Tenho de confessar que tenho um problema
e sinto-me excitado.
A minha excitação é: tenho a hipótese
de dar algo em troca.
O problema é: o meu seminário mais curto
costuma durar 50 horas.
(Risos)
Não estou a exagerar.
Faço seminários de fim de semana.
Faço muito mais, claro,
oriento pessoas, mas gosto de imersão.
Como é que vocês aprenderam a falar?
Não foi por aprender os princípios,
entranharam-se nela e usaram-na
tantas vezes que se tornou real.
A principal razão de eu estar aqui,
para além de ser maluco,
é que não estou aqui para vos motivar
— obviamente, vocês não precisam disso.
As pessoas pensam que é isso que eu faço,
mas está longe disso.
O que acontece, é que as pessoas dizem:
"Eu não preciso de motivação."
E eu: "Ainda bem, não é isso que eu faço."
Eu sou o tipo do "porquê?".
Quero saber porque fazem o que fazem.
Qual a vossa motivação para a ação?
O que vos move na vossa vida hoje?
Não o que os movia há 10 anos.
Estão a seguir o mesmo padrão?
Porque eu acredito que a força invisível
que nos move, quando ativa,
é a coisa mais importante do mundo.
Estou aqui porque acredito
que a emoção é a força da vida.
Todos nós aqui temos mentes brilhantes.
A maior parte de nós
tem mentes brilhantes, não é?
Todos nós sabemos pensar.
Racionalizamos tudo.
Podemos fazer qualquer coisa acontecer.
Concordo com o que foi descrito há dias.
de que as pessoas trabalham
para o seu interesse.
Mas todos sabemos
que, por vezes, isso é treta.
Não estão sempre a funcionar
em prol do vosso interesse,
porque assim que a aparece a emoção,
as ligações mudam a forma de funcionar.
Portanto, é maravilhoso pensar
intelectualmente em como é a vida no mundo
especialmente os que são muito inteligentes
podem pensar nisso.
Mas eu quero mesmo saber
o que vos motiva,
Gostava de vos convidar,
para, no final desta palestra
explorarem onde estão hoje,
por duas razões.
Uma: para poderem contribuir mais.
E duas: para poderem perceber
melhor as outras pessoas,
e apreciá-las melhor,
e criar o tipo de ligações
que podem acabar com alguns dos problemas
que enfrentamos hoje.
Estes só vão ser aumentados
pela tecnologia que nos liga,
porque nos faz intersetarmo-nos.
Essa interceção nem sempre cria a ideia
de "hoje, todos percebem todos
e todos apreciam todos."
Há 30 anos que eu tenho uma obsessão:
"O que faz a diferença na qualidade
de vida das pessoas?
"No seu desempenho?
Fui contratado
para produzir o resultado já.
Faço isso há 30 anos.
Recebo a chamada,
quando o atleta está à nora
na televisão nacional,
quando estava á frente por cinco tacadas
e agora não consegue voltar ao percurso.
Tenho de fazer algo já,
ou não vale a pena.
Recebo a chamada quando
o jovem se vai suicidar.
Tenho de fazer alguma coisa, já.
Tenho o gosto de dizer que, em 29 anos,
nunca perdi nenhum.
Não quer dizer que não perca um dia,
mas ainda não perdi,
A razão é o conhecimento
das necessidades humanas.
Quando recebo chamadas
sobre performance, é uma coisa.
Como é que se faz uma mudança?
Também procuro saber o que altera
a capacidade de a pessoa contribuir
para fazer alguma coisa para além dela.
Talvez a verdadeira questão seja,
eu olho para a vida e digo
que há duas lições mestras.
Uma é: há a ciência da conquista,
o que quase todos aqui
dominam de forma incrível.
Como é que pegamos no invisível
e o tornamos visível?
Como é que se concretiza um sonho?
O negócio, a contribuição
para a sociedade, dinheiro,
o que for — o corpo, a família.
A outra lição de vida que raramente
é dominada é a arte da realização.
Porque a ciência é fácil.
Sabemos as regras, escrevemos o código.
e obtemos os resultados.
Assim que conhecemos o jogo
subimos a parada, não é?
Mas no que respeita a realização,
isso é uma arte.
A razão é, trata-se de apreciação
e de contribuição.
Só sentimos por nós próprios.
