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← Abigail DeVille Listens to History | Art21 "New York Close Up"

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Showing Revision 3 created 04/16/2018 by Mariana Zambon Ferreira Braga.

  1. ["New York Close Up"]
  2. Existe algo que,
    se você estiver em silêncio e escutar,
  3. você será guiado ou instruído a descobrir
    informações específicas.
  4. Sempre tem esse trabalho de escavação,
  5. uma forma de ressuscitar
    alguns fragmentos perdidos.
  6. ["Abigail DeVille - Escutando a História"]
  7. [Seção de Arte Contemporânea do Peale
    Museum, Baltimore]
  8. Os materiais que escolho já estão falando
  9. dialogando com o passado pela intuição.
  10. A história é profunda.
    É sombria.
  11. Ela afeta tudo o que está acontecendo,
    até nesse momento.
  12. É como uma rocha.
  13. Você pode tentar tirar uns pedacinhos
    ao abrir caminho através dela
  14. ou abrir caminho no espaço.
  15. [Abigail DeVille, artista]
    Quem conta a história é o vencedor, certo?
  16. É um lixo.
  17. É um lixo.
  18. Como os "dentes de madeira" de George
    Washington, que eram dentes de escravos.
  19. Meu Deus!
  20. É de embrulhar o estômago.
  21. Tipo, quanto mais você sabe,
    menos quer saber.
  22. [Negros Notáveis]
  23. Acho que a primeira coisa a entrar
    para a história são as atrocidades.
  24. Ninguém quer lembrar disso.
  25. Isso tem que ser esquecido.
  26. O embranquecimento da história tem a ver
    com não conseguir superar a escravidão.
  27. É a ressaca que nunca acaba.
  28. Existe muito valor em tentar fazer algo
  29. que fala sobre uma coisa
    mais importante que você.
  30. As pessoas são complicadas,
    a história é complicada.
  31. O trabalho precisa... [risos]
    refletir isso.
  32. Pensando na burocracia e
    nas pilhas de documentos.
  33. Pensando em todas as vozes perdidas.
  34. Quando é doloroso,
    ninguém quer tocar no assunto.
  35. Mas não podemos nos esquecer
    da classe de pessoas invisíveis
  36. presentes em todas as conjunturas
    e em todos os momentos
  37. de formação desses país e de seus mitos.
  38. Uma das mais incríveis belezas
    e forças dos afro-americanos
  39. é a propensão à alegria e à resiliência
  40. apesar de tudo.
  41. É ótimo poder ocupar um espaço contrário
    ou contrastante à narrativa dominante.
  42. ["A Nova Migração", Harlem, Nova York]
  43. [Canto e Percussão]
  44. As procissões da "Nova Migração" estão
    mais humanizadas.
  45. Geralmente, acontecem performances
    de guerrilha.
  46. Elas não são anunciadas.
  47. Ou você as encontra, ou não.
  48. [MÚSICA]
  49. [DEVILLE]
    O que me inspirou a fazer isso?
  50. [DEVILLE]
    É sobre a migração das pessoas.
  51. [HOMEM] --Entendo o conceito, mas onde me
    encaixo nisso?
  52. [DEVILLE]
    - Ah, onde você se encaixa?
  53. --Onde você quer se encaixar?
  54. -Não quero que você responda...
  55. [DEVILLE] Isso é com você!
    Sim.
  56. - sempre me faço
    essa pergunta.
  57. [DEVILLE]
    - É, legal!
  58. De 1914 a 1970, ocorreu
    a Grande Migração
  59. e seis milhões de afro-americanos vieram
    para o Norte
  60. buscando melhores oportunidades.
  61. O que acontece agora é como uma inversão--
  62. de pessoas saindo dos lugares
    para onde se mudaram.
  63. Mesmo no norte, as tensões
    raciais ainda existiam.
  64. Bem, porque a supremacia branca
    está em todo lugar, não é mesmo ?
  65. [MÚSICA]
  66. ["A Nova Migração",
    Anacostia, Washington, D.C.]
  67. Se arrastando.
  68. Andando descalças.
  69. São os pesos invisíveis
    que as pessoas carregam.
  70. O peso da história te puxa pra baixo.
  71. Achei que seria importante
    inserir pessoas onde
  72. ninguém sabe como os negros
    contribuíram para a história da sociedade.
  73. [MÚSICA]
  74. [MÚSICA CONTINUA]
  75. No último discurso de Martin Luther King -
    o "Sermão do Topo da Montanha"-
  76. ele diz, "Só na escuridão você
    pode ver as estrelas".
  77. Esse otimismo destemido me conquistou.
  78. O amor é como essa força poderosa
  79. que pode, de fato, incitar a mudança,
    muito mais que o ódio.
  80. Acho que o ódio causa muito cansaço.
  81. É algo que nunca quero
    perder de vista --
  82. ou que sempre quero me lembrar --
  83. que nós, como povo, vamos chegar lá.