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← Bitcoin, o ouro do século 21 | Ferdinando Ametrano | TEDxLivorno

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Showing Revision 27 created 08/22/2019 by Maricene Crus.

  1. Estamos no início da civilização digital.
  2. Nos demos conta, provavelmente,
    porque o correio virou eletrônico,
  3. porque a música e
    os filmes viraram líquidos,
  4. porque tudo que antes
    pesava nas nossas prateleiras,
  5. como as enciclopédias, desapareceu,
    substituído pela Wikipédia.
  6. Hoje, há a expectativa, com ou sem razão,
  7. que um sistema bancário
    e financeiro inteiro
  8. entre no nosso smartphone.
  9. Já havia previsto, além disso,
  10. um prêmio Nobel de economia
    como Milton Friedman,
  11. que em 1999 disse:
  12. "Algo que está faltando,
    e que logo será inventado,
  13. é alguma forma de dinheiro digital.
  14. Não moeda eletrônica,
    que é associada ao indivíduo,
  15. mas de dinheiro para o portador,
  16. utilizável sem identificação,
    por todos, na Internet".
  17. Essa profecia vê hoje
    sua realização no Bitcoin,
  18. que está em primeiríssimo
    lugar nessa competição.
  19. Por quê?
  20. Não pelo fato de ser claramente digital,
  21. nossos euros e dólares são,
    já há algum tempo, digitais.
  22. Mas por ser decentralizado.
  23. Não há, por trás dele,
    uma organização, um governo
  24. que o coordena de alguma forma,
  25. fazendo a supervisão do seu funcionamento.
  26. E mesmo que isso nos deixe inquietos,
    é, na verdade, uma garantia muito boa
  27. de que o Bitcoin nunca
    poderá ser manipulado.
  28. Trata-se de uma forma de inovação
  29. que os anglo-saxões chamam
    de "inovação sem autorização".
  30. O que que dizer uma inovação
    que não precisa de autorização?
  31. É uma inovação que não tem
    mecanismos de segurança centrais,
  32. que não tem controle na entrada,
  33. que não tem um sistema
    de controle editorial do conteúdo.
  34. Se isso parece um plano
    um pouco anárquico,
  35. e estão ficando assustados,
  36. não fiquem.
  37. É uma inovação que vocês
    já viram em ação,
  38. e que sabem ser muito eficaz,
    mas também muito gentil.
  39. O e-mail, por exemplo,
  40. não foi inventado pelos correios.
  41. A Internet não foi inventada
    por um consórcio de telecomunicações.
  42. Por qual motivo uma
    rede transacional de valores
  43. deve ser inventada
    por um consórcio bancário?
  44. Também acho um tanto implausível.
  45. Descobri o Bitcoin em 2014.
  46. Sou físico por formação,
    e trabalhei outros 20 anos
  47. no mundo dos bancos
    de investimento financeiro.
  48. Nunca me perguntei o que era a moeda.
  49. A primeira vez que fiz isso
  50. foi quando descobri o Bitcoin.
  51. Esse é o melhor presente
    que o Bitcoin me deu até agora.
  52. E agora vou tentar, de brincadeira,
  53. contar toda a história
    da moeda em três minutos.
  54. Vamos tentar.
  55. A primeira forma de moeda que vimos
    estabelecida na História é o ouro.
  56. Por que o ouro?
  57. Pode parecer estranho, mas por duas
    características fundamentais:
  58. porque é raro e brilha.
  59. Parece que gostamos muito, nós,
    seres humanos, de coisas que brilham.
  60. O ouro também é muito maleável,
  61. e verificar sua pureza
    é relativamente fácil.
  62. Num caldeirão, acenda fogo embaixo,
  63. faça o ouro fundir, e espere esfriar.
  64. Se, depois desse violento ciclo
    termodinâmico, ainda brilhar, é ouro.
  65. Qualquer outra coisa,
    eu garanto, para de brilhar.
  66. Mas se precisássemos acender um
    caldeirão para cada transação comercial,
  67. seria um pouco cansativo.
