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Vamos limpar o lixo espacial que orbita a Terra | Natalie Panek | TEDxToronto

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    Nossas vidas dependem
    de um mundo que não enxergamos.
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    Reflita sobre sua semana até hoje.
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    Você assistiu à TV, usou o GPS,
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    viu a previsão do tempo
    ou até mesmo fez uma refeição?
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    Todas essas coisas
    que fazemos no dia a dia
  • 0:21 - 0:24
    dependem, direta ou indiretamente,
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    de satélites.
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    E embora subestimemos
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    os serviços fornecidos por satélites,
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    eles merecem nossa atenção
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    devido à marca que eles estão deixando
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    no espaço que ele ocupam.
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    Pessoas ao redor do mundo
    dependem de satélites todos os dias
  • 0:41 - 0:45
    para informação, entretenimento
    e para se comunicar.
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    Há monitoramento ambiental e agrícola,
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    conexão à Internet, navegação.
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    Os satélites contribuem inclusive
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    na operação dos mercados
    financeiro e de energia.
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    Porém esses satélites
    dos quais dependemos dia após dia
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    possuem uma vida limitada.
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    Eles podem ficar sem combustível,
  • 1:04 - 1:05
    podem parar de funcionar,
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    ou podem simplesmente
    chegar ao fim da sua missão.
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    Nesse momento, esses satélites
    se tornam lixo espacial,
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    poluindo o ambiente orbital.
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    Uma abordagem que possibilite
    práticas sustentáveis no espaço
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    é necessária.
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    Como o descarte de satélites inoperantes,
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    ou a limpeza de entulhos.
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    Caso contrário, o espaço continuará
    sendo nosso depósito de lixo invisível.
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    Eu sempre ouço: "O espaço é grande,
    há lugar suficiente lá em cima.
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    Por que tomar providências?"
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    E para responder essa pergunta,
    quero que imagine um cenário.
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    Você está dirigindo na estrada
    em um dia lindo e ensolarado
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    resolvendo algumas coisas.
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    Com a música no último volume,
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    as janelas abaixadas,
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    os cabelos ao vento.
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    Parece bom, não?
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    Tudo corre perfeitamente
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    até que, de repente, seu carro
    dá um solavanco e para
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    bem no meio da estrada.
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    Naquele momento de pânico,
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    você olha para o painel do carro
    procurando por algo errado.
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    E então percebe que o indicador
    de combustível indica tanque vazio.
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    Está sem gasolina.
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    O que você faz?
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    Você pega o celular para chamar ajuda.
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    Mas, de repente, você se lembra
    que o carro que comprou
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    nunca poderia ser consertado
    se uma peça quebrasse,
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    ou reabastecido se acabasse combustível.
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    Ele simplesmente não era projetado assim.
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    Agora, você não tem escolha
    senão abandonar seu carro
  • 2:32 - 2:34
    e deixá-lo na estrada.
  • 2:35 - 2:36
    Talvez tenha sorte suficiente
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    e seja capaz de movê-lo para o acostamento
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    a fim de tirá-lo do meio
    de outros veículos.
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    Algumas horas atrás,
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    seu carro era uma máquina útil
    da qual você dependia em seu cotidiano.
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    Agora, ele é um pedaço inútil de metal
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    ocupando espaço em uma
    valiosa rede de trasporte.
  • 2:55 - 2:59
    E imagine rodovias internacionais,
    todas abarrotadas de veículos quebrados
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    que estão apenas congestionando o caminho.
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    Imagine os entulhos que estariam
    espalhados por todo o lugar
  • 3:05 - 3:07
    se houvesse uma colisão,
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    milhares de pequenos destroços
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    se tornando novos obstáculos.
  • 3:12 - 3:16
    Este é o paradigma
    da indústria de satélites.
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    Satélites que já não funcionam mais
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    muitas vezes ainda permanecem
    em órbita por muitos e muitos anos
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    ou somente são retirados do caminho,
    como uma solução temporária.
  • 3:26 - 3:28
    E não há leis internacionais no espaço
  • 3:28 - 3:31
    que nos obriguem a limpar
    depois de usarmos.
