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LC CAP01 POD COMUNICACAO HUMANA

  • 0:07 - 0:10
    Eu tenho certeza que,
    quando você era criança,
  • 0:10 - 0:12
    você já brincou
    de telefone sem fio.
  • 0:12 - 0:15
    Você deve se lembrar que,
    nesse processo de comunicação,
  • 0:15 - 0:19
    as mensagens sempre chegavam
    bagunçadas no final da transmissão.
  • 0:19 - 0:22
    No cenário corporativo, é claro que não
    falamos do contexto da brincadeira,
  • 0:22 - 0:25
    mas nós também
    precisamos nos comunicar.
  • 0:25 - 0:29
    E o principal ativo da organização
    são as pessoas.
  • 0:29 - 0:32
    Garantir uma clara comunicação
    pode ser o fator decisivo
  • 0:32 - 0:34
    na hora do sucesso
    da organização.
  • 0:34 - 0:37
    E é sobre isso que nós vamos falar
    um pouco mais no podcast de hoje:
  • 0:37 - 0:40
    a comunicação empresarial.
  • 0:40 - 0:44
    E, para falar sobre esse assunto,
    eu estou aqui com o André e com o Fabrício.
  • 0:44 - 0:47
    André, você pode começar se apresentando
    um pouquinho para o pessoal?
  • 0:47 - 0:48
    Claro, Renato,
    é um prazer.
  • 0:48 - 0:50
    Meu nome é André Arcas,
    e eu sou coach de palco.
  • 0:50 - 0:53
    Meu trabalho é preparar pessoas
    para fazerem apresentações fantásticas.
  • 0:53 - 0:56
    Eu atendo desde executivos
    de grandes empresas,
  • 0:56 - 1:00
    força de vendas,
    marketing e por aí vai.
  • 1:00 - 1:01
    Fabrício, você também
    pode se apresentar um pouco?
  • 1:01 - 1:03
    Claro, eu agradeço o convite.
  • 1:03 - 1:05
    Meu nome é
    Fabrício César Bastos,
  • 1:05 - 1:08
    trabalho com desenvolvimento
    de liderança,
  • 1:08 - 1:09
    desenvolvimento
    de equipes também,
  • 1:09 - 1:14
    principalmente na questão de conectar
    pragmatismo com resultados,
  • 1:14 - 1:15
    e também autoconhecimento.
  • 1:15 - 1:18
    Meu nome é Renato Kimura,
    sou coordenador aqui na FIAP,
  • 1:18 - 1:22
    e nós estamos hoje aqui para conversar
    sobre processo comunicacional.
  • 1:22 - 1:24
    Eu queria começar
    perguntando para vocês:
  • 1:24 - 1:27
    o que é a comunicação
    na opinião de vocês?
  • 1:27 - 1:31
    Comunicação, ao meu ver,
    é qualquer tipo de interação humana.
  • 1:31 - 1:37
    É, basicamente, o processo
    que envolve a troca de ideias,
  • 1:37 - 1:40
    contatos, significados entre pessoas.
  • 1:42 - 1:44
    Comunicação não é
    só verbal então, né?
  • 1:44 - 1:46
    Então, é o que nós
    estávamos falando.
  • 1:46 - 1:50
    Quando você fez a pergunta,
    nós nos olhamos aqui para começar.
  • 1:50 - 1:54
    Nesse processo, nós começamos
    a identificar uma visão
  • 1:54 - 1:57
    que é impossível
    nós não nos comunicarmos,
  • 1:57 - 2:00
    sejam nas nossas relações, seja
    dentro do âmbito corporativo.
  • 2:00 - 2:03
    Por exemplo, se nós estamos numa reunião
    e não falamos nada naquela reunião,
  • 2:03 - 2:06
    de certa forma nós
    estamos comunicando algo.
  • 2:06 - 2:10
    Não significa que eu também preciso
    falar e atropelar as outras pessoas,
  • 2:10 - 2:14
    mas perceber que essa
    comunicação tem várias esferas,
  • 2:14 - 2:15
    geralmente a verbal
    e a não verbal.
  • 2:15 - 2:17
    Então, todo esse processo,
  • 2:17 - 2:19
    que principalmente tem
    na interação com outras pessoas
  • 2:19 - 2:23
    e até com nós mesmos,
    é um processo de comunicação.
  • 2:23 - 2:26
    E quando nós falamos dessa
    comunicação verbal e não verbal,
  • 2:26 - 2:30
    passamos sinais, seja gesticulando
    ou deixando de gesticular.
  • 2:30 - 2:34
    A ausência da comunicação verbal também
    acaba sendo um sinal que passamos.
  • 2:34 - 2:38
    André, você pode falar um pouquinho
    dessa sua experiência como coach,
  • 2:38 - 2:41
    para as pessoas que precisam
    falar em público?
  • 2:41 - 2:44
    Como isso acontece?
    Nós temos que ajudar as pessoas
  • 2:44 - 2:47
    no processo comunicacional, na fala,
    mas também há um trabalho,
  • 2:47 - 2:50
    um coaching para essa parte
    não verbal da história?
  • 2:50 - 2:52
    Sim. Inclusive,
    a parte não verbal
  • 2:52 - 2:56
    tem uma significância
    muito grande na comunicação.
  • 2:56 - 3:01
    Tem um estudo famoso,
    cujo nome eu esqueci agora,
  • 3:01 - 3:04
    mas, basicamente,
    o escopo era para entender
  • 3:04 - 3:08
    qual era o efeito dos elementos
    da comunicação na mensagem.
  • 3:08 - 3:10
    E o que se descobriu
    nesse contexto específico
  • 3:10 - 3:15
    era que, para aquela mensagem,
    55% da mensagem era passada
  • 3:15 - 3:18
    via comunicação não verbal,
    38% era tom de voz,
  • 3:18 - 3:21
    e só 7% eram as palavras em si.
  • 3:21 - 3:25
    Então, surpreendentemente, o conteúdo
    das palavras em alguns contextos
  • 3:25 - 3:27
    pode representar muito pouco.
  • 3:27 - 3:29
    E, de fato, quando
    você para para pensar,
  • 3:29 - 3:33
    nós, como seres humanos, somos
    excelentes detectores de incongruência.
  • 3:33 - 3:35
    É como música.
    Você pode não ser músico,
  • 3:35 - 3:38
    mas você sabe quando
    um instrumento está desafinado.
  • 3:38 - 3:41
    Quando você vê alguém
    nervoso, gaguejando,
  • 3:41 - 3:44
    ou suando frio,
    ou com o rosto tenso,
  • 3:44 - 3:47
    isso passa muito sobre
    o significado da mensagem,
  • 3:47 - 3:49
    que vai muito além
    das palavras.