  68. Então pedimos a Júlio, sim, Júlio César:
  69. "Olha, Júlio,
  70. por que você não coloca a
    sua cara na moeda de ouro
  71. como forma de garantir
    o seu conteúdo de ouro?"
  72. A primeira crise inflacionária da História
  73. acontece com seu sucessor, César Augusto.
  74. Até a plebe se dá conta
  75. que a moeda não tem o ouro que deveria.
  76. Quando você é um comerciante medieval,
    o ouro tem outro problema.
  77. Pesa muito, tem densidade elevada,
  78. então é incômodo levá-lo por aí.
  79. E também perigoso,
    porque ladrões podem roubá-lo.
  80. Quase simultaneamente na História,
    os ourives de Londres,
  81. e os que se tornaram banqueiros italianos
  82. tiveram a mesma ideia.
  83. Propuseram aos comerciantes
    que deixassem o ouro em seus cofres
  84. e em troca, davam um certificado
    que é primeiro nominativo,
  85. mas depois se tornava ao portador:
  86. é uma nota de banco com a qual
  87. é possível retirar o ouro depositado.
  88. Nasce a nota bancária,
  89. moeda representativa de valor
    mantido em outro lugar.
  90. Ambos, porém, não resistem à tentação
  91. porque fazem uma observação fundamental.
  92. Notam que bem poucos redimem
    a nota bancária em ouro,
  93. e então temos o que podemos
    chamar de engenhosidade.
  94. Se emitirmos mais notas bancárias
    do que o ouro que temos nos cofres,
  95. quem vai se dar conta?
  96. Sabem qual é a resposta?
  97. Ninguém!
  98. Nasce a moeda fracionária.
  99. Existem mais notas bancárias
    do que ouro como garantia.
  100. Acelerando na História,
  101. em 1972, mesmo em um regime
    de moeda fracionária,
  102. a redenção de ouro das moedas,
  103. ou do dólar norte-americano
    no caso que estamos analisando,
  104. há um pequeno impedimento
  105. na discrição da política monetária.
  106. Richard Nixon decide dar um basta.
  107. O dólar norte-americano
    não é mais convertível em ouro.
  108. De agora em diante temos a moeda Fiat,
  109. como em " Fiat Lux et Lux Fuit",
  110. moeda que tem valor convencional,
  111. apenas porque decidimos
    que tem valor como contrato social.
  112. Se alguém discorda de nós,
  113. forçamos isso através
    da chamada "moeda legal",
  114. ou seja, a irrefutabilidade da moeda
    Fiat na extinção de um débito.
  115. Deixem-me dizer que essa é uma moeda ruim,
  116. na verdade, é uma moeda péssima.
  117. Isso sem examinar os exemplos
  118. macroscópios ou deletérios
    na história da moeda.
  119. Até o bom, velho e caro
    dólar norte-americano
  120. não tem um desempenho impecável.
  121. Desde 1913,
  122. o ano da fundação da Reserva Federal,
  123. o dólar norte-americano perdeu
    96% do seu poder de aquisição.
  124. Portanto, é uma moeda ruim,
  125. resultado típico de uma
    situação de monopólio.
  126. Friedrich von Hayek,
    prêmio Nobel de Economia
  127. e fundador da escola austríaca
    do pensamento econômico,
  128. escreveu um tratado
    inteiro lamentando o fato
  129. que "podemos considerar o
    monopólio governamental da moeda
  130. como indispensável.
  131. Não aceitaremos monopólio
    de nada, de nenhum bem,
  132. em economia de mercado,
  133. aceitamos o próprio monopólio
    de um bem sintético
  134. que entra em 50% de qualquer
    transação comercial,
  135. ou seja, a moeda.
  136. Como todo o monopólio,
    não só nos dá um produto ruim,
  137. mas nos impede de experimentar
    a busca por produtos melhores."
  138. E Hayek conclui ainda:
  139. "Se algum dia quisermos uma boa moeda,
    temos que tirá-la das mãos do Estado.
  140. E como não podemos
    fazê-lo com violência..."
  141. bondade dele, eu aceito
    de bom grado esse convite.
  142. "devemos fazê-lo com um estratagema
    inteligente, algo que não possam parar."
