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Ukazujem Revíziu 6 vytvorenú 08/29/2018 od Leticia Garcia.

  1. Meu nome é Dr. Moses dGraft-Johnson.
  2. O termo "tecnologia assistiva" é definido
  3. pela Organização Mundial de Saúde
  4. como um termo guarda-chuva que cobre
  5. sistemas e serviços relacionados
  6. à entrega de produtos e serviços
  7. assistivos, e o propósito
  8. é ajudar o indivíduo, lhe dando
  9. independência e promovendo o
  10. bem-estar geral.
  11. Agora, como os meu colegas mostraram
  12. algumas inovações muito interessantes,
  13. algumas dessas inovações que nos são
  14. bastante familiar são as coisas mais
  15. simples como aparelhos de audição,
  16. cadeiras de roda e próteses. Mesmo
  17. algo tão simples como uma
    caixinha de remédio,
  18. que é algo que mesmo as pessoas
  19. sem uma certa deficiência utilizam.
  20. Minha mãe utiliza caixinhas de remédios.
  21. Então nós vimos que há certas
  22. tecnologias assistivas que mesmo
  23. indivíduos sem uma certa
  24. deficiência também utilizam no seu
  25. cotidiano. E nós vemos mais e mais
  26. disso globalmente; mais de
  27. um bilhão de pessoas precisam
    de um ou mais
  28. produtos assistivos.
  29. Essa é a parte que eu, realmente, quero
  30. me aprofundar, porque fala sobre
  31. o meu trabalho,
  32. e, recentemente, o que nós vimos é
  33. que a OMS liberou alguns
  34. dados, e o que nós observamos é
    o aumento de
  35. doenças não transmissíveis que estão
  36. atacando pessoas com deficiência.
  37. E uma das mais comuns dentre as que foram
  38. mencionadas é o diabetes.
    Mas também, junto
  39. com o diabetes tem a Hipertensão e a
  40. Hiperlipidemia, também conhecida
  41. como colesterol alto, obesidade e o fumo.
  42. Agora, o interessante é que estas cinco
  43. variáveis também são conhecidas na
    medicina
  44. cardiovascular, como os cinco principais
    fatores de risco
  45. para um grave problema cardiovascular.
  46. Elas levam à formação de algo
    chamado placa de ateroma.
  47. Que é a formação de placas de acúmulo
  48. em vasos sanguíneos.
    Este é um exemplo de uma
  49. artéria coronária normal,
  50. e como se vê, com o tempo
    nós causamos danos,
  51. acúmulos e finalmente temos falta de
  52. perfusão ou falta de fluxo sanguíneo.
  53. E isso leva, finalmente, a
  54. infartos, derrames e má circulação,
  55. comumente conhecida como "D-A-P."
  56. Agora, no Instituto Vascular e Coronário,
  57. o que nós fizemos foi criar uma
  58. campanha chamada ''Salve um Membro."
  59. Uma das minhas metas era
  60. ao menos, reduzir o número de amputações
  61. que estavam ocorrendo naquela comunidade.
  62. Quando nós vemos pacientes com
  63. esse tipo de problema, a primeira coisa
  64. a fazer após avaliá-los, chama-se
  65. isquemia aguda do membro. Nós os levamos
  66. para a sala de operação e utilizamos um
  67. sistema da GE chamado C-ARM.
  68. Ele funciona como uma raio-x que tira
  69. fotos das pernas desde o umbigo
  70. até os pés.
  71. Nós usamos contraste nos
  72. pacientes para conseguirmos ter uma
  73. imagem ou algo assim.
  74. Essa primeira foto aqui...
    obviamente você
  75. não precisa ser médico para ver
    que existe um
  76. significativo problema aqui.
  77. Isso se chama artéria superficial
  78. femoral. Essa é a maior veia localizada
  79. entre o seu quadril e o seu joelho.
  80. É como uma autoestrada incompleta,
  81. porque tem algo faltando
  82. bem aqui no meio.
