Portuguese, Brazilian titulky

← vimeo.com/.../436622395

Získať kód na vloženie
3 Languages

Ukazujem Revíziu 4 vytvorenú 06/14/2021 od Regiany Silva.

  1. Oi, meu nome é Beth Haller.
  2. Sou professora de Comunicação de Massa
    na Towsen University em Maryland.
  3. Também ensino Estudos de Deficiência
    lá e em outros campi.
  4. Leciono na City University de Nova York
    no programa de Estudos de Deficiência.
  5. Também dou aula no mesmo programa
    no campus de Toronto.
  6. E ensino Estudos de Deficiência
    na Universidade do Texas, em Arlington.
  7. Pesquiso representações na mídia
    de pessoas com deficiência
  8. desde o início dos anos 90.
  9. Tenho uma relação especial com a ADA
  10. porque minha tese abordou como as notícias
    abordaram essa lei.
  11. Antes de eu fazer pós-doutorado
    na Temple University, na Filadélfia,
  12. eu cursava o mestrado
    na Universidade de Maryland College Park.
  13. Comecei os estudos do mestrado em 1989,
  14. e estou falando todas essas datas
    por um motivo.
  15. Em 88, o protesto Presidente Surdo Agora
    ocorreu na Universidade Gallaudet em DC,
  16. e eu acho que sabia
    o que estava acontecendo
  17. porque eu tinha sido jornalista
    antes de me tornar acadêmica.
  18. Quando fui para a College Park em 1989,
    escrevi um artigo para uma disciplina
  19. sobre um aluno surdo da Gallaudet
    e fiquei interessada na comunidade surda,
  20. que é bem grande na região de Washington.
  21. Minha dissertação do mestrado abordou
    como a comunidade surda era representada
  22. antes, durante e depois
    do protesto Presidente Surdo Agora
  23. no New York Times e Washington Post.
  24. Foi assim que tudo começou.
  25. Quando me formei na College Park, em 1991,
    a ADA tinha acabado de ser aprovada,
  26. e, quando eu fui para a Temple
    fazer o pós-doutorado,
  27. eu queria continuar trabalhando
    com o tema de deficiência.
  28. A Lei dos Americanos com Deficiência
    tinha sido sancionada.
  29. Lembro do evento
    como o foco da minha pesquisa,
  30. não lembro de ver
    as notícias nesse dia, em 1990,
  31. mas me lembro de acompanhar
    a cobertura depois,
  32. porque era o tema da minha tese.
  33. Foi muito interessante
    observar como acadêmica
  34. e assistir como aconteceu
    e quando não se concretizou
  35. no futuro.
  36. Minha dissertação
    falava sobre as notícias,
  37. todas as principais revistas
    e jornais da época.
  38. Terminei de escrevê-la em 1994,
    me formei em 1995
  39. A Lei Americanos com Deficiência ainda
    não estava sendo realmente implementada
  40. já que eles deram vários anos para
    que as pessoas pudessem vir a concordar
  41. mas, com o passar dos anos tem sido
    bem interessante assistir como as coisas
  42. não estavam acontecendo.
  43. E eu acho que o que todos nós pensávamos
    que fosse acontecer era:
  44. O Congresso aprova essa importantíssima
    lei dos direitos dos deficientes e
  45. então as pessoas a seguiriam
    porque agora seria uma lei federal
  46. não discriminar por conta de deficiência
  47. mas, isso não foi o que aconteceu.
  48. Do ponto de vista da mídia, aquilo meio que
    enfraqueceu a Lei dos Americanos com Deficiência
  49. e eu tive essa conversa com estudiosos
    dos Estudos em Deficiência e
  50. ativistas dos direitos dos deficientes
    porque eu acho que eles pensaram
  51. da mesma forma, que agora é lei
    e vai ficar tudo bem,
  52. e havia tanta história sendo
    coberta pela mídia tão mal
  53. que os ativistas pensaram que conseguiriam
    passar por isso e ficaria tudo bem
  54. e eles não precisariam da mídia
    pra nada.
  55. Então eu entro em cena, começo a participar
    da Sociedade de Estudos em Deficiência
  56. no começo dos anos 90,
    começei a apresentar minha pesquisa
  57. e naqueles primeiros anos, logo
    após a ADA, nem a comunidade deficiente
  58. entendia o porquê da mídia ser importante.
