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Rupert Sheldrake - The Science Delusion BANNED TED TALK

  • 0:19 - 0:24
    A ilusão da ciência é a crença que a ciência tem já todo o entendimento da natureza dos principios da realidade.
  • 0:25 - 0:27
    deixando apenas os detalhes para irem sendo preenchidos.
  • 0:27 - 0:31
    Esta é uma crença largamente espalhada na nossa sociedade.
  • 0:31 - 0:34
    É o género de sistema de crenças de pessoas que dizem
  • 0:34 - 0:36
    Não acredito em Deus! Eu acredito na ciência!
  • 0:36 - 0:41
    É um sistema de crenças que se espalhou
    actualmente pelo mundo inteiro.
  • 0:44 - 0:48
    Mas existe um conflito no seio da ciência como método de inquirição,
  • 0:48 - 0:53
    baseado na razão, evidência, hipótese e investigação colectiva.
  • 0:54 - 0:57
    E a ciência como um sistema de crenças ou uma visão do mundo.
  • 0:58 - 1:04
    Infelizmente a visão do mundo do ponto de vista da ciência, veio inibir e constringir
  • 1:04 - 1:08
    a livre inquirição que é verdadeira base do método científico.
  • 1:10 - 1:14
    Desde o século XIX, a ciência tem sido orientada sob um ponto
  • 1:14 - 1:17
    de vista de um sistema de crenças e uma
    visão do mundo
  • 1:17 - 1:22
    que é essencialmente a visão do Materialismo.
    Materialismo filosófico.
  • 1:23 - 1:28
    E as ciências são agora inteiramente subsidiárias
    da visão do mundo Materialista.
  • 1:30 - 1:35
    Penso que à medida que nos libertamos desta visão. A ciência
    será regenerada.
  • 1:36 - 1:42
    O que proponho no meu livro "A Ilusão da Ciência"
    que foi intitulado nos Estados Unidos "A Ciência Libertada"
  • 1:43 - 1:50
    é que peguem nos 10 dogmas ou pressupostos da ciência
    e os transformem em questões,
  • 1:50 - 1:55
    e que observem o quão bem eles se sustentam se olhados de forma cientifica.
  • 1:57 - 1:59
    Nenhum deles tem uma boa base sustentável.
  • 1:59 - 2:04
    O que vou fazer é primeiro, enumerar e descrever estes 10 dogmas
  • 2:04 - 2:08
    e terei tempo para entrar em mais detahes em um ou dois
    deles.
  • 2:09 - 2:13
    Essencialmente os dez dogmas que são a visão por defeito
    do mundo
  • 2:13 - 2:16
    da maioria das pessoas instruidas mudialmente são:
  • 2:16 - 2:21
    -1º "A natureza é mecânica" ou como uma máquina,
    o universo é como uma máquina,
  • 2:21 - 2:25
    animais e plantas são como máquinas, nós somos
    como máquinas.
  • 2:25 - 2:27
    De facto, nós somos máquinas.
  • 2:27 - 2:31
    Citando Richard Dawkins, Nós somos como "robots",
  • 2:31 - 2:34
    possuimos cérebros geneticamente programados como computadores.
  • 2:36 - 2:41
    -2º "A matéria é inconsciente", o universo inteiro
    é feito de matéria inconsciente.
  • 2:42 - 2:48
    Não existe consciência nas estrelas, nas galáxias, nos planetas, nos animais, nas plantas,
  • 2:48 - 2:52
    e por inerência não existe em nós também,
    se esta teoria fôr verdadeira.
  • 2:52 - 2:56
    Assim, grande quantidadde da Filosofia da mente, nos
    últimos cem anos
  • 2:56 - 3:00
    tem tentado provar que nós de facto não somos conscientes de todo.
  • 3:00 - 3:08
    Assim a matéria é inconsciente, então "As leis da natureza são fixas". Este é o 3º dogma.
  • 3:08 - 3:12
    As leis da natureza são as mesmas que
    existiam na altura do Big Bang
  • 3:12 - 3:14
    e serão sempre as mesmas para sempre.
  • 3:14 - 3:19
    Não apenas estas leis mas tambem as fixadas pela natureza, por isso lhes chamamos Constantes.
  • 3:20 - 3:25
    -4º Dogma. "A quantidade total de matéria e energia é sempre a mesma".
  • 3:26 - 3:31
    A quantidade total é imutável excepto no momento de expansão do Big Bang
  • 3:31 - 3:34
    quando houve alteração do nada para a existência num único instante.
  • 3:35 - 3:40
    O 5º dogma é o de que "A natureza é desprovida de propósito",
    não há qualquer propósito em toda a natureza
  • 3:40 - 3:46
    e o processo evolutivo não tem nem propósito
    ou direcção.
  • 3:47 - 3:54
    6º dogma: "A hereditariedade biológica é material",
    tudo o que herda está nos seus genes
  • 3:54 - 4:02
    ou em modificações epigenéticas dos genes, ou
    na herança citoplasmática. É material.
  • 4:03 - 4:08
    7º dogma: "As memórias estão armazenadas no cérebro como traços materiais."
  • 4:08 - 4:13
    De alguma forma todas as recordações estão armazenadas no cérebro
  • 4:14 - 4:16
