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Ukazujem Revíziu 6 vytvorenú 05/16/2021 od Victor Guasco.

  1. Então,
  2. Meu nome é Michelle Nario-Redmond
  3. Sou uma psicóloga social e
  4. dou aula na Faculdade de Hiram
  5. no programa de psicologia e
    humanidades biomédicas
  6. e acabei de escrever um livro sobre
    capacitismo - as causas e consequências
  7. do preconceito contra PCDs.
    Minha primeira memória
  8. e vou olhar pra trás e dizer 1990
  9. quando o ADA foi aprovado
    Eu estava estudando
  10. Em Kansas, e o preconceito contra PCDs
    a ADA e tudo
  11. relacionado a questões de deficiência
    nem passava pela minha cabeça,
  12. e eu trabalhava onde
    uma dos pioneiras
  13. em estudos sobre deficiência trabalhava,
    Beatrice Wright
  14. e eu ainda não tinha tido uma aula com ela
  15. Foi só em 1995, cinco anos depois,
  16. quando minha filha, Sierra, nasceu
    com a espinha bífida
  17. que eu tomei consciência
    de deficiências e encontrei o trabalho
  18. da Carol Gill e de Simi Linton
    e comecei a me educar
  19. no campo de estudos da deficiência
    e a primeira memória que tenho de
  20. confrontar ambientes inacessíveis
    foi alguns anos depois, ao matricular
  21. minha filha Sierra na pré escola
    uma escola católica
  22. perto de casa; e não caiu a minha ficha
    que nós teríamos tanto trabalho
  23. para acomodá-la na pré escola
  24. e foi tudo em função do fato de que
    a construção era antiga,
  25. haviam degraus, e eles não sabiam,
    nem deveriam, legalmente saber
  26. sobre acomodações razoáveis
    e direitos civis de seus alunos
  27. porque eles eram um local privado e
    não precisavam seguir a legislação da ADA
  28. Então... ficou claro para mim que
    tínhamos de encontrar uma nova escola
  29. e tivemos sorte de encontrar outro local
    privado. Não era
  30. uma escola pública, mas era
    uma escola musical
  31. e eles tinham recursos
    além de já operar
  32. sob um conjunto de presunções
    sobre o valor da diversidade
  33. e perspectivas diversas,
    e a gente não precisou pedir muito
  34. porque eles se esforçaram muito
    para incluir a minha filha
  35. em uma sala de aula comum, com seus pares,
    seus colegas, aulas de música
  36. tinham tantas aulas ecléticas
    de movimentos
  37. e eles até compraram equipamentos
    para a sala de exercícios
  38. e a de movimentos,
    que seriam úteis para ela e outros
  39. e desde então, ela cresceu para se tornar
    professora e está tentando

  40. trabalhar lá como professora.
    Então, acredito que seria realmente
  41. incrível se ela conseguisse.
    Porém, acho, para conceituar uma
  42. questão sobre se frustrar e aprender
    sobre inacessibilidade e falta de inclusão,
  43. nós morávamos num distrito que, quando ela
    estava para entrar na pré escola, Eu
  44. sabia que ela não conseguiria entrar em
    uma escola particular, não só por conta
  45. do valor financeiro, mas porque
    eles não teriam que pensar nas
  46. melhores práticas e na lei,
    quando se pensava em acomodar
  47. seus alunos com deficiência,
    então eu sabia que teria
  48. de procurar uma escola pública,
    e a escola do nosso bairro
  49. não era acessível. Fomos visitá-la,
    e o playground tinha uma casinha
  50. que ela não conseguiria entrar,
  51. e foi de cortar o coração
    então chegou um momento
  52. em que já começamos a procurar
    outras oportunidades
  53. e meu marido conseguiu nos levar,
    como família
  54. para a Costa Oeste de Portland, Oregon e
  55. o jeito que eu... nós tivemos de navegar
    as experiências educacionais iniciais dela
  56. foi de apenas procurar por espaços
    e escolas em novos distritos,
  57. para que lá existissem construções
    e treinamentos, em termos de
  58. acomodar a diversidade de estudantes
    e seus estudantes deficientes
  59. porque só de ter as experiências breves
    que tivemos com a pré escola
  60. e reuniões que iriam me fazer lutar
    em todos os momentos
  61. pelo direito básico dela
    de mostrar o que ela sabe
  62. e participar e se reconhecer
    como uma contribuidora valiosa
  63. para a comunidade escolar.