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    Sem o descarte de satélites inoperantes,
  • 3:33 - 3:36
    ou a tomada de medidas
    para a limpeza de destroços,
  • 3:36 - 3:39
    já somos poluidores do espaço sideral.
  • 3:39 - 3:43
    E isso acontece principalmente
    porque todos nós aqui
  • 3:43 - 3:46
    dependemos dos serviços
    providos por satélites,
  • 3:46 - 3:49
    sem realmente entender
    os impactos de seu uso.
  • 3:49 - 3:53
    Se queremos continuar usando nossos
    celulares, vendo a previsão do tempo,
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    e muitas outras comodidades tecnológicas
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    proporcionadas pelos satélites,
  • 3:59 - 4:01
    precisamos ter um plano de limpeza.
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    O primeiro satélite do mundo, Sputnik I,
  • 4:05 - 4:07
    foi lançado em 1957,
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    e naquele ano, houve um total
    de apenas três tentativas de lançamento.
  • 4:11 - 4:15
    Décadas mais tarde, e dezenas
    de países por todo o mundo
  • 4:15 - 4:18
    puseram milhares de satélites em órbita,
  • 4:18 - 4:22
    e a frequência de lançamentos
    só vai aumentar no futuro,
  • 4:22 - 4:25
    especialmente se considerarmos
    coisas como a possibilidade
  • 4:25 - 4:28
    de lançamento de constelações
    com mais de 900 satélites.
  • 4:29 - 4:31
    Mandamos satélites para diferentes órbitas
  • 4:31 - 4:33
    dependendo da necessidade.
  • 4:33 - 4:36
    Um dos lugares mais comuns
    de enviarmos satélites
  • 4:36 - 4:37
    é a órbita terrestre baixa,
  • 4:37 - 4:42
    possivelmente para fotografar a superfície
    da Terra a até 2 mil km de altitude.
  • 4:42 - 4:46
    Os satélites lá são naturalmente
    armazenados pela atmosfera da Terra,
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    assim, suas órbitas naturalmente decaem,
  • 4:48 - 4:50
    e por fim, eles se desintegram,
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    provavelmente dentro de algumas décadas.
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    Outro lugar comum a que mandamos satélites
  • 4:55 - 4:57
    é para a órbita geoestacionária
  • 4:57 - 4:59
    a 35 mil km de altitude.
  • 5:00 - 5:04
    Lá, os satélites permanecem
    no mesmo lugar conforme a Terra gira,
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    tornando comunicações ou transmissões
    televisivas possíveis, por exemplo.
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    Satélites situados em órbitas elevadas
    como esses poderiam ficar lá por séculos.
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    E então há a órbita chamada "o cemitério",
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    as nefastas órbitas
    de refugo ou de descarte,
  • 5:20 - 5:24
    onde alguns satélites são colocados
    intencionalmente ao final de suas vidas
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    para que fiquem fora do caminho
    de órbitas operacionais comuns.
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    Dos quase 7 mil satélites
    lançados desde o final da década de 1950,
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    apenas um em cada sete
    está atualmente em funcionamento,
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    e além dos satélites que já não operam,
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    há também centenas de milhares
    de entulhos do tamanho de uma bola de gude
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    e milhões de pequenos fragmentos
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    que também orbitam em torno da Terra.
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    O lixo espacial é de grande risco
    para missões espaciais,
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    assim como é para os satélites
    de que dependemos todos os dias.
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    Pelo fato de resíduos e lixos espaciais
    terem se tornado tão preocupantes,
  • 6:00 - 6:03
    têm havido alguns esforços
    nacionais e internacionais
  • 6:03 - 6:04
    para desenvolver padrões técnicos
  • 6:04 - 6:07
    para nos ajudar a reduzir a geração
    de resíduos adicionais.
  • 6:08 - 6:10
    Por exemplo, há recomendações
  • 6:10 - 6:12
    para naves situadas
    na órbita baixa terrestre
  • 6:12 - 6:15
    serem programadas para sair de órbita
    em menos de 25 anos,
  • 6:15 - 6:18
    mas isso ainda é muito tempo,
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    especialmente se o satélite
    não funciona há anos.