    em terminações nervosas modificadas por processos quimicos. Ninguém sabe como isso funciona,
  • 4:16 - 4:20
    no entanto no mundo cientifico acredita-se que isso acontece no cérebro.
  • 4:22 - 4:25
    8º dogma: "A mente está contida dentro da sua cabeça."
  • 4:25 - 4:29
    Toda a sua consciência é resultado da actividade do cérebro
    e nada mais.
  • 4:30 - 4:37
    9º dogma, que resulta do 8º dogma:
    "Fenómenos psiquicos, tais como a telepatia, são impossíveis."
  • 4:37 - 4:40
    Pensamentos e intenções não podem ter
    efeitos à distância
  • 4:40 - 4:43
    porque a mente está contida dentro da sua cabeça.
  • 4:43 - 4:48
    Portanto qualquer evidência aparente, de telepatia ou outro fenomeno psiquico, é ilusória.
  • 4:49 - 4:55
    As pessoas acreditam apenas porque não sabem o suficiente sobre como funciona a estatistica,
  • 4:55 - 4:58
    ou se deixarem arrastar demasiado por coincidências ou por quererem tornar desejos em factos.
  • 5:00 - 5:02
    10º Dogma. "A medicina 'mecanicista' é a unica comprovada."
  • 5:04 - 5:08
    Esta é a razão pela qual os governos apenas financiam investigação em medicina "mecanicista".
  • 5:08 - 5:12
    e ignoram terapias alternativas e complementares.
  • 5:12 - 5:16
    estas são descartadas e impossiveis de resultar visto que não são "mecanicistas",
  • 5:16 - 5:22
    parecem resultar porque as melhoras viriam de qualquer forma ou devido ao efeito placebo.
  • 5:23 - 5:27
    Mas a medicina que realmente funciona é de facto
    a medicina mecanicista.
  • 5:28 - 5:34
    Bom, esta é a visão mundial por defeito que é suportada
    pela maioria das pessoas instruidas em todo o planeta.
  • 5:34 - 5:41
    É a base dos sistemas educacionais, dos serviço de saúde nacionais , dos Concelhos de investigação Médica,
  • 5:41 - 5:48
    governos... é a visão por defeito
    do mundo pelas pessoas instruidas.
  • 5:49 - 5:53
    Mas creio que qualquer um destes dogmas é muito questionável
  • 5:53 - 5:58
    E quando analisados, demonstra-se o seu desmoronamento.
  • 5:59 - 6:03
    Vou analisar a ideia que as "As leis da natureza
    estão fixadas".
  • 6:04 - 6:09
    Este é um resquicio duma antiga visão do mundo
    antes dos anos 60 quando surgiu a teoria do Big Bang.
  • 6:09 - 6:15
    Pensava-se que o universo era eterno e
    governado por leis matemáticas eternas.
  • 6:17 - 6:20
    Quando surgiu o Big Bang, essa presunção continuou
  • 6:20 - 6:27
    apesar do Big Bang revelar um universo radicalmente evolutivo ao longo dos seus 14 biliões de anos.
  • 6:27 - 6:31
    Crescendo e desenvolvendo-se, evoluindo ao longo dos seus 14 biliões de anos de vida.
  • 6:31 - 6:35
    Crescendo e arrefecendo, mais estruturas e
    padrões foram surgindo.
  • 6:36 - 6:41
    Mas a ideia corrente é que todas as leis da natureza foram
    completamente fixadas no momento do Big Bang,
  • 6:41 - 6:44
    tal como um "Código Napoleónico" cósmico (Código Civil Francês).
  • 6:44 - 6:46
    Citando o meu amigo Terence McKenna,
  • 6:47 - 6:52
    A ciência moderna é baseada no princípio: dêem-nos um milagre grátis e a ciência explicará o restante."
  • 6:52 - 6:56
    E o milagres grátis é o aparecimento de toda
    a matéria e energia do universo.
  • 6:56 - 7:00
    e todas as leis que o governam a partir do nada
    e do seu aparecimento num único instante.
  • 7:02 - 7:07
    Bem, num universo evolutivo porque não podem
    as próprias leis evoluir?
  • 7:08 - 7:14
    Afinal as leis humanas podem faze-lo, e a ideia das leis da
    natureza é baseada numa metáfora da lei humana.
  • 7:14 - 7:21
    É uma metáfora muito antropocêntrica: apenas humanos
    têm leis, de facto apenas sociedades civilizadas têm leis.
  • 7:21 - 7:23
    Como uma vez disse C.S. Lewis (Clive Staples Lewis),
  • 7:23 - 7:29
    "Dizer-se que uma pedra cai na Terra porque
    obedece a uma lei, isso faz dela um homem ou até um cidadão."
  • 7:29 - 7:33
    É uma metáfora à qual estamos tão habituados,
    que esquecemos que é uma metáfora.
  • 7:34 - 7:38
    Num universo evolutivo penso que uma muito melhor ideia
    é a da "ideia dos hábitos".
  • 7:38 - 7:43
    Penso que os hábitos da natureza evoluem,
    as regularidades da natureza são essencialmente habituais.
  • 7:45 - 7:49
    Esta foi uma ideia que avançou no inicio do século XX
  • 7:49 - 7:51
    pelo filósofo americano C. S. Peirce. (Charles Sanders Peirce)
  • 7:52 - 7:55