Eu fiz uma experiência interessante
para tentar responder à verdadeira questão:
Como muda a vida duma pessoa
se olharem para elas como pessoas
a quem deram tudo?
Todos os recursos
que dizem que precisam.
Não lhes deram um computador
de 100 dólares, mas o melhor.
Deram-lhes amor, alegria,
estiveram presentes para as confortar.
Vocês conhecem pessoas destas,
que acabam o resto da vida, muitas vezes,
com este amor, educação,
dinheiro e passado,
a entrar e sair de reabilitação.
Há pessoas que passaram
por grande sofrimento,
psicológica, sexual, espiritual,
emocionalmente abusadas
não sempre, mas muitas vezes,
tornam-se algumas das pessoas
que mais contribuem para a sociedade.
A pergunta que temos de fazer
é: o que é isto?
O que é que nos modela?
Vivemos numa cultura de terapia.
Nós não fazemos isso,
mas a cultura é uma cultura de terapia,
A mentalidade de que
somos o nosso passado.
Vocês não estariam aqui
se acreditassem nisto
mas grande parte da sociedade
pensa que a biografia é um destino.
O passado é igual ao futuro.
Claro que é, se vivermos lá.
Mas o que vocês sabem
e aquilo que temos que recordar,
porque podemos saber algo
intelectualmente,
e não o usamos, não o aplicamos.
Não podemos esquecer
que a decisão é o supremo poder.
Quando perguntamos às pessoas:
"Falhaste em conquistar alguma coisa
significativa na tua vida?"
Digam sim.
Audiência: Sim.
TR: Obrigado pela interação
de alto nível.
(Risos)
Mas se perguntarem:
"Porque é que falharam?"
A alguém que trabalha para vocês,
ou um parceiro, a vocês mesmos.
qual é a razão que as pessoas dão?
O que é que elas dizem?
Não sabia o suficiente,
não tinha dinheiro,
não tinha tempo,
não tinha a tecnologia,
não tinha o chefe ideal.
Al Gore: Supremo Tribunal.
TR: O Supremo Tribunal.
(Risos)
(Aplausos)
O que é que tudo isso, incluindo
o Supremo Tribunal, tem em comum?
(Risos)
Mostram que vocês não têm recursos,
e podem ter razão.
Podem não ter o dinheiro,
nem ter o Supremo Tribunal,
mas isso não é o fator decisivo.
(Aplausos)
E corrijam-me se estiver errado.
O fator decisivo nunca são os recursos,
mas sim a capacidade.
O que quero dizer, especificamente
— não é só uma frase —
é que, se você tem emoção,
emoção humana,
uma coisa que eu vivi
antes de ontem, graças a si,
tão profundamente como nunca
me tinha acontecido,
acredito que, com essa emoção,
bem podia ter-lhe dado
um pontapé no rabo e ter ganho.
(Aplausos)
Para mim, é fácil dizer lhe
o que ele devia fazer.
(Risos)
Parvo, Robbins.
Mas eu sei, quando vimos
o debate naquela altura,
havia emoções que bloquearam
a capacidade das pessoas
para perceber a inteligência
e capacidade deste homem.
A ideia que, naquele dia,
passou para algumas pessoas
porque eu conheço pessoas
que queriam votar em si e não o fizeram,
eu fiquei aborrecido,
mas havia ali emoção.
Sabem do que é que estou a falar?
Digam: "Sim"
Audiência: Sim.
Portanto, é a emoção.
Se obtiverem a emoção certa,
conseguem fazer qualquer coisa.
Se forem criativos,
brincalhões, divertidos,
conseguem superar qualquer pessoa.
Sim ou não?
Se não têm o dinheiro,
mas são criativos e determinados,
encontram o caminho.
Portanto este é o recurso supremo.
Mas esta não é a história
que as pessoas nos contam.
Contam-nos um monte
de histórias diferentes.
Dizem-nos que não temos os recursos
mas, no final,
se olharem para aqui,
dizem: "Quais as razões de eles
não terem atingido o objetivo?"
— ele deu cabo do meu padrão, o sacana.
(Risos)
Mas digo-vos, gostei da energia.
(Risadas)
O que é que determina
os vossos recursos?
Dissemos que as decisões modelam o destino
— o que é o meu foco aqui —
o que o determina são três decisões.
Onde é que vocês se vão concentrar?
Têm de decidir em que é
que se vão concentrar,
conscientemente ou inconscientemente.