  59. Porque eu lembro de apresentar em uma
    conferência
  60. uma conferência de Estudos sobre Deficiência
    e pessoas vindo até mim e dizendo
  61. "É muito legal que você trabalha com mídia
    , mas nós temos coisas mais importantes
  62. pra lidar: conseguir empregos pras pessoas
    ,garantir educação adequada,
  63. retirá-las de asilos."
    minha resposta para todos foi
  64. "Como você acha que faremos isso, se não
    for disponibilizando infromação
  65. para a opinião pública, se você
    não for capaz de mudar a opinião pública
  66. como você vai realizar
    esses objetivos?
  67. E como se muda a opinião pública?
    Você coloca na mídia uma
  68. narrativa adequada." E existem pesquisas
    em Estudos em Deficiência
  69. e ativistas em deficiência que falaram
    sobre isso no começo dos anos 2000
  70. Eles adotaram a tática errada depois que
    a Lei Americanos com Deficiência passou
  71. e decidiram que, foi aprovada,
    vai ser efetivada.
  72. "Uhul podemos seguir em frente." Mas,
    infelizmente a narrativa
  73. de negócios acabou se misturando e eles
    controlavam a mensagem na
  74. mídia e depois de vários anos
    após a ADA ser aprovada
  75. não estava sendo efetivada porque
    havia essa narrativa nas notícias
  76. que era um mandato infundado e
    "Bem, nunca vimos uma pessoa com
  77. deficiência na nossa loja, por que
    temos que fazer tudo isso?"
  78. É claro, razão pra não verem uma pessoa,
    um usuário de cadeira de rodas
  79. na loja deles é porque não era
    acessível ou ninguém acessava
  80. ao site deles porque era inacessível
    mas eles não entendiam isso.
  81. Muitos jornalistas não conheciam
    pessoas na comunidade deficiente
  82. e a comunidade deficiente era
    bastante cautelosa com os jornais
  83. porque eles fizeram um trabalho tão ruim,
    mas pra mim qualquer cobertura é melhor
  84. que a usual falta de cobertura.
  85. E então a comunidade de negócios realmente
    abraçou essa narrativa e tinha essa
  86. noção bastante negativa da ADA
    que estava se afunilando na mídia,
  87. e então as pessoas só não sabiam sobre
    porque isso não estava sendo divulgado
  88. Teve essa pesquisa feita em
    1995, acho, com americanos
  89. sobre o que eles sabiam sobre a ADA e
    questões de direitos dos deficientes
  90. só 18% dos americanos em 1995 tinham
    ouvido da Lei Americanos com Deficiência
  91. Se me lembro bem os dados, e
  92. Para mim isso é culpa do não engajamento
    com a mídia pra escrever sobre isso,
  93. e eu sei que é bem difícil.
  94. Mesmo hoje é bem difícil de conseguir
    que a mídia faça algo elaborado, prudente,
  95. legal, e governamental
    sobre deficiência
  96. e não uma daquelas
    histórias inspiracionais
  97. mas ainda vale a pena lutar pra tentar
    colocar essas histórias na mídia.
  98. E outro ponto que eu diria,
    que sempre digo aos meus alunos
  99. quando falamos sobre a ADA: a efetivação da
    ADA depende de quem
  100. está na Casa Branca.
  101. Nós tivemos um bom número de
    presidentes republicanos
  102. que não se importaram com a ADA
    sendo efetivada em pelo menos 8 anos,
  103. é por esse motivo que só deu uma melhorada
    quando Barack Obama se tornou
  104. presidente. Existem muitos fatores
    externos que implicam que a ADA
  105. não vai mudar as coisas
    tão radicalmente quanto nós esperávamos
  106. ou o que nós pensávamos lá em 1990.
  107. A ADA teve impacto mais nos anos recentes,
    como disse, desde que o presidente Obama
  108. assumiu e ela estava começando
    a ser posta em prática.
  109. Eu uso muito desses exemplos na minhas
    aulas, de notícias sobre a ADA
  110. finalmente sendo implementada.
  111. Duas que eu sempre uso, é sobre
    uma pequena cidade na Pensilvânia.
  112. As manchetes de várias notícias
    sobre a ADA, ainda tem esse
  113. tom acusador. "As coisas estão caras por
    causa da ADA, tão fechando
  114. por causa da ADA." Sempre digo aos meus
    alunos que essa narrativa precisa mudar.
  115. A verdade é, "Por que essa cidade não se
    adequou à ADA
  116. por tantos anos, 20 anos?"
    Pra mim, essa é a verdadeira história.
  117. Essa outra manchete era sobre essa cidade,
    acho que era Logansport, Pensilvânia,
  118. a manchete era, "Eles têm que pagar $8
    millhões" pra algum tipo de acordo da ADA
  119. que eles finamente fariam, eu acho que
    em 2008 por aí.
