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Como meia dúzia de aldeias piscatórias deram origem a uma revolução na conservação marinha

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    Sou biólogo marinho
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    e venho falar-vos da crise nos oceanos
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    mas, desta vez, com uma mensagem
    que talvez nunca tenham ouvido,
  • 0:10 - 0:13
    porque quero dizer-vos
    que, se a sobrevivência dos oceanos
  • 0:13 - 0:17
    dependesse apenas de pessoas como eu,
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    dos cientistas que colaboram
    em publicações,
  • 0:20 - 0:23
    estaríamos numa situação
    muito pior do que estamos.
  • 0:23 - 0:25
    Porque, enquanto cientista,
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    a coisa mais importante que aprendi,
  • 0:27 - 0:31
    para manter os oceanos
    saudáveis e produtivos,
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    não foi na faculdade,
    mas com os pescadores
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    que vivem nalguns dos países
    mais pobres do planeta.
  • 0:37 - 0:42
    Enquanto conservacionista, aprendi
    que a pergunta mais importante não é:
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    "Como mantemos as pessoas afastadas?"
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    mas "Como queremos garantir
    que as populações costeiras do mundo
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    "tenham o suficiente para comer?"
  • 0:51 - 0:55
    Os oceanos são tão fundamentais
    para a nossa sobrevivência
  • 0:55 - 0:58
    como a atmosfera,
    as florestas ou os solos.
  • 0:58 - 1:02
    A sua espantosa produtividade
    equipara as pescas com a agricultura,
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    enquanto alicerces
    da produção de alimentos
  • 1:04 - 1:05
    para a Humanidade.
  • 1:05 - 1:08
    Mas há coisas que estão
    a correr muito mal.
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    Estamos a acelerar
    uma situação de extinção
  • 1:11 - 1:16
    uma situação que a minha área
    até aqui não tem conseguido deter.
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    Na essência, trata-se de uma crise
    humana e humanitária.
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    O golpe mais devastador sofrido
    pelos oceanos até aqui
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    é a pesca em excesso.
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    Todos os anos, pescamos mais,
    mais profundamente, mais longe.
  • 1:30 - 1:33
    Todos os anos, pescamos menos peixe.
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    A crise da pesca excessiva
    é um grande paradoxo,
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    é desnecessária, é evitável
    e totalmente reversível,
  • 1:41 - 1:46
    porque as pescas são um dos recursos
    mais produtivos do planeta.
  • 1:46 - 1:50
    Com as estratégias adequadas
    podemos inverter a pesca excessiva.
  • 1:50 - 1:53
    O facto de ainda não o termos feito,
    na minha opinião,
  • 1:53 - 1:56
    é um dos maiores fracassos
    da Humanidade.
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    Em parte alguma, este fracasso
    é mais evidente
  • 1:59 - 2:02
    do que nas águas quentes
    de cada lado do Equador.
  • 2:02 - 2:06
    Os trópicos albergam
    a maioria das espécies do oceano,
  • 2:06 - 2:10
    e a maioria das pessoas cuja existência
    depende dos mares.
  • 2:11 - 2:14
    Chamamos e estes pescadores costeiros
    "pescadores de pequena escala"
  • 2:14 - 2:17
    mas "pequena escala"
    é uma palavra incorreta.
  • 2:17 - 2:22
    para uma frota que engloba mais de 90%
    dos pescadores mundiais.
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    A pesca deles é geralmente
    mais seletiva e sustentável
  • 2:26 - 2:28
    do que a destruição indiscriminada
  • 2:28 - 2:32
    demasiadas vezes efetuada
    por barcos industriais maiores.
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    Estas populações costeiras
    têm mais a ganhar com a conservação
  • 2:35 - 2:36
    porque, para muitos deles,
  • 2:36 - 2:41
    a pesca é o que os livra da pobreza,
    da fome ou da migração forçada
  • 2:41 - 2:45
    em países onde o Estado
    por vezes é incapaz de os ajudar.
