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← Como a biologia sintética podia acabar com a humanidade e o que podemos fazer para a impedir

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Showing Revision 15 created 09/06/2019 by Margarida Ferreira.

  1. Somos cerca de sete mil milhões e meio.
  2. A Organização Mundial de Saúde diz-nos
    que 300 milhões de nós têm depressão,
  3. e que cerca de 800 mil pessoas
    tiram a própria vida todos os anos.
  4. Uma ínfima parte destas pessoas escolhe
    um caminho profundamente niilista,
  5. que é morrer no ato de matar
    o maior número de pessoas possível.
  6. Estes são alguns
    dos exemplos mais recentes.
  7. Este é menos famoso.
    Aconteceu há umas nove semanas.
  8. Se não se lembram,
  9. é porque isto têm acontecido muito.
  10. Só no último ano,
    a Wikipédia contou 323 massacres
  11. no meu país de origem,
    os Estados Unidos da América.
  12. Nem todos os atiradores eram suicidas,
  13. nem todos maximizaram
    o número de mortes,
  14. mas houve muitos que o fizeram.
  15. Há uma questão que ganha importância:
    Que limites têm estas pessoas?

  16. Pensem no atirador de Las Vegas.
  17. Matou 58 pessoas.
  18. Será que parou porque já estava farto?
  19. Não, e sabemo-lo porque disparou
    e feriu outras 422 pessoas
  20. que, com certeza,
    teria preferido matar.
  21. Não temos razões para pensar
    que teria parado nas 4200.
  22. Na verdade, com alguém tão niilista,
    teria todo o prazer em nos matar a todos.
  23. Não sabemos.
  24. O que sabemos é:
  25. quando assassinos suicidas vão ao limite,
  26. a tecnologia é o multiplicador de força.
  27. Vou dar um exemplo.

  28. Há muitos anos, houve um surto
    de ataques em escolas na China
  29. praticados com coisas
    como facas e martelos e cutelos,
  30. porque lá é muito difícil
    arranjar armas de fogo.
  31. Por coincidência macabra,
    este último ataque aconteceu
  32. horas antes do massacre
    em Newtown, Connecticut.
  33. Mas o ataque nos EUA fez, sozinho,
    mais ou menos o mesmo número de vítimas
  34. que os 10 ataques na China juntos.
  35. Acho que podemos dizer,
    faca: terrível; pistola: muito pior.
  36. E avião: muitíssimo pior,
  37. como demonstrou o piloto Andreas Lubitz
    quando forçou 149 pessoas
  38. a acompanhá-lo no seu suicídio,
  39. ao despenhar um avião nos Alpes franceses.
  40. E há outros exemplos disto.

  41. E temo que, num futuro próximo,
    haja armas bem mais mortíferas
  42. do que um avião,
  43. que não serão feitas de metal.
  44. Se tivermos em conta as dinâmicas
    apocalípticas que se seguirão
  45. se os massacres suicidas apanharem boleia
    de um campo em rápido crescimento
  46. que seja, na sua maioria,
    extremamente prometedor para a sociedade.
  47. Algures no mundo, há
    um pequeníssimo grupo de pessoas
  48. que tentariam, por muito
    ineptas que fossem,
  49. matar-nos a todos
    se conseguissem descobrir como.
  50. O atirador de Las Vegas pode,
    ou não, ter sido um deles,
  51. mas sendo nós
    sete mil milhões e meio,
  52. essa população não é zero.
  53. Há muitos niilistas suicidas por aí.
  54. Já vimos que sim.
  55. Há pessoas com graves transtornos de humor
  56. que não conseguem sequer controlar.
  57. Há pessoas que acabaram de sofrer
    traumas perturbadores etc., etc.
  58. Já o grupo corolário,
  59. o seu tamanho foi zero
    desde sempre, até à Guerra Fria,
  60. quando, de repente, os líderes
    de duas alianças mundiais
  61. obtiveram a capacidade
    de fazer explodir o planeta.
  62. O número de pessoas
    com verdadeiros botões apocalípticos

