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← Acessibilidade e Inclusão em programas de TV para crianças: Entrevista com Sara DeWitt, PBS KIDS

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Ukazujem Revíziu 4 vytvorenú 06/17/2020 od MarianaMR.

  1. (Sara) Sou Sara Dewitt,
  2. vice-presidente da PBS Kids Digital.
  3. Coordeno a produção digital
  4. e parcerias com produtores dos programas
  5. para desenvolver jogos, vídeo e sites.
  6. Toda a produção digital da PBSKids.org,
  7. do aplicativo de vídeo e jogos da PBS,
  8. e a PBS Kids para Pais é
    feita pela minha equipe.
  9. Pode contar como vocês tornam
  10. o conteúdo acessível
    para crianças com deficiência?
  11. Somos muito comprometidos
  12. em representarmos
    a maior parte da audiência possível,
  13. e também ser acessível
    para a maior audiência possível.
  14. Para nós, isso com certeza inclui
  15. crianças com deficiências.
  16. Também pensamos
    na faixa socioeconômica das crianças,
  17. e em como podemos ser acessíveis
  18. para o maior número possível
    de crianças americanas.
  19. Então, levamos muito a sério
  20. e consideramos muito isto.
  21. Queremos que as crianças sintam
    que podem se enxergar
  22. em nossos programas e conteúdo,
  23. e que podem brincar, sem restrições,
  24. com nosso conteúdo digital de uma forma
  25. que elas possam aprender e crescer.
  26. Pode dar alguns exemplos
  27. de programas ou jogos que são acessíveis
  28. e como são acessíveis
  29. para diferentes crianças
    com deficiências?
  30. Claro. Algo como
  31. nossos programas que você pode ver na TV
  32. como O Gato da Cartola
    Tem de Tudo na Cachola,
  33. Peg + Gato, Splash and Bubbles,
  34. são programas que têm legendas ocultas,
  35. tanto na TV
    como em nossas plataformas digitais,
  36. mas também tem audiodescrição
  37. e espanhol como segunda língua na TV.
  38. O novo programa que vai estrear
    na próxima semana,
  39. Herói Elementar,
  40. também terá todas
    essas coisas disponíveis
  41. quando estrear.
  42. Tudo que também for para o streaming,
  43. no aplicativo de vídeo da PBS Kids,
    na versão para Apple TV
  44. e também para celular,
  45. tudo terá legendas ocultas.
  46. Na área dos jogos,
  47. alguns exemplos que exploramos mais
  48. e tentamos expandir
    o trabalho em acessibilidade,
  49. é um jogo,
    que acredito ser o melhor exemplo,
  50. desenvolvido pelo escritório em Nova York,
  51. THIRTEEN WNET,
  52. eles fizeram um jogo
    para o Cyberchase
  53. chamado Herói dos Trilhos,
  54. em que eles tiveram a intenção
  55. em cada parte do jogo
  56. de pensar em como poderia ser acessível
  57. para a maior parte da população possível.
  58. Eles trabalharam com a Bridge Multimedia
  59. e incluíram todo tipo
    de recursos adicionais
  60. como redimensionamento do texto,
    diferentes coisas para contrastar cores,
  61. formas de ligar e desligar o som,
  62. qualquer coisa que possa causar
    algum tipo de sobrecarga sensorial.
  63. Muitos recursos para crianças
  64. com comprometimento físico ou cognitivo.
  65. E durante o processo, aprendemos tanto
  66. o quanto éramos capazes
  67. de expandir para outros jogos
    e outras oportunidades.
  68. Esses são alguns exemplos.
  69. Como se certificam
    de que esses recursos funcionam?
  70. Vocês trabalham
    com algum grupo de crianças para testar?
  71. Testamos todos os nossos jogos.
  72. Temos o que chamam
    de programa de teste de jogos,
  73. e fazemos parceria com várias escolas
  74. para testar com as crianças.
  75. Agora que muitas escolas estão fechadas,
  76. estamos fazendo testes virtuais.
  77. Então, recrutamos famílias
    e fazemos testes
  78. por vídeo ou enviamos
    uma pesquisa para os pais.
  79. Mas tudo que fazemos,
  80. mesmo que ainda seja um conceito no papel
  81. ou testes alfa e beta,
  82. são feitos diante das crianças
    para termos uma noção.
  83. E estamos trabalhando
    ativamente em parcerias,
  84. que é a forma de testarmos
  85. com crianças com diferentes habilidades.
  86. Umas das maiores parcerias
  87. é com o Instituto IDEALS,
    da Johns Hopkins,
  88. estamos trabalhando bastante com eles
  89. para fazer testes com as crianças
    que estão dentro do programa,
  90. e conversar com os pais
  91. sobre as necessidades
    que eles podem ter com o conteúdo.
  92. Assim, podemos aprender com tudo isto
  93. e ver se há formas
  94. de melhorarmos todos os nossos jogos.
