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← Soluções baseadas na natureza na luta contra a mudança climática | Thomas Crowther | TEDxLausanne

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Showing Revision 59 created 10/25/2020 by Maricene Crus.

  1. Vida...
  2. tem tudo a ver com assumir o desafio.
  3. Todos os dias, nosso laboratório reúne
  4. alguns dos principais cientistas
    ambientais do mundo,
  5. e usa todo esse poder cerebral
    para desesperadamente tentar descobrir
  6. como circular uma bola num grupo
    de pessoas sem usar nossas mãos.
  7. É muito bom: você segura
    uma bola e um frisbee,
  8. arremessa a bola no ar, depois
    o frisbee para outra pessoa
  9. que pega o frisbee e depois a bola
    sem que ela toque nas mãos dela.
  10. Esse desafio, chamado frisball,
    é inacreditavelmente viciante
  11. pelo simples motivo que é muito difícil.
  12. As falhas podem ser catastróficas.
  13. Mas quando você se empolga
    com esse jogo, se deixa levar
  14. e é inacreditável como essas falhas
    simplesmente desaparecem
  15. em comparação à verdadeira
    glória do sucesso.
  16. (Risos)
  17. Sempre pensei que tinha essa obsessão
    com jogos por que penei na universidade.
  18. Quando fui expulso da aula
    no final do meu primeiro ano,
  19. achei que seria o fim do meu curso.
  20. Tive que enfrentar 300 pessoas.
  21. Fiquei arrasado, mas um professor
    me chamou de lado e me perguntou:
  22. "Por que se incomodar?
  23. Por que se incomodar com ecologia
    se você nem vai tentar?"
  24. Eu expliquei que sempre
    fui obcecado por biodiversidade.
  25. Como a vida surgiu nesse planeta
    continua a ser o maior mistério,
  26. sem falar em como se diversificou
    ao redor do globo.
  27. Mas simplesmente não consigo acompanhar.
  28. É muito difícil continuar motivado
    quando você não consegue acompanhar,
  29. além disso, sou disléxico,
  30. então não me interessava
    pelas leituras chatas,
  31. e, em vez disso, preferia
    jogar com meus amigos.
  32. E esse professor me deu
    um conselho muito simples.
  33. Ele disse: "Se gosta disso de verdade,
  34. por que não fazer da ecologia
    seu próximo jogo?"
  35. E sei que parece simples, mas isso
    teve um grande impacto em mim.
  36. Ele disse: "Você não precisa tentar
    se esforçar, nem ser mais inteligente,
  37. mas se você assumir o desafio,
  38. terá mais chances de sucesso,
  39. e mesmo que não tenha,
  40. ninguém se importará
    se você estiver se divertindo,
  41. e, no fim das contas,
    esse é o ponto de tudo isso".
  42. Bem, esse simples conselho
    foi muito importante para mim,
  43. e oito anos depois,
  44. ainda estou estudando biodiversidade,
  45. dessa vez, em escala global.
  46. Na verdade, estou estudando
    uma das maiores ameaças
  47. de todos os tempos que a biodiversidade
    vem enfrentando na mudança climática.
  48. Esse tópico deprimente, que cada um
    neste auditório está cansado de saber,
  49. então não se preocupem, não vou
    incomodar vocês com detalhes deprimentes.
  50. Todos sabemos o quão ameaçador
    é para nós e nossas gerações futuras,
  51. mas o grande desafio é descobrir
    como podemos nos engajar
  52. e causar um impacto tangível
  53. para desacelerar a velocidade
    dessa ameaça devastadora.
  54. Porque a atmosfera
    que estamos tentando proteger
  55. é incrivelmente fina e vulnerável,
  56. é mais ou menos análoga à espessura
    da borracha em um balão.
  57. E todo ano, emitimos 10 gigatoneladas
    de carbono nesse espaço.
  58. Sei que 1 gigatonelada
    é um número estranho,
  59. mas é basicamente
    1 bilhão de toneladas de carbono.
  60. Dez gigatoneladas correspondem
    a 27 mil prédios do Empire State.
  61. Um pouco disso vai parar no solo,
    e um pouco nos oceanos,
  62. mas uma grande parte
    permanece na atmosfera,
  63. e está aumentando ano após ano,
  64. o que significa que já aumentamos a carga
    em mais ou menos 300 gigatoneladas
  65. desde o início da Revolução Industrial.
