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Ukazujem Revíziu 1 vytvorenú 07/15/2020 od Thais Belletti.

  1. Sou a Dr. Karen Sacs, sou professora
  2. e sou presidente do Departamento
    de Administração, Reabilitação
  3. e Educação Pós-Ensino Médio
    na San Diego State University.
  4. Estou aqui há quase 30 anos,
    mas comecei minha carreira
  5. como professora de educação especial.
  6. E meu primeiro ano como professora
  7. foi o primeiro ano
    em que meus alunos foram aceitos
  8. na escola pública,
  9. devido a gravidade
    de suas deficiências.
  10. Uma lei foi aprovada em 1975,
    permitindo alunos
  11. com deficiências significativas,
    que todo mundo pudesse
  12. acessar a escola pública.
  13. E foi o primeiro ano
    em que comecei a ensinar.
  14. Nós ficávamos em um prédio pequeno,
    com uns 40 alunos,
  15. e vários de nós, professores novos
  16. tentando descobrir o que fazer
    com aquelas crianças
  17. de 5 a 22 anos, que estavam
    pela primeira vez na escola pública.
  18. Então, quando ensinava,
    muito antes da ADA ser aprovada
  19. eu aprendi muito sobre a falta
    de acessibilidade.
  20. De fato, os alunos a quem eu dava aula
  21. comecei ensinando os alunos mais velhos,
    os adolescentes
  22. e não tinha muito tempo
    com eles na escola
  23. pois tinham acabado de começar.
  24. E percebi que eles precisavam
  25. aprender a como acessar suas comunidades.
  26. Tinham que aprender a como arranjar
    trabalho
  27. tinham que aprender todas essas
    habilidades essenciais
  28. porque tínhamos pouco tempo com eles.
  29. E no distrito de minha escola
  30. havia pessoas que trabalhavam
    para encontrar emprego para estudantes
  31. eles eram tipo "promotores de emprego".
    e quando pedi
  32. por um promotor de emprego
    para nossa escola
  33. disseram-me que não teríamos um
  34. pois nossos alunos
    não podiam trabalhar
  35. E, como já deve imaginar
  36. isso me motivou a arranjar um jeito.
  37. Porque eu sabia que meus alunos
    podiam trabalhar.
  38. Assim, comecei a me reunir com pessoas
  39. alguns empresários do bairro
  40. e eles me apresentaram
    a outros empresários
  41. Comecei a aprender a como falar
    com esses empregadores
  42. o que foi bom,
    uma coisa que aprendi
  43. no Programa de Educação Especial,
    aprendendo a ser professora.
  44. E descobri que meu alunos podiam,
    claramente, trabalhar
  45. e eu recorria diretamente aos empregadores
  46. e eles me ajudaram a descobrir os truques
    de como fazer aquilo tudo
  47. e comecei a ensinar meus alunos
  48. a como pegar o ônibus
  49. a como arranjar
    certas acomodações para eles
  50. a fazer certos trabalhos,
    e era muito animador
  51. quando um aluno arranjava um trabalho
  52. e encontrava algo do qual gostavam fazer
  53. e eram bons naquilo.
  54. E tínhamos pais que nunca na vida
    imaginaram
  55. que seus filhos pudessem trabalhar,
    e mesmo assim
  56. viam seus filhos serem bem sucedidos
  57. e pais que ficavam muito nervosos
  58. em envolvê-los na comunidade
  59. ficavam entusiasmados, e claro,
    se tornaram nossos grandes defensores
  60. por expandirmos esse programa
    educacional.
  61. Então vi que, não importa onde eu ia
  62. tentava conscientizar e, mais importante,
  63. criar expectativas
  64. em relação aos alunos para os quais
    eu trabalhava
  65. e com os quais eu trabalhava.
  66. Quando vim para o estado de San Diego
  67. foi para ver como podíamos usar
    a tecnologia assistida
  68. para conectar pessoas com deficiência
  69. quando eles estão indo para a escola,
    arranjando trabalho
  70. acessando sua comunidade de alguma forma
  71. Então, a tecnologia assistida tornou-se a
    área na qual eu me foquei
  72. e tivemos alguns subsídios federais
  73. que financiaram a mim e a outros colegas
  74. no desenvolvimento
    de parcerias comunitárias
  75. patrocinando o desenvolvimento
    da tecnologia assistida
  76. Isso foi no começo, acho que a ADA
    tinha acabado de ser aprovada
  77. as comunidades estavam se abrindo
  78. empregadores estavam
    se conscientizando mais
  79. e começamos a pegar pessoas da comunidade
  80. realmente interessadas em nos ajudar
    para fazer modificações
  81. a ajudar no acesso individual ao emprego
    que eles queriam acessar
  82. E então comecei a dar um curso
    sobre as aplicações
  83. da tecnologia assistida
  84. Eu co-ensinei com um membro
    da faculdade de engenharia
  85. e tínhamos alunos da Educação Especial,
    da Reabilitação
  86. da Engenharia...