  • 6:22 - 6:25
    Há também decisões para naves
    geoestacionárias inoperantes
  • 6:25 - 6:27
    serem movidas para uma órbita de descarte.
  • 6:28 - 6:31
    Mas nenhuma dessas orientações
    está vinculada a leis internacionais,
  • 6:31 - 6:36
    e o acordo é que elas serão implementadas
    por meio de mecanismos nacionais.
  • 6:36 - 6:39
    Essas orientações não são a longo prazo,
  • 6:39 - 6:40
    elas não são proativas,
  • 6:40 - 6:43
    nem se destinam aos resíduos
    que já estão lá em cima.
  • 6:43 - 6:47
    Elas somente se destinam a limitar
    a criação futura de destroços.
  • 6:48 - 6:51
    O lixo espacial não é
    responsabilidade de ninguém.
  • 6:52 - 6:55
    Eu cresci com uma grande
    apreciação pelo ar livre
  • 6:55 - 6:59
    e com um sentido apurado de nosso rastro
    nos ambientes com os quais interagimos.
  • 6:59 - 7:01
    Um dos códigos primordiais
    da conduta externa
  • 7:01 - 7:03
    é a política de "não deixar vestígios"
  • 7:03 - 7:07
    em que demonstramos cuidado
    e respeito pela natureza na Terra,
  • 7:07 - 7:10
    fazendo a nossa parte
    para proteger nossos recursos.
  • 7:10 - 7:13
    Aqui na Terra é um pouco
    mais fácil notar o desperdício
  • 7:13 - 7:15
    em nosso meio-ambiente.
  • 7:15 - 7:17
    Vemos o lixo em nossas ruas,
  • 7:17 - 7:20
    em nossos bairros e até em nossos oceanos.
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    O ambiente orbital não é diferente:
  • 7:23 - 7:26
    ele demanda nosso cuidado, nossa atenção
  • 7:26 - 7:29
    e nossa administração.
  • 7:29 - 7:32
    Pois o espaço é simplesmente um tipo
    diferente de ambiente selvagem
  • 7:32 - 7:34
    que precisamos proteger.
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    Precisamos de uma política
    de "não deixar vestígios"
  • 7:36 - 7:40
    que se estenda por todo
    o ambiente orbital e além.
  • 7:40 - 7:43
    Incentivar um senso coletivo
    de responsabilidade
  • 7:43 - 7:45
    pode nos ajudar a reduzir nosso impacto.
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    O Monte Everest
    é uma comparação interessante
  • 7:49 - 7:52
    para uma nova abordagem
    sobre como interagimos com nosso ambiente,
  • 7:52 - 7:55
    uma vez que frequentemente
    recebe a honra duvidosa
  • 7:55 - 7:58
    de ser o depósito de lixo
    mais alto do mundo.
  • 7:59 - 8:02
    Décadas depois da primeira conquista
    do pico mais alto do mundo,
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    toneladas de lixo deixados por alpinistas
  • 8:04 - 8:06
    começaram a criar preocupações,
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    e você pode ter lido notícias
    de que há especulações
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    de que o Nepal irá reprimir alpinistas
  • 8:11 - 8:15
    com a aplicação de penalidades
    e obrigações legais.
  • 8:16 - 8:18
    A ideia, é claro, é convencer alpinistas
  • 8:18 - 8:20
    a limpar o lixo deixado por eles mesmos,
  • 8:20 - 8:25
    e talvez organizações sem fins lucrativos
    paguem alpinistas que recolham lixo extra,
  • 8:25 - 8:29
    ou expedições organizem
    viagens voluntárias de limpeza.
  • 8:29 - 8:32
    E ainda, muitos alpinistas acham
  • 8:32 - 8:35
    que grupos independentes
    deveriam policiar a si mesmos.
  • 8:35 - 8:38
    Não há uma resposta fácil ou simples,
  • 8:38 - 8:41
    e até mesmo esforços de conservação
    bem-intencionados
  • 8:41 - 8:43
    se deparam com problemas.