    A gente não ia se render
  64. sem lutar,
    então limitamos nossa busca
  65. a um distrito,
    e graças a Deus tivemos a oportunidade
  66. e os recursos para fazermos isso,
    que era conhecido por sua
  67. inclusividade.
  68. Também passamos por isso, ao voltarmos
    para a região de Cleveland, Ohio.
  69. Conseguimos evitar todos os distritos
    que não estivessem avançados
  70. em inclusão e prova de excelência
    e que tivessem prédios novos
  71. que conseguiriam acomodar aqueles
    com deficiências,
  72. mas eu acho que essa é a minha memória
    mais antiga de pensar 'Temos um caminho
  73. a nossa frente, e depende de nós
    continuar a lutar
  74. batalhas que já foram vencidas legalmente
    ou encontrar espaços, locais
  75. e organizações, que estivessem
    a frente da curva
  76. em termos de implementar, monitorar
    e executar os direitos humanos básicos
  77. de sua diversidade de constituintes
  78. O impacto que tudo isso teve em mim
    é o de apenas ser capaz de me comunicar
  79. com outros pais e estudantes
    com deficiência, não apenas
  80. sobre eles saberem seus direitos, mas
    saberem como conseguir esses direitos
  81. como lutar para garantir que tais direitos
    sejam discutidos, sejam garantidos.
  82. Acredito que a ADA fez
    uma grande diferença
  83. e o momento chave foi quando eu estava
    coletando informações para um livro
  84. sobre capacitismo. Eu percebi que,
    quando era criança
  85. quando eu estava crescendo, nos anos 60
    e 70, pessoas com deficiência
  86. não podiam fazer as coisas que são dadas
    como certas para crianças: ir ao cinema
  87. ir a restaurantes, visitar um amigo,
    na casa dele, ou convidar
  88. outros para suas festas de aniversário.
  89. Então, desde que a ADA foi aprovada
    em 1990, não foram mudanças imediatas
  90. como, você sabe, foi feito um progresso
    significante, particularmente em
  91. espaços públicos e de trabalho,
    onde existe até mesmo funcionários
  92. que são parte de uma organização
    que prima pela inclusividade e que
  93. reconhece que funcionários com deficiência
    são mais confiáveis
  94. e dão menos trabalho, e valem a pena
    para investir e promover.
  95. Porém, existem tantos locais, pequenos
    negócios, instituições educacionais
  96. que não estão seguindo nem as práticas
    e melhorias básicas que a ADA
  97. tornou possível. Tem simplesmente muitas
    variações e eu acho que parte disso
  98. é falta de educação, no sentido do que
  99. é razoável e o que é necessário
  100. em termos de acomodar nossos cidadãos
  101. e falta de recursos em alguns casos, porém
  102. também muita falta de informação sobre
  103. valer, ou não a pena. Você sabe,
    a ADA chega
  104. dia 30 de Julho. Estamos celebrando
  105. por todo o país e ainda lutamos
  106. para que empresas façam o que
    deveriam ter feito
  107. 30 anos atrás, pelo menos as que existem
  108. há tanto tempo. Elas não fizeram
  109. elas esperaram as reclamações, ou então
  110. falharam em fazer o mínimo em
  111. termos de recrutar minorias
  112. Eu trabalho com educação e, para mim,
  113. nós poderíamos estar fazendo muito mais
  114. ao procurar e recrutar esses tipos
  115. de alunos que, pelo menos
    na minha instituição
  116. faremos bem em mantar
  117. porque somos uma faculdade pequena, íntima
  118. Faculdade de Hiram. E por anos eu tentei
  119. nos encorajar a considerar abordagens
  120. mais universais, mas também abordagens
  121. que tentam fazer mais do que o mínimo
    quando se trata de acomodação
  122. para os estudantes
  123. com problemas de mobilidade. Por exemplo
  124. a minha filha teve de ser carregada
  125. em sua cadeira, para vários encontros
  126. de clubes enquanto ela esteve no campus
  127. da Faculdade Hiram. Disseram para ela que
  128. durante o inverno, quando temos nevascas
  129. eles não conseguiriam levá-la colina acima
  130. enquanto diziam aos outros
  131. para andar como pinguins, e nós tínhamos
  132. Vans para isso. Tivemos de entrar com
    um processo
  133. na Comissão pelos Direitos de Deficientes
    em Ohio e
  134. pedir que a escola pensasse sobre outras
  135. maneiras de acomodá-la, caso houvesse
  136. a nevasca e ela não conseguisse
  137. chegar no campus.