  • 2:45 - 2:48
    Sabemos que o quadro geral é sombrio:
  • 2:48 - 2:51
    os "stocks" desaparecem nas linhas
    da frente da alteração climática,
  • 2:51 - 2:53
    o aquecimento dos mares,
    os recifes moribundos,
  • 2:53 - 2:55
    as tempestades catastróficas,
  • 2:55 - 2:57
    arrastões, frotas fábricas,
  • 2:57 - 3:02
    navios gananciosos de países mais ricos
    que pescam mais do que a sua quota.
  • 3:02 - 3:05
    Uma vulnerabilidade extrema
    é a nova normalidade.
  • 3:06 - 3:10
    Eu desembarquei pela primeira vez
    na ilha de Madagáscar, há 20 anos,
  • 3:10 - 3:13
    com a missão de documentar
    a sua história natural marinha.
  • 3:13 - 3:16
    Fiquei deslumbrado com os recifes
    corais que explorei
  • 3:16 - 3:18
    e sabia bem como os proteger,
  • 3:18 - 3:21
    porque a ciência fornecia
    todas as respostas:
  • 3:21 - 3:24
    fechar as áreas dos recifes
    permanentemente.
  • 3:24 - 3:27
    Os pescadores costeiros
    tinham de pescar menos peixe.
  • 3:27 - 3:30
    Abordei os anciãos aqui
    na aldeia de Andavadoaka
  • 3:30 - 3:33
    e recomendei-lhes que fechassem
    a todos os tipos de pesca
  • 3:33 - 3:36
    os recifes de corais mais saudáveis
    e mais diferenciados
  • 3:36 - 3:39
    para formarem um refúgio
    que ajudasse a recomposição dos "stocks"
  • 3:39 - 3:43
    porque, conforme a ciência nos diz,
    ao fim de uns cinco anos,
  • 3:43 - 3:47
    as populações de peixes nesses refúgios
    seriam muito maiores,
  • 3:47 - 3:50
    repovoando as áreas
    de pesca para além deles,
  • 3:50 - 3:52
    e melhorando a vida de toda a gente.
  • 3:52 - 3:55
    Essa conversa não correu lá muito bem.
  • 3:55 - 3:56
    (Risos)
  • 3:56 - 3:59
    Três quartos da população
    de 27 milhões de Madagáscar
  • 3:59 - 4:02
    vivem com menos de dois dólares por dia.
  • 4:02 - 4:05
    O meu apelo fervoroso
    para pescarem menos não teve em conta
  • 4:05 - 4:07
    o que isso significava
    para aquelas pessoas
  • 4:07 - 4:09
    que dependem da pesca
    para a sua sobrevivência.
  • 4:09 - 4:12
    Era mais uma imposição do exterior,
  • 4:12 - 4:14
    uma restrição, em vez duma solução.
  • 4:14 - 4:18
    O que é que a proteção duma longa lista
    de nomes latinos de espécies
  • 4:18 - 4:20
    significa para Resaxx,
    uma mulher de Andavadoaka
  • 4:20 - 4:23
    que pesca todos os dias
    para pôr comida na mesa
  • 4:23 - 4:26
    e enviar os netos para a escola?
  • 4:26 - 4:31
    Essa rejeição inicial ensinou-me
    que a conservação, na sua essência,
  • 4:31 - 4:35
    é um percurso de escutar intensamente
  • 4:35 - 4:38
    de perceber as pressões e as realidades
    que as comunidades enfrentam
  • 4:38 - 4:40
    dada a sua dependência da Natureza.
  • 4:40 - 4:44
    Esta ideia tornou-se
    no princípio fundador do meu trabalho
  • 4:44 - 4:47
    e deu azo a uma organização
    que trouxe uma nova abordagem
  • 4:47 - 4:49
    à conservação do oceano,
  • 4:49 - 4:53
    trabalhando para recriar as pescas
    com as comunidades costeiras.
  • 4:53 - 4:57
    Nessa época, tal como hoje,
    o trabalho começou por escutar.
  • 4:57 - 5:00
    O que aprendemos deixou-nos estupefactos.
