:10
    Tudo isso ajudou, mas ultimamente não me
  • 20:10 - 20:18
    parece o suficiente para mudar a política.
  • 20:19 - 20:28
    E essa foi minha jornada até 1990.
  • 20:30 - 20:34
    Obrigada Marcie.
    Vamos falar sobre o presente agora.
  • 20:34 - 20:39
    À critério de informação,
    teremos outra entrevista às 2.
  • 20:39 - 20:44
    Então teremos mais 3 partes:
  • 20:44 - 20:47
    Presente, futuro e chamado para ação.
  • 20:47 - 20:50
    Só pra lhe ajudar na argumentação.
  • 20:50 - 20:50
    Obrigada.
  • 20:50 - 20:54
    Sobre o presente, o ADA
    fez realmente alguma diferença?
  • 20:54 - 20:58
    Conte nos sobre a descoberta sobre o ADA
  • 20:58 - 21:02
    estar fazendo ou não uma diferença
    no que ele pode melhorar tendo em vista
  • 21:02 - 21:04
    seus conhecimentos e bagagens afetivas.
  • 21:04 - 21:08
    Qual foi o impacto, ou não, do ADA?
  • 21:09 - 21:18
    O ADA teve um gigantesco e vasto impacto
  • 21:19 - 21:29
    e é muito importante estar falando
  • 21:29 - 21:33
    enquanto comemoramos os seus 30 anos.
  • 21:34 - 21:37
    É de suma importância começarmos
  • 21:37 - 21:41
    com o quanto as coisas mudaram até então,
  • 21:43 - 21:51
    Você deve saber de alguns
    dos nossos esforços estruturais,
  • 21:52 - 22:00
    De algumas das nossas melhorias
    comunicacionais,
  • 22:01 - 22:07
    De alguns ajustes nos programas, né?
  • 22:07 - 22:14
    De todas essas significativas mudanças,
  • 22:14 - 22:17
    a maioria teve grandes iniciativas
    por trás
  • 22:20 - 22:22
    Tivemos excelentes iniciativas
    à medida que
  • 22:22 - 22:34
    os anos se passam, mas fazemos um
    incansável esforço
  • 22:34 - 22:40
    para não deixar nada passar.
  • 22:40 - 22:47
    Para não perdemos a sensibilidade
    com a acessibilidade.
  • 22:49 - 22:55
    Se perdermos o foco por um minuto
  • 22:55 - 22:59
    Nossos direitos serão tomados de nós.
  • 23:00 - 23:04
    E eu certamente posso falar, nos dias
    de hoje
  • 23:09 - 23:14
    E o que tenho para dizer sobre onde
    estamos,
  • 23:16 - 23:17
    Não é bom lugar
  • 23:17 - 23:21
    Então, quero tomar um pouco mais de tempo
  • 23:22 - 23:30
    para chamar a atenção do
    importante progresso
  • 23:32 - 23:37
    em vários aspectos do cotidiano
  • 23:37 - 23:38
    Em quais
  • 23:40 - 23:51
    podemos apontar as falhas nas
    conformidades da ADA,
  • 23:51 - 23:54
    No cumprimento das leis,
  • 23:59 - 24:05
    Mas é frequentemente em comparação
    com exemplos onde funcionam
  • 24:05 - 24:11
    Então, quando o transporte não é acessível
  • 24:12 - 24:16
    Nós chamamos a atenção para isso porque
  • 24:16 - 24:25
    conhecemos os bons e promissores
    métodos que já existem
  • 24:25 - 24:29
    Para a acessibilidade nos transportes
  • 24:29 - 24:35
    Tornando as falhas muito mais notórias
  • 24:36 - 24:40
    Em moradias, em empregabilidade
  • 24:40 - 24:49
    Em equipamentos para assistência
    que estão disponíveis
  • 24:49 - 24:57
    A construção universal de coisas
    e lugares
  • 24:57 - 25:05
    Tudo isso aponta para
  • 25:05 - 25:11
    Os exemplos onde estamos acertando
  • 25:11 - 25:14
    E em forte contraste disso
  • 25:14 - 25:18
    As áreas onde notoriamente estamos
    errando.
  • 25:19 - 25:23
    E preciso dizer que
  • 25:23 - 25:28
    Muito recentemente,
  • 25:30 - 25:37
    Liderei minha organização no
    envolvimento
  • 25:37 - 25:46
    Da petição para o US Department of Health
    and Human Services
  • 25:47 - 25:50
    Solicitando que pessoas com deficiência
  • 25:50 - 25:57
    Sejam imediatamente realocadas
    dessas casas de repouso
  • 25:57 - 26:00
    e outros grupos de convivência
  • 26:01 - 26:10
    Devido às circunstâncias horríveis
    nesses grupos
  • 26:10 - 26:19
    Devido à COVID-19 e a incapacidade
    de proporcionar
  • 26:21 - 26:30
    Uma proteção apropriada para pessoas com
    deficiência em ambientes institucionais.
