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← Transformação social com a robótica | Henrique Foresti | TEDxLaçador

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Showing Revision 121 created 12/26/2020 by Claudia Sander.

  1. Gente, é uma satisfação enorme estar aqui.
  2. Muito obrigado por me proporcionar
    este momento, essas interações,
  3. essas emoções que estamos sentindo agora.
  4. Mas eu vim falar aqui do trabalho
    que eu faço pra realizar um sonho.
  5. O sonho de poder
    contribuir de alguma forma,

  6. como vocês todos estão fazendo aqui.
  7. Como vários líderes já apareceram aqui.
  8. E eu também quero seguir esses líderes.
  9. Seguir esses líderes com o meu sonho,
    que é contribuir de alguma forma
  10. para o desenvolvimento
    da robótica no país, no Brasil.
  11. Pra fazer isso, a gente tem trabalhado
    numa plataforma robótica livre.
  12. Isso é um movimento que acontece
    nas universidades, nas escolas técnicas.
  13. A gente trabalha fomentando pra que haja
    pesquisas avançadas na área de robótica,
  14. pesquisas aplicadas.
  15. A gente consegue construir
    novos produtos, produtos inovadores,
  16. formamos empreendedores,
  17. mas, sobretudo, o que a gente faz mesmo
    é a transformação, com a robótica,
  18. em escolas de ensino fundamental e médio,
  19. com programas de experimentação
    da robótica que são acessíveis pra todos
  20. e com os quais conseguimos às vezes
  21. transformar a vida das pessoas
    que participam deles.
  22. Pra gente fazer isso,
  23. pra gente construir esse sistema,
    essa comunidade, essa plataforma,
  24. são várias pessoas, ideias, tecnologias,
    conteúdos disponibilizados num lugar,
  25. disponibilizados pra todos
    com software livre,
  26. com desenvolvimento colaborativo.
  27. E, pra gente construir isso,
    disponibilizar essas ferramentas,
  28. foi preciso construir
    e desconstruir muita coisa.
  29. É sobre isso que eu vou falar agora,
    sobre a desconstrução,
  30. sobre como nós trabalhamos
    essa desconstrução.
  31. É como se fosse uma torre de cartas,
    uma fila de dominós.
  32. Quem nunca brincou com esse passatempo?
  33. Nós ficamos às vezes muito tempo
    montando, construindo,
  34. horas e horas pra montar
    uma fileira enorme.
  35. Depois, a gente dá um toque e, em poucos
    segundos, a desconstrução acontece.
  36. E a gente vai ter que trabalhar
    muito tempo pra construir aquilo.
  37. Mas, e se a gente conseguir tirar
    essa parte da construção?
  38. Imagine se a gente conseguir trabalhar
    com aquelas pilhas,
  39. aquelas pessoas que já estão prontas,
    simplesmente trabalhando a desconstrução.
  40. É isso que a gente tem feito
    com a robótica.
  41. A gente consegue trazer o conhecimento
    que as pessoas já têm.
  42. Começamos com robôs prontos,
    de fácil interação.
  43. Qualquer criança hoje consegue interagir
    com esses brinquedos.
  44. Qualquer criança consegue fazer
    essas coisas funcionarem.
  45. Eles primeiro interagem sem saber
    muito bem o que está acontecendo ali,
  46. mas, com o tempo, a curiosidade faz
    com que entendam o que tem ali dentro.
  47. E é isso que vou tentar mostrar
    aqui um pouquinho,
  48. em pouco tempo, como funciona.
  49. Pra começar a falar disso, vou começar
    desconstruindo alguns preconceitos.
  50. O primeiro é que a robótica,
    a tecnologia é algo complicado,
  51. é algo pra cientistas malucos,
    superdotados, "nerds".
  52. Eu acho que a gente tem esse estigma
  53. que foi criado pelos escritores
    de ficção científica,
  54. acho que foram eles os culpados.