  • 5:00 - 5:02
    Nessa altura, no sul seco de Madagáscar,
  • 5:02 - 5:05
    soubemos que havia uma espécie
    extremamente importante para os aldeões:
  • 5:05 - 5:07
    este polvo espantoso.
  • 5:07 - 5:11
    Soubemos que a procura crescente
    estava a dar cabo dum recurso económico.
  • 5:11 - 5:15
    Mas também soubemos que este animal
    cresce extremamente depressa,
  • 5:15 - 5:18
    duplicando de peso
    ao fim de um ou dois meses.
  • 5:18 - 5:22
    Argumentámos que a proteção
    de uma pequena área de pescas apenas
  • 5:22 - 5:23
    durante uns meses,
  • 5:23 - 5:27
    levaria a um aumento drástico das pescas,
  • 5:27 - 5:30
    o suficiente para fazer a diferença
    nos resultados desta comunidade,
  • 5:30 - 5:33
    num período que podia ser aceitável.
  • 5:34 - 5:36
    A comunidade também pensou o mesmo,
  • 5:36 - 5:38
    optando por suspender,
    temporariamente, a pesca do polvo,
  • 5:38 - 5:40
    numa pequena área dos recifes,
  • 5:40 - 5:42
    usando um código social habitual,
  • 5:42 - 5:47
    que envolvia as bênçãos dos antepassados,
    para evitar a pesca furtiva.
  • 5:47 - 5:50
    Quando esses recifes reabriram
    à pesca, seis meses depois,
  • 5:50 - 5:54
    ninguém estava preparado
    para o que aconteceu a seguir.
  • 5:54 - 5:56
    As pescas dispararam.
  • 5:56 - 5:59
    Homens e mulheres apanhavam
    polvos cada vez maiores,
  • 5:59 - 6:01
    como ninguém já via há anos.
  • 6:01 - 6:04
    As aldeias vizinhas viram
    a explosão das pescas
  • 6:04 - 6:06
    e tiraram as suas conclusões,
  • 6:06 - 6:09
    espalhando o modelo como um vírus
    por centenas de quilómetros da costa.
  • 6:09 - 6:11
    Quando fizemos as contas.
  • 6:11 - 6:14
    vimos que estas comunidades,
    das mais pobres do planeta,
  • 6:14 - 6:17
    tinham encontrado uma forma
    de duplicar as receitas
  • 6:17 - 6:19
    numa questão de meses, pescando menos.
  • 6:19 - 6:21
    Imaginem uma conta de poupança
  • 6:21 - 6:24
    de onde tiramos metade
    do saldo, todos os anos
  • 6:24 - 6:25
    e as poupanças continuam a aumentar.
  • 6:25 - 6:29
    Não há nenhuma oportunidade
    de investimento, no planeta,
  • 6:29 - 6:32
    que possa retribuir
    o que as pescas retribuem.
  • 6:32 - 6:36
    Mas a magia real
    funcionou para além do lucro,
  • 6:36 - 6:40
    porque ocorreu uma transformação
    mais profunda nestas comunidades.
  • 6:40 - 6:42
    Incitados pelo aumento das pescas,
  • 6:42 - 6:47
    os líderes de Andavadoaka juntaram forças
    com duas dúzias de comunidades vizinhas
  • 6:47 - 6:50
    para instituir uma grande área
    de conservação,
  • 6:50 - 6:53
    ao longo de dúzias
    de quilómetros da costa.
  • 6:53 - 6:56
    Proibiram pescar com veneno
    e com redes mosquiteiras
  • 6:56 - 6:58
    e instituíram refúgios permanentes
  • 6:58 - 7:01
    em volta dos recifes de coral
    e dos mangais ameaçados,
  • 7:01 - 7:03
    incluindo, para minha grande surpresa,
  • 7:03 - 7:07
    as mesmas ideias que eu tinha ventilado
    dois anos antes,
  • 7:07 - 7:10
    quando a minha evangelização
    para a proteção marinha
  • 7:10 - 7:12
    tinha sido redondamente rejeitada.
