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← A matemática do amor

Encontrar o parceiro perfeito não é fácil — mas será sequer matematicamente provável? Numa palestra encantadora, a matemática Hannah Fry mostra-nos os padrões da nossa busca pelo amor e dá-nos as suas três Super dicas (comprovadas pela matemática!) para encontrarmos aquela pessoa especial.

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Showing Revision 14 created 02/12/2015 by Margarida Ferreira.

  1. Hoje quero falar-vos
    da matemática do amor.
  2. Penso que todos concordamos
    que os matemáticos
  3. são famosos por serem excelentes
    a encontrar o amor.
  4. Mas não é apenas por causa
    das nossas fascinantes personalidades,
  5. capacidades superiores de conversação
    e excelentes estojos de lápis.
  6. Na verdade, é também por nos termos
    dedicado intensamente à matemática
  7. de como encontrar o parceiro perfeito.
  8. No meu ensaio preferido sobre
    este tema, intitulado

  9. "Porque é que eu não tenho namorada"...
  10. (Risos)
  11. ... Peter Backus tenta avaliar
    as suas oportunidades de encontrar o amor.
  12. Ora, o Peter não é muito ganancioso.
  13. De todas as mulheres disponíveis
    no Reino Unido,
  14. o Peter só está à procura
    de alguém que viva perto dele,
  15. alguém na faixa etária certa,
  16. alguém com uma licenciatura,
  17. alguém com quem se possa dar bem,
  18. alguém que seja atraente,
  19. alguém que o ache atraente.
  20. (Risos)
  21. E obtém uma estimativa de 26 mulheres
    em todo o Reino Unido.
  22. Não parece grande coisa, pois não, Peter?
  23. Agora, para situar as coisas,
  24. isto é cerca de 400 vezes menos
    do que as melhores estimativas
  25. de quantas formas
    de vida extraterrestre existem.
  26. E também dá ao Peter
    uma oportunidade em 285 000
  27. de dar com uma destas senhoras especiais
  28. numa determinada saída à noite.
  29. Gostaria de pensar que é por isso
    que os matemáticos
  30. já não se dão realmente ao trabalho
    de saírem à noite.
  31. O que se passa é que, pessoalmente,
  32. não subscrevo uma visão tão pessimista.

  33. Porque eu sei,
    tal como todos vocês sabem,
  34. que o amor não funciona
    verdadeiramente assim.
  35. A emoção humana não é ordenada e racional
    e facilmente previsível.
  36. Mas também sei que isso não significa
  37. que a matemática não tenha alguma coisa
    para nos oferecer,
  38. porque o amor, como quase tudo na vida,
    está cheio de padrões
  39. e a matemática, em último caso,
    tem tudo a ver com o estudo de padrões.
  40. Padrões desde a previsão do tempo
    às flutuações do mercado da bolsa,
  41. ao movimento dos planetas
    ou ao crescimento das cidades.
  42. E, para sermos sinceros,
    também nenhuma destas coisas
  43. é exatamente ordenada
    e facilmente previsível.
  44. Porque eu acredito que a matemática
    é tão poderosa
  45. que tem o potencial de nos oferecer
  46. uma nova maneira de olhar para quase tudo.
  47. Até algo tão misterioso como o amor.
  48. E, portanto, para vos tentar persuadir
  49. de quão absolutamente espantosa,
    excelente e relevante é a matemática,
  50. quero dar-vos
    as minhas três principais dicas
  51. matematicamente comprováveis sobre o amor.
  52. Ok, então, Super Dica n.º 1:

  53. Como ter sucesso nos encontros "online".
  54. O meu "website" de encontros amorosos
    "online" preferido é o OkCupid,
  55. não apenas por ter sido fundado
    por um grupo de matemáticos.
  56. Como eles são matemáticos,
  57. têm recolhido dados
    durante quase uma década
  58. sobre todos os que decidem usar
    o seu "website".
  59. E têm tentado procurar padrões
  60. na forma como falamos de nós próprios
  61. e na forma como interagimos
    uns com os outros
  62. num "website" de encontros "online".
  63. E fizeram algumas descobertas
    extremamente interessantes.
  64. Mas a minha preferida
  65. é que parece que num "website"
    de encontros "online",
  66. a vossa popularidade não é ditada
    pela vossa aparência física
  67. e, na verdade, haver pessoas
    que pensem que vocês são feias
  68. pode resultar a vosso favor.
  69. Deixem-me mostrar-vos
    como é que funciona.
  70. Numa secção felizmente voluntária
    do OkCupid,
  71. é-vos permitido avaliar quão atraentes
    vocês pensam que as pessoas são
  72. numa escala entre 1 e 5.
  73. Se compararmos esta pontuação,
    a pontuação média,
  74. com quantas mensagens um grupo
    de pessoas recebe,
  75. podemos começar a ter uma ideia
  76. de quanto a beleza é popular
    num "website" de encontros "online".
  77. Este é o gráfico
    que os responsáveis do OkCupid criaram.

  78. E o que é importante reparar
    é que não é totalmente verdade
  79. que quanto mais atraentes formos,
    mais mensagens recebemos.
  80. Mas a questão que se levanta é:
  81. O que têm de especial as pessoas ali
  82. que são muito mais populares
    do que as pessoas aqui em baixo,
  83. mesmo tendo a mesma
    pontuação de atração?
  84. A razão para isso é que não é apenas
    a beleza física que é importante.
  85. Portanto, deixem-me ilustrar
    as descobertas deles com um exemplo.
  86. Por exemplo, a Portia de Rossi.
  87. Toda a gente concorda que a
    Portia de Rossi é uma mulher muito bonita.
  88. Ninguém pensa que é feia,
    embora ela também não seja um supermodelo.
  89. Se compararem a Portia de Rossi
    com alguém como a Sarah Jessica Parker,
  90. muitas pessoas — incluindo eu,
    devo dizer —
  91. pensam que a Sarah Jessica Parker
    é verdadeiramente fabulosa
  92. e possivelmente uma das criaturas
    mais belas
  93. que alguma vez caminharam à face da Terra.
  94. Mas algumas outras pessoas,
    isto é, a maioria na Internet,
  95. parecem pensar que ela se parece
    um pouco com um cavalo.
  96. (Risos)
  97. Ora, eu penso que se perguntarem
    às pessoas quão atraentes
  98. achavam que a Sarah Jessica Parker
    ou a Portia de Rossi eram,
  99. e se lhes pedirem para lhes darem
    uma pontuação de 1 a 5,
  100. calculo que ambas, em média,
    terão a mesma pontuação.
  101. Mas a forma das pessoas votarem
    seria muito diferente.
  102. A pontuação da Portia seria
    maioritariamente cerca de 4
  103. porque toda a gente concorda
    que ela é muito bonita,
  104. enquanto que a Sarah Jessica Parker
    divide totalmente as opiniões.
  105. Haveria grandes diferenças
    na sua pontuação.
  106. E, na verdade, são estas diferenças
    que contam.
  107. São estas diferenças
    que nos fazem mais populares
  108. num "website" de encontros
    "online" na Internet.
  109. Portanto, o que isso significa
  110. é que se algumas pessoas
    pensam que vocês são atraentes,
  111. na verdade, é melhor para vocês
  112. terem algumas outras pessoas
    que vos achem umas matrafonas.
  113. Isso é muito melhor
    do que toda a gente pensar
  114. que vocês são a vizinha gira.
  115. Eu penso que isto começa a fazer
    mais sentido

