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← Maryam Hoseini's Every Day Abstractions | Art21 "New York Close Up"

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Showing Revision 3 created 11/06/2019 by Bubby Fernandes.

  1. [Gowanus, Brooklyn]
  2. Há tanto sobre ser um artista
    que depende do cotidiano,
  3. de interações diárias e políticas diárias.
  4. E muito do trabalho é sobre
    a representação de si mesmo.
  5. [Maryam Hoseini's Every Day Abstractions]
  6. A primeira vez que eu percebi que desenhar
    era algo que eu realmente amava fazer
  7. foi quando eu tinha treze anos.
  8. Eu tinha uma professora na escola,
  9. e a maneira como ela ensinava...
  10. e, também, ela era um ser tão forte,
  11. como uma mulher num lugar como o Irã...
  12. que eu acho
    que me interessei muito por aquilo.
  13. Eu me lembro vividamente
    do momento em que pensei,
  14. "Eu apenas quero frequentar
    essas aulas de desenho."
  15. "Eu quero continuar fazendo trabalho."
  16. E eu tinha pilhas e pilhas de papéis
    na casa de meus pais.
  17. Eu sempre sinto que sou desenhista.
  18. Eu começo com isso, faço uma pintura,
  19. e aí faço um desenho em cima dela.
  20. Assim, é sempre um vai e volta.
  21. Então, eu fui convidada a realizar
    um trabalho sobre esse poema famoso:
  22. "Layla e Majnun."
  23. Ele é sobre um amor proibido.
  24. Eu desenvolvi essa série,
  25. "Secrets Between Her and Her Shadow",
    [Segredos Entre Ela e Sua Sombra].
  26. Eu estava mais interessada
    na personagem feminina,
  27. porque aparentemente ninguém estava
    prestando atenção pra ela,
  28. porque tudo era sobre
    como Majnun havia perdido sua cabeça.
  29. Eu fiquei tão curiosa sobre Laylah
    como essa mulher tão vulnerável
  30. que foi proibida de falar
  31. e mesmo de desejar
  32. o que ela realmente queria.
  33. Eu penso que muito do trabalho
    é uma mistura de humor e medo.
  34. Há momentos em que você realmente ri,
  35. mesmo que esteja
    com medo de muitas coisas.
  36. Em minhas pinturas iniciais,
  37. o espaço em que as figuras
    estão localizadas está mais legível.
  38. Nós últimos anos,
  39. eu realmente usei essa legibilidade.
  40. Eu escolhi apresentar
    os corpos sem a cabeça,
  41. por causa das políticas
    sobre a identidade.
  42. Esses espaços fraturados
  43. e corpos fragmentados,
  44. são, de algum jeito, o reflexo de minhas
    próprias experiências e de minha vida,
  45. como uma imigrante
  46. e como uma pessoa
    que nem pode viajar a seu país,
  47. e retornar a seu trabalho
    e vida aqui, na America.
  48. Quero dizer, esses corpos têm ansiedade.
  49. Mas, por outro lado,
    eles também são muito fortes.
  50. Eu estou lhes dando poder.
  51. Eu penso constantemente sobre
    as interações de corpo dentro da pintura
  52. e a relação do corpo
    com o espaço físico à sua volta.
  53. Estou interessada no espaço
    entre a pintura e o desenho,
  54. o público e o privado.
  55. Esse espaço entre os dois
    fornece uma espécie de abertura
  56. para que os corpos se movam fluidamente,
  57. para as interpretações dos observadores.
  58. A presença das pessoas lá
  59. quase completa,
  60. ou constrói...
  61. uma performance.
  62. Tradução: Bubby Fernandes