    E foi uma ideia que vários outros filosofos levaram em conta,
  • 7:55 - 8:00
    e que eu próprio desenvolvi numa hipótese cientifica.
  • 8:00 - 8:03
    A hipótese da Ressonância Mórfica.
  • 8:03 - 8:06
    que é a base dos hábitos evolutivos.
  • 8:07 - 8:11
    De acordo com esta hipótese, tudo na natureza
    tem uma espécie de memória colectiva.
  • 8:12 - 8:14
    A ressonância ocorre na base da similaridade.
  • 8:15 - 8:19
    Enquanto um jovem embrião de girafa cresce no ventre
    da sua mãe,
  • 8:19 - 8:24
    sintoniza-se na ressonância mórfica de anteriores girafas,
  • 8:24 - 8:28
    "alimenta-se" dessa memória colectiva, desenvolve-se como uma
    girafa,
  • 8:28 - 8:32
    comporta-se como uma girafa porque se alimenta dessa memória colectiva.
  • 8:32 - 8:37
    Tem de ter os genes certos para fazer as proteínas certas,
    mas os genes, na minha perspectiva, estão demasiado sobrevalorizados.
  • 8:37 - 8:44
    Eles apenas levam em conta as proteínas que o organismo
    consegue fazer, não o desenho, a forma, ou o comportamento.
  • 8:45 - 8:49
    Cada espécie tem uma espécie de memória colectiva. Até mesmo os cristais a têm.
  • 8:49 - 8:54
    Esta teoria prevê que se fôr criado de raiz uma nova espécie de cristal
  • 8:55 - 9:00
    na primeira vez que é criado, não existirá um hábito existente.
  • 9:00 - 9:05
    Mas uma vez cristalizado, então a próxima vez que fôr produzido terá a influência dos primeiros cristais
  • 9:05 - 9:11
    nos segundos em todo o mundo, pela ressonância mórfica
    e cristalizará um pouco mais fácil.
  • 9:11 - 9:14
    Da terceira vez existirá uma influência dos primeiros e segundos cristais.
  • 9:15 - 9:21
    Existem de facto boas evidências de que novos compostos
    ficam mais fáceis de cristalizar por todo o mundo,
  • 9:21 - 9:23
    tal como esta teoria prevê.
  • 9:23 - 9:28
    Também prevê que se treinarmos animais numa nova habilidade
  • 9:28 - 9:31
    por exemplo, ratos aprendem uma nova habilidade em Londres,
  • 9:31 - 9:35
    então por todo o mundo ratos da mesma raça
    aprenderão a mesma habilidade mais rapidamente
  • 9:35 - 9:37
    apenas porque os ratos a aprenderam aqui.
  • 9:37 - 9:41
    E surpreendentemente, existe já evidência de que isto ocorre actualmente.
  • 9:43 - 9:47
    De qualquer modo, esta é a minha "Hipótese da Ressonância Mórfica" na sua forma mais simplificada.
  • 9:47 - 9:51
    Tudo depende da evolução dos hábitos não de leis fixas.
  • 9:51 - 9:55
    Mas gostaria de debater também as constantes da natureza.
  • 9:55 - 9:59
    Porque estas, uma vez mais, são tidas como sendo constantes.
  • 9:59 - 10:04
    Coisas tais como a constante gravitacional, a velocidade da luz, são consideradas constantes fundamentais.
  • 10:05 - 10:07
    Mas são realmente constantes?
  • 10:08 - 10:11
    Bem, quando fiquei interessado nesta questão
    tentei descobrir.
  • 10:11 - 10:15
    Elas são apresentadas nos livros de física.
  • 10:15 - 10:20
    Os manuais de física listam as constantes fundamentais existentes e dão-nos os seus valores.
  • 10:20 - 10:24
    Ms eu queria saber se elas tinham mudado, assim consulltei os velhos manuais de física.
  • 10:24 - 10:28
    Fui ao Patent Office Library (Biblioteca de Patentes Londres)
  • 10:28 - 10:31
    o único local onde consegui encontrar
    os velhos volumes,
  • 10:31 - 10:36
    normalmente as pessoas jogam-nos fora, quando são publicados novos volumes.
  • 10:37 - 10:42
    Quando fiz isto descobri que a velocidade da luz
    decaiu entre 1928 e 1945 aproximadamente
  • 10:42 - 10:45
    cerca de 20 quilómetros por segundo.
  • 10:45 - 10:52
    É uma queda enorme porque são valores dados com margem de erro em fracções decimais de segundo.
  • 10:52 - 10:55
    E no entanto, os valores baixaram em todo o mundo
  • 10:55 - 10:59
    e todos obtiveram valores muito similares uns aos outros com pequenas margens de erro,
  • 10:59 - 11:03
    então em 1948 os valores voltaram a subir novamente,
  • 11:03 - 11:06
    e então as pessoas começaram a obter valores muito similares outra vez.
  • 11:08 - 11:11
    Fiquei muito intrigado com isto, e não conseguia fazer sentido disto,
  • 11:11 - 11:13
    então fui ver o responsável do Instituto de Metrologia
  • 11:13 - 11:16
    no National Physical Laboratory, em Teddington.
  • 11:17 - 11:21
    Metrologia é a ciência que mede as constantes.
  • 11:22 - 11:23
