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← Porque é que devemos levar para o trabalho todo o nosso eu.

Dan Clay estava preocupado por poder ser desprezado como “demasiado gay” no trabalho, por isso escondeu a sua personalidade. Mas depois, o seu alter ego, Carrie Dragshaw, tornou-se viral "online". Aqui está o que aconteceu depois.

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Showing Revision 6 created 04/03/2019 by Margarida Ferreira.

  1. Um líder é seguro, firme,
    decidido, inabalável.
  2. Nunca o deixem ver-vos suar,
    tenham sempre uma resposta.
  3. [A Forma como Trabalhamos]

  4. Chamo-me Dan, sou sócio
    duma consultadoria criativa global.

  5. Mas existe um outro lado meu:
  6. Carrie Dragshaw,
  7. a personagem que eu criei no Instagram.
  8. Quando pensei na minha vida dupla,
    não pude deixar de pensar:
  9. Quando o nosso verdadeiro eu
    é pouco tradicional,
  10. quanto dele podemos levar
    para o escritório?
  11. Para alguns de nós, a autenticidade
    estará fora dos limites?
  12. Durante os primeiros 10 anos
    da minha carreira,

  13. eu achava que existia
    uma forma de ser líder:
  14. Decisivo e sério.
  15. Mas eu não sou assim.
  16. Então, vestia a minha farda de escritório
    para me encaixar no papel:
  17. Eu falava com uma voz mais grave,
    tentava controlar o movimento das mãos.
  18. Eu fico muito entusiasmado com as coisas,
  19. portanto, doseava isso.
  20. Tinha uma vozinha na cabeça que dizia:
  21. "Estás muito 'gay', muito feminino,
    muito extravagante.”
  22. Eu tive um consultor
    bem intencionado que disse:
  23. "Todos sabemos que és 'gay'.
    E isso é ótimo."
  24. "Mas não precisas de lhes estar
    sempre a lembrar isso."
  25. Este sou eu, de tutu,
    no Halloween, em 2016.

  26. Vesti-me como a minha personagem
    de série preferida, Carrie Bradshaw,
  27. achando que os meus amigos
    iriam achar giro.
  28. Mas, depois, as coisas enlouqueceram.
  29. O "post" tornou-se viral
    e, no início, era pura diversão.
  30. Eu comecei a receber mensagens
    incríveis de pessoas
  31. sobre quão felizes tinham ficado,
  32. como isso os encorajara
    a serem os seus autênticos eus.
  33. E eu comecei a pensar:
  34. Talvez seja o momento de dizer
  35. àquela vozinha na minha cabeça
    para se calar
  36. e deixar-me ser eu mesmo.
  37. Mas as coisas atingiram
    uma dimensão exagerada.
  38. A Carrie Dragshaw estava em toda a parte:
    no “New York Post”, no “US Weekly”

  39. e eu fiquei aterrorizado.
  40. “O que é que o meu chefe ia pensar?
  41. "Os meus colegas
    ainda me respeitariam?
  42. "O que é que os clientes iam pensar?”
  43. Pensei que teria de arranjar
    outro emprego.
  44. Mas aí, algo aconteceu, algo pequeno.
  45. Recebi uma mensagem do meu chefe,
    não era longa, dizia apenas:
  46. “Uau! Cosmo!”
  47. Com uma ligação para um artigo
    que tinha acabado de sair sobre mim.
  48. Fez com que eu pusesse de lado
    aquela vozinha assustada
  49. e ficasse animado
    com todo este novo mundo,
  50. em vez de entrar em pânico.
  51. É esse o poder de uma pessoa,

  52. às vezes só é preciso um aliado
    para nos sentirmos confortáveis.
  53. Os meus colegas começaram
    a agir de uma forma diferente.
  54. Ficaram mais abertos,
    mais brincalhões comigo,
  55. era como se, conhecendo
    esse meu outro lado,
  56. eu lhes desse permissão para,
    também eles, serem eles mesmos.
  57. Eu achava que a abertura
    e a vulnerabilidade
  58. iriam diminuir a minha posição
    na minha equipa.
  59. Mas aconteceu o contrário.
  60. Dois anos antes,

  61. eu nunca teria imaginado
  62. que essa parte de mim
    não só seria aceite,
  63. mas poderia ajudar a minha carreira.
  64. Agora, eu tenho sorte.
  65. Trabalho na cidade de Nova Iorque,
  66. num escritório
    onde a criatividade é valorizada
  67. e já estava bem estabilizado
    na minha carreira
  68. quando tudo isso começou.
  69. Talvez sejam vocês, talvez não.
  70. Mas tudo isso ensinou-me muito
  71. sobre a importância de trazer
    todo o nosso ser para o trabalho.
  72. E isso desafiou
    as minhas perceções erradas
  73. sobre o que é preciso para ter sucesso.
  74. Não há uma só forma de ser um líder.

  75. É preciso encontrar as forças
    e encontrar formas de as ampliar.
  76. Antes, se uma reunião fosse difícil,
  77. eu colocava a minha máscara
    do líder perfeito.
  78. Agora, eu posso dizer:
    “Meu Deus, aquilo foi frustrante”.
  79. Podemos falar de problemas
    e dificuldades de uma forma aberta,
  80. em vez de toda a gente fingir
    que está bem até ser tarde demais.
  81. Esconder uma identidade dá trabalho.
  82. Pensem em toda a energia desperdiçada
  83. quando fingimos
    que queremos ser diferentes.

  84. Mas o mais interessante para mim,
  85. é que neste grande estudo
    de nos escondermos,
  86. 93% daqueles que dizem
    que estão a fazer isso
  87. também acreditam que a sua organização
    valoriza a inclusão.
  88. Então claramente,
    os nossos locais de trabalho
  89. e todas as nossas estranhas
    vozes interiores
  90. têm um longo caminho
    a percorrer até à aceitação.
  91. Há uma grande diferença
    entre adaptar e disfarçar.

  92. Eu acho que aprendi isso um pouco tarde.
  93. Pessoalmente, estou a levar tudo isso
    como um chamamento para ser o aliado
  94. que, tal como o meu chefe fez por mim,
  95. permite que as pessoas saibam
    que é bom abrirem-se.
  96. Quem é "gay", ou tem orgulho
    da sua origem étnica,
  97. ou tem uma deficiência
    ou é profundamente religioso.
  98. Vejam como é sermos nós mesmos
    no trabalho.
  99. Podem ficar agradavelmente surpreendidos.