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← O que é preciso para criar uma mudança social, apesar de tudo

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Showing Revision 96 created 11/22/2020 by Maricene Crus.

  1. Ao longo de décadas,
  2. meus colegas e eu expusemos
    delitos e crimes terríveis
  3. de grandes corporações,
  4. os quais tiraram muitas vidas
    e causaram danos e doenças,
  5. além de custos econômicos graves,
  6. relativos a muitos incidentes.
  7. Mas a exposição não era suficiente.
  8. Tínhamos que garantir normas do Congresso
  9. para evitar tal devastação.
  10. Como resultado, muitas vidas
    foram salvas e traumas evitados,
  11. especialmente nas áreas automotiva,
    farmacêutica, ambiental,
  12. da saúde e segurança no trabalho.
  13. Todo esse tempo, sempre nos perguntaram:

  14. "Ralph, como vocês fazem tudo isso?
  15. Seus grupos são pequenos,
  16. seus fundos são modestos
  17. e vocês não fazem campanha
    de contribuições para políticos".
  18. Minha resposta aponta para um padrão

  19. negligenciado e incrível
    da história americana.
  20. Quase todo avanço na justiça,
  21. todas as bênçãos da democracia,
  22. vieram dos esforços
    de um pequeno número de cidadãos.
  23. Eles sabiam do que estavam falando.
  24. Eles ampliaram a opinião pública,
  25. ou o que Abraham Lincoln chamou
    de "a opinião pública acima de tudo".
  26. Os poucos cidadãos
    que iniciaram esses movimentos
  27. conseguiram um número maior
    ao longo do caminho
  28. para concretizar essas reformas
    e redirecionamentos.
  29. No entanto, mesmo no auge,
  30. as pessoas ativamente engajadas
    nunca ultrapassaram 1% dos cidadãos,
  31. frequentemente muito menos.
  32. Esses criadores de democracia e justiça

  33. surgiram das iniciativas
    contra a escravidão,
  34. da pressão pelo direito
    ao voto das mulheres.
  35. Eles surgiram de agricultores
    e trabalhadores em setores industriais
  36. exigindo regulamentação de bancos,
    ferrovias e fabricantes
  37. e normas trabalhistas justas.
  38. No século 20,
  39. melhorias de vida vieram
    de partidos pequenos e seus aliados
  40. pressionando os principais partidos
    na arena eleitoral
  41. a adotarem tais medidas,
  42. como o direito de formar sindicatos,
  43. a jornada semanal de 40 horas,
    tributação progressiva, salário-mínimo,
  44. seguro-desemprego e previdência social.
  45. Mais recentemente veio o "Medicare",
  46. direitos e liberdades civis,
  47. tratados de armas nucleares,
  48. conquistas ambientais e do consumidor,
  49. tudo desencadeado
    por defensores dos cidadãos
  50. e outros partidos pequenos
    que nunca ganharam uma eleição nacional.
  51. Se você está disposto
    a perder persistentemente,
  52. suas causas podem se tornar
    vencedoras com o tempo.
  53. (Risos)

  54. A história de como cheguei
    a essas atividades cívicas

  55. pode ser esclarecedora
  56. para pessoas que seguem
    a crença do senador Daniel Webster:
  57. "Justiça, senhor, é o grande interesse
    do homem na Terra".
  58. Eu cresci em uma cidadezinha
    muito industrializada em Connecticut

  59. com três irmãos e pais
  60. que eram donos de um restaurante,
    padaria e delicatesse popular.
  61. Duas vias fluviais,
    o Rio Mad e o Rio Still,
  62. corriam junto à nossa rua principal.
  63. Quando criança, perguntava por que
    não podíamos entrar e pescar neles,
  64. como nos rios sobre os quais
    líamos nos livros escolares.
  65. A resposta: as fábricas usam
    livremente esses rios
  66. para despejar produtos químicos
    tóxicos nocivos e outros poluentes.
  67. Na verdade, as empresas tomaram o controle
    de rios que pertenciam a todos nós
  68. para suas próprias atividades lucrativas.
  69. Mais tarde, percebi que os rios
    não faziam parte de nossa vida normal,
  70. exceto quando inundavam nossas ruas.
  71. Não havia regulamentos
    de poluição da água na época.
  72. Percebi que apenas leis fortes
    poderiam limpar nossas águas.
  73. Minha observação juvenil
    dos dois esgotos de rio de nossa cidade