  66. Sou cientista, então gosto de números,
  67. então mencionarei alguns números absurdos,
  68. mas se conseguirem se lembrar
    de apenas um número,
  69. lembrem-se dessas 300 gigatoneladas,
  70. porque essa é a escala do problema
    que precisamos abordar.
  71. Então, claro, precisamos urgentemente
    de soluções tecnológicas
  72. para impedir anualmente
    essas 10 gigatoneladas.
  73. Precisamos evitar emissões,
  74. mas se queremos capturar
    essas 300 gigatoneladas que já existem,
  75. precisaremos de um sistema
    extremamente poderoso.
  76. E esse é o sistema que temos até hoje:
  77. o sistema natural.
  78. Esta é uma linda simulação
    do ciclo do carbono feita pela NASA,
  79. mostrando altas concentrações
    de dióxido de carbono,
  80. indicadas em vermelho, no início do ano.
  81. Mas quando avançamos para a primavera
    e depois para o verão,
  82. vemos essas concentrações desaparecerem,
  83. como consequência de uma razão simples:
  84. o aparecimento das folhas nas árvores.
  85. Esse simples processo ecológico
    transforma o ciclo de carbono todo ano,
  86. e é um dos vários
    grandes fluxos ecológicos
  87. que equilibram um ao outro totalmente.
  88. Devido à escala massiva desse sistema,
  89. precisamos administrá-lo como sendo
    uma de nossas mais brilhantes opções
  90. na luta contra a mudança climática.
  91. Mas é também a opção absurda,
    a solução que todos já ouvimos antes:
  92. "Plante uma árvore, salve o mundo".
  93. mas que claramente não funcionou,
    senão estaríamos bem.
  94. Mas o verdadeiro motivo é
    que não conseguimos nos engajar.
  95. Porque não é uma solução
    tangível e científica,
  96. pelo simples fato
  97. de que não temos ideia
    do que é fisicamente possível.
  98. Até sabermos o que somos
    capazes de conquistar,
  99. quem irá gastar seu tempo e energia
    restaurando ecossistemas
  100. se não sabemos qual será o impacto?
  101. Observando as melhores soluções
    para a mudança climática,
  102. e "Project Drawdown" é uma
    organização genial que as está listando,
  103. e no topo da lista, com o potencial
    de eliminar 24 gigatoneladas,
  104. está o gerenciamento
    efetivo de refrigeração.
  105. Mas se procurarmos nesta lista
    por gerenciamento global de ecossistema,
  106. ele não aparece nela,
  107. porque não temos ideia
    do potencial global dos ecossistemas.
  108. Eles são divididos em partes menores
    e listados abaixo das melhores soluções.
  109. De novo, quem vai gastar
    tempo valioso e energia nisso,
  110. a não ser que saibamos
    o que podemos conquistar de fato?
  111. O grande desafio é que a terra é enorme.
  112. É muito difícil compreender
    toda essa informação global.
  113. Então temos usado satélites
    muito bem nessas últimas décadas,
  114. o que proporciona grande cobertura global,
  115. mas eles não conseguem ver
    abaixo da cobertura vegetal.
  116. Até recentemente,
  117. achávamos que havia cerca
    de 400 bilhões de árvores no planeta.
  118. E essa era a base da campanha inicial
    da ONU, "Um Bilhão de Árvores":
  119. plantar 1 bilhão de árvores
    para salvar o mundo.
  120. Mas sabíamos que precisávamos
    de uma nova geração de modelo
  121. que fosse construído de milhões de locais
  122. onde as pessoas estariam
    no chão contando árvores
  123. e estimando a altura e espécies delas.
  124. E uma vez que reuníssemos
    toda essa informação
  125. teríamos visões de dentro
    da estrutura dessa floresta.
  126. E ao juntar esses milhões de dados
  127. usando aprendizado de máquina
    e inteligência artificial,
  128. agora podemos começar
    a preencher as lacunas
  129. e ver os padrões em densidade arbórea,
  130. e como eles variam por meio
    dos gradientes de temperatura
  131. da umidade e características do solo,
  132. para gerar a primeira compreensão
    quantitativa da densidade arbórea global,
  133. revelando, de forma bem simples,
  134. que há mais de 3 trilhões de árvores
    em nosso planeta.