  116. se pensarem nas pessoas
    que estão a enviar estas mensagens.
  117. Digamos que acham que alguém é atraente,
  118. mas que suspeitam que outras pessoas
    não estarão necessariamente interessadas.
  119. Isso significa que há
    menos competição à vista
  120. e é um incentivo extra para vocês
    entrarem em contacto.
  121. Agora comparem isso a pensarem
    que alguém é atraente
  122. mas suspeitarem que toda a gente
    vai achar o mesmo.
  123. Bem, sejamos francos,
  124. para que é que vocês se dariam
    ao trabalho de se humilharem?
  125. Começa aqui a parte
    realmente interessante.
  126. Porque quando as pessoas
    escolhem as imagens
  127. que usam no "website"
    de encontros "online",
  128. elas tentam, frequentemente,
    minimizar as coisas
  129. que pensam que algumas pessoas
    possam achar pouco atraentes.
  130. O exemplo clássico é que as pessoas
    que são talvez um pouco gordinhas
  131. escolhem deliberadamente
    uma foto muito recortada.
  132. Ou os carecas, por exemplo,
  133. que deliberadamente escolhem
    imagens em que usam chapéus.
  134. Mas, na verdade, isto é o oposto
    do que deveriam fazer
  135. se quiserem ser bem-sucedidos.
  136. Em vez disso, deveriam tirar partido
  137. do que quer que seja
    que vos torne diferentes,
  138. mesmo pensando que algumas pessoas
    vos vão achar pouco atraentes.
  139. Porque as pessoas que gostam de vocês
    vão gostar de vocês de qualquer maneira,
  140. e os falhados insignificantes que
    não gostarem, só vos darão vantagem.
  141. Super Dica n.º 2:
    Como escolher o parceiro perfeito.

  142. Vamos imaginar que vocês são
    um sucesso estrondoso nos encontros.
  143. Mas surge a pergunta de como é que
    vão converter esse sucesso
  144. em felicidade a longo prazo
    e, em particular,
  145. como é que decidem
    quando é a altura certa para assentarem?
  146. Geralmente,
    não é aconselhável
  147. casar com a primeira pessoa
    que vos apareça
  148. e que mostre algum interesse por vocês.
  149. Mas, de igual modo,
    também não quererão alongar o tempo
  150. se quiserem maximizar a vossa hipótese
    de felicidade a longo prazo.
  151. A minha autora preferida,
    Jane Austen, diz assim:
  152. "Uma mulher solteira de 27 anos
  153. "nunca pode esperar sentir
    ou inspirar de novo afeição."
  154. (Risos)
  155. Obrigadinha, Jane.
    O que sabes tu do amor?
  156. A questão é, então,

  157. como é que sabem quando
    é a altura certa para assentar
  158. considerando todas as pessoas
    com que poderão namorar na vossa vida?
  159. Felizmente, há um bocadinho delicioso
    de matemática, que podemos usar
  160. para nos ajudar com isto, chamado
    "teoria da paragem ótima".
  161. Vamos imaginar, então,
  162. que vão começar a namorar aos 15 anos
  163. e, idealmente, gostariam
    de se casar aos 35 anos.
  164. Há uma série de pessoas
  165. com quem vocês poderiam
    namorar ao longo da vossa vida,
  166. e elas terão vários níveis de qualidade.
  167. As regras são estas: uma vez
    que consigam acertar e casar
  168. não podem olhar para o futuro
    para perceberem o que poderiam ter tido
  169. e, igualmente, não podem voltar atrás
    e mudar de opinião.
  170. Na minha experiência, pelo menos,
  171. normalmente as pessoas não gostam
    de voltar a ser chamadas
  172. anos depois de terem sido preteridas
    por outra pessoa — ou talvez seja só eu.
  173. A matemática diz então
    que o que devem fazer

  174. nos primeiros 37%
    da vossa janela de encontros,
  175. é rejeitar toda a gente como
    sérios candidatos a casamento.
  176. (Risos)
  177. E, depois, devem escolher
    a pessoa seguinte que aparecer
  178. que é melhor do que qualquer outra
    que já viram antes.
  179. Eis um exemplo.
  180. Pode ser matematicamente provado
    que, ao fazerem isto,
  181. estão, na verdade, a escolher
    a melhor maneira possível
  182. de maximizar as vossas hipóteses
    de encontrar o parceiro perfeito.
  183. Infelizmente, tenho de vos dizer que
    este método traz alguns riscos.
  184. Por exemplo, imaginem que
    o vosso parceiro ideal apareceu
  185. durante os vossos primeiros 37%.
  186. Infelizmente, teriam de o rejeitar.
  187. (Risos)
  188. E, se fizerem as contas,
  189. lamento que nenhuma outra
    pessoa que apareça
  190. venha a ser melhor que
    qualquer um que já tenham conhecido,
  191. por isso, terão de continuar a
    rejeitar todos e morrer sozinhos.
  192. (Risos)
  193. Provavelmente rodeados de gatos
    a roer os vossos restos.
  194. Outro risco é que — imaginem