  74. abriu caminho para o meu discurso
    de formatura do oitavo ano
  75. sobre o grande conservacionista John Muir,
    defensor de parques nacionais,
  76. depois, meus estudos em Princeton
    sobre as origens do saneamento público,
  77. e então a "Primavera Silenciosa",
    de Rachel Carson.
  78. Esses eventos me prepararam
  79. para aproveitar a hora dourada
    da legislação ambiental,
  80. no início dos anos 1970.
  81. Desempenhei um papel importante de cidadão
  82. ao fazer lobby no Congresso
    para a Lei do Ar Limpo;
  83. para a Lei da Água Limpa,
    da Agência de Proteção Ambiental;
  84. para os padrões de segurança
    no local de trabalho, da OSHA;
  85. e para a Lei da Água Potável Segura.
  86. Se há menos chumbo em seu corpo,
  87. se não há mais amianto em seus pulmões
  88. e se o ar e a água estão mais limpos,
  89. é por causa dessas leis ao longo dos anos.
  90. Sob a administração de Trump,
    a aplicação dessas leis que salvam vidas

  91. diminuiu de forma maciça.
  92. Reverter esses riscos é o desafio imediato
    de um movimento ambiental renovado
  93. pela geração jovem.
  94. Para defensores do consumidor,
    não há vitórias permanentes.
  95. Aprovar uma lei é apenas o primeiro passo.
  96. Os próximos passos são defender a lei.
  97. Para mim, algumas dessas batalhas
    foram extremamente pessoais.

  98. Perdi amigos no ensino médio
    e na faculdade em acidentes em estradas,
  99. a causa principal de morte
    nessa faixa etária.
  100. A culpa era colocada no motorista,
  101. chamado ironicamente
    de "maluco ao volante".
  102. É verdade que motoristas bêbados
    eram os responsáveis,
  103. mas veículos e rodovias com design
    mais seguro podem evitar acidentes
  104. e diminuem sua gravidade quando ocorrem.
  105. Não havia cinto de segurança,
    painel acolchoado, airbag
  106. ou outras proteções para minimizar
    a gravidade das colisões.
  107. Freios, pneus e estabilidade dos veículos
    americanos deixavam muito a desejar,
  108. mesmo em comparação
    com fabricantes estrangeiros.
  109. Eu gostava de pegar carona,
  110. incluindo idas e vindas
    de Princeton e Harvard.
  111. Às vezes, o motorista e eu nos deparávamos
    com cenas de acidentes horríveis.
  112. Os horrores me impressionavam muito.
  113. Eles me incentivaram a escrever
    um artigo na faculdade de direito
  114. sobre design automotivo inseguro
    e a necessidade de leis de veículos.
  115. Um dos meus amigos mais próximos
    da faculdade de direito, Fred Condon,

  116. estava dirigindo do trabalho para casa
    para sua jovem família em New Hampshire
  117. e cochilou momentaneamente
    ao volante de sua perua.
  118. O veículo foi para o acostamento
    da estrada e capotou.
  119. Não havia cintos de segurança em 1961.
  120. Fred ficou paraplégico.
  121. Essa violência evitável me impulsionou.

  122. A indústria automobilística se recusava
    cruelmente a instalar itens de segurança
  123. já conhecidos há tempos para salvar vidas
    e controlar a poluição.
  124. Em vez disso, a indústria se concentrava
    em anunciar as mudanças anuais de estilo
  125. e potência excessiva.
  126. Eu ficava indignado.
  127. Quanto mais eu investigava a supressão
    de dispositivos de segurança automotiva,
  128. publicava evidências sobre as empresas
    automotivas de processos judiciais
  129. prejudicando negligentemente
    os ocupantes de veículos,
  130. especialmente a instabilidade
    de um veículo GM chamado Corvair,
  131. mais a General Motors estava disposta
    a desacreditar meus textos e depoimento.
  132. Eles contrataram detetives particulares
    para me seguir a fim de achar meus podres.
  133. Após a publicação de meu livro,
    "Unsafe at Any Speed",