  63. manteve-se minimamente
    estável desde então.
  64. Mas temo que esteja prestes a aumentar,
  65. e não é só para três.
  66. Nem vão caber no gráfico.
  67. A sério, vai parecer um plano de negócios.
  68. (Risos)

  69. E a razão por trás disso

  70. é que estamos na era
    das tecnologias exponenciais,
  71. que todos os dias pegam
    em eternos impossíveis
  72. e fazem deles verdadeiros super-poderes
    para um ou dois génios vivos
  73. e esta é a parte mais importante,
  74. que depois distribuem estes poderes
    por mais ou menos toda a gente.
  75. Vamos ver um exemplo benigno.

  76. Se quisessem jogar damas
    com um computador em 1952,
  77. tinham literalmente de ser aquele sujeito,
  78. dono de um dos 19 exemplares daquele
    computador, existentes no mundo na altura,
  79. e depois usar o vosso cérebro quase Nobel,
    para lhe ensinar damas.
  80. Eram esses os requisitos.
  81. Hoje só precisam de conhecer alguém
    que conheça alguém que tenha um telemóvel,
  82. porque a informática
    é uma tecnologia exponencial.
  83. Tal como a biologia sintética,

  84. a que me vou referir por "simbio"
    daqui para a frente.
  85. Em 2011, dois investigadores fizeram
    algo, que tinha tanto de engenhoso
  86. e de inédito como o truque das damas,
  87. com o vírus da gripe H5N1.
  88. É uma estirpe que mata
    60% das pessoas infetadas,
  89. mais do que o Ébola.
  90. Mas é tão pouco contagioso
  91. que matou menos
    de 50 pessoas, desde 2015.
  92. Estes investigadores alteraram
    o genoma do H5N1
  93. e deixaram-no tão mortífero como antes,
    mas também extremamente contagioso.
  94. O setor de notícias de uma
    das revistas científicas do top 2 mundial
  95. declarou que, se isso saísse cá para fora,
    era provável que causasse uma pandemia
  96. com, possivelmente, milhões de mortes.
  97. O Dr. Paul Keim afirmou
  98. não conhecer um organismo
    mais assustador do que este,
  99. o que é a última coisa
    que eu queria ouvir
  100. vinda do Presidente do Painel Consultivo
    da Biossegurança dos EUA.
  101. E já agora, o Dr. Keim também disse isto:
  102. [Acho que o antraz não é nada
    assustador comparado com isto.]

  103. E ele também é isto.

  104. [Especialista em antraz]
    (Risos)

  105. Agora, a boa notícia sobre
    a pirataria biológica de 2011

  106. é que os responsáveis não
    tencionavam fazer-nos mal.
  107. São virologistas.
  108. Acreditavam estar a contribuir
    para o avanço da ciência.
  109. A má notícia é que a tecnologia
    não fica parada,
  110. e no decorrer das próximas décadas,
  111. este feito vai passar a ser
    uma coisa fácil e trivial.
  112. A verdade é que já é bem mais fácil
    porque, como descobrimos ontem de manhã,
  113. apenas dois anos depois desse trabalho,
  114. o sistema CRISPR foi aproveitado
    para a modificação do genoma.
  115. Foi um avanço enorme
  116. que tornou a modificação genética
    muitíssimo mais fácil
  117. tão fácil que o CRISPR já está a ser
    ensinado em escolas secundárias
  118. Estas coisas estão a avançar
    mais rápido do que a informática.
  119. Aquela linha branca pesada
    e lenta ali em cima?
  120. É a Lei de Moore.
  121. Mostra-nos a rapidez com que
    a informática está a ficar mais barata.
  122. Aquela linha verde engraçada e inclinada
  123. mostra a rapidez com que a sequenciação
    genética está a ficar mais barata.
  124. Agora, a modificação, a síntese
    e a sequenciação genética
  125. são disciplinas diferentes
    mas com uma relação próxima.
  126. Estão todas a mover-se
    a um ritmo precipitado.
  127. As chaves do reino são estes
    ficheiros minúsculos.
  128. Isto é um excerto do genoma do H5N1.
  129. Cabe todo em poucas páginas.
  130. Podem vê-lo no Google
    quando chegarem a casa.
  131. Está por todo o lado na Internet.
  132. E a parte que o tornou contagioso
  133. é capaz de caber num único "post-it".
  134. Assim que um génio cria um ficheiro,
  135. qualquer idiota o pode copiar,
  136. distribuí-lo pelo mundo inteiro,
  137. ou imprimi-lo.
  138. E não estou só a falar de imprimir nisto,
  139. mas também nisto, muito em breve.
  140. Vamos imaginar o seguinte cenário.