    E perguntei-lhe com respeito a isso, disse:
  • 11:23 - 11:29
    Que opinião tinham desta baixa no valor da velocidade da luz entre 1928 e 1945?
  • 11:29 - 11:31
    E ele disse, "Oh meu caro",
  • 11:31 - 11:36
    ele disse "descobriu um dos mais embaraçosos episódios da história das nossas ciências."
  • 11:36 - 11:42
    E eu disse "Pode a velocidade da luz ter caído, e ter havidos profundas implicações por esse facto?".
  • 11:43 - 11:47
    E ele disse, "Não, não, claro que não pode ter caído. É uma constante!"
  • 11:48 - 11:51
    -"Oh, então como explica o facto de que toda a gente ter notado essa
  • 11:51 - 11:54
    decaida durante esse período?"
  • 11:54 - 11:59
    "Terá sido porque manipularam os resultados para obter o que era esperado e que os outros estavam a obter também?"
  • 11:59 - 12:03
    e estas alterações não passam do produto da imaginação dos físicos?"
  • 12:04 - 12:07
    - "Nós não gostamos do usar a palavra 'manipular'."
  • 12:07 - 12:09
    Então eu disse
    "Que termo prefere então?"
  • 12:09 - 12:13
    Ele disse - "Bem, nós preferimos chamar-lhe fase de bloqueio intelectual."
  • 12:20 - 12:23
    Eu disse "Mas se isto tem sucedido até à data, como podemos saber se não acontece nos dias de hoje?"
  • 12:23 - 12:28
    ...e que os valores presentes não são produto de uma das fases de bloqueio intelectual?"
  • 12:28 - 12:30
    E ele disse, "Não. Nós sabemos que não é esse o caso."
  • 12:30 - 12:32
    Eu disse "Como sabemos?"
  • 12:32 - 12:36
    Ele disse - "Bem, nós resolvemos o problema."
    Eu disse - "Então mas como?"
  • 12:36 - 12:41
    Ele disse "Bem, nós fixamos a velocidade da luz por definição em 1972".
  • 12:41 - 12:43
    Eu disse: "Mas ainda assim, ela pode mudar..."
  • 12:44 - 12:48
    Ele disse, "Sim, mas não iremos saber porque definimos o metro em de acordo com a velocidade da luz,
  • 12:48 - 12:50
    assim as unidades mudam com ela."
  • 12:50 - 12:53
    E assim ele pareceu-me muito agradado com a solução visto que "tinham resolvido" o problema deles.
  • 12:57 - 12:59
    Mas eu disse "Então e acerca do Big G?" (Gravidade)
  • 12:59 - 13:04
    A constante gravitacional conhecida no meio pelo Big G, é escrita com um G maiúsculo.
  • 13:04 - 13:11
    É constante gravitacional universal de Newton. Tem variado mais de 1.3 % em anos recentes.
  • 13:13 - 13:17
    E parece variar de lugar para lugar e de tempos a tempos.
  • 13:17 - 13:23
    E ele disse, "bem há uma possibilidade de erros, e infelizmente há grandes erros com o Big G."
  • 13:24 - 13:28
    Eu disse "E se estiver realmente mudando, talvez esteja realmente mudando."
  • 13:29 - 13:33
    E então reparei como o faziam. O que acontece é que medem em diferentes laboratórios,
  • 13:33 - 13:37
    obtêm diferentes valores em dias diferentes, e depois fazem uma média.
  • 13:38 - 13:40
    E outros laboratórios ao redor do mundo fazem o mesmo
  • 13:40 - 13:42
    e obtêm normalmente médias diferentes.
  • 13:42 - 13:47
    Mas então o Comité Internacional de Metrologia reune-se a cada 10 anos ou coisa assim
  • 13:47 - 13:52
    e faz a média das médias dos laboratórios de todo o mundo e resulta o valor do Big G.
  • 13:52 - 13:57
    Mas e se G estiver actualmente flutuando? E se estiver mudando?
  • 13:57 - 14:02
    Existe já evidência actualmente de que muda ao longo do dia e ao longo do ano.
  • 14:02 - 14:07
    E se a Terra, à medida que se desloca através do ambiente galáctico, passa por manchas de matéria negra
  • 14:07 - 14:13
    ou outros factores ambientais que a podem alterar?
    Talvez todos eles mudem em conjunto.
  • 14:13 - 14:16
    E se estes valores sobem ou descem em conjunto?
  • 14:16 - 14:21
    Por mais de 10 anos eu tentei persuadir metrologistas a olharem para os dados em bruto.
  • 14:21 - 14:24
    De facto, estou tentando persuadi-los a colocarem-nos online na internet,
  • 14:24 - 14:27
    com as datas e as verdadeiras medições,
  • 14:27 - 14:32
    e verificar se estão correlacionados. Ver se estão todos elevados, e todos abaixo em momentos comuns.
  • 14:32 - 14:37
    Pode ser que assim se perceba que estão flutuando em conjunto e isso dir-nos-ía algo muito, muito interessante.
  • 14:37 - 14:41
    Mas ainda ninguém fez isto, eles não o fizeram porque G é uma constante.
  • 14:41 - 14:43
    Não faz sentido procurar alteraçoes.
  • 14:43 - 14:49
    Aqui está um simples exemplo onde a presução dogmática de facto inibe a inquirição cientifica.