    E a solução
  138. foi mudar ela pra um novo dormitório.
  139. Não dá pra fazer isso da noite pro dia.
  140. Não é simples mudar todas as coisas
  141. de cama e de banheiro
  142. e tudo.. você sabe, do nada
  143. quando muda o clima
  144. então, na minha experiência, existem
  145. muitos lugares que fazem apenas o mínimo
  146. e isso é tudo que eles precisam fazer
  147. quando, ao invés disso, eles
    poderiam seguir
  148. mais práticas atuais e ciência
    de implementação
  149. e facilitar a vida para pessoas que
  150. queiram registrar reclamações ou
    preocupações.
  151. E geralmente, eles nem precisam preencher
  152. um formulário oficial de reclamação,
    se você aborda uma empresa
  153. ou uma instituição educacional com
    uma questão.
  154. Muitas vezes, pensadores progressistas
    que reconhecem o valor de
  155. clientes com deficiências frequentando
    seus negócios ou
  156. diversificando seu corpo docente
    e discente
  157. não estão cientes de suas falhas
    em acomodar
  158. ou tornar acessíveis, vários
    programas e espaços
  159. E isso pode ser tão simples quanto pedir.
    Mas muitas vezes, há muito mais a ser
  160. feito, você precisa documentar,
    você precisa ter certeza de
  161. que seus emails sejam
    enviados para várias pessoas
  162. e se dar ao trabalho de
    avaliar suas políticas
  163. para ver se são enviesadas ou se
  164. existe descriminação ao preencher
  165. reclamações ou mesmo se você tem
    um título de,
  166. você sabe, um agente no campus
    ou coordenador de ADA
  167. para que os estudantes com deficiência
    saibam
  168. quem pode não ter os documentos
    necessários
  169. como você pode garantir que
  170. eles consigam o que precisem para mostrar
  171. o que sabem, antes de serem reprovados
  172. porque eles não foram atrás
  173. dos serviços ao deficiente e ofereceram
  174. provas de que eles tem uma condição
    específica.
  175. Portanto, eu sei que estou divagando
    um pouco,
  176. mas eu simplesmente, não estava ciente
    de quanto
  177. precisamos progredir em relação a
  178. pesquisar e ter certeza de que a ADA
  179. esteja sendo implementada e só porque
  180. uma lei é aprovada, não significa
  181. que vai apenas acontecer
  182. você precisa de aliados e ativistas
  183. e pessoas dentro trabalhando duro
  184. para ter certeza que as pessoas reconheçam
  185. o valor da legislação
  186. o que eu acho, que as pessoas ainda tem
  187. a imagem de que ela se aplica a pessoas
  188. que se identifiquem com
    deficiência, porém
  189. Eu não acho que fosse necessariamente
  190. as intenções da ADA
  191. Eu acredito que reconheça que pessoas
  192. fluam entre habilidades e o tanto
  193. que elas são excluídas e discriminadas
  194. por conta de suas habilidades é
  195. o motivo real da legislação
  196. mesmo tendo registros de
  197. uma condição que você não tem mais
  198. ou teve temporariamente pode significar
  199. que você pode ser excluído.
