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← Educação e empregos para os surdos | Ruma Roka

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34 Languages

Showing Revision 2 created 11/02/2019 by Filipe Borges Ferrão.

  1. Você não entendeu nada, entendeu?
  2. (Risadas)
  3. Que 63 milhões de pessoas surdas na Índia
  4. pessoas que vão ano após ano, dia após dia
  5. tentando entender um mundo que não podem
    ouvir.
  6. Grande falta de entendimento e o estigma social
  7. de ter um filho diferentemente capaz.
  8. Pais correm de um lugar para outro
  9. tentando entender como criar seu filho.
  10. E eles são informados,
    "Apesar de seu filho não poder ouvir,
  11. não há nada de errado com a laringe dele.
  12. Não há nada de errado com
    suas cordas vocais
  13. ele pode ser eventualmente
    ensinado a falar."
  14. E lá inicia-se a jornada de anos gastos
    tentando ensinar
  15. aquela criancinha como articular palavras
    que ele não pode ouvir.
  16. Mesmo dentro da família, aquela
    criancinha quer
  17. se comunicar com seus pais.
  18. Ele quer fazer parte das conversas na
    família.
  19. Mas ele não pode. E ele não entende
    por quê ninguém o escuta.
  20. Então ele se sente isolado e perdido
  21. em uma habilidade crucial que é necessária
    quando ele crescer.
  22. Ele vai a escola pensando, "Okay, tenho fé
    que as coisas serão diferentes."
  23. E ele vê os professores
    abrindo e fechando suas bocas
  24. e escrevendo aquelas coisas estranhas
    no quadro.
  25. Sem entender, porque ele não pode ouvir,
  26. ele copia tudo,
    regurgita isso nas provas,
  27. e por decorar e um pouco de sorte,
    ele termina a escola, nota dez.
  28. Quais são suas chances de emprego?
  29. Aí está aquela criança que realmente
    não teve nenhuma educação de verdade.
  30. Palavras visuais, vocabulário de trinta
    a quarenta palavras.
  31. Ele está emocionalmente inseguro, ele está
    provavelmente bravo com todo mundo também,
  32. que tem, ele sente que tem
    sistematicamente desabilitado-o
  33. Onde ele trabalha?
    Trabalho servil, trabalho não qualificado,
  34. frequentemente em condições abusivas.
  35. Onde minha jornada de nascimento começou
    em 2004. Eu não tenho, como Kelly disse,
  36. eu não tenho nenhum parente que é surdo.
  37. Apenas uma atração estranha e, nenhum
    pensamento racional.
  38. Eu pulei neste mundo e aprendi
    a língua de sinais.
  39. Naquele momento, foi um desafio.
    Ninguém queria... Ninguém parecia saber...
  40. "O que é isso que tu quer aprender, Ruma?
    Isso é uma língua?"
  41. De qualquer forma, aprender língua de
    sinais abriu minha vida a esta comunidade
  42. que é extremamente silenciosa,
    mas está transbordando
  43. com paixão e curiosidade como
    aprendizes visuais.
  44. E eu ouvi as histórias deles do que
    eles queriam fazer.
  45. E um ano depois, em 2005, com uma pouca
    economia de aproximadamente $5,000
  46. de uma apólice de seguro,
    eu comecei este centro,
  47. em um pequeno apartamento de dois quartos
    com apenas seis alunos
  48. e eu ensinando-os inglês
    em língua de sinais
  49. Os desafios, a necessidade naquela hora
    naquele momento era,
  50. como posso levar esses jovens
    que apenas formaram no ensino médio
  51. até empregos de verdade nas empresas?
  52. Empregos dignos, empregos que provem que
    surdos não são idiotas?
  53. Então, os desafios eram grandes.
    Os surdos estavam anos acomodados a isso
  54. e anos de tédio e escuridão.
  55. Eles tinham de acreditar em si mesmos.
    Os pais tinham de estar convictos
  56. que essa criança não é surda e burra.
  57. E ele é capaz de se manter de pé
    por si próprio.
  58. Mas o mais importante,
  59. será que o empregador empregaria
    alguém que não podia falar,
  60. não podia ouvir, e muitos não
    não podiam ler nem escrever?
  61. eu sentei com alguns amigos meus
    da indústria,