  134. a GM quis minar meu próximo testemunho
    perante uma subcomissão do Senado em 1966.
  135. A Polícia do Capitólio os pegou.
  136. A mídia esteve em toda a luta no Congresso
    entre mim e a gigante General Motors.
  137. Com velocidade notável
    em comparação com hoje,
  138. em 1966 o Congresso e o Presidente Johnson
    submeteram a maior indústria dos EUA
  139. à regulamentação federal
  140. para segurança, controle de poluição
    e eficiência de combustível.
  141. Até o ano de 2015,
  142. 3,5 milhões de mortes
    foram evitadas apenas nos EUA,
  143. além de milhões de ferimentos,
  144. e bilhões de dólares economizados.
  145. O que foi preciso para uma vitória
    contra todas as probabilidades?
  146. Foi preciso:
  147. um, alguns defensores que sabiam
    como informar as evidências em todo lugar;
  148. dois, vários presidentes
    de comitês do Congresso receptivos
  149. liderados por três senadores;
  150. três, cerca de sete repórteres
    de jornais importantes
  151. que regularmente relataram
    o desenrolar da história;
  152. quatro, o presidente Lyndon Johnson,
    com assistência,
  153. responsável pela criação de uma agência
    reguladora de segurança, NHTSA;
  154. e cinco, uma dúzia de engenheiros
    automotivos, inspetores e médicos
  155. que divulgaram informações cruciais,
  156. e que deviam ser mais conhecidos.
  157. E mais um fator foi crucial:
    a opinião pública informada.

  158. A maioria das pessoas descobriu
    como carros podiam ser mais seguros.
  159. Elas queriam que os veículos
    economizassem combustível.
  160. Queriam respirar um ar mais limpo.
  161. O resultado: em setembro de 1966,
  162. o presidente Lyndon Johnson assinou
    a legislação de segurança na Casa Branca
  163. comigo ao lado dele, recebendo uma caneta!
  164. (Risos)

  165. Entre 1966 e 1976,

  166. os seis fatores criticamente conectados
    foram usados continuamente.
  167. Tornou-se a era de ouro
    da legislação e ação regulatória
  168. para a proteção do consumidor,
    do trabalhador e do meio ambiente.
  169. Esses elementos conectados
    de nossas campanhas anteriores
  170. precisam estar na cabeça das pessoas
    que se esforçam para fazer o mesmo hoje
  171. para a segurança da água potável,
    mortes por resistência a antibióticos,
  172. reforma da justiça criminal,
  173. riscos de perturbações climáticas,
  174. impactos de bio e nanotecnologia,
    a corrida armamentista nuclear,
  175. tratados de paz, perigos para as crianças,
  176. riscos químicos e radioativos,
  177. e similares.
  178. De acordo com um estudo sólido em 2016
    da Escola de Medicina da Johns Hopkins,
  179. mortes hospitalares evitáveis
  180. tiram a incrível quantidade
    de 5 mil vidas por semana nos EUA.
  181. O clímax da década de 1980:

  182. nossa luta dramática para limitar
    o fumo em locais públicos,
  183. regular a indústria do tabaco
  184. e estabelecer condições
    para reduzir o tabagismo.
  185. A luta deles começou para valer em 1964,
  186. com o famoso relatório americano
    do "Surgeon General"
  187. ligando o tabagismo
    ao câncer e outras doenças.
  188. Mais de 400 mil mortes por ano nos EUA
  189. são relacionados ao tabagismo.
  190. Audiências públicas, litígios, exposições
    na mídia e denunciantes da indústria
  191. juntaram-se a cientistas médicos cruciais
    para enfrentar uma indústria poderosa.
  192. Eu perguntei a Michael Pertschuk,
    um importante funcionário do Senado,
  193. quantos defensores trabalhavam no controle
    da indústria do tabaco naquela época.
  194. O Sr. Pertschuk estimou não mais do que
    mil defensores em tempo integral nos EUA
  195. pressionando por uma sociedade sem fumo.
  196. Eu digo que é um número incrivelmente
    pequeno de pessoas fazendo isso acontecer.
  197. Tinham a opinião pública majoritária
    de pessoas motivadas, não fumantes,
  198. por trás deles.
  199. Muitos fumantes estavam
    abandonando o vício da nicotina.
  200. Basta pensar: de 45% dos adultos,
  201. esse índice caiu para 15% em 2018.
  202. O ponto crítico foi quando o Congresso
    aprovou uma legislação
  203. autorizando a Food and Drug Administration
    a regulamentar as empresas de tabaco.
  204. Lembrem-se de que progressos
    para consumidores e trabalhadores