  • 3:49 - 3:52
    Perfeito. E nós também
    temos algo, né?
  • 3:52 - 3:54
    As pessoas devem escutar.
  • 3:54 - 3:58
    Nós vemos bastante isso
    quando falamos de liderança,
  • 3:58 - 4:00
    de feedback ativo.
  • 4:00 - 4:01
    Mas nós também temos
    a escuta ativa,
  • 4:01 - 4:04
    que é realmente nós escutarmos
    o que as pessoas têm para nos dizer,
  • 4:04 - 4:07
    o que elas quiseram
    nos passar de mensagem.
  • 4:07 - 4:11
    Vocês acham que, de alguma forma, esse
    processo da escuta, escutar as pessoas,
  • 4:11 - 4:14
    também faz parte
    da comunicação?
  • 4:14 - 4:16
    Para mim, com certeza,
  • 4:16 - 4:18
    e uma vez mais vemos
    elementos não verbais.
  • 4:18 - 4:20
    Uma coisa é você falar com alguém
    que está mexendo no celular,
  • 4:20 - 4:21
    dizendo:
    "Estou te ouvindo".
  • 4:21 - 4:24
    Outra coisa é você falar com alguém
    que está olhando no seu olho,
  • 4:24 - 4:27
    que balança a cabeça
    mostrando concordância,
  • 4:27 - 4:31
    que emite: "hã, nossa, interessante",
    que interage com você.
  • 4:31 - 4:34
    São vários elementos
    que demonstram a escuta ativa.
  • 4:34 - 4:35
    Faz muita diferença
    no processo.
  • 4:36 - 4:40
    E, Fabrício, qual é a sua opinião
    sobre a comunicação em si?
  • 4:40 - 4:43
    No âmbito empresarial,
    é importante saber se comunicar?
  • 4:43 - 4:45
    Isso faz diferença?
  • 4:45 - 4:48
    Na minha visão,
    hoje em dia é fundamental.
  • 4:48 - 4:51
    Muitas vezes, nós
    vemos que as pessoas,
  • 4:51 - 4:55
    num processo de se apresentar
    ou de vender algo,
  • 4:55 - 4:58
    no final do dia elas estão
    vendendo uma ideia,
  • 4:58 - 5:01
    e muitas dessas ideias são vendidas
    através da comunicação,
  • 5:01 - 5:05
    seja ela por meio de um relatório,
    seja por meio de uma apresentação,
  • 5:05 - 5:08
    ou seja na comunicação oral.
  • 5:08 - 5:13
    E, nesse processo, conectando
    com a questão anterior,
  • 5:13 - 5:16
    eu acho que um dos grandes
    desafios na questão de liderança,
  • 5:16 - 5:19
    mais do que saber dar feedback,
    que também eu vejo
  • 5:19 - 5:23
    como um processo de comunicação
    e de aprendizado ao mesmo tempo,
  • 5:23 - 5:27
    muitas vezes vemos nos treinamentos
    quando estamos com grupos
  • 5:27 - 5:30
    que é muito comum tanto
    com líderes quanto com liderados...
  • 5:30 - 5:33
    Geralmente, os treinamentos
    são separados para líderes e liderados.
  • 5:33 - 5:36
    Mas é muito comum ouvir,
    principalmente de liderados,
  • 5:36 - 5:41
    que, quando eles vão receber feedbacks,
    são sobre coisas negativas,
  • 5:41 - 5:44
    e não sobre coisas
    que também foram boas.
  • 5:44 - 5:48
    Conectado a isso, tem esse
    ponto que você perguntou,
  • 5:48 - 5:50
    do feedback,
    da escuta ativa,
  • 5:50 - 5:53
    que, muitas vezes, as pessoas
    estão conversando,
  • 5:53 - 5:57
    seja no âmbito corporativo
    ou até na esfera pessoal,
  • 5:57 - 5:59
    e já estão pensando
    no que elas vão responder
  • 5:59 - 6:02
    sobre aquilo
    que a pessoa está falando.
  • 6:02 - 6:04
    Então, essa questão
    de ter uma escuta ativa
  • 6:04 - 6:06
    não é necessariamente
    só ouvir, mas é escutar,
  • 6:06 - 6:08
    é manter o estado
    de presença.
  • 6:08 - 6:11
    Então, é como nós conseguimos
    criar esse estado de presença,
  • 6:11 - 6:14
    de eu respirar,
    de me conectar com a pessoa,
  • 6:14 - 6:19
    de ouvir, olhar para ela
    e, ao mesmo tempo, de fato,
  • 6:19 - 6:22
    estar criando empatia e entendendo
    o que a pessoa está falando.
  • 6:22 - 6:25
    Nós percebemos que isso faz muita
    diferença no processo de comunicação.
  • 6:25 - 6:29
    Então, a comunicação não é somente
    o receptor, o interlocutor da mensagem
  • 6:29 - 6:33
    e a mensagem em si, mas também
    faz parte da pessoa que está falando,
  • 6:33 - 6:37
    do interlocutor, garantir que a mensagem
    chegue da forma correta
  • 6:37 - 6:39
    para a pessoa
    que vai escutar?
  • 6:39 - 6:41
    Vocês acham que nós
    também temos essa missão,
  • 6:41 - 6:43
    que, quando eu transmito
    algo para vocês,
  • 6:43 - 6:46
    garantir que vocês entenderam
    o que eu queria dizer?
  • 6:46 - 6:48
    Para mim, com certeza.
  • 6:48 - 6:51
    Aliás, isso é um coisa que é muito
    constante nos meus treinamentos
  • 6:51 - 6:54
    e que, para mim,
    é a parte mais essencial.
  • 6:54 - 6:58
    É você entender com quem você está
    falando para adequar a sua mensagem.
  • 6:58 - 7:01
    Eu gosto de dar o exemplo
    da vendedora de maquiagem do Boticário.
  • 7:01 - 7:05
    Ela vende o mesmo rímel para uma menina
    de 15 anos e para um homem de 50 anos.
  • 7:05 - 7:08
    Mas ela vende de maneira
    totalmente diferente,
  • 7:08 - 7:09
    porque eles têm visões
    diferentes de mundo,
  • 7:09 - 7:11
    eles têm compreensões diferentes,
  • 7:11 - 7:13
    e ela precisa conseguir
    ajustar esse discurso,
  • 7:13 - 7:16
    senão, a mensagem não chega.
  • 7:16 - 7:18
    Perfeito.
    E o feedback em si?
  • 7:18 - 7:20
    Nós estávamos falando
    um pouco sobre esse tema,
  • 7:20 - 7:22
    que é bastante importante.
  • 7:22 - 7:24
    O feedback tem um poder
    comunicacional, é claro,
  • 7:24 - 7:27
    mas nós conseguimos
    pensar outras formas
  • 7:27 - 7:31
    em que o feedback poderia sustentar
    a comunicação dentro da organização?