  83. Então este indivíduo desenvolveu um
  84. bloqueio naquele vaso sanguíneo que,
  85. definitivamente, causou a oclusão total
  86. do fluxo sanguíneo nesta parte,
  87. entre a área do umbigo
  88. e o joelho.
  89. Tirada a foto com o sistema da GE,
  90. eu posso ver isso
  91. bem aqui, eu posso, bem como um
  92. encanador faz, sabe, ele desentope canos.
  93. Então, aqui nós temos um tipo específico
    de sistema
  94. d'água que usamos para atravessar
    a artéria.
  95. Assim que nós atravessamos o
    sistema d'água, neste
  96. lado...eu vou mostrar esta foto
  97. aqui... eu uso um sistema chamado
  98. cateter de aterectomia de corte.
  99. Bem, esse sistema foi criado
  100. por uma empresa chamada
    Boston Scientific.
  101. A Boston Scientific é uma empresa
  102. de equipamentos médicos situada em
  103. Maple Grove Minneapolis, em Minnesota.
  104. Basicamente, esse cateter
  105. funciona como um sistema de perfuração.
  106. Como nos campos de petróleo, onde o solo
  107. é perfurado. Nós usamos esse sistema
    por cima daquele
  108. cabo que nós colocamos dentro do sistema e
  109. assim podemos passar por
    cima do cabo e remover
  110. as placas que se formaram.
  111. Removidas as placas, nós usamos um
  112. balão para esticar o
  113. vaso sanguíneo e para deixá-lo bem
  114. aberto e, as vezes, quando aberto,
  115. se ficar aberto, tudo bem, mas
  116. se não ficar, ele tende a
  117. se fechar novamente, e é quando
  118. nós geralmente colocamos um stent
  119. para mantê-lo aberto. Nesta foto,
  120. vocês podem ver no diagrama
    que nós tivemos
  121. sucesso ao abrir essa oclusão total
  122. aqui, nós abrimos e recuperamos
  123. o fluxo sanguíneo do membro.
  124. Esta é uma fotografia real de um dos meus
  125. pacientes. Infelizmente, nós
  126. não conseguimos salvar a
  127. sua perna. Isso foi seis semanas
  128. após a cirurgia de amputação.
  129. Isto se chama amputação BKA,
    amputação abaixo do joelho.
  130. Eu geralmente digo que se
  131. não for sortudo o bastante
    para eu salvar
  132. o membro, é melhor você
  133. fazer uma amputação abaixo do joelho
  134. do que uma amputação acima
    do joelho, porque
  135. é melhor funcionalmente para o
  136. indivíduo, uma vez que nós podemos
  137. encaixá-lo melhor em uma boa prótese,
  138. com a qual ele poderá se virar melhor e
  139. andar como se nada houvesse acontecido.
  140. Contudo, isso se torna um grande
    desafio, quando você
  141. corta acima do joelho.
    É muito difícil encaixar
  142. alguém em uma prótese boa,
  143. e para eles aguentarem o peso.
  144. Nós chamamos isso de
    "delimitação da amputação".
  145. E nós temos a tendência de termos muitos
  146. problemas com essa delimitação.
  147. Ela torna as coisas um pouco
  148. difíceis. Então, infelizmente, Eu não
  149. pude salvar a perna deste homem sem
  150. a cirurgia, e aqui está ele e sua esposa
  151. após a cirurgia.
  152. Este é o tipo de tecnologia
  153. assistiva que estamos acostumados a ver.
  154. No passado, eu tenho que admitir
  155. e ser claro e
    honesto com vocês,
  156. eu nunca prestei muita atenção sobre
  157. este assunto até eu
    conhecer Chet Cooper.
  158. Foi a partir daí que eu comecei a
    focar realmente e
  159. prestar atenção nestas coisas.
  160. Elas estão bem na nossa frente,
  161. ao nosso redor, mas nós
    estamos tão ocupados
  162. com o nosso cotidiano que não
    prestamos atenção no que
  163. o que está acontecendo.