  205. são geralmente seguidos por uma variedade
    de contra-ataques corporativos.
  206. Quando o fervor por trás
    dessa reforma enfraquece,
  207. legislaturas e agências regulatórias ficam
    muito vulneráveis à tomada da indústria,
  208. que paralisa a aplicação da lei
    existente ou posterior.
  209. Como é aquele ditado?
    "A justiça requer vigilância constante".
  210. Vemos a diferença
  211. entre a força do poder corporativo voltada
    para o contra-ataque e com fins lucrativos
  212. e a fadiga que supera
    uma cidadania voluntária
  213. cuja consciência e habilidade
    precisam ser renovadas.
  214. Não é uma disputa justa
  215. com grandes empresas
    como General Motors, Pfizer,
  216. ExxonMobil, Wells Fargo, Monsanto,
  217. além de outras muito ricas e os lobistas,
  218. em comparação com grupos de proteção
    de pessoas com recursos muito limitados.
  219. Além disso, as empresas
    têm imunidades e privilégios

  220. inacessíveis para seres humanos reais.
  221. Por exemplo, a Takata foi julgada culpada
    de um escândalo horrível sobre airbags,
  222. mas a empresa escapou
    do processo criminal.
  223. Em vez disso, a Takata pôde pedir falência
    e os executivos mantiveram suas economias.
  224. Mas as pessoas não precisam
    ser intimidadas pelo poder corporativo.

  225. Os legisladores ainda querem votos,
  226. mais do que precisam de financiamento
    de campanha das corporações.
  227. Superamos em muito as corporações
    em influência potencial.
  228. Mas os eleitores devem
    estar conectados claramente
  229. ao que os eleitores organizados
    querem dos legisladores.
  230. Ao delegar a autoridade
    constitucional de "nós, o povo",
  231. queremos que façam o trabalho das pessoas.
  232. Um Congresso do povo,
  233. o ramo do governo
    mais constitucionalmente poderoso,
  234. pode anular, bloquear ou redirecionar
    as corporações mais destrutivas.
  235. São apenas 100 senadores e 435 deputados
  236. com apenas 2 milhões de ativistas
    organizados na base,
  237. cujo hobby é fiscalizar o Congresso.
  238. A justiça do Congresso
    pode ser confiável e rápida.

  239. Provamos isso repetidamente
    com muito menos pessoas.
  240. Mas hoje, o Congresso,
    marinado em dinheiro de campanha,
  241. tem abdicado de suas responsabilidades
    para com um poder executivo
  242. que se tornou um estado corporativo
    controlado por grandes empresas.
  243. O presidente Franklin D. Roosevelt,
    em 1938, em uma mensagem ao Congresso,
  244. chamou o poder corporativo concentrado
    sobre nosso governo de "fascismo".
  245. Um envolvimento modesto de 1% dos adultos
    em cada um dos 435 distritos eleitorais,
  246. convocando senadores e deputados
    ou legisladores estaduais
  247. para suas próprias reuniões municipais,
  248. nas quais os cidadãos apresentam um plano
  249. apoiado pela maioria dos eleitores,
  250. pode mudar o Congresso.
  251. Nossos representantes podem se tornar
    uma fonte de democracia e justiça,
  252. elevando as possibilidades humanas.
  253. Eu sonho com nossas escolas,