  • 7:12 - 7:14
    Criaram uma área protegida
    liderada pela comunidade,
  • 7:14 - 7:18
    um sistema democrático
    para o governo marinho local
  • 7:18 - 7:22
    que era totalmente inimaginável
    alguns anos antes.
  • 7:22 - 7:24
    Mas não se ficaram por aqui.
  • 7:24 - 7:27
    Em cinco anos, asseguraram
    direitos legais do Estado
  • 7:27 - 7:30
    para gerir 500 km2 do oceano,
  • 7:30 - 7:35
    eliminando das águas
    arrastões industriais destruidores,
  • 7:35 - 7:38
    Dez anos depois, estamos a ver
    a recuperação dos recifes críticos
  • 7:38 - 7:40
    no interior desses refúgios.
  • 7:40 - 7:43
    As comunidades estão a requerer
    um reconhecimento maior
  • 7:43 - 7:45
    dos seus direitos a pescar
  • 7:45 - 7:48
    e a preços mais justos
    que recompensem a sustentabilidade.
  • 7:48 - 7:51
    Mas tudo isto é apenas
    o início da história,
  • 7:51 - 7:55
    porque esta meia dúzia
    de aldeias piscatórias em ação
  • 7:55 - 7:58
    tinham provocado uma revolução
    na conservação marinha
  • 7:58 - 8:00
    que se espalhara por milhares
    de quilómetros,
  • 8:00 - 8:03
    com impacto em centenas
    de milhares de pessoas.
  • 8:03 - 8:06
    Hoje, em Madagáscar, centenas de locais
    são geridos pelas comunidades,
  • 8:06 - 8:10
    que aplicam esta abordagem à conservação,
    com base nos direitos humanos
  • 8:10 - 8:13
    a todos os tipos de pescas,
    desde os caranguejos às cavalinhas.
  • 8:14 - 8:18
    O modelo transpôs fronteiras
    para a África Oriental e o Oceano Índico
  • 8:18 - 8:21
    e está agora a percorrer as ilhas
    até ao sudeste asiático.
  • 8:21 - 8:25
    Da Tanzânia a Timor Leste,
    da Índia à Indonésia,
  • 8:25 - 8:28
    estamos a ver ocorrer a mesma história
  • 8:29 - 8:31
    de que, quando a concebemos
    como deve ser,
  • 8:31 - 8:33
    a conservação marinha recolhe dividendos
  • 8:33 - 8:35
    que vão muito além
    da proteção da Natureza,
  • 8:35 - 8:37
    melhorando as pescas
  • 8:37 - 8:41
    e motivando ondas de mudança social
    ao longo das costas,
  • 8:41 - 8:44
    reforçando a confiança, a cooperação
  • 8:44 - 8:48
    e a resiliência das comunidades
    para enfrentar a injustiça da pobreza
  • 8:48 - 8:50
    e a alteração climática.
  • 8:51 - 8:54
    Eu tenho sido privilegiado
    por passar a minha carreira
  • 8:54 - 8:58
    a catalisar e a interligar
    estes movimentos nos trópicos
  • 8:59 - 9:01
    e aprendi que, enquanto conservacionistas,
  • 9:01 - 9:03
    o nosso objetivo é ganhar em escala,
  • 9:03 - 9:06
    em vez de perder mais lentamente.
  • 9:06 - 9:09
    Precisamos de aproveitar
    esta oportunidade global
  • 9:09 - 9:11
    para reconstituir as pescas:
  • 9:11 - 9:14
    com trabalhadores no terreno
    para ligação com as comunidades
  • 9:14 - 9:19
    e para as interligar, para as apoiar
    a atuar e a aprender umas com as outras;
  • 9:19 - 9:22
    com governos e advogados
    ao lado das comunidades
  • 9:22 - 9:25
    para garantir os seus direitos
    para gerir as pescas;
  • 9:25 - 9:28
    dar prioridade aos alimentos locais
    e à segurança dos empregos,
  • 9:28 - 9:32
    acima de todos os interesses
    em competição na economia dos oceanos;
  • 9:32 - 9:35
    acabar com os subsídios
    para frotas industriais
  • 9:35 - 9:37
    grosseiramente sobrecapitalizadas
  • 9:37 - 9:40
    e manter os barcos
    industriais e estrangeiros
  • 9:40 - 9:42
    fora das águas costeiras.