  95. Falamos sobre legendas e audiodescrição,
  96. mas também vi que vocês têm
  97. conteúdo para crianças com autismo,
  98. crianças com déficit de aprendizado
    e outras deficiências.
  99. Pode falar um pouco mais
  100. sobre esses tipos de recursos
    de acessibilidade que oferecem?
  101. Acho que para crianças com autismo,
  102. pensamos muito sobre coisas sensoriais.
  103. Aquilo sobre poder ligar a música
  104. ou conseguir abaixar o volume,
  105. são coisas nas quais estamos
  106. especificamente trabalhando muito.
  107. E certamente em jogos em que focam
  108. em sentimentos e emoções,
    conteúdo socioemocional.
  109. Os jogos são produzidos
  110. para a maior parte da audiência.
  111. E o que estamos tentando fazer
  112. é pensar em quais degraus
    podemos construir
  113. que podem auxiliar especificamente
  114. crianças dentro do espectro autista.
  115. Em alguns desses recursos,
  116. não é só apresentar
    o nome de uma emoção
  117. e uma imagem do personagem
    com uma emoção,
  118. mas temos o aplicativo do Daniel Tigre
  119. em que permitimos a criança
  120. tirar uma foto dela mesma
  121. para tentar mostrar aquela emoção.
  122. Então você tem diferentes representações
  123. daquela emoção
    para a criança ver no jogo.
  124. Soubemos por alguns produtores
  125. de que o formato do olho e a habilidade
  126. do personagem de expressar emoção
  127. é refletida nas crianças
    dentro do espectro autista.
  128. Adoraríamos pesquisar mais
  129. sobre isso e do que se trata,
  130. mas recebemos muitas cartas dos pais
  131. contando sobre programas como Dinotrem
  132. e como os filhos deles reagem
  133. aos elementos daquele programa
  134. de formas que não reagiram a outros.
  135. Falamos sobre diversidade no geral,
  136. e da representatividade de pessoas
    ou crianças, com deficiências,
  137. pode falar um pouco
  138. sobre como é
    representar isso em seus programas?
  139. Isto é uma coisa crucial para nós,
  140. e algo que levamos muito em consideração
  141. é garantir que, como eu disse,
  142. as crianças se vejam representadas,
  143. e que sejam representações positivas,
  144. não estereótipos.
  145. Então, há muitos programas
    que incluem personagens.
  146. O novo programa que estreia
    na próxima semana, Herói Elementar,
  147. um dos personagens principais, AJ Gadgets,
  148. é uma das quatro crianças
    principais do programa,
  149. ele está no espectro autista
  150. e sempre está com fones de ouvido
  151. para se desligar
    das coisas quando precisar.
  152. Em Daniel Tigre, temos também
  153. a prima do Príncipe Quarta-Feira,
    Chrissie, ela usa muletas,
  154. e há vários episódios
  155. em que ela e Daniel conversam
  156. sobre ela usar muletas,
  157. e quais são as coisas iguais entre os dois
  158. e quais são as coisas
    diferentes entre os dois.
  159. Ela não tem uma cauda,
  160. e ele tem uma cauda.
  161. Ela usa muletas e ele não.
  162. É uma tentativa
    de exemplificar para as crianças,
  163. e, pelo que sabemos,
    as crianças vão perceber
  164. que há algo diferente,
  165. e exemplificar bem
    como ter essas conversas
  166. sobre como ainda existem
  167. muitas coisas iguais entre vocês,
  168. embora possam
    parecer diferentes
  169. ou andar de forma diferente.
  170. Arthur é um programa
    que faz um excelente trabalho
  171. em representar muitas crianças diferentes.
  172. Buster tem asma.
  173. Um dos personagens principais
    de um dos episódios tem...
  174. Houve um evento traumático no bairro
  175. e ele tem ansiedade.
  176. Então, o episódio aborda a ida dele
  177. em terapeutas, psicólogos
  178. e trabalhando formas de se acalmar
  179. quando se sente sobrecarregado
    e em pânico.
  180. E também tem o Carl,
  181. que está no espectro autista
  182. e aparece em nove episódios.
  183. É um personagem recorrente.
  184. Estamos incorporando personagens
  185. de várias formas.
  186. E preciso dizer que não estamos fazendo
    isso de qualquer jeito.
  187. Não é só um roteirista
    escrevendo em uma sala.
  188. Temos todos os tipos de...
  189. Os próprios produtores que criam conteúdo
  190. estão sempre trabalhando
    com assessorias
  191. e com as comunidades
    para garantir que estão
  192. representando as coisas com precisão.
  193. Mas também através da parceria
  194. com o Departamento de Educação dos EUA,
  195. conseguimos oferecer assessoria adicional
  196. para nossos produtores
  197. quando estão pensando sobre representar
  198. crianças com habilidades diversas.