  • 7:31 - 7:35
    Ou seja, quais outras formas nós temos
    para garantir uma boa comunicação
  • 7:35 - 7:38
    entre liderado e líder?
  • 7:38 - 7:43
    Eu acho que esse papel, como também
    foi mencionado anteriormente aqui,
  • 7:43 - 7:46
    o papel da comunicação,
    na minha visão,
  • 7:46 - 7:48
    a responsabilidade
    da comunicação,
  • 7:48 - 7:51
    é muito grande para quem está
    fazendo a comunicação.
  • 7:51 - 7:54
    É claro que existe a outra
    parte que está ouvindo,
  • 7:54 - 7:58
    só que, por exemplo, se tem
    um líder que fala abacaxi
  • 7:58 - 7:59
    e todo mundo
    entendeu laranja...
  • 7:59 - 8:00
    Tem algo errado.
  • 8:00 - 8:03
    Tem algo errado e o que ele
    quis dizer mesmo
  • 8:03 - 8:06
    foi o que todo mundo ouviu.
  • 8:06 - 8:10
    Então, nesse sentido, o líder,
    principalmente a liderança, eu acho,
  • 8:10 - 8:16
    quando ela consegue identificar uma forma
    dela fazer a comunicação de forma clara
  • 8:16 - 8:19
    e que chegue aos ouvidos
    das outras pessoas
  • 8:19 - 8:21
    aquilo que, de fato,
    ele quer passar,
  • 8:21 - 8:23
    faz toda a diferença
    no processo.
  • 8:23 - 8:26
    Eu lembro que uma colega,
    quando eu estava na pós-graduação,
  • 8:26 - 8:30
    estava comentando de uma situação
    muito parecida com essa.
  • 8:30 - 8:32
    Ela estava numa fábrica
  • 8:32 - 8:36
    e tinha um líder que estava dando
    um recado para as pessoas,
  • 8:36 - 8:40
    e a ideia, inclusive, era
    uma cultura de feedback,
  • 8:40 - 8:42
    ou seja, precisava
    incentivar as pessoas
  • 8:42 - 8:46
    a fazerem feedback, a darem
    feedback, e foi falando.
  • 8:46 - 8:50
    Depois de uns três minutos,
    uma pessoa levanta a mão e pergunta:
  • 8:50 - 8:53
    "Feed quem?".
  • 8:53 - 8:57
    Ou seja, ele não adequou a linguagem
    para o público que ele estava falando.
  • 8:57 - 9:02
    Então, talvez o feedback,
    essa palavra, esse conceito,
  • 9:02 - 9:07
    em que, num contexto habitual,
    as pessoas estavam acostumadas a ouvir,
  • 9:07 - 9:11
    talvez, num outro contexto,
    quando ele falou feedback
  • 9:11 - 9:13
    e as pessoas não entenderam
    o que aquilo significava,
  • 9:13 - 9:15
    elas pararam
    de prestar atenção nele.
  • 9:15 - 9:19
    Elas entraram no processo
    de tentar ver o significado,
  • 9:19 - 9:22
    como você falou, os significados,
    os signos que estavam por trás disso.
  • 9:22 - 9:25
    Perfeito.
    Então, uma dica superimportante,
  • 9:25 - 9:27
    que tanto o Fabrício
    quanto o André trouxeram,
  • 9:27 - 9:29
    é a questão de entender
    com quem você está falando.
  • 9:29 - 9:33
    Entenda o seu público,
    adeque a sua linguagem
  • 9:33 - 9:37
    para que você não use termos técnicos
    que a pessoa talvez não vá entender.
  • 9:37 - 9:40
    Então, você se fazer entender
    também passa por isso, né,
  • 9:40 - 9:42
    você garantir que a pessoa
    vai entender os termos técnicos.
  • 9:42 - 9:46
    Se ela não conhecer os termos,
    você explicar durante a sua fala,
  • 9:46 - 9:48
    você deixar tudo
    de uma forma adequada
  • 9:48 - 9:51
    para que a pessoa consiga captar
    com clareza a sua mensagem,
  • 9:51 - 9:54
    não só com os signos
    que você vai passar,
  • 9:54 - 9:56
    com toda a questão semiótica,
    mas também a mensagem clara
  • 9:56 - 9:59
    que você quer deixar
    ali para a pessoa.
  • 9:59 - 10:01
    E aí, André, eu só queria
    entrar numa vereda
  • 10:01 - 10:04
    que não é tão organizacional assim,
    mas a questão dos pitches.
  • 10:04 - 10:08
    Nós temos apresentações
    que estão cada vez mais comuns
  • 10:08 - 10:09
    no mercado de trabalho.
  • 10:09 - 10:12
    São apresentações rápidas,
    geralmente discursos de vendas
  • 10:12 - 10:14
    que são usados
    para os mais diversos fins,
  • 10:14 - 10:17
    desde promover uma startup, você
    conseguir passar uma mensagem de venda
  • 10:17 - 10:21
    para captar recursos financeiros,
    ou mesmo vender um produto,
  • 10:21 - 10:23
    ou até mesmo em algumas competições
    que vemos em organizações,
  • 10:23 - 10:27
    que são realmente pitches, que são
    feitos para demonstrar o que foi construído.
  • 10:27 - 10:32
    E daí, o pitch, sendo algo que parece
    com a palavra, um pouco mais informal,
  • 10:32 - 10:35
    tem uma grande diferença
    da comunicação empresarial,
  • 10:35 - 10:36
    quando nós falamos
    da estrutura,
  • 10:36 - 10:39
    de nós garantirmos que a pessoa
    entenda a mensagem?
  • 10:39 - 10:42
    Existe alguma diferença
    clara na sua opinião?
  • 10:42 - 10:44
    Existe em termos.
  • 10:44 - 10:47
    Quando eu vou estruturar
    essas apresentações,
  • 10:47 - 10:50
    eu uso uma técnica
    de Stanford chamada AIM,
  • 10:50 - 10:52
    que é o acrônimo para audiência,
    intenção e mensagem.
  • 10:52 - 10:54
    Então, o primeiro passo é
    entender com quem eu estou falando.
  • 10:54 - 10:57
    Quem é essa pessoa,
    o que ela sabe, o que ela não sabe,
  • 10:57 - 10:59
    no que ela acredita,
    como ela pode resistir,
  • 10:59 - 11:02
    qual a melhor forma de eu resolver
    o problema que essa pessoa tem.
  • 11:02 - 11:05
    Segundo, o que eu quero
    com essa apresentação?
  • 11:05 - 11:08
    Então, se eu vou fazer
    uma apresentação de...