  143. Bitcoin é exatamente
    esse estratagema inteligente.
  144. Vamos tentar aprofundar mais
    intrinsecamente no que é a moeda.
  145. Ela é basicamente
    um instrumento de relação social.
  146. Sei que talvez não gostem dessa definição,
  147. mas se pensarem na sua experiência,
    todos nascemos na economia do dono.
  148. Espero que nenhum de vocês
    tenha tido que pagar
  149. pelos cuidados parentais
    que mamãe e papai lhe deram,
  150. caso contrário, lamento muito por vocês
    e fico feliz pelo terapeuta
  151. que com certeza vai trabalhar com vocês.
  152. Essa economia do dono
  153. não abrange apenas
    a família, os amigos e vizinhos,
  154. digamos entre aspas "toda a tribo".
  155. É uma economia que não gradua,
  156. porque mais cedo ou mais tarde,
    encontramos pessoas que não conhecemos
  157. e por isso não confiamos nelas.
  158. Ás vezes, não confiamos nelas
    porque as conhecemos,
  159. mas dá no mesmo.
  160. Agora, nós que somos
    intrinsecamente animais sociais,
  161. antropologicamente sociais,
  162. queremos cooperar também
    com quem não confiamos.
  163. Primeiro, inventamos a troca.
  164. Dou meus ovos à ela, mas talvez seja
    o caso de eu querer o leite dela hoje.
  165. Para evitar intermédios
    no tempo e no espaço para a troca
  166. inventamos a moeda.
  167. Um bem sintético para cooperar
    com aqueles que não confiamos.
  168. Não sei vocês, mas espero um
    momento de comoção intelectual,
  169. porque pra mim essa observação
    parece de um alcance gigantesco.
  170. A moeda é um instrumento para
    cooperar com aqueles que não confiamos.
  171. É óbvio que hoje,
  172. numa economia que pela primeira
    vez é uma economia de informação,
  173. digital e global, vem a necessidade
    de uma moeda supranacional,
  174. de uma moeda digital,
    não controlada pelo Estado,
  175. uma moeda global, da Internet.
  176. O problema é que ao tentar
    criar uma moeda da Internet
  177. existem grandes dificuldades.
  178. A maior é o chamado
    "problema do custo duplo".
  179. Todas as vezes que temos
    um artigo digital que representa valor,
  180. sempre tivemos necessidade
    de uma autoridade central,
  181. que nos impeça a duplicação.
  182. Sim, sendo digital,
    é duplicável, não é difícil.
  183. Pensem no seu saldo da conta corrente:
  184. se eu transferisse para ela
    o saldo da minha conta,
  185. sem ilusões e miudezas,
  186. quando tentasse transferir aos senhores,
  187. o meu banco, que preside
    a atualização do seu livro contábil,
  188. diria: "Não, Ferdinando
    você não pode fazer isso".
  189. Como criar um ativo digital que tenha
    valor que não seja duplicável?
  190. Pensem, por exemplo na Monalisa,
    muito bela, sem dúvida.
  191. Seu preço no mercado é incalculável.
  192. Mas se fosse duplicável arbitrariamente,
  193. em um número ilimitado
    de cópias perfeitas,
  194. continuaria bela, mas seu valor
    de mercado cairia a zero.
  195. O Bitcoin triunfa exatamente nisso,
  196. e portanto é limitado
    a 21 milhões de Bitcoin.
  197. De um certo ponto de vista,
    é raro como ouro no nível físico;
  198. o Bitcoin é raro no nível digital.
  199. Bitcoin é, ou pelo menos quer ser,
    o equivalente digital do ouro.
  200. Aqui, espero um segundo momento
    de comoção intelectual,
  201. porque somando tudo
    tenho bastante certeza
  202. que entrando nesse teatro
    vocês estavam convencidos
  203. de que qualquer coisa digital
    pode ser duplicada.
  204. O Bitcoin os desmente
    nesse ponto extraordinário.
  205. É um ouro digital,
  206. no entanto, com um
    anexo intrínseco a ele próprio,
  207. uma rede transacional,
    incensurável e segura,
  208. na qual se pode transferir
    esse ouro em nível global.
