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← Abstrações Quotidianas de Maryam Hoseini | Art21 "New York Close Up"

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Afficher la révision 3 créée 11/03/2019 par Margarida Ferreira.

  1. Em grande parte, ser um artista
    depende da vida diária,
  2. das interações diárias,
    das políticas diárias.
  3. E grande parte do trabalho
    trata da representação de si mesmo.
  4. [Abstrações Quotidianas de Maryam Hoseini]
  5. A primeira vez que percebi
    que desenhar é uma coisa que adoro
  6. foi quando tinha 13 anos.
  7. Tinha uma professora na escola
  8. que tinha uma forma de ensinar
  9. — e também é uma pessoa muito forte,
  10. para uma pessoa num sítio como o Irão —
  11. que penso que me levou
    a interessar-me por isto.
  12. Recordo vivamente a época
    em que eu pensava:
  13. "Só quero ter aulas de desenho.
  14. "Quero estar sempre a fazer trabalhos".
  15. Eu tinha pilhas e pilhas de papéis.
  16. Sempre me senti uma desenhadora.
  17. Comecei por aí.
  18. Faço alguma pintura, e depois,
    desenho por cima dela.
  19. Portanto, volto sempre ao mesmo.
  20. Pediram-me para trabalhar
    sobre este poema conhecido
  21. "Layla and Majnun."
  22. É sobre um amor proibido.
  23. Realizei esta série,
  24. "Segredos Entre Ela e a sua Sombra".
  25. Eu estava mais interessada
    na figura da mulher,
  26. porque, segundo parece,
    ninguém lhe prestava atenção,
  27. porque o principal era
    como Majnun tinha perdido a cabeça.
  28. Eu estava muito curiosa quanto a Laylah,
  29. esta mulher vulnerável
  30. que estava proibida de falar
  31. e até de desejar
    o que ela queria realmente.
  32. Penso que grande parte do trabalho
    é uma mistura de humor e de medo.
  33. Há momentos em que nos rimos
  34. apesar de termos medo de muitas coisas.
  35. Nas minhas primeiras pinturas,
  36. o espaço em que as figuras
    estão situadas é mais legivel.
  37. Nos últimos anos,
  38. tenho usado essa legibilidade.
  39. optei por apresentar os corpos sem cabeça,
  40. por causa da identidade dos políticos.
  41. Estes espaços fraturados
  42. e corpos fragmentados,
  43. são, de certo modo, o reflexo
    das minhas experiências pessoais
  44. e da minha vida, como imigrante
  45. e enquanto uma pessoa que nem sequer
    pode viajar até ao meu país
  46. e regressar ao meu trabalho
    e à minha vida, aqui na América.
  47. Ou seja, estes corpos têm ansiedade.
  48. Mas, por outro lado,
    também são muito fortes.
  49. Eu dou-lhes poder.
  50. Penso constantemente nas interações
    do corpo, no interior da pintura,
  51. e na relação do corpo
    com o espaço físico à volta dele.
  52. Estou interessada no espaço
    entre a pintura e o desenho,
  53. público e privado.
  54. Esse espaço de intervalo
    fornece uma espécie de abertura
  55. para os corpos se moverem fluidamente,
  56. segundo as interpretações
    dos observadores.
  57. A presença de pessoas ali
  58. quase completa
  59. ou cria esta apresentação.
  60. Tradução de Margarida Ferreira