  • 11:08 - 11:11
    Sei lá, para apresentar
    os resultados para o meu diretor,
  • 11:11 - 11:15
    eu tenho uma intenção que é diferente
    de uma apresentação tipo pitch,
  • 11:15 - 11:18
    mas que, nessa estrutura,
    permanece a mesma coisa.
  • 11:18 - 11:22
    E nós chegamos na parte de mensagem,
    que é como você estrutura essa mensagem
  • 11:22 - 11:25
    de forma que você consiga
    atingir a sua intenção.
  • 11:25 - 11:28
    E aí sim eu acho
    que o pitch acaba tendo
  • 11:28 - 11:31
    um formato
    um pouco mais especial,
  • 11:31 - 11:34
    porque, quando estamos falando
    especialmente de levantamento de recursos,
  • 11:34 - 11:38
    uma das coisas que se espera é que você
    vá justificar retorno sobre investimento,
  • 11:38 - 11:44
    você precisa mostrar que está endereçando
    uma dor real, um problema real,
  • 11:44 - 11:47
    clareza sobre a sua proposta de valor,
    diferenciais competitivos.
  • 11:47 - 11:51
    E aí, claro, quanto maior o contexto
    de levantamento de recursos...
  • 11:51 - 11:55
    Uma coisa é eu pedir, por exemplo, 50 mil reais
    para o meu chefe para bancar um projeto.
  • 11:55 - 12:00
    Uma outra coisa, por exemplo,
    é eu levantar um Series C de 500 bilhões,
  • 12:00 - 12:03
    500 bilhões de dólares,
    num valuation de 1 bi.
  • 12:03 - 12:05
    Então, é muito
    diferente o contexto,
  • 12:05 - 12:08
    e aí vai estressar
    um pouco mais essa estrutura.
  • 12:08 - 12:11
    Mas, no fundo, eu acho
    que a estrutura é uma só.
  • 12:11 - 12:13
    Entenda com quem
    você está falando,
  • 12:13 - 12:15
    entenda o que você quer,
    e monte uma estrutura
  • 12:15 - 12:18
    que vai te levar mais
    perto do seu objetivo.
  • 12:18 - 12:22
    Daí eu entendo que implica,
    quando nós falamos de um pitch,
  • 12:22 - 12:25
    de uma startup fazendo um pitch
    para levantar uma rodada de investimento,
  • 12:25 - 12:28
    existe, é claro, uma carga emocional
    um pouco maior nessa comunicação,
  • 12:28 - 12:31
    porque o empreendedor
    está colocando em jogo ali
  • 12:31 - 12:34
    talvez o futuro da empresa dele,
    que ele tanto objetiva e sonha,
  • 12:34 - 12:35
    e dele mesmo
    como empreendedor.
  • 12:35 - 12:37
    E daí, Fabrício,
    eu tenho essa dúvida:
  • 12:37 - 12:38
    nos treinamentos
    que você faz,
  • 12:38 - 12:42
    nesse coaching todo que você também dá
    eventualmente para as pessoas,
  • 12:42 - 12:45
    para as pessoas que estão em organizações
    inseridas nesse contexto,
  • 12:45 - 12:49
    essa parte emocional precisa ser
    trabalhada com as pessoas?
  • 12:49 - 12:52
    Ou é só a parte da comunicação,
    são só as técnicas?
  • 12:52 - 12:54
    Em algum momento
    você tem que entrar
  • 12:54 - 12:57
    nessa vereda mais
    emocional da comunicação?
  • 12:57 - 13:00
    Essa pergunta é
    uma pergunta muito boa.
  • 13:00 - 13:04
    No meu ponto de vista,
    a emoção vem primeiro,
  • 13:04 - 13:06
    e depois a questão
    da comunicação,
  • 13:06 - 13:09
    porque nós começamos
    a olhar um pouco do processo.
  • 13:09 - 13:11
    Até analisando
    um pouco dos sistemas,
  • 13:11 - 13:16
    olhando para o nosso cérebro,
    sistema límbico, reptiliano e por aí vai,
  • 13:16 - 13:20
    nós percebemos que, muitas vezes,
    se a pessoa não estiver preparada
  • 13:20 - 13:22
    para lidar
    com a parte emocional,
  • 13:22 - 13:25
    falando um pouco não só
    do processo de inteligência emocional,
  • 13:25 - 13:28
    mas em saber ter uma resiliência,
    lidar bem com pressões,
  • 13:28 - 13:32
    a tendência, muitas vezes,
    é que a emoção vem à frente
  • 13:32 - 13:35
    de várias questões
    que a pessoa está fazendo.
  • 13:35 - 13:38
    Por exemplo, se a pessoa se deixa
    levar pela emoção no feedback,
  • 13:38 - 13:41
    por mais que ela entenda
    e conheça uma fórmula,
  • 13:41 - 13:44
    às vezes ela pode ser
    extremamente agressiva.
  • 13:44 - 13:46
    Essa pessoa às vezes tem
    medo de dar feedback.
  • 13:46 - 13:49
    Pode ser que ela fale,
    fale e fale, e não fale nada.
  • 13:49 - 13:53
    Então, falando de uma apresentação,
    como você acabou de trazer o exemplo,
  • 13:53 - 13:55
    pensando num pitch,
    seja para um empreendedor,
  • 13:55 - 13:58
    seja numa apresentação de resultados
    como o André tinha mencionado,
  • 13:58 - 14:01
    às vezes o processo
    de entender
  • 14:01 - 14:04
    como funciona o corpo e as emoções
    é muito interessante,
  • 14:04 - 14:07
    porque um dos aspectos que as pessoas
    às vezes não conseguem evitar,
  • 14:07 - 14:08
    quando elas vão
    passar a mensagem,
  • 14:08 - 14:11
    além da mensagem não estar clara
    e não ter uma estrutura,
  • 14:11 - 14:13
    é elas se deixarem levar
    por uma ansiedade,
  • 14:13 - 14:16
    que é muito comum
    muitas vezes.
  • 14:16 - 14:20
    Pode ser que a pessoa trave, pode ser
    que a pessoa comece a gaguejar,
  • 14:20 - 14:22
    e pode ser que ela não consiga
    passar a informação
  • 14:22 - 14:26
    que ela está querendo dizer
    de uma forma bem objetiva.
  • 14:26 - 14:28
    Se ela está olhando para a platéia
    ou para a audiência,
  • 14:28 - 14:31
    e alguém começa a olhar no celular
    ou alguém começa a abrir a boca,
  • 14:31 - 14:34
    se a pessoa não estiver
    muito segura, ela fala:
  • 14:34 - 14:35
    "Ih, será que eu
    estou agradando?".
  • 14:35 - 14:39
    E aí, só essa questão dessa dúvida
    pode gerar uma aceleração,
  • 14:39 - 14:42
    a pessoa começa a correr
    em sua apresentação.