  135. De novo, sei que é difícil
    entender o que é 1 trilhão,
  136. mas, em resumo, é mais
    do que pensávamos anteriormente.
  137. E essa simples informação foi suficiente
  138. para transformar a campanha
    de 1 bilhão de árvores
  139. na campanha de 1 trilhão de árvores.
  140. Agora estamos restaurando
    1 trilhão de árvores,
  141. e isso está causando um grande impacto.
  142. Como sabemos o tamanho dessas árvores,
  143. também sabemos que elas armazenam
    cerca de 450 gigatoneladas de carbono.
  144. Essa é a base do nosso trabalho.
  145. Esses modelos não nos dizem
    apenas onde as árvores estão.
  146. Ao caracterizar o ambiente
    que pode suportar as árvores,
  147. os modelos também nos ajudam a ver
    onde elas podem existir no planeta,
  148. mostrando que há espaço
    para muito mais do que temos hoje.
  149. Obviamente, a maior parte dessa terra
    está atualmente coberta por florestas
  150. e precisamos de uma grande proporção dela
    para área urbana e agrícola
  151. para abrigar uma população
    humana em crescimento.
  152. Mas quando retiramos essas terras,
  153. ainda sobra algo incrível.
  154. Esses são os 0.9 bilhões de hectares
    de terras degradadas,
  155. áreas onde as árvores poderiam
    existir naturalmente, mas não existem,
  156. muito embora não estejam
    sendo usadas amplamente.
  157. Se fôssemos restaurar ecossistemas
    por todas essas terras,
  158. haveria um adicional de 1 trilhão
    de árvores nessas áreas
  159. e elas armazenariam espantosas
    205 gigatoneladas de carbono.
  160. Mas há muita incerteza nesse número.
  161. Pode ser um pouco maior ou um pouco menor,
  162. mas a escala disso,
  163. quando comparada às 300 gigatoneladas
    que mencionei antes,
  164. podemos ver que há uma solução
    vasta e muito poderosa
  165. de redução de carbono
    nas florestas do mundo.
  166. Obviamente, levaria mais de 100 anos
    para acumular todo esse carbono,
  167. mas assim que essas árvores
    estiverem no chão,
  168. elas não apenas absorverão carbono
    como também produzirão nuvens,
  169. as quais refletem muito da energia solar,
  170. resfriando o planeta
    com um efeito imediato.
  171. Por isso quando anunciamos
    esses dados há menos de dois meses,
  172. algo aconteceu, e tudo
    tornou-se completamente viral.
  173. As organizações da mídia internacional
    cobriram o assunto em grande escala.
  174. Era como se o público finalmente visse
    uma opção para nos engajarmos.
  175. E isso foi seguido por um aumento
    inacreditável em financiamentos
  176. para projetos de restauração.
  177. E vimos projetos começando
    em todo o mundo,
  178. e esses são só alguns com os quais nosso
    laboratório está conectado diretamente,
  179. embora há milhares de outros surgindo
    para restaurar ecossistemas
  180. para a captura de carbono.
  181. Mas isso também nos apresentou
    para algumas das maravilhas
  182. das mídias sociais,
  183. e foi uma percepção assustadora.
  184. Recebemos uma quantidade
    absurda de mensagens,
  185. mas, quando as filtramos,
  186. encontramos alguns temas
    muito importantes e valiosos.
  187. A primeira crítica:
  188. "Que idiotice! Não podemos
    plantar árvores em todo lugar.
  189. É preciso reduzir as emissões".
  190. Apesar de não ter curtido muito
    o início da mensagem,
  191. ela está totalmente correta.
  192. Não posso discutir com isso.
  193. Claro, todo mundo tem que saber
  194. que precisamos de mudanças tecnológicas
    e a níveis de sistema pra evitar emissões.
  195. Mas isso tem que ser feito em conjunto
    com uma poderosa redução de carbono.
  196. A mudança climática é grande demais
    para ficarmos discutindo sobre soluções,
  197. precisamos de todas elas agora.
  198. A segunda crítica: "Não! Precisamos
    conservar as florestas já existentes".
  199. De novo, é muito difícil discordar
    porque está absolutamente correto!
  200. Claro, aumentar a cobertura
    global das florestas não faria sentido
  201. se só ganhássemos novas florestas
    às custas das já existentes.
  202. Preservar as florestas existentes
    é crucial para nosso objetivo geral.