  55. Eles escreveram, fizeram os desenhos
    de Frankenstein, não é?
  56. Somente um supercientista
    é capaz de dar vida a um ser artificial.
  57. (Risos)
  58. Essa imagem, acho que ela...
    fica complicado.
  59. Esses mesmos escritores também são legais.
  60. Eles também criam tecnologia.
  61. O Batman em 1940,
    mais ou menos na década de 40,
  62. falando num telefone celular, no carro.
  63. Se ele [não] tivesse falado, você acha
    que teríamos inventado o telefone celular?
  64. Teríamos colocado Skype, videoconferência,
  65. sem ter visto George Jetson
    num desenho animado?
  66. São eles os culpados,
    os escritores de ficção científica.
  67. A palavra robô foi utilizada pela primeira
    vez numa peça de teatro, em 1920.
  68. E esse cara aqui, que escrevia
    obras de ficção no século [20],1950.
  69. Os conceitos do cérebro positrônico,
  70. das leis da robótica
    foram impostos por ele.
  71. E hoje, nas pesquisas
    que fazemos na robótica,
  72. nós ainda levamos em consideração
    aquilo que ele escreveu,
  73. não como técnico, como engenheiro,
    mas como escritor.
  74. Bom, eu acho que é fato
    que a tecnologia está presente, não é?
  75. Todo mundo nos tablets, nos celulares.
  76. O tempo todo postando, tuitando,
  77. eu estou falando e já vi
    um monte de posts no Twitter.
  78. Há pouco tempo, a gente precisava
    contratar técnico especializado,
  79. eu trabalhei com isso, pra instalar
    um software no computador:
  80. "Ah, vou ligar para o técnico
    pra instalar o editor de texto pra mim".
  81. Hoje em dia, as pessoas já instalam
    seus próprios aplicativos
  82. e até sistemas operacionais.
  83. Já tem muita gente brincando:
    "Vou instalar um sistema 'open source'",
  84. "Vou fazer um 'dual boot'
    na minha máquina".
  85. Todo mundo já está brincando disso.
  86. Até programação.
  87. Quem nunca programou
    um gerenciador de e-mails, por exemplo,
  88. pra mandar uma mensagem automática
  89. quando você está de férias
    e alguém te manda um e-mail?
  90. É um programa, isso que você faz.
  91. Uma lista de músicas
    que fica tocando no Media Player:
  92. você vai lá e programa
    a sua sequência de discos.
  93. Está todo mundo lidando com programação,
    sem saber que está fazendo programação.
  94. Essas coisas complicadas.
  95. A computação e a tecnologia também
  96. permitem hoje coisas mais complexas
    um pouquinho do que só a programação.
  97. A computação física está muito na moda
  98. e algumas tecnologias facilitam isso.
  99. Alguém já ouviu falar do Arduino?
  100. É uma plataforma que permite que pessoas
    sem muito conhecimento, sem muito esforço,
  101. consigam programar um microcontrolador.
  102. Até pouco tempo atrás,
    eu trabalhava com sistemas embarcados,
  103. precisava fazer uma série de coisas,
    precisava ser muito especializado
  104. pra conseguir programar
    um microcontrolador.
  105. Hoje em dia, qualquer pessoa consegue
    pegar um microcontrolador
  106. e fazer seus programas.
  107. Tem uma plataforma chamada tAMARINO
    que está sendo desenvolvida em Recife
  108. por Ricardo Brazileiro, do grupo Modkit,
  109. um coletivo de desenvolvimento
    de arte e tecnologia.
  110. Essa ferramenta permite
    que qualquer pessoa,
  111. sem nunca ter visto eletrônica,
  112. consiga criar um circuito eletrônico
    e ligar esse circuito num Arduino
  113. e fazer seus experimentos,
    que interagem com o meio ambiente.
  114. O segundo conceito
    que eu queria desconstruir agora
  115. é sobre a forma de ensinar.