  • 14:42 - 14:45
    Então, saber lidar com esse
    aspecto emocional
  • 14:45 - 14:47
    é um grande desafio
    na apresentação.
  • 14:47 - 14:50
    Uma técnica que eu tenho
    trabalhado muito com líderes etc.,
  • 14:50 - 14:51
    não só para isso,
    mas também para isso,
  • 14:51 - 14:56
    é como nós criamos conexão
    com a nossa emoção,
  • 14:56 - 14:59
    e, ao mesmo tempo, como
    lidamos com exercícios de respiração
  • 14:59 - 15:02
    que ajudam a direcionar
    essa questão,
  • 15:02 - 15:05
    principalmente de ansiedade,
    se a pessoa tem algum medo,
  • 15:05 - 15:07
    algum receio
    de falar em público,
  • 15:07 - 15:12
    ou de uma apresentação
    que ela sabe que vai ser avaliada.
  • 15:12 - 15:14
    Então, nós já falamos
    um pouco sobre a mensagem,
  • 15:14 - 15:17
    falamos um pouco do receptor e de conhecer
    um pouco quem é a sua audiência,
  • 15:17 - 15:20
    e agora estamos
    falando aqui dos entraves,
  • 15:20 - 15:22
    ou dos problemas que nós
    temos na comunicação,
  • 15:22 - 15:25
    que, inclusive, pode ser
    o medo de falar em público.
  • 15:25 - 15:28
    Isso é muito
    comum acontecer.
  • 15:28 - 15:30
    Ainda falando de mensagem,
    mas falando agora um pouco mais
  • 15:30 - 15:34
    da parte de problemas,
    vocês veem algum problema,
  • 15:34 - 15:37
    seja num pitch ou numa
    comunicação mais empresarial,
  • 15:37 - 15:40
    independentemente do contexto,
    em uma comunicação não clara?
  • 15:40 - 15:42
    Nós podemos pensar
    em vários exemplos, né?
  • 15:42 - 15:48
    Mas, enfim, a comunicação é importante
    nesse âmbito empresarial ou empreendedor
  • 15:48 - 15:51
    porque é realmente importante
    conseguirmos passar a nossa mensagem.
  • 15:51 - 15:53
    Mas vocês conseguem ver
    alguma problemática
  • 15:53 - 15:57
    em uma mensagem não clara
    ou em uma comunicação não efetiva,
  • 15:57 - 15:59
    para conseguirmos tangibilizar
    num exemplo aqui?
  • 15:59 - 16:02
    Só o tempo todo.
  • 16:02 - 16:03
    Eu acho que o maior
    problema que eu vejo
  • 16:03 - 16:05
    é que, as pessoas, quando
    vão fazer uma apresentação,
  • 16:05 - 16:08
    elas sempre vão com a ideia
    de "vamos começar do começo".
  • 16:08 - 16:11
    Aí você vai construindo
    de uma forma meio interativa,
  • 16:11 - 16:13
    até que você chegue
    em algum lugar.
  • 16:13 - 16:15
    O problema é que, normalmente,
    quando você faz isso,
  • 16:15 - 16:16
    você acaba chegando
    numa apresentação
  • 16:16 - 16:19
    que tem os conteúdos
    que você considera relevantes.
  • 16:19 - 16:22
    E aí você pode escolher
    o desdobramento disso.
  • 16:22 - 16:25
    O pessoal de produto faz
    uma apresentação pensada em produto,
  • 16:25 - 16:28
    o pessoal do financeiro faz
    uma apresentação pensada em financeiro.
  • 16:28 - 16:32
    E aí, quando você tem uma reunião
    interdepartamental, por exemplo, é o caos,
  • 16:32 - 16:34
    porque cada um vai apresentar
    sobre o que lhe interessa,
  • 16:34 - 16:39
    e o negócio acaba se estendendo
    por horas e horas, sem necessidade.
  • 16:39 - 16:42
    Uma coisa que poderia ter
    durado duas horas, dura cinco,
  • 16:42 - 16:45
    e todo mundo sai pensando que aquilo
    foi uma enorme perda de tempo.
  • 16:45 - 16:50
    Nós falamos de problemática
    da comunicação agora.
  • 16:50 - 16:54
    Vocês têm traçado, de cabeça,
    qual é o público de vocês
  • 16:54 - 16:57
    que tem maior demanda
    por treinamento comunicacional?
  • 16:57 - 16:59
    Tem um perfil específico?
  • 16:59 - 17:02
    São mais os liderados ou são
    mais os líderes realmente?
  • 17:02 - 17:05
    Ou são pessoas que têm que fazer
    apresentações para times?
  • 17:05 - 17:08
    Tem algum perfil
    de cabeça assim?
  • 17:08 - 17:11
    O que eu vejo é
    que um dos maiores problemas
  • 17:11 - 17:13
    que existem nas empresas
    é a comunicação,
  • 17:13 - 17:15
    e talvez nas relações,
    de uma forma geral.
  • 17:15 - 17:19
    Ainda pegando um pouco
    o que foi mencionado pelo André aqui,
  • 17:19 - 17:21
    eu vejo dois
    grandes problemas,
  • 17:21 - 17:25
    e talvez por isso várias audiências
    possam ser trabalhadas,
  • 17:25 - 17:27
    vários públicos
    diferentes nesse tema,
  • 17:27 - 17:29
    mas, talvez,
    com objetivos diferentes.
  • 17:29 - 17:32
    O primeiro é
    uma questão de óbvio.
  • 17:32 - 17:36
    Muitas vezes, as pessoas
    partem que o óbvio é óbvio.
  • 17:36 - 17:38
    Só que o óbvio,
    na minha visão, não existe.
  • 17:38 - 17:41
    Então, quando ela parte
    que o óbvio é óbvio,
  • 17:41 - 17:45
    ela faz uma comunicação
    e acredita que a outra pessoa
  • 17:45 - 17:47
    vai entender de qualquer jeito,
    porque aquilo é óbvio.
  • 17:47 - 17:51
    Só que ela está olhando a obviedade
    a partir do ponto de vista dela.
  • 17:51 - 17:54
    E aí vem o segundo problema,
    que é a questão de mindset.
  • 17:54 - 17:57
    Qual é o mindset da pessoa,
    qual o mindset do público,
  • 17:57 - 18:01
    qual o mindset daquelas pessoas
    com as quais eu vou falar.
  • 18:01 - 18:03
    Então, eu acho
    que um dos grandes desafios
  • 18:03 - 18:04
    dentro das organizações,
    das relações,
  • 18:04 - 18:06
    é nós podermos
    ampliar o mindset
  • 18:06 - 18:09
    e deixar um pouco o nosso
    mindset em standby,
  • 18:09 - 18:11
    deixar um pouco
    a nossa visão de mundo,
  • 18:11 - 18:14
    as nossas crenças, aquilo
    que é óbvio para nós, de lado,
  • 18:14 - 18:16
    e procurar entender mais
    do mundo do outro,
  • 18:16 - 18:18
    do mundo das outras pessoas.