Depois de decidirem,
têm que dar-lhe sentido,
e esse sentido produz emoção.
Isto é o final ou o começo?
Estará Deus a castigar-me,
a recompensar-me, ou é só o destino?
Uma emoção cria
o que nós vamos fazer ou a ação.
Portanto, pensem na vossa vida,
nas decisões que modelaram
o vosso destino.
Isto parece muito pesado mas,
nos últimos 5 ou 10 anos,
houve algumas decisões
em que, se a decisão fosse outra,
a vossa vida seria totalmente diferente.
Quantos conseguem pensar nisso?
Melhor ou pior. Digam; sim.
Audiência: Sim.
Em resumo, talvez fosse o sítio
onde iam trabalhar,
e conheceram ali o amor da vossa vida,
a decisão duma carreira.
Eu conheço os génios
da Google que aqui vi.
Percebo que a decisão deles
era vender tecnologia.
E se eles tomassem essa decisão
vs. construir a própria cultura?
Como é que o mundo ou a vida deles
seriam diferentes, o seu impacto?
A história do nosso mundo
são estas decisões.
Quando uma mulher se ergue e diz:
"Não, não vou para o fundo do autocarro."
não afetou só a vida dela.
Essa decisão modelou a nossa cultura.
Ou alguém de pé em frente a um tanque.
Ou estar numa posição
como Lance Armstrong.
"Você tem cancro dos testículos."
É bastante violento para um homem,
sobretudo se andar de bicicleta.
(Risos)
Tem-no no cérebro, tem-no nos pulmões.
Qual foi a decisão dele
sobre em que se concentrar?
Diferente das outras pessoas.
Qual era o sentido?
Não foi o fim, foi o começo.
Ele continua e ganha sete campeonatos
que nunca tinha ganho
antes do cancro, porque está em forma
emocionalmente, tem força psicológica.
É essa a diferença nos seres humanos
que reparei nos três milhões
com quem estive.
Já tive 3 milhões de pessoas
de 80 países diferentes, em 29 anos.
Ao fim de um tempo,
os padrões tornam-se óbvios.
Vemos que a América do Sul e a África
podem estar ligadas, de certa forma.
As outras pessoas dizem:
"Isso é ridículo". É simples.
O que é que modelou o Lance?
O que é que vos modela?
Duas forças invisíveis.
Muito rapidamente. Uma: o estado.
Todos tivemos tempo.
Fizeram qualquer coisa
e, depois, pensaram:
"Não acredito que disse isto ou aquilo,
foi uma estupidez",
A quem é que já aconteceu?
Digam: "Sim."
Audiência: Sim
.Ou, depois de fazerem uma coisa,
dizem: "Não era eu!"
(Risos)
Não era a vossa capacidade,
era o vosso estado.
O vosso modelo do mundo
é que vos constrói a longo prazo.
O vosso modelo do mundo é o filtro.
É isso que nos modela.
É isso que faz as pessoas
tomarem decisões.
Para influenciar alguém, temos de saber
o que é que os influencia.
E formado por três partes.
Primeiro, qual é o vosso objetivo?
O que pretendem?
Não são os vossos desejos.
Podem obter os desejos e objetivos.
Quem já atingiu um objetivo ou desejo
e pensou: é só isto?
Digam: "Sim."
Audiência: Sim.
São as necessidades que temos.
Há seis necessidades humanas.
Segundo, quando souberem
qual o objetivo que vos guia
e procurarem nele a verdade
— não a formamos —
descobrem qual é o vosso mapa:
que sistemas de crença vos dizem
como obter essas necessidades.
Há pessoas que pensam que a forma
de as obter é destruir o mundo,
ou construir, criar algo, amar alguém.
Depois há o combustível que escolhem.
Portanto, rapidamente, seis necessidades.
Vou dizer quais são.
Primeira: certeza.
Não são objetivos nem desejos,
são universais.
Todos precisam da certeza
que podem evitar a dor
e sentirem-se confortáveis.
Como chegar lá?
Controlar toda a gente?
Desistindo? Fumando um cigarro?
Ironicamente, se obtivessem a certeza
apesar de todos precisarmos disso —
se não estão certos da vossa saúde,
d os vossos filhos, do dinheiro,
se não sabem se o telhado vai aguentar,
não vão ouvir nenhum palestrante.
Mas, se tivermos a certeza total,
o que é que obtemos?
O que é que sentem se estão certos?