  • 14:49 - 14:54
    Acredito que as constantes podem variar muito consideravelmente.
  • 14:54 - 14:57
    Dentro de limites razoáveis, mas todas podem estar variando.
  • 14:57 - 15:02
    E penso que o dia virá quando jornais cientifícos como a "Nature" publicarão relatórios semanais com variação das constantes
  • 15:02 - 15:05
    tal como como as cotações da bolsa nos jornais.
  • 15:05 - 15:12
    "Esta semana Big G estava ligeiramente acima, a carga do electrão abaixo, e a velocidade da luz permanecia estável"
  • 15:12 - 15:13
    e por aí em diante.
  • 15:16 - 15:25
    Esta é uma área, apenas uma área onde pensar menos dogmaticamente poderia abrir as portas a outras coisas.
  • 15:25 - 15:28
    Uma das maiores áreas é a natureza da mente,
  • 15:28 - 15:31
    este é o maior problema por resolver como Graham (Grahm Hancock) o disse tão bem.
  • 15:32 - 15:35
    A ciência simplesmente não consegue lidar com o facto de que somos seres conscientes.
  • 15:37 - 15:41
    E não consegue lidar com o facto de que os nossos pensamentos parecem não estar dentro dos nossos cérebros.
  • 15:43 - 15:46
    Nossas experiências não parecem passar-se todas dentro do nosso cérebro.
  • 15:46 - 15:50
    A vossa imagem de mim agora, parece não estar no vosso cérebro.
  • 15:50 - 15:54
    No entanto a versão oficial é que existe um pequeno Rupert algures dentro da sua cabeça
  • 15:54 - 15:57
    e tudo o mais nesta sala está dentro da sua cabeça.
  • 15:57 - 15:59
    A sua experiência está dentro do seu cérebro.
  • 16:00 - 16:04
    Na verdade estou sugerindo que a visão envolve uma projecção de imagens de dentro para fora,
  • 16:04 - 16:07
    o que está vendo está na sua mente, mas não dentro da sua cabeça.
  • 16:08 - 16:12
    As nossas mentes estendem-se para além dos nossos cérebros no simples acto da percepção.
  • 16:13 - 16:19
    Penso que projectamos as imagens que estamos vendo e estas imagens tocam o que estamos a olhar.
  • 16:19 - 16:24
    Se eu olhar para si por detrás, não saberá que estou a faze-lo. Isso poderá afecta-lo?
  • 16:24 - 16:26
    Pode sentir o meu olhar a observa-lo?
  • 16:26 - 16:29
    Há grandes evidências de que as pessoas conseguem senti-lo.
  • 16:29 - 16:32
    A sensação de estar a ser observado é uma experiência extremamente comum,
  • 16:32 - 16:36
    e recente pesquisa experimental actualmente sugere que o fenómeno é real.
  • 16:37 - 16:38
    Os animais parecem ter essa percepção também.
  • 16:39 - 16:42
    Penso que provavelmente evoluiu no contexto das relações entre predador e presa.
  • 16:42 - 16:47
    Animais predados conseguem sentir-se observados pelo predador e sobrevivem além dos que os que não a sentem.
  • 16:47 - 16:53
    Isto conduziria a toda uma nova forma de pensar as relações ecológicas entre predadores e presas,
  • 16:53 - 16:55
    e também acerca da extensão das nossas mentes.
  • 16:55 - 17:01
    Se olharmos para as estrelas distantes, penso que as nossas mentes se elevarão no sentido de tocar essas estrelas
  • 17:01 - 17:05
    e literalmente estender-se por essas diferentes distâncias astronómicas.
  • 17:05 - 17:08
    Elas não estão apenas dentro das nossas cabeças.
  • 17:08 - 17:13
    Pode parecer agora assombroso que este seja um tema de debate no século XXI.
  • 17:13 - 17:17
    Sabemos tão pouco acerca das nossas próprias mentes que, onde se encontram estas imagens,
  • 17:17 - 17:21
    é um tópico de debate no âmbito dos estudos sobre a consciência nesste momento.
  • 17:22 - 17:28
    Nao tenho tempo para comentar mais nenhum destes dogmas, mas qualquer deles é questionável.
  • 17:28 - 17:32
    Se os questionamos, novas formas de pesquisa e novas possibilidades surgirão.
  • 17:33 - 17:38
    E penso à medida que questionamos estes dogmas que por tanto tempo serviram de suporte à ciência actual,
  • 17:39 - 17:42
    a ciência sofrerá um re-florescimento, uma Renascencça.
  • 17:43 - 17:45
    Sou um crente total na importância da ciência.
  • 17:45 - 17:49
    Empenhei toda a minha vida como cientista de pesquisa, toda a minha carreira.
  • 17:50 - 17:55
    Mas penso que ir para além destes dogmas, a ciência pode ser regenerada.
  • 17:55 - 17:59
    Mais uma vez esta se tornará interessante, e espero, e nos fará sentir positivos em relação à vida.
  • 17:59 - 18:00
    Obrigado.
Title:
Rupert Sheldrake - The Science Delusion BANNED TED TALK
Description:

TED decidiu censurar Rupert e removeu este video do seu canal do youtube. Siga este link para a declaração do TED sobre este assunto e a resposta do Dr. Sheldrake: http://blog.ted.com/2013/03/14/open-for-discussion-graham-hancock-and-rupert-sheldrake/

Rupert Sheldrake, Ph.D. (nasceu28 June 1942) é um biologo e autor de mais de 80 papéis cientificos e dez livros. Um passado Research Fellow of the Royal Society, estudou ciências naturais em Cambridge University,onde foi Scholar of Clare College, recebeu o grau honorifico de uma dupla primeira classe e foi agraciado com o University Botany Prize. Estudou filosofia e história da ciência na Harvard University, onde foi Frank Knox Fellow, antes de retornar a Cambridge,onde obteve Ph.D. em bioquímica.
Ele foi Fellow of Clare College, Cambridge, onde foi Director de Estudos em bioquímica e biologia celular. Como Rosenheim Research Fellow da Royal Society, ele desenvolveu pesquisa no desevolvimento das planatas eenvelhecimento celular no Departamento de Bioquimica da Cambridge University.

Enquanto em Cambridge, em conjunto com Philip Rubery, descobriu o mecanismo de transporte polar auxin, o processo pelo qual a hormona auxin da planta e transportada dos rebentos até às raízes.