  • 18:18 - 18:22
    Então, nesse sentido, nós podemos
    começar a fazer um direcionamento
  • 18:22 - 18:27
    do processo de comunicação,
    de focar menos em quem está falando
  • 18:27 - 18:31
    e centrar mais nas pessoas
    para as quais eu vou falar.
  • 18:31 - 18:33
    Então, nesse sentido,
    na sua pergunta,
  • 18:33 - 18:36
    dá para trabalhar
    de uma forma muito grande.
  • 18:36 - 18:38
    Por exemplo, eu já tenho feito
    muitos treinamentos de feedback
  • 18:38 - 18:42
    que muitas empresas pediam,
    de como dar feedback.
  • 18:42 - 18:45
    Tem até um livro que chama
    "Obrigado pelo Feedback",
  • 18:45 - 18:50
    que é o seguinte: às vezes não é
    só dar o feedback especificamente,
  • 18:50 - 18:53
    mas se as pessoas estão preparadas
    para receber o feedback.
  • 18:53 - 18:56
    Então, às vezes, se nós só treinarmos
    as pessoas para darem o feedback
  • 18:56 - 18:58
    e elas estiverem dando
    o feedback perfeitamente,
  • 18:58 - 19:01
    mas as pessoas estiverem vendo
    que o feedback é algo que poder ser,
  • 19:01 - 19:03
    entre aspas, só negativo
    na percepção delas,
  • 19:03 - 19:05
    não necessariamente é,
  • 19:05 - 19:07
    mas na percepção
    do que chega para a pessoa,
  • 19:07 - 19:09
    ela pode se fechar
    para aquele processo.
  • 19:09 - 19:11
    E a partir do momento que ela
    se fecha para aquele processo,
  • 19:11 - 19:13
    não adianta a fórmula
    perfeita do feedback
  • 19:13 - 19:15
    se a pessoa não
    está aberta para isso.
  • 19:15 - 19:19
    Então, às vezes é comum trabalhar
    o mesmo tema com públicos diferentes,
  • 19:19 - 19:20
    só que com abordagens
    diferentes,
  • 19:20 - 19:23
    olhando a partir dessa
    perspectiva de mindset
  • 19:23 - 19:24
    para ter uma coisa
    mais ampliada,
  • 19:24 - 19:27
    para as pessoas tomarem
    mais consciência disso.
  • 19:27 - 19:30
    André, você tem
    uma outra opinião?
  • 19:30 - 19:33
    Tenho, direcionando
    um pouco mais
  • 19:33 - 19:36
    para a sua pergunta de público,
    quem é a pessoa.
  • 19:36 - 19:38
    Eu penso muito...
    Eu sou amante do Pareto,
  • 19:38 - 19:41
    eu acho que esse negócio
    de 80/20, 20/80,
  • 19:41 - 19:44
    você gerar 80% de resultado
    com 20% de esforço é o que há.
  • 19:44 - 19:46
    E eu...
  • 19:46 - 19:48
    Assim, todo mundo
    precisa falar bem.
  • 19:48 - 19:51
    Comunicação é um problema
    em qualquer nível de uma organização.
  • 19:51 - 19:54
    Eu comecei a me perguntar
    onde isso dói mais
  • 19:54 - 19:56
    e onde isso tem
    maior valor agregado.
  • 19:56 - 19:59
    E depois de alguns testes,
    eu cheguei, basicamente,
  • 19:59 - 20:01
    em três tipos de público.
  • 20:01 - 20:04
    Um deles é um público
    de executivos.
  • 20:04 - 20:07
    A camada hierárquica mais alta,
    são pessoas extremamente competentes,
  • 20:07 - 20:09
    mas que não necessariamente
  • 20:09 - 20:12
    acompanham essa competência
    de fazer boas apresentações.
  • 20:12 - 20:13
    Isso é particularmente importante
  • 20:13 - 20:16
    em organizações que exploram
    bastante a imagem do executivo.
  • 20:16 - 20:18
    Então, você pega
    um SpaceX, por exemplo.
  • 20:18 - 20:20
    O Elon Musk, apesar de ser
    um engenheiro de formação,
  • 20:20 - 20:22
    é uma pessoa
    que se expressa muito bem,
  • 20:22 - 20:26
    e eles usam isso como ativo
    para conseguir explorar a imagem dele.
  • 20:26 - 20:27
    Então, esse é
    um caso que eu pego.
  • 20:27 - 20:30
    Tem um segundo caso, que vem
    para mim com uma certa frequência,
  • 20:30 - 20:32
    que é preparação
    de forças de vendas,
  • 20:32 - 20:35
    especialmente as que trabalham
    com vendas complexas.
  • 20:35 - 20:38
    Quando você tem um ciclo de vendas
    que dura 8 meses, 1 ano,
  • 20:38 - 20:41
    uma boa apresentação
    pode ser um fator determinante
  • 20:41 - 20:44
    para, primeiro, acabar
    com esse ciclo inteiro de vendas.
  • 20:44 - 20:47
    Às vezes você demorou 9 meses
    para chegar numa reunião com o diretor,
  • 20:47 - 20:50
    e uma apresentação malfeita
    destrói todo aquele trabalho.
  • 20:50 - 20:53
    Segundo, uma apresentação malfeita
    pode alongar esse ciclo de vendas
  • 20:53 - 20:55
    de maneira desnecessária.
  • 20:55 - 20:59
    E se você tem um portfólio muito
    amplo de produtos para oferecer,
  • 20:59 - 21:02
    uma boa apresentação também
    pode aumentar ticket médio.
  • 21:02 - 21:04
    Então, a força de vendas acaba
    sendo um negócio bem interessante.
  • 21:04 - 21:06
    E a terceira linha é
    a pessoa de marketing.
  • 21:06 - 21:08
    No marketing, eles
    entendem um pouco
  • 21:08 - 21:12
    da necessidade de você
    conversar sobre a mesma coisa
  • 21:12 - 21:14
    para diferentes públicos.
  • 21:14 - 21:17
    Especialmente o pessoal de trade,
    que acaba tendo um papel
  • 21:17 - 21:19
    um pouco mais estratégico,
  • 21:19 - 21:23
    vão passar de uma forma
    a apresentação para a força de vendas,
  • 21:23 - 21:25
    de uma outra forma
    para o financeiro,
  • 21:25 - 21:28
    de uma outra forma
    para o pessoal de gestão.
  • 21:28 - 21:30
    Então, eles sentem essa dor:
  • 21:30 - 21:33
    "Eu sinto que não dá certo.