  141. Imaginem que estamos em 2026
    — podia ser um ano qualquer —
  142. e que uma virologista genial,
    à procura de um avanço científico
  143. e de compreender melhor as pandemias,
  144. cria um novo vírus.
  145. É tão contagioso como a varicela,
  146. tão letal como o Ébola,
  147. leva vários meses a incubar
    antes de causar um surto,
  148. e, por isso, é capaz de infetar
    o mundo inteiro
  149. antes de haver qualquer sinal de alarme.
  150. Depois a universidade dela
    é alvo de um ataque informático.
  151. E é claro, isto não é ficção científica.
  152. Na realidade, um processo recente nos EUA
  153. descreve ataques informáticos
    a mais de 300 universidades.
  154. Então aquele ficheiro
    que tem o genoma do vírus
  155. espalha-se pelos cantos
    escuros da Internet.
  156. Assim que um ficheiro lá chega,
    nunca mais volta...
  157. perguntem a qualquer pessoa
    que trabalhe num estúdio de cinema
  158. ou numa editora discográfica.
  159. Em 2026 talvez fosse preciso
  160. um verdadeiro génio
    como a nossa virologista
  161. para dar vida à criatura,
  162. mas 15 anos mais tarde,
  163. bastará uma impressora de ADN
    disponível em qualquer escola.
  164. E se assim não for?
  165. Deem-lhe umas décadas.
  166. Só um pequeno aparte:

  167. Lembram-se deste diapositivo?
  168. Prestem atenção a esta palavra.
    [Talvez]
  169. Se alguém tentar fazer isto
    e só tiver 0,1% de eficácia,
  170. morrem oito milhões de pessoas.
  171. São 2500 onzes de setembro.
  172. A civilização sobreviveria,
  173. mas ficaria permanentemente desfigurada.
  174. Isto significa que temos
    de nos preocupar com qualquer pessoa
  175. que faça qualquer tentativa,
    mesmo que fraca,
  176. não é só com os génios.
  177. Atualmente, contam-se
    pelos dedos de uma mão
  178. os génios capazes de criar
    um vírus apocalíptico
  179. com uma eficácia de 0,1%,
    talvez até um pouco mais.
  180. Tendem a ser pessoas estáveis
    e bem sucedidas
  181. e, portanto, não fazem
    parte deste grupo.
  182. Acho que vivo mais ou menos
    bem com esse facto.
  183. Então e quando a tecnologia melhorar
  184. e se difundir
  185. e milhares de estudantes de ciências
    ganharem essa capacidade?
  186. Vão ser todos pessoas
    perfeitamente estáveis?
  187. Ou ainda uns anos mais tarde,
  188. quando qualquer aspirante
    a estudante de medicina tiver esse acesso?
  189. Vai haver um ponto nesse período
  190. em que os dois grupos
    se vão intersetar,
  191. porque agora estamos a falar
    de centenas de milhares de pessoas
  192. espalhadas pelo mundo.
  193. Há pouco tempo passaram a incluir
    aquele homem que se vestiu de Joker
  194. e matou a tiro 12 pessoas
    na estreia do Batman.
  195. Era um estudante de doutoramento
    em neurociência
  196. com uma bolsa
    do Instituto Nacional de Saúde.
  197. Ok, reviravolta:

  198. Acho que dá para sobreviver a esta
    se nos concentrarmos já nisso.
  199. E eu digo isto depois
    de ter passado horas a fio
  200. a entrevistar líderes mundiais
    na biologia sintética
  201. e a estudar o seu trabalho
    para os "podcasts" que faço sobre ciência.
  202. Comecei a ter medo desse trabalho,
    caso ainda não tenham reparado...
  203. (Risos)

  204. mas, para além disso,
    comecei a admirar o seu potencial.

