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Showing Revision 17 created 11/17/2020 by Flavia Toledo.

  1. Olá, sou Evelyn Peña,
  2. professora adjunta da
    Universidade Luterana da Califórnia.
  3. Também sou a diretora de Autismo
  4. no Centro de Comunicações,
  5. que é um centro universitário
  6. com foco em inclusão,
    comunicação, acesso
  7. e ensino superior
    para pessoas com autismo
  8. ou indivíduos autistas.
  9. Esse é meu filho, Diego Peña,
  10. fazendo uma participação especial,
  11. ele gostaria de se apresentar
    usando um quadro de letras,
  12. porque ele é não verbal.
  13. Portanto, tem um parceiro
    de comunicação
  14. e juntos eles vão soletrar
  15. alguma coisa.
  16. (Parceiro de Comunicação)
    O.L.Á. P.E.S.S.O.A.L.
  17. Olá, pessoal. Isso, corrija a coluna.
  18. M.E.U. N.O.M.E. É. D.I.E.G.O.
  19. (Comunicador) Olá, pessoal,
    meu nome é Diego.
  20. Evelyn: Muito bom!
    Vou contar um pouco do Diego,
  21. ele vai para a sétima série.
  22. É totalmente incluído no ensino geral,
  23. é um palestrante em conferências
  24. e autor do livro mais vendido
  25. "Anatomia do Autismo".
    Esses somos nós,
  26. e estamos animados em estar aqui.
  27. Diego está muito entusiasmado
    em falar sobre inclusão,
  28. não somente no seu livro,
  29. mas também dividir seus pensamentos.
  30. Acho isso muito importante
    em relação à ADA -
  31. Lei dos Americanos
    Portadores de Deficiências -
  32. porque forneceu uma rota
    para inclusão na comunidade,
  33. na educação superior,
  34. e na contratação.
  35. Como um jovem ativista, Diego vivenciou
    a inclusão na escola,
  36. então ele gostaria de compartilhar
  37. algumas palavras que ele digitou.
  38. Ele vai mostrar no seu Ipad,
  39. que ele apelidou de falador.
  40. (Ipad) Eu acho que a cultura da inclusão
  41. é importante para implementar
    estratégias de sucesso
  42. para estudantes autistas
  43. nas salas de aula
    do sistema de ensino geral.
  44. Sem a inclusão,
  45. eu não faria parte
    do sistema de ensino geral.
  46. Ser portador de autismo me limitou
  47. verbalmente e fisicamente.
  48. Por sorte, tenho acesso à comunicação
    através da digitação,
  49. e essa forma de comunicação
  50. me deu a oportunidade
  51. de ser incluído em salas de aula
    do sistema geral
  52. e em atividades coletivas.
  53. Evelyn: Obrigada, Diego.
    A primeira vez que aprendi
  54. sobre a Lei dos Americanos
    Portadores de Deficiências,
  55. foi ao pesquisar o que eu poderia fazer
  56. para apoiar meu filho Diego,
  57. ele é autista, vocês o conheceram,
  58. a ingressar numa faculdade.
  59. Quando descobri que ele era autista,
  60. não sabia nada sobre as pessoas
    com esse diagnóstico
  61. terem acesso à faculdade,
  62. ou qual seria esse precedente.
  63. Então, comecei a pesquisar a fundo
  64. e descobri que estudantes autistas
  65. sim vão à faculdade, o que é maravilhoso!
  66. Naquela época,
  67. quando o Diego foi diagnosticado,
  68. há uns 8 a 10 anos atrás,
  69. não havia muita pesquisa sobre o assunto
  70. de estudantes autistas irem à faculdade.
  71. Eu me interessei muito por essa área,
  72. consegui fazer pesquisas
  73. e publicar artigos sobre como apoiar
  74. estudantes autistas a ir à faculdade
    e ser bem sucedidos.
  75. Mas, realmente, a ADA
  76. (Lei dos Americanos
    Portadores de Deficiências)
  77. é tão importante para
    os estudantes autistas
  78. e estudantes com necessidades especiais
    em geral,
  79. para garantir que eles tenham acesso
  80. ao currículo escolar,
  81. que estejam bem instalados,
  82. para ter êxito dentro da faculdade.