Sabem o que vai acontecer,
quando e como irá acontecer.
O que é que sentiriam?
Mais que aborrecidos.
Assim, Deus, na sua infinita sabedoria,
deu-nos uma segunda necessidade,
que é a incerteza.
Precisamos de variedade.
Precisamos de surpresa.
Quantos aqui adoram surpresas?
Digam, "Sim."
Audiência: Sim.
Tretas. Só gostam
das surpresas que querem.
Às que não querem, chamam-lhes
problemas, mas precisam deles.
Portanto a variedade é importante.
Já alugaram um vídeo ou filme
que já tinham visto?
Quem é que fez isto? Vão dar uma volta.
(Risos)
Porque é que o fazem?
Têm a certeza que é bom
porque já o leram ou viram,
mas esperam que já não se lembrem dele
e seja uma variedade.
Terceira necessidade crítica: significado.
Todos precisamos de nos sentir
importantes, especiais, únicos.
Podem obtê-lo ganhando mais dinheiro
ou sendo mais espirituais,
ou fazendo parte de uma situação
em que colocam tatuagens e brincos
em lugares que ninguém quer saber.
Seja o que for.
A maneira mais rápida de fazer isto,
se não tiverem passado,
cultura, crença e recursos
nem capacidade, é a violência.
Se eu apontar uma arma á vossa cabeça
passo imediatamente a ser significativo.
De zero para 10. Quão alto? 10.
Qual a certeza que tenho
de que me vão responder? 10.
Quanta incerteza?
Quem sabe o que vai acontecer
a seguir? É excitante.
Como subir a uma gruta até ao fim.
Variedade e incerteza totais.
É significativo, não é?
Por isso querem arriscar a vida.
É por isso que a violência
está e estará sempre presente
a não ser que tenhamos
uma mudança de consciência.
Conseguimos obter significado
de milhões de maneiras,
mas para ser significativo,
tem de se ser único e diferente.
É disto que precisamos:
ligação e amor — quarta necessidade.
Muitos ficam-se pela ligação
porque o amor é muito assustador.
Já alguém foi magoado
numa relação íntima?
Digam: "Sim."
(Risos)
Não levantam a mão,
mas também tiveram merdas.
E vão ser magoados outra vez.
Não é bom terem vindo
a esta visita positiva?
A verdade é esta: precisamos dela.
Podemos fazê-lo através da intimidade,
da amizade, da oração,
de caminhar na natureza.
Se nada disso funcionar, não comprem
um gato, mas um cão,
porque se saírem, dois minutos
parecerão seis meses
quando voltarem cinco minutos depois.
Qualquer pessoa arranja forma
de encontrar estas quatro necessidades.
Mesmo se mentem a vocês mesmos,
precisam de ter personalidades múltiplas.
Chamo às primeiras quatro
as necessidades da personalidade.
As outras duas
são as necessidades do espírito.
E é aqui que entra a realização.
Não a vão obter das primeiras quatro.
Vão encontrar maneira — fumar, beber —
para as quatro primeiras,
mas para a número cinco,
precisam de crescer.
Se não crescem são o quê?
Se uma relação ou um negócio não cresce,
se vocês não crescem, não interessa
quanto dinheiro ou amigos têm,
quantas pessoas vos amam,
sentem-se mal.
Penso que a razão por que crescemos
é para ter algo a que dar valor.
Porque a sexta necessidade
é contribuir para além de nós mesmos.
Porque todos sabemos, foleiro ou não,
que o segredo para viver é dar.
Sabemos que a vida não é sobre mim,
é sobre nós.
Esta cultura e esta sala sabem disso.
É excitante.
Quando vemos o Nicholas a falar
do computador de 100 dólares,
a coisa mais apaixonante e excitante é:
"Ele é um génio", mas ele tem vocação.
Sentimos nele a diferença e é lindo!
Essa vocação pode tocar outras pessoas.
A minha vida foi tocada porque,
quanto eu tinha 11 anos.
Dia de ação de graças,
sem dinheiro, sem comida.
não íamos morrer de fome,
mas o meu pai estava muito confuso.
A minha mãe estava a dizer-lhe
o mal que ele tinha feito.
E alguém apareceu á porta
e entregou comida.
O meu pai tomou três decisões.
Eu sei quais foram.
O foco dele foi: "Isto é uma esmola.
"O que é que quer dizer?