  205. Estas coisas vão curar o cancro,
    curar o meio ambiente
  206. e acabar com a forma cruel
    como tratamos outros seres.
  207. Então como é que chegamos aí
    sem nos auto-aniquilarmos?
  208. Primeiro: goste-se ou não,
    a biologia sintética veio para ficar,

  209. portanto, aceitemos a tecnologia.
  210. Se a banirmos,
  211. estaríamos a dar o controlo
    aos maus atores.
  212. Ao contrário dos programas nucleares,
  213. a biologia consegue ser
    praticamente invisível.
  214. As gigantescas fraudes soviéticas,
    ignorando tratados contra armas químicas
  215. tornaram-no muito claro,
  216. assim como todos
    os laboratórios ilegais de drogas.
  217. Segundo: recrutem especialistas.

  218. Vamos contratá-los e aproveitá-los melhor.
  219. Por cada mil e um bioengenheiros
    que existem,
  220. pelos menos mil
    vão estar do nosso lado.
  221. Quer dizer, nisto até o Al Capone
    ia ficar do nosso lado.
  222. A fasquia para se ser
    boa pessoa está muito baixa.
  223. Vantagens numéricas esmagadoras
    são mesmo necessárias,
  224. mesmo quando basta apenas um vilão
    para infligir danos penosos,
  225. porque, entre outras coisas,
  226. eles permitem-nos
    explorar isto até ao tutano:
  227. temos anos e, espero eu, décadas
    para nos preparamos e nos prevenirmos.
  228. A primeira pessoa a tentar
    fazer algo terrível
  229. — e vai haver alguém —
  230. pode ainda nem sequer ter nascido.
  231. Depois, isto tem de ser um esforço
    que se estende a toda a sociedade,

  232. e todos vocês têm de fazer parte,
  233. porque não podemos pedir
    a um grupo minúsculo de especialistas
  234. que sejam responsáveis
    por conter e explorar
  235. a biologia sintética,
  236. porque tentámos fazer isso
    com o sistema financeiro,
  237. e os nossos administradores
    tornaram-se completamente corruptos
  238. ao se aperceberem
    como tomar atalhos,
  239. colocar-nos a todos
    em riscos gravíssimos
  240. e privatizar os lucros,
  241. acumulando uma riqueza repugnante,
  242. enquanto nos forçavam a pagar
    a conta de 22 biliões de dólares.
  243. E agora há pouco tempo...

  244. (Aplausos)

  245. Vocês receberam cartas de agradecimento?

  246. Eu ainda estou à espera da minha.
  247. Concluí que estavam demasiado
    ocupados para nos agradecer.
  248. E há muito pouco tempo,

  249. surgiram alertas do grande problema
    de privacidade na Internet,
  250. que nós praticamente
    entregámos a terceiros.
  251. Mais uma vez:
  252. lucro privado, prejuízo público.
  253. Mais alguém está farto deste padrão?
  254. (Aplausos)

  255. Precisamos de uma forma mais inclusiva
    de salvaguardar a nossa prosperidade,

  256. a nossa privacidade,
  257. e em breve, as nossas vidas.
  258. Então como é que podemos fazer tudo isso?
  259. Bom, quando o corpo luta
    contra agentes patogénicos,