De 1968 a 1969, based in the Botany Department of the University of Malaya, Kuala Lumpur, he studied rain forest plants. From 1974 to 1985 he was Principal Plant Physiologist and Consultant Physiologist at the International Crops Research Institute for the Semi-Arid Tropics (ICRISAT) in Hyderabad, India, where he helped develop new cropping systems now widely used by farmers. While in India, he also lived for a year and a half at the ashram of Fr Bede Griffiths in Tamil Nadu, where he wrote his first book, A New Science of Life.

From 2005-2010 he was the Director of the Perrott-Warrick Project funded from Trinity College,Cambridge. He is a Fellow of Schumacher College , in Dartington, Devon, a Fellow of the Institute of Noetic Sciences near San Francisco, and a Visiting Professor at the Graduate Institute in Connecticut.

He lives in London with his wife Jill Purce www.healingvoice.com and two sons.

He has appeared in many TV programs in Britain and overseas, and was one of the participants (along with Stephen Jay Gould, Daniel Dennett, Oliver Sacks, Freeman Dyson and Stephen Toulmin) in a TV series called A Glorious Accident, shown on PBS channels throughout the US. He has often taken part in BBC and other radio programmes. He has written for newspapers such as the Guardian, where he had a regular monthly column, The Times, Sunday Telegraph, Daily Mirror, Daily Mail, Sunday Times, Times Educational Supplement, Times Higher Education Supplement and Times Literary Supplement, and has contributed to a variety of magazines, including New Scientist, Resurgence, the Ecologist and the Spectator.

Books by Rupert Sheldrake:
A New Science of Life: The Hypothesis of Formative Causation (1981). New edition 2009 (in the US published as Morphic Resonance)
The Presence of the Past: Morphic Resonance and the Habits of Nature (1988)
The Rebirth of Nature: The Greening of Science and God (1992)
Seven Experiments that Could Change the World: A Do-It-Yourself Guide to Revolutionary Science (1994) (Winner of the Book of the Year Award from the British Institute for Social Inventions)
Dogs that Know When Their Owners are Coming Home, and Other Unexplained Powers of Animals (1999) (Winner of the Book of the Year Award from the British Scientific and Medical Network)
The Sense of Being Stared At, And Other Aspects of the Extended Mind (2003)

With Ralph Abraham and Terence McKenna:
Trialogues at the Edge of the West (1992), republished as Chaos, Creativity and Cosmic Consciousness (2001)
The Evolutionary Mind (1998)

With Matthew Fox:
Natural Grace: Dialogues on Science and Spirituality (1996)
The Physics of Angels: Exploring the Realm Where Science and Spirit Meet (1996)

http://www.sheldrake.org/

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Video Language:
English
Duration:
18:20

Portuguese subtitles

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