    Se você se candidatou a
  200. algum emprego recentemente, você sabe
    muitos lugares
  201. pedem uma declaração.
    Você precisa indicar
  202. baseado em definições restritas se você
  203. tem ou não limitações nessas grandes
  204. atividades que irão te qualificar como
  205. uma pessoa deficiente e eu quero acreditar
  206. que eles estão fazendo estar perguntas,
  207. para que eles consigam recrutar,
    atentamente, pessoas com
  208. deficiências para trabalharem
    em suas equipes
  209. mas as vezes eu penso que o que
  210. previne pessoas de usarem essas
  211. informações para desqualificarem
    candidatos
  212. então é preciso ter registros
  213. e prestação de contas quando se trata
  214. de se ter certeza que seus legislação
    de direitos civis
  215. não coloque todos os donos
    no grupo
  216. a se arquivar e deêm continuidade
  217. e descubram quais partes da ADA estão
  218. sendo violadas. Você sabe que pode ser
  219. bem desencorajador quando tudo que você
  220. quer fazer é sair e, você sabe, ir a praia
  221. e descobre quais praias são acessíveis
  222. ou se existe, você sabe, aparelhos
  223. de mobilidade disponíveis para a areia
  224. ou se você só quer acampar ou quer
  225. frequentar pessoas que são minorias
  226. ou deficientes em empresas
  227. e parte disso é conhecido
  228. então eu tento promover o assunto
  229. em livros e páginas ativistas
    mas há tanto
  230. que podemos fazer para alavancar mais
  231. dessas maneiras de monitorar e
    implementar
  232. e acessar o próximo nível seja
  233. para a comunidade de deficientes
    propriamente dita
  234. ou para qualquer um que utilize carrinhos
  235. que possam carregar muitos materiais
    em suas
  236. mãos e poderiam se beneficiar de um botão
  237. Acredito que todos nós precisamos
    fazer um trabalho melhor
  238. em garantir que empresas
  239. e outros casos melhorem nosso acesso ADA
  240. Ultimamente, meus esforços tem se voltado
  241. para conseguir os votos, porque sabemos
  242. que PCD têm sido
  243. impedidas de votar
  244. e de ter filhos e todos os tipos
  245. de direitos humanos básicos,
    porém, como é ano
  246. de eleição, tem todo tipo de gente
    trabalhando
  247. para acessibilizar o voto
    #cripthevote Alice Wong
  248. e outros que tem tentado garantir
  249. que candidatos à presidência
  250. e cargos no congresso e até mesmo
  251. campanhas locais expressem seu
    posicionamento
  252. sobre a ADA e direitos de deficientes e
  253. direitos humanos e espere, pela primeira
  254. vez, vimos algum tipo de tração
    nesse sentido
  255. O que muitas pessoas não sabem é que
  256. muitos locais não são acessíveis
    a eleitores
  257. com deficiências ou porque
    eles usam
  258. tecnologias que não
  259. se relacionam com o equipamento eletrônico
  260. ou eles não conseguem transporte acessívei
  261. ou o local é simplesmente inacessível
  262. ou eles são institucionalizados
    e impedidos
  263. de votar por causa disso e, portanto
  264. o centro de progresso Americano
  265. tem publicado alguns dos números,
    como por exemplo
  266. 60% dos locais de voto são considerados
  267. inacessíveis. Isso é um problema.