  195. que as primeiras pessoas que
    encontraram nos primeiros 37%
  196. são incrivelmente monótonas,
    chatas, terríveis.
  197. Primeiro, como estão na fase de rejeição,
    não há problema,
  198. e podem rejeitá-los.
  199. Mas agora imaginem que a próxima
    pessoa que aparece
  200. é apenas um bocadinho menos
    monótona, chata e terrível
  201. do que todas as outras
    que conheceram antes.
  202. Se estiverem a seguir o raciocínio,
    lamento mas terão de casar com ela
  203. e acabar numa relação que,
    honestamente, é abaixo de ótima.
  204. Desculpem lá...
  205. Mas acho mesmo que há aqui
    uma oportunidade
  206. para a Hallmark se introduzir
    e aproveitar este mercado.
  207. Um cartão de S. Valentim como este:
  208. (Risos)
  209. "Meu querido marido,
    és marginalmente menos terrível
  210. "do que os primeiros 37% de
    pessoas com que saí."
  211. Até fica mais romântico do que
    o que costumo fazer.
  212. Portanto, este método não
    tem uma taxa de sucesso de 100%

  213. mas não há outra estratégia possível
    que faça melhor.
  214. E na verdade, na Natureza,
    há determinados tipos de peixes
  215. que empregam e seguem
    exatamente esta estratégia.
  216. Rejeitam qualquer possível
    pretendente que apareça
  217. nos primeiros 37%
    da época de acasalamento
  218. e, depois desse período,
    escolhem o primeiro peixe que aparece,
  219. que, sei lá, é maior e mais corpulento
  220. do que todos os peixes que viram antes.
  221. De qualquer maneira, também acho que,
    subconscientemente,
  222. nós, humanos, fazemos a mesma coisa.
  223. Quando somos novos,
    damo-nos algum tempo
  224. para jogar no terreno e avaliar o mercado.
  225. E só começamos a olhar seriamente
    para potenciais candidatos para casar
  226. quando chegamos a meio
    ou ao final dos 20 anos.
  227. Eu acho que isto é uma prova conclusiva,
    se é que alguma vez foi necessária,
  228. de que os cérebros de toda a gente
    estão programados
  229. para serem um bocadinho matemáticos.
  230. E foi esta a Super Dica n.º 2.

  231. Agora, a Super Dica n.º 3:
    Como evitar o divórcio.
  232. Vamos então imaginar que
    escolheram o parceiro ideal
  233. e que estão a assentar numa
    relação duradoura e para a vida com ele.
  234. Gosto de pensar que, idealmente,
    toda a gente gostaria de evitar o divórcio,
  235. com exceção de, sei lá,
    talvez a mulher do Piers Morgan?
  236. Mas é um facto triste da vida moderna
  237. que um em cada dois casamentos
    nos EUA acabam em divórcio,
  238. e o resto do mundo não está muito atrás.
  239. Eu desculpo-vos por talvez pensarem
  240. que os argumentos que precedem
    o fim de um casamento
  241. não são candidatos ideais
    para investigação matemática.
  242. Por um lado, é muito difícil saber
  243. o que deveríamos estar
    a medir ou a quantificar.
  244. Mas isto não impediu um psicólogo,
    John Gottman, de fazer exatamente isso.
  245. Gottman observou centenas de casais
    a ter uma conversa
  246. e registou... bem, tudo aquilo
    em que conseguirem pensar.
  247. Registou o que foi dito na conversa,
  248. registou a condutividade da pele,
  249. as suas expressões faciais,
  250. o ritmo cardíaco, a tensão arterial,
  251. basicamente tudo, exceto
    se a mulher estava ou não sempre certa,
  252. o que, incidentalmente, é a verdade.
  253. Mas o que Gottman
    e a sua equipa descobriram
  254. foi que um dos mais
    importantes indicadores
  255. de se um casal se vai ou não divorciar,
  256. foi o quão positivo ou negativo era
    cada um, durante a conversa.
  257. Os casais que tinham muito baixo risco