  164. Ma agora isso é um grande
    problema e faz parte
  165. do meu trabalho agora, do que eu faço.
  166. Então, uma vez salvo o membro,
  167. a pergunta é, como podemos previnir
  168. as pessoas de acabarem como este sujeito.
  169. Bem, nós temos uma tecnologia
    chamada SPY.
  170. O SPY foi desenvolvido por uma empresa
  171. chamada Novadaq que o vendeu
  172. para uma empresa chamada Stryker.
  173. A Stryker é uma grande empresa
    de equipamentos médicos
  174. que realiza muitas cirurgias
    de coluna em
  175. pessoas com problemas nas costas.
  176. É meio chocante o motivo deles
  177. terem entrado no mercado vascular. Mas,
  178. de qualquer forma, com a tecnologia SPY
  179. nós injetamos um agente fluorescente
  180. dentro do paciente, então após
  181. o paciente passar pelo procedimento
    de revascularização.
  182. eles dão segmento ao tratamento
    com a injeção
  183. do agente fluorescente
  184. que permite que coloquemos
  185. esta câmera bem no seu pé, bem
  186. em cima e isso nos dá esta
    imagem térmica.
  187. Quando você vê isso aqui, é uma
  188. boa notícia. Na verdade,
    quanto mais vermelho estiver,
  189. melhor, pois significa
  190. um bom fluxo sanguíneo.
  191. Quando a área fica um pouco mais azul,
  192. significa uma redução do fluxo
  193. sanguíneo. E quando fica
  194. assim, significa um grave
  195. problema. Bem, esse tipo de coisa é o que
  196. nós estamos fazendo pelas
    as pessoas em Miami,
  197. pelas pessoas na região da Flórida.
  198. Bem, eu comecei a realizar este tipo de
  199. prática em Gana.
  200. Gana é muito interessante para mim,
    não somente
  201. porque eu sou de Gana,
  202. mas porque eu me impressionei
    muito com o
  203. governo de Gana em relação as suas
  204. iniciativas, o que é um pouco
  205. surpreendente para mim, uma vez que
    naquela parte
  206. do mundo existe um estigma
  207. associado aos indivíduos ou pessoas
  208. com deficiência.
  209. Gana é um pequeno país
    da África Ocidental,
  210. com uma população de
    mais ou menos 28 milhões.
  211. Seu PIB é de $130 bilhões. Colocando-o
  212. em 12 lugar entre os 52 países
  213. africanos, o que é o modelo
  214. da democracia africana. É uma
  215. república constitucional,
  216. e o inglês é a língua oficial.
  217. Cerca de 15% da população de Gana
  218. possui alguma deficiência.
  219. Em 2006 o país aprovou uma lei
  220. de deficiência com o propósito de
    por um fim na
  221. discriminação de indivíduos com
  222. deficiência no país.
  223. O país tem trabalhado muito
  224. duro para melhorar as condições de vida
  225. dos indivíduos que vivem lá.
  226. Minha fundação, o que nós fazemos é,
  227. nós somos muito focados em, porque
  228. deficiências, existem muitas causas de
  229. deficiência, desde de doenças congênitas
  230. até doenças hereditárias e também
    doenças adquiridas.
  231. Em relação às doenças adquiridas,
  232. o meu foco é muito em
  233. doenças não transmissíveis,
    porque este ponto
  234. está alinhado com algo que nós
  235. temos conhecimento. Então eu tenho
  236. investido meu próprio dinheiro em
  237. construir um hospital. Este é um desenho,
  238. uma versão do hospital,
    do Hospital de Graft de Pesquisa,
  239. e o propósito deste hospital
  240. é ajudar o trabalho que nós
  241. fizemos com sucesso na Flórida.
  242. Aqui estão mais imagens e esta é
  243. a situação atual do hospital.
  244. Eu espero que até o final do
    próximo ano
  245. nós finalizemos o projeto,
  246. para podermos oferecer o mesmo
  247. serviço que oferecemos às
    pessoas da Flórida,
  248. em Gana. Obrigado.