  116. Eu acho que a gente...
  117. Eu queria desconstruir essa questão
    de ter que construir muita coisa,
  118. ter que falar, ter que ter
    uma base de conhecimento
  119. pra poder ensinar algo.
  120. Em 2010, eu comecei
  121. nosso primeiro programa voluntário
  122. pra desenvolvimento da robótica,
  123. pra ensinar robótica
    pros meninos das escolas públicas.
  124. Imagine, era um desafio: ensinar robótica
  125. pra pessoas que não tinham sequer uma base
    do Ensino Fundamental muito sólida.
  126. Mas aí eu me lembrei
    de um dos primeiros empregos,
  127. um dos primeiros trabalhos
    que eu tive, na década de 90.
  128. Eu era professor
    de linguagem de programação
  129. nessas escolinhas,
    nesses cursinhos de informática.
  130. Lá nessa escolinha a gente trabalhava
    a metodologia que era muito utilizada,
  131. acho que até hoje muita gente utiliza,
  132. e que foi utilizada quando eu aprendi,
  133. na qual, antes de ensinar a programar,
    a gente vai ensinar lógica.
  134. São dois meses e meio de curso
  135. só falando de Sócrates, Aristóteles,
    proposições, premissas.
  136. Quando a gente chega no ponto
    de falar sobre algoritmos, fluxogramas,
  137. metade da turma já desistiu.
  138. O cara queria aprender,
    não queria filosofar.
  139. E os resistentes, os que seguram...
    naquela época, os caras que conseguiam,
  140. os alunos que conseguiam passar
    essa parte "torturosa" da lógica
  141. e conseguiam pela primeira vez
  142. colocar a mão numa ferramenta
    de desenvolver programas
  143. e conseguiam fazer seus programinhas,
    eles não sabiam de lógica,
  144. porque eles tinham estudado alguma coisa
    que não sabiam como iam aplicar.
  145. Então aquilo ali foi me perturbando,
    mas aconteceu algo muito interessante.
  146. Chegou uma empresa pra fazer um contrato
    com essa escolinha em que eu dava aula.
  147. Essa empresa era até bem generosa
    com pagamento, sabe?
  148. Mas ela exigiu: "O curso
    não pode demorar mais que dois meses.
  149. Você tem dois meses pra ensinar".
  150. Ótimo!
  151. Mudei toda a minha abordagem
    de ensino e já fui direto.
  152. No primeiro dia de aula, botei
    a ferramenta de programação:
  153. "Vamos fazer programa,
    não tem nada de lógica".
  154. O pessoal começou a programar,
    desenvolver seus programas
  155. e o negócio foi acontecendo.
  156. E eu via que, com o tempo,
  157. as próprias pessoas conseguiam
    criar sua própria lógica.
  158. Cada um criava a sua lógica de acordo
    com a necessidade que ele ia encontrando.
  159. Com pouco tempo, a gente
    conseguiu ensinar as pessoas,
  160. e viu que a gente poderia
    trabalhar de uma forma diferente.
  161. No final, a gente gastava meia hora
    pra falar de lógica
  162. e o aprendizado daquela turma em lógica
    era muito maior que o de todas as turmas
  163. que já tinham passado antes.
  164. Bom, voltando pra nossa desconstrução,
  165. eu peguei essa ideia
    que eu já tinha vivido, de certa forma,
  166. e trouxe pra sala de aula.
  167. A gente começou trabalhando
    com os meninos assim, pronto pro detalhe.
  168. Pegava um programa pronto
  169. que roda em computadores que estão
    presentes no dia a dia dos meninos,
  170. com os robozinhos prontos,
  171. entregava aquilo pra despertar o interesse
  172. e eles começam a mexer, a bulir, né?
  173. As crianças de hoje em dia
    já estão em um contexto de tecnologia
  174. que é muito interessante.
  175. Como usuários, eles já lidam
    com tecnologias
  176. que pouco tempo atrás
    era impossível de se conceber.