  203. É sem dúvida fundamental,
    então devem ser feitos em conjunto.
  204. E a terceira crítica,
    podem ver um padrão agora,
  205. é que precisamos preservar e restaurar
    as pastagens naturais e as savanas,
  206. e, não querendo ser repetitivo,
    mas está corretíssimo!
  207. Esses ecossistemas são
    extremamente importantes,
  208. e foi, em parte, por isso
    que fizemos o estudo,
  209. para conseguirmos identificar onde
    as árvores deveriam ser plantadas ou não,
  210. pois esses ecossistemas
    também são essenciais,
  211. armazenam quantidades enormes
    de biodiversidade,
  212. e o carbono deles é incrível também,
  213. mas ele não é armazenado
    na vegetação e sim no solo.
  214. Agora estamos construindo
    uma nova geração de modelos.
  215. Em vez de baseá-los
    na observação de árvores,
  216. eles são baseados em milhões de amostras
    de solo coletadas ao redor do globo.
  217. E usando a mesma inteligência artificial
    e o aprendizado de máquina,
  218. começamos a enxergar padrões,
  219. revelando que há mais
    de 1,5 mil gigatoneladas de carbono
  220. no solo embaixo de nossos pés,
  221. com a maioria dele existindo
    em áreas de alta latitude,
  222. onde temperaturas frias
    prendem o carbono no solo.
  223. E o mais incrível é que se restaurássemos
    esses solos ao redor do globo,
  224. conseguiríamos capturar outras
    116 gigatoneladas de carbono.
  225. Essa é a segunda solução incrivelmente
    poderosa de redução de carbono
  226. que apresentei para vocês,
  227. e está simplesmente no solo.
  228. E isso se expande
    por todos os ecossistemas.
  229. Nossas florestas, pelo simples fato
    de serem conservadas e preservadas,
  230. poderiam capturar 30% do carbono.
  231. Mas pastagens e áreas com arbustos
    cobrem uma extensão ainda maior,
  232. e poderiam capturar 41% desse potencial,
    se as restaurássemos de forma eficaz.
  233. E o bom é que elas não interferem
    com nenhum outro tipo de uso do solo.
  234. Então, é possível ter a terra cultivada,
  235. ao mesmo tempo que preserva
    e captura mais carbono.
  236. Na verdade, os mais eficientes
    de todos esses ecossistemas
  237. são os pântanos e as turfeiras
  238. que cobrem menos de 5%
    da superfície da terra
  239. e podem capturar cerca de 30% desse total.
  240. Então, quando todos são combinados,
    podemos ver que esses ecossistemas
  241. têm um potencial incrível
    para capturar essas 300 gigatoneladas.
  242. Essa poderosa solução de redução
    na emissão de carbono não é só imensa,
  243. como também pode engajar cada um de nós
  244. e deve ser feita associada a reduções
    nas emissões de gás de efeito estufa.
  245. Mas devem ser feitas de forma
    ecologicamente responsável.
  246. Por vezes, projetos de restauração falham
  247. porque as árvores são restauradas
    no solo errado ou em ecossistemas
  248. sem uma comunidade microbiana
    que possa sustentá-las.
  249. Então passamos todo o nosso tempo
    e energia produzindo mapas
  250. que possam mostrar aos agricultores
  251. como administrar corretamente
    esses ecossistemas
  252. para que possam focar
    suas áreas de interesse
  253. e não só dizer quantas árvores cabem ali
    ou quais espécies devem plantar,
  254. mas é possível ver até qual é
    a comunidade microbiana do solo,
  255. para verificar se suportam árvores.
  256. E é possível até mesmo calcular
  257. onde as florestas teriam um impacto
    de aquecimento ou resfriamento
  258. em diferentes partes do globo
  259. para entender as consequências
    ecológicas dessas ações.
  260. E ainda mais importante do que isso
  261. é que esses projetos têm que ser
    socialmente responsáveis.
  262. É comum projetos de restauração
    comprarem uma porção de terra,
  263. excluindo as pessoas dela,
  264. mas essa terra é o sustento da comunidade.
  265. Isso não é somente socialmente
    irresponsável como insustentável,
  266. pois essas pessoas voltarão
    e cortarão essa floresta
  267. e a usarão para sua subsistência.