  258. classificavam-se com mais pontos positivos
    na escala de Gottman do que negativos.
  259. Já as más relações,
  260. ou seja, que provavelmente
    vão acabar em divórcio,
  261. entravam numa espiral de negatividade.
  262. Apenas usando estas ideias muito simples,
  263. Gottman e o seu grupo
    eram capazes de prever
  264. com 90% de confiança.
  265. se um determinado casal se iria divorciar
  266. Mas só quando se juntou com
    um matemático, James Murray,
  267. é que começaram a perceber
  268. o que causa estas espirais de negatividade
    e como é que ocorrem.
  269. E os resultados que encontraram...
  270. Acho-os impressionantes,
    incrivelmente simples e interessantes.
  271. Estas equações preveem como é que
    o marido ou a esposa vai responder
  272. no seu turno seguinte de conversação,
  273. quão positivos ou negativos serão.
  274. E estas equações dependem
  275. do humor da pessoa quando está sozinha,
  276. do humor da pessoa quando está
    com o seu parceiro,
  277. mas, mais importante, dependem
  278. do quanto o marido ou a esposa
    se influenciam um ao outro.
  279. Ora, acho que é importante
    sublinhar nesta altura

  280. que se demonstrou que
    estas mesmas equações
  281. são perfeitamente capazes de descrever
  282. o que acontecerá entre dois países
    numa corrida ao armamento.
  283. (Risos)
  284. Ou seja, um casal em discussão
    e em espiral de negatividade,
  285. e à beira do divórcio,
  286. é matematicamente equivalente
    ao início de uma guerra nuclear.
  287. (Risos)
  288. Mas o termo realmente
    importante nesta equação

  289. é a influência que as pessoas
    têm umas nas outras
  290. e, em particular, algo chamado
    de "limiar da negatividade".
  291. Podem pensar neste limiar
    da negatividade
  292. como quão chato consegue ser o marido
  293. antes que a esposa comece a ficar
    mesmo chateada, e vice-versa.
  294. Eu sempre pensei que os bons casamentos
    significassem compromisso e compreensão,
  295. e permitir ao outro ter espaço
    para ser ele próprio.
  296. Por isso pensaria que as relações
    com mais sucesso talvez
  297. fossem aquelas em que houvesse
    um limite de negatividade mesmo alto.
  298. Em que os casais deixassem
    passar algumas coisas
  299. e apenas trouxessem alguma coisa à baila
    quando fosse mesmo séria.
  300. Mas, na verdade, a matemática
    e as descobertas seguintes do grupo
  301. mostraram que o oposto é que é verdade.
  302. Os melhores casais,
    ou aqueles com mais sucesso,
  303. são aqueles que têm um limite
    de negatividade mesmo baixo.
  304. Estes casais são aqueles
    que não deixam passar nada
  305. e que dão um ao outro
    o espaço para reclamar.
  306. Estes são os casais
  307. que estão continuamente
    a tentar reparar a sua própria relação,
  308. que têm uma perspetiva muito mais
    positiva do seu casamento.
  309. Casais que não deixam passar nada
  310. e que não deixam que coisas triviais
    se tornem coisas grandes e sérias.
  311. Claro que é preciso um pouco mais do
    que apenas um baixo limite de negatividade

  312. e não fazer cedências
    para se ter uma relação de sucesso.
  313. Mas acho que é bastante interessante
  314. saber que há realmente
    evidência matemática
  315. a dizer que devemos acalmar
    a nossa fúria antes de terminar o dia.
  316. Pronto, são estas
    as minhas três Super dicas

  317. de como a matemática vos pode ajudar
    com o amor e os relacionamentos.
  318. Mas espero que, para além
    do seu uso como dicas,
  319. também vos deem uma noção um bocadinho
    maior do poder da matemática.
  320. Porque, para mim, as equações e
    os símbolos não são só uma coisa.
  321. São uma voz que fala sobre
    a incrível riqueza da Natureza
  322. e a simplicidade estonteante
  323. dos padrões que nos envolvem,
    que giram e evoluem à nossa volta,
  324. desde como o mundo funciona
    a como nós nos comportamos.
  325. Por isso espero que,
    pelo menos para alguns de vocês,
  326. esta pequena perspetiva
    sobre a matemática do amor
  327. possa persuadir-vos a ter um
    bocadinho mais de amor à matemática.
  328. Obrigada.
  329. (Aplausos)