  177. Como curiosos, eles conseguem entender,
  178. eles tentam, eles querem saber
    como aquilo foi montado.
  179. E como hackers, eles querem
    mudar a forma de interação,
  180. querem dar nova funcionalidade
    para aquilo, para aquela tecnologia.
  181. Nós temos que abrir, disponibilizar,
  182. fazer com que eles possam
    realmente fazer isso.
  183. Dessa forma a gente foi conseguindo
    toda essa construção.
  184. Hoje em dia, temos um monte
    de estudantes programando,
  185. desenvolvendo softwares,
    sistemas eletrônicos.
  186. Conseguem soldar, furar,
    apresentam projetos,
  187. aprenderam a falar inglês
    só pra poder ler os manuais técnicos.
  188. E tem uma galerinha, uns estudantes,
  189. que estão conversando com os fornecedores
    no exterior pelo Skype.
  190. Alunos que não falavam
    outra língua há pouco tempo.
  191. Bom, gente, um exemplo de fazer isso...
  192. A gente pega um código
    bem complicado desse aí...
  193. É um código de Arduino
    isso aqui, tá, gente?
  194. Ensino que, se ele apertar um botãozinho,
    esse código vai pra dentro da placa.
  195. Ele aperta o botãozinho
    e vê um LED piscar na placa
  196. ou um motorzinho se mexer.
  197. É interessante que ele faz sem entender
    o que está no código,
  198. mas ele entende que o LED está piscando.
  199. E, sem falar nada, os meninos começam
    a mudar esses números que estão aí.
  200. "E se eu mudar aqui?"
  201. E quando ele vê, o LED
    já está piscando diferente.
  202. Aí, dali a pouco ele:
  203. "Mineiro, Mineiro, como eu faço
    pra poder ligar essa...?"
  204. Então, ele vem com a dúvida,
    eu vou explicar a dúvida que ele tem.
  205. Eu não tenho que ensinar
    um monte de lógica.
  206. Não, ele quer resolver um problema
    e ele consegue resolver.
  207. Dessa forma, a gente tem um estudante
    que é analfabeto funcional.
  208. Ele não consegue fazer
    uma frase correta na língua portuguesa,
  209. mas ele consegue programar um Arduino
  210. e fazer o robozinho dele resolver
    qualquer trabalho que a gente queira.
  211. Bom, terceiro e último preconceito
    que eu queria desconstruir
  212. é com relação à entrada na universidade,
  213. com relação à inclusão nas universidades.
  214. A gente está muito preocupado
    com o sistema de entrada,
  215. vestibular, Enem, agora sistema de cotas,
  216. mas será que é aí o problema?
  217. Na experiência que estou tendo,
  218. acho que o problema
    não é a forma da prova.
  219. Isso é um ponto importante, sim,
  220. é um primeiro monstro, mas ele não é tudo.
  221. Quantas crianças sequer pensam
    ou sonham em ir pra universidade?
  222. Que acham que aquilo ali é impossível.
  223. Na família dela ninguém foi, o pai, o tio
    estudaram, quando muito, o segundo grau.
  224. Foram pro subemprego
    e estão vivendo daquela forma.
  225. "Todo mundo vive assim, vive bem,
    por que vou ser diferente?
  226. Por que vou cursar
    uma universidade? Eu não posso."
  227. Com esses programas
    de experimentação da robótica,
  228. com outros eventos
    que a gente tem visto aqui,
  229. a gente consegue mudar esse patamar.
  230. Fazer com que essas pessoas acreditem
    que elas podem ir pra faculdade.
  231. Eles veem fazendo
    um experimento na robótica,
  232. em que eles podem desenvolver
    pesquisa, e pesquisa aplicada.
