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← O que causa ataques de pânico, e como podemos evitá-los? - Cindy J. Aaronson

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Showing Revision 9 created 10/09/2020 by Leonardo Silva.

  1. O corpo se torna seu próprio colete.
  2. Passado, presente e futuro
    existem como uma força única.

  3. Um balanço sem gravidade
    atinge uma altura assustadora.

  4. Os contornos de pessoas
    e coisas se dissolvem.

  5. Inúmeros poetas e escritores
    tentaram expressar em palavras

  6. a experiência de um ataque de pânico,
  7. uma sensação tão avassaladora
  8. que muitas pessoas a confundem
    com ataque cardíaco, derrame
  9. ou outra situação fatal.
  10. Embora ataques de pânico
    não causem danos físicos a longo prazo,
  11. posteriormente, o medo de outro ataque
    pode limitar o dia a dia de uma pessoa
  12. e causar mais ataques de pânico.
  13. Estudos sugerem que quase um terço de nós

  14. passará por, pelo menos,
    um ataque de pânico na vida.
  15. Quer seja nosso primeiro
    ou centésimo ataque,
  16. quer presenciemos
    outra pessoa passar por um,
  17. ninguém deseja repetir a experiência.
  18. Até mesmo o aprendizado a respeito do tema
    pode ser desconfortável, mas é necessário,
  19. porque o primeiro passo para prevenir
    ataques de pânico é entendê-los.
  20. No fundo, um ataque de pânico

  21. é uma reação exagerada
    à resposta fisiológica normal do corpo
  22. à percepção de perigo.
  23. Essa resposta começa com a amígdala,
  24. região do cérebro envolvida
    no processamento do medo.
  25. Quando a amígdala percebe o perigo,
  26. ela estimula o sistema nervoso simpático,
  27. que aciona a liberação de adrenalina.
  28. A adrenalina causa um aumento
    das frequências cardíaca e respiratória
  29. para levar sangue e oxigênio
    aos músculos dos braços e das pernas.
  30. Também envia oxigênio para o cérebro,
    tornando-o mais alerta e receptivo.
  31. Durante um ataque de pânico,

  32. essa resposta é muito
    mais exagerada do que seria útil
  33. em uma situação perigosa,
  34. provocando aceleramento cardíaco,
    respiração pesada ou hiperventilação.
  35. As alterações no fluxo
    sanguíneo causam tontura
  36. e dormência nas mãos e nos pés.
  37. Um ataque de pânico geralmente
    atinge o pico em dez minutos.

  38. Então, o córtex pré-frontal
    assume o lugar da amígdala
  39. e estimula o sistema nervoso
    parassimpático.
  40. Isso desencadeia a liberação
    de um hormônio chamado acetilcolina,
  41. que diminui a frequência cardíaca
    e o ataque de pânico de modo gradual.
  42. Em um ataque de pânico,
    a percepção de perigo do corpo

  43. é o suficiente para desencadear a resposta
    que teríamos a uma ameaça real
  44. e muito mais.
  45. Não sabemos ao certo
    por que isso acontece,
  46. mas, às vezes, dicas no ambiente
  47. que nos lembram de experiências
    traumáticas do passado
  48. podem desencadear um ataque de pânico.
  49. Ataques de pânico podem fazer parte
    de transtornos de ansiedade
  50. como TEPT,
  51. fobia social,
  52. TOC
  53. e transtorno de ansiedade generalizada.
  54. Ataques de pânico recorrentes,
  55. preocupação frequente com novos ataques
  56. e mudanças comportamentais
    para evitar ataques de pânico
  57. podem levar ao diagnóstico
    de uma síndrome do pânico.
  58. Os dois principais tratamentos
    para a síndrome do pânico

  59. são medicamentos antidepressivos
    e terapia cognitivo-comportamental, TCC.
  60. Ambos têm uma taxa de resposta
    de cerca de 40%,
  61. embora alguém que responda a um tratamento
    pode não responder ao outro.
  62. No entanto, medicamentos antidepressivos
    têm alguns efeitos colaterais,
  63. e 50% das pessoas têm uma recaída
    quando param de tomá-los.
  64. A TCC, no entanto, é mais duradoura,
    com taxa de recaída de apenas 20%.
  65. O objetivo do tratamento com TCC
    para a síndrome do pânico

  66. é ajudar as pessoas
    a aprenderem e a praticarem
  67. ferramentas concretas para exercer
    controle físico e, por sua vez, mental
  68. sobre as sensações e os pensamentos
    associados a um ataque de pânico.
  69. A TCC começa com uma explicação das causas
    fisiológicas de um ataque de pânico,

  70. seguida por exercícios
    respiratórios e musculares
  71. projetados para ajudar as pessoas
  72. a controlarem os padrões respiratórios
    de forma consciente.
  73. Em seguida, vem
    a reestruturação cognitiva,

  74. que envolve a identificação e a mudança
    de pensamentos comuns durante os ataques,
  75. como acreditar que iremos
    parar de respirar,
  76. ter um ataque cardíaco ou morrer,
  77. e substituí-los
    por pensamentos mais precisos.
  78. O próximo estágio do tratamento

  79. é a exposição às situações
    e sensações corporais
  80. que normalmente desencadeiam
    um ataque de pânico.
  81. O objetivo é mudar a crença,
    por meio da experiência,
  82. de que essas sensações
    e situações são perigosas.
  83. Mesmo depois da TCC,

  84. não é fácil seguir esses passos
    para controlar um ataque.
  85. Mas, com a prática, essas ferramentas
    podem evitar e diminuir os ataques
  86. e, por fim, reduzir o domínio do pânico
    na vida de uma pessoa.
  87. Fora da terapia formal,

  88. muitos em pânico encontram alívio
  89. a partir das mesmas crenças
    que a TCC visa introduzir:
  90. que o medo não pode nos machucar,
  91. mas nos agarrarmos a ele
    aumentará o pânico.
  92. Mesmo se você nunca teve
    um ataque de pânico,
  93. entendê-lo o ajudará a identificá-lo
    em si mesmo ou em outra pessoa,
  94. e reconhecer um ataque de pânico
    é o primeiro passo para evitá-lo.