  120. E eu fiquei tipo, legal esses $8 milhões
    seriam bem menos
  121. se eles tivessem se adequado lá em 1992
    quando deveriam,
  122. mas, eles seguem culpando a ADA.
  123. Mas agora, eu acho que as pessoas,
    o público geral sabe muito mais
  124. e eu na verdade, escrevo muito
    nas mídias sociais
  125. porque agora as pessoas não estão
    recebendo uma história mediada pela mídia
  126. e algum jornalista ou algum âncora.
  127. Eles estão em redes sociais com
    pessoas com deficiência
  128. e veêm como é a vida deles.
  129. E eu sei que nos últimos 2 anos
    quando ouve um ataque a ADA
  130. e as pessoas no Congresso pensaram
    e o presidente pensou
  131. em arranjar uma forma de derrubá-la.
  132. Eu vi vários aliados nas redes sociais
    porque eles finalmente estavam conscientes
  133. de que existe uma lei dos direitos dos deficientes
    e eles disseram que ela deveria ser mantida
  134. por isso, acho que a mídia
    tem muito poder,
  135. e agora que temos essa tão pessoal
    forma de mídia social,
  136. as pessoas conseguem conhecer pessoas
    reais com deficiência na sua comunidade
  137. e eles vêem os benefícios de ter
    coisas em Braille ou legendagem
  138. ou rampas para cadeiras de roda, ou só
    pensar sobre perguntar a alguém antes
  139. de correr e criar alguma coisa
    que pode ser inacessível.
  140. Então, eu acredito que o público está
    muito mais consciente do que era em 1995
  141. quando só 18% da população só
    tinha ouvido da ADA.
  142. E mesmo se eles não tivessem ouvido,
    estão a favor dos direitos dos deficientes
  143. e eu acho que uma coisa que aquela
    pesquisa mostrou é que, mesmo em 1995
  144. eles podem não ter ouvido da ADA, mas
    se você fala com americanos sobre
  145. o conceito dos direitos de pessoas com
    deficiência, eles são a favor.
  146. Eles não acreditam que alguém deveria ser
    discriminado só porque precisa
  147. de uma rampa pra entrar em um edifício ou
    um um intérprete de língua de sinais
  148. para se candidatar a um emprego.
  149. Eu acredito que existe um sentimento
    melhor entre o público americano em termos
  150. de entender os direitos dos deficientes e
    garantir que todos tenham o mesmo acesso.
  151. E também acho que as pessoas entendem
    que as pessoas com deficiência são eles,
  152. os seus amigos, sua família
    e então muita coisa escondida
  153. que tava acontecendo antes da ADA quando
    pessoas com deficiência estavam sendo
  154. escondidas por suas famílias,
    quando ninguém falava sobre isso
  155. Eu notei que, quando eu comecei
    a ensinar em um Templo quando era
  156. graduanda, que a geração mais jovem,
    porque muitos cresceram
  157. com educação inclusiva, não havia vergonha
    eles tinham orgulho de falar sobre sua
  158. própria deficiência, dos seus pais,
    dos seus filhos.
  159. Eu lembro de um aluno, nós tivemos uma
    discussão, uma turma de jornalismo
  160. e uma aluna, ela falava sobre
    a mãe ser fluente em língua de
  161. sinais porque ambos os avós dela eram
    surdos, então a primeira língua da mãe
  162. era língua de sinais apesar
    dela ser ouvinte.
  163. Outro aluno disse "Meu irmão
    tem Síndrome de Down"
  164. e ele disse isso com orgulho.
  165. E acredito que a mudança cultural que
    a ADA trouxe foi bastante poderosa,
  166. porque isso é o que te move
    se você é uma pessoa de negócios
  167. "Ah okay, talvez eu devesse ser mais
    aberto sobre contratar alguém Down
  168. pra trabalhar no meu mercado."
  169. Eu acho que essa mudança cultural
    na qual as pessoas estão agora incluindo
  170. a comunidade deficiente como
    cidadãos americanos,
  171. é uma coisa muito importante que
    a ADA gerou.
  172. Sim, se a ADA for mantida, eu acho
    que é uma ótima coisa pro nosso futuro
  173. já que é uma ótima lei.
    Foi muito bem escrita,
  174. e só precisa ser
    reforçada sempre.
  175. Nós aprendemos sobre como ela poderia ser
    efetivada em 8 anos com o Presidente Obama
  176. assumindo, e eu acho que
    continuaremos a aprender sobre isso.
  177. E os departamentos de Justiça e de
    Educação e todas as outras agências
  178. que aplicam essa lei, eu acho que
    a comunidade sabe como contactá-las
  179. e dizer a eles para reforçar as coisas.
