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← O corpo humano versus os implantes - Kaitlyn Sadtler

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Showing Revision 6 created 06/18/2019 by Maurício Kakuei Tanaka.

  1. As bombas de insulina melhoram a vida
  2. de muitos dos 415 milhões de pessoas
    com diabetes em todo o mundo,
  3. monitorando o açúcar no sangue,
    administrando insulina
  4. e evitando a necessidade de punção do dedo
    e exame de sangue constantes.
  5. Essas maquininhas incluem
    uma bomba e uma agulha,
  6. que podem detectar os níveis de glicose,
  7. devolver à bomba
  8. e depois calcular a quantidade
    de insulina a ser liberada pela agulha.
  9. Mas elas têm um problema: são temporárias.
  10. Em poucos dias, os sensores de glicose
    precisam ser movidos e substituídos.
  11. E não são apenas os monitores de glicose
    e as bombas de insulina
  12. que apresentam esse problema,
  13. mas todos os implantes corporais,
    em diferentes prazos.
  14. Os joelhos protéticos de plástico devem
    ser substituídos após cerca de 20 anos.
  15. Outros implantes, como aqueles
    usados por razões cosméticas,
  16. podem ter o mesmo destino
    em cerca de dez anos.
  17. Isso não é apenas um incômodo:
    pode ser caro e arriscado.
  18. Essa inconveniência acontece por causa
    do sistema imunológico de nosso corpo.

  19. Aprimorada por várias centenas
    de milhões de anos de evolução,
  20. essa frente defensiva
  21. tornou-se excepcionalmente boa
    na identificação de objetos estranhos.
  22. Nosso sistema imunológico tem
    um impressionante arsenal de ferramentas
  23. para enfrentar, interceptar e destruir
  24. qualquer coisa que acredita
    que não deveria estar lá.
  25. Mas a consequência
    dessa vigilância constante
  26. é que nosso corpo trata implantes úteis,
    como bombas de insulina,
  27. com a mesma suspeita
    de um vírus ou bactéria nocivos.
  28. Assim que a bomba de insulina
    é implantada na pele,

  29. sua presença desencadeia o que é conhecido
    como uma "resposta a um corpo estranho".
  30. Isso começa com proteínas flutuantes
  31. que se aderem à superfície do implante.
  32. Essas proteínas incluem anticorpos,
  33. que tentam neutralizar o objeto novo
  34. e enviar um sinal que chama outras células
    do sistema imunológico ao local
  35. para fortalecer o ataque.
  36. Células inflamatórias de resposta precoce,

  37. como neutrófilos e macrófagos,
  38. respondem à chamada de emergência.
  39. Os neutrófilos liberam
    pequenos grânulos cheios de enzimas
  40. que tentam quebrar a superfície
    da agulha da bomba de insulina.
  41. Os macrófagos também secretam enzimas,
  42. junto com radicais de óxido nítrico,
  43. que criam uma reação química
    que degrada o objeto ao longo do tempo.
  44. Se os macrófagos forem incapazes
    de liquidar o corpo estranho rapidamente,
  45. eles se fundem, formando uma massa
    de células chamada “célula gigante”.
  46. Ao mesmo tempo,
    células chamadas fibroblastos
  47. viajam para o local e começam a depositar
    camadas de tecido conjuntivo denso.
  48. Essas células envolvem a agulha
    que a bomba usa para administrar insulina
  49. e testar os níveis de glicose.
  50. Com o tempo, essa estrutura cresce,
  51. formando uma cicatriz
    ao redor do implante.
  52. A cicatriz funciona como uma parede
    quase impenetrável

  53. que pode começar a bloquear
    interações vitais
  54. entre o corpo e o implante.
  55. Por exemplo, as cicatrizes ao redor
    de marca-passos podem interromper
  56. a transmissão elétrica que é crucial
    para o funcionamento deles.
  57. Articulações sintéticas do joelho podem
    desprender partículas conforme o desgaste,
  58. fazendo com que as células imunológicas
    se inflamem em torno desses fragmentos.
  59. Tragicamente, o ataque do sistema
    imunológico pode ser até fatal.
  60. Porém, os pesquisadores estão encontrando
    modos de enganar o sistema imunológico

  61. para aceitar os novos dispositivos que
    introduzimos em nossos tecidos corporais.
  62. Descobrimos que implantes de revestimento,
    com certas substâncias químicas e drogas,
  63. podem atenuar a resposta imunológica.
  64. Elas basicamente tornam os implantes
    invisíveis ao sistema imunológico.
  65. Também estamos fabricando mais implantes
    com materiais naturais
  66. e em formas que imitam
    diretamente os tecidos,
  67. para que o corpo lance
    um ataque mais fraco
  68. do que se encontrasse um implante
    completamente artificial.
  69. Alguns tratamentos médicos
    envolvem implantes
  70. projetados para regenerar
    tecidos perdidos ou danificados.
  71. Nesses casos, podemos projetar
    os implantes para conter ingredientes
  72. que irão liberar sinais específicos
  73. e adaptar cuidadosamente
    as reações imunológicas de nosso corpo.
  74. No futuro, essa maneira de trabalhar
    junto com o sistema imunológico

  75. pode nos ajudar a desenvolver
    órgãos completamente artificiais,
  76. próteses totalmente integradas
  77. e terapias de feridas autocuráveis.
  78. Esses tratamentos podem um dia
    revolucionar a medicina
  79. e transformar, para sempre,
    o corpo em que vivemos.