Não valho nada, o que hei de fazer?
"Deixar a minha família."
Foi o que fez.
Foi uma das mais dolorosas
experiências da minha vida.
As minhas três decisões deram-me
um caminho diferente.
"Foca-te em 'há comida'"
— mas que conceito...
(Risos)
Mas foi o que mudou a minha vida,
modelou-me como ser humano.
A dádiva de alguém,
nem sei quem é.
O meu pai sempre dissera:
"Ninguém se rala."
E de repente, alguém que não conheço,
não pede nada, está só
a dar-nos comida, a ajudar-nos?
Fez-me acreditar nisto:
"O que significa que estranhos
se preocupam?"
Isso fez-me concluir:
se eles se importam comigo,
eu importo-me com eles.
Vou fazer alguma coisa,
fazer a diferença.
Quando tinha 17 anos,
saí no dia de Ação de Graças.
O meu objetivo durante anos:
ter dinheiro para alimentar duas famílias.
A coisa mais divertida e emotiva
que fiz na minha vida.
No ano seguinte, a quatro. Depois, oito.
Não estava a fazê-lo por interesse,
mas depois de oito, pensei:
uma ajuda dava jeito.
Portanto, envolvi os meus amigos,
criei associações,
fundei empresas e criei a fundação.
Agora, 18 anos depois, tenho orgulho
em dizer-vos que, no ano passado,
alimentámos dois milhões de pessoas
em 35 países,
sempre durante as festividades:
Ação de Graças, Natal,
em diversos países do mundo.
(Aplausos)
Obrigado.
Não conto isto para me gabar,
mas porque estou orgulhoso
dos seres humanos, porque se sentiram
entusiasmados por contribuir
quando puderam fazê-lo,
em vez de falar disso.
Por fim — estou a ficar sem tempo —
o objetivo que nos modela.
É isto que é diferente nas pessoas.
Temos as mesmas necessidades,
mas vocês são obcecados?
Valorizam mais a certeza ou a incerteza?
Este homem não seria obcecado
se trepasse pela gruta.
Vocês são conduzidos
pelo significado ou pelo amor?
Todos precisamos das seis,
mas o vosso sistema aponta-vos
para uma direção diferente.
Quando se movem numa direção,
têm um destino.
A segunda peça é o mapa.
O sistema operativo diz-nos
como chegar lá. Para alguns é:
"Vou salvar vidas mesmo que morra
pelas outras pessoas,"
São os bombeiros. Para outros é:
"Vou matar pessoas para o fazer."
Tentam encontrar a mesma
necessidade de significado
Querem honrar Deus ou honrar a família,
mas têm um mapa diferente.
Há sete crenças diferentes.
Não posso analisá-las, não tenho tempo.
A última peça é a emoção.
Uma das partes do mapa é como o tempo.
Para uns, muito tempo são 100 anos.
Para outros são três segundos
que é o que eu tenho.
E a última, que já referi,
que caiu sobre vocês.
Se têm um objetivo e um mapa
— não posso usar o Google,
porque adoro Macs
e ainda não o fizeram
otimizado para Macs —
quantos é que já fizeram o erro fatal
de usar o MapQuest?
(Risos)
Usamos aquilo e não chegamos lá.
Imaginem que as vossas crenças garantem
que nunca conseguem chegar onde querem ir?
(Risos)
A última coisa é emoção.
Só vos digo isto sobre a emoção.
Há 6000 emoções para as quais
temos palavras na língua inglesa,
o que é só uma representação linguística
que está sempre a mudar.
Mas se as vossas emoções dominantes
— se tivesse 20 000 pessoas ou 1000,
digo-lhes para escreverem
todas as emoções que experimentam
numa semana normal, e dou-lhes
o tempo todo de que precisam.
Num lado as emoções
que transmitam força,
e no outro, as que a retirem.
Sabem quantas emoções as pessoas vivem?
Menos de 12.
E metade fazem-nos sentir-se mal.
Têm cinco ou seis sentimentos bons.
Feliz, feliz, entusiasmado, merda,
frustrado, frustrado, esgotado, deprimido.
Quantos conhecem alguém que,
aconteça o que acontecer,
arranja forma de ficar irritado?
(Risos)
Ou, aconteça o que acontecer,
encontram forma de se sentirem felizes?
Quantos conhecem alguém assim?
Quando aconteceu o 11/set
eu estava no Havai.