  209. Os que são céticos, dá para ver pela cara.
  210. Vamos fazer um outro jogo.
  211. Imaginem que chega um alienígena, certo?
  212. Vocês lhes explicam sobre as moedas
    tradicionais e eu sobre o Bitcoin.
  213. Começo a dizer ao alienígena:
  214. "Cuidado que a moeda deles
    não tem nenhum valor intrínseco".
  215. E vocês, um pouco ofendidos, rebatem:
  216. "Mas, Ferdinando, o seu Bitcoin também
    não tem nenhum valor intrínseco!"
  217. E eu: "Mas recém lhes expliquei
    como é raro no ambiente digital!"
  218. O jogo está fácil para vocês.
  219. Se querem colocar o contrato social,
  220. séculos da história da moeda,
    a parte legislativa.
  221. Bem, um a zero.
    Bola no centro e recomeçamos.
  222. Começo a tirar sarro de vocês,
  223. dizendo que o dinheiro
    que podem carregar por aí
  224. são folhinhas coloridas.
  225. Tudo bem, papel especial, tinta especial.
  226. Mas senhores, são as notas do
    Banco Imobiliário, nem mais, nem menos.
  227. O meu dinheiro é
    matemática e criptografia.
  228. Não só isso, mas também
    mostro ao alienígena
  229. que enquanto eu sou gentil,
  230. não forço o meu Bitcoin
    a vocês de modo algum,
  231. vocês são bastante coercitivos.
  232. O euro de vocês, não posso não usá-lo.
  233. A lei diz que se um devedor meu quiser
  234. pagar a sua dívida comigo em euro,
    eu não posso recusar.
  235. Deixo pra vocês pensarem qual a impressão
    que o alienígena vai ter disso.
  236. Ah, já ia me esquecendo.
  237. Talvez seja preciso dizer ao alienígena
    que temos um senhor em Frankfurt,
  238. muito caridoso, o mais de todos,
  239. que daquelas folhinhas coloridas,
  240. pode imprimir quantas quiser,
    quando quiser e dar a quem quiser,
  241. não foi eleito
  242. e não precisa responder
    a ninguém como faz o seu mandato.
  243. Enquanto isso, já expliquei ao alienígena
  244. que a política monetária do Bitcoin
    é perfeitamente determinística,
  245. não é influenciada por ninguém.
  246. Vocês dirão: "Mas ninguém usa o Bitcoin,
    não se veem transações com Bitcoin".
  247. É verdade.
  248. Em 2010, quem comprou 2 pizzas
    pagando 10 mil bitcoins,
  249. o que vale hoje U$40 milhões...
  250. bem, esperamos que aquelas
    pizzas tenham sido muito boas,
  251. porque eu não poderia
    digeri-las de maneira diferente.
  252. Bitcoin é um refúgio seguro,
    por isso valoriza,
  253. e agora é mais apropriado compará-lo
    não com a moeda, mas com o ouro físico.
  254. O ouro tem sido aceito
    em todas as civilizações
  255. como primeira forma de moeda,
    sem qualquer planejamento central.
  256. Por séculos foi a forma
    de moeda de maior sucesso,
  257. desencadeou o desenvolvimento
  258. de todos os sistemas
    monetários que conhecemos,
  259. foi superado por formas
    de moeda mais sofisticada,
  260. sem se tornar obsoleto por isso.
  261. O que aconteceu durante
    os séculos com o ouro físico,
  262. está acontecendo nesses dez anos
    e provavelmente nos próximos dez,
  263. com o Bitcoin.
  264. Essa volatilidade do Bitcoin
    assusta muito: sobe e desce.
  265. Mas não há necessidade desse medo.
  266. Toda vez que se fala de Bitcoin,
    é bom afivelar o cinto de segurança,
  267. as rotas são sempre muito acidentadas.
  268. Essa volatilidade é fisiológica.
  269. Quando oferta e procura no mercado
  270. tentam focar o valor de um bem,
  271. se esse bem é controverso,
    como o outro digital,
  272. o processo será controverso também.