  • 8:43 - 8:47
    Mas isso não significa que não deveríamos
    fazer tudo ao nosso alcance
  • 8:47 - 8:50
    para proteger os ambientes
    dos quais dependemos,
  • 8:51 - 8:55
    e assim como o Everest, a distância
    e a infraestrutura inadequada
  • 8:55 - 8:56
    do ambiente orbital
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    torna o descarte de lixo
    um grande desafio.
  • 8:59 - 9:02
    No entanto, não podemos mais
    atingir novos patamares
  • 9:02 - 9:05
    e criar um depósito de lixo ainda maior,
  • 9:05 - 9:07
    um que esteja fora desse mundo.
  • 9:08 - 9:10
    A realidade do espaço
  • 9:10 - 9:12
    é que se um componente de satélite quebra,
  • 9:12 - 9:15
    há poucas chances de reparos,
  • 9:15 - 9:17
    e somente a um alto custo.
  • 9:18 - 9:21
    E se fôssemos mais espertos em relação
    a como desenvolvemos satélites?
  • 9:21 - 9:23
    E se todos os satélites,
  • 9:23 - 9:25
    independentemente do país
    em que foram construídos,
  • 9:25 - 9:27
    tiverem que ser padronizados
    de alguma forma
  • 9:27 - 9:30
    para reciclar, reparar
  • 9:30 - 9:31
    ou sair de órbita?
  • 9:32 - 9:35
    E se realmente houvesse
    leis internacionais
  • 9:35 - 9:38
    que forçassem o descarte de satélites
  • 9:38 - 9:40
    em vez de tirá-los do caminho
  • 9:40 - 9:42
    como uma solução temporária?
  • 9:43 - 9:46
    Ou talvez os fabricantes de satélites
    precisem fazer um depósito
  • 9:46 - 9:48
    para lançar um satélite em órbita,
  • 9:48 - 9:50
    e aquele depósito somente seria devolvido
  • 9:50 - 9:53
    se o satélite fosse eliminado
    adequadamente
  • 9:53 - 9:56
    ou se eles limpassem
    uma certa parcela de destroços.
  • 9:57 - 9:59
    Ou talvez um satélite precise
    ter tecnologia a bordo
  • 9:59 - 10:01
    para ajudar a acelerar a saída de órbita.
  • 10:02 - 10:04
    Há alguns sinais animadores.
  • 10:04 - 10:09
    O TechDemoSat-1 do Reino Unido,
    lançado em 2014, por exemplo,
  • 10:09 - 10:11
    foi desenvolvido para descarte efetivo
  • 10:11 - 10:13
    por meio de uma pequena vela de arrasto.
  • 10:13 - 10:15
    Isso funciona para esse satélite,
    por ser pequeno,
  • 10:15 - 10:19
    mas satélites que estão em órbitas
    maiores ou mais altas
  • 10:19 - 10:22
    ou simplesmente são grandes,
    do tamanho de um ônibus escolar,
  • 10:22 - 10:24
    exigirão outras opções de descarte.
  • 10:24 - 10:27
    Então, talvez, você veja coisas
    como lêiseres de alta potência
  • 10:27 - 10:29
    ou rebocadores utilizando redes ou cabos,
  • 10:29 - 10:32
    por mais doidas que pareçam por enquanto.
  • 10:32 - 10:34
    E então, uma possibilidade bem legal
  • 10:34 - 10:38
    é a ideia de guinchos
    ou mecânicos espaciais.
  • 10:38 - 10:39
    Imagine se um braço robótico
  • 10:39 - 10:41
    em um tipo de guincho espacial
  • 10:41 - 10:44
    pudesse reparar componentes
    quebrados em um satélite,
  • 10:44 - 10:46
    tornando-os utilizáveis novamente.
  • 10:46 - 10:48
    Ou se aquele mesmo braço robótico
  • 10:48 - 10:51
    pudesse reabastecer uma nave espacial
  • 10:51 - 10:53
    que depende de propulsão química
  • 10:53 - 10:56
    assim como você ou eu reabastecemos
    o combustível dos nossos carros?