  62. e eu compartilhei com eles minha história
    sobre o que significava ser surdo.
  63. E eu entendi que existiam áreas claras em
    empresas
  64. onde surdos poderiam trabalhar, pessoas
    surdas poderiam ser muito úteis.
  65. E com poucos recursos,
    nós criamos o primeiro
  66. treinamento de currículo vocacional para
    pessoas surdas no país.
  67. Encontrar treinadores foi um problema.
    Então eu treinei minhas crianças surdas,
  68. meus alunos, a se tornarem os
    professores para Surdos.
  69. E esse é um trabalho que eles agarraram
    com grande responsabilidade e orgulho.
  70. Ainda que, o empregador estivesse cético.
    Educação, qualificação, décimo passo.
  71. "Não, não, não, Ruma,
    não podemos emprega-lo."
  72. Isso era um grande problema.
  73. "E mesmo se o empregássemos,
  74. Como nós falaríamos com ele? Ele não
    lê, escreve.
  75. Não pode ouvir/falar."
  76. Eu apenas os dizia, "Por favor podemos
    dar um passo de cada vez?
  77. Você sabe, podemos focar no que ele pode
    fazer?
  78. Ele é uma ótima pessoa visual. Ele pode
    trabalhar. E...
  79. e se isso funcionar maravilhosamente, se
    não, iremos pelo menos saber."
  80. Aqui eu gostaria de compartilhar uma
    história sobre Vishu Kapoor.
  81. Ele veio até nós em 2009 sem nenhuma
    linguagem
  82. Ele nem ao menos sabia língua de sinais.
  83. Tudo que ele via, processava em sua mente
    era através dos seus olhos.
  84. Sua mãe estava em desespero e ela dizia,
  85. "Ruma, posso por favor deixa-lo em
    seu centro por duas horas?
  86. É muito difícil para mim controlá-lo,
  87. você sabe lidar com ele 24 horas por dia."
  88. Então eu disse, "Sim, okay."
    Como um serviço de acidentes.
  89. Isso nos levou um ano e meio de um
    trabalho muito meticuloso
  90. para dar a Vishu uma língua.
    A medida que ele começava a se comunicar e
  91. ele adquiriu um senso próprio e ele
    entendia que havia...
  92. Digo, ele não podia ouvir,
    mas podia fazer tantas coisas
  93. Ele descobriu que gostava de trabalhar
    com computadores.
  94. Nós o encorajamos, o motivamos,
  95. a o colocamos no nosso programa de T.I.
    Ele passou em todos os testes, você sabe,
  96. muito pelo meu nervosismo.
    Uma oportunidade veio um dia
  97. no desenvolvimento de
    uma muito conhecida empresa de T.I,
  98. e apenas pela exposição e a experiência,
    eu disse,
  99. "Deixemos o Vishu ir a esta
    entrevista de emprego também."
  100. Vishu foi lá e passou em todos os
    testes técnicos.
  101. Mesmo assim eu disse, "Ah, eu só espero
    que ele consiga ficar no trabalho
  102. por pelo menos 6 meses."
  103. Agora já faz 1 ano e meio,
  104. Vishu ainda está lá,
    e ele não é apenas
  105. 'oh, aquele coitadinho trabalhando
    em um ambiente ouvinte,'
  106. Ele está ganhando notoriedade como melhor
    empregado do mês, não uma mas duas vezes.
  107. (Aplausos)
  108. E eu quero compartilhar com vocês que,
    hoje, nos levou por volta de
  109. um ano e meio para ensinar
    uma pessoa surda a se preparar
  110. para entrar neste mundo real
    que nós conhecemos.
  111. Em um curto tempo de 6 anos, hoje
    500 dos meus maravilhosos jovens alunos
  112. estão trabalhando em algumas das
    melhores organizações da indústria:
  113. em perfis de design gráfico,
    no desenvolvimento de organizações de T.I,
  114. em hospitalidade,
    em quebra de barreiras empregatícias
  115. como na segurança, e nos bancos.
  116. E também em pontos de vendas, e
    em atendimento direto ao cliente.
  117. (Aplausos)
  118. Diretamente encarando pessoas como você
    e eu no KFC, nas cafeterias.
  119. Eu apenas deixo a vocês uma pequena
    reflexão que,
  120. sim, a mudança é possível.
  121. E isso começa com apenas uma pequena
    mudança na nossa perspectiva.
  122. Muito obrigada.
  123. (Aplausos)
  124. E isto é aplauso,
    é um sinal internacional para aplauso.
  125. Muito obrigada.