  • 26:30 - 26:35
    ADA em 1990
  • 26:37 - 26:42
    Claramente deu as pessoas com deficiência
  • 26:43 - 26:47
    direitos importantes, e
  • 26:52 - 27:02
    Mesmo quando desafiado em 1999,
  • 27:02 - 27:07
    O caso de Olmstead
  • 27:07 - 27:09
    Que foi um caso da Georgia
  • 27:10 - 27:14
    E duas mulheres
  • 27:15 - 27:18
    Lois e Elaine
  • 27:18 - 27:26
    Lois Curtiss, uma mulher incrível que tive
    prazer de estar junto em várias ocasiões
  • 27:27 - 27:40
    Elas exigiam o direito de viver no melhor
    ambiente integrado para suas necessidades
  • 27:40 - 27:48
    E a decisão do caso foi até
    a Suprema Corte
  • 27:48 - 27:58
    E eu estava entre as pessoas que dormiram
    na escadaria da Suprema Corte
  • 27:58 - 28:03
    Na noite anterior do caso delas ser ouvido
  • 28:03 - 28:09
    Eu estava entre o pessoal que comemorou
    em frente a Suprema Corte
  • 28:09 - 28:16
    No dia em que a decisão saiu a favor dos
    direitos de Lois e Elaine,
  • 28:16 - 28:21
    E os direitos de milhares, dezenas
    de milhares
  • 28:21 - 28:24
    De milhões de pessoas com deficiências
  • 28:24 - 28:32
    De viverem no melhor ambiente integrado
    para suas necessidades.
  • 28:32 - 28:38
    Considerando que estamos à 21 anos
    depois desta decisão,
  • 28:38 - 28:43
    Ontem, a American Civil Liberties Union
  • 28:43 - 28:46
    Apresentou uma petição
  • 28:46 - 28:50
    E World Institute on Disability juntou-se
  • 28:50 - 28:53
    a várias outras organizações de pessoas
    com deficiência
  • 28:53 - 28:57
    Em trazer essa petição
  • 28:57 - 29:05
    Solicitando que pessoas com deficiência
    sejam imediatamente realocadas
  • 29:06 - 29:09
    Desses grupos de convivência.
  • 29:10 - 29:18
    Dezenas de milhares de pessoas morreram
    nos últimos cem dias,
  • 29:19 - 29:22
    O genocídio de pessoas com deficiência
  • 29:23 - 29:30
    Pela ausência da implementação da
    decisão de Olmstead
  • 29:30 - 29:41
    E da incapacidade do nosso governo de
    fornecer assistência e serviços
  • 29:41 - 29:46
    Que permitam que pessoas com deficiência
    de vivam em segurança
  • 29:47 - 29:51
    Com a assistência necessária dentro
    da sociedade
  • 29:51 - 30:05
    E nossos muitos pedidos persistentes
    e enfurecidos para
  • 30:06 - 30:10
    que pessoas com deficiência sejam
    atendidas adequadamente
  • 30:11 - 30:17
    Nestes desastres foram ignorados,
  • 30:18 - 30:23
    e o ponto principal foi que novamente
  • 30:23 - 30:30
    nos últimos cem dias, dezenas de milhares
    de pessoas com deficiência morreram.
  • 30:30 - 30:37
    E quando fui solicitada, dizendo que essas
    eram pessoas com deficiência
  • 30:38 - 30:43
    Conversei com vários altos funcionários do
    governo que,
  • 30:44 - 30:49
    Se perguntavam, 'por que você diz pessoas
    com deficiência?'
  • 30:50 - 30:58
    'São pessoas idosas, com estado de saúde
    agravados vivendo em casas de repouso
  • 30:58 - 31:02
    e unidades de cuidados a longo prazo'
  • 31:02 - 31:05
    Bem, você não vai para uma casa de repouso
    porque está idoso
  • 31:05 - 31:08
    Você vai para uma casa de repouso porque
    tem uma deficiência
  • 31:08 - 31:13
    E a assistência, os serviços que precisa
    para participar da sociedade
  • 31:13 - 31:15
    não lhe foram dados.
  • 31:15 - 31:20
    A vasta maioria, alguns diriam,
  • 31:20 - 31:25
    todas as mortes nestas unidades de
    acolhimento
  • 31:25 - 31:27
    são de pessoas com deficiência
  • 31:27 - 31:35
    A maioria delas negros e pardos, pessoas
    vivendo na pobreza.
  • 31:36 - 31:50
    E a incompetência da ADA, da decisão
    de Olmstead e da vontade do governo
  • 31:50 - 31:56
    de monitorar e fazer-se cumprir essa lei e
    o Ato de Rehabilitação
  • 31:56 - 32:03
    tem um impacto devastador de onde estamos
    hoje.
  • 32:03 - 32:08
    E na morte de tantos de nossos conhecidos.
  • 32:08 - 32:10
    Sem qualquer final previsto para isso.
  • 32:13 - 32:18
    Obrigada, Marcie. Ok, seguindo.. para
    o futuro.