    Portanto, votar por
  268. correio pode ser benéfico para
    muitos grupos
  269. se você pensar sobre isso no futuro
  270. Então, o segundo grande assunto que temos
  271. que acompanhar, que muitas
    pessoas desconhecem
  272. e que nem eu estou muito certa é
  273. como a ADA serve a população de
  274. pessoas presas e institucionalizadas
  275. Eu sei que as emendas
  276. da ADA foram... 2009 fez um trabalho
  277. melhor ao ajudar, com sucesso, pessoas
  278. litigarem quando elas estão isoladas e,
    consequentemente
  279. não inclusas por conta de
  280. sua condição institucionalizada,
    mas eu também estou
  281. ciente de que poucas pessoas conhece
  282. o número, a quantidade de pessoas
  283. com deficiências visíveis e muitas com
  284. deficiências invisíveis que são presas
    e que foram pegas
  285. no sistema correcional
  286. e não recebem o que precisam lá dentro
  287. ou que nunca deveriam ter sido presas
  288. porque talvez elas passem por uma situação
  289. que foi mal compreendida desde o começo
  290. então ao invés de melhorar a sitação
  291. A polícia precisa de mais treinamento,
    precisamos
  292. tornar o público ciente de quantas
  293. pessoas estão definhando
  294. em instituições onde eles não são somente
  295. improdutivos, mas você sabe que é
    desperdício de
  296. capital humano. Então, conforme pensamos
  297. no movimento Vidas Pretas Importam e
  298. em oportunidades de interseccionalidade,
  299. eu penso que oportunidades para aliados
  300. em todos os tipos de grupos de direitos
    humanos precisem
  301. se unir e verdadeiramente utilizar
    seus poderes
  302. para começar a pensar não necessariamente
  303. em parar de financiar a polícia, ou então
    transformar instituições
  304. mas reconhecer quantas
  305. pessoas de cor tem deficiências
  306. quantas mulheres, e quantas são presas
  307. com deficiência que talvez nem devessem
    ter sido presas
  308. tem tanto a ser feito apenas
  309. nessas duas áreas. E, obviamente, emprego
    você sabe que
  310. as pessoas ainda estão muito
    subempregadas
  311. mas eu sei que existem pessoas trabalhando
  312. para melhorar isso e eu venho tentado
    trabalhar com essas
  313. organizações para gerar conhecimento sobre
  314. como eles podem melhorar em termos de
  315. diversificar sua força de trabalho, manter
    e ativamente procurar profissionais
  316. que, você sabe, eles podem não
  317. considerar como recursos valiosos mas,
    deus,
  318. pessoas com deficiências são algumas
  319. das pessoas mais criativas porque elas tem
  320. que descobrir como navegar e elas tem
  321. perspectivas que não são apenas
    baseadas em
  322. talvez suas experiências únicas de
    limitações
  323. mas, ao ter que navegar um mundo que
  324. não é acessível, ou como achar uma
    alternativa
  325. ou como encontrar políticas e então tem
  326. muita resiliência para ser encontrada lá
    também.
  327. Nós precisamos pedir a membros da
    comunidade que
  328. confrontem o capacitismo ao encontrá-lo
  329. e parte disso é educar as pessoas
    em várias
  330. formas que o preconceito e a discriminação
    contra deficiências pode tomar
  331. Existe um momento interessante atualmente
  332. em relação a frameworks antirracistas
  333. que estão ganhando tração e que
  334. as pessoas estão começando, pelo menos
    as instituições de ensino,
  335. começando grupos de ensino onde muitos
    de nós
  336. estão lendo o livro de Ibram Kendis em
    como ser
  337. anti-racista, como reconhecer quando
  338. o preconceito e a discriminação existem
  339. baseados em raça, que nós também
    poderíamos fazer
  340. com livros relacionados ao preconceito
    à deficiência
  341. e o capacitimo, mas eu realmente acredito
  342. que agora é hora de considerar algumas
    coisas
  343. ao mesmo tempo, porque eu penso
    que podemos perder
  344. nuances de pessoas confrontando
  345. opressões múltiplas. Apesar de que
  346. eu só estou falando sobre isso
    porque sei que
  347. tem muita gente na minha escola
    que agora
  348. pensam em rever políticas para descobrir
  349. se nosso programa de estudos
    é discriminatório
  350. ou se nossas políticas de recrutamento
    possam ter
  351. coisas embebidas ou escondidas
  352. nos algoritmos que estejam, sem intenção,
  353. excluíndo ou falhando em reter ou promover
  354. aqueles com deficiências,
    em nossas instituições
  355. portanto, quando eu penso nos próximos
    passos
  356. no que as pessoas podem fazer, eu volto
    para, você sabe
  357. quando as pessoas dizem algo e elas podem
  358. apenas não saber, elas não
    são familiarizadas
  359. talvez com pessoas com
    deficiências diversas
  360. e nós sabemos que o contato com pessoas
    que
  361. sejam portadoras de
    deficiências e diferenças
  362. é o que faz as pessoas terem menos
    preconceito
  363. elas se tornam muito mais cientes
  364. da pessoa completa e como
    estereótipos não podem
  365. ser generalizados e que,
    se eles ouvissem
  366. o que pessoas com deficiência tem a dizer,
  367. eles conseguiriam ouvir, da fonte,
    o que é problemático
  368. e o que precisamos fazer, ao
    permitir que pessoas com
  369. deficiências falem, sejam ouvidas e,
  370. então, apoiar suas propostas
  371. não apenas tomar conta.