    Eu preciso adaptar melhor".
  • 21:33 - 21:36
    Se eles têm estratégia para captação
    off-line, como eventos e congressos,
  • 21:36 - 21:37
    também funciona muito bem.
  • 21:37 - 21:40
    Então, são normalmente
    esses três públicos.
  • 21:40 - 21:41
    Olhe que interessante!
    Então, nós entendemos
  • 21:41 - 21:43
    que comunicação é
    algo que a empresa toda
  • 21:43 - 21:46
    tem que saber, e saber
    fazer bem-feito, né?
  • 21:46 - 21:48
    É muito importante que todo
    mundo saiba se comunicar,
  • 21:48 - 21:50
    mas que todo mundo também
    consiga receber um feedback,
  • 21:50 - 21:53
    consiga entender
    as mensagens de forma clara.
  • 21:53 - 21:55
    Mas nós também conseguimos
    afunilar um pouquinho
  • 21:55 - 21:59
    e pensar em alguns públicos
    que podem se beneficiar ainda mais,
  • 21:59 - 22:02
    pensando em máquina de vendas
    e pensando na empresa como um todo,
  • 22:02 - 22:04
    de uma boa comunicação,
    como o André também trouxe,
  • 22:04 - 22:07
    complementando
    a fala do Fabrício.
  • 22:07 - 22:08
    Então, bem interessante.
  • 22:08 - 22:12
    E também muito legal o exemplo
    que o André trouxe quanto ao Elon Musk,
  • 22:12 - 22:16
    assim como sabemos
    que o Steve Jobs, ex-CEO da Apple,
  • 22:16 - 22:19
    também tinha um poder
    comunicacional muito grande.
  • 22:19 - 22:22
    Nós sabemos que algumas pessoas
    se destacam para esse poder comunicacional,
  • 22:22 - 22:26
    assim como o Barack Obama
    fazia e faz até hoje.
  • 22:26 - 22:29
    Então, eu queria
    encerrar esse podcast
  • 22:29 - 22:31
    falando um pouco
    para as pessoas aqui
  • 22:31 - 22:33
    sobre algo que citamos
    na nossa fala inclusive,
  • 22:33 - 22:35
    que é o medo do palco.
  • 22:35 - 22:37
    As pessoas têm muito medo.
  • 22:37 - 22:38
    Tem alguns estudos, inclusive,
  • 22:38 - 22:40
    que falam que as pessoas têm
    mais medo de falar em público
  • 22:40 - 22:42
    do que da própria morte.
  • 22:42 - 22:44
    Então, as pessoas
    realmente tremem na base
  • 22:44 - 22:46
    na hora de fazer
    uma comunicação efetiva.
  • 22:46 - 22:50
    Então, eu queria saber se vocês
    têm alguma dica, bem rápida mesmo,
  • 22:50 - 22:52
    para quem tem
    medo do palco.
  • 22:52 - 22:54
    Eu sei que vocês já falaram
    de alguns pontos aqui,
  • 22:54 - 22:57
    mas se vocês puderem
    elencar um ponto de atenção
  • 22:57 - 22:58
    para uma comunicação
    mais efetiva,
  • 22:58 - 23:04
    para as pessoas terem menos medo
    desse momento da comunicação em público,
  • 23:04 - 23:07
    esse contexto mais aberto,
    vocês conseguiriam elencar um ponto?
  • 23:09 - 23:10
    Consigo te dar três.
  • 23:10 - 23:11
    Olhe só!
  • 23:12 - 23:16
    A primeira coisa é que o medo do palco
    é uma coisa que vem para mim,
  • 23:16 - 23:19
    especialmente com o B2C,
    da pessoa fazer uma apresentação TED,
  • 23:19 - 23:21
    e falar: "Meu Deus, André,
    pelo amor de Deus,
  • 23:21 - 23:23
    isso aqui vai ficar gravado
    pela eternidade
  • 23:23 - 23:24
    e eu não posso passar
    vergonha, me ajude".
  • 23:24 - 23:26
    Já está suando frio.
  • 23:26 - 23:31
    E a primeira coisa
    que eu percebi é treino.
  • 23:31 - 23:32
    Treino é fundamental.
  • 23:32 - 23:35
    Quanto mais treinado
    você estiver, melhor.
  • 23:35 - 23:38
    Então, não tem como
    você não treinar,
  • 23:38 - 23:40
    subir no palco e pensar
    que você vai arrasar.
  • 23:40 - 23:42
    O Steve Jobs,
    que você mencionou,
  • 23:42 - 23:47
    era superfamoso por ensaiar dezenas,
    quiçá centenas de vezes uma apresentação
  • 23:47 - 23:48
    até chegar à perfeição.
  • 23:48 - 23:52
    Então, se dava certo para ele,
    dá certo para você também.
  • 23:52 - 23:55
    A segunda coisa é: tenha clareza
    sobre o que você vai dizer.
  • 23:55 - 23:57
    Isso se conecta um pouco
    com o treino.
  • 23:57 - 24:00
    Muitas vezes, chegam para mim e falam:
    "Ah, André, morro de medo do palco".
  • 24:00 - 24:03
    Mas a pessoa não tem
    clareza do discurso,
  • 24:03 - 24:04
    e esse que é o problema.
  • 24:04 - 24:07
    Quando você está
    em cima de um palco,
  • 24:07 - 24:09
    você não vai necessariamente
    ter o feedback individual,
  • 24:09 - 24:11
    como conversando
    com uma pessoa.
  • 24:11 - 24:15
    A pessoa fez uma cara de dúvida,
    você se aprofunda um pouco, pergunta.
  • 24:15 - 24:16
    No palco você
    não tem isso.
  • 24:16 - 24:19
    Então, se você não tem uma linha
    de roteiro bastante clara na sua cabeça,
  • 24:19 - 24:23
    dificilmente você vai conseguir
    fazer o negócio fluir bem.
  • 24:23 - 24:28
    E a terceira dica que eu dou
    é: esteja no momento presente.
  • 24:30 - 24:33
    O medo do palco nada mais é
    do que uma projeção no futuro
  • 24:33 - 24:35
    de que vai dar ruim,
  • 24:35 - 24:37
    que você vai travar,
    que você vai gaguejar,
  • 24:37 - 24:40
    que você vai... "Meu Deus,
    esqueci tudo, deu branco".
  • 24:40 - 24:43
    E quando você está imerso
    no agora, nada disso importa.
  • 24:43 - 24:47
    Quando você está imerso no agora, você
    está totalmente imbuído de uma tarefa,
  • 24:47 - 24:49
    e ela simplesmente flui.