  83. Eu realmente acho que a ADA
    tem sido um fator essencial
  84. para garantir que os estudantes com
    necessidades especiais
  85. sejam incluídos no universo das faculdades
  86. e universidades.
  87. Certamente, a ADA ofereceu
    muitas oportunidades
  88. aos estudantes
    com necessidades especiais.
  89. Eu sou grata por isso.
  90. Acho que precisamos refletir
  91. sobre algumas áreas
  92. onde a ADA tem certas limitações.
  93. Uma delas é que muitos
    centros de atendimento
  94. das instituições
    de ensino superior
  95. exigem diagnósticos,
  96. ou avaliações neuropsicológicas,
  97. e isso pode custar milhares de dólares
  98. para as pessoas conseguirem
  99. esses diagnósticos.
  100. Acho que houve um grande progresso
    recentemente,
  101. pois esses centros estão dizendo
  102. "Tudo bem, vamos considerar o
    prontuário do aluno
  103. e o plano individualizado de educação
    do ensino médio
  104. como uma forma de confirmar
  105. a necessidade do
    atendimento especial."
  106. Mas uma coisa que precisa ser melhorada
  107. é garantir que as instituições
    de ensino superior,
  108. especialmente os centros de atendimento,
  109. sejam mais flexíveis
  110. em garantir que os estudantes
  111. tenham boas acomodações
  112. sem precisar gastar 3 ou 4 mil dólares.
  113. Outra coisa que eu penso muito
  114. é que enquanto a ADA fornece acomodações,
  115. que são importantes e acessíveis,
  116. para os estudantes,
  117. o que eu percebi é que as universidades
  118. e os centros de atendimento
    de necessidades especiais
  119. fazem um trabalho muito mais eficiente
  120. quando vão além do que determina
    a ADA local.
  121. O que é exigido pela ADA,
  122. normalmente eu vejo
  123. o corpo docente no campus
  124. se esforçando muito mais para garantir
  125. que os estudantes se sintam incluídos,
  126. tenham uma sensação de pertencimento,
  127. e isso é muito importante.
  128. Aprendi que temos essas leis,
  129. mas é também muito importante que tenhamos
  130. compaixão, flexibilidade,
  131. para acolher pessoas
    como meu filho Diego,
  132. que precisam de
    um parceiro de comunicação,
  133. como um Ipad, para se comunicar
  134. e descobrimos que muitas faculdades
  135. estão provendo um acolhimento
  136. e algumas não estão, porque
    é tudo muito novo.
  137. Acho que todas essas coisas
  138. são muito importantes, especialmente,
  139. para os estudantes de minorias étnicas,
  140. ou historicamente marginalizados,
  141. ou desprivilegiados,
  142. precisamos ter a certeza
  143. de que estamos oferecendo
  144. um ambiente acolhedor e inclusivo
    na educação superior.
  145. Acho que uma das coisas importantes,
  146. que aprendi no meu trabalho,
  147. tanto nas escolas quanto como advogada,
  148. que eu faço diariamente,
  149. nas ações com o corpo docente,
  150. e especialmente com
  151. os profissionais do ensino superior
  152. é que sabemos que
    os centros de atendimento
  153. são obrigados a oferecer acolhimento
  154. de acordo com a ADA,
  155. mas o que eu vejo muito
  156. é que o corpo docente e funcionários
  157. não são obrigados a receber treinamento
  158. ou desenvolvimento profissional
  159. para atender as crianças
    com necessidades especiais.
  160. E se nós pensarmos que
  161. um a cada dez estudantes universitários
  162. possui alguma necessidade especial,
  163. e isso levando em conta
  164. somente os casos que são documentados,
  165. imagine quem não informa
  166. e tem uma necessidade especial.
  167. Mas realmente precisamos
  168. que os instrutores e funcionários
    tenham mais conhecimento,
  169. experiência, ferramentas e bagagem
  170. para ajudar os estudantes
    com necessidades especiais,
  171. para que possamos
  172. realmente incluí-los,
  173. garantir que prosperem,
  174. dar-lhes poder para se formar,
  175. para que possam dar o próximo passo
  176. e ter uma oportunidade de trabalho
  177. no futuro.