  • 32:18 - 32:23
    Com o trabalho que vem fazendo, você viu
    muito em termos de progresso e obstáculos
  • 32:23 - 32:27
    Se pudesse escolher uma coisa para mudar,
    ou algo que precisa acontecer
  • 32:27 - 32:30
    Para que se tenha acesso e equidade
    - Eu sei, é difícil -
  • 32:30 - 32:35
    Uma coisa para se ter acesso e equidade
    presentes nas vidas das pessoas
  • 32:35 - 32:37
    com deficiencia, o que seria isso?
  • 32:38 - 32:44
    Uma coisa que deveria ocorrer é:
  • 32:47 - 32:54
    Pessoas com deficiência tem direitos
    cívis de proteção por lei,
  • 32:54 - 32:58
    e o que deveria acontecer
  • 32:58 - 33:05
    É que seus direitos sejam monitorados
    e cumpridos
  • 33:06 - 33:09
    Sem exceções.
  • 33:11 - 33:13
    Seguir as leis não é o suficiente
  • 33:14 - 33:20
    Precisamos de planejamentos universais
    padronizados
  • 33:20 - 33:27
    Necessitamos de acessibilidade e
    acomodações prontamente disponíveis,
  • 33:27 - 33:35
    Mas, devemos ter um monitoramento
    e cumprimento dessas leis.
  • 33:35 - 33:41
    Cada dólar em impostos deve ser gasto na
    aplicação do Ato de Reabilitação
  • 33:42 - 33:47
    E entre o que o Ato de Reabilitação e a
    ADA requerem
  • 33:48 - 33:57
    Não deveria haver lastimas para pessoas
    com proteção dos direitos civis,
  • 33:57 - 34:00
    de serem repetidamente negadas,
  • 34:01 - 34:11
    e impossibilitados de participar
    inteiramente da vida na sociedade
  • 34:14 - 34:22
    Monitoramento e cumprimento devem ser
    a base
  • 34:23 - 34:31
    Eu tenho um teto, mas o reforço desses
    direitos civis é, com certeza, a base.
  • 34:31 - 34:34
    Obrigada. Então, o que podemos fazer?
  • 34:34 - 34:37
    Que passos, nós como membros da sociedade,
    podemos tomar agora?
  • 34:39 - 34:43
    O que podemos fazer agora, é
  • 34:44 - 34:49
    Uma das minhas frases favoritas
    "Nunca desista, nunca renda-se"
  • 34:49 - 34:53
    Outra das minhas favoritas
    "nada sobre nós sem nós"
  • 34:54 - 35:02
    Nós como lideres da comunidade de pessoas
    com deficiência devemos ficar juntos
  • 35:02 - 35:16
    Necessitamos centralizar nosso trabalho em
    pessoas marginalizadas, excluídas.
  • 35:16 - 35:27
    Precisamos ter certeza de não estarmos
    perdendo tempo em conflitos interno
  • 35:27 - 35:36
    E com comportamentos separatistas
    infantis
  • 35:36 - 35:40
    que alguns companheiros insistem em
    se envolverem,
  • 35:40 - 35:56
    Absolutamente, devemos todos dar as mãos,
    ficarmos juntos e continuar sem descanso
  • 35:57 - 36:12
    Trabalhando em direção da realização
    dessa meta
  • 36:12 - 36:24
    em que a ADA foi escrita e, muitos de
    nossos companheiros lutaram tanto por.
  • 36:24 - 36:34
    Perdemos muitos destes lideres
    trabalhadores visionários,
  • 36:36 - 36:45
    Muitos deles se foram nestes últimos anos,
    alguns se perderam pelo caminho
  • 36:48 - 37:00
    Temos um legado incrível para cuidar,
    enormes oportunidades de trabalho
  • 37:00 - 37:05
    A tecnologia tem o potencial de ajudar a
    igualar as coisas,
  • 37:05 - 37:08
    se de fato as pessoas tiverem acesso
    a elas
  • 37:10 - 37:17
    E o compromisso da World Institute on
    Disability de trabalhar em parcerias
  • 37:18 - 37:22
    com outras organizações para pessoas com
    deficiência
  • 37:22 - 37:34
    E nossos aliados para fazer a comunidade
    mais forte e flexível para toda sociedade
  • 37:35 - 37:39
    Porque quando acertamos, para as pessoas
    com deficiência
  • 37:40 - 37:46
    Creio que toda a comunidade não só se
    beneficia, mas tambem
  • 37:47 - 37:58
    se fortalece nossa liderança, nossas
    contribuições, nossos conhecimentos
  • 37:58 - 38:05
    em o que é necessário fazer para que
    cotidiano funcione para todos.
  • 38:08 - 38:10
    Excelente, muito obrigado.
标题:
Direitos de Pessoas com Deficiência são Direitos Humanos
Video Language:
English
Team:
ABILITY Magazine
Duration:
38:10

Portuguese, Brazilian subtitles

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