  254. ou atividades extracurriculares,
  255. ensinando habilidades de ação cívica
    da comunidade, levando a uma boa vida.
  256. As aulas de educação para adultos
    devem fazer o mesmo.
  257. Precisamos criar bibliotecas
    de formação e ação cidadã.
  258. Alunos e adultos adoram conhecimentos
    que se relacionam com a vida diária deles.
  259. A grande maioria dos americanos,
    independentemente de rótulos políticos,
  260. é a favor do salário mínimo,
    do seguro saúde universal,
  261. da real aplicação da lei contra
    crimes corporativos, fraude e abuso.
  262. Querem um sistema tributário
    justo e produtivo,
  263. orçamentos públicos que invistam
    no valor das pessoas
  264. em infraestrutura moderna,
  265. e o fim da maioria
    dos subsídios corporativos.
  266. Cada vez mais, as pessoas estão exigindo
    atenção séria às perturbações climáticas
  267. e a outros perigos para a saúde
    e pandemias ambientais e globais.
  268. A grande maioria das pessoas
    quer um governo eficiente,
  269. o fim das guerras intermináveis
    e agressivas que são um tiro pela culatra.
  270. Eleições limpas e regras justas
    para eleitores e candidatos.
  271. São mudanças que unem as pessoas,
  272. que o Congresso pode fazer acontecer.
  273. Pessoas no mundo todo apoiam a democracia,

  274. porque ela traz o melhor
    da população e dos líderes.
  275. Mas este objetivo exige
    que os cidadãos gastem tempo
  276. nesta grande oportunidade
    chamada democracia,
  277. entre e durante as eleições.
  278. A História dá exemplos
    que nos encorajam a acreditar
  279. que romper o poder
    é mais fácil do que pensamos.
  280. As pessoas me dizem:
    "Não sei o que fazer!"

  281. Comecem a aprender fazendo.
  282. Quanto mais praticam a ação cidadã,
  283. mais qualificadas e inovadoras
    as pessoas ficam nisso.
  284. Como aprender um ofício, uma profissão,
    um hobby, aprender a nadar,
  285. suas dúvidas, preconceitos e hesitações
    começam a desaparecer com a ação.
  286. Seus argumentos para mudança
    se tornam mais profundos e nítidos.
  287. De 1965 a 1966,

  288. quando estava defendendo
    automóveis mais seguros,
  289. percebi que havia indústrias
    ganhando muito dinheiro
  290. com os resultados horríveis dos acidentes:
  291. assistência médica, venda de seguros,
    conserto de carros...
  292. Havia um incentivo perverso
    para se manter o status quo.
  293. Por outro lado, prevenir essas tragédias
  294. libera dinheiro para o consumidor
    gastar ou economizar
  295. para melhores meios de subsistência.
  296. É preciso um pequeno número de pessoas
    para exercer seus músculos cívicos,

  297. tanto como indivíduos
    quanto como grupos organizados,
  298. em nossos tomadores de decisão legais.
  299. Idealmente, são necessários apenas alguns
    ricos esclarecidos contribuindo com fundos
  300. para acelerar os esforços dos cidadãos
    contra os líderes da ganância e do poder.
  301. No passado, os ricos
    doavam dinheiro essencial
  302. a movimentos contra a escravidão,
  303. o direito ao voto das mulheres
    e pelos direitos civis.
  304. Devemos nos lembrar disso.
  305. Com o início da catástrofe climática,

  306. cada um de nós precisa ter uma estimativa
    mais elevada de nossa própria importância,
  307. de nossa dedicação contínua à vida cívica,
  308. como parte de uma forma
    normal de vida diária,
  309. junto com nossa vida familiar pessoal.
  310. Se posicionar com atenção
    é metade da democracia.
  311. É isso que promove a vida,
    a liberdade e a busca pela felicidade.
  312. Lembrem-se, nosso país tem
    muitos problemas que não merecemos

  313. e soluções que não aplicamos.
  314. É uma falha da democracia que nenhum
    poder pode nos impedir de consertar.
  315. Devemos isso à nossa posteridade.
  316. Será que não queremos
    que nossos descendentes,
  317. em vez de nos amaldiçoar
    por nossa negligência míope,
  318. abençoem nossa visão
  319. e horizontes brilhantes que possam
    satisfazer a vida deles pacificamente
  320. e promover o bem comum?
  321. Obrigado.

  322. (Aplausos)