  273. Já vimos isso acontecer na História
    com o comércio eletrônico.
  274. Olhem como a história de cotação
    da Amazon é supervolátil.
  275. O que assusta com o Bitcoin,
    porém, é o chamado "drowdown",
  276. o fato que do máximo ao mínimo
  277. é possível perder 93% do seu valor.
  278. A mensagem para levar para casa
  279. é que, se algum dia,
    quiserem investir em Bitcoin,
  280. por favor, façam com um percentual
    pequeno das suas economias,
  281. com a quantidade na qual podem
    sobreviver mesmo com a perda total.
  282. A boa notícia é que o Bitcoin
    não tem correlação
  283. com os outros ativos de investimento,
    com outras oportunidades de investimento.
  284. Ele não está ligado a elas,
    diversifica os riscos.
  285. Então, em uma carteira de investimento,
  286. parece um paradoxo,
  287. mas acaba com os riscos da carteira
    com o mesmo retorno esperado,
  288. ou com o mesmo risco, aumenta
    muito o rendimento esperado.
  289. É sensato então fazer um pequeno
    investimento em Bitcoin,
  290. e isso nos dá uma dica
    para uma avaliação geral.
  291. Imaginem que 2% dos ativos gerenciados,
  292. não falo dos 2% da riqueza mundial global,
  293. mas dos 2% dos ativos
    gerenciados profissionalmente,
  294. investem em Bitcoin nos próximos anos.
  295. Se fizermos os cálculos,
    um Bitcoin vai valer US$ 100 mil.
  296. Se, ao contrário, o Bitcoin
    se mostra como ouro digital,
  297. digo "se" porque, lembrem,
  298. é um experimento ousado
    que pode dar errado,
  299. mas é um experimento cultural
    e tecnologicamente sustentável.
  300. Repito, se fosse ouro digital,
    é melhor que o ouro físico.
  301. Superleve,
  302. transferível instantaneamente,
    com custos baixíssimos,
  303. sem problemas logísticos,
    de modo incensurável e irrestringível.
  304. Se o Bitcoin fosse capitalizar
  305. o quanto o ouro capitaliza hoje no mundo,
  306. um Bitcoin deveria valer US$ 400 mil.
  307. US$ 100 mil, US$ 400 mil.
  308. Não estou aqui vendendo Bitcoin.
  309. Estou só dizendo que
    se o Bitcoin é o ouro digital,
  310. então hoje, ele é muito desvalorizado.
  311. Alguém poderá fazer objeções:
    "Eu li que não é o Bitcoin,
  312. é a blockchain, a tecnologia
    que sustenta o Bitcoin,
  313. que é fundamental".
  314. Amo, desse ponto de vista,
    citar Confúcio, que dizia:
  315. "Quando um homem sábio aponta
    para a Lua, todos olham para o dedo".
  316. A Lua é o Bitcoin, e o dedo a blockchain.
  317. Porque não se pode fugir
    da importância do fenômeno Bitcoin.
  318. Se vocês têm um mínimo de consciência
  319. de qual foi o papel do ouro físico
  320. na história da civilização,
    das finanças e da moeda,
  321. o surgimento do
    equivalente digital do ouro
  322. na civilização digital e no futuro
    das finanças e da moeda romperá barreiras.
  323. Concluo com uma observação:
  324. 25-27 anos atrás, eu que usava
    o e-mail e navegava na web,
  325. nunca poderia imaginar
  326. que no protocolo TCP/IP,
  327. isto é, na tecnologia web e e-mail,
  328. temos no futuro nossos
    fins de semana organizados
  329. em clubes digitais, Facebook,
  330. em vez de comprar livros e registros
    em formato líquido em lojas on-line,
  331. ou que teríamos feito perguntas
    em linguagem natural
  332. a um computador, a um assistente digital,
    esperando respostas sensatas.
  333. Não sei lhes dizer, daqui a 20 anos,
    no TCP/IP do valor, o que teremos,
  334. quais aplicações inacreditáveis existirão:
  335. essa é a aventura
    que nos espera no horizonte.
  336. Obrigado.
  337. (Aplausos)