  180. e as pessoas estão começando a melhorar
    até mesmo a comunidade comercial
  181. agora entende que pessoas com deficiência
    são uma parte importante da nossa
  182. cultura de consumo, e agora com a pandemia
    e todo mundo trabalhando online,
  183. as pessoas com deficiência têm sido,
    podem se tornar líderes.
  184. São eles que têm se desdobrado para
    trabalhar quando
  185. eles não têm sido capazes de ir para
    um edifício inacessível.
  186. Então acredito que o futuro é promissor se
    nós ouvirmos pessoas com deficiência sobre
  187. o que o mundo precisa pra abraçar
    a todos e acomodar a todos,
  188. e será um futuro melhor para todos
    já que falamos sobre os benefícios
  189. da acessibilidade para todos, pense sobre
    todos que usam cortes de meio fio
  190. para a sua bagagem de rodinhas e todos
    os entregadores que usam rampas
  191. pra subir com seus carrinhos. Todos os
    bares que usam legenda por conta do volume
  192. Todos se beneficiam dessa acessibilidade
    e eu acho que só pode melhorar,
  193. se as pessoas confiarem que
    a comunidade deficiente é capaz de nos guiar,
  194. porque eles são aqueles mais
    inovadores e empreendedores
  195. sobre garantir que eles possam avançar
    no sentido mais acessível possível.
  196. Eu acho que deveria se ouvir muito mais
    às pessoas com deficiência
  197. no futuro porque eles vem
    resolvendo os problemas
  198. que estamos lidando na pandemia.
  199. Eu acredito que eles podem nos ajudar a
    criar um futuro melhor para todos,
  200. que sejam ou não deficientes.
  201. Quais passos podemos tomar agora?
  202. Eu acho que se você não é deficiente, ser
    um bom aliado.
  203. Se você for um parente, ajudar a garantir
    que essa pessoa
  204. na sua família com uma deficiência seja
    empoderada a ser independente,
  205. e dar a elas todo o suporte necessário.
  206. Se você é uma pessoa com deficiência, se
    certifique de que o mundo
  207. esteja te acolhendo.
  208. E todos precisam focar em fazer o mundo
    completamente acessível.
  209. Muitas pessoas vivem em casas que
    não podem ser adaptadas,
  210. e muitas coisas são incluídas na ADA já
    que foram criadas muito antes
  211. da ADA existir,
    mas existem outros lugares.
  212. Existe o online, as vídeos chamadas,
    e todo tipo de solução
  213. que eu acho que podemos adotar, e nós
    temos que parar de choramingar sobre isso
  214. porque, eu estou falando com você no
    meio de uma pandemia.
  215. Mas eu ouço tantas pessoas reclamando
    sobre algumas coisas e eu fico, sabe,
  216. Tá tudo bem, nós ainda podemos nos
    conectar, tá tudo bem,
  217. e as coisas irão mudar,
    nós precisamos aprender a nos adaptar.
  218. Pessoas com deficiências podem nos ensinar
    como nos adaptar, eles tem essa super
  219. organização dos direitos dos
    deficientes chamada Adapt também.
  220. Eu acho que a chave para todos nós, é
    a aprender a dançar conforme a música,
  221. aprender a nos adaptar e garantir que
    estamos puxando todo mundo junto
  222. para esse novo mundo que teremos que
    moldar após a pandemia,
  223. que seja acessível para todos,
    que sejamos todos iguais,
  224. que possamos garantir o apoio, e que as
    necessidades das pessoas sejam atendidas
  225. para que possamos ter uma sociedade melhor.
  226. É meio que um momento esquisito pra se
    falar sobre tudo isso.
  227. Quero dizer, eu sei que é o aniversário
    de 30 anos da ADA, estou muito feliz que
  228. ela exista, mas realmente sinto que
    podemos usar o modelo da ADA
  229. de 30 anos atrás ao seguirmos em frente.
  230. Teremos que reestruturar tanto
    do nosso mundo,
  231. por que não fazer isso de forma acessível
    dessa vez?
  232. E acho que a ADA ainda pode nos
    guiar, mesmo que já tenha 30 anos,
  233. acho que ela pode, ela foi criada para isso,
    para nos guiar em direção ao futuro como
  234. muitos dos nossos documentos já fizeram,
    e acho que se olharmos para a essência de tudo
  235. que já passou como uma boa forma de
    dar as pessoas desse país direitos
  236. e seguirmos isso, iremos moldar o
    futuro de um lugar, eu espero,
  237. muito acessível e garantir que todo mundo
    tenha acesso igualitário ao nosso mundo.