  • 10:57 - 10:58
    Raparos e manutenções robóticas
  • 10:58 - 11:02
    poderiam estender a vida de centenas
    de satélites que orbitam a Terra.
  • 11:03 - 11:06
    Independentemente da opção de descarte
    ou limpeza que encontrarmos,
  • 11:06 - 11:09
    é evidente que esse não é só
    um problema técnico.
  • 11:09 - 11:14
    Há também complexas leis espaciais
    e políticas que temos que resolver.
  • 11:14 - 11:19
    Resumindo, ainda não encontramos um jeito
    de utilizar o espaço de forma sustentável.
  • 11:20 - 11:23
    Explorar, inovar para mudar
    a maneira que vivemos e trabalhamos
  • 11:23 - 11:25
    é o que nós, como humanos, fazemos
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    e na exploração espacial
  • 11:26 - 11:30
    estamos, literalmente,
    ultrapassando as fronteiras da Terra.
  • 11:30 - 11:33
    Mas à medida que estendemos limites
    em nome do aprendizado e da inovação,
  • 11:33 - 11:39
    devemos lembrar que a responsabilidade
    por nossos ambientes nunca acaba.
  • 11:40 - 11:44
    Há, sem dúvida alguma, congestionamento
    nas órbitas baixa e geoestacionária,
  • 11:44 - 11:46
    e não podemos continuar
    lançando novos satélites
  • 11:46 - 11:48
    para substituir os que estragaram,
  • 11:48 - 11:51
    sem antes fazer algo em relação a eles,
  • 11:51 - 11:54
    assim como nunca deixaríamos
    um carro estragado no meio da estrada.
  • 11:55 - 11:57
    A órbita da Terra
    não é um recurso ilimitado
  • 11:57 - 11:59
    e o problema só vai se agravar
  • 11:59 - 12:02
    se não houver uma mudança significativa
    em nosso comportamento.
  • 12:02 - 12:05
    Precisamos de um compromisso
    coletivo e global
  • 12:05 - 12:08
    para dividir as responsabilidades
    além de nosso planeta.
  • 12:09 - 12:13
    Hoje, quero deixar um desafio
    com cada um de vocês:
  • 12:13 - 12:15
    tornar-se um guardião do espaço.
  • 12:15 - 12:17
    Da próxima vez que usar o celular,
  • 12:17 - 12:19
    checar a previsão do tempo ou usar o GPS,
  • 12:19 - 12:24
    pense nas tecnologias de satélite
    que tornam tudo isso possível.
  • 12:24 - 12:26
    Mas também reflita no impacto
  • 12:26 - 12:29
    dos satélites no ambiente
    em torno da Terra,
  • 12:29 - 12:34
    e ajude a espalhar a mensagem de que,
    juntos, devemos reduzir nosso impacto.
  • 12:34 - 12:36
    A órbita terrestre possui
    uma beleza extraordinária
  • 12:36 - 12:39
    e é a porta de acesso para explorações.
  • 12:39 - 12:42
    Cabe a nós mantê-la desse jeito.
  • 12:43 - 12:44
    Obrigada.
  • 12:44 - 12:46
    (Aplausos)
Title:
Vamos limpar o lixo espacial que orbita a Terra | Natalie Panek | TEDxToronto
Description:

Nossas vidas dependem de um mundo que não enxergamos: a infraestrutura dos satélites que utilizamos todos os dias para informação, entretenimento, comunicação e muito mais. Mas a órbita terrestre não é um recurso ilimitado e o problema do lixo espacial se agravará se não houver uma mudança significativa em nosso comportamento. Natalie Panek nos desafia a considerar o impacto ambiental dos satélites de que dependemos. Nossa órbita possui uma beleza extraordinária e é nossa porta de entrada para explorações, ela diz. Cabe a nós mantê-la desse jeito.

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Video Language:
English
Team:
TED
Project:
TEDxTalks
Duration:
12:55

Portuguese, Brazilian subtitles

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