Estava com 2000 pessoas de 45 países.
Estávamos a traduzir quatro línguas
em simultâneo
para um programa que eu fiz
durante uma semana.
A noite anterior chamava-se
"Domínio Emocional."
Levantei-me, não tinha
nenhum plano e pensei:
tivemos fogo-de-artifício,
faço cenas malucas, divertidas
e por fim parei — tinha um plano
mas nunca sei o que vou dizer.
E de repente pensei:
"Quando é que as pessoas
realmente começam a viver?
"Quando enfrentam a morte."
Então, falei sobre tudo isso,
se nunca saíssem desta ilha,
se daqui a nove dias fossem morrer,
a quem é que telefonavam,
o que diriam, o que fariam?
Nessa noite foi quando aconteceu
o 11 de Setembro.
Tinha vindo ao seminário uma mulher
cujo antigo namorado tinha acabado
de ser raptado e assassinado.
O novo namorado queria casar com ela
e ela disse não.
E ele: "Se fores para aquela coisa
no Havai, estamos acabados."
E ela disse: "Acabou."
Quando acabei nessa noite,
ela ligou-lhe e deixou uma mensagem
no World Trade Center
onde ele trabalhava.
"Amo-te, quero que saibas
que quero casar contigo.
"Foi estupidez minha."
Ela estava a dormir
— para nós eram 3 da manhã —
quando ele lhe ligou e disse:
"Querida, não consigo exprimir
o que isto significa.
"Não sei como dizer isto,
mas deste-me o melhor presente
"porque vou morrer."
Ela mostrou-nos a gravação na sala.
Mais tarde, foi ao Larry King
que lhe disse:
"Deve estar a pensar como é possível
isto ter-te acontecido duas vezes."
"Só posso dizer que deve ser
uma mensagem de Deus.
"Daqui para a frente, todos os dias
dá o máximo, ama o máximo.
"Não deixes que nada te faça parar."
Ela acaba, um homem levanta-se e diz:
"Sou paquistanês, sou muçulmano
"adoraria pegar-lhe na mão
e dizer que lamento,
"mas, sinceramente, isto é retribuição."
Não posso contar o resto
porque estou sem tempo.
(Risos)
Dez segundos!
(Aplausos).
Só quero dez segundos!
Levei aquele homem ao palco
com um homem de Nova Iorque
que trabalhava no World Trade Center,
porque eu tinha cerca
de 200 nova-iorquinos.
Mais de 50 perderam as empresas,
os amigos,
— uma economista,
uma mulher de ferro, a chorar —
30 amigos riscados
porque todos morreram.
E disse: "Em que vamos focar-nos?
"O que quer isto dizer
e que vamos fazer?"
Peguei no grupo
e fiz as pessoas concentrarem-se.
"Se não perderam ninguém hoje,
vão concentrar-se
em como servir outra pessoa.
Então levantou-se uma mulher
muito zangada, aos berros.
Descobri que ela não era de Nova Iorque,
não era americana, não conhecia ninguém.
E eu: "Fica sempre assim fula?"
E ela: "Fico."
As pessoas culpadas ficam culpadas,
as tristes ficam tristes.
Arranjei dois homens
e fiz uma negociação indireta.
Um judeu com família
em território ocupado,
alguém em Nova Iorque que teria morrido
se tivesse ido trabalhar naquele dia,
e aquele homem
que queria ser um terrorista.
A integração está gravada.
Envio-a de bom grado,
para poderem ver
o que realmente aconteceu
em vez da minha verbalização.
Mas os dois homens juntaram-se
e mudaram as suas crenças do mundo,
e trabalharam juntos para espalhar,
já há quase quatro anos,
através de várias mesquitas e sinagogas,
a ideia de como criar a paz.
Escreveu um livro,
"A Minha Jiade, a Minha Paz."
Portanto, a transformação pode acontecer.
O meu convite é este:
explorem a vossa rede, aqui.
as necessidades, as crenças,
as emoções que vos controlam.
Por duas razões: para haver
mais gente a dar, e a alcançar também.
Todos queremos fazê-lo.
Mas quero dizer dar, porque é isso
que vos vai preencher.
Em segundo, para poderem apreciar
não apenas perceber
— isso é intelectual —
mas apreciar
o que motiva as outras pessoas.
É a única forma de o nosso mundo mudar.
Deus vos abençoe, obrigado.
(Aplausos)