Portuguese, Brazilian titulky

← Victoria Rodríguez-Roldán

Získať kód na vloženie
8 Languages

Ukazujem Revíziu 4 vytvorenú 09/23/2020 od MarianaMR.

  1. Meu nome é Victoria Rodríguez-Roldán.
  2. Trabalho como Gerente Sênior de Políticas
    na AIDS United.
  3. Trabalhamos para acabar
    com a epidemia de HIV.
  4. Diria que sou uma defensora
    da causa dos deficientes por amor,
  5. por causa da minha própria
    deficiência mental
  6. e carrego isso comigo por toda a vida
  7. tentando levar a deficiência
    para um mundo que inclua
  8. todas as doenças mentais
    e deficiências de desenvolvimento,
  9. não apenas as deficiências
    que são bem vistas.
  10. Eu tinha um ano de idade
    quando a ADA foi aprovada.
  11. Tenho 31 anos e estamos comemorando
    o aniversário de 30 anos da lei.
  12. Não tenho memória do evento,
    eu cresci com ele.
  13. Minha primeira memória da ADA foi
    de minha mãe, que tem diabetes,
  14. tentando conseguir um local
    para guardar insulina no trabalho,
  15. na geladeira do trabalho.
  16. E lembro-me dela falando
    desta novidade chamada ADA.
  17. Sabe como as pessoas falam
    de trabalho em casa.
  18. Mas a ADA...
    Diria que eu tinha minha própria ideia
  19. do que é uma pessoa com deficiência
  20. até que eu mesma comecei
    a lidar com o: "Sou diferente",
  21. tanto por causa de eu ser trans,
    por causa de minha doença mental,
  22. e depois lidando com isso e recebendo
    tratamento quando fazia faculdade de Direito.
  23. Faculdade de Direito é por si só
    uma experiência interessante.
  24. O ritual de trote dura três anos.
  25. Mas uma das coisas
    que me motiva na deficiência
  26. é ver o quanto...
  27. Na deficiência, geralmente
    tratamos as pessoas com pena
  28. ou como pessoas assustadoras
    que precisam ser trancadas.
  29. Em geral, com deficiências físicas
    você vira motivo de pena.
  30. Com deficiências mentais,
    causa medo e querem te trancar.
  31. Por que permitem
    essas pessoas soltas na rua?
  32. E vendo tudo isso e sentindo medo,
  33. preocupada com minha carreira
    se eu saísse...
  34. Já diz muito uma pessoa trans
    preocupada em sair,
  35. e sendo alguém com deficiência mental,
  36. acho que precisamos
    modificar na essência
  37. como a sociedade vê o normal
    e o não normal,
  38. e como isso funciona contanto
    que inclua todas as deficiências.
  39. Diria que uma das coisas
    que mais me impactou
  40. foi, por exemplo,
    quando terminei a faculdade de Direito.
  41. Na faculdade, quando estava prestes
    a me formar, recebi acomodação
  42. e ajuda da Assistente da Reitoria,
    na época era Sherry Abbott,
  43. pois estava tendo vários problemas
  44. relacionados à minha deficiência.
  45. O que, provavelmente, não teria
    sido possível sem a ADA,
  46. sem a essência da coisa.
  47. Alguns meses depois
    de iniciar minha carreira,
  48. fui contratada pelo governo dos EUA
    através do processo simplificado.
  49. Se não fosse pela iniciativa
    do governo federal,
  50. que foi em parte inspirada na ADA
  51. para garantir que pessoas com deficiência
  52. sejam contratadas pelo governo federal,
  53. talvez eu não teria
    ingressado no direito civil.
  54. Então, para mim fez toda a diferença
  55. receber acomodações
    nos trabalhos que eu tive.
  56. A pergunta, então, é como nós...
  57. Nós já temos toda uma geração como eu
  58. por volta de seus 20, 30 anos de idade,
  59. os millennials e zoomers,
  60. que não se lembram dos dias sombrios
    antes da ADA.
  61. Mas não podemos simplesmente
    estagnar e falar:
  62. "Conseguimos a ADA,
    vamos para casa comemorar",
  63. porque há muito mais trabalho a ser feito.
  64. As pessoas com deficiência ainda têm
    que lutar diariamente por seus direitos
  65. com a apoio da ADA.
  66. Em DC podemos encontrar
    barreiras arquitetônicas
  67. aos montes no raio
    de apenas alguns metros.
  68. E isso é uma problema.
  69. E gostaria de falar principalmente
  70. sobre as deficiências
    que são atraentes e as que não são.
  71. Quando falamos de deficiência,
    as pessoas geralmente pegam
  72. uma referência mental
    de alguém fotogênico na cadeira de rodas,
  73. ganhando mais pontos
    se forem héteros e brancos.
  74. Mas não querem falar
    e excluem dessa imagem,
  75. dessa imagem desse lindo grupo,
  76. a pessoa que gagueja,
    aquela que sente dor crônica
  77. e por isso não é funcional,
    a pessoa com deficiência mental
  78. que teve psicose
    ou outras experiências do tipo.
  79. Quando falamos de saúde mental,
  80. tentamos acabar com o estigma
    ou outros chamarizes.
  81. Geralmente focamos na ideia de
  82. falar das pessoas
    que estavam com depressão,
  83. tomaram Prozac e melhoraram,
  84. mas não querem falar de quem
    está internado em instituições,
  85. de pessoas que sofrem de psicose,
  86. de quem vive
    com transtorno bipolar e outas coisas.
  87. Temos que deixar claro que todas
    as pessoas com deficiência importam,
  88. podendo soar como o movimento
    de que Todas as Vidas Importam,
  89. não só aquelas que gostamos mais.
  90. Eu diria que, na essência,
    há necessidades para serem mudadas
  91. no tocante de como a lei federal trata
    pessoas com deficiência mental.
  92. Precisamos acabar
    com a institucionalização.
  93. Precisamos incluir
    o seguro de saúde universal,
  94. porque as pessoas não deveriam depender
    de ter um trabalho
  95. para ter acesso
    a um plano de saúde acessível.
  96. E também acho que a mudança principal
  97. é a ideia essencial de que pessoas
  98. com deficiências mentais
    e de desenvolvimento
  99. tenham direitos.
  100. Mudar principalmente a cultura
    e também alertar as pessoas.
  101. Gosto de falar para as pessoas:
    "Usem seus privilégios."
  102. Algo como as placas nos metrôs
    e trens de Nova York
  103. que dizem: "Se vir alguma coisa, diga."
  104. Isso se aplica aqui.
  105. Se presenciar
    alguma discriminação, diga.
  106. Não espere até alguém com uma deficiência
  107. já cansado de ter que lutar
    tenha que dizer.
  108. Falar disso os valida e os ajuda.
    Seja um aliado.