    Então, a literatura de confronto
  372. não é sobre, necessariamente,
  373. dizer: "Ei, você é um idiota.
    Você acabou
  374. de dizer algo racista ou capacitista"
    e colocar
  375. a pessoa na defensiva. Que nós podemos
  376. realizar isso de maneira que
    seja possível
  377. manter um diálogo e que nós devemos
  378. encorajar diálogos difíceis e guiar as
  379. conversas para coisas que podemos fazer
  380. em nossas casas, nossas comunidades
  381. em nossas escolas e organizações
    para realizar
  382. uma mudança, fazer uma diferença:
    questionar
  383. qual é a nossa política, a gente sabe
    se todos
  384. os nossos funcionários sabem seus direitos
  385. deveríamos estar agendando encontros
    regulares
  386. com o coordenador da ADA, para que
  387. pessoas saibam como encontrar informações
    e como
  388. solicitar acomodação? Não seria ótimo
  389. se os pais fossem a uma reunião do
    programa de educação
  390. individualizada de suas escolas,
    sabendo o que seus
  391. filhos tem como acomodação? Eu penso
    que as pessoas
  392. são tão distantes de organizações
    relacionadas a coisas que eles
  393. enxergam como privilégios especiais que
  394. são apenas para aqueles que, abre aspas,
    precisam
  395. ou merecem. E então nós enxergamos
  396. direitos de deficientes como privilégios
    especiais,
  397. nós não os vemos como direitos civis que
  398. precisam ser cumpridos e que nós
    poderíamos ser muito
  399. mais transparentes em garantir que nossos
  400. sites não sejam somente acessíveis
  401. se você tiver um impedimento sensorial,
  402. mas deixar explícito quais são
    as políticas
  403. para solicitar acomodações, como você
  404. não ser demitido por revelar,
    por exemplo,
  405. como podemos confrontar coisas
    de maneira não agressiva
  406. Para perguntar para as pessoas quando elas
    dizem algo
  407. preconceituoso ou apenas ultrapassado,
    você sabe,
  408. a palavra "handicap" ainda é utilizada
  409. e eu chamo de "handibosta",
  410. ou então a palavra "especial",
    e a gente pode perguntar: "o que você
  411. quer dizer com isso; como assim eles não
  412. podem fazer aquilo; ou por que você
  413. quer saber como eles transam;
    pode me contar
  414. mais sobre o motivo de você pensar isso"
    e isso
  415. pode começar um diálogo e é algo que todos
  416. podemos fazer. Eu ainda me esforço para
  417. tornar minha própria casa acessível
    para minha filha
  418. Nós fizemos reformas na casa
  419. quando compramos, é um andar
  420. único para ela sentir que faz parte
  421. da família e ser capaz de ir para todas as
  422. partes da cozinha e seu banheiro, porém
  423. tem, você sabe, a lavanderia tem um degrau
  424. que ainda estamos lidando para garantir
  425. que ela chegue à garagem, porém
  426. coisas como onde colocamos as coisas na
  427. geladeira. Você sabe que se você tiver
  428. um cadeirante em sua família, ou alguém
  429. que é portador de nanismo, ou tem uma
    doença
  430. congênita ou um membro amputado
  431. e nós colocamos as coisas em prateleiras
    sem
  432. nem pensar em quem consegue acessar
  433. e meu outro filho, que não possui
    deficiência
  434. costumava, você sabe, antes do jantar
  435. tentar pegar um lanche e, antes mesmo de
  436. dizermos "não", ele já tinha saído