  • 9:42 - 9:44
    Precisamos de sistemas de dados ágeis
  • 9:44 - 9:46
    que coloquem a ciência
    nas mãos das comunidades,
  • 9:47 - 9:51
    para otimizar a conservação
    das espécies alvo ou dos "habitats".
  • 9:51 - 9:54
    Precisamos de organizações
    de desenvolvimento,
  • 9:54 - 9:56
    de doadores e de uma instituição
    de conservação
  • 9:56 - 9:59
    que eleve a ambição deles
    à escala do investimento
  • 9:59 - 10:03
    urgentemente necessária
    para concretizar esta visão.
  • 10:03 - 10:04
    Para lá chegar,
  • 10:04 - 10:07
    precisamos de reimaginar
    a conservação marinha
  • 10:08 - 10:11
    enquanto narrativa
    de abundância e de poder,
  • 10:11 - 10:14
    não de austeridade nem de alienação;
  • 10:14 - 10:16
    um movimento guiado pelas pessoas
  • 10:16 - 10:19
    que dependem dos mares saudáveis
    para a sua sobrevivência,
  • 10:19 - 10:22
    não por valores científicos abstratos.
  • 10:23 - 10:27
    Claro que limitar a pesca excessiva
    é apenas um passo para curar o oceano.
  • 10:27 - 10:33
    Os horrores do aquecimento, a acidificação
    e a poluição aumentam todos os dias.
  • 10:33 - 10:35
    Mas é um passo enorme.
  • 10:35 - 10:37
    É um passo que podemos dar hoje
  • 10:37 - 10:40
    e é um passo que dará
    um impulso muito necessário
  • 10:40 - 10:42
    para as soluções de exploração
  • 10:42 - 10:44
    para outras dimensões
    da nossa emergência oceânica.
  • 10:44 - 10:47
    O nosso êxito impulsiona o deles.
  • 10:47 - 10:50
    Se desistirmos, desesperados,
  • 10:50 - 10:51
    o jogo acabou.
  • 10:51 - 10:56
    Resolvemos estes desafios
    agarrando num de cada vez.
  • 10:56 - 11:00
    A nossa enorme dependência
    dos oceanos é a solução
  • 11:01 - 11:04
    que tem estado escondida
    à vista desarmada,
  • 11:04 - 11:07
    porque não há nada pequeno
    nos pescadores de pequena escala.
  • 11:07 - 11:11
    Têm a força de cem milhões
    e fornecem alimento a milhares de milhões.
  • 11:11 - 11:15
    É este exército de conservacionistas
    de todos os dias
  • 11:15 - 11:17
    que têm mais coisas em jogo.
  • 11:17 - 11:20
    Só eles têm os conhecimentos
    e o alcance global necessário
  • 11:20 - 11:24
    para remodelar a nossa relação
    com os nossos oceanos.
  • 11:24 - 11:29
    Ajudá-los a conseguir isso é a coisa
    mais importante que podemos fazer
  • 11:29 - 11:31
    para manter vivos os nossos oceanos.
  • 11:31 - 11:32
    Obrigado.
  • 11:32 - 11:35
    (Aplausos)
Title:
Como meia dúzia de aldeias piscatórias deram origem a uma revolução na conservação marinha
Speaker:
Alasdair Harris
Description:

Precisamos de uma abordagem radicalmente nova à conservação dos oceanos, diz Alasdair Harris, biólogo marinho. Numa palestra visionária, apresenta uma solução surpreendente para o problema de pesca excessiva, que pode fazer reviver a vida marinha e reconstituir as pescas locais — retirando menos do oceano. "Quando a concebemos como deve ser, a conservação marinha recolhe dividendos que vão muito além da proteção da Natureza", diz ele.

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Video Language:
English
Team:
TED
Project:
TEDTalks
Duration:
11:49

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