  • 24:49 - 24:51
    Então, as três dicas
    que eu dou são:
  • 24:51 - 24:54
    treine bastante, tenha clareza
    sobre o que você vai dizer
  • 24:54 - 24:56
    e esteja no momento presente.
  • 24:56 - 24:58
    Perfeito.
    Quer complementar, Fabrício?
  • 24:58 - 25:00
    Complemento.
    Vou em três também.
  • 25:00 - 25:01
    Daí fica no tripé aí.
  • 25:01 - 25:03
    Perfeito.
  • 25:03 - 25:07
    Complementando então, e conectando
    com o que o André trouxe,
  • 25:07 - 25:11
    a primeira, além de praticar,
    que também seria uma dica,
  • 25:11 - 25:13
    receber feedback da prática.
  • 25:13 - 25:17
    Então, se puder
    treinar sozinho é bom,
  • 25:17 - 25:19
    e também se puder
    reunir algumas pessoas,
  • 25:19 - 25:22
    treinar e pedir feedback,
    é excelente.
  • 25:22 - 25:26
    Vários treinamentos que eu trabalho
    e que eu também já participei
  • 25:26 - 25:28
    quando tem pessoas
    olhando, elas falam:
  • 25:28 - 25:32
    "Ah, o seu gestual, o seu olhar,
    você está olhando muito para baixo,
  • 25:32 - 25:33
    você fez uma cara
    assim, assado".
  • 25:33 - 25:35
    Isso ajuda muito
    a pessoa a se perceber
  • 25:35 - 25:37
    quando não estamos nos
    olhando numa apresentação.
  • 25:37 - 25:40
    Então, treinar e ter feedback
    eu acho que é uma das questões.
  • 25:40 - 25:45
    A segunda, além de ter toda a ideia
    do roteiro do que você vai falar,
  • 25:45 - 25:48
    mais ou menos estruturado
    ou bem estruturado,
  • 25:48 - 25:51
    é ter espaço
    para improviso.
  • 25:51 - 25:53
    Porque, muitas vezes, a pessoa
    está com o roteiro estruturado,
  • 25:53 - 25:56
    mas ela esquece alguma coisa
    e às vezes a platéia nem percebeu,
  • 25:56 - 25:57
    mas ela demonstra.
  • 25:57 - 26:00
    Às vezes até falando:
    "Esqueci..."
  • 26:00 - 26:01
    - Deu branco.
    - Deu branco.
  • 26:01 - 26:04
    A pessoa avisa a platéia
    que deu branco.
  • 26:04 - 26:07
    E, às vezes, se deu branco,
    são questões de segundos.
  • 26:07 - 26:13
    Então, até nisso, estar preparado
    no treino para improvisos,
  • 26:13 - 26:16
    para alguma coisa que você pode ir
    por um caminho e aí você desvia um pouco,
  • 26:16 - 26:18
    sem perder o foco, obviamente.
  • 26:18 - 26:22
    E o terceiro, para também conectar
    com a ideia de estar presente...
  • 26:22 - 26:28
    Você citou várias pessoas que são ótimas,
    conhecidas como ótimos comunicadores.
  • 26:28 - 26:32
    Uma das dicas é procurar
    identificar um arquétipo,
  • 26:32 - 26:34
    que seria uma imagem,
    ou pode ser uma pessoa
  • 26:34 - 26:39
    com a qual a pessoa que vai fazer
    a apresentação se identifique,
  • 26:39 - 26:41
    como se naquele momento
    que ela entrasse no palco
  • 26:41 - 26:45
    ela estivesse pegando emprestado
    aquela habilidade da pessoa.
  • 26:45 - 26:47
    Isso é muito comum.
  • 26:47 - 26:50
    O Tony Robbins, que é uma pessoa
    que trabalha com treinamentos
  • 26:50 - 26:54
    e é superconhecido, até na Netflix
    tem um documentário dele,
  • 26:54 - 26:57
    "Eu não sou seu guru",
    fala como ele entra em palco.
  • 26:57 - 26:58
    Ele entra em palco para duas,
    três mil pessoas.
  • 26:58 - 27:00
    Ele faz isso há anos,
  • 27:00 - 27:03
    e ele tem um ritual
    para entrar em palco.
  • 27:03 - 27:05
    Então, ele tem uma cama elástica
    que ele fica pulando.
  • 27:05 - 27:09
    É sério! Ele coloca
    a música, fica loucão,
  • 27:09 - 27:10
    dá um giro e entra.
  • 27:10 - 27:13
    Então, até ele que já está
    acostumado com isso,
  • 27:13 - 27:17
    superbem reconhecido,
    sempre que vai entrar no palco...
  • 27:17 - 27:20
    Às vezes, três dias,
    quatro dias de treinamento,
  • 27:20 - 27:22
    quando ele sai do palco,
    antes dele entrar de novo,
  • 27:22 - 27:23
    ele sempre faz isso.
  • 27:23 - 27:25
    Então, ter um arquétipo, né,
  • 27:25 - 27:27
    como você falou do Obama.
  • 27:27 - 27:29
    Não é para copiar, obviamente.
  • 27:29 - 27:31
    Cada um vai ter a sua
    essência no processo.
  • 27:31 - 27:33
    Mas pegar as coisas do Obama,
  • 27:33 - 27:36
    pegar as coisas do Steve Jobs,
    por exemplo, e de outros comunicadores
  • 27:36 - 27:39
    ou comunicadoras
    que a pessoa se identifique,
  • 27:39 - 27:42
    como se naquele momento que ela entrasse
    no palco, fosse fazer aquela apresentação,
  • 27:42 - 27:44
    estivesse pegando
    aquilo emprestado.
  • 27:44 - 27:46
    Perfeito.
    Dicas muito importantes aqui.
  • 27:46 - 27:49
    Nós falamos um pouco mais
    sobre comunicação humana.
  • 27:49 - 27:51
    Queria agradecer
    ao Fabrício pela presença.
  • 27:51 - 27:53
    Fabrício, obrigado
    por estar conosco hoje.
  • 27:53 - 27:55
    Eu que agradeço
    o convite, obrigado.
  • 27:55 - 27:57
    André, obrigado também
    pela sua presença.
  • 27:57 - 28:00
    É muito bom ter os comentários
    de vocês conosco hoje.
  • 28:00 - 28:01
    É um prazer.
  • 28:01 - 28:03
    Nós esperamos que,
    com essas dicas,
  • 28:03 - 28:05
    você consiga
    se comunicar ainda melhor,
  • 28:05 - 28:08
    seja na empresa
    ou no âmbito pessoal.
  • 28:08 - 28:10
    Nós nos vemos na próxima.
    Tchau, tchau.
Title:
LC CAP01 POD COMUNICACAO HUMANA
Video Language:
Portuguese, Brazilian
Duration:
28:13

Portuguese, Brazilian subtitles

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