  233. Se eles estudarem, vão ter condições.
  234. No final das contas, os coleguinhas deles
  235. vendo eles participando de eventos,
    apresentando trabalhos,
  236. eles passam a ser líderes,
    referências daqueles meninos,
  237. que deixam de ver aquele amiguinho
    que comprou um tênis novo
  238. e começam a ver que aquele cara
    que está apresentando o trabalho,
  239. que está jogando tênis, sendo
    campeão de tênis, aquele, sim, é o líder.
  240. É aquele cara que ele tem que seguir,
    que ele consegue.
  241. Bom, desconstruí muita coisa.
  242. Só pra gente terminar, vou falar um pouco
    do que a gente construiu também.
  243. A gente tem hoje...
  244. já passamos por mais ou menos
    sete escolas lá no Recife.
  245. Mais ou menos 300 estudantes
    participaram desses programas.
  246. A maioria deles continua
    nesses programas como multiplicadores,
  247. trabalhando em algumas empresas parceiras,
  248. indo pra universidade
    com bolsas de pesquisa.
  249. Esses programas
    de experimentação da robótica
  250. não visam o ensino da robótica.
  251. A intenção ali é construir
    centros de pesquisa.
  252. Em cada escola, em cada instituição
    que a gente passa,
  253. a gente tenta deixar um ambiente propício
    pra que haja pesquisa e desenvolvimento.
  254. A gente incentiva
    que eles publiquem "papers",
  255. que participem de eventos de tecnologia,
    de eventos culturais de arte e tecnologia.
  256. Eles aprendem a furar, soldar,
    fazer rosca, a programar.
  257. Eles aprendem design.
  258. Aprendem que robótica não é só engenharia.
  259. Eles veem que a robótica veio das artes.
  260. Eles participam de eventos
    de computação e arte.
  261. Eles aprendem que podem ir
    pra universidade,
  262. que podem se incluir, que podem trabalhar
    e que podem transformar
  263. da mesma forma que a gente tem feito.
  264. São os robozinhos que vão aparecendo
    por aí, e mais um bocado de coisa.
  265. Num segundo patamar, a gente trabalha
    com uma outra coisa, que a gente chama
  266. de centro de desenvolvimento colaborativo.
  267. Esses centros, a gente instala normalmente
    em universidades e escolas técnicas.
  268. Estamos hoje em cerca de 30 instituições
    espalhadas por todo o Brasil
  269. e uma no Uruguai.
  270. Os centros de desenvolvimento colaborativo
  271. visam a pesquisa aplicada
    na área da robótica.
  272. A gente fomenta com material,
  273. leva esses estudantes
    pra participarem de eventos,
  274. pra fazerem oficinas, fazerem intercâmbio.
  275. A gente contribui pra que haja
    pesquisa aplicada.
  276. Eles participam da RoboCup,
  277. um dos principais eventos de robótica
    do mundo, eles estão indo disputar.
  278. A gente consegue,
    de certa forma, criar produtos
  279. porque a gente também
    tem um contato muito legal.
  280. Sempre aparece uma empresa que fala:
  281. “Eu queria desenvolver uma tecnologia
    pra resolver algum problema”.
  282. Então, a gente leva esse problema pra esse
    centro de desenvolvimento colaborativo,
  283. e eles desenvolvem esse produto
    e essa empresa investe neles.
  284. Muitas vezes, a gente forma empreendedores
    também com esses produtos que são criados.
  285. Por fim, a gente trabalha
    também com palestras,
  286. com oficinas
  287. de desmistificação da tecnologia.
  288. São oficinas de duas a oito horas.
  289. Independentemente da duração,
    a gente sempre faz robôs nessas oficinas.
  290. Pessoas que nunca interagiram,
    nunca tiveram contato com a tecnologia
  291. conseguem fazer.
  292. Hoje em dia, a gente faz cerca de 30
    eventos anuais, mais ou menos.
  293. Bom, isso é uma plataforma robótica.
  294. Nós somos hoje 1.284 pessoas
  295. fazendo essa desconstrução.
  296. Muito obrigado.
  297. (Aplausos)