  87. também tínhamos pessoas da comunidade
  88. tínhamos terapeutas ocupacionais,
    fisioterapeutas, fonoaudiólogos
  89. tínhamos pessoas que vendiam equipamentos
  90. tínhamos diferentes tipos de engenheiros
    que faziam as aulas
  91. e todos nós juntos pensávamos
  92. nas possibilidades quando achávamos
    uma boa combinação
  93. entre as pessoas deficientes
  94. com uma tecnologia assistida que
    os conectasse
  95. às atividades que eles queriam fazer.
  96. E descobrimos que aquilo fazia
    uma enorme diferença
  97. e dava aquelas pessoas o controle
    sobre suas vidas.
  98. E uma das atividades que fizemos em aula
  99. foi a Pesquisa de Acessibilidade ADA
  100. e isso abriu meus olhos e dos alunos
  101. e das pessoas da nossa comunidade
  102. que trabalhavam conosco.
  103. Então tínhamos alunos que saíam
    para conduzir a pesquisa
  104. e descobriam quão acessível ou não
  105. seus bairros locais eram.
  106. Eles iam a lojas comerciais
  107. iam a restaurantes
  108. e hotéis, e todo tipo de lugar
  109. que achavam que eles quisessem acessar
    na comunidade
  110. e o que encontramos, para todos nós
  111. nunca mais olhamos para um lugar
    da mesma forma que antes
  112. E ter a Pesquisa de Acessibilidade ADA
    como contexto
  113. e como guia para nos ajudar a ver onde
    podíamos fazer mudanças
  114. porque parte do exercício
  115. não era só fazer a pesquisa e descobrir
    o que estava bom
  116. e onde as pessoas podiam melhorar
  117. mas também defender
  118. a conscientização e fazer com que
    as pessoas percebessem
  119. que existe um mercado lá fora
  120. que eles não levavam em consideração.
  121. E para que esse mercado acessasse
    seus negócios
  122. eles tinham que torná-los mais acessíveis.
  123. Então foi muito animador, e, até hoje,
    eu dou essa aula
  124. e ainda faço a Pesquisa de Acessibilidade
    ADA, e por sorte
  125. as coisas melhoraram e vemos
    muitas modificações
  126. mas sempre encontramos algo que pode
    melhorar
  127. Eu vi muitas mudanças positivas
  128. tanto no acesso físico aos edifícios
  129. mas também acesso à comunicação
    eletrônica e digital
  130. e essa é uma mudança
    que fez uma enorme diferença.
  131. Acho que o que acontece com frequência
  132. é que não pensamos nessas questões
    previamente
  133. Aquilo tudo acontece depois do fato.
  134. Mesmo na universidade,
  135. quando estão introduzindo um software
    novo, tecnologias, plataformas novas
  136. que estamos usando
  137. sempre pergunto de antemão
  138. e a acessibilidade?
  139. e a resposta era, inevitavelmente,
    sempre a mesma
  140. "chegaremos lá"
  141. "chegaremos lá depois"
  142. Vi isso mudar e pessoas estão
    realmente olhando
  143. para as questões de acessibilidade
    de antemão
  144. Mas acho que isso realmente acontece...
    precisa acontecer mais
  145. E a ideia de um modelo universal
    deve ser pensado de antemão
  146. E é muito mais inclusivo
  147. e também mais econômico.
  148. Então, eu acho que chegar à mentalidade
    das pessoas de antemão
  149. e eu já tive a chance de trabalhar
  150. com alunos de arquitetura, por exemplo,
    apresentar a eles
  151. os indivíduos com deficiência permitiu
    que eles
  152. pensassem em algo que não tinha a ver
    com regulamentações
  153. Não é somente sobre conformidades legais
    e sobre códigos.
  154. Mas encontrar pessoas
  155. que acessam a comunidade
    de forma diferente
  156. ajuda-os a pensar projetos
    de uma forma nova
  157. E os encoraja a considerar
    sua criatividade
  158. de como fazer seus projetos
  159. estando eles relacionados a prédios,
    ou paisagismo
  160. ou o que for que seja.
    Deve-se fazê-los
  161. mais acessíveis para uma gama maior
    de pessoas
  162. O que eu gostaria de ver é a deficiência
  163. sendo firmemente incluída nas discussões
    sobre diversidade
  164. Acho, bem frequentemente
  165. que discussões sobre diversidade
  166. particularmente as que acontecem agora
    deixam as questões dos deficientes
  167. fora da equação.
  168. E os deficientes atravessam intercessões
    com qualquer outra identidade
  169. sendo em questão de gênero, idade,
    raça...em cada grupo
  170. você encontrará pessoas com deficiência.
  171. De fato, cada um de nós pode se juntar
  172. ao grupo de deficientes, a qualquer hora,
    e a maioria de nós irá um dia
  173. em nossa vida.
    Então eu acho
  174. pensando proativamente
    e holisticamente sobre deficiência...
  175. é realmente importante que faça parte
    dessas conversas
  176. que estamos tendo sobre diversidade.