  260. utiliza um engenhoso sistema imunitário,
  261. que é muito complexo e multifacetado.
  262. Porque é que não construímos um assim
    para o ecossistema inteiro?
  263. Podia fazer-se um ano de TED Talks
    só sobre este primeiro aspeto crítico.
  264. Estas são só algumas das muitas
    ótimas ideias que por aí andam.
  265. Alguma ação de investigação
    e desenvolvimento

  266. poderia pegar nos detetores patogénicos
    muito primitivos que temos hoje
  267. e pô-los numa curva
    preço/desempenho muito inclinada
  268. que muito rapidamente se tornaria genial
  269. e em rede
  270. e que se tornaria tão acessível
    quanto os detetores de fumo
  271. ou mesmo os "smartphones".
  272. Uma nota que vem no seguimento:
  273. as vacinas têm todo o tipo de problemas
  274. no que toca à produção e distribuição
  275. e depois de feitas, não se podem
    adaptar a novas ameaças ou mutações.
  276. Precisamos de uma base
    de produção biológica ágil
  277. que se estenda a todas as farmácias
    e talvez até às nossas casas.
  278. A tecnologia de impressão
    aplicada às vacinas e aos medicamentos
  279. está ao nosso alcance,
    se lhe dermos prioridade.
  280. A seguir, saúde mental.

  281. Muitas das pessoas suicidas
    que cometem assassinatos em massa
  282. sofrem de depressão profunda,
    resistente a tratamento
  283. ou de "stress" pós-traumático.
  284. Precisamos de investigadores altruístas
    como Rick Dobling a trabalhar nisto,
  285. mas também precisamos de cretinos
    egoístas, que são bem mais numerosos,
  286. para estudar o facto
    de que o sofrimento agudo
  287. nos vai pôr a todos em perigo,
  288. e não apenas aos que são
    diretamente afetados.
  289. Os cretinos vão então
    juntar-se a nós e ao Al Capone
  290. na luta contra este problema.
  291. Terceiro, cada um de nós pode
    e deve ser um glóbulo branco
  292. deste sistema imunitário.
  293. Sim, os assassinos em massa
    são desprezíveis,
  294. mas também são pessoas
    extremamente tristes e debilitadas,
  295. e os que entre nós não o são
    têm de fazer o puderem
  296. para garantir que ninguém
    sofrerá sozinho.
  297. (Aplausos)

  298. Depois temos de tornar
    a luta contra estes perigos

  299. numa questão central para
    a disciplina da biologia sintética.
  300. Há empresas que, pelo menos,
  301. dizem que deixam os seus engenheiros
    passar 20% das horas de trabalho
  302. a fazer o que lhes apetece.
  303. E se os que dão emprego aos bioengenheiros
  304. e os que se tornarem neles
  305. dedicassem 20% do seu tempo
  306. à construção de defesas para o bem comum?
  307. Não é má ideia, pois não?
  308. (Aplausos)

  309. E para terminar:
    isto não vai ser brincadeira.

  310. Mas temos de deixar
    as nossas mentes ir a sítios
  311. muito, mas mesmo muito, assustadores,
  312. e obrigada por me deixarem
    levar-vos lá esta noite.
  313. Sobrevivemos à Guerra Fria
  314. porque cada um de nós entendia
    e respeitava o perigo,
  315. em parte, porque tínhamos passado décadas
  316. a contarmos a nós mesmos
    histórias de fantasmas aterradoras
  317. com títulos como "Dr. Estranhoamor"
    e "Jogos de Guerra".
  318. Não é altura para se ficar calmo.
  319. É um daqueles raros momentos
    em que é extremamente produtivo
  320. passarmo-nos da cabeça
  321. (Risos)

  322. para criar algumas histórias de terror

  323. e utilizar o nosso medo como combustível
    para lutar contra este perigo.
  324. Porque todos estes
    cenários terríveis que descrevi

  325. não são parte de um destino.
  326. São opcionais.
  327. O perigo ainda está mais ou menos longe.
  328. O que significa que só nos vai atingir
  329. se o permitirmos.
  330. Não o vamos permitir.

  331. Muito obrigado.

  332. (Aplausos)