  437. com o lanche. Minha filha precisava ir
  438. e dizer "Você pode pegar algo da
    prateleira de cima
  439. pra mim" e então a gente dizia
  440. você sabe, por que você não espera até
  441. a janta, então precisávamos nos
    preocupar
  442. em quais gavetas colocar as coisas dela
  443. Para que ela não se sinta uma
    cidadã de segunda classe
  444. em sua própria família e
  445. essas são algumas das coisas que
    podemos lembrar
  446. para outros pais de crianças com
    deficiência
  447. conforme a gente tenta educar outros
  448. pais em nossos papéis como pais e nossos
  449. papéis como educadores e que fazem parte
    de comitês
  450. de diversidade. Nosso comitê de
    diversidade
  451. tomou acessibildade como parte de nossa
  452. discussão e tentar convencer outros de que
  453. nós precisamos coletar dados e realizar
    um processo de
  454. benchmark, acredito que muitas
    pessoas
  455. temem dados ou podem dizer "o clima do seu
  456. campus não é o mais acessível" porém
  457. a não ser que você dê nome aos bois,
    a não ser que você documente o que
  458. talvez seja preocupante, se ser menos
    do que
  459. totalmente inclusivo ou acessível, você
    não consegue
  460. progredir. E, eu acredito que as pessoas
  461. apreciem, você sabe, uma a cada quatro
  462. ou cinco pessoas com deficiências e
  463. as famílias delas, apreciem
    quando as pessoas dizem
  464. "ainda não chegamos lá, mas é isso que
  465. estamos fazendo e em breve iremos ter
  466. revisado nossos livros didáticos para
    que pelo menos
  467. isso seja feito para esse ano e no ano
    que vem
  468. iremos gerar vagas em locais
  469. para aumentar o número de pessoas
  470. com deficiência na equipe, porque
    alunos precisam
  471. de mentores. Eles precisam ver pessoas que
  472. pareçam com eles e tenham tido
    desafios parecidos
  473. para que eles saibam que é possível,
    então só vou concluir
  474. ao dizer que minha filha,
  475. você sabe, passou pela pré escola
  476. e esteve em vários espaços
  477. em campi de faculdades que não são tão
  478. acessíveis e que são.
    Atualmente, ela trabalha
  479. com educação, como uma professora
    de creche
  480. Porém, desde o começo da pandemia,
  481. Ela foi demitida, cortada de seu
  482. trabalho novo em folha. E, ultimamente,
    ela
  483. tem enviado currículos e deve haver algo
  484. na pandemia que agora não
  485. tem muitas pessoas que querem voltar
  486. a trabalhar com crianças. Ela tem
  487. feito uma entrevista depois da outra então
  488. ela pode acabar com várias ofertas
  489. e eu lembro a ela de dizer as pessoas que
  490. em creches, quando eles tem alguém como
  491. ela na equipe, muitos alunos gravitam
  492. em direção a ela porque ela tem
    sinais visíveis
  493. de sua deficiência, sua cadeira de rodas
    e se
  494. você consegue educar os muito jovens
    e mostrar para eles
  495. que pessoas de todos os tipos
    podem ser professoras
  496. e pais, e estudantes e, você sabe
  497. eles tendem a, até mesmo crianças com
    problemas
  498. de comportamento, eles querem vir
    até ela. Eles a enxergam como
  499. esse raio de esperança, eu acho, que isso
    é um sinal real
  500. para os empregadores que, quem quer
    que contrate
  501. minha filha como professora, será sortudo