  268. A restauração deve ser feita em conjunto
    com as comunidades locais,
  269. assim todo o financiamento destinado
    aos projetos de restauração
  270. pode ser afunilado
    dentro dessa comunidade,
  271. para que ela possa se conectar ao projeto.
  272. Além disso, eles podem se beneficiar
    das centenas de serviços ecossistêmicos
  273. como comida, remédio, água e ar limpo
  274. que trazem enormes benefícios
    socioeconômicos quando feito corretamente.
  275. Todos esses projetos, os pontinhos
    que mostrei antes, estão fazendo isso:
  276. trabalhando em conjunto
    com as comunidades locais
  277. para restaurar ecossistemas
    ao redor do mundo,
  278. e estão obtendo resultados
    sociais e econômicas incríveis.
  279. E os melhores deles estão fazendo isso
    pelo pequeno valor de US$ 0,30 por árvore.
  280. E isso significa que se restaurássemos
    nossos 1 trilhão de árvores,
  281. se otimizássemos a produção,
  282. poderíamos fazer tudo
    com somente US$ 300 bilhões.
  283. Isso não é nada
  284. comparado aos trilhões de dólares
    que gastamos todo ano
  285. em virtude da mudança climática.
  286. Então, agora temos uma solução climática
  287. que consegue engajar cada um de nós
    por meio de ações simples e tangíveis
  288. que tenham um impacto positivo,
  289. ou vocês mesmos podem
    restaurar os ecossistemas,
  290. observando os mapas para ver
    exatamente onde e como fazer isso,
  291. ou simplesmente fazendo doações.
  292. Clique em um desses pontos para doar
  293. para um desses incríveis
    projetos de restauração
  294. que estão fazendo um trabalho
    ótimo para o nosso bem.
  295. Ou, por fim, invista o seu dinheiro
    de maneira inteligente.
  296. Quer estejam gastando ou investindo,
  297. concentrem-se nas organizações
    que têm um impacto ambiental positivo,
  298. assim podemos ter resultados tangíveis
    na mudança climática.
  299. Somos 8 bilhões nesse planeta.
  300. Isso nos dá um poder de ação
    global sem precedentes.
  301. Mas até agora,
  302. ações climáticas sempre tiveram a ver
    com desistir de coisas que gostamos,
  303. e enquanto esses esforços
    são incrivelmente importantes
  304. para reduzir as emissões
    de gases de efeito estufa,
  305. agora também temos ações positivas
    que podemos assumir,
  306. que nos fazem sentir bem
    e nos envolve nessa luta.
  307. O que me leva à última crítica:
  308. "Isso tudo parece bom,
    mas é muito ingênuo.
  309. Nunca conseguiremos
    restaurar o globo todo".
  310. Essa crítica também pode estar correta,
  311. mas é também totalmente irrelevante.
  312. Porque essa mentalidade não ajuda em nada.
  313. No fim das contas,
  314. essa é só uma desculpa
    para não fazer nada:
  315. "Se não conseguirmos alcançar 100%,
    é melhor deixar para lá!"
  316. Esse é o tipo de mentalidade
    que nos colocou nessa situação,
  317. Se alcançássemos nem que fossem 5%
    dos nossos objetivos,
  318. os impactos na biodiversidade
    e mudança climática seriam incríveis,
  319. e prometo a vocês,
    ultrapassaremos essas conquistas
  320. com milhares de pessoas restaurando
    ecossistemas ao redor do mundo.
  321. Só espero que aqueles que dizem
    que isso não pode ser feito
  322. não atrapalhem as pessoas incríveis
    que já estão fazendo isso acontecer.
  323. Superar essa mentalidade negativa,
    essa depressão sobre a mudança climática,
  324. é um dos maiores obstáculos
    que ainda resta para nos engajarmos.
  325. E para fazer isso, valho-me das palavras
  326. daquele mentor genial, o Dr. Hefin Jones,
  327. que disse: "Simplesmente assuma o desafio.
  328. Não apenas teremos chances de sucesso,
  329. mas todos nós, literalmente,
    apreciaremos o processo".
  330. Talvez sejamos a primeira sociedade
  331. enfrentando a verdadeira ameaça
    da mudança climática,
  332. mas isso obrigatoriamente significa
    que somos a primeira sociedade
  333. que tem a oportunidade
    de salvar o mundo desta ameaça.
  334. Muito obrigado.
  335. (Aplausos)